Ninguém se importa como o Dono se importa.
Todo empresário diz a mesma coisa, "Ninguém se importa com a empresa como o dono se importa. Ninguém trabalha duro como o dono trabalha. Tome cuidado! As pessoas vão roubar a empresa. As pessoas vão dar para trás quando a empresa mais precisar. ". Eu quero provar que essas pessoas estão erradas. Eu quero criar uma empresa onde todos trabalham duro e se importam com a empresa; onde as pessoas se sentem a vontade em trabalhar; e não se sentem motivadas a roubar ou faltar. Se eu não puder ter esse tipo de empresa, eu não quero ter empresa nenhuma.
Ninguém se importa como o Dono se importa porque o Dono não deixa todos se importarem como ele se importa.
Você já viu como uma mãe de primeira viagem trata a divisão entre o stress da carreira e a preocupação com os filhos? Ela simplesmente não consegue separar as coisas. Ela reclama da falta de envolvimento do maridão, da babá e da vovó no cuidado com os seus filhos , mas ela também não consegue delegar o simples ato de escolher a roupa dos filhos.
Quando a mãe de primeira viagem se sentir confortável ao ver os filhos usando roupas que ela não escolheu, ela terá superado um grande obstáculo em sua vida.
O mesmo acontece com o empreendedor.
Todas as escolas convencionais dizem que administração é sobre planejar, organizar, executar e controlar as coisas. As escolas dizem que se você fizer bem essas funções você terá uma grande empresa.
Bullshit!
Quando você reune os seus diretores para PLANEJAR o futuro da empresa, os funcionários passam a acreditar que não tem que planejar nada, o chefe vai planejar tudo para eles.
Quando você reune os seus funcionários para uma reunião onde todos tem que dizer o que cada um está fazendo, você está dizendo a todos que não confia em ninguém. Você está dizendo que o seu trabalho é CONTROLAR a empresa porque acredita que eles não são ORGANIZADOS o suficiente para EXECUTAR o que tem que ser feito.
Se você quer ter uma empresa onde todos se importam como o dono se importa, você precisa rasgar todos os manuais de administração que você conhece. Nenhum deles ensina como construir uma cultura matadora em uma empresa, muito menos como conscientizar os funcionários sobre o que tem que ser feito, ou treiná-los a lidar com autonomia, ou atrair as melhores pessoas. Todos os manuais de administração estão desatualizados, bem como seus professores e escolas. Pule fora imediatamente!
Antes que você comece a me xingar, olhe o quanto as seguintes afirmações parecem estúpidas, burras e imbecis:
"Eu quero controlar a minha empresa!", Você quer controlar a sua empresa? O que você quer controlar? Você quer controlar as pessoas? Você quer controlar o horário que elas chegam, o que elas fazem e como fazem? Tá brincando! Você quer controlar os clientes e fornecedores? Você só pode ter fumado alguma coisa! Você quer controlar o futuro, o clima e a vida das pessoas? Bebeu todas! Só imbecil vai trabalhar para alguém assim.
Você não consegue nem fazer os seus funcionários trabalharem por livre e espontânea vontade durante esse pseudo-feriado chamado Carnaval mesmo tendo toneladas de trabalho para fazer, e você ainda quer controlar alguma coisa? Você acha mesmo que essa falta de comprometimento é consequência da falta de controle sobre as pessoas?
"Eu quero organizar a minha empresa!", O que você pensa que vai conseguir organizar?? O departamento de Organização e Métodos foi enterrado, morto e sepultado duas décadas atrás por falta de quórum. Nem as máquinas você consegue organizar, quanto mais os seres humanos e suas emoções inesperadas. Você quer organizar o processo de vendas? Hahahaha. Você quer organizar o processo de marketing? Hahaha. Você quer organizar o processo de contratar pessoas? Hahaha, somente a Catho está com 180 mil vagas de trabalho abertas e não preenchidas.
"Eu quero planejar a minha empresa!", Tá zoando comigo? Você realmenta acredita que 150 pessoas vão seguir um plano de 20 páginas feito no final de semana pelos diretores e seus smartphones? Seja sincero! Você mesmo sabe que não consegue seguir plano nenhum. O que a turma consegue mesmo seguir é o chicote da planilha eletrônica com as metas que ninguém sabe ao certo como consegue atingir. Só o Padre Cícero sabe como.
"Eu quero executar tudo que foi combinado na minha empresa!", Agora você só pode ter ficado maluco. Você realmente acha que vai rolar? Não rola nem aí e nem aqui. A nossa cabeça é muito mais produtiva que os nossos braços. Papel aceita qualquer coisa. A realidade é diferente. Leva 20 anos para um grande sonho virar realidade; quanto mais a "idéia da semana" .
