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28/12/2007

Herói.

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O Fantástico era um programa tão ruim na minha infância que até hoje eu tenho sequelas com relação ao bicho. Vinte anos atrás o programa era recheado de doenças, reportagens bizarras,  clips do Roberto Carlos e Maria Bethânia com aquele cabelo horrível que ela se recusa a cortar até hoje, e aquela zebrinha dos 13 pontos com aquela terrível vozinha de drag queen depois da operação de troca de sexo.

A imagem do programa que ficou gravada na minha cabeça é a imagem de mulheres dançarinas se contorcendo fantasiadas sei lá do quê até o momento onde um bebê nasce não sei de onde e fogos de artifício explodem no palco. Bizarro! O slogan do bicho era "Fantástico, o show da vida". Era assim que começava e terminava o Fantástico antes do Hans Donner virar o vinheteiro oficial do programa.

Mas, alguma coisa aconteceu recentemente com o editorial do programa. As cabeças ocas do passado devem ter rolado ladeira abaixo. O programa está realmente diferente do legado das décadas passadas, e espero que continue assim.

Uma reportagem bacana que apareceu no último domingo foi sobre o cara que salvou 600 crianças da morte durante a segunda guerra. Infelizmente o web site do Fantástico ainda não entrou na era do you tube, portanto, para ver a reportagem você tem que forçadamente assistir aqui.

Ainda assim, o Fantástico merece aplausos por seu esforço em se reinventar.

A necessidade que todos nós temos de atualizarmos os nossos conhecimentos para acompanhar a evolução do mundo é realmente assustadora. Será que o fato de eu ainda não ter pisado dentro da Second Life me torna um cara obsoleto? Eu devo ler o Livreiro de Cabul e a Cidade do Sol só porque são livros que estão no topo da parada e nas rodas de bate-papo? O fato de ter optado por ignorar esses fatos será bem vista pelas pessoas? Isso tudo faz alguma diferença?

QUEBRA TUDO é sobre reinventar-se de tempos em tempos, forçar-se a assumir duas ou três carreiras ao longo da vida, aprender a desaprender, mergulhar em novos temas para responder a novas perguntas.

A grande questão aqui é NÃO CONSUMIR informação como leitor, mas ESTUDAR A INFORMAÇÃO que lê como ESCRITOR!

Como o advento do YouTube, eu posso hoje me torturar revendo a abertura do programa na década de 70, e torturá-los também. ARGH!!!!

QUEBRA TUDO na televisão do século 18!!!

Líderes para 2008.

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Exameideias Na onda das listas a revista Exame soltou essa semana a lista dela sobre idéias, produtos e líderes. Confira a lista dos líderes mais influentes segundo a visão da revista Exame, uma visão macro das coisas.

"Os personagens retratados aqui -- nove homens e uma mulher -- gravaram seu nome na história dos negócios em 2007. Como se sabe, o sucesso meramente pessoal nesse mundo pode ser bastante efêmero. O resultado de decisões e ações, não. Em setores diferentes, países diferentes e com desafios diferentes, esses empresários e executivos criaram tendências e promoveram inovações que vão ter reflexos no futuro -- independentemente do que eles fizerem daqui para a frente

Sergio Marchionne, Fiat
Quando o ítalo-canadense Sergio Marchionne assumiu a presidência mundial da Fiat, em 2004, a montadora perdia inacreditáveis 3 milhões de euros por dia. À beira do colapso, a Fiat atravessava a pior fase de sua centenária história. "Eu nem conseguia dormir direito", afirmou Marchionne em entrevista exclusiva a EXAME durante a visita que fez ao Brasil em novembro. Hoje, aos 55 anos de idade, Marchionne já dorme bem melhor -- embora raramente mais que 4 horas por noite. A crise ficou para trás e a Fiat voltou a ganhar dinheiro. No primeiro semestre de 2007, lucrou 1,4 bilhão de dólares -- um recorde histórico -- e o valor das ações quadruplicou. A notável recuperação da Fiat colocou Marchionne no primeiro time de executivos da indústria automotiva mundial. A Fiat não é a maior. Não é a mais produtiva. Mas, graças sobretudo a Marchionne, deu um exemplo de recuperação rápida às combalidas montadoras de Detroit.

