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Nada como ir a um show do U2 no domingo pela manhã. (sim porque essa
é exatamente a sensação que você tem ao assistir U2 3D).
U2 3D com som digital e imagens 3D te levam para dentro do show MESMO.
Show de tecnologia, lindo lindo lindo. Bacana saber que entre tantos
shows que eles fizeram pelo mundo, eles decidiram por filmar o 3D na
América do Sul.
"Argentina e a Irlanda tem muitas coisas em comum...,, não é porque
tivemos um passado terrível que não teremos um futuro brilhante" Bono
Exatamente as mesmas palavras que eu uso na introdução de QUE PAÍS
É ESSE? nas minhas palestras.
U2 3D é im-per-dí-vel!!!!!!
Valmir diz:
Sou Valmir de Santos/SP. Conheci o site da Bizrevolution há pouco tempo e tenho que te dar os parabéns pela iniciativa. Tem pouca gente hoje usando parte do tempo pra ajudar outras pessoas. Queria saber à partir de que horas vc está disponível aí pro "Pergunta que eu respondo"
Ricardo diz:
não tem hora certa, eu tôsempre ocupado, me diga o que você quer saber, vamos ver se eu te respondo já
Valmir diz:
Blz
Valmir diz:
Eu estou montando um negócio com um amigo. É um site de anúncios para comerciantes chamado "Compre em Santos" onde venderemos espaços de 95X40 pixels para estes comerciantes por 4,90 por mês. Tremos 500 mini anuncios no site divididos em categorias. Nossa idéia é oferecer um serviço de publicidade por um baixo preço para o comerciante e um serviço prático e diferente para o consumidor.
Valmir diz:
O site será divulgado através do Google, lista de e-mails, orkut e radio.
Valmir diz:
Teremos que bater perna para vender os anúncios e usar o telefone. Minha pergunta é simples: O que vc acha do projeto?
Ricardo diz:
se o que você for colocar do anunciante no site for um SIMPLES anúncio, eu acho o site uma bobeira. porque você no fundo vai concorrer com o google.
Ricardo diz:
para SER DIFERENTE, você teria que falar sobre a CIDADE, sobre os clients, porque realmente comprar em determinado lugar etc
Ricardo diz:
e REALMENTE fazer o trabalho de ajudar o cliente a DESCOBRIR coisas dentro dos seus anunciantes
Ricardo diz:
veja, o google faz a busca até a página inicial dos sites e algumas outras
Ricardo diz:
o google faz busca em 10% das páginas web
Ricardo diz:
o seu DIFERENCIAL seria fazer a busca nas outras 90% das paginas que o google nao busca, INTERPRETAR o que está nessas páginas, e MOSTRAR para o visitante do seu web site aquilo que ele não consegue DESCOBRIR no google
Valmir diz:
Entendi
Ricardo diz:
gostou da idéia? essa idéia vale 1 milhão de reais, AQUELE que REALMENTE fizer o que eu tô falando vai ARREBENTAR
Valmir diz:
Gostei sim, vou acoplar esse sistema ao site
Valmir diz:
1 milhão de reais é coisa séria rsrs
Valmir diz:
Mais um pergunta: Com relação ao que vc falou sobre as outras 90% das paginas que o google não busca, qual a melhor forma para se fazer esse levantamento?
Valmir diz:
Bom, aguardo a resposta da minha última questão pra outro momento. Muito obrigado por oferecer seu tempo pra mim brother! Um abraço
Ricardo diz:
contrata gente boa que escreve bem, jornalistas, marketeiros, e deixa os caras trabalhando o dia inteiro olhando para o computador
Ricardo diz:
manda metade para a rua para entrevistar os clientes e descobrir as coisas que nem eles sabem direito que tem
Valmir diz:
Saquei!
Valmir diz:
Saquei!
Valmir diz:
Bom, talvez ainda possa contratar muita gente, mas dentro da idéia que vc passou, tenho alguns amigos com quem posso contar, pra iniciar.
Mas uma vez obrigado pela luz. Pelo menos uma vez por semana vou estar clareando minhas idéias com vc
Ricardo diz:
ARREBENTA!
MUITO OBRIGADO a todos que estivem presentes na Livraria Cultura ontem a noite, e todos que assistiram a palestra via aulavox.
Devido a problemas técnicos, infelizmente não conseguimos gravar o áudio da palestra em MP3, tô meio p da vida com isso, mas, bola prá frente. Eu vou transformar as melhores questões da palestra de ontem a noite em um texto do QUEBRA TUDO.
STAR WARS é simplesmente o máximo. O filme conta a história de como nós, sem percebermos, somos levados por caminhos que não queremos seguir, mas, que seguimos por livre e espontânea escolha própria, achando que escolhemos o caminho correto.
Os slides abaixo representam 20% do que aconteceu ontem a noite, durante a palestra eu mostrei 10 trechos de muita reflexão tirados dos seis filmes da série e apontei aspectos que não são mostrados nos slides.
Se preferir, faça o download do arquivo aqui.
O próximo HollywoodCEO que acontece em Setembro será sobre "Em Busca da Felicidade" e outros filmes relacionados. Eu altamento recomendo, como o Pelebroy falou, que se você puder ir na Cultura, que você vá!
Te vejo lá!
Eu criei um abertura especial para o HollywoodCEO de hoje sobre STAR WARS. COLOQUE O SOM NO VOLUME MÁXIMO PARA OUVIR.
Bem vindo ao universo de STAR WARS, aprenda a se equilibrar entre o bem e o mal. Confira.
As virtudes são boas porque são apreciadas pelos mocinhos ou são aprecidas pelos mocinhos porque são boas?
1o. A mais bem sucedida série de filmes de todos os tempos: 3.4 bilhões de dólares de arrecadação nas bilheterias dos cinemas em todo o mundo.
2o. A mais bem sucedida série de filmes em vídeo de todos os tempos: mais de 100 milhões de vídeos nas casas das pessoas.
3o. O mais bem sucedido filme com merchandising da história, 8 bilhões de dólares em produtos vendidos em todo o mund (fora a pirataria).
4o. Os brinquedos de Star Wards são os brinquedos mais licenciados do mundo nos últimos 5 anos.
Amanhã é dia de HollywoodCEO sobre STAR WARS na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, NÃO PERCA, aguardo você por lá, ou na internet via aulavox.
ATENÇÃO: NOVO LOCAL: Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.
Os políticos brasileiros parecem síndico de prédio perto desses caras, é FUCKING energético assistir aos políticos americanos falarem. Depois do discurso você se apaixona pela política, eles falam sobre família, amizade, país, FUTURO, METAS, OBJETIVOS, mudar o mundo, é dúca. Hillary Clinton vai subir no palco em alguns segundos.
Eu posso ficar falando prá caramba da coisa, mas nada se compara a assistir a coisa ao vivo.
É QUEBRA TUDO!
Vocês sabiam que faz 10 anos que a Nike não utiliza o slogan JUST DO IT em suas comunicações de marketing??? Cara, o slogan é tão forte mas tão forte, que parece que eles NUNCA deixaram de usá-lo. Os filmes que vocês vêem hoje na televisão foram feitos para celebrar os 20 anos do slogan JUST DO IT.
As entrevistas na BIZ continuam. Dessa vez eu conversei com Lara Selem e Rodrigo Bertozzi, consultores especialistas em reinvenção de escritórios de advocacia. Eles já escreveram vários livros, Estratégia na Advocacia, a Reinvenção da Advocacia entre vários outros.
O web site deles tem vários artigos publicados e entrevistas, e se gostar do tema você pode assinar a newsletter deles.
Se alguém tiver alguma pergunta a fazer, é só acrescentar aos comentários, ambos estarão acompanhando os comentários no blog.
QUEBRA TUDO na Advocacia!!!
Vamos a entrevista...
1. Quem são vocês, o que fazem, que objetivo pretendem atingir?
LS: Sou uma advogada sonhadora, que de alguma forma vai mudar um pedaço do mundo. Tenho como missão aprender e ensinar, participar da evolução e assistir as pessoas conseguindo ser melhores e acreditando que também podem mudar alguma coisa no seu entorno. O foco do nosso trabalho está na advocacia e em fazer os advogados refletirem sobre a sua atividade e o que querem fazer dela. Levamos a eles nosso conhecimento sobre gestão aplicada e os incentivamos a utilizar as ferramentas que permitirão que construam uma advocacia sustentável no longo prazo.
RB: Meu propósito como consultor é utilizar toda experiência para proporcionar aos escritórios e a carreiras individuais de advogados o sucesso. É ensinar e aprender ao mesmo tempo. O propósito profundo de nossa consultoria é gerar conhecimento intelectual sobre gestão e marketing jurídico por anos a fio. Palestras, artigos e livros fazem parte deste objetivo que é deixar uma marca na advocacia moderna.
2. Vocês pregam a reinvenção da advocacia, qual reinvenção seria essa?
LS: A Reinvenção da Advocacia é a nossa proposta para que os advogados pensem fora da caixinha. A advocacia é uma profissão que tem por característica o tradicionalismo, o formalismo, a rigidez. Só que os últimos anos revolucionaram a profissão. O aumento no número de advogados no Brasil (hoje somos mais de 600 mil), o impacto trazido pela tecnologia e a dificuldade em se formar uma carteira de clientes fez surgir a necessidade de mudar. Essa mudança, que chamamos de Reinvenção, é a nossa proposta. Uma mudança que nivele por cima, que preze o alto saber jurídico, que faça a banca operar com gestão profissional e gerando riqueza (não só financeira) para quem dela participar: equipe, clientes e sociedade.
RB: Uma banca que esquece que as relações com o cliente se alteram a cada segundo, que as necessidades (e desejos) da equipe se alteram e não acompanham a concorrência, vai estar fora do grande tabuleiro estratégico que se tornou ser um advogado. No passado era mais simples, bastava abrir um escritório e os clientes procuravam o advogado. Nesta época de alta expertise e tecnologia, tudo está a mudar. E o dilema que se apresenta é: ou faço a reinvenção de minha carreira e banca ou estou arriscando perder o bonde a jato da história.
3. É verdade que o advogado faz parte de uma espécie que só existe porque somos burrocráticos e cheios de desconfiança uns dos outros? Se vivêssemos em um mundo melhor, nós poderíamos dispensar os advogados?
LS: Se pensarmos sob o prisma do ‘mundo melhor’, romanticamente melhor, em que todos confiariam em todos, que o fio do bigode valesse a vida daquele que o carrega, que ninguém mataria, roubaria, mentiria, enganaria, etc., teríamos que não só dispensar os advogados (e segundo Shakespeare, matar a todos eles), mas também nos acostumar a viver num sistema sem leis, sem regras, sem ordenamento e, também sem nenhum ser humano por perto. Talvez o ‘mundo melhor’ possa ser real para o eremita. Ele sim não teria porque desconfiar de ninguém, não mataria, não precisaria de leis, muito menos de advogados. A idéia de ‘mundo melhor’ pode e deve ser construída, mas com os pés no chão. E para isso temos que entender um pouco da essência humana, cheia de falhas, cheia de distorções, cheia de maravilhas e dons.