Quem aqui não conhece alguma empresa que é movida pela "idéia da semana"? O diretor lê na Revista Exame que o Zé Mané tá fazendo Twitter, e manda a empresa inteira implementar o Twitter em 5 dias.
Só tem maluco!
Rasga tudo!!!
Vamos rebutar a "argh" Administração!
Em novembro de 2009, uma pequena grande empresa de São Caetano do Sul em São Paulo rebutou tudo que você conhece sobre administração de pessoas e empresas.
Você está pronto para conhecer uma das idéias mais malucas que você já ouviu na vida? Uma idéia fascinante que você JAMAIS irá ouvir da boca de um teórico da administração que acredita em planejar, controlar, executar e organizar.
Então lá vai.
Em Novembro de 2009, Edson Pavoni e João Marcos de Souza, os dois sócios da pequena grande D3 Estúdio de Mídia Interativa, resolveram fechar o escritório da empresa em São Caetano do Sul em São Paulo e transferir tudo que eles tinham aqui + todos os funcionários com todas as despesas pagas para um apartamento no Harlem em Nova Iorque. Durante os 30 dias de Novembro, eles conviveram juntos, trabalharam juntos, experimentaram grandes sensações em Nova Iorque sem qualquer queda no rendimento do trabalho, pelo contrário.
O experimento tinha alguns objetivos: (1) provar a todos que é possível trabalhar de qualquer lugar no planeta sem qualquer tipo de organização e métodos, (2) proporcionar a equipe de profissionais uma experiência de vida única sem qualquer tipo de pré-controle sobre suas vidas, (3) estabelecer novos contatos e networking com a gringolândia sem qualquer tipo de planejamento prévio sobre onde poderiam chegar com tais parcerias, (4) aproximar o trabalho da agência do trabalho desenvolvido nos EUA sem qualquer tipo de paranóia sobre execução.
Eles atingiram todos esses objetivos.
A experiência deu tão certo que eles já soltaram um desafio público para toda a comunidade que seguem os seus trabalhos: "Para onde vocês querem que a D3 se mude em 2010?".
Que tipo de cultura empresarial você pensa que o Edson e o João estão conseguindo criar em uma empresa que realiza tamanho empreendimento?
Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que leva os seus funcionários para Nova Iorque por 30 dias para se entretar e trabalhar?
Quem não confiaria na visão de negócios dos líderes de uma empresa como essa?
Quem não se sentiria orgulhoso de fazer parte da equipe da D3 que foi para Nova Iorque e agora tem dezenas de belas histórias para contar para os novos funcionários que estão chegando?
Todos os funcionários que viveram essa experiência serão eternamente gratos ao Edson e ao João pela oportunidade. Todos estão trabalhando duro como o Edson e o João trabalham. Todos se sentem em dívida, todos se sentem parte do sonho dos caras, todos se sentem reconhecidos, todos sentem que tem a oportunidade profissional de suas vidas nas mãos e não podem perdê-la.
A D3 é diferente em tudo. A começar pelo nome. D3 significa Deus elevado a terceira potência: Pai, Filho e Espírito Santo. Edson e João são cristãos de carteirinha, e procuram aplicar nos negócios e nas pessoas que se relacionam com eles tudo que acreditam sobre como tratar os outros como gostariam de ser tratados. Você já viu algum consultor convencional de administração recomendar a um empresário que ele misture suas crenças com os negócios? Eu imagino que não.
Tá todo mundo obsoleto!
As "doideras" da D3 não param por aí.
O trabalho dos caras é ajudar as empresas a criar web sites fantásticos que levem os seus visitantes a terem uma experiência web que nunca tiveram antes. Como você pode imaginar, com tantos web sites pipocando por aí, a realização de tal feito é meio difícil. A começar pela dificuldade de encontrar material humano capaz de criar maluquices fantásticas na web. Falta mãos e cérebros para realizar tal obra.
Como a D3 resolveu esse problema?
Baseada no princípio que diz "Não é possível ser bem sucedido em um país que não é bem sucedido", a D3 criou a D3 Academy.
O que é a D3 Academy?
O D3 Academy é um estágio & treinamento onde os caras bancam três meses de aprendizado para os candidatos a funcionários. Durante 90 dias o cidadão aprende a ser um animador que programa e um hard coder avançado. Ao final do período, se o cara foi bem, se a turma da D3 gostou do cara, o treinando tem a chance de ser efetivado como funcionário.