Para tirar a empresa do buraco no qual havia se enfiado, Marchionne adotou medidas radicais. Advogado de formação e sem nenhuma familiaridade com o setor, ele chegou como forasteiro (vinha de uma carreira no setor de prestação de serviços) e decidiu que era preciso reduzir a hierarquia, acelerar o lançamento de novos carros e dar um choque de marketing na montadora. "Encontrei uma organização incrivelmente bem estruturada. Mas parecia um exército que não sabia quem era o inimigo", diz Marchionne. Seu primeiro passo foi justamente desmontar esse exército. Quase 300 executivos do alto escalão perderam seu papel e seu emprego. Marchionne cortou custos ao mesmo tempo que injetava oxigênio na empresa, com a criação e o lançamento de novos modelos. O primeiro deles foi o Punto, que chegou ao mercado em 2005. Em julho de 2007 foi a vez de relançar o Cinquecento, um clássico da Fiat, ressuscitado com alta tecnologia e design retrô. O projeto levou apenas 21 meses para ser concluído -- até a chegada de Marchionne o lançamento de um produto demorava, em média, 36 meses -- e rapidamente se tornou um sucesso. Só no primeiro mês foram vendidas 57 000 unidades do Cinquecento, o equivalente à metade do volume que a montadora previa para todo o ano. "Quero que o Cinquecento seja o iPod dos carros", diz Marchionne, um admirador da empresa de Steve Jobs. "Presto atenção em empresas como Apple e Toyota e não tenho vergonha de roubar as boas idéias delas."

Viciado em trabalho, Marchionne costuma dar expediente inclusive nos fins de semana (a entrevista a EXAME, por exemplo, foi concedida numa manhã de domingo). Nas reuniões com seu pessoal, ele exige objetividade. "As pessoas que trabalham comigo sabem que se fizerem uma apresentação com 120 slides vou achar um erro em cada um deles. Portanto, o melhor é resumir o assunto", diz. Para acompanhar de perto as operações da Fiat no mundo e conversar com fornecedores, clientes e agentes do mercado financeiro, neste ano Marchionne passou pelo menos 180 dias fora da sede da Fiat, em Turim. Para facilitar as viagens, ele costuma usar o jato da montadora, um Falcon 900. A convivência com a família, que mora na Suíça, teve de ser sacrificada. "É muito raro ter uma noite normal, voltar para casa depois de um dia de trabalho, jantar com minha mulher e, no dia seguinte, ver meus filhos no café da manhã. Eu não tenho esse tipo de vida." Passada a fase da recuperação, Marchionne agora terá de se dedicar a um novo desafio. "Precisamos criar uma mentalidade globalizada", diz ele. "Dirigi multinacionais durante toda a minha vida e nunca tive uma concentração tão grande de pessoas de uma mesma origem dentro do grupo como tenho aqui."

Mark Zuckerberg, Facebook
No mundo da tecnologia, nenhum nerd chamou mais a atenção em 2007 do que o americano Mark Zuckerberg, um ex-aluno de Harvard que abandonou a universidade para ficar milionário. Aos 23 anos de idade, ele é o nome por trás do Facebook, um site de relacionamentos criado em 2004 que já tem mais de 55 milhões de usuários e está dando trabalho ao Orkut e ao MySpace. A diferença do Facebook em relação aos concorrentes é que o site não é apenas um lugar para fazer amigos. Zuckerberg criou uma plataforma para gerar negócios. Esse modelo inovador já atraiu a atenção de rivais e investidores. O Yahoo! tentou comprá-lo por algo em torno de 1 bilhão de dólares no ano passado. Com a expansão do site, o preço subiu (e muito). Em outubro, a Microsoft levou 1,6% das ações por 240 milhões de dólares -- o que elevou o valor total do Facebook a quase 15 bilhões de dólares. Um mês depois da entrada da Microsoft na empresa, Zuckerberg anunciou sua tacada mais original e polêmica: um sistema de anúncios batizado de Beacon, que "vigia" o comportamento de usuários do Facebook em outros sites. O objetivo é cruzar esses dados de modo a conseguir informações relacionadas ao padrão de consumo dos internautas e oferecer anúncios online que estejam em sintonia com esses hábitos. A iniciativa levou o Facebook a ser acusado de invasão de privacidade. O próximo ano será decisivo para o garoto prodígio: ou o Facebook se torna de verdade uma máquina de fazer dinheiro para os anunciantes ou ficará claro que o projeto de Zuckerberg não passa de mais uma aventura da internet.

