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24/05/2010

Desobediência Civil.

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"Mesmo votar em favor do direito não é fazer coisa alguma por ele. As coisas não mudam; nós é que mudamos." Henry David Thoreau

Na esquina da Rua Tuiuti com a Marginal Tietê em São Paulo você encontra uma loja que vende móveis para casas de campo, jardins e afins. À 200 metros da loja você tem a entrada principal do Parque do Piqueri em São Paulo. O parque tem 97 mil metros de área verde onde todos os dias milhares de moradores da zona leste utilizam para energizar as suas mentes e corpos. O parque como todos os espaços públicos desse Brasil tem carência de muitas coisas, falta de tudo, inclusive bancos para você sentar e apreciar a beleza do parque. 

Digamos que você acordou hoje afim de ajudar o Parque do Piqueri a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer?

Você poderia simplesmente ir até a loja que fica em frente ao parque, comprar meia dúzia de bancos de jardim e solicitar a sua instalação nas áreas mais necessitadas do Parque do Piqueri.  Em poucos dias você mesmo conseguiria perceber e vivenciar o impacto que a sua pequena colaboração teria sobre a alegria dos frequentadores do parque. 

Entretanto, você seria preso se tentasse instalar um banco no parque.  

Você, civil, não pode fazer nada pelo espaço público sem pedir a benção de algum secretário administrador gerente de diferentes orgãos públicos. 

A instalação de um simples banco em um parque da cidade tem que passar por uma comissão de alguma secretaria municipal, que vai levar a solicitação para algum escritório administrativo estadual, que vai pedir dinheiro ao governo federal para daqui a alguns anos executar a idéia e implementar os bancos no Piqueri. 

O mais triste de tudo é que o dinheiro que o governo federal libera para as cidades não foi gerado pelo governo federal. O dinheiro foi gerado pelos próprios cidadãos das cidades que tem que pagar impostos e remeter para um orgão centralizador que depois devolve o dinheiro para a cidade que o gerou. 

Eu acredito que eu não preciso explicar para você que nessas idas e vindas, entre tantas aprovações, canetadas e caciques envolvidos, a verba vai desaparecendo. 

Eu também não preciso te dizer que se o projeto de adição de bancos no Parque do Piqueri fosse realmente importante para alguém, o projeto viraria promessa de campanha de algum candidato a vereador, deputado, senador ou presidente desse país.  

Se a obra de ampliação dos bancos no Parque do Piqueri desse Ibope no Big Brother, em alguns anos você veria um grande cartaz fincado no parque dizendo, "Governo Federal banca o projeto dos bancos do parque. Governo Federal, trabalhando por todos. Blá blá blá".  

Nós estamos àpenas alguns meses da oportunidade de escolher o próximo presidente do Brasil. Dilma, Serra, Marina, Michel Temer, Ciro, o Bode do Zoológico, o Zé da Borracharia, todos eles são candidatos a presidente.  

Qual premissa você vai usar para escolher o seu candidato? 

Milhões vão optar pelo bicho que prometer acabar com todos os males das suas vidas.  

Milhões vão escolher o candidato que tem plano para acabar com a violência, com o desemprego, com a falta de saúde, educação, moradia, alimentação, crise ambiental e sei lá mais o quê.  

Milhões de brasileiros ainda acreditam que a melhor forma de governo é aquela que tem um governo atuante gerando empregos, segurança (de todos os tipos) e licitações públicas. 

Por conta disso,  o Brasil nunca teve tanta gente procurando emprego público. Os cursinhos para empregos públicos estão lotados. Os livros sobre como conseguir emprego público estão esgotados. O número de candidatos por vaga pública nunca foi tão grande. Milhões de brasileiros estão optando nesse momento por uma maneira segura de viver mamando nas tetas do estado. 

Esse Brasil, definitivamente não é o Brasil que eu quero deixar para os meus filhos. Eu não trabalho 24 horas por dia 7 dias por semana para ver um país de cidadãos complacentes a espera de uma solução do presidente, do governador ou do prefeito. 

Diferente do que a maioria pensa, eu acredito que "O melhor governo é aquele que menos governa!".

