Nem burro corre atrás de cenoura!
A melhor maneira de motivar uma pessoa a fazer um trabalho é não incentivá-la a fazer o trabalho e não monitorá-la cuidadosamente. Você acredita nisso?
Eu não sei o que é pior. Participar de uma reunião para receber uma meta que não faz sentido, ou participar de uma reunião para descobrir como cumprir uma meta que não faz sentido.
A reunião com o gerente da Tio Sam Informática - gigante mundial da indústria de tecnologia - estava marcada para as três horas da tarde. Eu sabia que o cara ía chegar no horário. Aquele brasileiro naquela empresa americana sempre agia como um britânico. A reunião começou no horário previsto, e sem muitas delongas entramos logo no assunto: as metas do trimestre. O filho do Tio Sam então sacou da sua pastinha zero zero sete aquela famigerada carta de metas e a lançou como uma bomba na mesa.
A meta, como era de costume, era uma viagem. Um capricho dos deuses da informática. Resultado de uma verdadeira mineração de dados feita diariamente no escritório envidraçado da Berrini depois de incontáveis cálculos mastigados por diferentes softwares de business intelligence.
Uma das nossas obrigações naquele trimestre - de acordo com a carta de metas do representante da Tio Sam - seria crescer em 60% o número de CNPJs clientes da Tio Sam. Por número de CNPJs entenda o número de clientes diferentes que não haviam comprado produtos da Tio Sam Informática nos últimos seis meses.
Em um primeiro momento o objetivo parecia um absurdo, e realmente era, mas, o nosso fantástico gerente de vendas foi logo dizendo que conseguiria fazer o número se houvesse uma boa compensação para ser distribuida para a sua equipe de vendas. Afinal, o cara precisava motivar os seus vendedores.
Nessa, o gerente da Tio Sam foi logo se enchendo de sorrisos como se já soubesse qual seria a solicitação do gerente comercial.
"Sem problemas", disse o representante do Tio Sam, "Para cada CNPJ que você trouxer, você ganha R$ 150,00 e o seu vendedor ganha R$ 50,00".
"Agora nós temos alguma coisa!", disse o gerente comercial, "Conte comigo, vou botar fogo na turma, vamos fazer o número".
As semanas se passaram, os primeiros dois meses se foram, diferentes iniciativas de marketing e vendas foram feitas para atingir a meta, alguns números foram atingidos, conseguimos crescer. Entretanto, próximos ao final do trimestre, ainda estávamos longe de atingir o número viajante estipulado pelo pau mandado da Tio Sam.
Mas então, eis que surge o super gerente comercial com uma brilhante idéia. "Para bater a meta, eu vou fazer o seguinte. Eu vou faturar nos últimos dias do trimestre uma unidade do produto mais barato que temos do Tio Sam - aquele que custa uns R$ 20,00 e que não vende nada - para todos os nossos clientes. Assim batemos a meta, ganhamos o nosso bônus, e quando os clientes notarem que receberam um produto que não pediram, nós dizemos que faturamos por engano e aceitamos tudo de volta no mês que vem. "
Que idéia brilhante, não?
O brilhantismo da idéia só perdeu para a execução da idéia. O negócio deu tão certo que virou lugar comum. Todo final de trimestre o super gerente comercial faturava centenas de produtos para clientes que não pediram nada para assegurar seu bônus e status de excelente gerente comercial.
Até visita do gerente de produto do produto enviado na sacanagem o gerente comercial começou a receber. O gerente de produto da Tio Sam queria saber qual era o segredo do sucesso para vender tantas unidades de um item que não vendia nada nos outros lugares.
Pobre coitado. Na planilha, o produto bombava; nas ruas era tudo uma grande farsa.
Como motivar as pessoas? Como fazer as pessoas atingirem grandes resultados? Essa é uma das perguntas mais recorrentes que as pessoas se fazem todos os dias.
Uma coisa é certa: dinheiro ou outros objetos materiais não são mais o grande motivador para os trabalhadores da era do conhecimento. E pior, quando colocamos dinheiro na jogada, a motivação de longo prazo por fazer uma tarefa vai para o ralo. E muito pior, se você mantem o dinheiro na jogada como a melhor motivação para o cidadão fazer a tarefa, ele simplesmente perde qualquer tesão pela tarefa e começa a querer fazer apenas pelo dinheiro.