Indra Nooyi, PepsiCo
Há poucas semanas a revista americana Fortune divulgou uma lista com os 25 executivos mais poderosos do mundo. A única mulher incluída foi a indiana Indra Nooyi, principal executiva e presidente do conselho de administração da PepsiCo. Aos 51 anos de idade -- os últimos 13 passados na companhia --, Indra foi a principal articuladora da compra de empresas como Quaker e Tropicana, que nos últimos anos ajudaram a PepsiCo a se preparar para competir no mercado de alimentos e bebidas saudáveis. A aposta na diversificação era a única saída que Indra via para enfrentar a Coca-Cola. Hoje, menos de 20% das receitas da PepsiCo vêm de refrigerantes -- na Coca, esse índice é de quase 80%. Graças a essa mudança radical, a PepsiCo vem conquistando não apenas mais consumidores como também investidores. As ações da companhia atualmente valem quase 20% mais que as de sua principal concorrente. Em 2008, Indra deve intensificar os investimentos em produtos saudáveis -- salgadinhos assados, em vez de frituras, e novas bebidas na linha da H2OH! (que neste ano se transformou numa febre no Brasil). "Temos de nos perguntar constantemente como podemos mudar nosso portfólio de modo a incentivar as pessoas a consumir menos calorias, mas dando a elas opções de comer produtos que dêem prazer", afirmou ela recentemente ao jornal inglês Financial Times.

Rupert Murdoch, News Corp.
A carreira de "intruso" do australiano Rupert Murdoch acabou de forma retumbante no dia 13 de dezembro de 2007, quando os acionistas da Dow Jones aprovaram sua proposta de compra do grupo -- que publica o mais prestigiado diário econômico do mundo, o Wall Street Journal. Foi um passo fora da curva: até então, a estratégia adotada habitualmente por Murdoch em seus repetidos ataques ao establishment da mídia mundial era criar um veículo independente e, aí sim, deflagrar guerra total aos líderes. Nesse embate, dizem seus muitos críticos, conceitos como neutralidade jornalística e respeito aos fatos eram deixados em segundo plano. O maior exemplo disso é o sucesso da rede Fox News, que conseguiu esmagar a CNN à custa de uma programação conservadora e, na mesma medida, popular. Aos 76 anos, porém, Murdoch decidiu comprar por 5 bilhões de dólares seu título de nobreza: com a aquisição do Wall Street Journal, ele ganha uma nova e enorme responsabilidade -- qualquer indício de que está minando a ancestral independência do jornal será visto como a maior trapaça de sua carreira. O ano de 2008, que terá eleições gerais nos Estados Unidos, será seu grande teste. Murdoch já garantiu que manterá distância segura da linha editorial do Journal. Em 1981, quando comprou o Times de Londres, fez promessas semelhantes, mas, segundo editores do tradicional diário inglês, não demorou para se meter no dia-a-dia da publicação. Muitos ainda se perguntam: Murdoch seria capaz de torrar tanto dinheiro para repetir o erro e arrasar a reputação do Wall Street Journal, base de seu sucesso? No ano que vem, o australiano começará a dar a resposta.

Steve Jobs, Apple
Até mesmo quando erra o fundador e principal executivo da Apple, Steve Jobs, acaba dando um jeitinho de aumentar sua legião de admiradores. Foi o que aconteceu logo após o lançamento do iPhone, o produto mais esperado de 2007. Dois meses depois de lançá-lo, a Apple anunciou que reduziria o preço do aparelho de 599 para 399 dólares. A decisão provocou a ira de uma legião de applemaníacos que havia perdido horas na fila para conseguir os primeiros telefones, símbolo máximo de mobilidade e convergência. Para reverter a situação, Jobs publicou uma carta aos proprietários de iPhones no site da empresa pedindo desculpas pela medida e garantiu a eles um desconto de 100 dólares na compra de outros produtos da marca nas lojas da Apple ou em seu site.

