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15/11/2009

TEDx São Paulo: Um evento para quem está começando.

Estou em casa depois de me submeter a mais de 12 horas de palestras de 30 profissionais e 4 performances musicais fantásticas que passaram pela versão independente do TED em São Paulo, o TEDx. 

Como seguidor do TED desde que o Chris Anderson assumiu a bronca alguns anos atrás, fiquei muito feliz de participar do primeiro evento TED no Brasil. O TEDx ainda não é exatamente um evento TED, mas o TEDx não deixou nada a desejar aos melhores TED que rolam lá fora. 

O TEDx São Paulo foi nota 10. 10 para a organização, para o Helder e equipe. Nem de perto dou nota 10 para o conteúdo. Eu fiquei decepcionado com a palestra do Silvio Meira e muitos outros. Rolou uma obviedade acima do normal, e um clima de "Quem é Quem" do Gonzaguinha de irritar os mais assertivos; jovens chorando porque o palestrante idolatrou o país, blá blá blá.

A grande maioria do conteúdo apresentado no TEDx São Paulo foi para quem está começando. 

Você nota o clima "Viver e não ter a vergonha de ser feliz" no twitter. Digite #TEDxSP e confira os comentários da galera se masturbando com o que ouviram no sábado, mas, passado o ufanismo, a poeira, pouco realmente vai sobrar para alguém fazer alguma coisa. 

Agora, a organização foi perfeita, tiveram palestras bacanas, e se espremer, dá para tirar alguns insights. 

Com relação a platéia, os tais dos 700 pensadores que o TEDx São Paulo ia reunir não rolou nem a pau. O quê eu vi no sábado foram muitos jovens que nem de perto podemos considerar ainda "pensadores". 

Durante o evento eu me decepcionei com o Twitter do TEDx. Se você voltar no tempo nas twitadas vai perceber que 99% dos tweets que rolaram foram de pessoas REPETINDO o ufanismo que rolou nas palestras sem acrescentar absolutamente nada. Em nenhum momento rolou qualquer tipo de debate no Twitter sobre o #TEDxSP. Realmente decepcionante. As pessoas "consumiram" o TEDx e pouco contribuiram, eu quero ver a virada quando uma comunidade atuante em volta do evento se formar. 

Bom, TEDx é a versão independente do TED, e como já disse outras vezes, você mesmo pode organizar um TEDx na sua cidade, bairro, condomínio, escola, comunidade etc. Confira mais uma vez os guidelines que você deve seguir para organizar um TEDx

Mexa-se, agita, faz um por aí. 

No TEDx São Paulo eu conheci o Leonardo Eloi do Rio de Janeiro, ele é um os organizadores do TEDx Sudeste que deve acontecer na cidade do Rio em Maio de 2010. O Leonardo precisa de ajuda. Se você é do Rio e quer ajudar, envie um email para info@tedxsudeste.com.br

O TEDx São Paulo foi resultado de um trabalho de hércules osquestrado pelo Hélber Araujo e sua trupe. 

Por três ou quatro vezes durante o evento, os palestrantes seniores manifestaram publicamente sua surpresa com a qualidade do trabalho do grupo dos "jovens" organizadores do TEDx São Paulo.

Realmente, os "jovens" organizadores deram um show de bola, e altas demonstrações de emoção e paixão pelo evento.

O tema central dessa primeira edição do TEDx São Paulo foi "O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?".

Os palestrantes, mais de 30, procuraram apresentar suas idéias, propostas, projetos e intenções sobre o que o Brasil tem a oferecer ao resto do mundo em palestras que duraram em média 12 minutos. 

Os organizadores colocaram um reloginho no palco para os palestrantes poderem acompanhar o tempo restante em cada palestra, mas se eu não me engano apenas 3 palestrantes cumpriram o horário. O presidente do Santander, patrocinador do TEDx , cumpriu o horário, e o Helder, para dar uma puxadinha de saco no cara, falou que ele era o primeira a terminar um talk no prazo, o que não foi verdade, o Augusto de Franco foi o primeiro a respeitar o tempo. 

