23/08/2010

Atlas Shrugged em Português, FINALMENTE!!!

Atlas
Depois de 50 anos da sua publicação, Atlas Shrugged FINALMENTE será lançado no Brasil em uma versão decente. A última versão lançada no Brasil foi em 1987, na época os caras lançaram com o título de "Quem é John Galt?". 

Agora, a Sextante vai lançar com o nome de A REVOLTA DE ATLAS. 

Finalmente, o melhor livro de filosofia & ficção da história será lançado no Brasil!

QUEBRA TUDO AYN RAND!

Read Rand!

image from http://www.bizrevolution.com.br/.a/6a00d83451bad569e20134866a147a970c-pi

25/06/2010

Atlas Shrugged, O Filme.

Atlas-shrugged1

O filme mais esperado da história dos EUA começou a ser filmado: Atlas Shrugged. Serão 5 semanas de filmagem ao custo de produção de 5 milhões de dólares. As filmagens começaram no dia 11 de junho de 2010. 

Finalmente, depois de 50 anos de espera, os produtores independentes John Aglialoro e Harmon Kaslow mergulharam na aventura de filmar a obra de arte de Ayn Rand. Paul Johansson  (”One Tree Hill”) é o diretor e vai fazer o papel de John Galt, Brian Patrick O’Toole’s escreveu o roteiro, Dagny Taggart será Taylor Schilling (”Mercy) e o papel de Henry Reardon será feito por Grant Bowler (”Ugly Betty”).

Nenhum deles é muito famoso ou mundialmente reconhecidos. 

Fala-se que serão dois ou três ou até quatro filmes. Ainda não se sabe ao certo. 

Atlas Shrugged é um livro de 1.200 páginas escrito por Ayn Rand em 1957. A história se passa em uma versão dos EUA onde a sociedade entrou em colapso devido a crescente intervenção do estado na economia e a mediocridade das pessoas. O declínio acontece enquanto as pessoas mais produtivas da sociedade, lideradas por John Galt, resolvem sair de cena e montar sua própria sociedade livres dos medíocres. 

Atlas Shrugged é SENSACIONAL. O melhor livro de todos os tempos. Eu já escrevi algumas vezes sobre ele, confira "Atlas Shrugged mudou a minha vida", e aqui, e aqui, e aqui

Atlas Shrugged é amado e odiado nos EUA porque fala-se que o livro influenciou o capitalismo americano como nenhum outro. É o livro de cabeceira dos titãs do capitalismo americano, e amplamente distribuido nas faculdades americanas há 50 anos. Para vocês terem uma idéia do poder do livro, nesse momento Atlas Shrugged encontra-se na 21a posição entre os livros mais vendidos na Amazon. Nunca se vendeu tanto Atlas Shrugged como agora, foram 2 milhões de cópias vendidas em 2009. 

Isso acontece porque os seguidores de Ayn Rand estão espalhados por toda a sociedade americana e investem na promoção e distribuição do livro por todos os cantos. Credita-se as recentes crises econômicas americanas a pessoas que não leram Atlas Shrugged. 

Atlas Shrugged defende o trabalho duro, a inovação e o empreendedorismo como saídas para um mundo melhor, ao contrário da complacência dos medíocres que estão satisfeitos com o pouco que ganham, ou com atalhos financeiros que muitos pilantras encontram para serem bem sucedidos sem trabalhar duro ou criar riqueza para o mundo. 

Eu sou um fiel escudeiro e seguidor de tudo que a Ayn Rand escreveu e falou. Ayn Rand, Nietzsche e Ralph Waldo Emerson são meus filófosos preferidos e minhas eternas leituras de cabeceira. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. Se as vezes eu pareço um cara perturbado ou inquieto, é porque esses caras me deixam pilhados. 

Eu tenho todos os tipos de versões do livro em casa, desde a primeira edição lançada décadas atrás no Brasil, até a mais recente 20 anos atrás, passando por paperback, hardcover, a réplica da primeira edição americana lançada em 1957, até as recentes versões Kindle de todos os livros de Ayn Rand. 

