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31/05/2008

Um jovem herói.

Entrevista1 Em tempos difíceis que descobrimos quem é quem. Confira a história de um estudante venezuelano e sua luta contra a retórica ultrapassada da esquerda chavista.

Apesar da pouca idade – apenas 23 anos –, o estudante de direito Yon Goicoechea é hoje um dos principais líderes de oposição ao governo do presidente Hugo Chávez na Venezuela. Sua atuação à frente do movimento estudantil foi considerada pelos observadores decisiva para a derrota de Chávez no referendo que lhe teria conferido mais poder e limitado ainda mais a liberdade dos venezuelanos. Por sua luta em prol da democracia, Goicoechea recebeu, no mês passado, um prêmio de 500 000 dólares do instituto americano Cato, sediado em Washington. Ameaçado de seqüestro e até de morte pelos chavistas, ele passou a tomar algumas medidas de segurança em seu dia-a-dia. Não sai mais à rua sozinho e troca o número do celular a cada quinze dias, para evitar ser grampeado. Ainda assim, vive com medo de ser vítima de um ato violento por parte do governo. Na entrevista que concedeu a VEJA, Goicoechea se revela uma voz destoante no movimento estudantil: critica o fato de tais movimentos receberem dinheiro do governo, tal qual no Brasil, e é contra invasões de reitoria como forma de protesto.

Veja – Você acaba de ganhar um prêmio nos Estados Unidos por lutar pela liberdade em seu país. Qual foi a reação do governo?
Goicoechea –O Ministério da Comunicação usou a televisão estatal para difundir a tese de que, ao conceder o prêmio a um opositor do regime, os Estados Unidos estariam fazendo uma nova tentativa de desestabilizar os governos na América Latina. Uma baboseira ideológica que choca, antes de tudo, pelo anacronismo.

Veja – Qual é sua opinião sobre esse antiamericanismo?
Goicoechea – É inaceitável o fato de a filosofia antiamericanista ainda ter espaço num momento em que os países estão cada vez mais próximos uns dos outros. Enquanto eles se abrem e claramente se beneficiam disso, a Venezuela está isolada do mundo. Também não dá para entender de onde vem tanto ódio contra um modelo que, afinal, deu certo. Fiz palestras em Harvard e Georgetown, ambas nos Estados Unidos, e vi de perto como funcionam algumas das melhores universidades do mundo. Devemos é aprender com os americanos, em vez de repudiá-los. Repare que há muito pouco de objetivo nas críticas feitas por Chávez aos Estados Unidos – são pura retórica. Adoraria ver os venezuelanos vivendo tão bem quanto os americanos.

Veja – Você costuma ser criticado por outros estudantes ao defender tais idéias?
Goicoechea –Sim, o tempo todo. Essas críticas vêm de uma minoria de estudantes que ainda apóia Chávez. Estão motivados, basicamente, por um discurso ideológico de esquerda. Segundo esses estudantes, eu seria um típico representante da direita. Com uma discussão tão ultrapassada, eles deixam de prestar atenção na questão central: quem se opõe ao governo Chávez está lutando pela possibilidade de qualquer venezuelano defender o que bem entenda e acreditar nisso sem que seja punido, como é comum hoje. Para superar um cenário tão atrasado, é preciso pragmatismo – e a insistência no debate ideológico só atrapalha.

Veja – Líderes estudantis brasileiros, sobretudo aqueles ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), já declararam apoio incondicional ao presidente Hugo Chávez. Eles também estão sendo mais ideológicos do que pragmáticos?
Goicoechea –Sem dúvida. Acho indefensável que haja no movimento estudantil brasileiro líderes que saiam em defesa das práticas autoritárias do governo venezuelano. Prefiro acreditar que eles fizeram isso por um profundo desconhecimento das reformas propostas por Chávez. Se estivessem mais bem informados, esses estudantes brasileiros não teriam tomado uma posição que vai de encontro à diversidade de opiniões e às liberdades individuais. Como ser a favor de reformas que tirariam das pessoas direitos tão básicos, como o de escolher seus governantes e até o de optar pela profissão que desejam seguir? Não faz nenhum sentido que estudantes tenham simpatia por tais idéias.