Isso já deve ter acontecido com você. Já aconteceu comigo. Eu jogava bola com os amigos de final de semana e me divertia a beça até que um amigo resolveu inscrever a turma em um campeonato de futebol que tinha dinheiro como premiação. A minha motivação e de muitos outros por jogar uma bola com os amigos foi para o vinagre. O quê antes fazíamos por pura diversão e prazer se tornou um negócio completamente sem graça para nós.
Ninguém precisa de dinheiro, carros, medalhas e plaquetas para fazer o que sente prazer de fazer.
Todos nós temos uma vontade interna de realizar. Não precisamos de dinheiro para despertar essa vontade interna, precisamos de autonomia.
Dinheiro funciona para mover robôs para cumprir tarefas simples. "Se você fizer 200 ligações por dia, e falar X, Y e Z, eu te pago 200 reais", "Se você ficar sentado o dia inteiro nessa cadeira, e apertar essa meia dúzia da botões, eu te pago 500 reais".
Para tarefas simples, de fácil entendimento, e que não sofrem qualquer alteração ao longo de trinta dias, você pode motivar as pessoas com dinheiro e outras compensações externas.
O problema é que absolutamente nenhuma das pessoas que está lendo as minhas palavras nesse momento trabalha em um ambiente assim. Todas as tarefas são complexas, difíceis de serem organizadas e impossíveis de serem catalogadas tamanho as mudanças que sofrem a partir do momento em que o cara senta a bunda para trabalhar.
Estima-se hoje nos EUA que 70% das posições de trabalho são para realizar tarefas não rotineiras que precisam de uma atitude muito pessoal dos profissionais para acontecer.
Infelizmente no mundo dos negócios os líderes responsáveis por fazer o negócio chegar em algum lugar criam regras de premiação e compensação que simplesmente destroem o sentimento puro das pessoas em realizar.
Nem o burro corre por muito tempo atrás da cenoura que penduram à sua frente. Depois de um certo tempo o burro pára de correr porque percebe que nunca vai alcançar a cenoura. Inclusive, o burro perde o seu interesse em correr por diversão por conta dessa experiência.
Se você tem um genuíno interesse em desenvolver um ambiente de trabalho onde as pessoas possam colocar em prática suas motivações internas, você precisa tirar da frente todo tipo de premiação e compensação que remeta a filosofia do "se você fizer, você terá compensações materiais".
Eu sempre levei essa filosofia em conta na hora de educar os meus filhos. Eu nunca prometi nada a eles se fizessem outra coisa. Nunca. Eu nunca prometi um brinquedo se comessem, ou um sorvete se deixassem os seus quartos arrumados depois de cada brincadeira. E nem por isso eles deixaram de fazer o que tinha que ser feito. Eu sempre procurei contar histórias sobre a comida, as roupas ou o quarto para que eu pudesse despertar dentro deles a vontade de comer e arrumar as coisas por conta própria. Sempre funcionou.
Esqueça tudo que você aprendeu sobre a Pirâmide de Maslow. Os Seres Humanos do Século 21 esperam trabalhar em um ambiente que proporcione a autonomia e o respeito que nenhuma teoria sobre psicologia foi capaz de entender.
Na próxima semana acontece o Campus Party em São Paulo . Durante uma semana milhares de jovens de todo o Brasil vão se afastar do conforto das suas casas para acampar em um galpão gelado, se amontoar em pequenas barracas por livre e espontânea vontade para compartilhar conhecimento e trocar idéias livremente sobre tecnologia. Todos terão que pagar o ingresso para entrar nessa comunidade onde a única motivação é contribuir para o crescimento da comunidade.
Nenhuma teoria conhecida sobre motivação consegue explicar esse tipo de comportamento.
Motivação nos dias de hoje é sobre deixar as pessoas livres para determinar por contra própria o que devem fazer, como devem fazer e com quem devem fazer o trabalho que tem que ser feito.
Você deveria deixar, por exemplo, as pessoas trabalharem próximas de quem se sentem mais a vontade, ao invés de impor lugares certos para trabalhar. Você deveria deixar as pessoas formarem as equipes de trabalho que quiserem formar para fazer o trabalho que quiserem fazer.