A D3 não é uma grande empresa. Eles não tem dinheiro saindo pelo ladrão. O D3 Academy e os 30 dias em Nova Iorque são iniciativas tradicionalmente acessíveis apenas para as grandes empresas. Entretanto, a D3 prefere investir nas pessoas e em um método não convencional de administrar a empresa ao invés de investir em controles, organizações, planejamentos mil e execuções descabeladas.
Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que paga para te atualizar sobre técnicas avançadas que te farão necessário e útil no século 21?
Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que pensa na evolução da comunidade e não apenas na evolução do próprio umbigo?
Aposto que você gostaria.
Aposto que você trabalharia por livre e espontânea durante o feriado de Carnaval se encontrasse um lugar assim.
É ou não é?
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?



Fiquei arrepiado!!! Quebra tudo
Posted by: Aluísio | 17/02/2010 at 03:22 PM
Bullshit!
Vamos ver até onde vai essa aventura!
Posted by: HERDER HENRIQUES | 17/02/2010 at 03:50 PM
Caro Ricardo,
Boa tarde! Espero que estejas bem!
Em relação ao seu artigo em referência, permita-me lembrá-lo que a gestão tradicional baseia-se em quatro pilares um pouquinho diferentes do que você destacou. São eles: PDCL - planejar, fazer, checar e aprender/corrigir.
De outro lado, percebo que você tem pouca experiência no comando de pessoas, ao vibrar com o exemplo da D3 e acreditar que todos seus funcionários estarão sempre comprometidos. Isso é pura ficção "cara pálida"! Você até deu uma pista mais sensata sobre o assunto em seus comentários sobre gestão de pessoas quando escreveu: "Eu não sou igual a você, e você não é igual a mim. Algumas pessoas são mais comprometidas que outras e ponto. Isso vem de berço, e pode ser melhorado - é claro - se o ambiente em que você está inserido ajudar".
Finalmente, ao destacar que "Você já viu algum consultor convencional de administração recomendar a um empresário que ele misture suas crenças com os negócios? Eu imagino que não", convido-o a ler meu artigo, acessando link: http://www.cenofisco.com.br/destaque/espiritualidade.asp
É isso aí companheiro!
Abraços e sucesso...sempre!"
Carlos
Posted by: Carlos | 17/02/2010 at 04:03 PM
Carlos
Eu vibrei com a iniciativa dos caras, mas entendo que não existe preto no branco. É claro que nem todos estarão comprometidos. Entretanto, eu não sei falar sobre algo ficando em cima do muro. O artigo serve para as pessoas se mexerem e expressarem suas opiniões, excessões etc.
Eu ja tive 200 funcionários por um periodo de 10 anos.
GO!
Ricardo
Posted by: Ricardo Jordão Magalhães | 17/02/2010 at 04:07 PM
Quero ajudar a "rebutar a Administração"!!!
Um consultor nos fez a seguinte pergunta em um workshop: "sua empresa deve depender de pessoas ou de processos?". Ele esperava a nossa resposta "certa": processos.
Eu pergunto: processos têm corpos para vestir a camisa da empresa? São capazes de aumentar as vendas? Alguém sabe o que podemos fazer para aumentar a motivação dos nossos processos? Do que eles gostam? Qual a média salarial de processos júnior, pleno e sênior?
Eu sou da opinião que esta famosa pergunta dos administradores e consultores já expirou. Empresas devem depender não de pessoas, mas das ações matadoras que as pessoas são capazes de fazer a favor dos negócios (e que nenhum processo é capaz de reproduzir). Processos, procedimentos, normas, planejamento etc. servem para tentarmos padronizar aquelas ações nas quais acreditamos porque as adquirimos aprendendo com os erros nossos de cada dia. Aprender COM ERROS é melhor do que não aprender nada, mas aprender COM ACERTOS é mais lucrativo!!!
Processos para diminuir os erros ou autonomia para aumentarmos os acertos?
Joelson - São Caetano do Sul (ainda não conheço Nova Iorque...)
Posted by: Joelson | 17/02/2010 at 04:14 PM
Caro Jordão:
Agora você "peidou" alto e forte.
O "abalo" foi "sentido" lá em New York.
Se cuida "meu".
Este vai ser o argumento do web seminário da próxima semana?
Forte abraço
JOGRAL
PS - Até o Michael Bloomberg me ligou apavorado.
Posted by: JOGRAL | 17/02/2010 at 04:36 PM
Em 30/09/2008, Ricardo Jordão Magalhães afirmava que:
“Presença do chefe.
Quando o chefe está na sala a produtividade dos funcionários é alta,
quando o chefe deixa a sala a produtividade cai”. Daí perguntava: “Como resolver?”
Em 02/10/2008 as at 01:33 AM, ele mesmo respondeu:
“Friends,
MUITO OBRIGADO pela participação de todos!!!