A proposta do TEDx São Paulo era reunir 30 pensadores que pudessem iluminar com suas propostas e trabalho a cabeça da platéia. 

Teve muita coisa boa. Exemplos: água feita de ar,  teatro na rua, cultura de periferia, teatro no morro. 

Os vídeos das palestras estarão disponíveis muito em breve e cada um de vocês poderá tirar suas próprias conclusões. 

Eu dei nota para todas as palestras. Confira abaixo as minhas impressões e o porque das notas. 

Palestra do João Paulo Cavalcanti, nota de 1 a 5, nota = 4. Por que? Porque ele defendeu uma proposta de posicionamento para o país. 

Apesar de não concordar em nada com a proposta dele, eu gosto de ver gente que defende alguma coisa. Na opinião do Cavalcanti, o Brasil deveria se transformar em uma espécie de "Suiça das Idéias" organizando eventos e atividades diversas que reuniriam diferentes idéias. 

Eu não concordo porque não quero ver o Brasil em cima de muro nenhum. Inclusive, a Suiça está abandonando o posicionamento de imparcialidade com que o mundo inteiro a conhece. 

Eu quero ver o Brasil sendo reconhecido por um país que FAZ e não que PENSA ou enche a pança com sanduiche de peito de peru em coffee break de evento que reune gurus do mundo inteiro.

Cavalcanti apresentou sua proposta de Suiça das Idéias quando ressuscitou Dostoieviski "A nação que não possui um sonho não é uma nação", e perguntou "Qual é o sonho do Brasil?". 

Bom, eu não sei qual é o sonho do Brasil e não me importo com isso. Esse tempo já era. O Brasil é um país continental com diferentes etnías e grupos pensantes em um século de ferramentas de comunicação individuais. Querer que um país como o nosso que não tem uma cultura única tenha um sonho único é uma viagem e uma afronta a diversidade desse país. 

Eu tô interessado em realizar o MEU sonho, e quero ver VOCÊ que está lendo as minhas palavras realizar o SEU sonho. Consequentemente, se cada um dos brasileiros forem bem sucedidos, o país será bem sucedido. O indivíduo SEMPRE vem antes da coletividade! A coletividade DEPENDE da felicidade individual de cada um de nós.

O Brasil não precisa de sonho nenhum. O mundo gira, a fila anda, o Brasil precisa dar condições para cada um dos 190 milhões de brasileiros realizarem seus pequenos sonhos sem a necessidade de seguir nenhum padrão estabelecido por mídia, governo ou entidade seja ela qual for. 

Outra bobeira ufanista que o Cavalcanti defendeu durante a sua palestra foi quando disse que "o brasileiro tem uma curiosidade acima da média". Ele falou tal bobagem sem apresentar qualquer estudo. O brasileiro definitivamene não é mais curioso que o americano, o holandês, o francês, o italiano, o russo, o indiano, o chinês NEM A PAU. Somos curiosos, como todos os outros 6 bilhões de seres humanos, mas nada além da média. Ainda não inventamos nada dúca para dizer que somos curiosos além da média. Somos a média. 

"O que o Brasil tem a oferecer ao resto do mundo?". A minha resposta para essa pergunta é:

O Brasil tem 30 milhões de pessoas criativas, trabalhadoras, esforçadas de mente e corpo, que fazem e acontecem independente de recursos, governos e paradigmas. São pessoas que poderiam trabalhar em qualquer empresa BALA em qualquer canto do planeta. 

O quê o Brasil tem a oferecer ao resto do mundo são 30 milhões de pessoas. O resto, os outros 170 milhões, são pessoas médias que não têm ainda condições de trabalhar fora do país, ou em projetos internacionais, globalizados e de classe mundial. 170 milhões de brasileiros estão de recuperação, e ainda tem muito o quê aprender antes de dar as caras por aí. 

