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09/11/2009

A Era do Indivíduo, a Queda do Muro de Berlim.

Hoje se comemora no mundo inteiro a Queda do Muro de Berlim, um dos símbolos da guerra ideológica que se instalou no mundo com o final da segunda grande guerra. De um lado os ocidentais (nós) e a ideologia do capitalismo, do outro lado (nós também) os orientais e a ideologia do socialismo. No meio, as pessoas, e sua vontade eterna de fazer a diferença independente dos governos e ideologias políticas. 

Depois de 30 anos o Muro de Berlim não resistiu a pressão popular e foi abaixo. Era o início da queda da União Soviética, e a varredura do sistema "comunista socialista" da face oriente do planeta. Hoje, a Rússia é um dos países do chamado BRIC, bloco dos países emergentes com mais chances de crescer no mundo capitalista; a Alemanha é um país unificado, e a principal potência capitalista da Europa. 

Confira a história do Muro de Berlim aqui:

 

É claro que a Queda do Muro de Berlim não resolveu os problemas da Alemanha, como relata Marcelo Leite, colunista Folha de S.Paulo que viveu em Berlim nos anos que se seguirem a queda do muro:

"Hoje faz 20 anos que o Muro de Berlim começou a cair. Ainda não chegou de todo ao chão. A história tem um ritmo às vezes difícil de suportar.

Basta viajar a Berlim, como fiz em julho depois de 13 anos de ausência. Quem não for cego vai notar - em meio a toda a exibição de glamour arquitetônico - os guetos de desolação pessoal e desajuste. Não faltam solitários e casais de meia idade esperando passar o tempo em bancos de praças de concreto com mato crescendo entre as rachaduras, um sanduíche vagabundo na mão, ou a garrafa.

Talvez a maior farsa de todas se encenasse na Alemanha Oriental, com seu nome ridículo: República Democrática Alemã. A única coisa que abundava ali era falta de liberdade. Todo mundo vigiava todo mundo, parente contra parente, amigo desconfiando de amigo. Um encrave provinciano em que todos falavam uma língua de filósofos mas que se presta tão bem a enunciar ordens para cães.

Berlinenses ocidentais resmungando - ou hostilizando abertamente - os poloneses e ciganos romenos que invadiram a cidade nos primeiros meses de 1990 e passavam como gafanhotos pelos supermercados, esvaziando prateleiras de leite e de sabão em pó.

A história acontecia diante dos olhos, mas seus trabalhos, como na guerra, tinham um quê de mesquinho, sujo, pedestre. Era uma rendição em câmera lenta, inescapável e necessária, mas abjeta.

Pessoas que só haviam aderido ao socialismo por imposição ou oportunismo se livravam dele com um duplo rancor - contra o capataz comunista que fingia pagá-los enquanto fingiam trabalhar e contra os ricaços ocidentais que fingiam abraçá-los enquantro troçavam deles pelas costas.

Foi isso que testemunhei durante seis meses, de março a setembro de 1990, enquanto morei em Berlim Ocidental, como correspondente da Folha. A maior parte do Muro ainda estava lá, nos pedaços que qualquer passante podia descascar com formões e marretas alugados. Mas também nas cabeças, mais duras.

Tudo ruía lentamente, como o Estado socialista, sob o peso da própria inoperância. O centro de imprensa ficava em Berlin-Mitte, na banda oriental, para onde seguia diariamente de carro saindo de Charlottenburg (bairro de Berlim Ocidental que abriga a famosa avenida Ku'Damm). Nas primeiras semanas, sendo estrangeiro, só podia cruzar a fronteira pelo Checkpoint Charlie, na Friedrichstraße.

Sempre dá para mudar, mas não muito, nem necessariamente na direção almejada. Acaso e passado têm um peso enorme. Progresso é uma outra história, na qual foi bom deixar de acreditar."

Eu espero que a era das ideologias e governos que mandam e desmandam tenha acabado - pelo menos durante a minha geração. Talvez retornem, é claro, quando uma nova geração que não lê ou estuda o passado, teimar em repetir os mesmos erros da história. 

No Brasil, por exemplo, se vê um grande crescimento no número de pessoas procurando emprego público. O número de pessoas prestando concurso público cresceu 7x nos últimos anos. O quê isso significa? Falta de espírito empreendedor no brasileiro? Falta de educação? Medo e Insegurança sobre o futuro? 

O que significa um país cheio de funcionários públicos com empregos vitalícios?

Bom, pela primeira vez na história do Brasil, você vê representantes do partido do governo sendo indicados para posições no nível de gerente dentro de grandes estatais como Receita Federal e Correios. Exemplo: aquela menina que apareceu meses atrás dizendo que a Dilma tinha pedido para ela não fazer nada contra o Sarney etc. 

Antes, o partido do governo indicava "apenas" os presidentes e diretores das estatais, agora eles indicam os gerentes, supervisores, e logo mais os estagiários. Se não bastasse o povo correndo atrás das tetas do estado, você tem o estado querendo mamar nas próprias tetas.

No Brasil tudo acontece atrasado. Talvez, quem sabe, no futuro, ou na próxima geração, venhamos a ver uma queda dos discursos partidários quando o assunto é ajudar a construir um país melhor para as pessoas. 

Se o Muro de Berlim caiu, why not?

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O SHOW DE TRUMANN I:

"Eu espero que a era das ideologias e governos que mandam e desmandam tenha acabado - pelo menos durante a minha geração".

Minha ANTA, "governos que mandam e desmandam" sempre existirão, seja na "democracia americana" seja no regime de Aiatolás do Irã.

SHOW DE TRUMANN II

"No Brasil, por exemplo, se vê um grande crescimento no número de pessoas procurando emprego público. O número de pessoas prestando concurso público cresceu 7x nos últimos anos."

CARAIO VÉIO!!! O QUE TEM HAVER GENTE FAZENDO CONCURSO PÚBLICO COM A QUEDA DO MURO DE BERLIM?!?!?!?

Forte abraço,

Gabriel Peixoto

Parafraseando o Vítor, meu (mau educado) sobrinho de 2 anos: "TU TÁ DOIDO DEBÓIDE?!?!?!"

HORRA JORDÃO!!!!

O "CHEIRO ESTÁ MUITO FORTE"!!!!

Abraços

Jogral

PS: Estamos sem pregador de roupas aqui em casa.

Truman III, imitando o estilo Gabi:
"Não é tem haver, &#(@*!*()#*@)!. É tem a ver."
Pela 20a. vez, Gabi, crítica destrutiva com razão vira crítica sem razão. Destrói o que merece ser destruído, mas vê se constrói algo, melhor de preferência, no lugar.

Massa,

Valeu pelo "a ver".

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Foi mal.

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