Não é a toa que o velho ditado "O olho do dono engorda o gado" (ou algo assim) é super atual. A grande maioria das pessoas não tem a auto-disciplina necessária para se manter produtiva sem qualquer líder por perto.
O quer fazer?
Primeiro, o que é Ética?
Ética é aquilo que a gente faz quando ninguém está olhando.
Infelizmente, as pessoas verdadeiramente éticas são muito poucas.
Qual é a melhor solução?
Eu recomendo que o CHEFE trabalhe duro para ser PERCEBIDO o mais rápido possível como o o REI DO FOLLOW-UP.
Se o funcionário perceber que o chefe COBRA na hora certa, que o chefe não deixa nenhuma ponta sem nó, que o chefe está sempre em cima da galera, e quando diz que vai cobrar algo ele realmente cobra, a turma tende a ficar esperta, e trabalhar com maior produtividade.
LIÇÃO DE CASA: SER O MR. FOLLOW-UP!
ARREBENTA!!
Ricardo Jordão Magalhães”
Hoje, ele critica as pobres mamães de primeira viagem por cobrar mais disciplina das "partes interessadas":
"Eu quero controlar a minha empresa!", Você quer controlar a sua empresa? O que você quer controlar? Você quer controlar as pessoas? Você quer controlar o horário que elas chegam, o que elas fazem e como fazem? Tá brincando! Você quer controlar os clientes e fornecedores? Você só pode ter fumado alguma coisa! Você quer controlar o futuro, o clima e a vida das pessoas? Bebeu todas! Só imbecil vai trabalhar para alguém assim".
tsc... tsc...
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Jordão, cala a boca, Please.
Posted by: Gabriel Peixoto | 17/02/2010 at 05:46 PM
Jordão,
Acredito que não conseguimos mudar os valores de ningém. Nosso trabalho é contratar pessoas que tenham pré disposição aos nossos valores e manter um ambiente que os valorize.
Lou Holtz, famoso treinador de futebol americano, reconhecido por sua capacidade de gerar grande entusiasmo nos times que treinava, quando perguntado como conseguia ter todos tão entusiasmados e comprometidos em seu time, respondeu: “É muito simples. Eu elimino os que não são.”
Abs,
Leonardo
Para saber mais: http://www.nexocorporativo.com.br/blog/2010/02/quando-desistir-de-alguem-da-sua-equipe/
Posted by: Leonardo_Simões | 17/02/2010 at 07:16 PM
-
Professor Aloprado,
o Jordão mudou de opinião.
Eu não gostei muito do ensaio. Mas ele tem o direito de mudar de opinião.
Adriano Fernandes
até o Jordão pode mudar de idéia.
-
Posted by: Adriano Fernandes | 17/02/2010 at 07:20 PM
Olá Ricardo,
Muito bom o artigo. Compartilho de uma visão muito parecida em relação aos métodos da administração, e esse texto e o exemplo da D3 demonstram muito bem isso. Claro que não exatamente assim, mas acredito em compartilhar decisões importantes e também em dar o exemplo quanto à comprometimento.
Parabéns pelo trabalho que venho acompanhando há alguns anos.
Abraço e sucesso,
Matheus Zeuch
Posted by: Matheus Zeuch | 17/02/2010 at 07:48 PM
mto bom. Parabens jordao...
Posted by: rique | 18/02/2010 at 02:01 AM
Prezado Carlos,
Li seu artigo e, na minha interpretação, encontrei certa relação com o artigo do Ricardo. A espiritualidade pode ser uma caminho para encarar o mundo dos negócios por outras perspectivas que transcendam à "razão" (ética, amor, respeito, cidadania, "planetania", ecologia etc.).
Não se trata de jogar as ciências no lixo, mas de entender que a "razão e a lógica" e seus derivados diretos (como controle, organização, planejamento, execução - bem expostos pelo Ricardo) não devem servir para oprimir e dominar o ser humano e seus empreendimentos. Ao contrário: esses devaneios da civilização - ciência, razão, lógica (e também religião, arte e técnica) - devem nos prestar auxílio, estar sob nossa direção, para que nós possamos servir ao mundo.
Joelson - Ateu e cético, mas que também acredita no ser humano
Posted by: Joelson | 18/02/2010 at 07:19 AM
Ricardo,
Conheço seu site a bastante tempo, mas tinha parado de comentar a algum tempo. Abri a pouco tempo uma empresa que lida com embelezamento automotivo, e não consigo ver uma maneira de adotar esses métodos em uma equipe essencialmente operacional. Quero muito mudar essa visão e "peão" criada sobre esse tipo de profissional (inclusive por eles mesmos) mas ainda não encontrei a forma de fazer isso.