A palestra que eu mais queria ver no TEDx São Paulo era a palestra do Casey Caploew, co-fundador da revista + comunidade Good Magazine. Eu sou assinante da GOOD Magazine há 3 anos. A GOOD - apesar de ser uma revista que escreve sobre idéias para melhorar o mundo -, trabalha pelo lucro, é uma revista para quem "give a damn", ou seja "que não tá nem aí se vai rolar ou não vai, o cara vai fazer mesmo assim". 

"Existe um ditado muito comum nos EUA que diz "America: Ame ou Deixa-a. Nós resolvemos reescrever esse ditado: America: Ame ou Conserta-a. É o que nós estamos fazendo desde então", falou Casey. 

Casey elogiou o trabalho de diferentes profissionais brasileiros que ele conhece. Ele ilustrou esse comentário mostrando um trabalho de artes plásticas feito por um brasileiro em Berlim. O trabalho consiste de centenas de imagens de estátuas de gelo representando pessoas sentadas esperando as coisas acontecerem. Confira abaixo. 

DSC02076

Insight da palestra do Casey: "Se você quiser mudar alguma coisa, não brigue com o status quo, trabalhe para torná-lo OBSOLETO!!!!!!"

Palestra do Casey Caplowe, nota de 1 a 5, nota = 5. Por que? Por tudo que falei acima e muito mais. 

Palestra da Milena Boniolo - a palestra da banana - nota de 1 a 5, nota 3. Por que? A idéia de despoluir a água com casca de banana é legal, mas ela falou pouco além disso. Faltou o Quando, Como, Onde, Quanto e Por que?

Palestra do Antonio Veiga, nota de 1 a 5 = 4. Por que? Ao invés de dizer Amém, digam Amem. A palestra foi na linha do "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", auto-ajuda psiquiatra. Veiga foi sereno, pensador, filósofo, foi uma palestra bonita. Mas, daqui 30 dias não vou lembrar nem o nome dele ou que o assisti alguma vez na vida. 

Palestra do Osvaldo Stella, de 1 a 5, nota = 5! Por que? Faz alguns anos que ele trabalha por um sonho que ele ainda não alcançou, e talvez nunca alcance, mas continua perseguindo. Ele é Coordenador de Projetos do Programa de Mudanças Climáticas do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Ambientalista atuante. 80% da sua palestra foi sobre a comédia que foi sua vida ao perceber que não era mauricinho e que deveria seguir um caminho mais natureba. 

Frase cool do Stella: "A crise econômica teve um impacto maior e mais positivo na natureza do que o Protocolo de Kioto." 

Em um determinado momento da sua vida, Stella largou sua vida de mauricinho e foi pedalar na Amazônia. Aliás, uma coisa que o Brasil tem a oferecer ao mundo é um monte de ciclistas. O quê não faltou no TEDx foram histórias de bicicleta. 

Insight que eu tirei do Stella,  "Você precisa ir para um lugar ruim para se desenvolver intelectualmente?"

Palestra da Regina Casé, de 1 a 5, nota = 10! Por que? Ela mostrou o mundo diverso que ela quer ver! A Casé surpreendeu a todos que tinham a imagem "rede bobo" dela. Apesar de falar pouco - ela falou 30% do tempo, e usou os outros 70% para mostrar videos que estão no YouTube, Casé contou histórias engraçadas, bizarras e realistas sobre esse mundão maluco que vivemos. 

O que o Brasil tem a oferecer ao mundo segundo a Regina Casé?. 

Ela quer ver o Brasil ser o país da VANGUARDA DO ANTI-GUETO. 

O que isso quer dizer?

Enquanto a gringolândia é preconceituosa e cheia dos não-me-toques, gay com gay, preto com preto, branco com branco, asiático com asiático, ela quer ver o Brasil dar o exemplo ao mundo de que é possível viver com tudo misturado. 