O melhor governo é aquele que intervém menos, limita menos, dita menos leis e obrigações. 

Os defensores do poder público estão dizendo nesse momento que o Capitalismo precisa de regulamentação. Mas enquanto somos regulamentados até a alma, quem regulamenta o presidente e o governo?  

Quem disse que o governo deveria ter mais poder que a sociedade civil?

Quem disse que o Ministério das Cidades entende mais de leis do que a própria OAB?

Imagine viver em uma sociedade onde você deu poderes a um ser humano ditar as leis que regem a sua vida. Ele é um ser humano, corruptível,  sujeito a criar algum tipo de sacanagem para beneficiar a si próprio e os amigos. Essa sociedade é a sociedade em que você vive. 

Dias atrás eu estive em Nova Iorque. Nova Iorque é o berço de milhares de idéias que regem hoje a sua vida, idéias que você nem faz idéia que nasceram por lá mas nasceram. 

Você, bairrista, torcedor da seleção brasileira de futebol, pode não acreditar em mim, e continuar a achar que vive em um país maravilhoso cheio de idéias brilhantes e seres humanos calientes, mas, infelizmente, depois que terminar a Copa do Mundo, e você guardar a bandeira do Brasil no fundo do ármario; e voltar os olhos para as próximas eleições para presidente, talvez caía alguma ficha na sua cabeça. 

O momento mais emocionante da minha viagem a Nova Iorque foi quando passeando pelo Central Park em um dia ensolarado de maio , eu me vi frente a frente com um poster que dizia, "O que nós fariamos sem a sua Doação?".

Nova Iorque é a centro do universo para o país mais poderoso da história da humanidade.  O Central Park é o parque central da cidade, famoso em todo o país, teoricamente uma grande oportunidade eleitoreira para o Bush, Obama, Clinton, Giuliani, Bloomberg e todos os outros candidatos falarem que ELES são responsáveis pela sua preservação e desenvolvimento. 

Entretanto, a sociedade civil não deixa os políticos usarem o parque como plataforma política. Quem toma conta do Central Park é o cidadão nova iorquino .  O Central Park não precisa da boa vontade da Secretaria de Jardins de Nova Iorque para se desenvolver; quem cuida do parque é o Central Park Conservancy.

"O Central Park Conservancy foi fundado em 1980 por um grupo de dedicados líderes filantropos civis. Eles estavam determinados a terminar com o dramático declínio que o Central Park experimentou nos anos 70 e restaurá-lo ao seu esplendor do passado como o principal espaço público dos EUA.  Hoje, a missão do Conservatório é restaurar, gerenciar e preservar o Central Pak em parceria com o público para a a alegria das presentes e futuras gerações."

Tudo de bonito que você vê no Central Park é mantido e desenvolvido por PESSOAS e não por fundações ou ONGs que novamente vão se beneficiar de alguma maneira com o marketing da coisa toda. O principal lago do parque, por exemplo, é mantido pela família da Jaqueline Onassis - sem qualquer referência às empresas da sua família.  O "Strawberry Fields", um imenso espaço verde dentro parque,  é mantido por Yoko Ono em homenagem a John Lennon. 

Eu sei, tem que ser herói para viver em um país em desenvolvimento como o Brasil, em uma cidade maluca como São Paulo com seu trânsito caótico, custo de vida alto, competição acirrada, e ainda encontrar tempo para se envolver com uma causa que não gera dinheiro algum para quem se envolve. 

Mas, a vida de todos nós será muito mais fácil quando uma quantidade imensa de pessoas levarem suas vidas baseadas nos mais altos padrões de convivência, respeito mútuo e valores morais.  Para a cultura das pessoas mudar para melhor nesse país, as pessoas precisam ser expostas diariamente a uma quantidade imensa de exemplos consistentes feitos por milhares de pessoas. Não basta o exemplo do pai, não basta o exemplo de um programa na televisão falando sobre coisas positivas, as pessoas precisam ver perspectiva nas pequenas coisas do seu dia-a-dia; por exemplo, no parque público que elas convivem todos os dias.