Além de marqueteiro de mão-cheia, Jobs se provou um estrategista meticuloso. Para desenvolver o projeto do iPhone, a Apple fechou parcerias com fornecedores exclusivos, tirou centenas de patentes para proteger o telefone de concorrência desleal e investiu, como sempre, num design bonito e funcional. O sucesso foi instantâneo. Nos próximos anos, Jobs terá de provar seu talento em outra área, desconhecida para ele. Aos 51 anos de idade, precisa encontrar e preparar um sucessor. Quando Jobs se afastou do comando da Apple, nos anos 90, o negócio quase desapareceu. E a grande questão que se coloca é se a grandeza da Apple é comparável à grandeza de Jobs.

Roger Agnelli, Vale
É cada vez mais difícil encontrar o paulistano Roger Agnelli, presidente da Vale, na sede da companhia, localizada no centro do Rio de Janeiro. Ele colecionou aproximadamente 800 horas de vôo entre viagens dentro e fora do país em 2007 -- ante 600 no ano anterior. Entre os novos destinos estão as operações da canadense Inco, com escritórios em países tão distintos quanto Inglaterra e a remota Nova Caledônia, colônia francesa localizada na Oceania. O efeito mais extraordinário da expansão da mineradora foi sua valorização na bolsa desde outubro de 2006, logo após a aquisição da Inco por 18,7 bilhões de dólares, a maior já feita por uma empresa brasileira. A Vale ganhou impressionantes 100 bilhões de dólares em valor de mercado e chegou ao auge em outubro passado, ao valer 180 bilhões de dólares -- o equivalente a 320 bilhões de reais. O salto espetacular a fez superar ícones globais, como HP, Coca-Cola e Boeing, entre as empresas mais valiosas do mundo. Apoiado na valorização mundial das commodities, o faturamento da Vale de janeiro a setembro deste ano atingiu 51 bilhões de reais, quase 70% mais que o registrado no mesmo período de 2006. O lucro acompanhou o crescimento e chegou a 15,6 bilhões de reais. Em novembro, Agnelli executou uma simbólica mudança ao anunciar a marca global da Vale. A mineradora abandonou a sigla CVRD, pela qual era conhecida fora do país, e a velha inscrição Companhia Vale do Rio Doce, criada em sua fundação, nos anos 40 -- e passou a ser apenas Vale. Ele queria dar um sinal: a empresa não é mais brasileira, é global. E seus movimentos simbolizam o caminho seguido por uma nova geração de companhias brasileiras de alcance e influência mundiais.

"Quando Agnelli fala, o mundo treme", disse o presidente de uma das maiores empresas indianas de tecnologia da informação. E suas falas e decisões têm sido, de fato, grandiosas. Há poucos meses, o presidente da Vale anunciou um investimento de 59 bilhões de dólares para os próximos cinco anos -- o maior já realizado por uma empresa privada brasileira. A descoberta da maior mina de ferro do mundo, em Minas Gerais, levou analistas de bancos como o americano Merrill Lynch a projetar que a empresa poderia passar da segunda para a primeira posição entre as maiores mineradoras do planeta até 2010. Mais recentemente, o jornal inglês Financial Times noticiou o suposto interesse da Vale pela mineradora anglo-suíça Xstrata -- a sexta maior mineradora do mundo, com valor de mercado de 70 bilhões de dólares. O passo pode ser decisivo para a companhia enfrentar a movimentação da concorrência no próximo ano. A líder BHP fez oferta para comprar a rival Rio Tinto, a terceira maior mineradora do mundo, num negócio que pode criar uma nova companhia de 350 bilhões de dólares -- mais do que o dobro do atual tamanho da Vale.

José Carlos Grubisich, Braskem
Pela primeira vez um brasileiro -- o paulista José Carlos Grubisich -- foi considerado um dos dez executivos mais poderosos da indústria petroquímica mundial. Ele está na nona posição da lista divulgada em dezembro pela mais respeitada publicação do setor, a inglesa Icis, ao lado dos líderes de companhias como as americanas Exxon e DuPont e a alemã Basf. O que levou Grubisich, presidente da Braskem, a essa posição foi a negociação do controle do pólo petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, em novembro de 2007. O acordo fechado com a Petrobras passa para a Braskem os ativos de Copesul, Ipiranga Química, Ipiranga Petroquímica, Petroquímica Paulínia e Petroquímica Triunfo. A integração converteu a Braskem na terceira maior petroquímica das Américas -- atrás das americanas Exxon e Dow Química -- e na 11a maior do mundo. Em dezembro, Grubisich deu mais um passo na expansão da empresa, dessa vez para fora do país, ao assinar um acordo com a estatal venezuelana Pequiven para investir 2,9 bilhões de dólares no desenvolvimento de um novo projeto. "O acordo permitirá à Braskem acelerar o projeto de estar entre as dez principais empresas globais no setor", diz Grubisich.