RB: A nova relação do advogado com o cliente, onde o advogado torna-se um ator fundamental no sentido consultivo permite-me afirmar que sempre existirá a profissão. A advocacia se sustenta na relação pessoal entre cliente e profissional. Tudo pode mudar, mas esta necessidade inata não mudará: o conforto e a segurança que somente bons advogados podem oferecer. A luta agora é formar advogados que gosto de chamar de Master, ou seja, aqueles que visam efetivamente mudar para melhor a organização onde atuam e também ao cliente. O advogado é um agente transformador e as pessoas devem percebê-lo assim. Dentro deste pensamento, o advogado é essencial.
4. Por que escritório de advocacia não pode fazer marketing?
LS: Marketing pode, o que não pode é fazer publicidade. Mas essa resposta eu deixo pro Bertozzi, grande especialista no tema.
RB: O provimento 94/2000 permite uma série de movimentos de posicionamento de marca, estratégias de negócios por meio da construção intelectual. O que é o marketing jurídico senão levar pessoas (empresas, pessoas física ou sindicatos) que estão com um problema específico a conhecerem, gostarem e confiar em você e na sua equipe. Reputação, foco na carreira, produção intelectual e bons serviços valem para os advogados hoje, assim como há 100 anos. O que existe são abusos das regras. Mesmo sendo está a minha área de atuação, jamais defenderia que as regras americanas de marketing valessem para o Brasil. Lá tudo pode, desde campanhas de televisão, sistemas de 0800, anúncios de captação em revistas entre outras ferramentas. Esse tipo de prática vulgariza a profissão e torna a imagem do advogado um criador de conflitos. Neste ponto estamos na frente, o Brasil é pautado por grandes cérebros (e não grandes bancas) e isto é absolutamente revelador. O marketing jurídico não trata apenas de comunicação. A matéria está imersa em cada centímetro quadrado do seu escritório (e impregnado em cada cérebro que ali trabalha). O conjunto de ferramentas é tão abrangente que serve como orientação estratégica, direcionamento de longo prazo, relacionamento com clientes, matriz do plano de carreira jurídica, capacitar os colaboradores e medir os resultados da banca. A era do amadorismo na gestão destas prioridades terminou no exato momento em que o cliente, como nunca antes, está informado e impaciente com seus advogados.
5. Criatividade rima com advocacia? Você conhece algum advogado criativo? Como se mede criatividade na advocacia?
LS: Não só rima como deveria ser sinônimo. Graças a Deus conheço inúmeros advogados criativos. A criatividade na advocacia está em enxergar numa lei fria, uma tese. Está em observar as relações e, através da inteligência, formular doutrinas a ponto de mudar o curso da Jurisprudência. Está em analisar o problema do cliente e identificar uma nova forma de resolvê-lo. Os grandes advogados criativos são aqueles dotados de profundo saber jurídico e profunda percepção da realidade. A medida da criatividade será proporcional à reputação que o advogado conquistar.
RB: Basta dizer que a criatividade ou o ato de criar algo novo por meio da cognição rápida é a mola-propulsora da humanidade. E assim como em outras profissões, a criatividade tem se destacado na advocacia por meio de criação de teses novas, novas interpretações das leis e novos serviços. A combinação de áreas tradicionais com outros deu origem a direito do entretenimento, direito turístico e direito da infra-estrutura. São provas reais que o advogado é realmente criativo. O novo advogado não está aí para dizer ‘não’ a projetos ou a sentar em cima de processos morosos. Sua função é encontrar novos caminhos.
6. O que os escritórios de advocacia têm a ensinar sobre gestão e/ou relacionamento com clientes para todas as outras empresas?
LS: Os escritórios são considerados empresas de serviços profissionais e, como tal, a fábrica é o próprio homem. Sendo assim, lidam com um desafio gigante: promover o alinhamento dos objetivos e exigências estratégicas da banca às necessidades da equipe visando atingir as grandes metas. A maior lição que pode ser aprendida de escritórios que conseguiram realizar esse alinhamento (não são muitos, diga-se de passagem) está na força da liderança. Os sócios que gerenciam equipes num escritório de advocacia são os responsáveis não somente pela escolha daqueles que farão parte da equipe, como também pela disseminação e gestão do conhecimento, pelo desenvolvimento profissional dos advogados e pelo marketing do escritório. Os melhores líderes das melhores empresas de serviços profissionais têm algumas práticas consistentes: compreendem a realidade (monitoram interna e externamente os fatores que importam), desenvolvem estrelas (atraem, desenvolvem e motivam profissionais talentosos), ampliam a oferta de líderes (identificam e recrutam futuros líderes). E também se mostraram seres humanos que possuem caráter (são confiáveis, fazem o que pregam), discernimento (sensatez e bom senso ao discernir) e intuição (compreendem todas as peças do seu negócio e sabem como elas influenciam umas às outras, prevêem causa e efeito).
RB: A maior lição de todas é que um excelente advogado assume o problema do cliente como se fosse dele. E esta é uma senhora lição. No essencial livro “O cliente em segundo lugar” Hal Rosenbluth afirma que as empresas devem colocar os funcionários (de qualquer hierarquia) em primeiro lugar. Para o autor, o máximo que se pode alcançar em um serviço é aquele oriundo do coração. Assim a empresa que alcançar o coração de seus funcionários prestará o melhor serviço. É uma idéia intrigante, mas ao mesmo tempo faz todo o sentido, afinal, se o advogado ou profissional é valorizado ele renderá o máximo para o cliente, colocando-o em primeiro lugar.
7. O que você acha dessa movimentação atual que existe dentro dos escritórios rumo a produtividade, onde os advogados são obrigados a produzirem trabalhos em série ao invés de entregar um trabalho mais personalizado como sempre foi feito?
LS: Optar pela produção em série ou pelo trabalho artesanal vai depender da estratégia do escritório. A advocacia de massa teve seu início em meados da década de 90, oriunda de uma crescente demanda de ações trabalhistas (nos PDVs, PDIs e outros modelos de desligamento voluntário), do consumidor (que ganhou força depois da lei que instituiu os Juizados Especiais), questões bancárias, previdenciárias, dentre outras. Muitos escritórios optaram por esse modelo e a pressão do volume de prazos, audiências e relatórios implica no aumento da produtividade. Geralmente as teses utilizadas são praticamente as mesmas e o trabalho precisa ser em série. De outro lado, o trabalho especializado e mais personalizado irá atender uma demanda diferente da massa, a dos casos únicos, que requerem muito estudo e dedicação. Em minha opinião, a advocacia de massa é uma oportunidade de mercado para muitos, assim como a advocacia especializada, e o mercado é quem acaba ditando a regra do jogo. Cabe a quem está jogando, se adaptar.
RB: Mesmo dentro do contencioso de massa é possível inovar, afinal inovar significa deixar a lógica de atender a um mercado e simplesmente criar um mercado novo. Sim, exato, focar em criar algo novo. É possível? Claro que sim, veja como nasceu o direito do entretenimento, direito das novas tecnologias, direito ambiental estratégico, direito esportivo, recuperação de empresas e quantos frutos ainda caíram desta imensa árvore mitológica que é o Direito. Como negar está explosão de criatividade?
8. Qual é a maior inovação que surgiu na advocacia nos últimos anos?
LS: A maior inovação foi a troca do papel pela mídia digital. Depois que os computadores entraram nos escritórios, o lento se transformou em rápido, o arquivo de aço se transformou em estação de trabalho, o processo amarrado no barbante se transformou em processo eletrônico, a caneta se transformou em certificação digital, a audiência presencial se transformou em videoconferência, os códigos se transformaram em audiobooks. Ou seja, o ácaro se transformou em bits. Vivemos a era da Advocacia 3.0.
RB: Posso arriscar dizer que é o pensamento estratégico e o planejamento de longo prazo. Não basta advogar, devemos analisar o ambiente que circula ao redor da advocacia. Pensar diferente é uma revolução e um passo enorme em uma profissão repleta de tradições.
9. Os advogados vão burrocratizar a internet?
LS: Ainda temos muito a aprender, e eu espero que não. No entanto, mudar o modelo mental adotado até aqui (do papel, do comprovante, da assinatura, do carimbo) pelo que vai ser necessário para inserir a advocacia no mundo web (certificação, imagens, documentos virtuais) demandará bastante esforço.
RB: A internet é um vírus mortal quando se pensa em produção intelectual. Ela facilita em excesso as pesquisas e retira do profissional o hábito de pensar (é um tal de copiar-e-colar que vou te contar). Claro que ela tem suas vantagens na gestão de processos e comunicação com o cliente via voip e outros sistemas de conferência reduzindo custos. E não haverá burocratização pelo simples fato da internet ser dinâmica e líquida. O que defendo é o uso inteligente da ferramenta como facilitador da comunicação.
10. Como os advogados estão usando ferramentas de tecnologia (internet, sistemas de gestão de conteúdo, web 2.0) para melhorar o trabalho que fazem?
LS: A internet é hoje o meio de comunicação e envio de dados mais utilizado, sem dúvida. Permitiu mais mobilidade, atuar em Tribunais à distância, falar com membros da equipe ao mesmo tempo e de vários lugares. Os celulares também se tornaram ferramentas poderosíssimas. A digitalização de arquivos é cada vez mais rotina nos escritórios. O uso de sistemas integrados via web permite o acesso aos dados do escritório de qualquer parte do mundo. Mas ainda temos muito a progredir.
RB: Os advogados não podem mais ignorar a tecnologia, afinal, os clientes também estão mais tecnológicos. Eles devem ser gestores da informação em uma linguagem de fácil acesso ao cliente. Simples e complexo assim.
11. O Brasil tem a melhor advocacia do mundo? O que falta, quem são os melhores do mundo?
LS: Se estivermos falando da advocacia de natureza contenciosa, diria que sim. Nossos advogados são treinados belicamente para o combate, para a lide, para o processo. Faz parte da cultura do brasileiro “entrar com processo”. Só pecamos no sistema lento que faz girar a roda da justiça. Se estivermos falando da advocacia de natureza negocial, consultiva, aí estamos distantes. Os americanos ganham quando o assunto é fazer acordos. O treino deles é pra isso. Mas pecam no excesso de agressividade. Sinceramente, ser o melhor vai depender de qual advocacia estamos falando, como ela é exercida, onde e por que. Advocacia hoje é um gênero que abarca muitas espécies, dada a segmentação da profissão. Apontar quem é melhor seria como comparar maçãs com abacaxis.
RB: o Brasil pode se equiparar entre os melhores, mas para isto necessitamos de advogados com conhecimento amplo nas leis e regras de outros países. As empresas brasileiras estão tornando-se mundiais e necessitam de advogados para acompanhar esta revolução. Para podermos ser melhor, devemos saber jogar em outros terrenos (países), pois nossa atuação na área do Direito Internacional ainda deixa a desejar. Porém, estou confiante: estamos no caminho certo.
