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31/03/2006

Se você gosta de mim, você precisa conhecer a minha Avó.

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Volanda O ano é 1974. Nós estamos na Feira Livre do Ceagesp em São Paulo, "Eu não gosto de laranja Vovó", disse o neto de cinco anos, "Como você sabe? Você já experimentou alguma vez na vida?", disse a avó, "Não, eu nunca experimentei laranja, eu gosto de mexerica", "Então como você sabe que não gosta de laranja?", pausa - a criança pensa -, abre a boca, faz cara de espanto, ergue as sobrancelhas, levanta a cabeça, encara os olhos azuis da avó que abre o sorriso antes mesmo do neto dizer: "Vovó, eu quero experimentar a laranja!". O neto sou eu, a avó é o meu Anjo, a minha querida Vó Landa, que há trinta anos me ensinou a quebrar paradigmas e não ter preconceitos.

O ano é 1977. Nós estamos na casa da avó na Rua Vergueiro. Essa noite o neto vai dormir por lá. Quando soube da novidade, a mãe ficou enciumada, mas o garoto é teimoso, sempre foi teimoso, "Amanhã eu não tenho aula mamãe, eu quero ficar com a vovó", dito e feito.

"Quatro de espadas preto, cinco de coração vermelho, seis de árvore preto, sete de balão vermelho, oito de árvore preto, nove de coração vermelho, dez de espadas preto, jota de coração vermelho...", a avó gostava de jogar paciência, o neto adorava ler o nome das cartas em voz alta enquanto observava a avó jogar paciência.

"Vó, o que acontece com a gente depois que a gente morre?", "A gente se transforma em Anjo meu filho", "Anjo??? O que faz um anjo?", "O Anjo protege as pessoas, ele nos ajuda a evitar as coisas ruins. Ele cuida da gente, ele se preocupa com a sua saúde. Ele coloca a mão no seu ombro quando você está triste, ele dorme ao seu lado quando você está sozinho. Ele ajuda você a nunca se meter em trapalhada." disse a avó.

"O Anjo ajuda a gente a tirar nota 10 em matemática?" perguntou o netinho, "Não, isso ele não faz. Isso você tem que fazer sozinho. Se o Anjo te ajudar a fazer uma prova, você sempre precisará do Anjo para fazer as outras provas, não é?", "Sim", respondeu o neto, "Pois então, o Anjo também tem avó, mãe e pai. Se você sempre precisar do Anjo, ele nunca terá tempo de visitar a avó. Se isso acontecer, a avó do Anjo vai ficar muito triste. Você quer que a avó do Anjo fique triste?", perguntou a avó, "Não, eu não. Eu quero que todas as avós do mundo sejam muito felizes" disse o netinho, "Eu não gosto de matemática... mas eu vou prestar mais atenção às aulas e fazer todas as lições de casa para que o Anjo possa visitar a avó dele de vez em quando", completou.

"Meu neto querido, o maior medo que eu tenho na vida é me tornar uma velhinha dependente de outras pessoas para fazer as coisas que eu quero fazer", disse a avó, "Lembre-se sempre de uma coisa muito importante que eu vou te dizer agora: Nós não nascemos para dar trabalho para os outros. Nós nascemos para proteger a família, cuidar dos amigos, dar amor as pessoas que gostamos muito e ajudá-las nos dias que estão tristes. A pior coisa da vida é depender de alguém. Eu não quero depender de ninguém. Eu não quero atrapalhar a vida de ninguém. Quando você crescer, você terá os seus filhos para cuidar, o seu trabalho para fazer. Eu não quero que você atrase a sua vida para cuidar de uma velhinha coitadinha e dependente. Eu quero que você viva a sua vida, cresça muito feliz e com muita saúde. Eu espero que você venha me visitar sempre que puder, traga sua família para eu conhecer, mas não precisa ficar por muito tempo. Eu nunca estarei sozinha. Eu tenho os meus livros." disse a avó.

"Por que você gosta tanto de livros vovó?", perguntou o netinho, "Eles são tão pesados, grandes e sem graça. Eu prefiro as revistinhas da Turma da Mônica. Eu adoro o Cebolinha", disse o netinho.

"Ah, meu neto querido, eu conheci o mundo inteiro através dos livros. Eu já estive no Egito, na Grécia antiga, em Roma. Eu já viajei até a Lua, Marte e Saturno. Eu conheci o frio do Pólo Norte, eu vi Dom Pedro I declarar a Independência do Brasil. Eu até conheci a Bela Adormecida e a Branca de Neve... Eu conheci a China, o Japão, a Babilônia. Eu ajudei a Agatha Christie colocar uns homens maus na cadeia. Eu vi tanta coisa bonita, eu conversei com tanta gente inteligente... Eu vi Jesus pregar em cima da Montanha quando ele era jovem que nem você, e fiz tudo isso sem levantar daquela cadeira." disse a avó dos olhos azuis sempre brilhantes.

"Nossa! Eu não sabia que era possível conhecer tanta coisa bonita com os livros. Eu pensei que os livros fossem chatos que nem os adultos." disse o neto espantado, "O papai e a mamãe tem vários livros em casa, eu vou pegar um amanhã e começar a ler".