A companhia, formada em 2002 com a fusão de seis empresas petroquímicas, mudou o perfil de faturamento do grupo Odebrecht em cinco anos de existência. Hoje, mais de 70% das vendas do grupo já vêm do novo negócio -- e os demais 30%, da atividade original, a construtora Norberto Odebrecht. O próximo passo estratégico do grupo -- ainda em estudo -- é entrar no segmento de etanol, com a compra de uma usina. Um dos motivos é deter a matéria-prima para o mais novo produto da Braskem, que deve ser lançado comercialmente em 2009 -- o primeiro plástico produzido de etanol em todo o mundo. Espera-se que o produto à base de matéria-prima renovável, fruto de um desenvolvimento de quase três décadas, tenha um custo de produção inferior ao produzido do petróleo.

Vicente Falconi, INDG
Uma intensa jornada de reuniões com governantes de norte a sul do Brasil agitou a rotina do consultor Vicente Falconi ao longo deste ano. Em boa parte delas, sua companhia foi o empresário Jorge Gerdau, presidente do conselho da siderúrgica Gerdau e fundador da ONG Movimento Brasil Competitivo. "O Jorge me pediu que deixasse dias livres na agenda porque iríamos viajar muito", diz Falconi, lembrando do telefonema que recebeu após as eleições de outubro de 2006. A dupla partiu para visitas a políticos eleitos -- incluindo o presidente Lula. A peregrinação resultou em contratos como o fechado com o governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro. Uma equipe da consultoria de Falconi, o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), deve cortar 1,5 bilhão de reais das despesas do governo fluminense até o final de 2008. Trata-se de algo semelhante ao que fez em Minas Gerais, onde ajudou a eliminar 2 bilhões de reais com conceitos raros no setor público, como metas e meritocracia. Hoje, Falconi possui 13 clientes na área pública, sete conquistados neste ano. Além do Rio de Janeiro, ele fechou com os governos de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Sua consultoria também renovou contrato com a prefeitura de São Paulo, com a qual trabalha desde 2004.

Hoje, o INDG tem 800 consultores (280 em projetos no governo) e fatura 130 milhões de reais, sendo que cerca de 15% vêm de projetos na área pública. Esses projetos em geral não são pagos com dinheiro público, mas por consórcios organizados pela Fundação Brava, do empresário Carlos Alberto Sicupira, um dos controladores da Ambev. Sicupira já levantou mais de 30 milhões de reais com empresários como David Feffer, da Suzano, e Gilberto Sayão, do UBS Pactual. A esperança de grupos como esse é que conceitos caros -- e bem-sucedidos na iniciativa privada -- sejam incorporados pelo Estado e melhorem a qualidade da gestão dos governos.

Nildemar Secches, Perdigão
Em novembro, Nildemar Secches, presidente da Perdigão, concluiu um movimento inédito na trajetória da companhia -- a ultrapassagem da concorrente Sadia. Ao adquirir a empresa de carnes e laticínios Eleva por 1,7 bilhão de reais, Secches construiu uma empresa com faturamento de 8,2 bilhões de reais por ano -- valor 4% maior que as vendas da Sadia, considerando-se os dados de 2006. Em 1994, quando foi vendida pela família Brandalise a um grupo de fundos de pensão, a Perdigão tinha apenas um terço do tamanho de sua rival. Desde então, vem tentando alcançar a concorrente e transformar-se na grande empresa brasileira de alimentos. A tática de crescer por aquisições se intensificou ao longo deste ano. Além da compra da Eleva, a Perdigão fez seis aquisições em 2007 -- num valor total de 566,7 milhões de reais.

