Free!
"Se você realmente ama uma coisa deixe-a ser livre. Se não voltar, você nunca a teve. Se voltar, ame-a para sempre."
Finalmente, depois de uma long tail de espera, o novo livro de Chris Anderson, FREE, será lançado nos EUA. As vendas começam na segunda-feira 7 de julho. Eu já encomendei o meu exemplar na Amazon.
Faz mais de um ano desde que o autor falou pela primeira vez sobre livro na internet. Desde então o tema central do livro vem gerando uma grande discussão entre os adeptos dos produtos FREE e os contrários a dar qualquer coisa de graça para os outros.
Por hora a discussão em torno do livro tá rolando no meio dos publicitários, marketeiros e mídia. Afinal, a mídia é uma das indústrias que mais sofreu com a invenção da internet e afins.
FREE explora a discussão sobre como ganhar dinheiro em um mundo onde aparentemente as pessoas tem tudo de graça na internet e não querem pagar por conteúdo.
Curiosamente, Anderson usou trechos inteiros da wikipedia no livro sem citar a fonte. Semana passada ele teve que se retratar em público quando um crítico percebeu a omissão dos créditos.
Anderson advoca que FREE será o modelo de negócios do século 21. Tudo FREE. "A informação quer ser livre" diz Anderson.
Os exemplos que Anderson usa no livro para basear sua teoria já viraram lugar comum hoje em dia (o livro demorou muito para ser lançado), como o YouTube e Blogs, que distribuem o conteúdo gratuitamente e faturam em cima dos links patrocinados. Bem, nada novo com relação ao modelo atual oferecido pelas mídias tradicionais.
Lançada as primeiras cópias entre os influenciadores, a discussão sobre o FREE chegou no meio guruônico. Malcolm Gradwell, no dia 6 de julho, soltou um artigo metendo o pau no FREE, depois Seth Godin soltou outro metendo o pau no Gladwell, e depois não sei quem soltou um artigo falando mal de Godin porque falou mal de Gradwell que falou mal de Anderson.
Gladwell desaprova a idéia, Seth diz que não há o que discutir; o negócio do FREE já está rolando, e o mundo terá que se acostumar e se adaptar a essa realidade. Seth, Anderson e eu mesmo acreditam que:
"As pessoas irão pagar por conteúdo se for tão único que não poderão ter acesso em outro lugar, tão rápido que se beneficiarão por saberem antes dos outros, e tão relacionada com o seu negócio que o investimento nesse conteúdo os ajudará a se aproximar de outras pessoas."
FREE vai além da mídia. Anderson fala da redução de custos de produção de uma série de produtos e serviços permitindo determinadas indústrias a simplesmente DAR DE GRAÇA os produtos que oferecem.
Será que isso vai acontecer?
Imagino que sim.
Dar de graça o produto completo - e não amostras grátis - será a nova propaganda.
Tirando os publicitários de Cannes e os aspirantes a criativosos, ninguém se interessa por propaganda. O cidadão comum não tá nem aí para o que rola nos intervalos da novela. Zap no intervalo!
Uma vez que a propaganda e publicidade não são mais eficientes para chamar a atenção das pessoas, o que as empresas vão usar para gerar novos clientes para novos negócios?
A minha resposta é CONTEÚDO, ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO, REFLEXÃO, SABEDORIA, ESPIRITUALIDADE, COMUNIDADE, FAMÍLIA, SOCIEDADE.
Imagina um mundo onde a Cola-Cola é grátis porque é mais barato dar a Coca-Cola de graça para as pessoas do que fazer anúncio na televisão para fazer você comprar uma Coca-Cola.
Nesse cenário, imagina a Coca-Cola dando a Coca-Cola de graça porque ela ganha dinheiro te chamando para eventos como o Skol Beats.
Imagina um mundo onde todos os softwares da Microsoft são de graça porque a Microsoft ganha dinheiro com serviços de consultoria.
É óbvio que é mais barato para a Microsoft dar o Windows de graça do que fazer campanhas milionárias na televisão.
Só não sabe percebe isso quem não sabe fazer conta. Ou quem tem interesse em ganhar dinheiro com publicidade e marketing, ou seja, os publicitários e marketeiros.
Imagina um cenário onde o carro é grátis porque a GM ganha dinheiro com gasolina, ou, um cenário onde a gasolina também é grátis porque a GM resolveu ganhar dinheiro com a sua mega rede de resorts de família baseados nos principais países do mundo.