Veja – Você chegou a receber alguma manifestação de apoio de movimentos estudantis brasileiros?
Goicoechea –Nenhuma. Mas teria sido de grande ajuda. A pressão internacional contra Chávez pode exercer um papel fundamental para que a Venezuela se torne, de novo, uma democracia. Infelizmente, alguns líderes estudantis na América Latina, assim como o meio acadêmico de modo geral, estão paralisados pelo discurso ideológico. Perdem tempo discutindo Karl Marx e idéias superadas ao longo dos séculos, quando poderiam estar lutando por questões mais práticas e relevantes. Esse debate velho não faz mais sentido em nenhum lugar do mundo – muito menos na Venezuela, onde falta um artigo de primeira necessidade: a liberdade de expressão.

Veja – No Brasil, os estudantes costumam invadir reitorias como forma de protesto. Você concorda?
Goicoechea –Não. Numa democracia como a brasileira, há instituições suficientemente sólidas para resolver os impasses, e é preciso recorrer a elas. A ordem e o respeito à lei não são princípios apenas desejáveis, mas absolutamente necessários nas sociedades modernas. Até mesmo num governo autoritário como o da Venezuela, em que as instituições são menos transparentes e inoperantes, acho que manifestações tão extremas a ponto de ser ilegais devem funcionar apenas como último recurso.

Veja – Que tipo de represália você sofreu por parte do governo quando começou a liderar movimentos antichavistas?
Goicoechea –Foram tantas que perdi a conta. Recebi telefonemas em casa com ameaças de seqüestro e até de morte. Isso se estendeu à minha família. Também já apanhei no meio da rua. No ano passado, durante uma assembléia para discutir as reformas propostas por Chávez, alguns estudantes que apoiavam o governo me agrediram. O que era para ser um debate como qualquer outro se tornou uma demonstração de intolerância. Acabei no hospital com um olho roxo e o nariz machucado. Em outra ocasião, colocaram um explosivo no palco em que eu discursava. Eles fazem isso para me assustar, e às vezes conseguem. Não dá para não ter medo de morrer numa situação como a atual. Meus familiares vivem apavorados com a idéia de que algo pior possa acontecer comigo. Por mais de uma vez, minha mãe via televisão quando foi surpreendida com cenas em que eu era alvo de agressões em plena luz do dia.

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Veja – Em geral, quem são os agressores?
Goicoechea –Pessoas ligadas a alguns dos grupos radicais de apoio a Chávez. Eles praticam a violação dos direitos humanos na Venezuela sem nenhuma espécie de pudor. Minha situação piora com a propaganda negativa que o governo faz contra mim em jornais, rádios e na televisão. Já me chamaram de tudo: de fascista, inimigo da pátria, colaborador da ultradireita e até de títere do império americano. Em meu país, sou tratado pelo governo como um péssimo exemplo.

Veja – Como você se protege?
Goicoechea –Jamais fico sozinho em lugares públicos. Troco o número do meu celular a cada quinze dias e não tenho mais telefone fixo, para evitar ser grampeado. Em momentos mais tensos, como nas semanas que antecederam a votação do referendo de Chávez, deixei de dormir em casa. A cada noite, pedia asilo a um amigo diferente. Viver assim não é exatamente bom, mas sei que não exagero ao tomar medidas em prol da minha segurança.