"Porque você não começa hoje? Eu tenho um livro aqui que você vai gostar...", a avó levantou da cadeira, deixou as cartas na mesa, tirou um livro da estante, e entregou para o neto.

"A Bí-bli-a I-lus-tra-da pa-ra cri-an-ças. A Bíblia ilustrada para crianças!" explodiu o neto de alegria depois de saltar da cadeira direto para o sofá da sala com o livro na mão.

"Todas as histórias são muito bonitas. A história que eu mais gosto é a história de José.", disse a avó.

"José é o nome do meu pai!", disse o netinho.

"Isso mesmo! Mas o José da história é outro. Na história, José é maltratado pelos irmãos. NUNCA MALTRATE OS SEUS IRMÃOS, viu? Mesmo que eles peguem os seus brinquedos e quebrem, mesmo que eles te batam e façam você chorar, não faça o mesmo para eles. Quando um não quer, dois não brigam. Quando alguém ameaçar te bater, antes que você pense em brigar, lembre-se do que eu te falei hoje, e lembre-se da história do José. Mas agora leia, leia! Eu vou estar aqui jogando paciência, esperando você para conversarmos sobre a historinha." disse a avó.

O ano é 2006. Nós estamos na cidade de Rio Claro interior de São Paulo, Sala Seis do Velório do Cemitério Municipal da cidade. Eu olho para a minha prima Cláudia, a gente se abraça, e chora, chora, chora, ela diz, "Ricardo, o nosso Anjo foi embora, o nosso Anjo foi embora, o nosso Anjo foi embora..." A dor é grande, a tristeza não cabe dentro da gente. Eu olho para a minha querida Vó Landa, 92 anos de idade, tranquila, serena, dormindo, e penso, "Alguém tá precisando dela. Alguém muito importante tá precisando dela....", "Vai Vó!!! Vai feliz. Alguém tá precisando aprender a perder os preconceitos. Alguém tá precisando quebrar paradigmas. Alguém tá precisando aprender a ler. Alguém tá precisando aprender a não brigar. Alguém tá precisando visitar a avó querida."

Vai Vó! Vai para o sempre porque aqui você já é parte de mim, Ontem, Hoje, SEMPRE.

TE AMO!

QUEBRA TUDO VOVÓ!!!!

Do teu neto que não seria ninguém se você não tivesse existido,

Ricardo Jordão Magalhães
Neto da Vó Landa

Eu, minha avó querida, e toda a família em um álbum de fotos muito especial que mostra a passagem desse Anjo Bondoso pelas nossas vidas. Esse Ser Humano muito especial que nasceu para criar, ensinar e guiar uma grande família por 92 anos. Tchau Vó, um dia desses a gente se encontra!

Comments

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RICARDO,
SÓ TENHO A DIZER: PARABÉNS!!!
PARABÉNS PELA HISTORIA LINDA QUE COMPARTILHOU CONOSCO!
A HISTORIA DE UM NETO E SUA AVÓ...CERTAMENTE ESTE ANJO BOM JÁ ESTÁ AGINDO NA ETERNIDADE!
PAZ E LUZ A ELA E A TODA SUA FAMILIA!
SILVANA

os anjos existem e cada vez mais tenho absoluta certeza disso! ;))

Ricardo, obrigado por lembrar, todas as semanas, que nós ainda somos seres humanos.
É difícil dizer se o que me tocou mais foi a lição do consultor, ou o carinho de um neto.
Sucesso e um grande abraço!

Parabéns, o seu anjo é lindo. Emocionei-me com sua historia, me fez lembrar do meu anjo.

Um anjo maravilhoso de cabelos negros com mechas brancas, sorriso maroto e gentil,

um colo maravilhoso que da vontade de ficar o dia todo nele e quando faz cafuné então...ah

é muito bom.

Que saudades do meu anjo.

Espero um dia estar com ela novamente.

Um grande abraço

Rosa Marta

É Ricardo... essa é a vida! Nossos anjos têm que visitar seus avós... Como disse à minha filhinha, quando ela tinha 1 aninho e um pouco mais,e meu pai se foi... o vovô foi encontrar com a vovó no céu. Agora eles serão duas estrelinhas brilhando e iluminando-nos...
Paz para vc!
Bom final de semana...

Obrigado Ricardo,

Enquanto lia, só consegui pensar na minha própria Avó que tb me ensinou a ser o ser humano que sou hoje.Já faz algum tempo que não a vejo e só agora pude perceber como estou com saudades.Quantas oportunidades se abrem pra gente!!! Quantas coisas deixamos pra trás todos os dias sem que nos demos conta.

Muito obrigado,

MUITO SUCESSO!!!! 2006 É NOSSO!!! VAMOS QUEBRAR TUDO!!!

Caro Ricardo,

Estou emocionado com o que escreveu sobre sua avó. Fico sempre feliz ao ler suas mensagens e sempre tiro algo de bom delas, e comparações com o que acontece em minha vida.
Desejo a você muito sucesso e que continue assim como és. Uma pessoa especial, com idéias e pensamentos inovadores.
Minha avó tem 94 anos e está em minha casa, aos cuidados de minha mãe. Nunca irei me esquecer de tudo o que ela me ensinou.