Posted by: Martins | 18/02/2010 at 08:55 AM
Artigo muito bom!
Gosto de ler coisas extremistas, são saudáveis para a análise, capacidade que os humanos dominam muito bem!
Enfim, o próprio RJ escreveu vários artigos que, se confrontados com este, se parecem contraditórios.
Mas, com um pouco de análise, podemos concluir que o segredo está no EQUILÍBRIO.
Vejo que não podemos e nem devemos tomar nenhum artigo como verdade absoluta mas sim TODOS os artigos mencionados como verdade.
Como fazer isto? sei lá, é problema nosso e por ser problema...
A mensagem que percebo é:
Delegar, Controlar, Acompanhar, Apoiar - apoiar?!! hum talvez este seja o segredo de tudo.
Obviamente ninguém motiva ninguém, as pessoas são responsáveis por se auto-motivar. O que podemos fazer é mostrar o caminho pois tem um negócio chamado livre arbítrio e isto está presente em tudo.
Certa vez lí que "ninguém gerencia ninguém, você gerencia sua conta bancária - e muito mal...".
É isto, creio que podemos misturar tudo e TENTAR equilibrar esta complexa equação - digo tentar pois esta tentativa deve ser feita O TEMPO TODO já que pessoas são imprevisíveis mas quando elas acreditam em algo, ninguém as segura e muito menos precisa ficar em cima controlando-as....
Falo por mim....
Posted by: Wedson | 18/02/2010 at 09:03 AM
Adriano, o Jordão certa vez disse que nunca volta atrás! Que palhaçada é essa!
Posted by: Eltonews | 18/02/2010 at 11:08 AM
É por isso que frequento o blog... Na verdade, não tem tanta relevância para mim se o Jordão gosta ou não do que escreve, se tem coerência, se concorda hoje e ontem não... Ele não é meu pai, meu professor, nem ninguém que eu deva seguir de olhos fechados (se bem que esse ser não há, não é mesmo?).
O importante é que o cara mostra vez ou outra boas idéias, que me ajudam a pensar (algumas vezes a favor, outras contra)... se as idéias são dele ou não, que importa?
Assim como o ponto de vista do Zezim, do Peixoto e demais que fazem leituras mais críticas.. Tudo junto, as idéias todas me fazem refletir "fora do meu quadrado"...
A coisa de levar uma equipe para fora, e para trabalhar, achei demais! Se fosse apenas uma viagem de prêmio, por exemplo, não teria tanta valia...E não se trata de uma viagem de negócios "tradicional"...
Eu, gostei! Queria sim, trabalhar num lugar assim... Queria sim, poder ser o dono desse lugar!
Aqui, no meu escritório, por exemplo, tínhamos a política de toda quarta irmos ao cinema. No meio do dia, no meio do expediente - e, claro, com ingresso pago por mim. Era uma boa forma de confraternizarmos, de sairmos juntos para um ambiente que não fosse de negócios, e, mesmo assim, com foco no que fazíamos - temos uma revista de cinema. O pessoal gostava, até porque não era nada imposto, ia quem queria, e dependendo do filme, e da urgência de certos trabalhos, havia quem não fosse - de maneira espontânea.
Jordão, vc já mencionou que faz um trabalho numa empresa de SCSul. É essa? O que exatamente faz nela?
abs!
Jordão, esqueceu de mim, né?
Posted by: Marcelo D. | 18/02/2010 at 11:28 AM
-
Elton, ele também mudou de idéia sobre isso.
Adriano Fernandes
a musiquinha dele no momento é: "Eu prefiro ser uma..."
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Posted by: Adriano Fernandess | 18/02/2010 at 12:44 PM
Fernandes,
O físico Marcelo Gleiser, certa vez explicando o porquê de ser ateu, resumiu todas as religiões no seguinte pensamento:
"As coisas vivam em harmonia... até que algo desfez a harmonia, e agora precisamos fazer um sacrifício enorme para voltar a harmonia".
Nesta primeira parte, quero destacar o comportamento dos comentáristas:
Uns tentam demonstrar que me ignoram (mesmo sabendo que estou certíssimo) , outros concordam comigo mas não acrescentam nada e sempre aparece aqueles que torturam os fatos para "aproximá-los" dizendo que não há incoerência em ser hetero e gostar de dar o r@bo.
Cara, uma coisa é passar 20 anos no PT e depois ir para o PSB, PC do B, PPS ou outro vermelho qualquer, outra é você ir do PT pro DEM.
Sabes o que é "FOLLOW-UP" ??? É escrever minuciosamente num papel o que cada um tem de fazer e cobrar segundo a segundo.
