Passado são os dias.
Pin ItHá pelo menos vinte anos surgiu no mundo dos negócios a política das portas abertas. Antes disso, os diretores das empresas "despachavam" a portas fechadas. Poucos eram os funcionários com permissão e liberdade para entrar na sala da diretoria. Considerava-se uma verdadeira "promoção" ou "premiação" o fato de ter a chance de entrar na sala do chefe do chefe.
Isso tudo mudou. Por simples modismo ou evolução das coisas, 99,99% dos diretores trabalham de portas abertas, tendo alguns - os mais modernos - abolido as portas dos seus escritórios, e outros o próprio escritório.
Diretor que se preza senta ao lado do funcionário. Na frente da batalha, onde a guerra está acontecendo, seja lá onde for.
A política das portas abertas evoluiu, hoje exige-se que o diretor tenha blog, faça palestras, dê a cara para bater na comunicação da empresa, assine as cartas de apresentação e vendas, escreva livros e artigos, e esteja no Twitter.
Twitter???
São poucos os diretores de empresas que já usam o Twitter para se comunicar. Mas a peste está se espalhando rapidamente.
Alguns dos CEOs (Principal Executivo da Empresa) usando Twitter hoje em dia são: Kevin Rose da Digg, Tony Hsieh da Zappos, Jason Calacanis da Mahalo, Evan Willians da Twitter, Loic Lemeur da Seesmic, Tim O´Reilly da O´Reilly, Jonathan Schwartz da Sun, sem fala do Barack Obama, e do Lula que diz que vai entrar na onda.
Desde que comecei a usar o Twitter, eu comecei a seguir esses caras para ver o que eu poderia aprender com eles, e observar mais de perto como eles usam o tempo do seu dia.
Eu descobri então que um dos maiores e mais interessantes usuários do Twitter é o Tony Hsieh, CEO da Zappos, uma das mais badaladas empresas de comércio eletrônico dos EUA.
O Tony Hsieh tem hoje 510.012 seguidores no Twitter!
Eu já vinha observando a Zappos há algum tempo, e nas minhas andanças pelo web site dos caras, descobri o Zappos Culture Book, uma espécie de livro anual, ou bíblia corporativa, onde anualmente são publicadas centenas de depoimentos de funcionários da Zappos sobre como é trabalhar na Zappos.
Eu, como devoto do tema "Religão Corporativa", tentei adquirir o Culture Book pela Amazon, mas não havia disponibilidade, tentei pelo web site da Zappos, eles não despachavam para fora dos EUA, procurei por outros cantos da internet, não encontrei.
Até que um dia, em uma conversa de corredor com o meu amigo Miguel Cavalcanti, ele comenta que também queria colocar as mãos no Culture Book da Zappos, e que também havia passado pelas mesmas dificuldades de não encontrá-lo, mas que então havia tido a idéia de twitar o CEO da Zappos na esperança de descobrir uma maneira de comprar o livro.
E não é que o Tony Hsieh respondeu imediatamente a twitada do Miguel e ainda disse que mandaria o livro de graça para o Brasil?
Dito e feito, alguns dias depois, o Miguel recebeu o Culture Book na casa dele no interior de S.Paulo.
Adivinha o que eu fiz?
A mesma coisa. Eu twitei o Tony Hsieh, e alguns dias depois eu recebia na minha casa totalmente grátis o Culture Book da Zappos.
O livro é fantástico. Dividido por departamentos, traz centenas de depoimentos de funcionários completamente seduzidos pela cultura de trabalho que existe na Zappos. Incrível, parece mesmo uma bíblia corporativa com centenas de depoimentos de dovotos fervorosos.
A palavra que mais se menciona em todos os depoimentos é a palavra "família". "Aqui na Zappos, somos uma família..., ...é tão legal trabalhar aqui que não tenho vontade de ir para casa, ....você pode ser você mesmo, ....você tem liberdade para pensar, se expressar..."
Como se atinge esse estágio das coisas?
Como se cria uma "religião corporativa" que leva as pessoas a serem devotas de uma determinada empresa?
A melhor resposta a essa pergunta eu encontrei no depoimento da Chris Mathis, Merchansiding Coordinator, 4 anos na Zappos:
"Passado são os dias em que seu me preocupava sobre estar atrasado cinco minutos para o trabalho porque eu decidi ficar com meu filho alguns minutos a mais porque ele perdeu a vontade de ir para a escola naquele dia. Eu não preciso mais me preocupar com isso porque eu tenho horário flexível na Zappos.