Você deveria deixar as pessoas decidirem por si próprias quais deveriam ser as técnicas a empregar para fazer as coisas. Você deveria deixar as pessoas escolherem os seus próprios chefes, ou simplesmente envolvê-los quando necessário. Todo funcionário deveria ter mais de um chefe, ou nenhum chefe.
Você se lembra dos seus tempos de escola? Você se sentia a vontade quando podia sentar onde quisesse, e totalmente desconfortável quando o professor dizia que você teria que sentar ao lado daquele CDF insuportável que só abria a boca para vomitar fórmulas matemáticas.
Por que não deixar as pessoas formarem seus próprios departamentos e colocar para dentro os profissionais que realmente facilitam a execução das suas idéias?
A motivação interna das pessoas é muito frágil. Você, como líder de pessoas, não precisa motivar ninguém, as pessoas precisam vir motivadas de casa, ok; mas você tem a responsabilidade de criar o ambiente certo para que a motivação interna das pessoas consiga se materializar.
A grande verdade é "Se você precisa que eu motive você, então eu NÃO QUERO contratar você!".
Por que inventar toda uma panacéa de coisas materiais para motivar as pessoas? Livre-se de tudo isso, se continuar com essa estratégia, você vai acabar estragando o que existe de mais bonito no Trabalho: o prazer de fazê-lo independente do resultado que iremos alcançar.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?



Prêmios, bônus, viagens, experiências diferentes, palestras, cursos podem ser ferramentas motivacionais sim. Eu disse ferramentas. E ferramentas existem para ser utilizadas na hora certa.
Vendedor gosta da cenoura na frente sim, desde que seja possível de ser alcançada.
A historinha do gerente é bizarra, e infelizmente plausível. Pessoas de mentalidade da malandragem pensam como o personagem que você citou. Daí a importância do monitoramento. Somente assim, pilantras e pessoas de caráter duvidoso podem ser eliminados do mundo dos negócios. E precisam ser eliminados mesmo. Porque é gente assim que faz clientes e consumidores terem medo e rejeição com a palavra "vendedor".
Acho complicado esquecer Maslow, vários prêmios Nobel foram baseados, ou são variações da teria da pirâmide. As motivações para eventos geeks podem ser algumas (que estão na pirâmide):
-Segurança (proteção em relação ao desconhecido, em relação ao emprego, ao futuro emprego etc)
-Necessidade Social (pertencer à um grupo, se relacionar)
-Necessidade de Estima (ser reconhecido, status, falar que fez parte do evento e ser admirado por isso)
-Necessidade de auto-realização (por conquista por desenvolvimento pessoal, por puro prazer)
A frase: "Se você precisa que eu motive você, então eu NÃO QUERO contratar você!" é muito boa, motivação é algo pessoal. Ninguém nem nada nesse mundo pode motivar ninguém, mas existem fatores que podem desmotivar, como salário abaixo da média por exemplo. As ferramentas motivacionais existem para manter o clima, o nível da motivação pessoal e não para criar motivação do zero.
Posted by: Leandro Branquinho | 22/01/2010 at 11:07 AM
Leandro,
A história que eu relatei não é plausível, é REAL, aconteceu e ACONTECE todos os dias em milhares de áreas comerciais por todo o Brasil.
Dinheiro realmente motiva as pessoas. Faz elas fazerem coisas que nunca imaginaram que fariam. Coisas ruins e boas. Na sua grande maioria, ruins.
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 22/01/2010 at 11:19 AM
O exemplo do Tio Sam é o que ocorre EXATAMENTE nos bancos.
Posted by: AFAYD | 22/01/2010 at 11:21 AM
Sou fã de políticas de premiação, mas é claro que elas precisam ser pertinentes. Se a história já começa com uma meta inatingível, então o erro começa muito antes da premiação.
Em minha empresa temos um formato sustentável de trabalho, que estabelece premiações mensais: todos os colaboradores da área de vendas ganham um fixo baixo, que representa o que é possivel ser admitido como custo fixo da empresa, e sabem que lucro, tanto para eles como para a empresa, só será possível através de vendas. Estabelecemos metas mensais, de acordo com a sazonalidade inerente ao meu mercado, e premiações altas e MUITO possíveis, geralmente 25% do valor do lucro deixado na empresa se a meta for batida. Com isso, trabalhamos sempre com consistência, afastamos os vendedores "encostados" e temos colaboradores parceiros, que entendem que seus salários não caem de árvores nem brotam do chão: são o resultado do seu trabalho.