PORRA, num primeiro momento o cara VOCIFERA que PEÃO tem que ser tratado na rédea curta e em outro momento prega o "laissez faire, laissez aller, laissez passer" ???
Sabes porque isto? O Jordão é mais um daqueles manés apenas "sabrecado" no conhecimento pelas ESPM de plástico da vida. Por isto ele é tão raso.
O problema é que ele é bom de escrita. Não tens idéia da combinação explosiva que é "cérebro raso com boa oratória" (Jim Jones era assim por exemplo).
Meu jovem, me entenda: não crítico “O Jordão”, critico o “modelo Jordão”, sacou?
Certa vez assisti um debate sobre o porquê do império romano ter ruído e um jovem levantou-se e disse “deveríamos debater porque ele existiu! Os caras não sabiam contar, não tinham pólvora e eram péssimos navegadores”.
Fernandes, deveríamos estimular os jovens a pesquisar, a aprofundarem-se em diversos assuntos para eles analisarem tudo e tirarem suas conclusões, e não ovacionarmos estes Jordãos da vida, que tem tanta constância de propósitos como uma folha ao vento... Caras que lêem um artigo e acham bonitinho e enchem a cabecinha de alienados com idéias mirabolantes que não fazem o menor sentido no mundo real, e depois vão se chorar pro bispo...
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
O que destruiu o império romano foi o chumbo. Isto mesmo: os intelectuais resolveram tomar café em canecas de chumbo e começaram a morrer. Sem cérebro, o império ruiu.
Posted by: Gabriel Peixoto | 18/02/2010 at 04:37 PM
Gabirolaaaaaa....
sua resposta sobre a queda so império romano foi tão rasa quanto um pires... de chumbo...
msz
Posted by: mauríciosz | 18/02/2010 at 05:03 PM
sz,
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/5233
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Posted by: Gabriel Peixoto | 18/02/2010 at 05:30 PM
Ricardo parabéns!!
Vc disse tudo que muitos empresários da minha cidade precisavam ouvir, e estou até encaminhando seu artigo para alguns deles. Vc me parece uma pessoa muito "forte", com palavras decididas e persuasivas, enfim adorei ler seu artigo. Mais uma vez parabéns!!!
Posted by: Camila Lacerda | 18/02/2010 at 06:20 PM
Gabirolaaaaaaaaaa....
210 Reasons for the decline of the Roman Empire 210 razões para o declínio do Império Romano
Source: A. Demandt, Der Fall Roms (1984) 695 Fonte: A. Demandt, Roms Der Fall (1984) 695
See also: Karl Galinsky in Classical and Modern Interactions (1992) 53-73. Veja também: Karl Galinsky no clássico e interações Moderna (1992) 53-73.
Abolition of gods Abolição dos deuses
Abolition of rights Abolição dos direitos
Absence of character Falta de carácter
Absolutism Absolutismo
Agrarian question Questão agrária
Agrarian slavery Escravidão Agrária
Anarchy Anarchy
Anti-Germanism Anti-germanismo
Apathy Apatia
Aristocracy Aristocracia
Asceticism Ascetismo
Attack of the Germans Ataque dos alemães
Attack of the Huns Ataque dos hunos
Attack of riding nomads Ataque dos nômades a cavalo
Backwardness in science Atraso na ciência
Bankruptcy Falência
Barbarization Barbárie
Bastardization Abastardamento
Blockage of land by large landholders Bloqueio de terras por grandes proprietários de terras
Blood poisoning Envenenamento do sangue
Bolshevization Bolchevização
Bread and circuses Pão e circo
Bureaucracy Burocracia
Byzantinism Bizantinismo
Capillarite sociale Sociale capillarité
Capitalism Capitalismo
Capitals, change of Capitais, mudança de
Caste system Sistema de castas
Celibacy Celibato
Centralization Centralização
Childlessness Esterilidade
Christianity Cristianismo
Citizenship, granting of Cidadania, concessão de
Civil war A guerra civil
Climatic deterioration Deterioração climática
Communism Comunismo
Complacency Complacência
Concatenation of misfortunes Concatenação de infortúnios
Conservatism Conservadorismo
Corruption Corrupção
Cosmopolitanism Cosmopolitismo
Crisis of legitimacy Crise de legitimidade
Culinary excess Excesso de culinária
Cultural neurosis Neurose Cultural
Decentralization Descentralização
Decline of Nordic character Decline of Nordic caráter
Decline of the cities Declínio das cidades
Decline of the Italian population Declínio da população italiana
Deforestation Desmatamento
Degeneration Degeneração
Degeneration of the intellect Degeneração do intelecto
Demoralization Desmoralização
Depletion of mineral resources Esgotamento dos recursos minerais
Despotism Despotismo
Destruction of environment Destruição do meio ambiente
Destruction of peasantry Destruição do campesinato
Destruction of political process Destruição do processo político
Destruction of Roman influence Destruição da influência romana
Devastation Devastação
Differences in wealth Diferenças de riqueza
Disarmament Desarmamento
Disillusion with stated A desilusão com o declarado
Division of empire Divisão do império
Division of labor Divisão de trabalho
Earthquakes Terremotos
Egoism Egoísmo
Egoism of the state Egoísmo do Estado
Emancipation of slaves Emancipação dos escravos
