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31/03/2009

10 anos.

"As pessoas sempre querem saber porque eu escrevo o que eu escrevo, por que eu escrevo tantas coisas terríveis e macabras. Eu gosto de dizer a elas que eu tenho o coração de um garoto... e o mantenho preso dentro de uma jarra em cima da minha mesa.". Stephen King

Eu quero ser um grande escritor desde que me conheço por gente.

Mas, desde que me conheço por gente me pergunto se realmente tenho alguma habilidade especial ou dom além da conta para me tornar um verdadeiro talento na escrita.

Será que sirvo para a coisa?

Não sei.

Mas fui atrás para descobrir.

Desde que me conheço por gente procuro ler e estudar a vida dos grandes autores que admiro. Será que eles nasceram com algum dom especial? Será que eles comeram alguma sopa especial quando crianças? Quais livros eles leram, quais foram suas inspirações, será que eles praticavam algum tipo de ritual para conseguir escrever?

Li a biografia de grandes autores, desde tratados sobre Shakespeare passando por Agatha Christie, Ayn Rand até Mark Twain e Fernando Sabino. Há anos assino revistas sobre a vida de grandes autores, sobre como fazer livros, blá blá blá. Leio todo tipo de entrevista e assisto a todo tipo de palestra que autores de verdade fazem por aí.

O que eu descobri?

Nenhum deles acredita que nasceu com algum dom especial.

Eles simplesmente acreditam que é preciso trabalhar duro para escrever um livro.

Muitos deles, mesmo alguns muito famosos como Stephen King, chegam a afirmar que o parto de um novo livro é tão doloroso quanto o nascimento do primeiro livro.

Não existe mágica. Não existe talento nenhum, apenas muito trabalho duro.

Na biografia de Agatha Christie, que li quando tinha uns 10 anos, ela disse para uma repórter, "O quê é preciso para ser uma grande escritora? Minha cara, pela minha experiência, eu precisei de 10 anos para escrever um livro que eu considero soberbo".

Muitos anos se passaram. Uns dez anos atrás, lendo uma entrevista de Stephen King para uma revista gringa, eu escuto: "São necessários 10 anos para uma pessoa normal se transformar em um escritor que mereça ser lido por milhares de pessoas. Escreva todos os dias durante 10 anos da sua vida e provavelmente você será um escritor relevante".

10 anos. De novo.

Já fazia algum tempo que não ouvia ninguém mais mencionar a regra dos 10 anos.

Será que perdera a validade?

Nãooo, eis que a regra surge novamente.

Outliers, de Malcon Gladwell, é um livro muito bacana. Ele pertence ao time dos livros sobre negócios que ainda fazem algum sentido nos dias de hoje: livros pragmáticos que vendem idéias baseadas em pesquisas, experimentos, fatos concretos etc. De uma certa maneira, Outliers é do time do Good to Great do Jim Collins.

A palavra Outliers não tem uma tradução perfeita para o português, uma das traduções mais próximas seria Excepcional, Fora de Série etc.

O livro procura levantar a lebre sobre o que transforma um ser humano como eu e você em um cara fora de série.

É preciso nascer fora de série?

É preciso ter pais fora de série?

É preciso viver em um país fora de série?

O talento inato existe?

No início da década de 90, o psicólogo K. Anders Ericsoon e dois colegas realizaram o estudo Exhibit A numa instituição de alto nível, a Academia de Música de Berlim. Com a ajuda de professores, formaram três grupos com os violinistas da escola.

No primeiro ficaram as estrelas, os alunos que tinham potencial para se tornar solitas de nível internacional. No segundo, foram reunidos aqueles considerados apenas "bons". No terceiro, estavam os estudantes que dificilmente chegariam a tocar como profissionais, mas que pretendiam se tornar professores de música. Todos eles tiveram que responder à seguinte pergunta: ao longo da sua carreira, quantas horas você praticou?

Todos os violinistas começaram a tocar mais ou menos na mesma época, em torno dos cinco anos de idade. Nessa fase inicial, praticavam por um tempo quase idêntico - duas a três horas por semana. Por volta dos oito anos, diferenças reais começaram a surgir. Os alunos que acabariam se revelando os melhores das suas turmas passaram a se dedicar mais do que todos os outros: seis horas por semana aos 9 anos, oito horas por semana aos 12 anos, 16 horas por semana aos 14 anos e, cada vez mais. Aos 20 anos, estavam praticando - isto é, tocando de forma compenetrada com o objetivo de melhorar - bem mais do que 30 horas semanais. Nessa idade, os melhores músicos, os do primeiro grupo, haviam totalizado 10 mil horas de treinamento em sua vida; os meramente bons, 8 mil horas; e  os futuros professores de música, pouco mais de 4 mil horas.