Olha o sonho dela, "Eu quero ver uma festa onde uma loira gostosa dança com um velho desdentado com crianças correndo por baixo das pernas deles, com uma negona gorda sentada olhando tudo acontecer, e uma bichona dançando sozinha ao som do tecnobrega". 

Dúca, não é? Eu adorei! 

Entretanto, o TEDx São Paulo não foi tão diversificado assim. Eles não bateram a cota para os negros. Eu vi 2 negões no evento. 95% da platéia era composta por jovens ligados ao mundo das comunicações e corporações. 5% do público tinha mais de 45 anos de idade. 

Bom, a falta de mistureba no público não é culpa da organização. Eles não podem obrigar a um ancião a participar do evento. Foi quem queria ir. E nesse caso, quem acompanha o TED global é quem quer mudar as coisas, e não quem já está satisfeito com o quê tem .

Eu adorei a história da Casé quando ela se viu no meio de uma favela não sei bem onde, cercada pela turma do pó e não sei mais quem, preocupada que fosse rolar algo mais sério com a turma batendo nos vidros do carro etc, e ela gritou "Eu sou brasileira, eu sou brasileira!", e um dos negões com cara de bravo do lado de fora emendou: "Dadinho é o caralho, o meu nome é Zé Pequeno". 

Ou seja, a senha para brasileiro ser bem tratado nas periferias do exterior é: Cidade de Deus. 

Durante a sua palestra Regina Casé mostrou as histórias de sucesso do tecnobrega e da aparelhagem no Belém do Pará como exemplos de empreendedorimo da periferia. Milhões de CDs são vendidos todos os anos via camelôs, sem lojas intermediárias. 

Legal, bacana, mas quem paga o imposto dessas vendas? Por que as lojas tem que pagar impostos e os camelôs não? 

Segundo os números apresentados no TEDx, a indústria do tecnobrega é uma indústria milionária. Essa turma paga impostos como eu pago?

Em meio a um video e outro, Casé falou sobre a falta de visão da elite e meios tradicionais de comunicação em saber do que está acontecendo na cultura popular. 

Será que realmente caiu a ficha para a Regina Casé? Se caiu, diga a rede bobo! Alguém te que dizer a rede bobo que eles não mandam mais na cultura do Brasil!

Não é a elite que ignora a periferia, é a periferia que IGNORA a elite, e mais, a periferia NÃO PRECISA da elite para viver!

Grito de guerra dos bailes de tecnobregas: "É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado", QUEBRA TUDO!

Palestra do Silvio Meira, de 1 a 5, nota 2. Por que? Falou muitas obviedades, teve 2 ou 3 insights. Eu esperava muito mais de um cara considerado "rei da informática de Recife". De tudo que ele falou, a única coisa "diferente" e bem colocada foi a história da educação "just in case" no lugar da educação "just in time". 

É o que eu sempre falo: você tem que estudar a noite as soluções que pode usar no dia seguinte. A educação tem que estar amarrada com os seus problemas mais imediatos. 

Aprender alguma coisa para no caso de algum dia (just in case) você possa precisar é a maior viagem de todos os tempos. 

Qual problema da sua vida prática você precisa resolver amanhã?

Corra atrás de estudar possíveis soluções para esse problema e pau na máquina. Esquece todo o resto. 

As escolas foram atacadas de todos os lados por diferentes palestrantes. Ninguém apresentou nenhuma solução, mas todos foram unâmimes em dizer que a educação brasileira está falida e sem qualquer rumo. 

Foi quando eu soltei os seguintes tweets:

Jordão: Se tentarem ensinar Osmose & Difusão ou quem foi Tomé de Souza para a minha filha na escola, eu vou ensinar ela a COLAR! Pode colar filha, essa PORRA não serve para nada!", eu para a minha filha daqui 15 anos se nada mudar nas DROGAS das escolas. Alguém aqui acredita que John Lennon ou Raul Seixas passariam no American Idols? NEM A PAU!