Veja – Você pensa em deixar a Venezuela e morar em outro país?
Goicoechea –Não. Depois da II Guerra, meu avô fugiu do caos em que estava a Espanha para tentar uma vida melhor na Venezuela. Com o passar dos anos, a Espanha se tornou próspera e meu avô sofreu muito com o fato de não ter estado lá para ver essas mudanças e participar delas. Guardadas as devidas diferenças históricas, a Venezuela é hoje, também, uma espécie de terra arrasada. Posso soar idealista, mas não quero jamais sentir a mesma frustração de meu avô, ainda que toda essa repressão me atinja tão diretamente.

Veja – O governo interfere nas universidades da Venezuela?
Goicoechea –Ele tenta o tempo todo. Algumas universidades já são diretamente controladas pelo governo. Nelas, todos os reitores e diretores são pró-Chávez e chegaram lá por indicação política. É o caso da Universidade Bolivariana, uma invenção do próprio Chávez, e da Unefa, comandada pelas Forças Armadas. Essas instituições sofrem pressão do governo. Alunos e professores têm medo de emitir opiniões que possam ser mal interpretadas pelas autoridades e resultem em expulsões, demissões e outras represálias. Fazer oposição a Chávez numa dessas universidades é algo impensável. Felizmente, elas ainda são a minoria na Venezuela. Mas o número pode aumentar.

Veja – Por que você diz isso?
Goicoechea – O governo lançou recentemente uma proposta inacreditável. Chávez quer que o processo de seleção nas universidades passe a ser comandado pelo Ministério da Educação. Na prática, isso significa que só os estudantes alinhados com o governo teriam acesso à educação superior. Não acredito que os chavistas consigam emplacar esse projeto. De todo modo, é assustador. O governo também tentou implantar uma cartilha própria nas escolas, mas fracassou.

Veja – Como era exatamente essa cartilha?
Goicoechea – Profundamente ideologizada e xenófoba. O objetivo declarado da cartilha era formar "o novo homem socialista", nas palavras do próprio Chávez. Ela incentivava as crianças a entoar canções a Simon Bolívar, o herói da independência nacional, e a odiar os colonizadores europeus. Também apagava alguns capítulos da história desfavoráveis a Hugo Chávez e alimentava a admiração aos movimentos que resultaram em ditaduras comunistas, como os da Coréia do Norte e de Cuba. Um absurdo atrás do outro. Mas essa Chávez não conseguiu levar adiante. 

Veja – Você conhece muita gente que vive com medo do governo na Venezuela?
Goicoechea –Isso é muito comum. No serviço público, por exemplo, é preciso dar a toda hora manifestações explícitas de apoio ao governo para manter o emprego. Isso acontece de diversas maneiras. Conheço pessoas que já foram várias vezes forçadas a participar de atos públicos em favor de Chávez. Nessas ocasiões, elas sabem que, caso não compareçam, acabarão demitidas. Vão, portanto, porque precisam do trabalho. Essa é uma forma de coerção brutal. Quem recebe benefícios sociais do governo sofre algo parecido. O pré-requisito básico para ter acesso a qualquer um deles é o mesmo: apoiar incondicionalmente Hugo Chávez. Hoje, quem faz oposição ao governo na Venezuela paga um preço alto por isso.

Veja – De onde vem o dinheiro para manter o movimento estudantil que você comanda?
Goicoechea –Da contribuição mensal dos estudantes e de empresas do setor privado. Elas dão dinheiro por meio de uma fundação mantida pelo próprio movimento estudantil. Do governo, evidentemente, não vem nem um centavo. É claro que isso tem uma relação direta com o fato de o movimento ser de oposição a Chávez. Mas, mesmo que o governo quisesse nos ajudar financeiramente, eu seria absolutamente contra.

Veja – Por quê?
Goicoechea –Não acho apropriado para um movimento estudantil manter uma relação tão estreita com o governo. Por definição, uma organização dessa natureza precisa ser independente. Do contrário, dificilmente fará um trabalho sério. Às vezes, os estudantes precisam se colocar contra o governo, como acontece hoje na Venezuela. Com uma relação financeira estabelecida entre as duas partes, a isenção fica naturalmente comprometida.