Ericsson e seus colegas compararam depois pianistas amadores com pianistas profissionais. Identificaram um padrão idêntico. Os amadores nunca haviam praticado mais do que cerca de três horas por semana durante a infância. Assim, aos 20 anos, totalizaram 2 mil horas de prática. Os profissionais, por outro lado, foram aumentando o tempo de treinamento a cada ano até que, aos 20 anos, chegaram também a 10 mil horas.

O fato surpreendente nesse estudo é que Ericsson e seu colegas não encontraram nenhum "talento natural" - músicos que tenham sido capazes de chegar ao topo sem esforço, praticando somente uma fração do tempo dos colegas. Eles também não identificaram alunos que, embora se empenhassem mais do que os outros, não tenham conseguido ficar entre os melhores. Essa pesquisa indicou que, quando uma pessoa tem capacidade suficiente para ingressar numa escola de música de alto nível, o que a distingue dos demais estudantes é o seu grau de esforço. É exatamente isso. E mais: quem está no alto não apenas se dedica mais do que os outros - dedica-se muito mais do que os outros.

Essa regra sempre fez muito sentido para mim, e nunca saiu da minha cabeça. Agatha Christie, Stephen King, 10 anos, 10 mil horas. Coloquei esse número como meta anos atrás e comecei a escrever todos os dias.

Isso foi há mais ou menos 10 anos.

Tá chegando a minha hora.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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Comments

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O Bernardinho pensa exatamente a mesma coisa. Na última palestra que eu vi, ele disse:
Podem tem times com mais talentos do que o meu. Mas não terá NUNCA um time que trabalhou mais que o meu.
Abraço
Julio Bessa

Isto é CONSTÂNCIA DE PROPÓSITO!

-
(retirado do texto acima) "Outliers, de Malcon Gladwell, é um livro muito bacana. Ele pertence ao time dos livros sobre negócios que ainda fazem algum sentido nos dias de hoje: livros pragmáticos que vendem idéias baseadas em pesquisas, experimentos, fatos concretos etc."


Ahhh, esse deve ser um dos defensores da Astrologia!!!


Adriano Fernandes

Não é por acaso que o Muricy, com o meu querido TRICOLOR, é Tricampeão seguido do campeonato brasileiro. Uma frase dele expressa muito bem o que o Ricardo escreveu, diz ele: " ...Aqui é trabalho meu filho...". O time do São Paulo, definitivamente não é o mais brilhante do Brasil, mas certamente é o mais vencedor dos ultimos anos.

Futebol também nos ensina lições de SUCESSO!

Abraços

Robson

Parabéns...Ricardo...
Admiro o seu esforço e sei como é difícil...

Sou professor de Inglês há 8 anos...e quis aprender esse idioma para poder escrever um livro no futuro..

O artigo de hoje foi um dos mais inspiradores (para mim) dos quais você têm escrito recentemente...Keep going..

A propósito de Agatha Christie, escritores e outros temas afins, convido você e a todos para conhecerem alguns blogs de minha autoria...

A Casa Torta: O Mundo de Agatha Christie
http://acasatorta.wordpress.com

Cinema é Magia
http://cinemagia.wordpress.com

Somente Boas Notícias
http://somenteboasnoticias.wordpress.com

Televisão é Magia
http://telemagia.wordpress.com

Um abraço e um Feliz 2009.
Tommy Beresford


Ricardo,

taí, esse é o verdadeiro SEGREDO.

E as pessoas insistem em não acreditar,
até eu mesmo as vezes esqueço disto.

falo por experiência própria, desde muito pequeno gostava muito de carros, desenhava horas e horas desde os três e aos 20 anos desenhava como as pessoas que admirava nas revistas.

quer ser muito bom no que você gosta?

treine, treine, treine mais um pouco,mas treine como um louco.

com certeza, você vai chegar onde quer.

abraço
Julio Silva

Já trabalhei em muitas áreas e tipos de empresas, já tive contato com muitas comunidades e pessoas diversas. Durante minha leitura de Outliers comparei o estudo (e demais exemplos do livro) com as pessoas "especiais" que havia conhecido em minhas experiências. Adivinhem o resultado: todos, simplesmente todos que me lembrei tinham suado, sangrado e abdicado de muita coisa para fazerem diferença no que faziam; dedicaram-se para aumentar suas horas.
O livro é um dos melhores melhores que li nos últimos tempos.