12. O Brasil está melhorando ou piorando?
LS: Melhorando, claro!!!!! Sempre... acompanhando a lei da evolução.
RB: Ouço dezenas de pessimistas afirmando como um oráculo que a advocacia está terrível, que os clientes e problemas não crescem na mesma proporção do número de advogados e toda a sorte de lamentações. Só tem um problema! Não acredito em nada disto. Estou confiante que a advocacia está finalmente iniciando uma era de ouro (e não uma bolha como a área tributária na década de noventa), mas um crescimento sustentável e sólido.
13. O que você acha dessa lei que blinda os advogados? Por que um advogado merece mais respeito do que um peão de obras formado em um curso técnico de peãozismo de obras?
LS: Não é uma questão de respeito ao advogado (a pessoa em si, o curso que fez, se tem OAB ou se usa terno e gravata), mas sim de respeito ao cliente do advogado, que merece que seus assuntos sejam mantidos em sigilo no escritório daquele que escolheu pra lhe defender. Se tiver dúvidas se a lei é justa ou não, é só se colocar no lugar do cliente. Até porque, como diria meu professor de Direito Penal dos tempos de faculdade, “somos todos assassinos em potencial”, ou seja, não estamos imunes a cometer erros. Imagine alguém que tivesse cometido um crime (de qualquer natureza), procurasse um advogado e quando este lhe dissesse “me conte o que aconteceu”, o cliente sussurrasse baixinho dizendo “não posso, estão gravando”. Seguramente que além do curso de Direito, o advogado teria que aprender a lidar com métodos de adivinhação para poder defender alguém.
RB: O escritório de advocacia é um local para que o cliente sinta-se a vontade para encontrar os melhores caminhos para seus problemas, assim como na psiquiatria, estas conversas são invioláveis. Não se trata de proteger uma categoria, mas, como afirma a Dra. Lara Selem, proteger seus clientes. Sem isto, a advocacia perde um bem muito precioso: o de conselheiro confidencial.
14. O que os advogados estão fazendo para mudar as leis (de todos os tipos) que atrasam o crescimento do país?
LS: Bem, se o 2º lugar na lista de profissões dos deputados federais que assumiram em 2007 é a de advogado, eu espero que estejam fazendo a sua parte e honrando o voto daqueles que os elegeram. No entanto, cabe aos advogados do lado de cá, juntamente com a própria sociedade, fazer as pressões necessárias não só para que leis antigas caiam, mas que principalmente sejam cumpridas as que estão em vigor, como por exemplo, a própria Constituição. No ano em que se comemora o 20º da nossa lei maior, considerada uma das mais modernas e progressistas do mundo, conclui-se que ela é letra morta. Basta ler o artigo 5º (que fala das garantias fundamentais) e checar se vivemos ou não a realidade que está no papel.
RB: Aposto no advogado como agente transformador em um país que cresce. O mercado quer profissionais de serviços jurídicos que tenham opinião, que desafiem o judiciário e procurem as melhores práticas para que o nosso país possa crescer. Por exemplo, o direito ambiental, a aceleração de licenças (junto a uma responsabilidade ambiental) é fundamental para que indústrias possam nascer, gerar empregos, impostos e desenvolvimento. A contribuição dos formadores de opinião nesta esfera é intensa. O mesmo ocorre com os sistemáticos pedidos de mudar as leis trabalhistas e tributárias para criar um país vigoroso. Acredito que a lógica irá prevalecer: teremos em um futuro próximo cenários otimistas e de crescimento.
15. O que um pequeno escritório de advocacia pode fazer para vencer os grandes escritórios?
LS: Se profissionalizar, criar um diferencial competitivo, produzir intelectualmente e dar tratamento vip a seus clientes. Ser pequeno pode ser um grande diferencial, especialmente junto ao cliente. Mas ele tem que fazer seu dever de casa e se preparar para o futuro.
RB: Em um mercado com tantas opções (e desconexo) é preciso fazer escolhas em qual nicho atuar. Quanto maior o potencial de identificar o foco da sua carreira e da banca mais qualitativa será a colheita de resultados. Posicionar a marca jurídica é tudo em um mercado congestionado. A falta de opção por um ou mais segmentos pode significar uma distorção no modelo competitivo do escritório. Um pequeno escritório necessita operar com a inovação e concentração de expertise em uma área do direito ou um segmento de negócios. Não podemos esquecer que as atuais grandes bancas nascem como pequenas. Mas acredito que o futuro será das bancas de médio porte pois sua força estará na diferenciação e personalização de serviços.
16. Frente aos resultados que vemos nas provas da OAB, você diria que os novos jovens advogados são mais ignorantes do que uma porta?
LS: Eu não diria isso. Desde sempre tivemos saíram das faculdades os bem e os mal preparados. Ocorre que hoje temos uma população muito maior saindo sem a formação técnica e ética adequada, somado ao baixo nível de educação de base, somado ainda à preguiça mental do corta-cola-copia. O mercado fará a seleção natural, assim como o Exame da Ordem já está fazendo.
RB: Sou um entusiasta da advocacia. Sei que a maioria vem com uma formação precária das faculdades, mas os grandes talentos não aparecem em quantidade, mas em qualidade. Aquele que faz sua opção desde o início da advocacia que pretende ser um grande advogado, tenha a certeza, ele o será. Desta maneira criamos um novo conceito: trazer de volta o desenvolvimento mental que faça um profissional melhor: o chamado ‘neurojurídico’, aquele que usa conscientemente sua capacidade de combinar as suas habilidades pessoais com o futuro e pode efetivamente mudar sua história pessoal e, por pura conseqüência de ação e reação, mudar o mundo ao seu redor. O conceito foi inspirado no pensamento do psicólogo Howard Gardner, sobre as cinco mentes do futuro: a sintetizadora, a disciplinadora, a criativa, a respeitosa e a ética. Gardner aponta como exemplo da mente disciplinária é o pianista Vladimir Horowitz, por sua excelência técnica. Já o biólogo e paleontólogo Stephen Jay Gould era uma mente sintetizadora. A escritora Virginia Woolf era uma mente criativa. O presidente Jimmy Carter é uma mente respeitosa. Finalmente, Nelson Mandela é uma mente ética.
17. Eu nunca vi um advogado sugerir novos negócios para um cliente, esse tipo de coisa existe?
LS: Existe sim. Principalmente para aqueles advogados que se dedicam a entender do negócio do cliente, que são curiosos sobre o funcionamento do negócio do cliente, o que impacta seus resultados, que ambiente o beneficia e o prejudica. O cliente atendido por um advogado que vai além dos códigos tem grande probabilidade de ser fiel e leal. Temos uma máxima que diz: “o cliente não dúvida que o advogado saiba sobre leis e o Direito, mas sim que ele saiba sobre o seu (do cliente) negócio”.
RS: Isto está mudando completamente justamente pela real necessidade do advogado ser um conselheiro para evitar litígios. Vou dar um exemplo, no BIODIREITO as Estatísticas demonstram que 80% dos recursos financeiros das indústrias farmacêuticas são destinados ao tratamento de doenças. E 20% na prevenção de doenças. Com o mapeamento do DNA a tendência é está matriz de pesquisa e desenvolvimento modificar-se completamente e até mesmo inverter as proporções. As grandes indústrias irão investir em prevenir as doenças. E assim como o mercado de carbono tornou-se uma realidade, o advogado especializado em biodireito também se tornará uma figura fundamental para dar a devida segurança as pesquisas e lançamentos de novos produtos.
18. Você recomendaria a profissão de advogado para os seus filhos?
LS: Se isso lhe fizesse feliz, claro que sim. Mas eu respeitaria plenamente os talentos, sonhos e habilidades dos meus filhos e ouviria a opinião deles antes de recomendar. Se esta fosse inclinada para o direito, não só recomendaria como os incentivaria a primeiro se desenvolver intelectual e moralmente, e depois a entender seu papel no mundo e o impacto que suas ações geram. Eles teriam, sem dúvidas, meu total apoio.
RB: É uma época de ouro e de oportunidades. O direito clássico misturado com a tecnologia permite-se afirmar que sim, se ele optar pela área. Plano, propósito profundo e foco servem para qualquer profissão. E o sucesso vem desta obsessão em buscar melhorar a cada dia. Sim, é um fantástico ramo e um mundo de possibilidades.
Lara Selem - Advogada e consultora em gestão estratégica de serviços jurídicos. Autora dos livros “Advocacia: Gestão, Marketing e Outras Lendas” (no prelo), “Estratégia na Advocacia”, “Gestão de Escritório”, “A Reinvenção da Advocacia” e “Gestão Judiciária Estratégica”. MBA pela Baldwin-Wallace College (EUA), especialista em Gestão de Serviços Jurídicos pela Fundação Getúlio Vargas (SP), e em Liderança de Empresas de Serviços Profissionais pela Harvard Business School (EUA). Coach certificada pelo Integrated Coaching Institute. Membro do Conselho Editorial da OAB Editora, Conselho Federal da OAB. E-mail: laraselem@estrategianaadvocacia.com.br
Rodrigo Bertozzi - Administrador, Escritor e Consultor, MBA em Marketing, Especialista em Comunicação Jurídica, Articulista das revistas Justilex, Advogados: Mercado & Negócios e Zero. Autor dos livros “Marketing Jurídico”, “Revolution Marketing Place”, “Depois da Tempestade”, “Um Futuro Perfeito”, “O Senhor do Castelo” e “O Despertar”, todos pela Ed. Juruá, e “A Reinvenção da Advocacia”. E-mail: bertozzi@estrategianaadvocacia.com.br
A convenção democrata para presidente dos EUA começou ontem a noite com a mulher de Obama fazendo um discurso inflamado sobre o seu marido. Assista abaixo.
Para quem gosta de marketing, não apenas político, mas de produto, a convenção é um MBA completo. São três dias cheios de discursos emocionados que procuram posicionar o candidato como o melhor dos melhores, e onde cada detalhe do palco está lá para emocionar a platéia.
Obama não foi ontem a convenção, ele só aparece na quinta, mas para derreter a galera, ele fez uma vídeo conferência com a família direto de uma casa de classe média baixa no Kansas.
Ontem foi o dia da esposa fazer o grande discurso da noite, hoje é o dia da Hillary Clinton babar o ovo em cima do Obama, e quinta-feira é o dia de Obama arrebentar.
Coincidência ou não, é claro que não é coincidência, quinta-feira dia 28 de Agosto, é o dia do 45o aniversário do discurso I HAVE A DREAM que Martin Luther King fez em Washington.
Eu torço para Obama desde sempre, espero que ele realmente consiga acabar com os anos Bush, os piores de toda a história recente dos EUA e se tornar o próximo presidente americano.
Show de bola de web site para edição on-line de fotos. Interface em português, ultra bacana, realmente maravilha, confira! Grátis. Picnik. MUITO BOM MESMO!!!
Outra fantástica ferramenta plug-in para Firefox que permite a você surfar por todo o seu histórico de páginas web de uma maneira visualmente muito elegante, WebMynd, SHOW!