Passado são os dias em que eu me preocupava sobre o que o meu supervisor Galen H. realmente pensava sobre a minha pessoa, hoje nós nos encontramos todas as semanas no escritório e uma vez por mês nós almoçamos ou jantamos juntos para rever as MINHAS e os NOSSOS desafios e metas pessoais. Ele está sempre disponível .
Passado são os dias em que eu ficava preocupado sobre o fato de alguém conseguir a posição acima da minha que eu trabalhei duro para conseguir, apenas por motivos políticos. A minha escalada profissional já foi claramente mapeada e a única pessoa que está impedindo o meu crescimento aqui sou EU!
Passado são os dias em que eu me preocupava com o fato de socializar no escritório seria considerado um ato de falta de motivação. Ou melhor, que eu não tinha nada para fazer. Aqui na Zappos é exigido que você visite os seus colegas como parte da revisão anual da sua performance. Como resultado, eu me socializo com as pessoas que me ajudam a entregar o meu trabalho de uma maneira profissional e eficiente.
Passado são os dias que eu corria do escritório para a santidade do meu lar porque era insuportável ficar por lá. Hoje eu passo todos os meus feriados com a turma do escritório. Eu não consigo imaginar celebrar algo sem eles.
Existem muitas facetas sobre a cultura da Zappos que eu gosto. Uma delas é que todos nós somos incentivados a fazer o que for melhor para o cliente, e para os nossos colegas. A maioria das empresas onde eu trabalhei , a aprovação para fazer a coisa que você acredita que é certa fazer pelo cliente tinha que vir da gerência. Uma grande perda de tempo. Outra coisa bacana é o incentivo que existe para eu reconhecer o trabalho dos colegas. A grande maioria das empresas escolhe uma pessoa para ser o funcionário do ano, deixando todos os outros sentindo que a sua contribuição não foi valiosa. Esse tipo de coisa não existe na Zappos. Aqui nós reconhecemos o trabalho uns dos outros, e temos liberdade para criar prêmios e maneiras diversas de mostrar o quanto estimamos o trabalho de um colega."
Achei a idéia maravilhosa! Realmente TESÃO!
Posted by: Cristal | 28/04/2009 at 12:07 PM
Muito Massa!
Vai de encontro com o que estou fazendo nesse momento!
Posted by: Fernando Landim | 28/04/2009 at 01:36 PM
Landim, sua anta, é "AO ENCONTRO".
Bom, vamos lá...
Como se atinge esse estágio das coisas?... Ricardo Jordão
Bem após ler os treze capítulos o rei decidiu submeter as teorias a prova, o interessante é que a prova seria feita com as mulheres do castelo. Sun Tzu aceitou o desafio, reuniram então todas as damas da corte e entre elas as concubinas preferidas do rei.
Após equipar as mulheres com uniformes, escudos, espadas, enfim a indumentária de soldado, o general dividiu o grupo em dois batalhões e nomeou as duas preferidas como comandantes de cada batalhão, Sun Tzu treinou as mulheres nos movimentos marciais. Terminada a instrução o general colocou-se no seu lugar de comando e deu a ordem “Direita volver!”, todas caíram na risada e nada fizeram. Sun Tzu disse, paciente: “Se as ordens de comando não foram bastante claras, se não foram totalmente compreendidas, então a culpa é do general”. Assim, recomeçou a manobra e, desta vez, deu a ordem “Esquerda volver”, ao que as moças quase se arrebentaram de tanto rir.
Então ele disse: “Se as ordens de comando não foram bastante claras e precisas, se não foram inteiramente compreendidas, a culpa é do general. Porém, se as ordens são claras e os soldados, apesar disso, desobedecem, então a culpa é dos seus oficiais”. Dito isso, ordenou que as comandantes das companhias fossem decapitadas.
Ora, o rei de Wu estava olhando do alto de um pavilhão elevado e, quando viu que sua concubina predileta estava a ponto de ser executada, ficou muito assustado e mandou a seguinte mensagem:
“Estamos neste momento muito contentes com a capacidade de nosso general de dirigir as tropas. Se formos privados dessas duas concubinas, nossa comida e bebida perderão o sabor. É nosso desejo que elas não sejam decapitadas.”
Sun Tzu retrucou ainda mais paciente: “Tendo recebido anteriormente de Vossa Majestade a missão de ser o general de suas forças, há certas ordens de Vossa Majestade que, em virtude daquela função, não posso aceitar”. Conseqüentemente e imediatamente mandou decapitar as duas comandantes, colocando prontamente em seu lugar as duas seguintes. Isso feito, o tambor tocou mais uma vez para o novo exercício. As moças executaram todas as ordens, virando para a direita ou para a esquerda, marchando em frente, fazendo meia-volta, ajoelhando-se ou parando, com precisão e rapidez perfeitas, não se arriscando a emitir um som...