O Brasil, definitivamente, seria um país MUITO MELHOR e MUITO MAIS EMPREENDEDOR do que é hoje se 1 milhão de brasileiros tivesse lido e entendido Atlas Shrugged. 

A boa notícia é que uma versão brasileira em português de Atlas Shrugged está a caminho pela Sextante. O livro deve ser lançado em 2010. FINALMENTE! 

Se você não quiser esperar por Atlas Shrugged em português, leia A NASCENTE, edição brasileira recente de THE FOUNTAINHEAD, o primeiro grande livro de Ayn Rand. THE FOUNTAINHEAD é igualmente sensacional, matador e audacioso, mas ATLAS é a grande obra prima da filosofia empreendedora e objetiva de Ayn Rand. 

Eu escrevo essas linhas HOJE porque HOJE o Brasil vive um feriado nacional forçado devido ao jogo da seleção canarinho na Copa do Mundo. 

Não existe nada mais ridículo do que ver a brazucada que nem se lembra em quem votou para deputado ou vereador sair as ruas vestida de verde e amarela dizendo que ama o Brasil Não existe nada mais medíocre do que ver as pessoas se posicionando como nacionalistas mas não fazem nenhum tipo de trabalho voluntário, nenhum tipo de distribuição de conhecimento, nenhum tipo de projeto inovador para melhorar o país. 

Nunca se teve tanta gente procurando emprego público no Brasil como agora. Nunca se viu tantos processos trabalhistas como agora. Nunca pagamos tanto imposto como agora. 

As empresas mais admiradas do Brasil vendem cerveja, dinheiro, sandália e petróleo. 

O Brasil pode e merece mais 

Todas as criações ou tentativas de empreender páram para assistir a um jogo de futebol promovido por uma entidade corrupta (FIFA) que consome recursos por onde passa. As máquinas páram para o povão assistir a uma peleja de futebol onde bilhões de dólares foram investidos em estádios faraônicos em um país miserável (África do Sul). 

Atlas Shrugged é a bandeira do EMPREENDEDORISMO para aqueles que acreditam que precisamos ter muito mais CRIADORES do que CONSUMIDORES nesse mundo, muito mais PRODUTORES do que PESSOAS ENCOSTADAS na máquina do estado, muito mais RISCO do que a SEGURANÇA DO ESTADO. 

Os críticos de Atlas Shrugged falam que é IMPOSSÍVEL vivermos em uma sociedade cheias de John Galt - o ser humano seria naturalmente preguiçoso, medíocre, a procura sombra e água fresca e um lugar seguro para se encostar. 

Talvez, talvez; mas talvez o ser humano mude de atitude quando um cara que não tem nem metade do que ele tem, encostar uma arma na sua cara e o ameaçar de morte por R$ 130,00; talvez o ser humano mude quando for apresentado para coisas mais bonitas ou inspiradoras do que aquelas que ele tem na sua cidade ou vida. 

De qualquer forma, CHEGA!

ATLAS SHRUGGED! NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

Limbaugh-atlas-shrugged
  Atlasshrugged71
Atlas_Shrugged
  

07/06/2010

Delivering Happiness, O Livro.

image from http://www.bizrevolution.com.br/.a/6a00d83451bad569e20133f03ce6bb970b-pi

A Zappos é uma das empresas de internet mais badaladas dos últimos anos. Em apenas 10 anos os caras sairam do zero para mais de 1 bilhão de dólares de faturamento por ano vendendo sapatos pela internet. 

O sucesso da Zappos foi tão grande que chamou a atenção dos gigantes; em 2009 a Zappos foi comprada pela Amazon por $ 1,2 bilhão de dólares.

O buzz em torno da Zappos se espalhou pela internet quando Tony Hsieh, CEO da Zappos, começou a promover a cultura da empresa no Twitter e além. 