Abraço,
Alexandre Brenno.

Lembram do Gusteau de Ratatouille? Esquece... esqueci que este povo que lê isto aqui não tem cultura.

Bom, era um cozinheiro que repetia que "Qualquer um pode cozinhar!!!"

Qualquer idiota pode escrever um livro. Até o LAF.

Quer escrever um livro sobre gestão? Comece seguindo estas regras:

A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou "pulando" de uma linha para outra - mas respeitando: uma frase de cada coluna). O resultado sempre será uma sentença correta.

Coluna 1
Caros colegas
Por outro lado,
Não podemos esquecer que
Do mesmo modo,
A prática mostra que
Nunca é demais insistir que
A experiência mostra que
É fundamental ressaltar que
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como
Assim mesmo,


Coluna 2
a execução deste projeto
a complexidade dos estudos efetuados
a atual estrutura de organização
o novo modelo estrutural aqui preconizado
o desenvolvimento de formas distintas de atuação
a constante divulgação das informações
a consolidação das estruturas
a análise dos diversos resultados
o início do programa de formação de atitudes
a expansão de nossa atividade


Coluna 3
nos obriga à análise
cumpre um papel essencial na formulação
auxilia a preparação e a estruturação
contribui para a correta determinação
assume importantes posições na definição
facilita a definição
prejudica a percepção da importância
oferece uma boa oportunidade de verificação
acarreta um processo de reformulação
exige precisão e definição


Coluna 4
das nossas opções de desenvolvimento futuro
das nossas metas financeiras e administrativas.
das atitudes e das atribuições da diretoria.
das novas proposições
das opções básicas para o sucesso do programa.
do nosso sistema de formação de quadros
das formas de ação.
dos conceitos de participação geral
das condições apropriadas para os negócios.
dos índices pretendidos.

Agora combine umas 6.000 frases, concatene de forma lógica e... VOALÁ! Temos um belo livro de gestão e empreendedorismo.

Ah, caso queira complementar este bolo com uma bela cereja, crie um nome instigante como: "nem sempre os gatos caem de pé", "o vendedor pitbul", quem mexeu no meu queixo" ou "quebra tudo".

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Cheio de tanta babaquice que se escreve por ai. Pra que tantas fórmulas mirabolantes para salvar o mundo? Precisamos de menos alopatia e mais soro caseiro. Entendem?

Gabriel,

Você não leu o livro e o livro é ruim.
Me lembrou o Silvio Santos dizendo: Não vi o filme, mas o filme é bom.

Abraços,

LAF
Hummmm...Acho que foi um elogio...

Legal,

Bom texto.

Boas palavras.

Boas observações.

Mas acho que tempo é apenas um fator.

Há aquele que toca com mais amor durante 1h
há aquele que toca com mais amor durante 10.000h

Acho que o cerne mesmo, vem do ponto de iluminação de cada um. como cada um se sente diante daquela atividade que pratica.
Uns sente firmes, outro sente esforçados, mas tem uns que sentem apaixonados.

O que faz e destaca os melhores são a maneira como eles sentem fazendo tais atividades. pois quando maior essa potencia sentimental, provalvemente será maior o fator de desenvolvimento.

O jordão mesmo postou um post sobre um nadador que precisou apenas de 4 anos pra ser campeão olímpico e ai?

Acredito que cada um tem um sol dentro de si. quando mais iluminado for esse sol, maior são as chances deles nas atividades da história.

Obrigado pelo e-mail.

MR.

Assisti à uma palestra do grande ator e diretor Cacá Carvalho, no Festival Internacional de Londrina, e ele dizia que não existe talento. O que existe é técnica. Tanto para atuar em uma peça de teatro, quanto para qualquer outra atividade. E utilizou alguns vídeos da cultura oriental para exemplificar e comprovar a afirmação.
Ou seja, para aperfeiçoar a técnica só há um caminho: persistência.
Nem todos concordaram com as afirmações do ator. Mas com certeza é algo para se pensar.
Abraços.

Quando a técnica não for suficiente para resolver, chame o talento que ele consegue.

Nem todo mundo pode tudo. A gente avança cada vez mais, mas o limite está sempre fora do alcance.