Imagine se o Parque do Piqueri fosse residência de milhares de mensagens positivas doadas por milhares de cidadãos que vivem na Zona Leste. O Parque do Piqueri não seria um lugar inspirador para frequentar? 

O Central Park em Nova Iorque tem 3,4 km2 de área. É um oásis dentro de Manhattan. Ao contrário do Parque do Piqueri que fecha as 18:00hs, o Central Park não fecha nunca.

Ao contrário do Parque do Piqueri que tem meia dúzia de bancos, o Central Park tem quase 10 mil bancos para você sentar e apreciar a leitura de um bom livro.  

Além de muito bem conservados, os bancos do Central Park trazem lindas mensagens gravadas em belas placas de metal escolhidas pelos indivíduos que estão conservando cada banco. 

Hoje são quase 3 mil bancos conservados por pessoas que moram na cidade.  Filhos compram bancos para homenagear os pais por terem lhe proporcionado uma vida maravilhosa, maridos apaixonados declaram seu amor eterno as suas esposas, centenas de cidadãos comuns compartilham anonimamente mensagens de esperança em bancos que eles mesmo estão bancando com dinheiro do próprio bolso. 

Digamos que você more em Nova Iorque e tenha vontade de ajudar o Central Park a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer? Ligar para o Central Park Conservancy, apontar o banco que você quer conservar, dizer onde você quer colocá-lo, ditar a mensagem que deseja imprimir no banco, e pronto, em poucos dias você passa a ser dono de um banco no maior parque público dos EUA. 

O "pobrema" todo dessa situação, como diria o cúmpanheiro presidente, é que o paternalismo brasileiro MATA na raiz toda e qualquer iniciativa do indivíduo brasileiro em criar um mercado específico, seguir uma vida alternativa, ser ele mesmo.  O paternalismo brasileiro infiltra na cabeça das pessoas um modelo único centralizador ditado por um único partido, por uma única cidade, por uma única igreja e religião, por um único canal de televisão, por uma única novela, por um único livro, MATANDO a criatividade de milhares de brasileiros que estão tentando construir alternativas de Vida. 

As eleições e a Copa estão aí. Nada vai mudar. Se alguma coisa vai mudar, ou está mudando, é porque alguns indivíduos desobedientes estão levando pedaços do Brasil para frente. 

Seja um deles. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. 

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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Que droga de post. Começa com meio ambiente, passa por concursos públicos, eleições, parada gay e termina não explicando porque a ARMREBEL fechou.

Cara, hoje é 24/05. Fui a rua 24/05 (ali pertinho da praça da república) e ta rolando uma programação bacana por conta do aniversário da rua.
Ah, fui a galeria do rock e comprei tudo que vi do U2!

Amanhã participo do meeting Amazônia na Universidade Anhembi-Morumbi (inscrições aqui: http://www.adeturamazonia.com.br/noticia_detalhe.asp?cat=6&idt=47)

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Bom, meu dia tá mais interessante que este post, né?


Gabriel,

teu diário de bordo está muito engraçado.

" Hj é dia 24/05 e fui a Rua 24/05" OOhhhhh´kkkkkkkk

E o pior é que mesmo envolvido com reuniões, palestras, passeios 1.000, vc não deixa de postar aqui várias vezes., ler todos os post's.

Ai ai ai

Mas continue postando que tá engraçado, garantia de diversão pra galera.

Ana


Me fez recordar o livro "Desobedecendo" de Thoreau e me fez sentir mal, parte da massa imperturbável, incapaz tomar uma Atitude.
Me fez lembrar que somos capazes de marcar nossos nomes em árvores, monumentos e até sobre pinturas rupestres, mas...
Somos incapazes de propor e efetivamente instalar Bancos nos Parques e Praças públicas;
Somos capazes de eleger e permitir que se instalem "coisas" em confortáveis sofás nos “Espaços Públicos” que se tornam Privados e onde não faltam Bancos!
É preciso “Quebrar Tudo”, é preciso colocar um guizo no pescoço do Gato! Quem se habilita? Como fazer? Quando e Onde?

Ricardo,

Palavras não resolvem. Nem as suas, nem as deles... Dilma, Serra & caterva.