Um forte abraço.

Ricardo Simões

Puxa, Ricardo, esse é o post mais lindo que você já escreveu! Com certeza a Vó Landa está muito feliz e orgulhosa de você e da homenagem de amor maravilhosa que fez a ela :) Muito especial mesmo, as fotos também.

A parte em que ela te ensina sobre os livros é demais, vou levá-la comigo para o Business Opportunities, afinal, todos (em especial os brasileiros) precisam dos Anjos ;)

Você é muito especial e com certeza, os Anjos adoram estar ao seu lado, sempre!

Abraços carinhosos a você e sua família e um beijo de agradecimento à querida Yolanda :)

Ricardo Jordão Magalhães,

Que vovó maravilhosa, você é o CARA! Deve ter aproveitado muito da sabedoria dessa velhinha! Eu vi foto por foto! Que família linda! MUITO OBRIGADO, cada dia essa fonte fica mais iluminada. Por tres vezes você me leva a emoção-maior. Eu também amo pessoas apaixonadas.

Expedito Rezende de Almeida

Fala Ricardo!

Numa hora como essas, em que as pessoas costumam dar os pêsames, lá vai:

Meus PARABÉNS por nascer em uma boa família!

Conforme você mesmo disse, as lições ficam gravadas em nós, são parte do nosso ser, e aos poucos vamos passando o melhor que pudermos para as gerações seguintes.

Minha esposa também é de Rio Claro. Minha avó, de Minas Gerais. Quando ela faleceu, ano passado, escrevi o seguinte:

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/67349

Já o "Mulheres de Aço" escrevi em homenagem à filha da minha avó, e à cidade na qual chegou ainda menina. Se quiser, confira

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/120694

Do Amigo,

Charlles Nunes
("Ando devagar porque já tive pressa, gosto de sorrir porque já chorei demais...")

Caro Ricardo

Sou leitora assídua de seus artigos, fã de carteirinha de suas idéias e não poderia deixar de parabenizá-lo por seu talento na arte de escrever, mesmo num momento de dor você é capaz de nos mostrar o lado bom das coisas da vida, das pessoas que fazem o bem como a "Vó Landa".

Não consegui segurar minhas lágrimas ao ler o texto e ver as fotos de sua família, que Deus abençoe a todos vocês nessa hora difícil e que venham dias de muita felicidades e com certeza virão com o crescimento da sua filha.

Abraços,

Cibele Silva

Ricardo,

Linda mensagem. O seu Anjo foi encontrar-se com o meu Anjo, meu pai
querido... Que eles continuem nos orientando e, com a benção de Deus, nos
guiando para os caminhos do AMOR.

Rosangela

Caro Ricardo,

Venho recebendo seus informes ao longo do ano passado e aprecio bastante a sua escrita. Porém em nenhum momento tive tanta vontade de elogiá-lo como agora quando acabo de ler o lindo texto homenagem à sua avó.

Ao lê-lo me veio a lembrança de minha própria infância no interior de São Paulo, os conselhos de uma vovó também sábia que a muito tempo já virou anjo e hoje, quem sabe, faz parte do coral de anjos especiais que cantam hinos de louvor e boas-vindas pela chegada de Dona Landa.

Agradeço a você por todos os netos que não puderam ou não tiveram a brilhante inspiração do menino crescido que hoje imortaliza sua velha inspiradora de valores.

Viva os grandes de alma!!

Debora Pompeu

Caro Ricardo:

Acompanho seus informativos que conheci no site ADMINISTRADORES.COM.BR. Desde então, recebo o 'QUEBRA TUDO' e, apesar de equacionar bem meu tempo, paro o que estiver fazendo para lê-lo e, principalmente, absorver as idéias. Têm sido muito úteis no meu dia-a-dia e não só no meu empreendimento.

No entanto, hoje escrevo para compartilhar com você a dor da perda do seu ANJO ( sei que não tenho esse direito, me perdoe). Seu texto, dedicado a sua Avó, é emocionante e me remete a lembrar dos meus ANJOS.

Almir da Silva Barros

Parabens Ricardo,

Muito bonita sua homenagem, com certeza alguem esta precisando mais da sua Vo do que nos aqui. Ela ja cumpriu sua missao neste planeta. Que ela tenha muita sabedoria para partilhar com seus novos "netos".

Um grande abraco

Alexander

Ricardo

Aqueles a quem amamos são como estrelas cadentes a iluminar nossa vida.

Com certeza sua Avó irá brilhar e levar sua luz a outros recantos.


Elaine

Olá Ricardo.

Desculpe a intimidade. Mas como sempre acabo lendo tuas histórias e concordando com boa parte delas, posso me sentir mais próximo e, neste momento, ao vê-lo relembrar a vó Landa , me solidarizar contigo, muito mais pelo que tua Vó deixa em vc e seus primos e primas , do que pela partida inevitável.

Ainda é salutar, prazeroso mesmo , descobrir outras pessoas que tiveram Vós como a tua, a minha.. gente do interior que enxergava muito além do olhar.. muito além das tramas comezinhas da vizinhança, da cidadela (grande ou pequena, não importa) , dos valores tradicionais obsoletos e retrógrados.