Palestra da Adozinda Kuhlmann, professora, 92 anos de idade. Cheia de vitalidade e energia. Ela ficou até o final do evento. Eu sai do TEDx lá pelas 22:00hs com ela. Ela assistiu tudo, participou de tudo. 

Nota para o talk da Adozinda, de 1 a 5, nota 10!!! Por que? TODOS nós precisamos acordar para as EXPERIÊNCIAS das outras gerações para não perder tempo reinventando a roda. 

Durante a sua palestra, a Adozinda leu uma poesia que ela escreveu em homenagem aos professores que emocionou a todos. Foi muito bonito, muitos choraram. Adozinda foi aplaudida de pé. Foi a única que foi aplaudida de pé. 

É legal ver que pelo menos no evento os jovens valorizam os idosos. Espero que isso seja uma verdade praticada a quatro cantos, e não fique apenas restrita a um evento. 

Insight da Adozinda, "O primeiro verbo é AMAR, o segundo verbo é ENSINAR", QUEBRA TUDO Vó Adozinda!

Palestra do Eduardo Moreira de 1 a 5, nota 5, PARABÉNS! Por que? Por levar um projeto de vida para milhares de pessoas.

Insight do Eduardo Moreira: "Artigo de 1a necessidade para as pessoas é exercer ludicamente a vida delas. A educação no Brasil está completamente sem rumo e desvinculada das artes" 

O projeto do Eduardo começou há 27 anos, ele é Diretor e Fundador do grupo Galpão de Teatro de Belo Horizonte onde ensina teatro para quem nunca teve acesso a ele. O cara é muito bom, transformador. 

Palestra da da Fernanda Viegas, de 1 a 5, nota = 4. Por que? Mostrou para a galera que números também é COOL! A Fernanda mostrou o ManyEyes, uma ferramenta web para criação de gráficos bacanas. Foi bacana, vou experimentar a ferramenta, sugiro a vocês fazerem o mesmo. 

Palestra do Fabio do Santander de 1 a 5 = 3. Por que? Três ou quatro filosofias bacanas, a melhor: "O negócio não é pensar que mundo você vai deixar para os seus filhos, mas que filho você vai deixar para o mundo."

Será que veremos um Brasil de brasileiros que fazem MAIS e pedem MENOS? Difícil, muito difícil, difícil porque no final das contas, é meio óbvio que ainda falta muito para todos nós. O problema, é que enquanto esperamos a infra chegar, o tempo passa, a cultura de "esperar o governo" vai se enraigando em todos, e consequentemente, a cultura do MEUS DIREITOS ao invés da cultura do MEUS DEVERES. Não sei, realmente não sei. Vou continuar a fazer a minha parte.

Palestra do Ronaldo Lemos de 1 a 5, nota = 4. Por que? Exemplos do sucesso das LanHouses e Tecnobrega. Eu já falei alguns vezes por aqui sobre o impacto das LanHouses no país. Lemos repetiu o discurso. Ele como a Casé idolatraram o negócio do tecnobrega. Bacana. Eu só quero saber como funciona o pagamento de impostos. Ninguém falou sobre isso. 

Palestra do Gutti Fraga de 1 a 5 = 6! Por que? Por perceber que fazer o bem faz bem para quem faz o bem. Fraga emocionou a platéia. Levou muitos as lágrimas ao falar com tesão inflamado sobre seus projetos nos morros pobres do Rio de Janeiro. Ele falou com o coração. Emocionou a todos. 

Palestra da Roberta Faria, de 1 a 5, nota = 4. Por que? Ela mostrou a conta final no último slide. A Roberta toca a Revista Sorrir, uma revista que tem um propósito legal mas que toda vez que eu vou na DrogaRaia, a balconista oferece como se fosse algo "chato" (para mim). 

A balconista pergunta, "Você não quer levar a revista Sorrir por X reais para ajudar as criancinhas sem teto blá blá blá?", Ahh, "Eu não!". 

A Roberta projetou a idéia, ou a DrogaRaia, quem sabe, e agora os anunciantes bancam uma revista que tem conteúdo bacana e é vendida na DrogaRaia. 