As novas investidas comandadas por Secches conferiram não apenas porte como também identidade própria à Perdigão. Com a compra da Batávia, a terceira maior fabricante de iogurtes do país, no ano passado, a companhia deixou de ser apenas uma espécie de sombra da Sadia. Até então as duas empresas davam passos similares e quase simultâneos. Por muito tempo, a Perdigão era vista apenas como uma seguidora da líder. Agora -- operando nos mercados de lácteos e sucos -- Secches afastou a Perdigão estrategicamente de sua principal concorrente. Os resultados por enquanto são positivos. Em setembro, a Perdigão recebeu pela primeira vez o rating Ba1 pela agência Moody's, um nível abaixo do grau de investimento -- a maior nota de risco obtida atualmente por uma empresa do setor. Depois de 12 anos no cargo, Secches deverá anunciar um sucessor em abril de 2008, mas continuará na posição de presidente de conselho de administração da Perdigão, definindo as grandes estratégias da empresa.

Quebrar a lei.

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Quando na sua opinião é permitido quebrar a lei? Qual lei?

27/12/2007

Mercado brasileiro 3x maior que o mundial.

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Vire e mexe eu falo sobre esse assunto: o mundo dos bits e bytes está bombando, porém, cada vez menos jovens se interessam pelo setor.

"O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) estima o crescimento da área de tecnologia da informação (TI) no país em 10% ao ano na próxima década, contra 3% no resto do mundo. Entretanto, o setor já carece de profissionais qualificados." José Carlos Maldonado, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), 18 de Dezembro, durante o seminário Pensa TICs 2007 – Rumo à estratégia nacional em TICs, promovido em São Paulo pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).


O MCT estima que o setor, a médio prazo, terá um déficit de 3 milhões de profissionais.

Apesar do esvaziamento nos cursos de graduação, o Brasil tem hoje 51 programas e 66 cursos de pós-graduação na área de ciência da computação, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. De acordo com Maldonado, a cifra indica um crescimento de 200% nos últimos dez anos.

“O problema é que o decréscimo na demanda pelos cursos de graduação se reflete também na pós. Alguns cursos de mestrado estão prestes a fechar as portas por falta de demanda”, disse o professor, que também é um dos coordenadores da área de computação na Fapesp.

Embora a pós-graduação tenha crescido expressivamente, o Brasil forma apenas cerca de cem doutores por ano na área de TI. “Não me parece um número razoável. O quadro piora quando constatamos que esses poucos doutores se concentram fortemente em poucos estados. O resultado é que, na graduação, há poucos professores com doutorado, o que resulta em cursos de pouca qualidade”, afirmou.

“Nosso papel é mostrar aos jovens que a área tem diversas oportunidades – ninguém está sem emprego em TI – e que, além disso, ela tem uma profunda relevância social”, disse.

O setor é considerado estratégico dentro do plano de ação do Ministério da Ciência e Tecnologia para o período 2007-2010, conhecido como PAC da C&T. “A formação de recursos humanos é uma das prioridades. Precisamos estudar agora que medidas efetivas podem ser tomadas”, afirmou Maldonado.

R.I.P. Compusa.

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Compusaclosing A primeira vez que eu entrei em uma Compusa séculos atrás eu fiquei bobo com o gigantismo da loja e a variedade de produtos que eles ofereciam.

Fundada em 1984, a Compusa já foi considerada a meca da informática e referência para o mundo inteiro sobre como fazer varejo de tecnologia. Entretanto, o gigantismo da rede não foi o suficiente para mantê-la operando. Nos próximos dias TODAS as lojas da Compusa vão fechar as portas e janelas web em caráter definitivo nos EUA.

Rest in peace Compusa.

O negócio de varejo de tecnologia não é mole. O alto custo para fazer propaganda, o alto custo para manter estoques de produtos, margens apertadas e o alto custo da obsolescência de estoque são realmente altos e comeram a margem de lucro da Compusa nos últimos anos.

Para complicar o cenário, desde 1998 a Compusa vem comprando redes de varejo e mixando culturas empresariais para crescer. A última compra aconteceu em 2003. O alvo, a rede californiana de lojas de eletrônicos chamada The Good Guys Inc (Os bons rapazes).

Agora, imagine o que acontece quando um gigante corporativo S.A. tenta mixar os negócios com uma rede privada californiana chamada "Os bons rapazes".

No caso da Compusa o pior aconteceu. A Compusa quebrou.

Mas quem será que foi o louco por trás de uma decisão como essa?

O nome do louco, ou melhor, o nome do bilionário por trás da Compusa é Carlos Slim, o mega-empresário mexicano, o homem mais rico do mundo, que desde 1998, quando se tornou sócio da Compusa, injetou mais de 2 bilhões de dólares na empresa para crescer através de aquisições.