Hsieh foi um dos primeiros CEOs do mundo a usar o Twitter como ferramenta proativa de comunicação com todos a seu redor. Hsieh tem hoje mais de 1 milhão e 600 mil seguidores no Twitter. Você também pode se juntar aos seguidores de Tony aqui, http://twitter.com/zappos.

Nos últimos anos Tony viajou o mundo inteiro palestrando sobre a Zappos e sua maneira não convencional de fazer negócios. As suas palestras fizeram tanto sucesso, que Hsieh resolveu escrever um livro sobre a sua história e da Zappos. 

O resultado é "Delivering Happiness", 250 frenéticas páginas empreendedoras sobre a trajetória da Zappos e do próprio Tony Hsieh. 

O livro tem um web site próprio, confira www.deliveringhappinessbook.com.

"Eu tenho sido empreendedor a minha vida inteira", Tony Hsieh. 

No seu aniversário de 9 anos, Hsieh pediu aos pais que o levassem a uma plantação de vermes para que pudesse comprar algumas espécimes para criar e revender na sua cidade. 

Aos 14 anos de idade, Hsieh se aventurou pelo bairro em que morava vendendo cartões de natal porta-a-porta. A empreitada foi um fracasso - Hsieh tentou vender cartões de natal em Agosto. 

Aos 24 anos, Hsieh vendeu a "LinkExchange" - empresa que co-fundou aos 22 anos de idade - para a Microsoft por $ 265 milhões de dólares.

Hsieh faz faculdade em Harvard, mas, como ele mesmo diz no livro, "eu queria empreender, fazer acontecer, por isso me dediquei muito pouco as matérias ou a vida escolar". 

Eterno empreendedor, Hsieh fala sobre os tempos de Harvard, "Muitos dos meus colegas de classe queriam trabalhar em bancos e consultorias de gestão, ambos os empregos eram considerados na época como excelentes posições para ganhar dinheiro e subir na vida. Para mim, ambas as oportunidades me pareciam incrivelmente maçantes, além do fato de ter que trabalhar 16 horas por dia". 

Quando estava em Harvard, na falta de idéias sobre o que empreender - Hsieh aceita um emprego na Oracle. Foram os meses mais maçantes da sua vida. O trabalho era fácil, tinha que fazer uns testes com software, e ver a vida passar. 

A sua agenda na Oracle:

10:00hs - Aparecer para trabalhar. (Ninguém controlava nada)

10:05hs - Começar uns dos testes.

10:10hs - Checar emails, enviar emails para amigos. 

11:30hs - Voltar para casa para almoçar. 

12:30hs - Tirar um cochilo

01:45hs - Voltar para o escritório

02:00hs - Começar outro teste. 

02:05hs - Checar emails, enviar emails para amigos. 

04:00hs - Voltar para casa. 

Para espantar essa vida maçante, Hsieh e Sanjay - um amigo - resolvem montar uma empresa de design de web sites. 

Animados com a história da web, ambos pedem demissão da Oracle e resolvem mergulhar de cabeça no negócio de fazer web sites. 

Depois de algumas semanas, eles percebem que o negócio não é assim tão excitante. Eles ficam o dia inteiro no apartamento de Hsieh esperando que alguma coisa interessante aconteça, mas nada acontece.

O negócio de fazer web sites vai para o saco, eles começam a pensar em alguma coisa mais interessante. É aí que surge a idéia da LinkExchange. O resto é história. 

Antes de vender a LinkExchange para a Microsoft, eles declinam duas ofertas. A primeira de 1 milhão de dólares, e segunda de 24 milhões de dólares do Yahoo. O próprio Jerry Yang (celebridade na época), fundador do Yahoo, vai até o apartamento deles para conversar sobre a sua vontade em comprar a empresa. 

Eles seguram a onda, e se dão bem. 12 meses depois, a Microsoft leva a empresa por 265 milhões de dólares. 

"Nunca mais haverá outro 1997. Nós estávamos vivendo um tempo especial. A indústria da internet estava explodindo. Empresas como Netscape, eBay, Amazon e Yahoo! estavam mudando o curso da história da humanidade. Nunca houve tantas empresas se tornando tão bem sucedidas em tão pouco tempo. Nós tínhamos a oportunidade de ser uma dessas empresas". 