Enervation Inervação
Epidemics Epidemias
Equal rights, granting of Igualdade de direitos, concessão de
Eradication of the best Erradicação do melhor
Escapism Escapism
Ethnic dissolution Dissolução Étnicas
Excessive aging of population Envelhecimento excessivo da população
Excessive civilization Civilização excessiva
Excessive culture Cultura excessiva
Excessive foreign infiltration Infiltração estrangeira excessiva
Excessive freedom Liberdade excessiva
Excessive urbanization Urbanização excessiva
Expansion Expansão
Exploitation Exploração
Fear of life Medo da vida
Female emancipation Emancipação feminina
Feudalization Feudalização
Fiscalism Fiscalismo
Gladiatorial system Sistema Gladiatorial
Gluttony Gula
Gout Gota
Hedonism Hedonism
Hellenization Helenização
Heresy Heresia
Homosexuality Homossexualidade
Hothouse culture Cultura Hothouse
Hubris Hubris
Hypothermia Hipotermia
Immoderate greatness Grandeza desmedida
Imperialism Imperialismo
Impotence Impotência
Impoverishment Empobrecimento
Imprudent policy toward buffer states Imprudente política para estados-tampão
Inadequate educational system Inadequado sistema educacional
Indifference Indiferença
Individualism Individualismo
Indoctrination Doutrinação
Inertia Inertia
Inflation Inflação
Intellectualism Intelectualismo
Integration, weakness of Integração, fraqueza
Irrationality Irracionalidade
Jewish influence Influência judaica
Lack of leadership Falta de liderança
Lack of male dignity Falta de dignidade masculina
Lack of military recruits A falta de recrutas militares
Lack of orderly imperial succession Falta de sucessão imperial ordenado
Lack of qualified workers Falta de trabalhadores qualificados
Lack of rainfall A falta de chuva
Lack of religiousness Falta de religiosidade
Lack of seriousness Falta de seriedade
Large landed properties Grandes propriedades desembarcados
Lead poisoning Intoxicação por chumbo
Lethargy Letargia
Leveling, cultural Nivelamento, cultural
Leveling, social Nivelamento social,
Loss of army discipline Derrota do exército de disciplina
Loss of authority Perda de autoridade
Loss of energy Perda de energia
Loss of instincts Perda dos instintos
Loss of population A perda de população
Luxury Luxo
Malaria Malária
Marriages if convenience Se os casamentos de conveniência
Mercenary system Sistema Mercenary
Mercury damage Danos Mercury
Militarism Militarismo
Monetary economy Economia monetária
Monetary greed Cobiça Monetária
Money, shortage of Dinheiro, falta de
Moral decline Decadência moral
Moral idealism Idealismo moral
Moral materialism Materialismo Moral
Mystery religions Religiões Mystery
Nationalism of Rome's subjects Nacionalismo de assuntos de Roma
Negative selection Seleção negativa
Orientalization Orientalização
Outflow of gold Saída de ouro
Over refinement Mais de refinamento
Pacifism Pacifismo
Paralysis of will Paralisia da vontade
Paralyzation Paralisação
Parasitism Parasitismo
Particularism Particularismo
Pauperism Pauperismo
Plagues Pragas
Pleasure seeking Busca do prazer
Plutocracy Plutocracia
Polytheism Politeísmo
Population pressure A pressão populacional
Precociousness Precocidade
Professional army Exército Profissional
Proletarization Proletarização
Prosperity Prosperidade
Prostitution Prostituição
Psychoses Psicoses
Public baths Banhos públicos
Racial degeneration Degeneração racial
Racial discrimination A discriminação racial
Racial suicide Suicídio Racial
Rationalism Racionalismo
Refusal of military service Recusa de serviço militar
Religious struggles and schisms Lutas religiosas e cismas
Rentier mentality Mentalidade Rentier
Resignation Renúncia
Restriction to profession Restrição a profissão
Restriction to the land Restrição à terra
Rhetoric Retórica
Rise of uneducated masses Ascensão das massas ignorantes
Romantic attitudes to peace Atitudes românticas para a paz
Ruin of middle class Ruína da classe média
Rule of the world Regra do mundo
Semieducation Semieducation
Sensuality Sensualidade
Servility Servilismo
Sexuality Sexualidade
Shamelessness Despudor
Shifting of trade routes Mudança de rotas de comércio
Slavery Escravidão
Slavic attacks Ataques Slavic
Socialism (of the state) Socialismo (do Estado)
Soil erosion A erosão do solo
Soil exhaustion Esgotamento do solo
Spiritual barbarism Barbárie Espiritual
Stagnation Estagnação
Stoicism Estoicismo
Stress Stress
Structural weakness Fraqueza estrutural
Superstition Superstição
Taxation, pressure of Tributação, a pressão de
Terrorism Terrorismo
Tiredness of life Cansaço da vida
Totalitarianism Totalitarismo
Treason Traição
Tristesse Tristesse
Two-front war Guerra de duas frentes
Underdevelopment Subdesenvolvimento
Useless eaters Comedores inúteis
Usurpation of all powers by the state Usurpação de todos os poderes do Estado
Vain gloriousness Gloriousness Vain
Villa economy Economia Villa
Vulgarization Vulgarização
Posted by: mauríciosz | 18/02/2010 at 07:32 PM
Caramba!