Resultado: As vendas da Compusa que fecharam em 4 bilhões em 2006 vão fechar em 1.5 bilhões em 2007.

Se estivéssemos falando de uma indústria onde as margens de lucro são folgadas e você pode errar a vontade que nada acontece, talvez a Compusa continuasse de pé, entretanto, quando a indústria é tecnologia e os produtos são câmeras digitais e notebooks, qualquer pisada de bola é fatal para a saúde da empresa.

R.I.P Compusa.

A foto ao lado mostra uma das mega-lojas da Compusa totalmente desativada, e o video abaixo mostra  destino dos equipamentos internos usados em uma das lojas Compusa.



Smashin Computers pt2

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1a loja da Apple em Janeiro!

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Applestore1 Como eu já havia falado antes, o Brasil vai entrar na rota das lojas da Apple!!! Janeiro é o mês de inauguração da primeira loja dos caras no Shopping Iguatemi em São Paulo.

A loja será opera pela FastShop. Confira trechos de um artigo de hoje.

"Fonte ligada às operações da Apple no Brasil diz que negociações entre a fabricante a rede de eletrônicos estão em estágio final.

A rede de lojas de eletrônicos de consumo Fast Shop é forte candidata a trazer as lojas Apple para o mercado brasileiro.

De acordo com uma fonte ligada às operações da Apple no Brasil, as negociações para que a Fast Shop inaugure duas lojas Apple em São Paulo - uma no Shopping Iguatemi e outra no Shopping Market Place - estão em estágio avançado.

No último mês, Carlos Jereissati Filho, presidente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, disse ao jornal Valor Econômico que a Apple inauguraria lojas próprias nos dois shopping centers, que pertencem ao grupo administrado pelo executivo.

No entanto, tudo indica que a operação das lojas não será feita diretamente pela Apple, mas sim por terceiros, em um modelo de franquia.

O diretor de comércio internacional do Grupo Pão de Açúcar, Alexandre Lodygensky, já havia informado ao anunciar espaços voltados à marca Apple nos hipermercados Extra que a rede recebeu a proposta de abrir uma Apple Store no Brasil, mas não se interessou pelo modelo.

A Apple e a Fast Shop não comentam oficialmente os detalhes do acordo nem confirmam a data de estréia das lojas. A Fast Shop já possui lojas próprias nos dois shopping centers.

Fontes próximas ao andamento do processo garantem que primeira loja deve ser inaugurada no Shopping Iguatemi entre dezembro deste ano e janeiro do próximo."

As lojas da Apple são matadoras. Eles conseguiram realizar o sonho de todo varejista: "Tornar-se ponto de encontro para jovens no sábado a noite".

Eu realmente espero que muito da "tradição" das lojas Apple que nós encontramos lá fora chegue ao Brasil, principalmente a questão do atendimento feito por verdadeiros fãs da empresa, a área de palestras e o Genius Bar.

Quem sabe depois do lançamento da loja, a Apple produza uma versão brasileira da iTunes.

QUEBRA TUDO Apple!!!

Quebra gelo!

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Ameaças.

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Existem perigos ou ameaças ao negócio do nosso cliente para os quais devemos alertá-lo?

O criador de músicas e o criador de games.

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26/12/2007

Marketing em 2008.

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A mídia está recheada de previsões revolucionárias e outras nem tanto sobre o que acontecerá com o MARKETING em 2008. Como disse alguém famoso alguns séculos atrás: vivemos um período de grandes transições, estamos vivos e saudáveis vivendo na fronteira.

1. Espírito de comunidade. MySpace, Orkut, Via6, LinkeIn, milhares de fóruns de discussão na web mostram que as pessoas estão interessadas em conectar-se a alguma coisa. A campanha Nike Plus - um web site comunidade para corredores - continua a fazer muito sucesso na Inglaterra e é um claro exemplo desse tipo de iniciativa. As pessoas estão com sede de fazer contatos relevantes com outras pessoas. Ajude-as! Ajude as pessoas a se envolverem com a sua marca. Exemplo: toalha de praia da Playboy. Quando o consumidor deita por cima aparece na capa da revista.