Abraços,

LAF

Acredito que o empenho está correlacionado a capacidade. Não é possível dizer que o grupo de violonistas mais empenhados obteve maior resultado, pura e simplesmente, pois é muito provável que eles também possuiam mais capacidade, oque os motivava ir mais longe. O grupo dos violonistas medíocres não conseguia abstrair sentido ou não tinham pretensão suficiente para ficar sentado X horas por dia fazendo algo que eles já se saiam bem fazendo em X/2 horas.

Um teste interessante seria colocar um violonista "ruim" no melhor grupo, ou mesmo oferece-lo R$XX.000 caso ele toque tão bem quanto os outros após algum tempo. No caso testaríamos se ele se esforçasse além do seu normal obteria resultados tão bons quanto. Eu duvido. Por exemplo, o Einstein olhando as estrelas saberia mais sobre o espaço doque eu com um livro de astronomia.

Resumidamente acho que a idéia dos 10 anos se aplica a pessoas que possuem capacidade no que faz e empenho.

Abs,
Samer

Que me desculpe o Ricardo e todos, mas qualquer pessoa "normal" que escreva todos os dias por 10 anos, ou toque um instrumento 10 mil horas tem de sair do outro lado! (Assumindo-se que o esforço é orientado adequadamente ao objetivo—você chega no objetivo para o qual trabalha, se trabalhar "errado", o objetivo sai "errado"...).

E, claro, no meio desse caminho simultaneamente árduo e prazeroso, há pitadas dos mestres, influências externas, e a essência de sua própria alma que, combinados, formarão seu estilo próprio, seja de qual for a "arte" da qual estamos falando. Agora, se seu estilo próprio é "marketeável", já são outros quinhentos. O que nos leva a outra discussão sobre critérios de sucesso.

Qual o critério para se definir um "grande escritor"? E um "grande músico"? É o saldo bancário? É o número de pessoas que o lêem/escutam? Sou mais a favor do último, apesar de que os dois, frequentemente, têm alto grau de correlação. Mas então um músico ou escritor que "não aparece" necessariamente só produz lixo? E o que é "lixo"? O Ricardo amou Watchmen, eu detestei. É lixo? Seguramente não! É um trabalho fantástico, mas não para meu gosto. Como diz o ditado, gosto não se discute... E a conversa vai longe...

E, na qualidade de músico amador que sou (mas, INFELIZMENTE, ainda não praticou 10 mil horas!), digo que sim, talento existe. De novo, o que é talento? É uma graça divina? É um conjunto de sinapses extremamente raro que alguém tem a sorte (ou azar...) de ter quando nasce? É só fumar um baseado? (certamente não) É ser "criativo"? Não sei ao certo, mas, para mim, talento é alma. Ponto. E você sabe quando a coisa vem da alma, seja você o agente (escritor, músico) ou, principalmente, o paciente (leitor, platéia) CONECTADO.

Aumentando um pouco o escopo do que disse no início, qualquer pessoa "normal" (outra discussão boa!) que repita QUALQUER COISA 10 mil vezes, vai fazer! Agora, dentre todos os que tocaram 10 mil horas ou escreveram durante 10 anos a fio, TODOS são GRANDES? Em bom português, nem a pau. É até difícil dar um exemplo real, mas na minha "busca pela alma", vivi escolas de música de primeiro nível nos EUA e no Brasil, e vi quanta gente literalmente SE MATA de estudar e praticar. Vai dizer que todos arrebentam a boca do balão? Também vi que não. E olha que os caras são bons paca! Ainda, TODOS os que NÃO passaram por esse processo NÃO são grandes? Nem a pau de novo. O Pelé era o Pelé com 17 anos. Mozart compôs seu primeiro concerto aos 11 anos--bom, 11 menos 10 igual a 1. Não deu tempo de praticar 10 anos. Mozart não foi grande?

Concluindo, nem todo "grande" tem talento. Nem todo "talentoso" é grande. E sim, faça qualquer coisa 10 mil vezes que de um jeito ou de outro, sai! A diferença é a "alma". E, claro, amar o que faz acima de (quase) tudo.

Assim, caro Ricardo e companhia, não menosprezem a "alma". Nem tudo é racional e matemático (e olha que eu sou engenheiro!). Vocês que dizem amar o sêr humano, devem, na minha humilde opinião, e sem nenhuma conotação religiosa, inaltecer o inato, o que vem da alma, parte inerente desse sêr.

Hasta la vista.

Em tempo: axé é lixo.

E otras cocitas más...