Veja – No Brasil, uma parte do orçamento da UNE vem do governo...
Goicoechea –Para mim, está claro que esse é um modelo fadado ao fracasso. Se fosse estudante no Brasil, faria uma reflexão sobre isso.

Veja – Você está pessimista em relação à situação na Venezuela?
Goicoechea –É preciso fazer um esforço diário para renovar o otimismo. Enxergo, no entanto, alguns sinais positivos no horizonte. Estudantes que antes não se manifestavam têm me procurado dizendo que, diante de tanto obscurantismo, resolveram protestar ativamente. Isso fortalece o movimento. Outro dado bom diz respeito ao surgimento de lideranças no governo dispostas a respeitar as leis e a dialogar com a oposição. É, pelo menos, um começo.

Veja – O que você vai fazer com o prêmio de 500 000 dólares que acaba de receber?
Goicoechea –Investir numa escola em Caracas para capacitar líderes. A idéia é ajudar a formar uma juventude com a mentalidade mais aberta e, antes de tudo, voltada para temas minimamente relevantes. É o contrário do que se passa na Venezuela e em tantos outros países da América Latina – todos com uma forte inclinação para assuntos já sepultados pela própria história. Fico angustiado ao ver como questões tão ultrapassadas e ideológicas impedem as pessoas, ainda hoje, de aspirar a uma sociedade mais moderna.

FORA TODAS AS IDEOLOGIAS ATRASADAS DE ESQUERDA que se propõem a transformar o mundo em algo comunitário e não pessoal.

Eu espero que NENHUM JOVEM JAMAIS ABAIXE A CABEÇA para NENHUM SISTEMA POLÍTICO de esquerda ou direita. ABSOLUTAMENTE NENHUM. Seja MAIS VOCÊ, crie sua própria IDEOLOGIA (temporária) a partir da REALIDADE que você vive ao invés de tentar adaptar alguma ideologia a fantasia imaginária de algum lunático dos séculos que já eram.

Que o número de brasileiros com INFLADA AUTO-ESTIMA multiplique todos os dias.

CHEGA de abaixar a cabeça!

Comments

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O capitalismo tambem não é nenhum modelo de perfeição, pois é um sistema da qual exclui as pessoas, basta ir em uma favela e vera as condições que as pessoas vivem, algumas poucas pessoas podem até viver bem mas a grande maioria ainda é reprimida. Não estou dizendo que socialismo é modelo de perfeição, mas o captalismo está longe de ser algo bom.
Precizamos REINVENTAR nosso modelo. Que venha o NOVO.

"Liberdade, não há nimguem que explique-a e não há nimguem que não entenda"

recomendo
http://www.youtube.com/watch?v=qgrjIg9a0qw
sobre capitalismo, gostaria que voces assisticem e comentacem.

Enquanto isso em um país capitalista...

- Filho, deixa a TV de lado e dá uma olhada nesse livro que eu comprei pra você.

- Mas pai, pra que eu vou me dar o trabalho de ler se na TV eu encontro tudo pronto, fico sentado sem precisar me esforçar muito pra entender a história que está se passando? Os livros são muitos chatos, bah!

Depois de 20 anos o pai se vê tendo que sustentar um baita marmanjo que não sabe nem comprar um bife no açougue para fazer seu próprio almoço... E aí, é culpa do pai ou do filho? O pai poderia exercer maior influência sobre o filho, dando exemplos, ou foi melhor deixá-lo escolher o que ele queria...

É MELHOR QUE SANGREM AGORA PARA NÃO MORRER NO CAMPO DE BATALHA. Dizia o líder dos espartanos...

Experimente oferecer um trabalho à alguns favelados, ou um curso de capacitação profissional ao invés das "bolsas governo" da vida, muito pouco vai querer trocar o 1º pelo 2º... é Fato, não imaginação... infelizmente.

Eltonews
(sangrando agora)

Excelente entrevista.