Quanto tempo levaria para 1 milhão de brasileiros ficar sabendo que a GM tá dando carro de graça nas suas concessionárias?
Alguém aqui em sã consciência acredita que a GM teria que torrar milhões de reais na televisão para contar isso para todo mundo?
Imagina um mundo onde a Pfizer ganharia dinheiro com a construção de HOSPITAIS e AMBULÂNCIAS porque os medicamentos que produz são gratuitos.
Imagina um mundo onde a impressora da HP é de graça porque ela ganha dinheiro com cartuchos de impressão, ou, imagina um mundo onde os cartuchos de impressão são de graça porque a HP ganha dinheiro ensinando as pessoas a viver melhor, e assim ter tesão o suficiente para produzir fotos onde essas pessoas aparecem sorrindo ao lado dos seus familiares, ou imprimir trabalhos feitos por cabeças pensantes e não idiotas zumbis que se alimentam com propaganda.
Imagina uma Copa do Mundo de Futebol sendo realizada em um país onde 100% dos habitantes onde acontecem os jogos da copa moram em residências com saneamento básico.
HOJE, 40% dos brasileiros moradores das cidades onde acontecerá a Copa NÃO TEM saneamento básico em suas casas. 40% dos moradores do Rio, São Paulo, Salvador, Natal NÃO TEM esgoto nas suas casas. RESULTADO: baixa auto estima, baixo amor próprio, mortes, violência e tudo de ruim que vocês podem imaginar.
Sabe quanto custa para levar saneamento para 100% dos brasileiros que moram nessa cidade? R$ 7 bilhões de reais!
Sabe qual é o orçamento brasileiro para a Copa? R$ 100 bilhões de reais.
Sabe quanto será investido em propaganda & publicidade para vender lá fora um país que não existe aqui? R$ 10 bilhões de rerais.
Imagina uma sociedade REALMENTE AFIM de resolver os seus problemas mais básicos para permitir assim que TODAS as pessoas possam participar da Copa do Mundo de 2014, e continuar cidadãos muito tempo depois que copa terminou.
Por que não?
A propaganda está morta. Só não está enterrada porque ainda tem muito bacana ganhando dinheiro com essa tranqueira. Desde blogueiros com seus blogs idiotas falando apenas sobre propaganda até as big mega agências que faturam um belo mensalão para manter o negócio funcionando com os grandes veículos etc etc etc.
A sociedade do FREE tem o poder para matar a propaganda, e reinventar de vez os valores da sociedade.
Na sociedade FREE as pessoas terão que aprender a dar valor as coisas. As pessoas terão que aprender a escolher sozinhas sem a ajuda nociva da propaganda. As pessoas terão que pensar sozinhas sem a ajuda do Faustão promovendo produtos que não usa. As pessoas terão que aprender a dizer NÃO as coisas que são de graça.
A sociedade do FREE é uma evolução do capitalismo. Veio para ficar, não há o que discutir, ela já está ai. Cabe a todos nós nos adaptarmos a ela.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?



Ricardo,
"Imagina um cenário onde o carro é grátis porque a GM ganha dinheiro com gasolina, ou, um cenário onde a gasolina também é grátis porque a GM resolveu ganhar dinheiro com a sua mega rede de resorts de família baseados nos principais países do mundo". Tudo bem que o final desde ciclo é claramente desfrutar do "ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO...FAMÍLIA..." mas, imagine todas as montadoras focando no que a sua concorrência criou, iria ser criado um novo mercado que, por sua vez, iria ser explorado novamente pelas medíocres agências, que iriam fazer novamente as mesmas propostas milionárias e medíocres de propaganda medíocre para as massas. Não iriamos voltar a estaca zero? Com propagandas de grandes montadoras dizendo que o seu resort é o melhor, mais aconchegante, etc? Duvido a criatividade dos publicitários acompanharem essa inovação que você vislumbrou...
Posted by: Thiago Santana | 03/07/2009 at 03:57 PM
Thiago,
O mundo não anda para trás. As vezes "parece" que anda mas não anda. Faz 50 anos que existem os publicitários medíocres. Eles não existem há séculos, portanto, não tem nada de sagrado. É uma profissão temporária que vai evoluir conforme o cliente tenha boa vontade em exigir.
ARREBENTA!!!
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 03/07/2009 at 04:14 PM
Nada é de graça, nem o livro do Chris...
