Domingo é dia de Super Bowl!
O maior show de marketing da televisão americana aconece no próximo domingo. O Super Bowl 43, final do campeonato americano de futebol, vai começar.
No domingo, conforme os comerciais forem passando na televisão e sendo liberados na web, eu estarei comentando e postando os links por aqui.
O comercial do Super Bowl é o mais caro do mundo. Cada segundo de propaganda no Super Bowl sai pela bagatela de 100 mil dólares. Faz a conta, 30 segundos... 3 milhões de dólares.
Ainda assim, mesmo com a crise, os caras aumentaram o preço em relação a 2008.
O Super Bowl é assistido por 97 milhões de americanos, fora os gringos, visualizações no YouTube etc.
Faz a conta de novo. Custa em média 25 dólares para uma pessoa assistir a sua mensagem de marketing durante 30 segundos.
Vale a pena?
Bem, se 0,5% desse povo todo comprar o seu produto, você terá 485 mil clientes. Se o preço de venda do seu produto for 10 dólares, você terá $ 4.850.000,00 em vendas. Se a margem de lucro do produto for 8%, você terá um lucro de 388 mil dólares.
Ou seja, você investe 3 milhões para ter uma receita de 388 mil dólares.
MAS, se você considerar que 50% desses clientes podem vir a amar o seu produto, e comprá-lo umas 8 vezes nos próximos 6 meses, você terá uma receita de $ 1.522.000,00 dólares.
Ainda assim, não se paga.
Então porque os caras continuam fazendo esses anúncios?
Porque não tem nada melhor para fazer. Porque ninguém faz conta. Porque as agências ganham uma grana preta se convencerem o cliente a fazer. Porque o cliente ganha uma grana preta por fora se fizer.
É uma máfia que vai se perpetuar enquanto a geração do Nizan Guanaes e Washington Olliveto continuarem no poder. (Nada contra esses caras, apenas contra sua geração).
Se você estiver interessado em comprar um espaço no Super Bowl, você pode conferir a lista de preços aqui. Veja aqui quem vai pagar e o que você pode esperar dos comerciais.
O Super Bowl é um show. Literalmente. E esse ano tem Bruce Springsteen no intervalo. SHOW!
Confira no vídeo abaixo feito por um fã do Arizona Cardinals, um dos finalistas, o quanto o americano gosta de futebol (tanto quanto o brasileiro), e confira o show business que rola nos jogos por lá.
Aqui um parantêses, os ingressos para o jogo de ontem a noite entre Corinthians e Botafogo em São Paulo custavam R$ 20,00, R$ 70,00 e até R$ 150,00. É mole? R$ 150,00 para assistir a um jogo de futebol na arquibancada? Tá mais caro que teatro!
Ricardo,
eu assisti, LIVE, o Superbowl 36 em New Orleans, antes do Superdome virar abrigo de refugiado do Katrina, com os Patriots do Tom Brady (pre-Gisele) ganhando do Rams ao 45 do segundo tempo - na analogia. É o maior evento esportivo dos US, maior que final de Copa da Fifa. Os caras sabem, e muito, como fazer MARKETING e como fazer DINHEIRO com isso. Teve show do U2 no intervalo, e o clima tava pesado pq todo mundo ainda achava que o Osama ia tocar um avião em cima do estádio. Mas sobre ROI, os comerciais do Superbowl são assunto durante o ano inteiro na America, e as marcas são comentadas quase que DIARIAMENTE. Apple lançou produtos no Superbowl, Ebay se lançou lá. Pepsi promove há anos no intervalo do Superbowl as turnês dos seus patrocinados, como foi com Michael Jackson, Britney Spears, Beyonce, entre outros. Ou seja, o comercial não é um evento isolado. Faz parte de campanhas integradas, mais ainda com i'net, facebook, sms, geotagging, etc.
Me pareceu uma opinião bem limitada sobre o que é na verdade o intervalo do Superbowl no contexto do evento, e mais ainda sobre o marketing.
Eu gostaria que o Terry Tate, como num dos comerciais da Reebok, respondesse o post:
http://br.youtube.com/watch?v=_DOm_RiklE4&feature=related
Tu não gostaria de um Terry Tate no escritorio da Arm ?
Eu ainda estou distribuindo o link do video?
A gente ainda está falando da Reebok?
Quanto custa isso?
Marcelo
Posted by: Marcelo | 30/01/2009 at 08:37 AM
Olha a Crise lá...
http://www.lancenet.com.br/noticias/09-01-30/478050.stm
Posted by: Thiago Pereira | 30/01/2009 at 03:44 PM
Mais é uma besta esse Ricardo Magalhães mesmo hein...pqp!
Posted by: Paulo Castro | 31/01/2009 at 12:38 AM
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o Super Bowl gera "buxixo de massa"... pra alguém como devoto do Marketing dos EUA... Jordão deu uma viajada. Ok, com esses 3 milhões poderiam ser feitos dezenas de outras coisas... mas quem está comprando esse espaço... te outros "30" pra investir.
Ou seja, como foi dito acima, são várias ações que tem como ponto central o maior evento de Marketing do Mundo.
E sobre fazer contas... acho que o Jordão escorregou. Ou eu to viajando.