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2. Pague o que você quiser. A banda Radiohead quebrou tudo no mundo da música quando criou o programa "pague o que você quiser" para vender o seu último trabalho em cd. Milhares de pessoas compraram o CD no site dos caras, o preço médio ficou acima do esperado.

3. Ouvir MESMO! Facebook é um dos web sites de social mídia mais amado nos EUA, entretanto, os caras tiveram sua imagem afetada quando introduziram propaganda dentro do portal. Os usuários se queixaram, a direção voltou atrás na decisão. OUVIR os clientes é considerada a mais importante das habilidades de marketing para 2008.

4. Marketing Viral. O melhor marketing do mundo é o marketing boca-a-boca. A crescente falta de credibilidade da propaganda tradicional tende a aumentar ainda mais os resultados dos programas de marketing viral que estão pouco a pouco tomando a web de assalto. Confira o Adicolor, trabalho de marketing viral da Adidas utilizando cineastas independentes para fazer um filme sobre cores. As pessoas estão dispostas a falar das coisas boas para os outros. Entre nessa!

5. A mídia é a mensagem. Com a queda da propaganda, o lado editorial da mídia está cada vez mais valorizado como meio para atrair os consumidores e promover as marcas. CONCENTRE os seus investimentos de marketing na produção de conteúdo e não tanto na promoção de mensagens vazias de publicidade.

6. A Honestidadde é a melhor política. A proliferação de todos os tipos de programas de reality shows prova mais uma vez o quanto as pessoas são famintas pela verdade. Nunca minta sobre os seus produtos, nunca exagere sobre os seus serviços. Veja verdadeiro, honesto. Dove, aquela marca de sabonetes, cremes e afins que utilizou mulheres gordinhas ao invés de modelitos nas peças da sua mais recente campanha de markeitng, é um bom exemplo de marketing que foi por essa linha e se deu bem. Outro bom exemplo vem da Inglaterra, onde a Marmite resolveu assumir de vez o fato de ser uma marca amada e odiada ao mesmo tempo.

7. Marketing grandioso. Eu acabo de dizer para não fantasiar no seu marketing? Bem, o problema é que não existe uma verdade verdadeira em marketing. Enquanto as pessoas fazem fila para assistir a filmes sobre a verdade, outra multidão faz filas para assistir a filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia, Matrix entre outros. O anúncio Paint para o Sony Bravia é uma pequena amostra da grandiosidade com que o marketing pode se mostrar ao mercado. Pense gande, sonhe grande, deixe os seus clientes saberem disso.

8. A Olimpíada da China. Apesar da queda do muro de berlim da publicidade, os grandes anunciantes apostam todas as fichas na Olimpíada da China. Quem vende para a massa, vai ter que torrar muito dinheiro para ser percebido pela massa. Veja o filme da Lenovo que está eplipsando todos os outros.

   

9. Criação de fãs. Quem se importa com satisfação dos clientes quando 85% dos clientes satisfeitos trocam de fornecedores com a mesma facilidade com que trocam de roupa todos os dias? O que importa é transformar clientes em fãs! Como? Bem, a primeira coisa é realmente se importar mais com os clientes atuais. Montar bancos de dados, definir com clareza quem são os clientes da empresa, o seu perfil, seus desejos, realizar múltiplas pesquisas de satisfação ao longo do ano, servi-lo com múltiplos funcionários, vestir a camisa dele! O filme abaixo foi feito para promover os Simpsons na Inglaterra. Depois de ver o filme, você vai descobrir o verdadeiro segredo por trás dos Simpsons: eles realmente existem!

10. A convergência entre quadrinhos tecnologia e produtos. Com o mundo dos games faturando mais do que o mundo do cinema, com o mundo dos quadrinhos faturando mais do que muitas publicações impressas, o que podemos esperar dos próximos anos? CONVERGÊNCIA GERAL! Freedom é sobre um produto, mas virou filme, ou será que foi o contrário? Crazy times onde o comercial de televisão de um produto pode ser utilizado como comercial de televisão de um filme.

11. O cliente está no controle!!! Ele manda em tudo!!! Sabe tudo!!! Brinca com tudo!!! Cancela!!! Compra!! Desiste!!! Promove!!! Esquece!!! Vende!!! Troca!!! Ainda que no Brasil tem quem um olho é rei, REINVENTE-SE permanentemente ou morra com o toque do cliente!!!

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