Caro José Pedro,

Leia o livro antes de sair falando merd@!

O autor mostra através de DADOS CONCRETOS que opiniões como a sua são infundadas, são baseadas em achismos. Se você der uma lida no livro, vai ver que 90% do que você escreveu acima é contestado brilhantemente pelo autor, inclusive seu exemplo do Mozart.

Não faça parte do grupo do "não li e não gostei", isso é ridículo.


>>>>>>>Qual o critério para se definir um "grande escritor"? E um "grande músico"?

José, quando vc diz isso eu travei,brotou uma neuroinspiração visionária aqui.

To vendo aqui que para definir um grande modelo de exemplar fica no extremo mérito de observar "como"
uma pessoa pratica uma ação.

Veja,Qual deles abaixo iriam desenvolver e progredir exepcionalmente amais se tivesem 1 hora para escrever?

1- se tivesem 1h para escrever normal?
2- se tivesem 1h para escrever inspirado?
3- se tivesem 1h para escrever apaixonado?
4- se tivesem 1h para escrever muito apaixonado?
5- se tivesem 1h para escrever profundamente apaixonado?
6- se tivesem 1h para escrever iluminado?
7- se tivesem 1h para escrever profundamente iluminado?

e para clarear, qual deles iria destacar e ser reconhecido em 1 hora? 10 horas? 1000horas? 10.000 horas e 10 anos?
Será que o sucesso deles estão na questão de tempo? na capacidade de pratica? ou da maneira de como faz a ação com todo seu amor, com toda tua alma e com todo teu entendimento assim como gostava filosofar Jesus?

Pegou?

Será que trabalhar com "engenharia de performance" buscando a cada mês conhecimentos que ajudam a nós apaixonar cada vez mais pela história até um dia conseguir ilumina seria a solução ???

Agora, a egenharia de status existe?

:(
Sinto que estou na pré histórica moderna cara.

MR.

Cara,

Que bagulho é esse?

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Já imaginou como será este garoto fumando 10 anos direto este troço???

MR, muda logo sua assinatura pra JC!

Cara, você se acha muito! Falou muito, mas não falou nada...

'Matrix' faz dez anos como ícone do cinema de ficção científica
Filme ganhou quatro Oscars e arrecadar mais de US$ 460 milhões.
Em torno da franquia surgiu um império baseado em HQ, sites e videogames.

Da EFE

Além de ganhar quatro Oscar, arrecadar mais de US$ 460 milhões nas bilheterias e ter aberto as portas ao cinema do futuro, "Matrix" representou a simbiose entre espetáculo audiovisual e filosofia, e se tornou todo um fenômeno da ficção científica cuja estreia completa dez anos nesta terça (31).


Cena de ''Matrix'', filme de Larry e Andy Wachowski (Foto: Divulgação)
Desde a imagem cibernética do começo, cujas letras e números verdes e desordenados se tornaram, depois, um clássico de protetor de tela para milhares de computadores, até seu emocionante e romântico final, "Matrix" é puro cinema do século XXI, apesar de ter estreado em 1999.

No filme, Thomas Anderson (Keanu Reeves), conhecido com Neo, descobre, graças a Morpheus (Laurence Fishburne), um dos mais procurados pelas autoridades na época em que se passa a produção, que o mundo no qual vive é uma ilusão gerada por computador, colocada diante de seus olhos "para esconder a verdade".

Essa "verdade", no filme, é que os seres humanos são escravos das máquinas, que, em determinado momento da história, se rebelaram. Como explica o longa-metragem: "Existem campos intermináveis onde os humanos não nascem. São cultivados".

Enquanto isso, a população vive em uma realidade virtual, a mesma que distrai as mentes humanas -em uma releitura do mito da caverna de Platão -, enquanto os corpos são usados como fonte de energia para manter as máquinas funcionando.

Aí começa a missão, repleta de simbolismo cristão, de Neo - anagrama de "One" ("Um"), o escolhido -, que deve liderar a luta pela liberdade da humanidade, a partir da cidade de Zion, com a ajuda de Trinity (Carrie-Anne Moss).

"Imagino que, agora mesmo, você esteja se sentindo um pouco como Alice. Entrando na toca do coelho?", ironiza em determinado ponto do filme Morpheus, em seu primeiro encontro com Neo. Essa é uma das ocasiões na produção em que aparece este coquetel de referência a clássicos.

Os irmãos Larry e Andy Wachowski, diretores e roteiristas, rechearam o filme de homenagens às suas produções favoritas no cinema. E o longa, por sua vez, ganhou admiradores fanáticos e críticos ferrenhos.