O que eu gostei da presentation da Roberta é que ela foi a ÚNICA entre os novatos no evento inteiro a mostrar resultados concretos atuais. 

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Lá pela metade da tarde, o Rafael, um dos organizadores do TEDx São Paulo subiu ao palco para falar da sua experiência em participar do TED em Janeiro de 2009 na Califórnia. Ele falou do sentimento que teve ao chegar no TED e ser questionado a escrever as coisas que fazia para melhorar o mundo no verso do crachá e se deparar com o fato de não ter feito nada até então. 

Ele voltou ao Brasil e começou a orquestrar a possibilidade de fazer o TED por aqui. Surgiu então o programa TEDx, as coisas casaram, e o negócio aconteceu. 

Eu falo isso porque eu imagino que 80% das pessoas que estavam presentes no TEDx não fazem porra nenhuma por ninguém a não ser a si próprios. O Rafael quis dar um toque sobre a necessidade da turma se mexer, e não apenas ouvir histórias bonitas e ponto. Foi bacana. 

Palestra do Augusto de Franco, de 1 a 5 = 5. Por que? Preparado e embasado em todas as suas colocações. O PPT da sua palestra já está disponível na web, confira aqui

Rolaram outras apresentações com idéias interessantes, como a bicicleta de bambu, tijolos de lego, água do ar, genoma a 400 dólares, remédio com plantas medicinais a 1 real, mas, os profissionais não conseguiram passar o recado de uma maneira tão inspiradora. 

Tirem vocês suas próprias conclusões quando os vídeos estiverem disponíveis. 

O TEDx São Paulo é um evento para quem está começando por uma única e exlusica razão:

Se você nunca fez porra nenhuma por ninguém a não ser você mesmo. Você tem ali o exemplo de algumas pessoas que estão fazendo a diferença apesar da situação brasileira não ser nada favorável a quem deseja mudar alguma coisa. Portanto, nunca é tarde para quem quer começar a mudar as coisas. Portanto, o TEDx São Paulo é um evento para quem está começando. A mudar as coisas.

QUEBRA TUDO!!! Foi para isso que eu vim! E Você?

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Comments

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TEDz.


Forte abraço,

Gabriel Peixoto
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Caro Ricardo:

“Mudar é muito difícil. É como cagar um côco”.

Abraços

Jogral

PS: Muita exigência... Muita... Demais. Leia sobre Robert Enke goleiro da seleção Alemã de futebol...

Faltaram neste evento a trepada do Luciano Pires no Everest, o Jordão tentando vender pro Abílio e a surfistinha da Uniban falando sobre seu vestidinho vermelho.

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Regina Casé a estrela do evento???? takiupariu.

Jordão, queria falar sobre um assunto tratado por você desde o Intercon: A porcaria de cobertura dos eventos. Eu estive no Intercon e tive pena de quem seguia o Twitter. Eu só estava usando para saber o horário real de algumas palestras, pois o evento foi um atraso só. Sabia que nesse evento não poderia fazer cobertura, nem depois, pois o tempo anda muito curto, e fiquei pensando: Será que aqueles que estão escrevendo alguma coisa não poderiam parar simplesmente de replicar as frases que são ditas ali? Ou eu sou muito burro ou posso mesmo confirmar minha teoria de que muitos ali não estavam realmente prestando atenção ao evento, e sim preocupados em aparecer na tag #intercon09 para ganhar seguidores. Algo assim.

Tomei como atitude ou poder cobrir um evento desde o próprio dia ou fazer uma boa cobertura depois no blog. Do contrário, tenho que me concentrar a tirar o melhor do evento sozinho. Neste eu não podia, portanto me calei. Mas é realmente uma pena que as pessoas percam tempo e poluam o Twitter com nada, pois cobrir evento é algo que elas NÃO estão fazendo.