Criar formas diferentes de pagar pelo produto não o torna gratuito.
Jordão, você faz muitas coisas de graça, muito mais que o Anderson, que vai ganhar milhões escrevendo sobre isso.
Posted by: Emilio | 03/07/2009 at 05:55 PM
Sim, concordo. O ponto do FREE para mim é DAR algo REAL ao invés de malhar as pessoas com PROPAGANDA FALSA.
O ponto é ter uma sociedade onde parte do que temos no dia a dia não seja baseado em compra e venda com dinheiro. Para muita gente - entenda quem tem cabeça pequena - só se vive com muito dinheiro. Entretanto, as cidades em que vivemos já oferecem muito entretenimento de graça, educação de graça, esportes de graça etc.
As pessoas não valorizam isso porque são massacradas por uma cultura que diz que TUDO tem preço. CHEGA!
Eu quero mais Livrarias Cultura que me deixam folhear livros sem me cobrar nada, eu quero uma concessionária que me deixa ficar por lá sem me encher o saco para comprar um carro, eu quero locais públicos para conviver com outras pessoas sem ter que SEMPRE pagar por isso.
Só isso.
Eu acredito que isso vai levar as pessoas para um novo estado de consciência das coisas, da consciência de comunidade até auto-estima.
ARREBENTA!
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 03/07/2009 at 06:32 PM
Você realmente acredita em um cenário onde a GM daria carros de graça porque ela ganharia com a construção de hoteis? E os hoteis? Seriam Free porque iriam ganhar com a produção de móveis que ficariam a venda em seus quartos? E as empresas de mobiliário dariam os móveis porque iriam ganhar dinheiro com ???
Está ai um grande problema desse cenário que você previu. A complexidade do sistema de consumo é muita para simplesmente adotar um novo modelo de consumo, ainda mais FREE. Acredito que esse novo conceito irá sim contribuir para uma evolução nos modo em que consumimos e do gerenciamento da produção de valor e alocação de investimentos, mas sou um pouco cético em acreditar que ele possa ser 100% o futuro.
O sistema de trocas está ai desde de que lembramos ser bípedes. Sendo em papel moeda ou em produto, o ser humano nunca funcionou no modelo Free. Talvez disfarçado, oferencendo algo de graça com segundas intenções, but not free at all.
E referente a propaganda, infelizmente ela é um bixo de 2 cabeças. (Ou até mais) Mas ela também é responsável pela comunicação e pela informação, e em grande parte pela possibilidade de um modelo Free. Ela seria desnecessária somente se existisse UMA empresa de cada produto, ou se utópicamente eu vivesse numa comunidade tão pequena que eu conheço tudo e o que todos oferecem/têm.
Mas referente a sua indignação social, eu compartilho dela. Só não acredito que o modelo FREE seja a solução.
Posted by: Patrick | 04/07/2009 at 10:50 AM
O que me pergunto é? o que fazer em meio a essa transição. Ser híbrido nesse estado é complicado.
Sugestões?
Posted by: Fernando Alves | 04/07/2009 at 12:51 PM
Fernando,
A transição já está acontecendo. Dias atrás eu almocei com o presidente do Campus Party no Brasil. Ele falava sobre os investimentos que as grandes empresas estão fazendo no evento. Apesar de encontrar algumas barreiras em marketeiros que só sabem falar de banners, metragem do stand etc, alguns, raros, querem engajar-se com os clientes e co-laborar de alguma nova maneira.
Já está rolando. Não tem volta.
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 04/07/2009 at 02:40 PM
Patrick,
Os móveis são gratuitos porque os caras ganham com manutenção, a manutenção é gratuita porque os caras ganham dinheiro com formação de pessoas, a formação de pessoas é gratuita porque ganhe-se dinheiro em manter as pessoas afim de aprender, afim de aprender é gratuito porque ganha-se dinheiro com a venda de casas decentes, as casas decentes são gratuitas porque ganha-se dinheiro com a manutenção delas, a coisa toda é complexa, uma viagem, mas, por que não?
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 04/07/2009 at 02:47 PM
Porque não?
porque o "círculo" não fecha nem na teoria. Se você quiser pode aplicar a teoria do Motor Imóvel de Aristóteles. Ela fala sobre outra coisa, mas o princípio hipotético é o mesmo.