Isso é visto nos dilemas sobre inteligência artificial, como em "O exterminador do futuro", o aspecto visual, que lembra "Blade Runner - O caçador de androides", o parasita que é introduzido no corpo humano, que remete a "Alien - O oitavo passageiro", ou a perseguição pelos telhados, como em "Um corpo que cai".

"Matrix", que conta com uma trilha sonora à altura e repleto de imaginação, combina as premissas da ficção científica tradicional com uma tecnologia em efeitos especiais nunca vista até então.

Um dos destaques do filme é a técnica "bullet time photography", uma grande desaceleração feita com a ajuda de computadores e que registra até 12 mil quadros por segundo, usada em cenas como a que Neo consegue desviar dos tiros de um dos agentes que o perseguem.

A meio caminho entre um relato futurista de Philip K. Dick e o cinema de artes marciais de Hong Kong, o resultado final da obra dos Wachowski iniciou o debate sobre a convergência cultural, entendida como uma participação muito mais global em suas manifestações.

Império de 'Matrix'


Em torno da franquia (depois de "Matrix" vieram "Matrix Reloaded" e "Matrix Revolutions", ambos de 2003), foi criado todo um império baseado em histórias em quadrinhos, sites, desenhos animados e videogames, que eram partes fundamentais para compreender todo o universo da saga.

Essas peças do quebra-cabeças, que remetiam umas às outras, criando uma narrativa comum, levavam a história até terrenos não explorados na trilogia, o que fez com que a acolhida aos dois últimos filmes não fosse tão calorosa, já que eles traziam alguns detalhes desconhecidos do grande público.

Quem explica isso é Henry Jenkins, fundador do programa de Estudos Culturais dos Meios do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), no livro "Cultura da Convergência".

"Muitos críticos arrasaram as sequências porque não eram suficientemente lógicas em si mesmas e beiravam a incoerência", acrescentou.

"Você acredita em destino?", "Você acredita que tem o controle de sua vida?", "O que é real?" são algumas das reflexões lançadas pelo primeiro filme ao longo de seus 136 minutos, antes de Neo, já convertido em messias, fale com o espectador e comece a voar, fechando a primeira parte da trilogia.

"(Vou mostrar às pessoas) Um mundo sem regras ou controles, sem fronteiras ou cercas. Um mundo onde tudo é possível. Para onde vamos é uma escolha que deixo para você", afirma o protagonista da saga.

'Matrix' faz dez anos como ícone do cinema de ficção científica
Filme ganhou quatro Oscars e arrecadar mais de US$ 460 milhões.
Em torno da franquia surgiu um império baseado em HQ, sites e videogames.

Da EFE

Além de ganhar quatro Oscar, arrecadar mais de US$ 460 milhões nas bilheterias e ter aberto as portas ao cinema do futuro, "Matrix" representou a simbiose entre espetáculo audiovisual e filosofia, e se tornou todo um fenômeno da ficção científica cuja estreia completa dez anos nesta terça (31).


Cena de ''Matrix'', filme de Larry e Andy Wachowski (Foto: Divulgação)
Desde a imagem cibernética do começo, cujas letras e números verdes e desordenados se tornaram, depois, um clássico de protetor de tela para milhares de computadores, até seu emocionante e romântico final, "Matrix" é puro cinema do século XXI, apesar de ter estreado em 1999.

No filme, Thomas Anderson (Keanu Reeves), conhecido com Neo, descobre, graças a Morpheus (Laurence Fishburne), um dos mais procurados pelas autoridades na época em que se passa a produção, que o mundo no qual vive é uma ilusão gerada por computador, colocada diante de seus olhos "para esconder a verdade".

Essa "verdade", no filme, é que os seres humanos são escravos das máquinas, que, em determinado momento da história, se rebelaram. Como explica o longa-metragem: "Existem campos intermináveis onde os humanos não nascem. São cultivados".

Enquanto isso, a população vive em uma realidade virtual, a mesma que distrai as mentes humanas -em uma releitura do mito da caverna de Platão -, enquanto os corpos são usados como fonte de energia para manter as máquinas funcionando.

Aí começa a missão, repleta de simbolismo cristão, de Neo - anagrama de "One" ("Um"), o escolhido -, que deve liderar a luta pela liberdade da humanidade, a partir da cidade de Zion, com a ajuda de Trinity (Carrie-Anne Moss).