Os jovens de hoje realmente são movidos por outros conceitos que não o dinheiro pelo dinheiro, mas quem disse que premiar é somente dar dinheiro??? Ter uma política séria de premiação é muito mais do que isso: é capacitar o "funcionário" a virar um parceiro da empresa.
Posted by: Carol Olival | 22/01/2010 at 11:48 AM
Caro Jordão:
O post está muito bom mas... *
Grande abraço
JOGRAL
* Você não entende nada de Maslow.
Posted by: JOGRAL | 22/01/2010 at 12:15 PM
Olá Ricardo!
Legal como consegue descrever coisas q acontecem realmente na vida profissional da gente!!! Trabalho há muitos anos na área comercial e já tive um superior (em uma multinacional) q fazia sua equipe (eu, inclusive!) "empurrar" toneladas de mercadorias nos clientes p/ no final do mês bater suas metas e ficar "bonitão" nos relatórios. Esse mesmo cara, q tinha costas largas, demitiu muitos de nossa equipe (eu, inclusive!!!), mas logo depois foi demitido por justa causa! O mercado acaba se encarregando de tirar quem se diz "profissional"...
Há um ano trabalho na área de Recursos Humanos (ainda na área comercial) e há 1 mês mudei de empresa (mesmo não tendo mais carro da empresa, plano médico, etc) p/ atuar no Depto de Projetos em T&D... pois estava completamente desmotivada.
Considero importantíssima sua colocação em relação à liberdade no trabalho p/ q a motivação seja uma constante em nosso dia a dia como profissional de negócios. Não falo da liberdade de fazer o que queremos, mas de poder dizer "como" queremos fazer.
Obrigada por ensinar como QUEBRAR TUDO!!
Posted by: PAULA COELHO | 22/01/2010 at 12:21 PM
Faltou um trecho da história...
Quando o burro pára de correr atrás da cenoura, você enfia a cenoura no c* dele cada vez que ele parar. Se ele não for o Eltonews, vai ficar muito motivado a continuar andando.
Posted by: Jorge | 22/01/2010 at 12:31 PM
Olá Ricardo. Como vai?
O texto “Nem burro corre atrás de cenoura” foi maravilhoso para nosso momento “motivação” aqui na empresa. De certo que quantias em dinheiro não ocupa o lugar do prazer de fazer o que se gosta. Mas é difícil fazer alguns superiores entender que autonomia, traz o melhor desempenho possível do profissional.
Adoro os textos e os cursos, aos quais tive alcance.
Parabéns por acreditar sempre. Isso sim é motivação!
Renata Soares
Posted by: Renata Soares | 22/01/2010 at 12:52 PM
O Enrico e o Tra-lá-lá devem estar se revirando no túmulo...
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
O que menos o pessoal da ARM tinha era liberdade... ok... ok... não querem que fale mais da ARM soh do Kindle.
Posted by: Gabriel Peixoto | 22/01/2010 at 01:02 PM
Jordão, o artigo sobre o burro e a fatídica cenoura foi muito bom! Ele mostra o que faço na minha empresa junto com meu sócio e o nosso único estagiário. Não é dinheiro que nos faz emendar o sábado, domingo e a segunda-feira a fim de desmontar mesas, fazer reparos elétricos, desenvolver códigos-fonte de sites e programas de computador, ou mesmo ler um livro de 200 páginas em 2 dias para dar uma resposta a um cliente. Nos nossos 3 primeiros anos de empresa ficamos muito afastados de nossas famílias, porém estando perto delas temos mais "por quês" para trabalhar! Saiba que tais palavras, como as de hoje, fazem de um zé povinho alguém de atitude! Sei que muita gente só faz a roda girar a toque de chute no c*, mas a motivação pessoal te faz subir o Everest com as mãos nas costas! Valeu!
Posted by: Diego Bispo | 22/01/2010 at 01:05 PM
A parte boa do texto é quando relata a história do gerente comercial "empurration", isso deve acontecer em 99,99% das empresas brasileiras, chega nos últimos 3 dias do mês a empresa fatura os 40% que faltam para o depto. de vendas cumprir a meta, aí na primeira semana do mês seguinte está tudo de volta no estoque.