Serra deu um bom nome para o que você descreve: "patrimonialismo". Contudo não assumiu qualquer compromisso de acabar com ele.

O que FHC chamava de neoliberalismo, eu chamo de "neofeudalismo". Se ele tivesse podido se reeleger mais duas vezes, salvo os nomes e CPFs dos apaniguados, e o imposto de renda pessoa física ter ultrapassado 100% da renda bruta do contribuinte (que cada um pegasse empréstimo para cobrir o rombo), nada teria sido muito diferente. Lula era "oposição" porque não estava no poder. Quando chegou lá, deixou o piloto automático do jeito que estava.

Estamos rumando para uma república "neosoviética tropical", onde a "nomenklatura" fica com o butim dos tributos e o povo trabalha sem receber nada em troca.

O rodízio de veículos, apesar de ser um mero detalhe local, é a prova mais completa disso. É inconstitucional, ao discriminar pelo poder econômico: quem puder ter e bancar vários carros roda quando quiser. Não resolve problema algum; ao menos ninguém me convence que um taxi (dado o precário transporte público) polui ou congestiona menos que um automóvel particular. E se tornou a principal fonte de receita da PMSP, mas com um agravante... a receita é imprevisível. Graças a isso, nenhum administrador público pode dizer em sã consciência que com a arrecadação das multas do rodízio irá construir X escolas, Y hospitais... nada! Ele não tem como saber quantos infringirão essa lei, quantos serão flagrados e autuados, nem quantos de fato pagarão essas multas. Então o dinheiro que chega, seja quanto for, "sobra" para obras superfaturadas, corrupção em geral, nepotismo e outros desmandos. É (só) isso o que eles queriam e conseguiram.

E é isso que eles farão, se deixarmos. A Constituição é apenas um elemento decorativo para dizer que não somos uma ditadura, e assim nossos políticos serem recebidos sem restrições no exterior.

Como eu disse no iníicio, palvras não resolvem. Dentre os candidatos à vista, nenhum deles se propõe a mudar o status quo, apenas os beneficiários dele. Ciro parecia ter idéias ligeiramente diferentes, profilaticamente recebeu cartão vermelho.

Faça sua parte, e eu farei a minha. Resumindo, candidate-se, e eu votarei em você!

Um grande abraço

José

Ricardo,

Boa tarde!

Concordo totalmente com você; adorei o texto.

Muitas pessoas acham que eu sou muito briguento, pois não deixo passar nada do que entendo ser uma afronta aos nossos direitos de cidadãos. Procuro fazer a minha parte e não permito que os outros transgridam os meus. Outro dia, por exemplo, entrei no Atacadão e estava procurando uma vaga. Um senhor, que já havia estacionado o seu carro, sorriu e indicou uma vaga para deficientes. Olhei para ele e coloquei que era uma vaga para deficientes. Ele, sem a menos cerimônia disse: “Ninguém se importa”, e eu respondi: “Eu me importo”. Ele ficou sem graça e lá fui eu, com o sentimento de um Dom Quixote estacionar o meu caro.

Eu faço a minha diferença. Isso não me basta.

Um abraço,

Sidney Carmona

Peixoto,

Tu tava na galeria??? Perdeu a chance de ir ao Polaco Tattoo Shop, e fazer a a tatuagem "Eu amo o Jordão".
Agora é sério; qual seu envolvimento com o salão do turismo que está pra acontecer esse fim de semana?

Abraço!

Sergio Cruz

Falar é fácil e palavras bonitas inspiram. Discursos acalorados provocam, às vezes dão medo. Mas apenas bons exemplos instigam às pessoas a fazer algo. Que venham bons exemplos, sem os egos que os acompanham pra dizer "viu, eu fiz isso; eu faço aquilo; etc etc" - egos presentes em vários bancos do central park...

########## CADÊ O VÍDEO DO IPAD ??? ########
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Prezado Ricardo (e outros leitores sensibilizados):

Para quem conhece Direito, sabemos que no nosso país, o público só pode fazer aquilo que é estipulado (ao contrário da iniciativa privada, que busca melhoria contínua).