"Um Escritor na Guerra" é baseado nos cadernos em que Vasily Grossman escreveu suas apurações para reportagens encomendadas pelo jornal Estrela Vermelha, do Exército Vermelho. O livro retrata a situação devastadora na frente oriental durante a Segunda Guerra Mundial, além das vidas e mortes de soldados de infantaria, motoristas de blindados, pilotos, franco-atiradores e civis. Grossman passou três anos seguintes na frente de batalha. O autor testemunhou as terríveis derrotas e as retiradas desesperadas de 1941, a defesa de Moscou e os combates na Ucrânia. Em agosto de 1942, foi enviado a Stalingrado, onde permaneceu durante quatro meses de brutais combates de rua. Sempre acompanhando o Exército Vermelho, chegou a Berdichev, onde seus maiores temores com relação à sua mãe e a outros parentes se confirmaram. Judeu, assumiu a tarefa de fazer um registro fiel das atrocidades enquanto se tornava a extensão delas. Compre agora na Cultura.
Depois de ter revelado as minúcias do terror stalinista em Stálin: a corte do czar vermelho, Simon Sebag Montefiore mergulha agora no passado do ditador soviético e faz um relato fascinante de sua infância e juventude. Trata-se de um período sobre o qual Stálin sempre lançou cortinas de fumaça, dando informações contraditórias e enganadoras, suprimindo fatos e personagens e minimizando sua importância. As revelações extraordinárias de O jovem Stálin deixam claro por que o czar vermelho preferia esconder boa parte de seu passado pré-soviético.
Com o fim da União Soviética, emergiu um tesouro de informações sobre a vida de Stálin anterior à Revolução - os segredos de suas origens, os infortúnios e sucessos de sua infância, os eventos extraordinários e a carreira ímpar de um jovem que foi seminarista brilhante, intelectual, poeta, agitador, assaltante, pirata, incendiário, assassino e mestre da conspiração e da fuga de prisões. É com base neste material desencavado de inúmeros arquivos, especialmente da Geórgia, e em conversas com descendentes (e até mesmo testemunhas da época) que Simon Sebag Montefiore traça um retrato vívido, complexo e surpreendente dos anos de formação daquele que viria a ser Stálin. Compre agora na Cultura.
Sérgio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos e carismáticos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do país a partir dos dezessete anos de idade, quando seu pai, também diplomata, foi punido pelo regime militar brasileiro. Muito jovem, tornou-se funcionário da Organização das Nações Unidas, com cujos ideais sempre teve grande afinidade. Diferentemente da maioria de seus colegas com formação universitária e aspirações intelectuais, preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos em Nova York. Esse personagem, já descrito como uma mistura de James Bond com Bobby Kennedy, é analisado nesta biografia de Samantha Power. Compre agora na Cultura.
Para aqueles que PENSAM como verdadeiros campeões, as olimpíadas de Londres começaram no dia 24 de Agosto de 2008, quando um ônibus de dois andares, que caracteriza a cidade londrina, entrou no estádio olimpíco de Pequim com direito a apresentação de Jimmy Page, ex-guitarrista do Led Zepellin e David Beckhman.
Para aqueles que AGEM como verdadeiros campeões, o dia 25 de Agosto de 2008 será dia de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.
ALGUÉM, no Brasil, eu espero, eu imagino, terá coragem de reunir os cartolas olímpicos em um sala tupiniquim e desenhar um número mágico em um flip chart; digamos; 25.
25 medalhas de ouro para o Brasil nas Olímpiadas de Londres em 2012.
Impossível?
Em Pequim o Brasil faturou três medalinhas de ouro, a Austrália 14, a Alemanha 16. Eu acredito que 25 medalhas de ouro é um número totalmente possível para um país de esportistas como o nosso. Totalmente possível, se você levar em conta que as favelas do Brasil estão cheias de jovens sem qualquer perspectiva de vida, e que poderiam facilmente se engajar de corpo e alma em programas esportivos. Sem falar de todos os outros bem nascidos, que igualmente tem potencial para fazer qualquer coisa.
O Brasil terminou Pequim 2008 atrás do Quênia, de Belarus (que país é esse????), Jamaica, Romênia e Etiópia, é mole? Etiópia!!!!!! Os caras não tem nem comida na Etiópia e conseguem ganhar mais medalhas que um país cheio de laranja, soja e milho.
Como a gente é ruim, né????
Em Pequim, fomos pequineses!
O país tem dinheiro, tem gente, tem clima, tem tecnologia, tem até alguns lugares abandonados para treinar, mas ninguém consegue colocar tudo isso em um liquidificador para produzir um produto interno bruto capaz de colocar o país entre os G8 do lado corpo são da coisa.
Poxa, será que é tão difícil assim fazer um planejamento estratégico onde partimos de uma meta AGRESSIVA, mas possível, que EMPOLGA, amedronta, e faz os membros da equipe se comprometerem até o fundo da alma?
Eu sei que número mágico em flip chart não resolve nada. Tem que fazer plano.
Então vamos fazer!!!
1. Coloca uns flip charts na parede.
2. Projeta os números dos vencedores das modalidades olímpicas.
3. Cruza com os dados brasileiros.
4. ESCOLHE os esportes onde somos bons.
5. E os esportes onde podemos ARREBENTAR.
6. Faz os cálculos sobre QUANTO TEMPO precisamos para tirar a diferença de performance entre os brasileiros e os gringos. Temos QUATRO LONGOS ANOS para correr mais rápido, voar mais alto e ser mais fortes do que os outros países.
7. Divide a grana que existe entre os esportes que vamos faturar os 25 ouros.
8. Sai na rua na caça de patrocínio para completar a verba.
9. E depois PROMOVA a meta de ganhar 25 medalhas de ouro em 2012 para TODO O BRASIL ouvir.
Imagina uma campanha nacional com televisão, rádio, revistas, eventos e INTERNET, onde o cômite olímpico brasileiro CONVIDA atletas de todo o Brasil a participar de uma super ultra peneira olímpica para descobrir talentos para faturar os 25 ouros que vamos faturar.
Qual empresa não gostaria de vincular a sua marca a uma virada histórica como essa???
TEM GENTE BOA em todos os cantos do Brasil!!!
Eu tenho certeza que vamos descobrir capital humano suficiente para
vencer o heptatlo, a esgrima, o levantamento de peso, cara, QUALQUER
COISA!!!
Muito provavelmente o futuro campeão dos 110 metros com barreira de 2012 está correndo da polícia nos morros do Rio; com toda a certeza a futura campeã do 3 mil metros com obstáculos está atendendo reclamações de clientes em algum telemarketing safado que tem por aí; o futuro campeão da marcha dos 50 quilômetros está em algum quartel do exército servindo obrigatoriamente o exército brasileiro; e arremesso de peso e dardo?? Tá brincando!!?? Com a galera que temos nas academias, nos portos brasileiros, nas empresas de logística, não teríamos um ultra campeão olímpico para esa prova???
Como a gente é ruim de plano, né?
Será que é tão difícil fazer isso???
Vamos definir uma meta, e fazer a engenharia reversa para chegar lá.
Durante as olimpíadas os atletas disputam mais de 300 medalhas de ouro, será que não somos capazes de ganhar 25 delas?????
Vamos sair da mediocidade brazil!!!!!!
Mas, infelizmente, a realidade é outra, e parece que a turma - satisfeita com o desempenho pequinês - vai continuar tocando o barco sem grandes mudanças.
"Os resultados do Brasil em Pequim mostram a grande evolução qualitativa do nosso esporte. Se você comparar de Atlanta até aqui, verá que eles foram crescentes. Já chegamos com vários recordes: número de atletas, de participação em modalidades e de presença vitoriosa de mulheres, superando largamente as Olimpíadas anteriores. Até este momento (sexta-feira), tivemos 37 finais. Em Atlanta, foram 20. Em Sydney, 22. E em Atenas 30. Praticamente dobramos de Atlanta para cá." Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.
Eu e você estamos completamente ferrados com lideranças desse tipo. Gente satisfeita com um resultado medíocre, gente que pensa pequeno, gente que acha que temos tempo para andar devagar. Nuzman, VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!!!
O cara tá satisfeito com a "estratégia olímpica do país", as coisas estão dando certo, as coisas estão "caminhando", e um dia, quem sabe, vamos faturar 25 ouros. Para Nuzman medalha é um detalhe...
"Não é a medalha que mostra a evolução. Medalha é conseqüência. Tivemos conquistas inéditas e até impensáveis há algum tempo, como o primeiro ouro na natação, em um ano que os recordes mundiais caíram sem parar, o primeiro ouro feminino no atletismo, as primeiras medalhas femininas no judô e na vela. A equipe feminina de ginástica foi finalista também pela primeira vez. Chegamos ainda à primeira final do vôlei feminino e outras marcas importantes." Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.
O importante é competir, o negócio é tomar uma cervejinha, a saída é ter carteira de trabalho assinada, o insight é ser bronze, é isso aí, o negócio é ser mediocre.
Sobre o quanto custou a participação do Brasil nas olímpiadas, o "presidente" da "empresa" que deveria "organizar" a patota que foi para a China, não tem a mínima idéia de quanto custou.
"Eu não sei dizer ao certo quanto custou a participação brasileira nas olimpíadas. Eu não tenho esse valor agora. Isso só será fechado na próxima semana. É preciso separar o que o COB e as confederações recebem. Ainda não sei quanto é. O que posso dizer é que a Petrobrás nos pagou 26 milhões de reais. Dessa importância, aproximadamente 6 milhões de reais foram para o COB e o restante para as confederações. Através da Lei Piva, são repassados no total cerca de 30 milhões de reais por ano. Cada um dá o número que quer. No Pan, não falaram em números absurdos, de chocar, de cair sentado? Não tinham nada a ver com a realidade. Mas não posso fazer nada." Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.
EXCELENTE resposta, excelente administrador, realmente, ma-ra-vi-lha.
Eu acredito que todo mundo aqui sabe que se o presidente de uma empresa não tiver um ORÇAMENTO FIXO, e trabalhar em cima de um ORÇAMENTO DETERMINADO para fazer o seu negócio funcionar, a empresa simplesmente vai afundar.
COMO PODE O CARA NÃO SABER QUANTO CUSTOU AS OLÍMPIADAS????
Triste.
Mas o pior de tudo é a resposta que ele deu sobre o salário que recebe como presidente do cômite olímpico.
"Eu não sou remunerado. Pela legislação brasileira, entidades que recebem verbas públicas não podem ser remunerados. Eu até seria favorável, mas não ganho nada. Tenho minhas atividades profissionais como advogado e como sócio de uma empresa de compra e venda de imóveis." Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.
Maravilha! O líder olímpico brasileiro não ganha salário.
Daí, se partirmos da premissa que Nuzman é um cara honesto prá caramba para não desviar dinheiro algum dos cofres públicos para pagar o seu trabalho como presidente do cômite, só sobra imaginar que ele não consegue se dedicar full time ao projeto olímpico brasileiro porque ele precisa ganhar dinheiro ganhando uma causa júridica aqui ou vendendo um apartamento ali.