Mas o Ricardo comete um erro ao querer ignorar o Maslow e querer tratar todas as pessoas como se tivessem a mesma maturidade, e isso é essencial para saber direcionar/orientar/educar as pessoas de um grupo.
Posted by: Alexandre Anbar | 22/01/2010 at 01:33 PM
Olá,Ricardo!
Como sempre, seus escritos e suas idéias são ótimos. Um reparo: Maslow tem muitas leituras incompletas, deslocadas e até mesmo fajutas. Mas isso não desqualifica a teoria e suas aplicações. Para explicar o comportamento humano individual, não conheço nada melhor.
Abraço
Alfredo Duarte
Posted by: Alfredo Duarte | 22/01/2010 at 01:47 PM
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
@#*%"#@*//!!!
Eltonews
Tua mãe tá boa Jorrrge!?
Posted by: Eltonews | 22/01/2010 at 02:07 PM
Olá Ricardo!
Parabéns pelas sempre brilhantes palavras, voce acredita que eu fui dispensada justamente por disseminar essas idéias na empresa.
Daí a gente percebe que a empresa não vai nunca para frente mesmo... e a gente continua aprendendo!!!
Martha Lima
Posted by: Martha Lima | 22/01/2010 at 02:46 PM
No Brasil, uma grande parte das pessoas não escolheu a profissão que exerce e trabalha na área simplesmente pelo dinheiro. As empresas estão cheias de funcionários desse tipo. O que fazer com eles? Mandamos todos embora ou aplicamos a política de premiação?
Posted by: Thiago Almeida | 22/01/2010 at 04:10 PM
Motivação:
Reconhecimento (psicológico e financeiro)
Desafios (crescimento pessoal e profissional)
Forte abraço,
PJ
Posted by: Pjfonseca | 22/01/2010 at 05:06 PM
Amigo Ricardo!
Parabens, é muito pouco,..mas fico com os comentários da Renata Soares. Tenho acompanhado os "comentários", e cada vez me convenço mais,.. tu é o "cara". E sempre torço para que meu filho faça o mesmo.
Não entendi assim: ...você não quiz ignorar Maslow, apenas sugere que entremos no século 21....
Fico imaginando a paciência para não precisar explicar tudo o que escreve...mas como seria bom cada qual apenas "curtir" o que de melhor você está nos proporcionando.
Desde o livro Quebra Tudo nunca mais parei de crescer profissionalmente.Aliás não me lembro mais para quem por último emprestei....um compro outro.
Muita motivação para ti.
Jairo Lima
Posted by: Jairo Lima | 22/01/2010 at 05:21 PM
Jordão, estou totalmente de acordo com você quando diz que as pessoas tem que sair motivadas de casa pra trabalhar. Se o cara precisa de "pagamento extra" pra fazer o que é pago todo mês para fazer, então ele não serviria pra trabalhar comigo. Esses "vendedores" tem que entender que as metas são da empresa e eles são pagos por essa empresa para atingi-las, enfim, se as pessoas trabalham somente pelo dinheiro, estão completamente "ferradas", tem uma vida medíocre. Eu tenho tesão pelo meu trabalho.
Posted by: Rubens Lima | 22/01/2010 at 05:26 PM
Caro Jordão!
Há vários aspectos aqui abordados e ficaríamos horas conversando sobre os assuntos abordados.
Recordei então sobre a mensagem que enviei aos membros da comunidade REDE SOLIDÁRIA PRO EMPREGABILIDADE que possuo no VIA 6 em 30 de abril de 2009, resolvi retransmiti-la aqui na íntegra:
"Fiquei refletindo sobre o que dizer a todos da comunidade neste dia que antecede ao "Dia do trabalho".
Decidi selecionar alguns pensamentos para reflexão de todos:
- Quero ajudar-te a crescer belo como Deus quis que fosses quando pensou em ti pela primeira vez. (George MacDonald);
- Parece-me que nosso sistema de valores e nossa visão do mundo deveriam estar tão integrados em nossa vida profissional quanto estão em nossa vida familiar, religiosa e outras atividades e grupos. (Max de Pree)
- A sabedoria é uma abstração do passado, mas o passado é a promessa do futuro. (Oliver Wendell Holmes);
- Quando todos pensam o mesmo, ninguém está pensando. (Walter Lippmann);
-Contrate e promova primeiro com base na integridade; segundo, na motivação; terceiro, na capacidade; quarto, na compreensão; quinto, no conhecimento; e, por último, como fator menos importante, na experiência. Sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade é impotente; sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante; sem conhecimento, a experiência é cega. Uma pessoa com todas as outras qualidades, adquire facilmente e coloca rapidamente em prática a experiência. (Dee Hock)
- Dedução( Vladimir Maiakovski )
Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.