Seu post do TEDxSP foi bem diferente dos demais produzidos sobre o evento, te parabenizo e quero entrar em contato agora com meu xará que vai organizar a edição carioca do evento. Farei o possível para ajudar.

É isso, grande abraço, Leo Bragança

Excelente resumo para quem não esteve no evento!

Respondendo ao Leo:
Concordo com você que em muitos eventos (inclusive no Intercon),seguindo o hashtag do evento não se encontra muita informação útil. Mas assim é a Internet. Se você entra em redes sociais e alguns sites, pouca coisa se aproveita. E no twitter também é assim: quanto mais pessoas entram no serviço maior é a quantidade de ruído e menor a de sinal (tweets que tem alguma validade para você). A solução é então você tentar ter "filtros" para conseguir capturar o que é útil e o que não é.
As pessoas não tem obrigação nenhuma de cobrir o evento. E a replicação de informação é uma característica do twitter... Veja mesmo que criar uma nova ferramenta de "retwitts" para tentar diminuir a quantidade de mensagens repetidas.


Leo,

Estamos falando aqui de uma herança brasileira maldita. A reação do público do intercom não é muito diferente da reação dos engravatados no evento da HSM. Poucos mas muito poucos fazem algum tipo de pergunta aos caras que estão falando, ou cruzam o que estão ouvindo com as experiências que possuem antes de sair promovendo uma frase bacanosa.

A minha sugestão é fazer a nossa parte. Levantar a mão, fazer perguntas "idiotas" na frente dos outros, e dar o exemplo de postura corajosa para aqueles que não participam. Quem sabe conseguimos iluminar meia dúzia.

Se mete no TEDx Sudeste. Ajuda o cara, ele é super bem intencionado e cheio de energia. METE BALA!

ARREBENTA!

Ricardo

Legal seu ponto de vista! Ao invés de consumir a informação do TEDxSP como um Bob-Esponja e por osmose, vc criticou o que estava sendo dito e confrontou as informações com seu próprio ponto de vista.

Numa 'era' de execesso de informação, onde separar o joio do trigo é condição Sine Qua Non, me preocupa o que absorve o jovem pensador/ criativo de hoje. Será que ele questiona? Será que ele aprendeu o modelo de estudos acadêmico do pensar (como eu aprendi nas Universidades Federais, por falta até mesmo de recursos)? Ou ele é apenas 'mais-um-repassador-de-informação' nessa Mega Cadeia Infinita de conteúdo que a web e as mídias sociais proporcionaram?

Enfim, parabéns pela VISÃO CRÍTICA do que foi colocado!

Precisamos de mais e mais pessoas com SONHOS. Que realmente queiram mudar. Que queiram fazer a diferença nesse tempo que temos aqui na Terra.
Pessoas que queiram ser lembradas, comentadas, lidas em livros etc. Não apenas aqueles que 'bateram-carimbo' a vida inteira e nada acrescentaram para além de sua própria família.


Saludos,

Igor Saraiva


Ae Jordão,

Veja se te interessa...

www.ciclo-mpe.net/inscricao.asp


"QUEBRA TUDO!!! Foi para isso que eu vim! E você?"

Epicentro quebra tudo!

Caramba .... mas é isso mesmo que ele falou? Robson Eustáquio de Mesquita

Parabéns pelos comentários! O brasileiro não tem medo de criticar, do que tem medo é de criticar e explicar o porquê.
Em várias partes da sua análise você comentou o tema dos impostos que pagamos e que muitos deixam de pagar. Aliás esse é um tema de importância capital. No nosso pais não faltam recursos, dinheiro sobra, o que falta e gestão e honestidade na administração do erário. As pessoas não percebem a real dimensão do que isto significa nem como "rasgamos dinheiro" deixando este laissez-faire na gestão pública. Parte do nosso esforço produtivo, materializado em impostos literalmente vira fumaça, e o povo não reage. Hospitais, escolas, infraestrutura, universidades, transporte, segurança... Um dia faremos esta revolução: a de gestão da coisa pública! Um abraço e parabéns!

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