Eclesiastes 1
9 O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
11 Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
-
Posted by: Adriano Fernandes | 04/07/2009 at 04:38 PM
Em um dos episódios de Star Trek (Jornada nas Estrelas) fala-se que naquela época que vivem (futuro) não existe mais o dinheiro.
Mas então o que move o mundo?
Porque as pessoas trabalham?
O que move o mundo e as pessoas era o desejo por aprender, por explorar os mundos e os conhecimentos – o viver deles.
Lógico que para sustentar isso eles precisavam trabalhar, trocar produtos, tecnologia ou conhecimento, mas não em troca de dinheiro, mas sim matéria-prima para construir ou manter as coisas que precisavam para viverem o seus objetivos.
Trabalhavam para ter conhecimento e para viabilizar suas viagens, seu desejo de conhecer.
Posted by: Ricardo Emilio Savoia | 05/07/2009 at 02:21 PM
Existe algo gratuito de verdade hoje em dia?
Nem a informação dos blogs é gratuita. Você paga pela conexão, paga pelo equipamento, senão, paga o horário da lan-house.
Ha, tem os centros comunitários onde o acesso é gratuito?
E aquela carga tributária que a gente tá pagando, não ajuda a bancar isso??
Sociedade Free é, na dura realidade, uma propaganda enganosa.
No máximo recebemos um "agrado" pra desembolsar em algo muito maior.
Só não precisaremos do dinheiro quando voltarmos às origens: plantarmos nosso próprio alimento, produzirmos nossas próprias roupas e viver à base de trocas.
Se eu estiver mentindo, Sr. Jordão, quero uma vaga Free em um dos seus cursos de vendas aqui no Paraná.
Grande Abraço.
Posted by: Kadu | 06/07/2009 at 09:25 PM
Kadu,
Eu topo viver na base da troca com você. O que você tem para trocar pela vaga na curso?
ARREBENTA!
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 06/07/2009 at 09:46 PM
Acho difícil - mas em todo caso confirmo depois de ler o livro que não estão DANDO DE GRAÇA, certo? - que o Chris Anderson esteja propondo algum tipo de sociedade utópica nesse seu novo estudo de cenário.
Ele deve estar simplesmente* e mais uma vez VENDENDO O PRODUTO de sua sensacional capacidade de identificar e organizar "sinais" de mudança do Mercado em probabilidades de futuro**, exatamente como fez o Tofler com a Terceira Onda*.
* Não estou desdenhando; o “cara” é realmente bom e leitura fundamental... vou comprar o livro.
** Ou presente: a Lexmark vem praticamente dando suas impressoras há bastante tempo e cobrando “o maior preço” do mercado pelos seus cartuchos... as operadoras de telefonia celular fazem isso com os adeptos de pré-pago cobrando uma tarifa “assaltante” por minuto.
*** E a Faith fez em relação ao “comportamento” e o Coelho com a onda do “exoterismo” e o Motta na redescoberta da “música” e por aí vai... talentos transformados em produtos para vender.
Posted by: Eduardo Obst | 07/07/2009 at 10:47 AM
FUDEU, voltamos a sociedade do escambo sem valor.
Você troca um carro conversivel mais 100.000,00 reais por um abacaxiiiii??? SIIIIIIIIIMMMM....
Você troca um curso do Jordão por um Iate com combustivel por 20 anos???? NÃÃÃÃOOOO...
Quem diz ser capitalista e mata a definição de capital é Sócio-Democrata... Marx também acreditava nisso só que de forma mais ortodoxa.
O valor do dinheiro está diretamente proporcionado ao seu ego.
Jordão você dá uma vaga no seu curso para que o Kadu de algo para alguém... até que um dia alguém te dê algo???
Corrente do bem virou... corrente do valor...
Não estamos num mundo FREE... Estamos num mundo NON VALUES. No momento que a informação foi democratizada ela perdeu seu valor (oferta e procura). Logo tudo hoje em dia está NON VALUES. Quando falo isso me refiro também a valores morais e civicos.
Afinal o google nos "dá" e-mail, pesquisa, mapas, etc de graça né? MENTIRA o negócio do GOOGLE é midia, não é informática, a GLOBO sempre deu novelas de graça!!!
O negócio do GOOGLE tem mais cara de GLOBO do que MICROSOFT.
Sabiam que o GOOGLE comprou uma estação de radio?
O GOOGLE dá tudo isso de graça porque ela precisa de audiência, não invertam a mão do poder. O poder é dos espectadores e não do GOOGLE.