Maravilha! É com essa estrutura fantástica que vamos ganhar 25 ouros em Londres???
NEM A PAU!!!! Nuzman, eu te dou 60 dias para apresentar um PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO para ganhar 25 medalhas em 2012, se você não for capaz de apresentar um plano desses, RUA, VOCÊ ESTÁ DESPEDIDO!!! Você pensa pequeno, sonha pequeno, briga pequeno, luta pequeno; se você não for capaz de brigar pelo seu próprio salário, jamais será capaz de brigar pelo salário dos ouros.
Ao Presidente Lula eu tenho um pedido. Quando o Nuzman aparecer em Brasília essa semana para tirar foto e posar de galã olímpico com o Cielo e os outros medalhistas olímpicos embaixo do braço, pergunta para ele: "Companheiro Nuzman, quantos ouros vamos ganhar em 2012?"
Eu quero 25 medalhas de ouro em 2012.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!!!
QUEBRA TUDO nos esportes!!!
É com um imenso tremendo incrível animalesco prazer que apresento a vocês a entrevista que fiz essa semana por e-mail com David Maister.
David who?
David Maister!!!! O mais genial pensador do mundo dos negócios quando o assunto são Empresas de Serviços Profissionais.
Infelizmente, Maister não tem nenhum livro publicado no Brasil, portanto pouco conhecido na terra brasilis. Uma verdadeira vergonha nacional, e prova da incompetência dos livreiros nacionais do mundo dos negócios em reconhecer talentos ou mesmo acompanhar o que rola lá fora.Maister é uma dessas coisas que se fosse conhecida no Brasil transformaria o país em um lugar melhor para se trabalhar.
David Maister é cultuado em todos os cantos do planeta, e consegue ser amado ao mesmo tempo por Tom Peters e Peter Drucker. Tom Peters, que nos últimos tempos tem falado bastante sobre Empresas de Serviços Profissionais, chupou todas as idéias que publicou no livro Reimagine do trabalho de Maister.
David Maister é o bicho, um cara super ultra inteligente que fala ao vivo de uma maneira tão direta e reta que espanta todos que o escutam.
Ele esteve recentemente no Brasil fazendo uma palestra para uma grande banca de advocacia de São Paulo de um amigo meu. O evento foi em Campos do Jordão, e deixou todos de boca aberta com o seu jeitão porrada de ser, "Se você não entender o que eu estou falando o problema é teu, vou te ajudar se você quiser se ajudar".
Tudo a ver comigo. Muito mais do que qualquer outro guru que vou entrevistar por aqui, ele é provavelmente o maior influenciador do meu trabalho. Eu conheci David Maister em 1995.
Vocês poderão comprovar pela entrevista que muito do que ele fala eu falo por aqui.
Todos os livros de David Maister podem ser comprados na Livraria Cultura sob encomenda, ou na Amazon.com. Eu recomendo que você comece a ler Maister pelo livro True Professionalism, depois Practice what you preach!, depois Managing the Professional Service Firm, depois First Among Equals, Trusted Advisor, e o mais recente Strategy and the Fat Smoker. Sendo o Fat Smoker ele mesmo.
Se não quiser ler nada, leia os artigos que ele publica no web site dele, e ouça o seu podcasting. TUDO SHOW DE BOLA!
Entre outras coisas que vocês vão ler na entrevista, eu gostaria de destacar o posicionamento profissional de Maister com relação as suas palestras.
Maister simplesmente não faz palestras para qualquer um. Se ele perceber que o cliente não sabe o que quer, ele não vai. A palestra que eu comentei acima que aconteceu em São Paulo, quase não aconteceu. Ele não sentiu firmeza dos advogados e não queria vir nem por 80 mil reais. Ele não fala para boçais que procuram maneiras de se motivar, ele quer mudar as pessoas que querem mudar.
MAISTER É O CARA!
DETALHE: é a primeira entrevista de Maister para um brasileiro. Se eu não conseguisse entrevistar mais nenhum galã do primeiro mundo, eu me daria por satisfeito por ter conseguido falar com David Maister.
A entrevista é longa, mas please, leia. Outro detalhe: ele vai acompanhar os comentários que foram postados no blog, o que ele não conseguir entender, eu vou traduzir e enviar a ele.
Agora... Como eu consegui chamar a atenção de um cara admirado no mundo inteiro, que se recusa a fazer palestras por 100 mil reais? Como eu consegui fazê-lo responder o meu questionário de 20 perguntas em 5 dias? O que será que ele viu em mim, heim???
Por que ele perdeu tempo comigo, um brasileiro do terceiro mundo, ao invés de ganhar dinheiro com palestras e consultoria????
Think! Think Different!
Vamos a entrevista...
1. Conte um pouco sobre você, quem é você, o que você faz, qual é a missão da sua vida?
Maister: Nos últimos 25 anos eu tenho trabalhado como um consultor solo, aconselhando empresas de serviços profissionais por todo o planeta. Antes de me tornar um consultor solo, eu fui professor da Harvard Business School. Desde o início, eu escrevo livros e artigos para contribuir com a sociedade e também (egoisticamente falando) para construir a minha reputação.
Eu não penso que eu tenho uma missão na minha vida. A cada estágio da minha caminhada, eu me pergunto, “O que eu quero fazer a seguir que irá me interessar, e onde eu acredito que eu posso dizer coisas que outros não estão dizendo.”
2. Eu fiquei sabendo que você faz palestras apenas para as pessoas que você realmente acredita que estão alinhadas com a sua maneira de pensar. Isso é verdade, você desistiu dos mortos vivos que se escondem dentro das empresas e fingem que querem aprender alguma coisa?
Maister: Eu não quero ganhar dinheiro de pessoas quando eu percebo que eu não tenho nenhuma chance de realmente merecer, ao ajudá-las a atingir as suas metas. Isso acontece quando é óbvio que essas pessoas não têm nenhum desejo de fazer as mudanças necessárias para atingir as suas metas. Eu acredito que isso é antiético. Então, eu tento evitar essas (freqüentes) situações onde pessoas querem apenas um palestrante motivacional ou um discurso inspirador durante uma reunião e depois querem voltar a fazer negócios como sempre fizeram.
3. O seu ultimo livro é chamado de "Strategy and the Fat Smoker", eu estou familiarizado com a transformação que você passou na sua vida pessoal nos últimos tempos. Você poderia nos contar qual é a história por trás do nome do livro? Por que você misturou vida pessoa com vida profissional?
Maister: Em muitos dos meus escritos, eu gosto de usar o que nós conhecemos sobre as nossas vidas como indivíduos, e aplicar essas lições em um contexto de negócios. A minha preocupação é que em muitos casos, nós tentamos aplicar nos negócios algumas idéias que nunca funcionariam nas nossas vidas pessoais. Então porque aplicar tais idéias?
Então, o título do livro deriva da natureza do ser humano. Nós geralmente sabemos o que nós queremos atingir (exemplo, ter saúde), nós sabemos por que nós devemos atingir, e geralmente nós sabemos como fazer (exemplo, comer menos e fazer mais exercícios). Nada disso é garantia que alguém irá fazer alguma coisa. Então, estratégia e concorrência não são sobre descobrir o que é bom para você. É sobre descobrir como ter a disciplina para fazer o que tem que ser feito, a despeito das tentações do curto prazo. E uma vez que os negócios vivem de pressões e tentações de curto prazo, viver a estratégia se torna difícil.
4. Os seus pensamentos sobre o mundo dos negócios se aplicam apenas as tradicionais empresas de serviços profissionais como escritórios de advocacia e consultores? Quais conceitos de negócios os donos de pequenas empresas poderiam pegar emprestado das suas idéias?
Maister: Eu tenho ouvido de muitas pessoas que as principais lições que eu tenho a ensinar são bastante úteis fora do setor de empresas de serviços profissionais, ainda que eu não tenha investido meu tempo em estudar outros negócios. Entretanto, isso não me surpreende, uma vez que as minhas lições sobre temas como o gerente efetivo, como lidar com os clientes e como trabalhar em equipe são derivadas da tentativa de entender como o ser humano funciona. Ainda que cada indústria e profissão gostem de acreditar que os seus problemas são especiais, existe muito mais em comum entre nós do que as pessoas possam imaginar.
5. Você fala sobre empresas de serviços profissionais desde 1982, certo? O que mudou nessa indústria desde então?
Maister: Os clientes se tornaram compradores mais sofisticados, e esse tipo de comportamento colocou uma pressão imensa sobre as costas das empresas medianas. Empresas e pessoas excepcionais estão se saindo melhores do que nunca. Existe menos espaço para aqueles que fazem trabalhos “aceitáveis” ou “suficientemente bons”. Isso significa que, dentro das empresas de serviços profissionais, elas se tornaram muito mais seletivas com relação aos profissionais que devem ficar. Essas empresas são menos “familiares” do que no início dos anos 80.
A outra grande mudança é a retenção de jovens talentosos (a famosa guerra pelo talento). Nos velhos tempos, as empresas acreditavam que sempre existiria talento de sobra, pessoas dispostas a trabalhar a qualquer hora, começar em qualquer posição - como aprendizes por exemplo - , trabalhar duro até alcançar o topo da pirâmide alguns anos depois. Isso não é mais verdade, uma vez que os jovens têm mais oportunidades e diferentes atitudes em relação a esperar pela recompensa. Enfim, as empresas estão tentando (com relativo sucesso) desenvolver novas maneiras de atrair, motivar e reter os novos talentos. Poucas estão sendo bem sucedidas.
6. Qual idéia que você cunhou no passado se provou obsoleta para o século 21?
Maister: Eu costumava acreditar que as pessoas queriam ser bem sucedidas e estariam dispostas a fazer tudo que é necessário para atingir esse objetivo. Eu acreditava que um impecável atendimento ao cliente, o trabalho em equipe, o treinamento e investimentos no futuro iriam garantir os resultados esperados. Entretanto, o que está obsoleto é a idéia de acreditar que todas as pessoas irão colocar energia para atingir essas coisas. Eu agora acredito que a chave para o sucesso – energia, direção, paixão, determinação, disciplina – é uma matéria muita escassa.
7. Você sempre disse que o desenvolvimento dos negócios não é sobre vendas, o desenvolvimento dos negócios é sobre ajudar as pessoas a crescer e prosperar. Como empresas de serviços profissionais podem fazer isso no mundo de hoje em que vivemos cercados por cínicos?
Maister: Esse é um ponto prático, não moral. Mais uma vez, vamos chamar a nossa experiência pessoal para suportar essa idéia. Quando nós compramos serviços profissionais, como nós respondemos as pessoas que falam de si mesmas e das suas empresas o tempo todo? Quando você é o comprador, qual é a sua resposta se o vendedor nunca tenta te vender nada, mas gasta todo o seu tempo dando a você idéias e sendo prestativo? Um simples fato sobre a humanidade é que você e eu damos o nosso dinheiro para aqueles que conquistam a nossa confiança ao se importar e tentar nos ajudar. Aqueles que nos perseguem com técnicas de vendas nós desrespeitam e nós passamos a fazer menos negócios com eles. Se nós somos assim, porque os nossos clientes seriam diferentes?