- Amai ao próximo como a ti mesmo (Jesus Cristo).
Portanto, coloquemo-nos no lugar do outro em qualquer situação!!!
E nas relações profissionais utilizemo-nos colocarmo-nos no lugar do outro é AGIR COM RESPEITO NA RELAÇÃO COM AQUELE QUE BUSCA O TRABALHO E /OU EMPREGO!"
Concluo afirmando, Fiquei refletindo sobre o que dizer a todos da comunidade neste dia que antecede ao "Dia do trabalho".
Decidi selecionar alguns pensamentos para reflexão de todos:
- Quero ajudar-te a crescer belo como Deus quis que fosses quando pensou em ti pela primeira vez. (George MacDonald);
- Parece-me que nosso sistema de valores e nossa visão do mundo deveriam estar tão integrados em nossa vida profissional quanto estão em nossa vida familiar, religiosa e outras atividades e grupos. (Max de Pree)
- A sabedoria é uma abstração do passado, mas o passado é a promessa do futuro. (Oliver Wendell Holmes);
- Quando todos pensam o mesmo, ninguém está pensando. (Walter Lippmann);
-Contrate e promova primeiro com base na integridade; segundo, na motivação; terceiro, na capacidade; quarto, na compreensão; quinto, no conhecimento; e, por último, como fator menos importante, na experiência. Sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade é impotente; sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante; sem conhecimento, a experiência é cega. Uma pessoa com todas as outras qualidades, adquire facilmente e coloca rapidamente em prática a experiência. (Dee Hock)
- Dedução( Vladimir Maiakovski )
Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.
- Amai ao próximo como a ti mesmo ( Jesus Cristo).
Portanto, coloquemo-nos no lugar do outro em qualquer situação!!!
E nas relações profissionais utilizemo-nos colocarmo-nos no lugar do outro é AGIR COM RESPEITO NA RELAÇÃO COM AQUELE QUE BUSCA O TRABALHO E /OU EMPREGO! Concluo afirmando: motivação é imprescindivel e interna do ser humano, ressalto entretanto que os estimulos positivos são sempre muito bem vindos!
Posted by: Maria Tereza B S Yoshino | 22/01/2010 at 08:14 PM
Tereza,
Tens um filho chamado Mateus Resende?
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Cada figura...
Posted by: Gabriel Peixoto | 22/01/2010 at 08:18 PM
Otima mateira, Ricardo.
Eu sempre fiz tudo a minha maneira em minha empresa de Desenvolvimento de Sistemas, sempre deleguei as responsabilidade a quem tinha que fazê-las, nunca fiz quadro de funcionario do mês, essas babaquices.Se uma pessoa erra, as brincadeira vao ter aos montes, mas brincadeiras sadias,
Tipo assim, Olha temos um funcionario aqui que é especialista nesse assunto e ele resolve pra vc ?
E não é que o cara fica bom mesmo ...
e se acerta, terá meritos tambem, Tipo só um Jedi pra fazer isso ?, etc , etc
Na contratação eu só pergunto uma coisa.
Vc gosta de programar ?, se a resposta for ( Eu amo, demais, etc ) pega o serviço, se pensa só no dinheiro, status, etc, não entra.
O cara chega atrasado 1 mês, não falo nada, entra na internet não falo nada, faz o que bem quiser, as responsabilidades são dele, mas deixa de fazer algum serviço ou nao atender um cliente, ai sim o pau come e pra valer, é nessa hora que o cara pensa, se eu sair daqui vou ter que passar cartão de ponto, receber avisos por atraso, entrar no mundo das regras novamente, é onde o cara volta a produzir, aparece a noite pra trabalhar e terminar o serviço no prazo certo, etc
Finalizando, aqui não se tem funcionários, viram todos amigos, uma equipe só, ninguem é mandado embora, o cara sai ou porque mudou de cidade, ou quiz tentar seu próprio negócio, mesmo sendo concorrente, rsrs, tem meu apoio, ou apareceu uma oportunidade muito boa financeiramente, que aqui no interiro ele não terá, resumindo a motivação da pessoa está em consegui fazer seu trabalho o mais bem feito possivel.