No capitulo 9 do livro FREE o Andersen deixa bem claro que o negócio MIDIA não é novo, a novidade é a expansão do modelo MIDIA (GOOGLE, GLOBO) para novos mercados.
Posted by: Sidney Lima Filho | 07/07/2009 at 01:00 PM
Puts, é cada abobrinha .... Que saudade do Peixoto ...
Posted by: rique | 07/07/2009 at 01:33 PM
Poxa..a cada Biz...um show!
Enfim, passando para dizer que vc nos faz pensar! quebrar a cabeça após a leitura da Biz e se perguntar, o que eu posso dá de graça a ainda receber por isto!!!ufaaaa...muito bom! ainda tô pensando e terei em breve uma resposta! acreditem!
Mas enfim...quanto ao Kadu, te responderia:
Jordão, levarei x pessoas para participarem de seu curso. Porém o meu sairia gratuito, ou seja, troca justa , concordas?
Um abraço grande a todos.
e quando eu crescer quero ser igual a vc!
Posted by: Ana Pernambuco | 08/07/2009 at 11:47 AM
Bem, na verdade ESTÃO dando o livro de graça:
http://www.longtail.com/the_long_tail/2009/07/free-for-free-first-ebook-and-audiobook-versions-released.html
Já baixei a versão em áudio... vamos ver se o livro vale toda a polêmica.
Posted by: Marcelo Salles | 08/07/2009 at 11:47 AM
Ricardo, amei seu artigo, é bom para oxigenar cérebros e assim despertar para tudo o que realmente tem valor.
Claro que tudo isso levará um bom tempo para ser processado, até porque cada ser tem o seu tempo de evolução, e a velocidade infelizmente é sempre a do mais lento, mas como você mesmo diz, isso é evolução.
Já ouviu falar do livro "Conversando com Deus"?
Eu já fui abordada algumas vezes por pessoas que leram e disseram que o autor informa que Deus adiantou a inteligência tecnológica (Internet/ Globalização) em mais de 70 anos, para que haja esperança de um mundo melhor, com valores mais sólidos...
E vamos oxigenar nossa massa cinzenta!!!!!!!
Posted by: Patrícia | 08/07/2009 at 11:55 AM
Ricardo, estou fazendo um trackback para você no meu blog. Grande post.
Posted by: Cléber | 08/07/2009 at 12:06 PM
Ricardo, estou fazendo um trackback para você no meu blog. Grande post.
Posted by: Cléber | 08/07/2009 at 12:06 PM
O único lugar onde encontramos almoço grátis é numa ratoeira.
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Posted by: Gabriel Peixoto | 08/07/2009 at 12:16 PM
Enquanto o bicho homem não se der conta que é um animal, e que, para sobreviver precisa respeitar seu limite, seu próximo, seu habitat. Acreditem!
Ele terá sempre desculpas para não fazer o novo!
bjs no coração de todos.
quem quiser trocar figurinhas, idéias e quebrar tudo! Me add.
ana_pernambuco@hotmail.com
Posted by: Ana Pernambuco | 08/07/2009 at 12:19 PM
TA CERTO!!
JA DIZIA MEU MESTRE ( E TIO MUITO DISTANTE) RAUL SEIXAS "NOS NÃO VAMO PAGA NADA!"..HE HE...CLARO QUE ESSE MUNDO "FREE" (ADORO ESSA PALAVRA..!)..SERIA MARAVILHOSO MAS ANTES TEMOS QUE TIRAR AS TEIAS DE ARANHA DO CEREBRO DE MUITA GENTE......NÃO VEJO A HORA DE LER O LIVRO CONFORTAVELMENTE ACOMODADO NO MEU BANHEIRO A PROVA DE SOM....SENTINDO O AROMA DE PINHO SOL INVADINDO MINHA ALMA ENQUANTO O CONHECIMENTO E AS NOVAS IDEIAS EXORCISAM MEUS FANTASMAS PARADGMATICOS...(PERAI QUE VOU OLHAR NO ESPELHO PRA VER SE SOU REALMENTE EU QUE ESCREVI ISSO..)...PARABENS PELO ARTIGO E JA QUE É "FREE"..ROUBA-LO-EI E POSTALO-EI EM UM DE MEUS BLOGS COM OS DEVIDOS CREDITOS É CLARO...UM GRANDE ABRAÇO...(APROVEITE..É "DI GRATIS"..HE HE).