8. Eu conheço dezenas de pequenos empresários que investiram rios de dinheiro, tempo e energia para desenvolver os seus funcionários principais e então vê esses funcionários deixarem a empresa. Qual conselho você daria para essas pessoas?
Maister: Simplificando ao máximo, você pode dizer que a maioria das pessoas gosta de desafios, significados e dinheiro. Para me motivar, você precisa me pagar bem – esse é o ponto de partida. Depois, eu quero sentir que eu trabalho com líderes e colegas para atingir algo que eu possa acreditar. Trabalhar apenas por dinheiro torna as pessoas depressivas depois de certo tempo. Então, eu pergunto, “Qual é o propósito dessa empresa?”. Finalmente, eu quero receber novas tarefas para continuar a desenvolver as minhas habilidades e permanecer interessado.
É isso que eu gostaria de ter. E você?
9. Qual é o segredo para transformar pessoas medíocres em verdadeiros profissionais?
Maister: Eu acredito que foi Dale Carnegie quem disse “A única maneira de mudar uma pessoas é descobrir o que ela quer, e mostrar a ela como conseguir“. Essa máxima ainda é verdade hoje, em todo o mundo. As pessoas não vão correr atrás das suas metas – elas vão correr atrás das próprias metas.
As pessoas que estão desmotivadas atingem esse estado de espírito porque geralmente elas não sabem o que querem fazer a seguir. Um coaching habilidoso pode ajudar essas pessoas a escolher uma profissão que elas se sintam interessadas, definir pequenas metas de melhoria para criar um momento de orgulho, e agir como chefe profissional de torcida dessa pessoa e crítico mais ferenho: “Vamos, você consegue fazer, eu vou ajudar você.”
10. Como gerenciar uma empresa de serviços profissionais em tempos de crise?
Maister: Não entre em pânico! Todos irão olhar para o líder para ver se ela ou ele estão lidando com a crise sob a perspectiva de longo prazo ou curto prazo. Se os líderes da empresa começarem a proteger os seus próprios interesses de curto prazo, então todos entenderão que podem fazer o mesmo. Você não pode reclamar da falta de lealdade dos funcionários, se você os demite ao primeiro sinal de fumaça só para manter os custos sob controle. Você precisa olhar para a figura como um todo. Eu estaria disposto a trocar a fidelidade futura dos meus funcionários por um melhor controle de custos hoje? Ou, eu estou disposto a fazer sacrifícios pessoais para motivar as pessoas quando (se) nós sobrevivemos? Uma escolha precisa ser feita. Você não pode esperar que receba se nunca deu.
11. Qual é a próxima grande coisa para as empresas de serviços profissionais? Quais são as três maiores tendências para os próximos anos?
Maister: Novas tendências são geralmente irrelevantes. Pense sobre a analogia que eu fiz com o “fumante gordo”. Se você for um fumante gordo, é muito tentador perguntar sobre quais são as novas teorias sobre dietas e programas de exercícios. A verdade, entretanto, é que tais discussões são táticas para fugir do problema. O negócio é começar a trabalhar as áreas para atingir as melhorias que nós sabemos que temos que trabalhar.
12. Hoje, o mundo dos negócios é mais competitivo do que nunca, transformando a perda de um simples cliente em um verdadeiro crime. Sabendo que manter clientes, construir relacionamentos e continuar a nutri-los é uma arte. Quais são os princípios para construir relacionamentos fortes com os clientes?
Maister: Pense sobre relacionamento no seu mundo pessoal. Quais são as “regras do romance”? O que você poderia fazer que vá inspirar outras pessoas a quererem entrar em um relacionamento de benefício mútuo com você? As pessoas esperam: um alto nível de integridade; um interesse sincero em conhecer a outra pessoa; preocupação em entender o que passa pela cabeça da outra pessoa ao invés de tentar fazê-la entender o que passa na sua cabeça; boa vontade para investir no relacionamento e ser paciente para esperar os benefícios futuros. Isso pode soar como princípios morais e não relacionados a negócios, mas não são. Eles fazem parte do comportamento e atitudes básicas que fazem outras pessoas quererem ficar com você no longo prazo.
13. O que é confiança do cliente e como uma empresa de serviços profissionais pode conquistá-la?
Maister: Confiança é feita de muitas coisas, mas quatro perguntas são chaves (conforme descritas no livro TRUSTED ADVISOR). Eu acredito que você seja competente (ações)? Eu posso depender de você para fazer o que você prometeu fazer (palavras)? Eu estou confortável para lidar com você como pessoa, e você me faz sentir a vontade (intimidade)? E finalmente, eu acredito que você irá colocar os meus interesses em primeiro lugar, ou você está falando comigo apenas para conseguir o que você quer (interesse)?
14. Como se tornar um conselheiro que o cliente pode confiar?
Maister: Aqui vai uma dica simples sobre como descobrir. Pense sobre todos os momentos que você tem sido o comprador de serviços profissionais. Talvez você tenha usado um médico, um contador, um mecânico para o seu carro, um decorador para a sua casa. Faça duas listas. Na primeira coluna coloque todas as coisas que te deixaram decepcionado, magoado ou chateado – falhar em tratá-lo como você gostaria de ter sido tratado. Então faça (provavelmente uma lista curta) das coisas que os melhores fizeram para conquistar a sua lealdade. Você terá então uma receita perfeita para ser usada como conselheiro que o cliente pode confiar. Trate os outros como você gostaria de ser tratado.
15. Você realmente tem que se importar com as pessoas que serão seus clientes?
Maister: Essa questão é importante para você quando você é o comprador? Você consegue dizer que o médico que o atendeu se importa com você? O consultor? Se você conseguir dizer, que afeta (a), a sua probabilidade (b) de retornar? Ou contar sobre o serviço para outras pessoas (c)? Eu pessoalmente diria que sim, você realmente tem que se importar com as pessoas que serão o seus clientes, e não apenas com o lado profissional delas.
16. Empresas de serviços profissionais rimam com inovação? Como ser inovador quando você tem que ter todos os tipos de métricas de performance, controle de qualidade etc?
Maister: Sempre existirá conflito na sua cabeça se você escolher um horizonte de curto prazo para tomar decisões. Pense sobre a abordagem da Toyota em fabricar carros: até o mais novato dos funcionários tem permissão para interromper a produção se ele ou ela encontrar uma falha. A Toyota é a maior e mais lucrativa empresa de carros do mundo. O mesmo é verdade em meu mundo solo de consultor profissional. Se eu não reservar um tempo para escrever, eu vou me tornar um “homem do ontem” e irei ganhar menos dinheiro, não mais. Muitas empresas como a General Motors estão cometendo o erro de pensar que se colocarem suas fábricas para funcionar na capacidade máxima todos os dias, elas terão mais lucros. Essa abordagem já foi provada que está errada. Qualidade precisa vir antes do volume.
17. Qual é a mais revolucionária empresa de serviços profissionais que você conhece, e o que a torna revolucionária?
Maister: Como eu descrevi no meu último livro, empresas que são revolucionárias não estão necessariamente fazendo as coisas mais inteligentes, elas estão apenas fazendo o que todo mundo fala que vai fazer mas não faz. Faz 22 anos que as empresas mais revolucionárias do mundo são as mesmas, Goldman Sachs, Accenture, McKinsey, Latham & Watkins. Elas conhecem sua filosofia de trabalho, e a vivem disciplinadamente. Essas empresas não está a venda, elas são revolucionárias!
18. Como você responde para as pessoas que dizem que você não escreve nada de novo ou revolucionário, apenas idéias que tem bom senso?
Maister: Eu apertaria a mão dessa pessoa e diria, “Agora, você entendeu a minha mensagem!”
19. Como você responderia à afirmativa: “As empresas de serviços profissionais se transformaram em um sistema de produção de clientes e cobrança. Elas perderam o toque humano dos velhos tempos. Elas se tornaram muito “profissionais”.”
Maister: Eu concordaria com a primeira parte. Muitas empresas profissionais colocaram o volume de negócios na frente dos seus valores e qualidade, e (como a General Motors) estão se machucando feio. Elas não se tornaram mais profissionais, elas se transformaram em mini corporações com mentalidade de curto prazo.
Eu não concordo com a segunda parte, que diz que nós perdemos o toque humano dos velhos tempos. Muitas empresas no passado se autodenominavam “humanas” porque elas eram muito tolerantes, ociosas, e quase não tinham qualquer tipo de controle de qualidade realmente utilizado.
Existe uma terceira onda que eu acredito. A onda que entende que é necessário fazer todos (do líder ao estagiário) se motivarem e se energizarem ao viver os padrões mais altos das empresas de serviços profissionais, vivendo de acordo com valores verdadeiros como “Nós sempre colocamos os interesses do cliente em primeiro lugar”, “Ninguém deve levar uma vida de cruzeiro, fazendo o que sabe fazer por muitos anos. O desenvolvimento pessoal é esperado de todos.”, “Se você não quiser ser um membro de uma equipe, por favor, vá embora da empresa e junte-se a outras pessoas como você”. Toda empresa realmente dirigida por valores reais e padrões profissionais será um excitante e lucrativo lugar para se trabalhar.
20. Quando os seus fãs brasileiros terão uma oportunidade de escutar você falar em terras brasileiras?
Maister: Eu não tenho nenhum plano nesse sentido. Mas nunca se sabe.
O maior fabricante de software do planeta cansou de jogar mansinho e vai descer a porrada na Apple. No próximo dia 4 de Setembro estréia uma super ultra mega produção de marketing dirigida pela Microsoft para contra atacar principalmente a campanha PC versus MAC lançada pela Apple há mais de 1 ano.
Se você nem sabe sobre qual campanha eu estou falando, clique aqui para assistir uma compilação de 15 comerciais feitos pela Apple e já veiculados na televisão.
A campanha PC versus MAC deu o quê falar na época do seu lançamento. Metade do mundo aplaudiu a irreverência e agressividade que a Apple colocou nos anúncios, e a outra metade não gostou do fato da Apple "humilhar" a concorrência chamando-a de gorda, lenta, obsoleta entre outros adjetivos.
Afinal, campanha de marketing onde você compara o seu negócio com os seus concorrentes descendo a lenha neles é BOA ou RUIM para a criação da sua imagem?
Eu mostrei esse caso várias vezes no último ano durante os meus cursos e palestras, e fiz essa mesma pergunta várias vezes para centenas de pessoas, e a resposta da grande maioria das pessoas é sempre a mesma: "NÃO! Você não deve falar mal do seu concorrente, pega mal, o cliente não gosta".
Eu não concordo. Você DEVE e PODE falar do seu concorrente. O único princípio que você deve levar em consideração antes de fazer isso é: NUNCA MINTA. Se você não estiver mentindo, METE BALA, DESCE A LENHA!
A comparação de produtos e serviços é um SERVIÇO que presta para o seu cliente. No final do dia, de qualquer maneira, ele vai ter que comparar você com a concorrência.