Quanto espaço gasto inutilmente. E ainda repete!.
Julio
Posted by: Julio Cesar Prestes | 18/02/2010 at 08:03 PM
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Professor,
quem disse que existem limites entre as mudanças?
de onde vc tirou que a mudança tem que ser gradual?
como voce pode determinar até onde a mudança deve acontecer?
Como eu disse, não gostei do ensaio. Acho que ele parte de lugar nenhum e afunda em lugar algum. (isso foi poético)
Mas as nossas opiniões são baseadas na nossa vivência. Até o "presente momento", o Jordão não tinha acesso a um modelo que rompesse com o seu pensamento escravagista. A D3 deu uma nova visão para ele. Ponto!
Claro que mais da metade do ensaio é viagem dele. Vc o conhece, é empolgadão. Com uma cx de fósforos normal ele acha que tem combustível para chegar a lua.
No mundo das idéias isso é bacana e alimenta o ego. Mas na vida real isso apenas aponta para alternativas, caso vc entenda que são apenas idéias.
Sem dúvida que temos pessoas aqui que acham que ele reinventou a roda, achou a polvora, introduziu o zero no pensamento, ... Paciência. O cara que filtre melhor as informações na vida dele.
E agente sabe que essa "grande idéia" é passageira, daqui a pouco ele coloca outra no lugar. Ele não se preocupa em ter um pensamento ontológico.
Claro que quando ele parou e viu o que tinha escrito ele teria mudado algum coisa. Mas esse não é o compromisso dele. Não é ser água... é ser fogo.
Sem dúvida, a combinação da qualidade escrita com a sua panaceia Jordaniana é uma bomba de 1000Mt.
Adriano Fernandes
cabe a cada um... decidir o que é bom.
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Posted by: Adriano Fernandes | 19/02/2010 at 08:46 AM
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ps: o Imperio Romano caiu da mesma maneira que os outros, anteriores e posteriores. Claro, segundo sua época.
Perseguição as Judeus e rompimento com o Cristianismo Bíblico.
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Posted by: Adriano Fernandes | 19/02/2010 at 08:50 AM
Fernandes,
Xeque Mate. Gostei de sua sanidade. Parabéns mesmo.
Forte abraço,
Gabriel Peixoto
Entrastes pra lista de pessoas que preciso conhecer antes de morrer.
Posted by: Gabriel Peixoto | 19/02/2010 at 08:59 AM
Olá,
Realmente o texto é bem interessante, tem idéias bem novas. Acho que é muito fácil para todo mundo falar o quanto os empresários (mesmos pequenos) são egoistas e exploram os funcionários.
Eu acho que de forma geral a maioria dos empregados não se esforça o quanto deveria e por mais que se dê execelentes condições de trabalho, eventualmente ele troca de emprego por R$300,00 a mais (ja vi acontecer várias vezes).
Acho que essas iniciativas são muito boas, mas e quando o empregado te deixa de uma hora pra outra, depois de ter sugado todo o conhecimento?
Acho que é importante investir nas pessoas, mas controle infelizmente ainda é necessário.
Abraços!
Posted by: Ricardo Marsili | 22/02/2010 at 06:51 PM
Parabéns pelo artigo!
Posted by: Claus Haas | 19/03/2010 at 11:35 PM
gabriel então corre pro fernandes que tua cabeça tá a prêmio! rsrsrsrsr
Posted by: santa ignorancia Batman | 20/03/2010 at 12:39 AM