Bruno Silveira
Posted by: Bruno Silveira | 22/01/2010 at 08:21 PM
Jairo,
Você é tudo que o Jordão quer e precisa: puxa-saco, medíocre e profundo como uma cutícula.
Posted by: Zezim | 22/01/2010 at 09:35 PM
Valeu Jordão....Parabéns...QUEBRA TUDO!
Posted by: Antonio Carlos | 23/01/2010 at 10:11 AM
Por falar em burro, cenoura...
Alguém tem notícias da turma ARM REBEL?
Será que o Palhacinho Tralalá conseguiu vaga no Beto Carrero?
E a Elen?? Graannde Elen!! Pelos seus memoráveis comentários aqui, deve ter conseguido uma vaga na Academia Maria Quitéria de Letras de Cutunduva do Norte.
Pensando bem, quem se deu melhor deve ter sido o Homem da Caveira. Não foi o burro, não experimentou a cenoura e ainda levou R$ 5 mil (além do domínio armrebel).
Ai..ai!!! Como esse blog é divertido!!!
Ops!! Falei da ARM!!!!
Vamos mudar de assunto.
PEIXOTO, VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO KINDLE??
Posted by: Zezim | 23/01/2010 at 10:30 AM
Zezin, bom dia.
Todo artista precisa de um companheiro que o auxilie nas suas apresentações. É o chamado ESCADA.
O escada é quem levanta a bola para o artista chutar, é quem faz a pergunta para o artista responder, é quem recebe a torta na cara, jogada pelo artista naturalmente. Ele é um coadjuvante, que vive um pouquinho do sucesso do artista principal.
É como aqueles peixinhos que vivem nadando em volta do tubarão e aproveitam um pouco dos restos que ele come.
É um papel secundário, e por mais que ele queira ele sempre será um escada.
Acho que o nome é esse porque ele segura a escada para o artista subir os degraus.
Tenho notado que você se presta muito bem a esse papel em relação ao Peixoto. Você sempre o menciona, procura sua opinião e aprovação.
Parabens, você é um ótimo escada.
Um pouco sem graça as vezes, um pouco desorientado nas respostas grossas (provavelmente pq tem pouco controle e não é resiliente), mas um bom escada.
Continue assim, vc está melhorando.
Quem sabe um dia tb se transforme num artista., né não?
Ricardo
Posted by: Ricardo Lima | 23/01/2010 at 11:25 AM
Ricardo, que lindas palavras!!!
Obrigado pelo elogio e por notar que eu tenho evoluído.
Sabe porque me dirijo ao Peixoto? Porque talves eu seja o único (ou um dos únicos) que tem senso crítico e inteligência suficiente para saber que os comentários dele, apesar das críticas que recebe (ou por causa delas), são as únicas coisas que prestam aqui nesse blog.
Na verdade, o Jordão sabe muito bem disso. O problema é que ele não pode (e nem vai) admitir isso!
Não concordo com tudo que o Peixoto diz. Mas concordo na acidez de seus comentários que conseguem atenção de quem tem senso crítico e revolta de anêmoras inúteis que apenas massageiam o ego do Jordão.
Será que saí tanto do controle agora??
Abraço (sem resiliência).
P.S: Será que seus comentários tão sem gosto são por causa do seu sobrenome ou seu sobrenome é por causa dos seus comentários?
Posted by: Zezim | 23/01/2010 at 01:08 PM
Ricardo, não esquenta a cabeça com o zezim... ele é uma cópia "mal batida" do gabirola.... e só...
Zezim... já q gosta tanto do gabirola, vai dar o teu c*zim pr ele...
chute no saquim...
msz
PS. Na boa, o Gabi tem bons comentários quando não exagera no "CtrlV+CtrlC"... mas o zezim nAo presta pra nada.... PQP..
Posted by: mauríciosz | 23/01/2010 at 01:33 PM
Zezim.
"Abraço (sem resiliência)".
Discordo. Vc mostrou que é resiliente. Bem melhor assim.Nota 10. Parabens.