Continue tua cruzada pela liberação deste fardo enorme que a cultura “tradicional” impõe, cotidianamente, a toda a gente, nos múltiplos ambientes de nossa ação.

Um abraço,

Fernando Henrique

Ricardo,

Toda vez que " leio você" fico cheia de interrogações e buscando minhas respostas.
Hoje... estou muito emocionada! Com lágrimas escorrendo pela minha face e pensando... que bom que vc pôde viver tudo isto!!! (eu mal conheci minhas avós e não usufruí deste carinho especial.) PARABÉNS por pertencer a esta VÓ.
Espero que nós, mulheres, mães e netos, que tivemos o privilégio de receber hoje esta lição de amor de uma Avó e um Neto, possamos guardá-la e oportunamente relembrá-la e aplicá-la.
Amei seu album! Amo Você também! Pois tenho a certeza de que um "Grande Pedaço" desta Vó está em Você.

Que Você continue cada dia melhor!!

Um grande abraço com respeito e carinho!


Luciana de Souza

Ricardo,

Só lhe conheço por letras, mas meus sinceros sentimentos. Simplesmente emocionante. Tenho dois filhos e quero ser um pai, um avô, um bisavô e quem sabe um tataravô assim, como a sua vó.

André Marques

Meu caro, achei demais as fotos de sua avó.

Minha avó já morreu há muito tempo, mas era uma pessoa linda. Uma alma como poucas.

Teve oito filhos, os criou com sacrifício e muita simplicidade, mas todos muito boa gente!!! Sabe, minha avó nunca falou nada negativo de um filho pra outro. Nunca!!!

Muito difícil nos dias de hoje uma pessoa não criticar a outra, não é? Mas com o tempo vão aprendendo o quê realmente devem enxergar...

Recebo seus e-mails pela empresa e acho muito bons. Estou divulgando prá alguns amigos.

Continue com seus textos, você só tem a crescer e ajuda muita gente a começar as mudanças, primeiro dentro de si mesmas.

Um abraço,

Eliana

Caro Ricardo,

Penso que nada nessa vida é coincidência, porque recebo Biz Revolution em meu e-mail, devoro seus artigos e no velório da Vó Landa (peço licença para tratá-la assim), apesar do momento infinitamente triste, tive a oportunidade de conhecer a determinação e garra de sua avó.
A mãe de minha melhor amiga estava sendo velada na Sala Cinco, ela nos deixou aos 81 anos a caminho do trabalho (era costureira na Gallo Decorações há 30 anos) e sucumbiu a um AVC silencioso, sem trégua, fulminante.
Como passei a maior parte do dia no velório, conversei com alguns parentes da vó Landa, os quais me contaram detalhes da guerreira que partiu para outros campos. Me disseram que na UTI, ela não aceitava que lhe colocassem o soro no braço... foi independente até o fim. Sei que sofreu uma queda naquela semana, as complicações típicas da idade vieram e ela se foi em pouquíssimos dias.
Chorei muito por Guilhermina - minha segunda mãe e chorei por vó Landa, diante da serenidade emoldurada pelos cabelos grisalhos.
Ricardo, no último sábado perdemos muito, mas tenho certeza de que Deus decidiu levar aqueles dois anjos guerreiros de forma muito parecida. E foram veladas ao lado uma da outra, sala 5, sala 6, mulheres fortes na determinação, semblante sereno, estórias esculpidas com orgulho nas rugas do tempo.
Vó Landa e Guilherma se foram, o vazio ficou, mas sei que não foi por acaso que a conheci brevemente ali na Sala Seis... com Guilherma aprendi a não desistir nunca e com vó Landa descobri que mulheres fortes fazem diferença ainda que prestes a serem sepultadas.
Obrigada vó Landa pelas poucas e ricas horas de sua vivência para minha vida e obrigada Guilherma pela ternura e exemplo que sempre me fortificaram.
O céu se tornou mais rico...

Ricardo, grande abraço e parabéns pelo seu trabalho no Biz. Também, neto da vó Landa, né?

Fátima Sanches
Rio Claro, SP

"- Ela era velha, já viveu muito..."

"- Que bom que ela não sofreu muito no hospital..."

" - Você ainda teve seus avós até os 40 anos!"

Esses foram alguns dos comentarios "confortantes" que recebi de, acredite, alguns amigos, entre junho (minha avó) e a semana retrasada quando meu Avô faleceu no hospital do servidor público São Paulo.

Ricardo, é a primeira vez que escrevo para você.

E gostaria de não me estender muito, mas queria te dar parabéns.

Sabe de uma coisa, tenho refletido muito pelo que aconteceu com meus avós e uma das conclusões que tirei acho que cabe também pra você.

- Não eram só eles que foram especiais, nós fomos também, pois tivemos a sensibilidade de entender os mais velhos, de oferecer amor, atenção, dedicação, de ligar sempre, de levar nos finais de semana aquele pão italiano quentinho, e de receber quitutes de amor e doces recheados de vida!

Fomos muito especiais também, e isso não é pouco, tenha certeza disso!