"Imagino que, agora mesmo, você esteja se sentindo um pouco como Alice. Entrando na toca do coelho?", ironiza em determinado ponto do filme Morpheus, em seu primeiro encontro com Neo. Essa é uma das ocasiões na produção em que aparece este coquetel de referência a clássicos.

Os irmãos Larry e Andy Wachowski, diretores e roteiristas, rechearam o filme de homenagens às suas produções favoritas no cinema. E o longa, por sua vez, ganhou admiradores fanáticos e críticos ferrenhos.

Isso é visto nos dilemas sobre inteligência artificial, como em "O exterminador do futuro", o aspecto visual, que lembra "Blade Runner - O caçador de androides", o parasita que é introduzido no corpo humano, que remete a "Alien - O oitavo passageiro", ou a perseguição pelos telhados, como em "Um corpo que cai".

"Matrix", que conta com uma trilha sonora à altura e repleto de imaginação, combina as premissas da ficção científica tradicional com uma tecnologia em efeitos especiais nunca vista até então.

Um dos destaques do filme é a técnica "bullet time photography", uma grande desaceleração feita com a ajuda de computadores e que registra até 12 mil quadros por segundo, usada em cenas como a que Neo consegue desviar dos tiros de um dos agentes que o perseguem.

A meio caminho entre um relato futurista de Philip K. Dick e o cinema de artes marciais de Hong Kong, o resultado final da obra dos Wachowski iniciou o debate sobre a convergência cultural, entendida como uma participação muito mais global em suas manifestações.

Império de 'Matrix'


Em torno da franquia (depois de "Matrix" vieram "Matrix Reloaded" e "Matrix Revolutions", ambos de 2003), foi criado todo um império baseado em histórias em quadrinhos, sites, desenhos animados e videogames, que eram partes fundamentais para compreender todo o universo da saga.

Essas peças do quebra-cabeças, que remetiam umas às outras, criando uma narrativa comum, levavam a história até terrenos não explorados na trilogia, o que fez com que a acolhida aos dois últimos filmes não fosse tão calorosa, já que eles traziam alguns detalhes desconhecidos do grande público.

Quem explica isso é Henry Jenkins, fundador do programa de Estudos Culturais dos Meios do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), no livro "Cultura da Convergência".

"Muitos críticos arrasaram as sequências porque não eram suficientemente lógicas em si mesmas e beiravam a incoerência", acrescentou.

"Você acredita em destino?", "Você acredita que tem o controle de sua vida?", "O que é real?" são algumas das reflexões lançadas pelo primeiro filme ao longo de seus 136 minutos, antes de Neo, já convertido em messias, fale com o espectador e comece a voar, fechando a primeira parte da trilogia.

"(Vou mostrar às pessoas) Um mundo sem regras ou controles, sem fronteiras ou cercas. Um mundo onde tudo é possível. Para onde vamos é uma escolha que deixo para você", afirma o protagonista da saga.

Galera,

Essa nossas argumentações estão parecendo filósos bêbados de primeira viajem.

Enfim, estamos em terra de resultados. Ponto.

Firme aperto de mão.

DNL LCH
Santa e Bela Catarina.

Viagem é com G, pelamordedeus!

Esse texto do Matrix não tem NADA a ver com o tema do post, a não ser o período de 10 anos!

Meu caro Alejandro, o período de 10 anos (ou 10 mil horas) se refere a PESSOAS que estão desenvolvendo determinada habilidade (música, esporte, profissão, etc.).

O Matrix é um FILME que está fazendo 10 anos, e isso não tem nenhuma relação com a sua genialidade.

Pedro,

Cada sistema cerebral absorve de acordo com os sentidos.
Se vocÊ não viu nada,ok,mas O pior, foi você não conseguir críticar NADA, NAAADA!!!!!
sua crítica não tem teor construtivo de caráter evolucionista.
Em suas palavras não tem expressão que eu possa usar para processar...

Ficou mais parecendo um desabafo de um fútilista fustrado depois de longo dia de trabalho.

Pedro,turbine a sua potência de crítica.


Meu amigo Gabriel, Não é baseado.
É apenas um prazer brotado pela filosofia ESTRELAR!
vc ainda joga a filosofia no barro Gabriel?

MR.

TEMPO E DEDICAÇÃO = EXCELÊNCIA , certo?

Ok, é isso mesmo.