Posted by: islas seixas | 08/07/2009 at 01:00 PM
Boa tarde Ricardo,
Interessante a proposta do Free, mas não vi até hoje uma propaganda melhor que a sua para promover uma idéia ou conceito para se ganhar dinheiro a custa dos desinformados(Se posiconar como uma pessoa anti propaganda para se fazer propaganda é ótimo). Free não passa de mais uma fórmula para se contestar o que acontece e assim ganhar dinheiro de outra maneira. Free é mais uma tentativa de se pontuar o processo de transformação da comunicação global, os cegos não vêem e quem entende já vive isso bem antes do "rótulo Free", que é o meu caso. A Propaganda deve ser reinventada, concordo com isso, até porque sou publicitário e empresário e promovo com unhas e dentes a propaganda racional.
Desculpe minha sinceridade, mas para uma pessoa esclarecida e com visão de comunicação (não marketeira e muito menos publicitária), o seu texto foi um tiro no pé. Péssima propaganda.
Grande abraço,
Fernanda Lemos
Posted by: Fernanda Lemos | 08/07/2009 at 01:02 PM
O FREE ou o meu texto não são sobre "almoço grátis". Se não entendeu o conceito por trás, leia o texto novamente.
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 08/07/2009 at 01:03 PM
Ricardo, só tenho uma pergunta a fazer.
O livro FREE é de graça também?
Posted by: Fabio Ribeiro Bonanho | 08/07/2009 at 02:23 PM
Sim o livro FREE tem versão grátis. Aqui:
http://www.wired.com/images/multimedia/free/FREE_Audiobook_unabridged.zip
http://www.scribd.com/doc/17135767/FREE-full-book-by-Chris-Anderson
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 08/07/2009 at 02:27 PM
Caraca meu...Quebra tudo mesmo! Está certissimo!
Posted by: Tony Rodriguez | 08/07/2009 at 03:55 PM
Ricardo,
Lendo seu texto FREE me lembrei que recentemente estive em Atlanta e na entrada do shopping havia uns carrinhos da coca-cola distribuindo garaffinhas gratuitamente. Estava um calor terrível e logo ao entrar no shopping, sentia a brisa fresquinha do ar condicionado e ganhava uma coca. Era impossivel nao associar ao bem estar.
Posted by: RENATA ESTEVS | 08/07/2009 at 05:22 PM
Ricardo,
Discordo completamente do seu ponto de vista. Como um produto pode ser free?? Toda a tecnologia que temos a nosso alcance foi fruto de muita pesquisa e muito, muito dinheiro envolvido. De alguma forma isso tera que retornar para o bolso de quem as desenvolveu, concorda??. Os produtos que são free hoje, logicamente, estão associados a marcas fortes que sustentam todo custo envolvido no processo. Não tem como dar certo isso....Na minha opinião, o lance do FREE não vira!!!
Posted by: Rodrigo | 08/07/2009 at 07:26 PM
Salve Jordão.
Podemos trocar uma vaga no seu curso por um Feedback e sugestões minhas, visando aprimorar a qualidade de seus cursos.
Você pode me dizer: não, mas um curso meu tem o mesmo valor que uma sugestão, ainda mais sua que nem conheço.
Então, como comparar "quanto vale" algo não mensurável (idéias e serviços)??
O dinheiro já foi uma grande evolução na cadeia de trocas em épocas de produção artesanal, imagine hoje com a produção em massa voltar às trocas, seria o CAOS.
Grande Abraço.
Kadu
Posted by: Kadu | 08/07/2009 at 11:28 PM
Fiz um resumo do Livro Free do Chris Anderson e do debate em torno dele:
http://nicholasgimenes.blogspot.com/2009/07/resumo-do-debate-sobre-livro-free-do.html
Abraços!
Nicholas Gimenes
"Seja a mudança que deseja ver no mundo" (Gandhi)
Posted by: Nicholas Gimenes | 09/07/2009 at 12:50 AM
É de suma importância identificar as mudanças que já aconteceram.
O grande desafio na sociedade, na economia, na política, é explorar as mudanças que já ocorreram e usá-las como oportunidades.
O mais importante é identificar o "Futuro que já chegou"
(Peter Drucker)
Free Economy tá aí.
Posted by: Nicholas Gimenes | 09/07/2009 at 12:53 AM
1 - O Free já acontece no desenvolvimento de softwares... usam tecnologias Free para desenvolver soluções Free, a manutenção e aprendizagem são pagas.