Por esta razão, encontramos os absurdos irracionais, que acabam por criar dificuldades que alimentam a corrupção e impedem a melhoria dos serviços que deveriam ser prestados pelo Estado.

Senão, vamos ver: quem, das classes altas e médias, utiliza da Educação e/ou Saúde pública ? Não digo nem da polícia, porque a segurança privada não consegue emitir Boletim de Ocorrência, nem tem fé publica para fazer o registro de extravio, caso percamos um RG ou CPF em um assalto...

Fala-se muito em "economia" do Governo, mas na prática o governo implementa mecanismos de economia que avaliam apenas o quesito "preço". Resultado: quando realizam uma licitaçao para aquisição de produtos e serviços, paga-se o menor preço e geralmente compra-se o pior produto !

Pior: quem age de forma diferente, corre o risco de agir contra a Lei e ter que devolver a diferença aos "cofres públicos" (como se quem REALMENTE desperdiça o dinheiro publico pudesse ser apanhado).

Eu sinceramente acredito no nosso povo. Não nessa raça que se diz "político", mas que abandona o cargo deixando coleções de acusações e um rastro de dúvidas acerca dos interesses que acompanharam seu "trabalho".

Realmente deveríamos forçar um pouco mais essas pessoas que são responsáveis pelas dificuldades e dizer a elas que nós estamos preocupados.

Que queremos melhorar as coisas, independente "deles" poderem ou "quererem".

E que apenas desejamos ter o direito de fazer o melhor.

Porque até mesmo esse direito, querem nos tirar...


Ricardo,

Gosto muito de ler seus textos... você parece comigo... que certamente é chamado de chato e o pior é que está certo... o Wander comentou algo que ouvi de alguns políticos disseram em um evento... quer ajudar a mudar, participe da vida pública e faça a mudança, mas como fazer sem ter que participar dos esquemas, negociatas, participações, cargos públicos etc??? Já vimos o que acontece quando se decide fazer a coisa sozinha... sempre aparece algum podre, nem que seja inventado... e acabam sendo presos ou até colocados para fora.

O nosso pais é grande e maravilhoso, mas falta realmente na cabeça do povo Brasileiro o sentimento que o Americano tem... de que se ele fizer ele vai ter resultado... lá o povo tem orgulho de ser americano e não tem copa não... seja na guerra, seja nas eleições... o povo gosta e faz por onde. Aqui o povo acha que o estado resolverá tudo, lá ouvia que quanto menos o estado se meter melhor... veja o seu exemplo, um parque gerido por pessoas quase que anônimas e não empresas ou políticos.

Gosto muito do seu trabalho e dos seus textos, espero um dia ter a oportunidade de conhece-lo e quem sabe ainda trabalhar contigo em algum projeto.

Obs: Lembro que escrevi um texto parecido no meu site em 2006 no www.Ruben.com.br

Ruben,

O meu futuro está ligado a política. Um dia eu vou entrar nessa.

Para mudar essa coisa toda tem que mergulhar de cabeça nela, e um dia eu vou fazer.

ARREBENTA!!!

Ricardo

Eu votaria no Ricardo! E você?

Ricardo,

Pelo jeito você já tem um eleitorado te seguindo. E sou mais um.

Seus textos sempre surpreendem, sempre diferentes de conteúdo, mas iguais nos ideais.

Comprei seu livro, durante a palestra na Cultura do filme “The Office”(perdi o prêmio 1º lugar) e realmente adentrei ao projeto QUEBRA TUDO.

Eu lia seu livro antes de dormir, mas tive que parar. Não conseguia pegar no sono. Eletrizante.

O BRASIL nunca entrou em uma grande guerra e nem teve grandes catástrofes para entender o valor de uma construção para se fazer uma re-construção.

Mas se fosse fácil QUEBRAr TUDO, não seria tão desafiador. Então eu agradeço o país onde moro e os problemas que tenho, e corro atrás.

Eu estou aprendendo a QUEBRAr TUDO para melhor.
E você?