Já que ele vai fazer isso, por que você não faz por ele?
A Microsoft vai tirar da frente o posicionamento "O seu potencial, a nossa paixão" que digamos é um posicionamento de "mocinho", e vai despejar 300 milhões de dólares em publicidade para atacar com o slogan "Windows Not Walls".
"Windows Not Walls"..., que slogan SHOW DE BOLA! Sensacional, três palavras, humor, posicionamento, SHOW!
Uma idéia super simples que mostra o principal diferencial entre o mundo Windows e o mundo Apple, o fato do Windows ser um mundo relativamente aberto, e o mundo Apple ser proprietário.
A campanha irá estrelar o comediante Seinfeld juntamente com o Bill Gates.
Apesar de ter se aposentado da Microsoft, Gates volta na campanha para defender a Microsoft.
A campanha foi criada Crispin Porter, agência relativamente pequena recém contratada pela Microsoft para reverter a sua crise de meia idade. A McCann, mega agência, foi colocada de lado.
A campanha nem saiu e todos já estão curiosos para saber o que Seinfeld vai dizer para convencer o mundo inteiro a comprar o Windows Vista ao invés de migrar para o mundo Apple.
Seinfeld, para quem não conhece, é o MAIOR GOZADOR da televisão americana. Ele conseguiu ter o mais bem sucedido programa de sitcom da sua época por 10 anos falando sobre NADA. O cara é genial!
Ou seja, a Microsoft vai atacar a Apple DE FRENTE, com o mesmo bom humor que a Apple atacou o mundo dos PCs, só que, imagino, de uma maneira mais sarcástica e ainda mais inteligente.
Tá todo mundo apostando no Seinfeld.
A guerra vai começar!!
Eu acabo de receber uma mala direta muito bacana enviada pelo Itau Personalité onde eu tenho conta. O objetivo da mala direta não era me vender nada, ou me convencer de comprar algum produto novo.
A mala direta tem o objetivo de me convidar para uma série de apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo que vai acontecer na Sala São Paulo, o ícone cultural e histórico da cidade.
O agrado-chave da mala direta é um cartão plástico dourado que me garante estacionamento gratuito em todos os concertos que eu quiser assistir. (Para quem não sabe, estacionamento na cidade de São Paulo - se você encontrar vaga - custa o olho da cara).
O gostoso da mala foi a surpresa do presente.
O mundo dos programas de fidelidade está meio que falido. Esse negócio de acumular pontos para ganhar alguma coisa é meio babaca. Funciona para inglês ver. A grande maioria dos clientes nem tem tempo para acompanhar milhagem de programa de fidelidade. A não ser, é claro, um ou outro programa de fidelidade que dá prêmios realmente fucking poderosos. O resto, se o prêmio for chulé, é melhor nem fazer.
No lugar dessa bobeira de contação de pontos (se a palavra contação não existe, eu acabo de inventar. Quem não gostou, que conte outra), faça VOCÊ as contas para o cliente, e o SURPREENDA com a entrega do prêmio na hora que ele não esperar.
Capitou a SUTILEZA da coisa? Ao invés de deixar para o cliente o trabalho de acompanhar os pontos dele (coisa que 80% dos clientes não faz), FAÇA VOCÊ MESMO ESSE TRABALHO e o informe quando ele menos esperar.
Afinal, o cliente tem coisas mais importantes para fazer na vida dele, como por exemplo, assistir ao "Quarteto para Oboé e Cordas de Mozart" na Sala São Paulo com estacionamento grátis.
QUEBRA TUDO NO MARKETING!
O Viveiros, leitor da BIZ, tem uma locadora de vídeos pela internet em uma cidade do interior de São Paulo. O negócio "vai indo", mas ele quer que VÁ MAIS LONGE. Eu conversei com ele ontem a noite (tipo 1:00 hora da manhã) e falamos sobre fidelização de clientes etc.
Confiram o papo e adicionem suas sugestões. O cara está escutando.
Quem quiser falar direto com o Viveiros e conhecer o negócio dele, ou até vender alguma coisa para ele, o e-mail é aviveiros@gmail.com
Lá vai o papo...
aviveiros: boa noite, tenho uma curiosidade a seu respeito
aviveiros: vc que adora perguntas: em algum momento da sua vida, alguma idéia que vc teve, que achou sensacional e implementou, lutou por ela com muita garra e ainda sim deu errado??
jordao: sim, há uns 10 anos atrás eu inventei um troço chamado Embaixada da Tecnologia, seria uma especie de casa cor da tecnologia, consegui convencer uns 30 grandes fabricantres de tecnologia a bancar o projeto, convenci a todos que seria o máximo, mas foi um fracasso. estava muito a frente do tempo, nao deu o resultado esperado
aviveiros: certo. pq eu sinto que a idéia da locadora virtual, seguindo os moldes da netflix é uma grande idéia, porém, por mais que eu inove e me esforçe, nao vejo resultado estou vendo muito dono de locadora quebrando ou reduzindo muito o tamanho de sua loja. Eu nao estou neste estágio de quebradeira, porém, a coisa nao cresce, nao dá o resultado esperado eu jah fiz uma serie de coisas diferentes aliás
me inspiro bastante no que vc escreve procuro nao ficar parado mas entra dia e sai dia, a coisa nao caminha legal, nao como eu esperava o mercado de filmes ta sendo comido pela pirataria
jordao: o negocio está crescendo? está crescendo o numero de clientes, o numero de vendas, o numero de pedidos, o numero de elogios? alguma coisa precisa estar crescendo. só isso, de resto dê tempo ao tempo.
jordao: nada a ver esse papo de pirataria, eu nunca comprei dvd pirata e nunca vou comprar. eu sou publico para voce, se eu existo, milhoes existem, voce tem que craniar se voce esta fazendo o marketing certo para os caras certos.
jordao: QUANTOS caras que nao compram DVDs piratas existem regiao onde voce tem loja? quantos clientes voce tem? qual é a diferença entre uma coisa e a outra?
cara, tem espaço, PENSE!
jordao: lembre-se FOCO NOS CLIENTES ATUAIS, SAO ELES QUE DEVEM TRAZER NOVOS CLIENTES PARA VOCE.
jordao: voce está fazendo isso??? voce realmente se comunica com os clientes frequentes??? eles percebem que voce se comunica somente com eles?
aviveiros: entao, eu tenho alguns otimos clientes, clientes fiéis que estao comigo desde que abri a locadora. Isso é algo muito bom, um retorno muito legal, de vez em quando mando uma pipoca gratuitamente junto com os filmes, pra agradar mesmo. eu confesso que as vezes eu perco um pouco de foco em relaçao a comunicação que vc esta falando. Mas vira e mexe eu volto para o foco o que vejo como problematico é que como estou no interior e só atendo a uma unica cidade, parece que meu mercado (pessoas como vc) é bem pequeno de vez em quando mando filmes a mais na locação do cliente
totalmente gratis as vezes dou mais prazo do que ele tem nao cobro multa quando deveria procuro realmente fidelizar meus BONS clientes só que eles sao poucos
aviveiros: quando te fiz a pergunta agora pouco, foi com o intuito de saber se vc além de ter percebido que a idéia nao crescia como deveria, queria saber se vc desistiu dela
sei la ou mudou o foco.
jordao: avise-os em primeira mao quando chega alguma coisa, surpreendenda os mais alugadores com um filme gratis ou pipoca gratis faça um happy hour sobre cinema
aviveiros: dos 3 itens que vc disse, fiz os 2 primeiros já fiz.
jordao: eu nao desisto de nada, sou tao turrao que vou ate o fim com algo que eu acredito, e as vezes, como foi o caso da embaixada, nao dá certo mas dane-se, eu fiz, eu faço, e nao me arrependo de nada a ideia era fantastica, a execucao foi animal, somente ainda nao havia clientes para comprar na epoca
aviveiros: honestamente, nao estou arrependido só curioso pra saber se vc jah passou por algo parecido.
jordao: vamos voltar a pergunta que eu te fiz... o que CRESCEU nos ultimos seis meses em relacao a outros seis meses???
aviveiros: e saber sua opiniao numero de elogios cresceu numero de interessados (nao cliente) numero de locações dos clientes atuais, cresceu muito pouco
jordao: voce precisa crescer! se estiver crescendo é sinal de evolucao, as vezes voce fica ai se martirizando porque as coisas não andam como você gostaria, mas, se no final das contas as principais métricas de performance CRESCERAM, então, levanta a cabeça. se não existe mais mercado, e voce quer ganhar mais, abra outro negocio em paralelo.
aviveiros: entendo o que vc esta dizendo, faço esta comunicação e com certeza vou itensificá-la ainda mais depois desta nossa conversa. Mas ainda sim, o que aconteceu com a sua idéia? vc deu continuidade dela? foi pra frente no longo prazo? quais eram as dificuldades que vc tinha para emplacar? também gosto de perguntas
jordao: a embaixada era algo temporario, tipo uma casa cor mesmo, era para durar 1 mes e pronto. o negocio se pagou sozinho, mas o publico nao foi o suficiente.
aviveiros: certo
A Microsoft lançou um serviço web fantástico, mas, devido ao alto volume de acessos, tá fora do ar. A Microsoft tá prometendo reestabelecer o serviço dentro de algumas horas.
O negócio chama-se Microsoft Photosynth, e permite a você sincronizar fotos para dar uma sensação de 3D. Simplesmente SHOW.
Um exemplo prático do uso da ferramenta foi feito pelos astronautas do Ônibus Especial Endeavor alguns meses atrás para fins de treinamento. Assistam ao filme abaixo.
Fiquem de olho no endereço web do Microsoft Photosynth, logo mais estará no ar. O Photosynth nasceu do Microsoft Labs. É o Google fazendo história com essa história de co-criação de produtos com os clientes.
Eu acabo de receber uma mensagem do Mike, profissional que trabalha com o Jim Collins. Infelizmente, a entrevista com o autor de Good to Great e Feitas para Durar vai ter que aguardar. Nos arautos do muno das palestras comenta-se que Jim Collins ganhe 150 mil dólares por palestra.
Resposta que recebi....
Ricardo –
It’s wonderful to hear from you. We are truly flattered that you feel Jim could be of use in an interview for BizRevolution.
However, due to Jim’s schedule right now, I must unfortunately extend our regrets that he will not be able to participate. I hope that you might understand.
Again, we truly do appreciate the invitation, Ricardo; and I am sorry that we can’t be of more help. We wish you the very best.
Regards,
Mike
Não vou desistir, tô na cola, missão: entrevistar todos os galãs de marketing e gestão do planeta.
O Firefox 3 nem bem se adaptou aos computadores das pessoas, e os malucos da Mozilla estão pensando em como deveria ser o futuro do browseamento de internet, ou da internet em si. Algumas semanas atrás eles lançaram um novo conceito de browser, o Aurora. Confira abaixo o primeiro video sobre o produto, e veja de perto o futuro da web.
O Aurora é uma das primeiras iniciativas do recem criado Mozilla Labs, confira o blog do laboratório, e se quiser, participe do desenvolvimento do Aurora.