Agora só precisa diminuir um pouco seu egocentrismo.
Exemplo?
"Sabe porque me dirijo ao Peixoto? Porque talves eu seja o único (ou um dos únicos) que tem senso crítico e inteligência suficiente..."
Bom, acredito que exista mais vida inteligente neste blog alem de você e outros poucos. Não pega bem achar que é o único ou um dos únicos inteligentes por aqui.
Faça um esforço para entender as outras pessoas, suas opiniões, suas dúvidas e até suas fraquezas. Não se imagine o único, o maioral, o mais inteligente, o mais esperto e outros "o mais".
Conseguir se colocar no lugar dos outros e entender suas opiniões é muito importante.
Já consegui transformar você em resiliente. Quem sabe também desevolvo em você a capacidade de ser empático, né não?
Que tal hem? Vamos fazer um esforço?
Um abraço para você também.
Ricardo
PS. O Lima é herança de meu pai. Quando o pai registra um filhob é comum que ele coloque um sobrenome, normalmente o dele.Sem sobrenome não dá, né não?
Posted by: Ricardo Lima | 23/01/2010 at 01:45 PM
Zezim.
Quando falei do meu sobrenome e que foi me dado por meu pai estava apenas fazendo uma insunuação sobre aquelas pessoas que assinam mensagens colocando apenas o primeiro nome, sem sobrenome. (Vc conhece alguem assim, ZEZIM?)
A insinuação era de que talvez, veja bem, talvez, essas pessoas não tenham pai conhecido e por isso só colocam o primeiro nome.
Pensei que com sua inteligência você iria entender a brincadeira, mas vejo que me enganei.
Você não é tão inteligente assim como vc pensa que é e eu também pensei que vc era.
Por isso, adeus meu caro.
Sua falta de inteligência me leva a não mais escrever para você.
Ricardo
Posted by: Ricardo Lima | 23/01/2010 at 02:59 PM
Já já o Zezim não vai ter com quem mais falar.. O lado bom disso é que ele vai sumir daqui e voltar a brincar de lego..
Posted by: AFAYD | 23/01/2010 at 03:02 PM
Boa tarde meu nome é Teresinha e eu sempre leio todos os artigos que recebo via e-mail mas este em especial pareceu muito comigo, eu não gosto de ser mandada porque eu chego na empresa e já sei das minhas obrigações e é aquilo que você falou, quando somos mandados produzimos menos, parece que o serviço não tem o mesmo gosto, eu gosto do que faço, procuro sempre fazer o melhor, sou vendedora de peças para máquinas, procuro atender bem o cliente, atender suas necessidades, procuro ser (amiga, mas sabendo meu lugar claro) do que simplesmente vendedora, aprendi muito desde 2008 quando comecei a ler este e-mails da Biz que chegavam aqui na empresa, se tivesse dinheiro faria todos os cursos, mas infelizmente não é possível então vou aprendendo do modo mais barato e muito bom que é lendo, procuro enviar estes e-mails para as pessoas que eu sei que vão ler, etc. etc. sou sua fã.
Maria Tereza
Posted by: Maria Tereza | 23/01/2010 at 07:54 PM
Lima,
Por algum motivo o meu post não saiu. Então vou repetir:
Eu entendi o que você insinuou. Apenas achei-a tão óbvia e tosca que simplesmente a ignorei.
AFAYATE,
Volta pra sua terrinha de ninguém e vai brincar de homem-bomba como os seus conterrâneos imbecis.
Posted by: Zezim | 23/01/2010 at 08:14 PM
Entendeu nada.
Precisei explicar.
Ricardo
Posted by: Ricardo Lima | 24/01/2010 at 08:56 AM
LAMENTÁVEL.
Posted by: Ricardo Lima | 24/01/2010 at 10:23 AM
Sem comentários, o cara é um muleque realmente.
Posted by: AFAYD | 24/01/2010 at 04:07 PM
Ricardo,
Excelente Matéria.
Auto Motivição + ProAtividade!
Forte Abraço,
Tiago
Um Abraço para o Zezim também.. QUE FIGURA!
Posted by: Tiago Lima | 24/01/2010 at 09:36 PM
Abraço pra você também, Tiago!
Posted by: Zezim | 24/01/2010 at 09:51 PM