Bom, em algum lugar o Trumann disse que odeia política e jamais faria parte disto mas hoje tô com preguiça de procurar.
Fico feliz de vê-lo querer entrar para o serviço público e mamar nas tetas do Governo (ou será que ele vai dispensar o salário?).

Lima,

Palavras realmente não resolvem e, quando podemos fazer algo por alguém, abandonamos a tia do brigadeiro a própria sorte e vamos filosofar sobre "Thoreau" e outros bla, bla, blás.

Bom, Aninha, acho que a galera já cansou de Moscou em NY mas já que insistes, agora a noite fui ao salão dar um trato no visual, tomei uma canja e um pouco de ESPN antes de dormir.

Serjão, passa lá no Estande do Pará e a gente conversa. Um morenão presença num terno Armani, este é o Peixato.

Forte abraço,

Gabriel Peixoto
Percebem que a turma do comentário aleatório saem do armário quando eu provoco?

Ricardo, você é muito bom!

Receba meus aplausos: CLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

e MAIS APLAUSOS:

CLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAPCLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

Tudo de bom!!

Well, certo ou errado? palavras ou atitudes ?
Importante é refletir e agir, a estoria do garoto que joga as estrelas do mar novamente ao oceano, pode ser que elas nao sobrevivam , mas ele fez a parte dele.
Tenho uma empresa de eventos e a cada evento plantamos uma arvore, nao temos grana pra dscarbonizar, mas fazemos algo e uma praça em Osasco já tem sombra pro namoro, pra cachorro fazer xixi, pra criança pular corda e ... tamos ai. Just do it !!!!

Acertou na mosca.

Neste ponto, compartilhamos um conjunto de principios rigorosamente iguais.

Verdadeiramente, fico revoltado às vésperas de Copa do Mundo.

Usar o futebol como o LSD da população para manipular até mesmo nosso futuro, via urnas.

RICARDO, EU QUERIA DECRETAR O FIM DA ERA DUNGA, NÃO APENAS NA SELEÇÃO, MAS NO PAÍS E NAS NOSSAS VIDAS !!!
O QUE PODEMOS FAZER NESSE SENTIDO ?
VOCÊ TEM O MOUSE E A WEB, MAS E QUEM NÃO TEM ?????

Mauro

Pow, que post genial! Já compartilhei com meus amigos.

Parabéns cara.

Abraços,

Olá Ricardo!

ADORO ler seu "diário de bordo"!

Fazia muito tempo que você não escrevia! Pensei que iria se dedicar apenas a consultoria e aos cursos... =/

Escreve mais e não esquece dos seus seguidores!

Um abraço,
Juliana

A democracia direta foi uma opção para Atenas, enquanto Cidade-Estado. As grandes nações do mundo optaram pela democracia representativa, pois seria impossível que, em um país com 190 milhões de habitantes, todas as decisões tivessem que ser tomadas por referendos ou plebiscitos. Da mesma forma, para São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. Se em New York existe a Central Park Conservancy, foi uma opção da sociedade e não de apenas uma pessoa ou de um grupo; no interior do Brasil, inclusive de São Paulo, você encontra bancos de praça que foram doados por comerciantes ou cidadãos (os nomes estão gravados).
O que se precisa fazer, no caso concreto citado no post, é uma mobilização popular pelo Parque do Piqueri, voltada para sensibilizar a Prefeitura ou a Cãmara de Vereadores, como ocorreu – nacionalmente – no Projeto Ficha Limpa. A anarquia só leva à...anarquia.
Existem mecanismos na democracia representativa para que as necessidades da maioria sejam atendidas; o que ocorre, normalmente, é uma acomodação, um conformismo, que faz com que os eleitores esqueçam até mesmo em quem votaram nas últimas eleições. Temos uma Constituição Federal e um grande conjunto de leis, votados e aprovados por nossos representantes; esse regramento, ao lado da jurisprudência, é que nos diz o que podemos ou não fazer. É esse regramento que disciplina a relação do poder público com a sociedade civil.
Pra encerrar este meu comentário, cito um exemplo simples de um local onde poderia vigorar a democracia direta: um edifício residencial. Quem gosta de ir à reunião do condomínio, mesmo para dizer que quer uma poltrona no hall dos elevadores?