Jordão,

Você é um oceano de conhecimentos porém extremamente raso.
Em determinados assuntos, você limita-se a pegar a maçã oferecida por um jornalista qualquer, dá uma lustrada na manga do terno e põe no teu blog.
Estude em profundidade (ao menos) os conflitos dos séculos XIV e XX antes de emitir opinião (aliás, você não emitiu nenhuma, apenas vociferou uma bobagem que todo mundo deve estar pensando "HÃÃÃ...!!!")
Já superei esta fase. Um professor da faculdade me indicou estudar a obra de John Kenneth Galbraith*. Depois dele, minha visão a respeito do "modelo econômico ideal" virou fumaça.
Ele mesmo resume sua obra a seguinte frase: "No capitalismo, o homem explora o homem. No comunismo, é justamente o oposto".

Forte abraço,

Gabriel Peixoto

*Galbraith morreu em 2006 aos 97 anos.

Gabriel
Rasa é a sua opinião sobre o capitalismo porque todos os gurus que você cita são da mesma escola. No capitalismo ninguém está explorando ninguém. Você compra o que você quiser e faz o que quiser. Você não tem uma arma apontada na sua cabeça nem nada do tipo.
A vida no capitalismo não te obriga a nada. Se você não quer pagar a
conta do celular não compre um celular.
A visão que você tem desse tipo de coisa é muito miope. A exploração só existe quando o explorado é ignorante (caso do Brasil).
Imfelizmente a visão que você tem é igual a de outros milhões de brasileiros que só sabem reclamar da vida e da elite, ao invés de criar algo para inventar um novo jogo.
Se é que você entendeu alguma coisa do que eu disse.
Ricardo

Particularmente, eu acho decepcionante e desestimulante entrar num site de business que supõe-se inovador, textos novos, criativos e simplesmente ver um "control C" "control V" das páginas amarelas da Veja (qualquer capivara vai na banca e acha essa revista).

Gabriel, ao invés de levantar a bandeira do moralismo comunista, levanta essa bunda da cadeira e vai PRODUZIR ALGO DE ÚTIL!!! Vai conhecer Cuba pra ver o que o seu barbudo escroto fez com o país.

Vai pro inferno...

Jordão,

Quando o Galbraith diz "No capitalismo, o homem explora o homem. No comunismo, é justamente o oposto". Ele quer que você leia a frase ao contrário. Ou seja, é a mesma coisa.

Gabriel Peixoto

Bobeira. O cara tava míope e chegou a essa conclusão sem imaginar que um dia a internet existiria, a china ajudaria a criar a abundância e o empreendedorismo explodisse.
Tá sobrando dinheiro no mundo, tem investidor caindo pelas tabelas, falta projetos, gente com garra para liderar.
Capitalismo é a idade do cérebro. Quem escolher pensar ganha, quem escolher "revender" a idéia dos outros ganha menos. Isso não é exploração, é meritocracia.
Ricardo

Gostei dessa discussão! Vamos lá! Minha opinião é a seguinte!

Eduardo Alessandro:
"pois é um sistema da qual exclui as pessoas"
R:
Engraçado a CHINA era comunista e tinha um BRASIL inteiro de miseráveis, sabe o que são 200 milhões de pessoas vivendo com 20 reais por mês?
Nenhum, ABSOLUTAMENTE nenhum, modelo economico que já existiu na face da terra, conseguiu êxodo. A culpa da falta de inclusão social, não é do modelo economico e sim do Homens.


Ricardo Jordão:
"No capitalismo ninguém está explorando ninguém."
R:
Eu concordo e discordo dessa frase, eis o porquê, se levarmos ao pé da letra realmente concordo, agora se levarmos em consideração que você disse "A exploração só existe quando o explorado é ignorante (caso do Brasil)." Então como o Brasil é capitalista, logo existe exploração no capitalismo.