Ricardo, não gosto de livros de auto-ajuda, tenho como amparo de meus objetivos e direcionamentos de "ajuda" minha pequena fé em Cristo, sou cristão.

Mas a mais ou menos uns 60 dias atras me deparei com o seu livro Quebra Tudo e alguma
Coisa esquisita fez com que o comprasse. Terminei a leitura, comprei para um amigo e esse até chegou a escrever até um e-mail para você.

Ou seja, não gosto de conselhos fáceis ou e-mails motivadores, daqueles que no final exclamam: - envie para 30 amigos...


Ricardo, seu livro tem algo de muito bom, ele é simples, e fala aos valores mais simples que temos e estão tirando um cochilo.


Continue assim, fica uma singela e fenomenal dica que recebi da minha vó Maria:

Seja simples e humilde! Básico não?

Parabéns,

João Marques

Ricardo, que bom sua vó Landa ter estado com você por tanto tempo! Que felicidade! Eu convivi com meu avô Smith. Na verdade era um senhor inglês, amigo do papai. Ele contava histórias e lia livros prá mim e minha irmã. Mas ele já era um senhor velhinho, e não pôde ficar muito conosco. Meus avós consanguíneos... Não os conheci... Não que deva servir de conforto, mas que bom que deve ter sido!
Ontem estive com minha mãe, que é avó dos meus já grandes filhos. Fui ver uns livros de receitas dela e achei uma receita que há muito ela não faz: Bolo Peteleco!!!! Pedi a ela que prepare na Páscoa, quando queremos nos reunir.
Espero que você tenha aproveitado MUITO todas as vezes que esteve com sua Vó Landa. Obrigada por me fazer lembrar que cada vez, pode ser a última. Muito obrigada!
Marcelo

Ricardo, boa dia,

Você realmente tem poder de fazer-nos pensar sobre nossas vidas. Saiba que desde que comecei a ler suas colunas (há mais de 02 anos), e seu livro (recentemente), encaro a vida e as pessoas de outra maneira.

Acredito também que as pessoas são essencialmente boas. O que as estragam, definitivamente, é o meio, são as vontades canibais de alguns em querer sempre mais e mais e mais e mais. Quando será que vão entender que a vida é feita de alegria, de sorrisos, de abraços, de carinhos, de mães, pais, irmãos, amigos, filhos, sobrinhos, tios, primos, vovôs e vovós, como a sua, a vovó Landa.

Sei da dor que está sentindo. Já passei por isso quando meu avô Alberto se foi no ano de 2000. Nossa história nesse caso é muito parecida. Ele me ensinou muito, muito do que eu sei hoje. Mas a vida meu amigo, continua. O tempo lhe dirá isso. Não que você a esquecerá, jamais. Mas saiba que outras pessoas estarão sempre contigo, ao seu lado, junto com você, e te darão as forças necessárias para continuar. Precisamos de você, suas mensagens nos fazem crescer, nos fazem saber que as nossas "vovós Landa" estão aqui para nos motivar a sermos melhor a cada dia.

Deus te abençoe,

Seu amigo,

Bruno Reis

Caro Ricardo

Meus sentimentos pela perda da sua vovó. Seu Relato me fez lembrar da minha mãe, também falecida, com o perfil semelhante.
Parabéns pela coragem de escrever.

Abraços

Martin

Ricardo,

Você sabe que leio o BizRevolution desde o início. Todos são interessantes, mas este é único e especial.

Parabéns por ter tido a sorte de conviver com seu Anjo por tantos anos aqui na Terra; parabéns por ter tido a inteligência de aproveitar as lições de amor e sabedoria que seu Anjo transmitiu; e, sobretudo, parabéns por ter coragem para expor seus sentimentos para quem quiser ver.

Esta é uma atitude rara neste mundo tão corporativo, tão cheio de máscaras, tão cheio de "isso não fica bem para um profissional".

A dor da perda não passa, mas vai amenizando, transformando-se em algo que dá para conviver; as lições e o amor que recebemos, esses nunca desaparecem.

Seu Anjo, com certeza, está zelando por todos nós, que, a cada dia, tentamos ser e fazer o melhor possível,

Marta Lagucci

Pô cara! Fiquei realmente emocionado.
Meus sentimentos eu acho que é o máximo que um desconhecido como eu poderia lhe dizer nesse momento.

Mas só quem já passou por uma situação parecida é capaz de saber o quanto de sentimento pode haver numa frase que parece um simples clichê.

Com certeza, ela estará sempre junto com você. E vai estar "quebrando tudo".

Marcos

Caro Ricardo:
Te acompanhamos, sempre
Hoje, especialmente
Abraço
Hugo Piedrafita, AEI Ltda.

Ricardo meu sentimentos, e lembre-se SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO.
Monica

Oi Ricardo...emocionante. Meus pesames. Voce sabia que meu pai e meus avos paternos ( a minha avo paterna foi meu anjo tambem...) sao de Rio Claro? Eu passava as férias lá quando criança.

Abraço

Odivaldo Moreno

Parabéns Ricardo. Bela homenagem, lindo texto, realmente emocionante. Esteja certo de que a vó Landa está agora em um belíssimo lugar, desfrutando da felicidade de ter cumprido a sua missão na terra.