O autor chama-se Tom Vanderbilt, o livro chama-se Traffic, Por que dirigimos os nossos carros do jeito que dirigimos, e explica através de várias pesquisas porque as pessoas dirigem que nem animais, e qual é o efeito que esse tipo de comportamento está tendo sobre a sociedade. Se você não for ler o livro, pelo menos assista a presentation abaixo. Esse livro é INDISPENSÁVEL para todos aqueles que trabalham com carros, e principalmente aqueles responsáveis pelo planejamento urbano das cidades. O livro mostra por exemplo, aquela velha teoria que diz que QUANTO MAIS DEVAGAR VOCÊ DIRIGIR, MAIS RÁPIDO VAI CHEGAR NO SEU OBJETIVO. Difícil de acreditar, certo? O livro prova por A+B que é exatamente assim que o sistema de trânsito deve operar. Assista no video, o no mínimo "engraçado", estudo feito no Japão sobre como o trânsito opera.
QUEBRA TUDO no trânsito!
Para quem é novo no site da BIZ e ainda não percebeu, existe uma coluna no site chamada "Pergunta que eu Eu respondo" onde eu respondo e-mails e publico bate-papos que tenho com aqueles que me chamam para conversar.
Para preservar a identidade do cidadão e empresa, eu troco os nomes, os negócios e os detalhes que poderiam identificá-lo.
Confiram um bate-papo sobre vendas que eu tive com o Marcos....
Marcos diz
Boa tarde Ricardo!
Ricardo diz:
boa
Marcos diz
Por favor... dá uma olhada neste texto que uso quando envio a apresentação da minha empresa para o cliente.... e me fale a sua opniao.
Marcos diz
Olá Edna,
Boa tarde, como vai?
Com objetivo de nos colocar a disposição para seu seus eventos, é que enviamos novamente esta apresentação de nossos serviços, pois somos especializados na locação de equipamentos de informática e audiovisuais (monitor de plasma, LCD, DVD, projeção, sonorização ambiente e informática) para feiras, congressos e eventos empresariais, com estrutura para atender de modo personalizado e direcionado o projeto do seu evento.
Quando podemos conversar a respeito dos próximos eventos?
Desde já agradeço a atenção, estou à disposição. Conte comigo!
Obrigado,
Ricardo diz:
é legaL, mas não é matadora
Marcos diz
é isso que estou buscando... um texto matador.... não que isso vá aliviar a minha participação... mas um texto que faça o cliente querer entrar em contato e saber mais...rs
Ricardo diz:
a coisa matadora está no fato de ser um texto personalizado
Ricardo diz:
não está personalizado
Ricardo diz:
esse papo de "quando você tiver um evento você pode contar comigo" não tá com nada,
Ricardo diz:
você precisa ANTES fazer a sua lição de casa sobre o cliente que você quer CONQUISTAR e formatar o discurso de acordo
Ricardo diz:
exemplo,
Ricardo diz:
digamos que você descobriu que o cara vai fazer uma convenção de vendas daqui 2 meses,
Ricardo diz:
comece o seu discurso falando sobre isso
Ricardo diz:
exemplo
Ricardo diz:
"Eu sei que você deve estar cheio de coisas para fazer para colocar no ar uma convenção de vendas MATADORA...."
Ricardo diz:
"...eu acredito... que eu sou o CARA... por causa disso e disso e disso,... cite 3 razões...
Ricardo diz:
e fecha a carta com uma proposta de contato...
Ricardo diz:
'...e e quero falar com você sobre o assunto amanhã as 14, posso te ligar"
Ricardo diz:
capiche?
Marcos diz
Ok... Vou formatar o texto e voltamos a conversar.... é que eu não consigo ficar quieto com as coisas... e é isso que vou fazer... dessa forma que vc falou o texto fica com uma cara mais "pessoal" e mostra como realmente estou interessado em trabalhar com este cliente...etc..e.tc....etc
Ricardo diz:
o que voce achou do que eu falei? faz sentido? dá para fazer? voce vai fazer?
Marcos diz
Achei bacana sim... faz sentido... let´s go!
Marcos diz
Vou alterar hoje e já começar a usar com os expositores do evento que estou prospectando... vamos testar o resultado hoje!
Marcos diz
Vamos ver como será o comportamento do cliente....rsrs
Ricardo diz:
vamos ver como sera o comportamento do cliente??? que fucking porra de resposta é essa????
Ricardo diz:
você acaba de dar uma desculpa!
Ricardo diz:
a sua resposta deve ser, VAMOS VER QUE BACKUP EU VOU USAR SE EU NÃO CONSEGUIR SER CLARO O SUFICIENTE para ele entender que eu posso ajuda-lo
Ricardo diz:
É OU NÃO É????
Ricardo diz:
É OU NÃO É????
Marcos diz
Putz... é verdade...
Marcos diz
A missão de fazer ele entender é minha....
Marcos diz
O cliente não tem tanto tempo assim pra esperar que eu acerte a melhor maneira...rs.... é um tiro atrás do outro..
Ricardo diz:
arrebenta! depois me conta como foi
Marcos diz
Com certeza. Valew. Abraços!
Eu ainda vou fazer um HollywoodCEO sobre todos esses filmes que mostram um futuro sombrio para a humanidade. 2081 é um desses, e como não podia deixar de ser, alguns poucos heróis vão resistir e lutar contra o sistema.
A pergunta do dia é: por que a seleção brasileira de futebol é formada por jogadores tão apáticos? Por que os pangarés que "jogam" na seleção jogam sem tesão? Qual é o problema desse time, o técnico, os jogadores, o sistema, a tecnologia, a camisa? Por que eu NUNCA vi na minha vida - a não ser na seleção de Telê em 1982 - um time FORMADO DE GUERREIROS a lá Argentina?
Bando de pangarés!!! Se perdessem com tesão daria para entender, mas quando se perde com total apatia e falta de vontade de ganhar dá vontade de quebrar tudo. LIXO!!! Todos eles, LIXO!
Essas apresentações APÁTICAS simplesmente enterram de vez qualquer vontade que eu tenho de VOLTAR a assistir futebol. Finito.
PARABÉNS para a ARGENTINA! Uma equipe que NUNCA tem MEDO de VENCER!
E tem mais, não apenas esse timeco tá um lixo como TODA a participação brasileira nas olimpíadas. Simplesmente MEDÍOCRE.
Como pode um país com tanta gente bonita e sarada que frequenta academias e AMA fazer esportes NÃO conseguir ser uma potência nos esportes???
ANIMAL como somos ruins em organização, disciplina, sistemas e tudo que vem na rabeira desses princípios.
O que nós podemos aprender com essa drogra de time???
EXEMPLO DE COMO NÃO SER.
"Olha ai filho, tá vendo esses pangarés? Eles têm a chance de serem os melhores do mundo, tá todo mundo olhando, mas na hora do vamos ver eles perdem a verdadeira vontade de VENCER. Filho, NÃO SEJA ASSIM NA VIDA, isso é TUDO que você NÃO PODE SER!"
Enquanto isso, do outro lado da cidade, enquanto uns amarelam, outros ficam verdes...
Com monólogos a cada pergunta, o ginasta Diego Hypólito falou com a imprensa dois dias depois da queda, do sexto lugar e de ficar sem palavras na final do solo das Olimpíadas. A frase mais marcante foi: "Não sou um amarelão. O que aconteceu foi uma fatalidade."
"Talvez pode ter faltado mais pé no chão, não ter criado tanta expectativa nisso. Muitas famílias pararam para ver uma medalha certa, até eu acreditava. É como se o Brasil todo subisse comigo no solo. O triste é que muita gente contava, não só eu...o treinador, a família, a federação, a torcida e os patrocinadores", listou diante dos microfones.
Ele não chorou, mas ficou com os olhos marejados quando lembrou sua trajetória até ali. "Tive dengue, sofri uma operação, ainda houve um acidente de carro, um assalto. Mas Deus não quis. Usei todas as minhas armas, mas Deus decidiu isso. Ele deve estar reservando alguma coisa para mim." O choro não veio, e o único líquido que escorria de seu rosto era o suor por dar entrevista ao sol em nome de uma boa luz para as câmeras de TV.
O ginasta afirmou que não pensou em abandonar a modalidade em nenhum momento e que vai usar a folga agora para refletir sobre o que aconteceu. Afinal, mostrou que ainda não digeriu a resultado. "O mundo não acabou, tenho 10 ou 12 anos mais de carreira, mais três Olimpíadas para participar"
Diego contou que não dormiu direito, pensando no que aconteceu. "Não vou sair. Não vou enlouquecer. Estou ferido, mas não existe trauma. Se tivesse medo, não poderia dar as acrobacias que dou no ar. A ferida fica, mas o Diego está inteiro, está vivo. Eu não sou um coitado. Não vou desistir. Mas no meu coração falta alguma coisa", confessou o atleta que era apontado como favorito para o ouro e com a nota de 16,20, que faria sem a queda, seria o primeiro, lugar em que ficou na fase inicial.
Quando a pergunta foi o que pensou no momento do erro, ele se abriu. "Na hora pensei: `caramba, eu não acredito´. Ali o mundo caiu. Achei que tinha cravado os pés e coloquei a bunda no chão. No momento mais preciso e decisivo, eu falhei. Senti muita tristeza pela queda", confessou.
"Vivia meu melhor momento, sem dores, treinando muito e saltando bem. Agora estou fragilizado, mas sempre dei a cara para bater e estou aqui falando com vocês", sentenciou.
Durante a entrevista de 40 minutos, soltou alguns lugares-comuns como "o mundo dá voltas" e "sou de carne e osso, não sou uma máquina". Mas, quando os assessores encerraram a conversa, Diego deixou a roda de jornalistas com uma interjeição que sintetiza seu estado de ânimo: "Ai que droga."
O que dizer sobre os amarelos e verdes?
Confira abaixo o discurso de Vince Lombardi, o mais fomoso treinador de futebol americano de todos os tempos, treinador do Packers, que inclusive é verde e amarelo, falando para os seus jogadores sobre GANHAR ou PERDER antes de uma grande final de SuperBowl.
Alguém aqui ACREDITA que o dunga falou desse jeito com os pangarés da seleção brasileira antes do jogo ou no intervalo ou em qualquer hora do dia ou da noite nas últimas seis semanas???
ACREDITA!!!!???
ACREDITA???!!!
ACREDITA???!!
ACREDITA??!!!
QUE NENHUM PANGARÉ QUE VIVE NESSE PLANETA CONSIGA GANHAR NADA NESSA VIDA SE NÃO TIVER SANGUE NOS OLHOS, SANGUE NAS VEIAS, E RAIVA PARA VENCER!
"Acreditem ou não, eu apostei todo o dinheiro que eu tenho na nossa vitória..., No final do dia, SOMOS TODOS IGUAIS, eu, você, os outros, a GRANDE DIFERENÇA está nos MILISEGUNDOS e nos ULTRA DETALHES que nos esforçamos para MELHORAR."
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