Com essa pequena prova, Sun Tzu demonstrou sua capacidade de treinar e disciplinar soldados dentro da autonomia que lhe fora conferida, não restando ao Rei de Wu outra atitude além de nomeá-lo general de suas tropas.”
Ontem a Zappos anunciou o corte de 8% dos funcionários. Confira a carta do presidente anunciando a demissão da turma: Resumo: conselho da Sequoia, consultoria financeira que atende a Zappos: corta as despesas o máximo que puder, mantenha-se na lucratividade, tenha um fluxo de caixa positivo) Ricardo Jordão (07/11/08)
Então as concubinas...
...A palavra que mais se menciona em todos os depoimentos é a palavra "família". "Aqui na Zappos, somos uma família..., ...é tão legal trabalhar aqui que não tenho vontade de ir para casa, ....você pode ser você mesmo, ....você tem liberdade para pensar, se expressar..." (Ricardo Jordão Magalhães).
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Vocês acham que tô de sacanagem quando digo que o cara vive numa bolha?
Posted by: Gabriel Peixoto | 28/04/2009 at 04:04 PM
Quem quiser entender um pouco a teria da Zappo da uma olhada nesse link http://www.youtube.com/watch?v=WZpU8oIT8tM&NR=1 ele explica bastante historia e sua teorias.
Posted by: Cesar Pinto | 28/04/2009 at 11:17 PM
O que posso dizer de um caro com o sobrenome P-I-N-TO????
GODOY, ESSA DEIXO P/ VC QUE ENTENDE DO ASSUNTO...
Posted by: Pelebroy | 28/04/2009 at 11:48 PM
Peleh,
e o pinto ainda tah atrás...
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Posted by: Gabriel Peixoto | 29/04/2009 at 08:27 AM
Gabriel,
Uma coisa é certa, se estamos falando deles eles têm seu mérito, seja lá oque pregam ou fazem, conseguem um marketing genial com isso, ou achamos que o presidente se importa realmente com sua "família"?
Abs,
Samer
Posted by: samer ghosn | 29/04/2009 at 08:19 PM
Ghosn,
Nos blogs geralmente é assim: uma mula posta e uns carrapatos comentam. Aqui é diferente. Os comentaristas INTERAGEM.
Cara, mesmo sem tê-los vistos, quando encontrei no EPICENTRO o insosso do Rogers, o baby-bunda do Elton, o pudim de bacon do Lalá, o cotonete do Viveiros e o criado com Vó do Enrico, parece que já os conhecia há ANOS!!!
Em relação ao teu comentário, o Jordão acha algumas empresas "MARAVILHOSAS" e eu provo que são apenas mais uma. Ponto.
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Posted by: Gabriel Peixoto | 29/04/2009 at 08:48 PM
Seu rabo Gabriel!
Já eu confesso que foi muito bom conversar com todos naquela interminável tarde. Porém acreditava encontrar um Gabriel mais impetuoso, invador!
Eltonews
Recebi ontem um: "Elton, tenho uma proposta para você", pelo meu MSN, de um dos BizNautas. Tava off line. To loko pra saber o que é.
Enrico, cadê meu DVD do EPICENTRO pra tasca lá na faculdade?
Posted by: Eltonews | 30/04/2009 at 10:51 AM
Elton,
Se for do Godoy sai fora que é roubada!!!!
Peleh,
Have fan
Posted by: Pelebroy | 30/04/2009 at 11:41 AM
Tinha uns 20 anos,
era o 2º emprego`,numa gráfica e me deram um manual,nao chegava aos pés da Zappo, mas tambem aparecia bastante a palavra família, com o tempo passei a fazer umas caricaturas dos colegas de trabalho, todos gostaram, mas....fui chamado pela mulher do dono, ela disse que nao era uma boa idéia fazer aquilo, porque poderia arrumar encrenca com o pessoal.
Bom,depois disso fui reparando melhor no ambiente, muita gente de saco cheio, alguns chefes de setor, falavam com a mulher do dono quando ela estava sentada, agachados, quase ajoelhados, eu achava estranho, pessoas exploradas, um ambiente meio estranho.
Hoje quando vejo esse negócio de "família" no ambiente de trabalho, fico logo com o pé atrás, alguma coisa querem esconder.
abraço
Julio Silva
Posted by: Julio Silva | 01/05/2009 at 03:37 PM