Gabriel Peixoto:
"minha visão a respeito do "modelo econômico ideal" virou fumaça"

R:
Eu concordo com esta afirmação e proponho outra! "Todos os sistemas economicos são ideais, desde que seguidos a risca"
O grande problema do Comunismo é o mesmo grande problema do Capitalismo, ou seja, o HOMEM não o implementa.

Eltonews
"...muito pouco vai querer trocar o 1º pelo 2º..."
R:
Olha que interessante! No trabalho social que faço aqui no Rio de Janeiro, é justamente sobre entrega de dinheiro ou oportunidades e 50% quer uma coisa e 50% quer a outra! Ou seja, a cada 50 alunos da escola de informática em média 23 a 27 alunos ficam outros saem, nem muito pouco nem bastante. Já quando fui na Africa ano passado eu percebi outra realidade, 90% queria COMIDA os outros 10% queria oportunidade, sabe qual a diferença? É justamente não saberem a diferença! Para eles e para os nossos favelados! A oportunidade e o dinheiro são as mesmas coisas! Nossos meninos que vão para o tráfico buscam oportunidades sabia? Aqui no RJ tem Vapor que ganha por comissão e chega a levar para casa 2000 reais.

Para mudar o mundo tem que ter muito peito, coragem, atitude e ser mais empreendedor que grandes empresários! Empreender dinheiro é mole, quero ver empreender vidas!

O ser humano prefere discutir o aquecimento global e deixa 3000 pessoas morrem por dia na Africa! Quando você acabar de ler este comment uma pessoa acabou de morrer por falta de comida!

As pessoas preferem comprar um iPhone, ao invés de comprar um mais barato e dar o resto do dinheiro para evitar uma morte!

Será que é INADIMISSIVEL viver com um celular com menos recursos, com uma televisão menor, com um computador mais razoável?

Jordão,

Quando você teve uma infância que te permitiu jogar xadrez pelo telefone, o capitalismo é ótimo.
Minha filha aos 16 anos fala espanhol, domina o computador e ano que vem forma-se em mineração no CEFET. Pra ela o capitalismo é ótimo uma vez que chega no mercado COMPETITIVA.
A questão é, e pra quem não teve essa sorte de ter seu deseninho num blog sendo elogiado por Pai, Mãe, professores e afins?

Nossa diferença é que não sabes o que é "zero absoluto" quando trata-se de oportunidades.

Gabriel Peixoto

Humor Biz,

Caro Elton,

Faltou o Godoy: " qualquer capivara vai na banca e acha essa revista, eu por exemplo jah estou com a minha..." (Alexandre Godoy)

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Nunca perca a piada.

Errata: Onde escrevi "Elton", leiam "Sidney".

Gabriel

Pessoal, acredito que antes de qualquer discussão sobre qual é o modelo econômico ideal, devemos nos atentar para o fato de que o estudante venezuelano é um verdadeiro REVOLUCIONÁRIO nos dias atuais lutando contra um governo do passado, afinal, coergir e tolher a liberdade do povo não é algo atual muito menos moderno.

Godoy:
Qual é o problema em se fazer "Ctrl+C,Ctrl+V"? Se a reportagem foi bem feita, se existe uma pessoa que fez algo menlhor do que nós, porque não copiar no blog, mostrando a esse autor que ele fez uma ótima reportagem?
E mais, a reportagem tem tudo a ver com a filosofia e os valores da BIZREVOLUTION, então, por que não copiá-la??

Sidney:
Gostei das suas palavras! Muito bem colocadas!

Gabriel:
Você fala muita besteira e se acha demais. Você está vivendo no capitalismo! E dando palestras ensinando pessoas a serem empreendedoras! Você acha que no socialismo existem empreendedores?? O CARAMBA QUE EXISTEM!! O povo de cuba pode ter a melhor medicina do mundo, mas não conhece os avanços da tecnologia, as facilidades que isto nos traz. Na CHINA são milhões e milhões de pessoas que só conseguem obter aquilo que o governo acha que eles precisam para sobreviver, ou seja, QUASE NADA!
Antes de começar a discutir besteiras, pense nas pessoas!