Se são 100 milhões de pessoas(só americanos, fora o mundo e o Virtual)... e vc consegue atingir(ver o seu anuncio) 10% (10 milhões de pessoas, fora o mundo e o virtual) durante o evento. São 3 milhões de dolares dividido por 10 milhões de pessoas(10%). Isso nos dá 0,3 dolares por pessoa pra vc entrar nas mentes borbulhantes e receptivas por causa do evento. Pra vc ser lembrado pelo resto do ano... pra vc com outras ações marginais se manter na cabeça do povo.
Adriano Fernandes
entrar na cabeça em tempos de crise... não tem preço!
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Posted by: Adriano Fernandes | 31/01/2009 at 04:39 PM
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Pô, depois desse discurso todo contra... fazer quase uma adoração ao Super Bowl Marketing...
Jordão é Bipolar!!!!
Adriano Fernandes
tarja preta no cara!
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Posted by: Adriano Fernandes | 02/02/2009 at 03:52 PM
Adriano,
Esse post não é um manifesto contra o super bowl. Você tá entendendo a coisa muito preto no branco e com muita amargura.
O post é sobre encarar a realidade de fazer continha matemática.
Eu não pagaria 3 milhões de dólares para aparecer 30 segundos na televisão, acredito que existem outras maneiras mais interessantes de atrair clientes de verdade.
Apesar disso assisto ao Super Bowl com admiração. Tudo é muito bem feito, profissional etc; assisto especialmente aos comerciais para ver se tem algo de diferente lá. Posso ser contra, mas se encontrar algo legal no evento eu vou elogiar, por que não?
ARREBENTA!
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 02/02/2009 at 08:15 PM
Ricardo,
o intervalo do Superbowl definitivamente não é pra empresas do tamanho da tua ou da minha. "Cada um no seu quadrado" nunca fez tanto sentido....
Teus calculos pra justificar tua ideia foram totalmente nonsense. Ou isso ou tu não entende realmente p*rra nenhuma do que escreveu.
Eu té tinha escrito outras coisas, mas depois da tua justificativa, bah, me deu vontade de te inscrever no trofeu Joselito Sem Noção de 2009, que organizamos aqui na empresa...
Marcelo
Posted by: Marcelo | 02/02/2009 at 11:45 PM
Marcelo,
O que tem de non sense no seguinte cálculo:
R$ 3 milhões, 3% de interessados, 1% em vendas, ticket médio 500 reais, margem 20%, resultado de vendas X?
Eu usei o super bowl como uma catacrese metáfora analogia ou qualquer outra figura de linguagem que você goste; anúncio de qualquer tamanho é quase nada efetivo para vendas.
95% do resultado do marketing de massa ainda é investimento, e não vendas.
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 03/02/2009 at 07:46 AM
Ricardo,
primeiro devo dizer que o seu post causou uma grande discussão, talvez do tamanho do erro matemático dos cálculos que você apresenta.
Não vou entrar no mérito dos percentuais de interessados e de vendas, tendo em vista que eu não tenho acesso aos dados de compra do mercado americano. Por isso, vou basear as minhas contas nos dados que você utilizou no seu post e nos seus comentários.
Se temos 97 milhões de pessoas atingidas gerando 1% de compra, temos nada mais nada menos do que 970 mil compradores. Se eu tenho margem (ou melhor CPPP: custo permissível por pedido para investimento em marketing) de 20% isso quer dizer que para pagar os US$ 3 milhões do comercial eu tenho que gerar US$ 15 milhões em vendas, correto?
Agora, dividindo US$ 15 milhões por 970 mil compradores, temos um ticket médio de US$ 15,46. O que me parece bem razoável. Se eu fosse diretor de marketing da Teleflora, tivesse capacidade para atender a demanda e acreditasse no seu 1% de geração de compra, com certeza absoluta eu compraria o espaço comercial.
Mas vale lembrar que esta visão de ROMI direto de ações de comunicação como a do Super Bowl é extremamente simplista. Basta pararmos para pensar sobre qual é o impacto de um comercial desses para os consumidores da Coca-Cola, ou do Cheetos, ou do Doritos que se não forem os 97 milhões são um percentual mostruosamente grande deste público.
E a conta para a Audi, ou para a Toyota. Para eles, considerando o seu 1% de vendas, até a sua conta errada vale a pena, tendo em vista que são efetivamente gastos mais de 500 dólares em marketing por carro vendido.
Só para esclarecer, escrevo este post não para corrigir a conta, mas para dizer que não dá para ser tão inflexível na análise de um investimento de marketing realizado por marcas com penetração de mercado e estratégias tão diferentes sem correr o risco de ser absolutamente simplista.
Um grande abraço,
Gustavo Camargo.
Posted by: Gustavo Camargo | 03/02/2009 at 10:18 AM
Cara, não sei como você pode gastar deste jogo. O jogo do montinho, alguém lança a bola e coitado de quem pegar, um montinho será formado em cima dele.
Você só pode gostar do que esta entorno da porcaria do jogo. Pois uma coisa tão ruim dessas para ter sucesso, só com esse puta esforço de mkt.
Agora veja nosso futebol, um monte de falcatruas, gente roubando até, jogadores indo para o exterior, torcidas uniformizadas transformadas em quadrilhas, golpes publicitários, juízes comprados, só para citar alguns problemas, tem muito mais. E é um sucesso.
... Nem eu entendi...
Toni.Bili
Posted by: Toni.Bili | 03/02/2009 at 08:00 PM