2 - O marketing ou as empresas de publicidade não morrerão pois usarão o Free para se tornar popular... haverão pensadores para fecharem o elo (problemática levantada pelo Patrick).
3 - Meus únicos medos são o aumento do consumismo, o que deve levar a aceleração da escassez de bens naturais e o sentimento Free contaminar a parte do elo que o torna Free viável.
Posted by: Rafael Alves | 10/07/2009 at 12:06 PM
Olá Ricardo parabéns pelo artigo concordo com muitas das idéias apresentadas, porém levanto também alguns questionamentos.
Numa sociedade acostumada com o “ter” e não o “ser” como lidar com a proposta de obter produtos FREE e acumular bens? Como tratar dos recursos para criação desses bens que são limitados?
Acredito que sim, seria possível à partir de um mudança de hábitos e costumes de uma sociedade que gostaria muito de ver acontecer. Entendo ser um processo demorado, porém não impossível.
Dias atrás me encontrei com a idéia em uma comunidade do Orkut que trazia a idéia de perder um livro, é uma idéia mundial, mas que só conheci há pouco. Achei fantástico! Pois várias pessoas poderiam usufruir daquele bem sem o possuí-lo fisicamente por toda a vida em sua prateleira, é o verdadeiro desprendimento do bem em si.
Que tal um cenário onde a GM e outras grandes montadoras de veículos investissem em transportes públicos. Acredito na melhoria dos transportes públicos na fuga do individual. Por que a GM não poderia ser a concessionária de meios de transportes de massa, com elevado valor ambiental? Não sei se o tema ambiental é tratado no livro, pretendo descobrir em breve. Doar carros de graça poderia ser a implementação do caos no nosso mundo já caótico, não acha? Já imaginou se todos pudessem e resolvessem ter o seu carro? Não quero excluir, acredito que todos têm esse direito, mas não seria viável.
Como seria um cenário onde o lançamento de uma nova tecnologia, um novo conceito, de computadores, por exemplo, viesse substituir uma antiga. Os consumidores jogariam a sua tecnologia antiga na lata de lixo, com mais freqüência do que já ocorre hoje, pois, poderiam ter acesso ao novo produto FREE.
Ou viveríamos num cenário com uma troca de valores onde o design, a “casca” do produto, não contaria tanto? O produto não precisaria mudar com tanta freqüência, viveríamos com a não existência da obsolescência programada, praticada por toda indústria, que trabalha com a “frustração” das pessoas. Seria esse, um cenário onde a essência valeria mais que a aparência.
“FREE explora a discussão sobre como ganhar dinheiro em um mundo onde aparentemente as pessoas tem tudo de graça na internet e não querem pagar por conteúdo.”
Não é um pouco controverso? FREE pra ganhar dinheiro?
Eu também quero entrar em lugares e não ser “obrigado” a consumir !!!
Por um mundo FREE? Eu também quero QUEBRAR TUDO!!!
Posted by: Eli Klein | 11/07/2009 at 01:45 PM
Ricardo,
Fiquei "mesmerizada" pelo artigo! Não são "eternas" as relações que "nós" criamos! A maneira como as coisas estão arranjadas agora não é a melhor e TODOS SABEMOS DISSO! "O rei está nu faz um tempão" não impressiona mais, não se racionaliza mais por muito tempo o irracionalizável! POR UM MUNDO QUE FAÇA SENTIDO! FREE SIM!
Posted by: Luiza Helena | 11/07/2009 at 05:36 PM
Quanto custaria para divulgar seu pequeno restaurante? E se o atendimento ao cliente envolvesse a confiança ao ponto de se pagar pelo que se consome, do ponto de vista do consumidor e não do dono do restaurante(balança)? Parce loucure, ne? Mais existem sim e vai bem. Vejam esse vídeo: http://comunidades.rj.sebrae.com.br/boletim/?p=1570
Posted by: João Gomes Junior | 12/07/2009 at 04:20 PM
1) Nada é grátis. Nunca foi, nunca vai ser. Alguém paga. Nem que seja o pato, alguém paga. ALÔ!!!
2) Existem serviços ou produtos que se beneficiam da 'Free economy' do Anderson? Claro. É para tudo? Não.
Bono says: COEXIST
Catzo, a vida é simples.
Marcelo
Posted by: Marcelo | 13/07/2009 at 11:13 AM