Abraços,
Eduardo Peres

Ricardo apesar da circunstâncias...parabéns pelo seu amor e desprendimento, com certeza aprendidos com o exemplo vivido pela sua querida vovó Landa.

beijos

paz e luz

Polyana

Ricardo:

Fiquei muito contente por conhecê-lo. Obrigado por partilhar seu lindo álbum de fotografias conosco.

Com toda a certeza seu anjo está no ceu.E, pelo que pude perceber na história que você contou, deve estar colando peninhas caídas nas asas de outros anjos, arrumando as auréolas ou conversando, sentada numa nuvem muito fofa.

Sinto muito.

Grande abraço

Leda Soares

Oi Ricardo,
Não pude deixar de escrever-lhe, para deixar o meu carinho nesta hora tão difícil. Fui também muito coroada pela existência de uma grande avó, que já virou anjo há mais de 15 anos, e é minha companheira no dia a dia. Com você não será diferente. "VÓ Landa" estará pertinho de ti em todas as horas, você sentirá sua presença doce. "Até a ausência virar uma presença, aí reside a dor" já me ensinava o meu querido avô (outro anjo). Depois que passar este luto difícil, os anjos vivem conosco, mesmo!
Fique com Deus.O que precisar (quanta pretensão!?) estarei aqui ao seu dispor.
Abraços,
Maria

Olá Ricardo,

Parabéns pela homenagem, e tenha a certeza que do lado de lá a tua querida Vó Landa vai poder ser o Anjo de muito mais gente. Segue um pequeno texto, interessante para esse momento.

Felicidades,

Alexandre

ENFRENTANDO A MORTE
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)

O apóstolo Paulo, ao ensinar a imortalidade da alma, reportou-se à morte,
perguntando: onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?

Para os que crêem na transitoriedade da vida física e na perenidade da vida espiritual, a morte é encarada com serenidade. Recentemente, um companheiro espírita passou pelo doloroso lance da desencarnação de sua esposa.
Naturalmente que o coração ficou dolorido. Era a separação física, após multiplicados anos de um matrimônio de muito amor.

Juntos, eles construíram o lar, recebendo os filhos, um após o outro, sempre com renovada ternura.
Juntos, observaram os filhos, um a um, formarem seus próprios lares, coroando-lhes a existência com vários netos.
Juntos, choraram as dores dos filhos, resolveram as dificuldades próprias da vida terrena, e se alegraram com as pequenas e grandes conquistas da sua prole.
Juntos, comemoraram muitos aniversários, dos filhos, dos netos, do seu casamento, muitos natais de luzes e paz.
Juntos, gozaram férias, foram à praia e ao campo, sempre lado a lado, ano após ano.

Agora, ela partira. Mas, apoiado na fé e na certeza da imortalidade, embora com as lágrimas a lhe invadirem os olhos, ele tomou as providências que se faziam necessárias. O corpo da esposa foi levado para o lar, para as homenagens da família e dos amigos. Tudo simples. O caixão, e nada mais.

Entretanto, à medida que os familiares e amigos iam chegando para os aDeuses, algo inusitado lhes chamava a atenção, na ampla sala de visitas.

Em vez de se deterem frente ao caixão, que estampava a morte, seus olhares eram atraídos para a parede da sala onde estavam afixadas várias fotos de quem se fora. Fotos de sua juventude, fases da maternidade, fotos de alegria e de convivência familiar. Em meio a elas, escritos e desenhos de crianças.
Todos os que ela guardara, com carinho, ao longo dos anos, feitos por seus
netos: os primeiros rabiscos, as primeiras letras, os ensaios de gravuras.

Um verdadeiro louvor à vida que nunca perece, ao espírito que se fora, cumprida a tarefa.

Na hora de baixar o corpo à sepultura, as netinhas, num coral espontâneo, cantaram uma doce canção para a avó. E filhos e netos soltaram balões coloridos que rapidamente encheram de colorido o céu, numa clara mensagem de liberdade. Por fim, uma salva de palmas ao espírito que, vitorioso, abandonou o casulo da carne, retornando ao mundo espiritual.

Para quem participou, foi emoção pura. Para quem se deteve em observação, uma lição de vida no enfrentamento da morte. Para quem crê, a certeza de que a vida prossegue, e o ser amado se encontra em pé, aguardando os amores que ficaram, até o término da sua própria jornada. 

Quase sempre a desencarnação de alguém é considerada infortúnio por aqueles que permanecem ainda na terra. Certamente é uma questão grave, mas não desgraça, exceto para quem não creia na vida verdadeira, que se estende para além da aduana da morte, adentrando pelas largas e iluminadas portas da espiritualidade.

Sabendo-se enfrentar esse fenômeno natural, dele se pode retirar valiosos bens que felicitam a criatura.
 

Equipe de Redação do Momento Espírita

Querido Ricardo

Imagino o quanto é a sua dor neste momento.

Eu também tive a minha Avó Virginia que era uma anarquista, e quando se foi levou um pedaço de minha alma, isso já faz 16 anos.