Que a FORÇA esteja com você, Jordão!


Prezado :)

O problema não é o copiar e colar. É que nesse blog se espera mais do que isso, principalmente quando a proposta do responsável é mostrar que tem algo de inovador a oferecer...

Caro Gabriel e outros amigos que pensam da mesma forma,

Vejo como pequena essa visão a respeito de oportunidades.
Tenho 21 anos e vejo todos os dias pessoas que tiveram as mesmas oportunidades que eu tive, reclamarem da falta de emprego sem pensarem nos tempos de escola em que só queriam “passar de ano” porque precisavam apenas “tirar o segundo grau”.
Estudei toda minha vida em escola pública e, após me mudar para a região metropolitana de BH, em uma escola pública da periferia.
Me lembro como se fosse ontem o dia em que o SENAI estava divulgando na escola seus cursos de qualificação, e estes mesmos que hoje reclamam de tudo ignoraram a oportunidade pois estavam muito preocupados com a hora de ir embora para ficarem “livres” pelas ruas. As únicas pessoas que abraçaram aquela oportunidade (eu incluso) deram ali o primeiro passo para sairem de sua zona de conforto.
Para quem não sabe, o SENAI em seus cursos de qualificação, além de não cobrarem nada conseguem bolsas para praticamente todos os estudantes ATRAVÉS DA INICIATIVA PRIVADA. Onde a carteira de trabalho do estudante é assinada pela empresa para ele estudar.
Quanto às inscrições para os cursos do CEFET (que diferente do que você parece pensar, mas não é apenas para os que tem uma boa condição financeira), creio que nem preciso comentar qual foi a reação dessas mesmas pessoas que “nunca tiveram oportunidades na vida”.

E não adiantam vir usar desculpas como distância para justificarem não abraçar essas oportunidades pois durante meu curso no CEFET conheci um senhor que viajava 30Km de distancia todos os dias DE BICLICLETA para estudar.

E agora você vem me falar de falta de oportunidade?
A minha vida toda vi pessoas, inclusive do meu convívio, jogar pela janela todas as boas oportunidades que tiveram; tudo isso em troca de um conforto momentâneo. E hoje vejo essas pessoas desempregadas ou em subempregos. Enquanto não se passa um mês no qual não recebo telefonemas e e-mails, de empresas com as quais tenho relacionamento, procurando desesperadamente por mão de obra minimamente qualificada.
Vejo a dificuldade que os empregadores estão tendo em preencher vagas enquanto uma multidão de pessoas que queriam receber tudo do governo e não se dedicaram a si mesmos, reclamarem de tudo.

E AGORA VOCÊ VEM ME FALAR DE FALTA DE OPORTUNIDADE?
Salvo algumas exceções de pessoas que vivem totalmente isoladas socialmente, eu não aceito isso como desculpa para se levar uma vida medíocre. Pois existem inúmeros exemplos que pessoas que saíram da miséria e COM TRABALHO DURO, mudaram suas vidas.

A única explicação que tiro disso tudo é a falta de caráter e estrutura familiar dessas pessoas. Pois ao o mesmo tempo em que tudo isso acontece ao meu redor, vejo mães comprarem cigarros com a “bolsa-esmola” do governo enquanto reclamam que seu (muitos) filhos não tem leite para beber nem caderno para estudar. Enquanto essas mesmas crianças ficam pela rua sem o mínimo de estrutura por parte da família (são estes os marginais e dependentes do governo amanhã).

O que falta no Brasil não é oportunidade, falta educação. E não falo de escola, falo de valores familiares e caráter. Pois não adianta reclamar da péssima qualidade das escola enquanto de mata aula.

Viva o capitalismo!!! Que separa o joio do trigo, os medíocres dos que querem trabalhar.

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