O futuro do ecommerce será fascinante!
Pin ItA primeira vez que eu comprei online foi em 1996 na CDNow.com. A CDNow foi a primeira loja virtual da internet, e fez escola no final do século passado. Na Wayback Machine, uma espécie de máquina do tempo da internet, você tem algumas páginas web bem antigas da CDNow onde é possível ter uma boa idéia de como era a CDNow dez anos atrás.
Se você fizer essa pesquisa, você vai perceber que a CDNow de 1996 não é muito diferente da interface utilizada pelas operações de comércio eletrônico nos dias de hoje. O fato é que quase nada mudou nos últimos dez anos em comércio eletrônico. Por exemplo, as principais lojas do ecommerce dez anos atrás ainda são as principais lojas do comércio eletrônico dez anos depois - apesar dos 10 web sites mais visitados no mundo hoje serem completamente diferentes do que eram dez anos atrás.
O modelo tradicional de carrinho de compras continua idêntico, a Amazon continua com a mesma cara, o Submarino - maior loja brasileira - é a mesma. Entretanto, o comércio eletrônico está prestes a se transformar radicalmente. Nos últimos dez meses nós vivenciamos mais inovações no ecommerce do que tivemos nos últimos dez anos!
Confira algumas das inovações que devem transformar radicalmente o comércio eletrônico nos próximos meses, anos e décadas.
- M-Commerce. A sua loja virtual vai caber na mão do seu cliente! O "M-Commerce" ou comércio eletrônico mobile já é uma realidade. Segundo a ABI Research americana, vamos fechar 2010 com 2.4 bilhões de dólares em vendas no varejo via celular. A possibilidade de fazer compras em lojas virtuais através da interface do celular já é uma realidade para os milhões de usuários do iPhone, smartphones e até celulares convencionais. Na verdade, espera-se que o celular ultrapasse o computador como principal gadget de acesso a internet em 2012. Segundo a Juniper, as vendas do varejo no comércio eletrônico via celular irá ultrapassar os 12 bilhões de dólares em 2014. O Brasil não vai ficar atrás, “Nós acreditamos que o m-commerce vai vingar em breve, pois é uma tendência muito forte no mercado. Se hoje muitas ações já giram em torno do celular, por exemplo, por que não podemos fazer desse modelo a convergência de tudo?”, afirma Joaquim Dias Garcia Neto, diretor de TI do Grupo Pão de Açúcar.
- SNO (Social Network Optimization). A grande maioria dos marketeiros da internet já estão usando ou tentando utilizar as redes sociais como ferramentas de marketing para prospectar e promover suas empresas, marcas e produtos. As redes sociais começaram alguns anos atrás como uma maneira das pessoas fazerem amigos e manterem contato com pessoas que possuem interesses comuns via internet. Com o passar do tempo, as redes sociais se transformaram em uma excelente maneira para as empresas atingirem seus mercados e contatar os seus clientes diretamente. Social Network Optimization é uma rápida e efetiva maneira de fazer marketing viral e construir uma boa reputação.
Recentemente o Google lançou o Google Buzz e o Google Wave para tentar barrar o crescimento da Facebook e do Twitter tamanho a relevância que essas ferramentas tem hoje no mundo quando o assunto é a busca por informações para ajudar as pessoas a tomarem decisões.
- Conteúdo Gerado pelos Clientes. Como eu já falei, as mídias sociais estão bombando. Entretanto, as operações de comércio eletrônico ainda não conseguiram fazer os clientes perceberem as lojas virtuais como locais onde podem compartilhar a suas opiniões pessoais sobre os produtos que compram. Isso acontece porque o comércio é tradicionalmente percebido como local de compras e não como local onde podemos conversar com os vendedores e trocar experiências sobre aquilo que compramos. A grande maioria das pessoas ainda vêem o comércio como um local para irmos apenas se quisermos comprar algo e não aprender algo. As lojas virtuais tem que conquistar a confiança dos clientes para mudar essa percepção. As lojas tem que se mostrar transparentes, honestas, abertas, éticas, e se posicionarem como empresas que estão ao lado do consumidor, e não apenas ao lado do fornecedor.
- Lojas Virtuais Privadas. Toda grande marca precisa eventualmente"queimar" os preços de determinados produtos mas não pode fazê-lo a céu aberto porque não quer torrar a imagem do produto construida depois de pesados investimentos de marketing. Uma bela solução para esse problema são as "lojas virtuais privadas" que funcionam como se fossem clubes privados e disponíveis apenas para pessoas qualificadadas e cadastradas. Nos EUA as "lojas virtuais privadas" tiveram uma taxa de crescimento quatro vezes maior do que as lojas tradicionais em 2009.
- Produtos virtuais. Os seus problemas com estoque acabaram, chegaram os produtos virtuais! Nos últimos anos nós experimentamos a incrível explosão de vendas de produtos virtuais como jogos, customização de avatars, presentes virtuais, mídia digital, software, livros, aplicativos para iphone e muitos outros produtos que só existem na forma digital. A tendência deve se acentuar nos próximos anos com a entrada pesada das tecnologias de Realidade Aumentada e a crescente oferta dos computadores tablets e o contínuo crescimento das vendas de smartphones.
- Tecnologias Alternativas de Pagamentos. Todo comerciante sabe que quanto maior a diversidade de formas de pagamento que ele oferece em sua loja, maiores são as chances da loja vender mais. Com o advento da PayPal, as maiores lojas de comércio eletrônico começam a pensar na possibilidade de oferecer aos seus clientes alternativas às formas tradicionais de pagamento. A Amazon já pisou fundo nessa iniciativa faz alguns anos, e com a crescente digitalização dos sistemas financeiros no Brasil, abre-se a oportunidade para as grandes operações de comércio eletrônico criarem suas próprias formas de pagamento, e assim reduzir os custos atuais que possuem com cartão de crédito e boleto bancário de terceiros.
Os próximos 10 anos tem tudo para se transformarem na década mais fascinante da história do comércio.
Nós estamos super empolgados com o futuro do comércio eletrônico! E você?
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