Mas ficou um ensinamento tão bom e forte que faz parte de minha vida constante.

Grande Abraço.

Marcelo Dias
Admirador do BIZ

Oi Ricardo,
Meus sentimentos pela sua Avó!
Sou sua fã e fã do Biz! Agora mais ainda. Você me emocionou demais com a sua demonstração de carinho pela família, e, especialmente pela sua linda Avó!
Tenho certeza que lá no andar de cima ela está "quebrando tudo"!
È isso aí cara! Continue com o seu trabalho maravilhoso! Ele já está dando muitos frutos! Você não tem noção do quanto mexeu comigo! A minha vida profissional hoje é totalmente positiva. Antes de conhecer o Biz era medíocre.
Obrigada pela diferença que você fez e faz na minha vida!
Vamos quebrar tudo!
Eu também sou fã do ser humano!
Abraço.
Debora

Ricardo:

Bom dia!

Obrigado por “avivar lembranças” de minha infância. Parabéns pelo texto para a Vó Landa. O mundo está precisando de anjos irrequietos e menos de “politicamente corretos” (que horror!). Vamos orar pelo seu espírito e que o Todo Poderoso a fortaleça para que possa reencarnar logo para voltar a QUEBRAR TUDO!

Um grande abraço e conte comigo!

Marcio Lima

Ricardo,

Você ( Biz) faz parte de meus dias constantemente, gosto de armazena-las para ler sempre que estou querendo cair na mesmice e quero ressaltar a biz de 31/03 , sua avó era uma vó que todos precisamos ter, pessoas raras e corajosas.

Por suas opiniões tão "centradas" ,desculpe, centradas mas não caretas e cheia de blá bla blá, radicais e muito bem colocadas por sinal, aprendeu muito com ela e hoje tem a coragem para expessar suas convicções e quebrar a mesmice que estava no ar.

Obrigada por partilhar momentos tão felizes de sua vida conosco.

Claudia

Ricardo, Recebi um e-mail com a história "Se você gosta de mim, precisa conhecer a minha avó." Que história!!! Adorável, encantadora, maravilhosa, comovente. Por vários motivos. O primeiro e o mais importante prá mim, é porque também tive uma avó um pouco assim, um anjo que veio prá, entre outras coisas, cuidar de mim e me dar um amor que mesmo depois de 32 anos de ausência, ainda é o elo que me mantém firme em muitas situações. Segundo, porque a história foi escrita por um homem. Já não se fazem mais homens assim!!!! Sensíveis, corajosos, honestos com a sua verdade. És um raro exemplar dessa espécie. E terceiro, porque te propuseste a contá-la, prá que outros se dêem conta de que os anjos andam por aí, em volta, por perto, prá te ajudar, mas que precisamos fazer a nossa parte, prá dar um pouco de folga prá eles. E, no Brasil, parece que as pessoas, algumas, nem todas, esperam que os anjos façam tudo por elas. Eu tenho, também, um pouco de pressa, de fazer, de acontecer, de viver, parece que o meu tempo está marcado pela ação, oportuna e eficaz. Na família, no trabalho, na ajuda aos outros, quando possível. Obrigada pela oportunidade de ler o artigo e poder entrar em contato, porque gosto de me sentir conectada com o universo quando ele age em prol do desenvolvimento humano. Parabéns e sucesso!!! Marina

Ricardo, meus parabéns por permitir de coração que tenhamos mais um lindo anjo lá em cima olhando por nós!!

Também perdi minha avó recentemente (Minha avó Albina tinha 95 anos) e realmente são as pessoas que nos mostraram o verdadeiro sentido de “família” e “respeito mútuo”, com o qual crescemos e infelizmente estão tão em baixa hoje em dia! Muitas famílias desfeitas e destruídas pela ganância e o egoísmo!

Famílias como a que sua e minha avó constituíram são realmente o que há de mais importante aqui na Terra, pois somos a grande esperança desses anjos de criarmos mais anjos para ajudá-los quando eles tem apenas que orar por nós...

Grande abraço de seu aluno e sempre amigo,

Fabio

Fiquei emocionada.

Daí a gente pára e reflete o papel das pessoas nas nossas vidas. O quanto elas nos ensinam, mesmo sem perceberem. Seja com adultos ou crianças, sempre temos o que aprender.
Conforta pensar que ela foi, de fato, ajudar outros; que ela cumpriu seu papel nessa linda família.

Um abraço,

Daniela Camargo

Bom dia Ricardo,

Que Deus abençõe e continue iluminando você e toda a sua família e é claro a sua querida vó Landa onde quer que ela esteja e muito obrigada por compartilhar um pouquinho da sua vida e mostrar através dela mais uma vez uma lição de vida para todos nós. Fiquei muito emocionada, pois infelismente não pude conviver com minhas avós.

Muitas felicidades, hoje e sempre...

Maria do Carmo

Cara(nessa hora não cabe nenhum Prezado Ricardo),

Não vou e nem quero me estender. Também perdi meu anjo recentemente e foram essas as sensações e conforto que tive. A dor e a saudade são confortadas pelas lembranças, pelo aprendizado e pelas emoções e sentimentos vividos.