Não acho que o artigo esteja pregando a anarquia. O que está sendo feito é o questionamento das convenções. "Quem disse que...?" Acredito que questionamentos sempre são bem-vindos à sociedade (Quem disse que a sociedade só pode ser civil? Um militar não é um cidadão?). Esse questionamento foi meu, pois nunca entendi o porque desta expressão preconceituosa, provável fruto da ditadura de 64.

Acho que o Ricardo Jordão está se referindo à falta de costume na sociedade brasileira de fazer doações efetivas. O brasileiro está acostumado a só fazer doações que sejam do tipo 'Criança Esperança'. Na europa, como no Canadá e EUA, é natural que cidadãos com altas rendas sejam habitués doadores de orquestras (as filarmônicas), eventos culturais, museus, artes em geral. Isso desonera o imposto destes cidadãos que passam a ter seus nomes impressos nos programas dos ballets, óperas, reciatais etc dos grandes espetáculos. Isso pessoalmente acho mais inteligente do que movimentos de organizações, igrejas, ONGs. Tudo que pressupõe um "atravessador" para mim não é auspicioso.

Há um outro ponto que gostaria de ponderar aqui. É o fato de que somos todos acometidos por esses arroubos de indignação, uns mais outros menos, quando acabamos de voltar de um lugar culturalmente mais à frente do nosso "novo e alquebrado" país.

Acho que o Ricardo Jordão já deve ter ido à Nova Iorque várias vezes, mas este fato deve ter passado despercebido para ele até esta última viagem. E por isso a indignação.

Falo isso, porque quando voltei pela 2ª vez, mês passado, da europa, cheguei com vontade de torcer o pescoço de quem no Brasil permite que nossas ruas e avenidas sejam esburacadas e tenham um asfalto de qualidade péssima, a ponto de o peso dos ônibus ao pararem nos pontos, danificar um asfalto feito há pouquíssimo tempo. Quando se faz a conservação dos logradouros urbanos no Brasil, faz-se tapando, apenas e tão-somente, a parte diretamente danificada. E não há um nivelamento correto na pavimentação das ruas restauradas.

Em Paris, além de fazer turismo, fiquei sabendo que existe um padrão a ser seguido por qualquer companhia que necessite retirar parte do asfalto de um logradouro público. Esse padrão fornece medidas e área a ser retirada e refeita, de modo a não deixar emendas visíveis nas ruas. Por onde eu andava, procurava por restaurações e emendas nas ruas. Não encontrei nenhuma emenda visível. É fato.

A acomodação, o conformismo citados pelo Agostinho, no post acima, são resultados do paternalismo citado pelo Ricardo Jordão no artigo. Ele realmente MATA as iniciativas criativas dos cidadãos. O que não impede que o cidadão leve sua iniciativa ao órgão competente e cobre (como cidadão que é) a implementação da sua idéia. Não precisamos ir aos vereadores ou deputados, antes disso, existem as Regiões Administrativas de nossos bairros. Lá existe, em teoria, é claro, um "administrador" regional que parto do pressuposto de conhecer a área que ele "administra".

Seu penúltimo parágrafo, Ricardo, está irretocável. "O paternalismo brasileiro infiltra na cabeça das pessoas um modelo único, centralizador, ditado por um único partido, por uma única cidade, por uma única igreja e religião, por um único canal de televisão, por uma única novela, por um único livro, MATANDO a criatividade de milhares de brasileiros que estão tentando construir alternativas de Vida." Isso também é fato.

Gostei do seu "título-provocação", Desobediência Civil. Entendi que foi, verdadeiramente, uma figura de ironia. Estou certa? Ou estou errada?

E tenho de admitir que, apesar de ser extremamente correta com meus compromissos perante o poder público, tenho um lado "desobediente", ou seja, que não espera que as coisas caiam do céu, que acaba por incomodar muita gente.

Interessante este item, toda vez que ajo como uma cidadã, quase sou crucificada. Qualquer dia escreverei sobre isso no meu blog.

uma boa semana a todos,
Eliane Bonotto

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