Trabalho aqui em Madrid, a quase 2 anos como diretor de arte num agência de publicidade. Esta mesma inquietude, de ser muito bom em algo, seguir referencias, tudo o que você buscava em relação a escrever um bom livro, também sinto o mesmo em relação a minha profissão.

Investir TEMPO nisso, DEDICAÇÃO e SUOR, é um fator determinante para chegar lá. OK!

Ai, pensando um pouco, me lembre que também queria tocar guitarra, e quando estava aprendendo, e tinha um irmão do meu amigo, que ficava horas, todos os dias lá, treinando, escutando, praticando etc etc... e me perguntei: Ok, não vou ser tão bom quanto ele, por que não invisto o mesmo tempo que ele nisso, óbvio.

Mas então, O QUE O MOTIVA, ou o que está dentro dele pedindo pra fazer isso!

Acho que o mistério, pra mim, está, em COMO e POR QUE, algumas pessoas tem este determinismo dentro delas, mas que as outras!


Perfeito Ana.

Continue assim que um dia serás muito rica.

Firme aperto de mão.

DNL LCH
Santa e Bela Catarina.

A propósito Ana,

Tenho observado que você só comenta por aqui corrigindo as minhas palavras.

Se queres conhecer-me, passo a você meu telefone, msn e email; assim, não precisas ser a minha professorinha de gramática.

Firme aperto de mão.

DNL LCH
Santa e Bela Catarina.

Meu caro Peter:

Em primeiro lugar, nunca disse que "não li e não gostei". Mas também não posso dizer que "não li e gostei". Outliers não é a única fonte de dados e informações para embasar minha OPINIÃO (OPINIÃO é diferente de VERDADE, cara pálida). E você também pouco sabe a meu respeito para dizer que "falei merd@" sem nenhuma base. Assim, calminha lá, professor.

Pode ser, sim, que tudo o que eu escrevi seja brilhantemente refutado pelo autor de Outliers, nada contra. Não me considero um gênio cuja palavra é o derradeiro resquício de inteligência da humanidade. Não. Apenas expus minha OPINIÃO. Se para você minha opinião é "falar merd@"(depois me explica o por quê da arroba, tá? É uma merda cibernética? :-) ), tudo bem, respeito. Vou ler 10 mil livros em 10 anos, e talvez consiga escrever algo que preste para você.

Vou seguir seu valioso conselho, lerei Outliers. Posso estar "falando merd@" novamente, mas provavelmente o autor deve ter usado o algoritmo de nosso amigo Gabriel Peixoto aí em cima. Esses livros com nomes bonitinhos geralmente são um compêndio de bobagens. Quando não o são, constituem um concentrado de redundâncias, e poderiam ter sido escritos em metade das páginas. É pura embromação para arrebatar a grana (pior, a clareza de idéias) de incautos como vocês. Mas tudo bem, vou gastar minha verba para "diversos" deste mês e pagar o almoço do Malcolm Gladwell (sim, é MALCOLM, não MALCON como nosso guru Jordão escreveu--aliás, a maioria aqui precisa de aulas de gramática e vocabulário, sabem "sentar o pau", mas nem escrever português decente sabem!).

Sugestão, ó grande Peter: mande-me seu email e te direi minha OPINIÃO (novamente, não a versão única da verdade, mas minha reles e humilde opinião) sobre essa obra literária da... sei lá, seria auto-ajuda? Ah, o meu é jpgsousa@gmail.com, para quem quiser criticar ou elogiar (é, tem quem goste).

Só mais umas coisinhas:

1. Não entendi NADA do que o nosso amigo MR escreveu aí em cima--talvez você possa me explicar.
2. Mantenho e defendo: faça QUALQUER COISA 10 mil vezes, você vai fazer a 10.001a. vez de olhos fechados!!! Com ou sem talento!!! Mas, sem talento, mecânica e automaticamente, sem emoção!!!
3. De 2. decorre que... toda essa discussão sobre talento é irrelevante.
4. Para mim, talento é extremamente relevante!
5. Pode concordar ou não, meu caro, é direito seu. Enjoy.

Até.

Oi Ricardo.

Também gostei muito dessa parte do livro do Gladwell que fala das 10.000 horas. Escrevi um post exclusivo sobre o tema em http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2008/11/outliers-as-dez-mil-horas.html

Há outros três posts sobre o Outliers, se tiver interesse...

Abraço, Rodolfo.

Cristovão Tezza demorou 10 anos para escrever o super premiado "O Filho Eterno"!

vai lá cara, aproveita a sua hora!
hehe

abraço!

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