E você mostrando esse coração, esse "seu ser gente" tem que ir longe. Você tem que ir longe, pois além de pragmático, determinado, "é gente". Você tem que ir longe porque a sociedade precisa de "gente". Gente como você. Você tem que ir longe porque tem o que ensinar. E mais que isso: precisamos(nós, sociedade) que você ensine.

Não desista dessa tua empreitada

Forte Abraço

Jorge Salles

Ricardo,

Acabei de Ler "Se você gosta de mim, você precisa conhecer a minha Avó." e fiquei emocionado.

A semente brota, vira árvore, dá frutos....saborosos....que tem sementes, que brotam, que viram árvores e que dão frutos....saborosos....

Assim é a vida, pra ser saborosa e vivida...

Parabéns para seus Pais, que souberam plantar anjos...

Abraços.

Fernando Sá

Olá Ricardo,

Fiquei realmente emocionada e encantada com a msg sobre a sua avó. As últimas fotos com sua avó estão muito carinhosas. Realmente é muito bom qdo temos pessoas que nos ensinam tanto e nos deixam tão boas recordações.

Grande abraço pra vc

Nelia Marques

Sr. Ricardo, não pude conter as lágrimas quando li o texto da edição 294 do Carreira e Sucesso da CATHO, vc fala com tanto carinho da sua avó que realmente, me lembrou a minha que morreu com a mesma idade, não contive o choro, nos mostrou que a família é a coisa mais importante do mundo para o ser humano e como é importante amarmos as pessoas, respeitá-las, ouvilas, seguir suas orientações, porque tenho certeza de uma coisa, ninguém no mundo quer mais o nosso bem do que nossos pais e avós, jamais vão pedir, intecionalmente, para fazermos algo que nos prejudique.
Parabens pelo seu texto, foi toda a emoção daquele netinho de 1974 colocado pra fora num momento de dor, que ela esteja com Deus.
Um abraço
Sônia

Ricardo,

Lamento muito pela sua avó.
A minha também era uma pessoa muito especial, como a sua. Era uma pessoa que amava todos os seres vivos (homens; aninais e plantas) e respeitava a natureza e a Deus, incondicionalmente.
Ela se foi há um ano.
Fica um enorme vazio em nossos corações, mas é como você escreveu. Algumas pessoas são como anjos, passam por aqui para trazer alegria, uma mensagem de paz, de amor. Depois se vão para outras grandes missões.
E a nossa vida continua. Para que possamos continuar a semear o que aprendemos.
Tive uma filha, agora em 06 de março, chamos ela de Angela (anjo). A Angela não conheceu a minha avó, mas vou passar para ela tudo de bom que aprendi com ela. Assim estarei fazendo a minha parte.

Continue a missão da sua vó Landa aqui na Terra. Muita força !!!

Um abraço,

Maria José

Sr. Ricardo Jordão

Você sempre provoca alguma reação com seus maravilhosos email..., normalmente a reação é de quebradeira... porém dessa vez... caí em prantos..

Espero que Deus conforte o seu coração e de sua família..., porque pessoas como a sua avó realmente farão falta pelo resto de suas vidas, eu conheço essa perda, mas também conheço o amor de Deus e sei que os dias passam e vai ficando menos dolorido.

Um abraço

Luciana Mendes

Olá Ricardo

Preciso te dizer que: conhecendo sua avó, já estou gostando muito de você!

Navegando pela Net, no site do Grupo Catho, li a matéria que você escreveu sobre a convivência com a sua avó Landa. Vi suas fotos e me emocionei por você.

"Lembre-se sempre de uma coisa muito importante que eu vou te dizer agora:
nós não nascemos para dar trabalho para os outros. Nós nascemos para proteger a família, cuidar dos amigos, dar amor às pessoas de quem gostamos muito e ajudá-las nos dias em que estão tristes. A pior coisa da vida é depender de alguém. Eu não quero depender de ninguém. Eu não quero atrapalhar a vida de ninguém. Quando você crescer, você terá os seus filhos para cuidar, o seu trabalho para fazer. Eu não quero que você atrase a sua vida para cuidar de uma velhinha coitadinha e dependente. Eu quero que você viva a sua vida, cresça muito feliz e com muita saúde. Eu espero que você venha me visitar sempre que puder, traga sua família para eu conhecer, mas não precisa ficar por muito tempo. Eu nunca estarei sozinha. Eu tenho os meus livros"

Que belos ensinamentos ela te proporcionou!

Qualquer coisa que eu diga não será capaz de expressar o que senti lendo o seu depoimento.
Mais ainda, você me tocou porque tive a infelicidade de também perder no dia 12 de abril passado a minha querida avó Ducília. E exatamente por isso tenho certeza de que sei o que você sentiu e sente ainda.
Moro em Minas e Ela morava no interior do Paraná. Fizemos 14 horas ininterruptas de viagem para nos despedir dela, neste tempo, e até hoje eu alterno sentimentos de dor pela perda e resignação, pois também me identifico com você quanto àquele sentimento de que se ela se foi é porque outros precisavam dela.
Continue seu trabalho, tenha certeza de que você também é O Anjo para muitas pessoas que te cercam!
Um abraço

Joana

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