Até esse momento, Hsieh trabalhava apenas por dinheiro e por diversão. Em nenhum momento até então, Hsieh pensava em fazer o bem, trabalhar por propósitos, paixão, construir a cultura de uma empresa etc. A ficha só começou a cair quando ele se viu cheio de dinheiro e sem necessidade de gastá-lo. 

"Delivering Hapiness" é dividido em três seções: (1) Lucros, (2) Lucros e Paixão, (3) Lucros, Paixão e Propósito justamente por isso. No início Hsieh só pensava em dinheiro, depois começou a trabalhar por paixão, e finalmente descobriu como colocar Propósito no meio do trabalho. 

"Eu fiz uma lista dos momentos mais felizes da minha vida, e percebi que os momentos mais felizes da minha vida não envolviam dinheiro. Eu descobri que construir coisas, ser criativo e inventido me faz feliz. Conversar com um amigo durante a noite até o Sol raiar me faz feliz. Comer uma batata assada depois de nadar me faz feliz. Apesar da sociedade e cultura nos dizer todos os dias que ser bem sucedido tem a ver com ter muito dinheiro, a grande verdade é que ser bem sucedido é aproveitar a vida". 

Nesse momento, Hsieh decide parar de perseguir o dinheiro, e começa a perseguir a paixão. 

Afinal, dinheiro ele já tinha (de sobra).

Surge a Zappos. 

"A indústria de sapatos era uma indústria de $ 40 bilhões de dólares dez anos atrás. 5% desse total eram comercializados através de operações de venda por catálogos, ou seja, 2 bilhões de dólares!. Apesar de eu mesmo nunca ter pensando em comprar sapatos pelo correio, milhares de pessoas estavam fazendo. Eu pensei, um dia essa turma começará a comprar sapatos através de catálogos eletrônicos. Eu acho que vale a pena pensar a respeito". 

"Comprar um par de sapatos não deveria ser tão difícil. Mas era. Você andava de loja em loja, shopping em shopping, e não conseguia encontrar o par de sapato que tanto queria. Se eu não conseguia encontrar um sapato vivendo em São Francisco, imagina o resto do país" Nick, o cara que teve a idéia original de abrir a Zappos. 

Como Hsieh e Nick não entendiam nada de sapatos, eles foram atrás de alguém que entendia. Encontram Fred, um cara que trabalhava no departamento de sapatos masculinos da Nordstron. Fred pede demissão da Nordstrom e se junta a Zappos. 

O nome Zappos é derivado da palavra "zapatos", que em espanhol significa "sapatos". 

Inicialmente Hsieh não se envolveu no dia-a-dia da Zappos. Nick era o cara a frente da Operação, e Fred ficou responsável pelas compras e relacionamento com os fornecedores. Hsieh foi jogar pôquer. 

Algumas coisas que o jogo ensinou a ele:

- A seleção da mesa em que você vai jogar é a decisão mais importante que você tem a fazer.

- Não tem problema se você decidir trocar de mesa se perceber que é muito difícil ganhar em uma determinada mesa. 

- Ajude a criar as histórias que as pessoas vão falar a seu respeito. 

- Sempre esteja preparado para o pior cenário possível. 

- Não brinque com jogos que você não entende, mesmo que uma porção de pessoas esteja ganhando dinheiro com eles. 

- Aprenda fazendo. A teoria é legal, mas nada substitui a experiência. 

- Não tenha medo de pedir por conselhos. 

- Seja legal e faça amigos. Você vive em uma comunidade muito pequena. 

"Tudo que eu aprendi sobre negócios eu aprendi jogando pôquer", é uma das frases mais cérebres de Tony Hsieh. 

E então veio o 11 de Setembro, o estouro da bolha da internet, a recessão da virada do século e muito mais. Os primeiros anos da Zappos foram terríveis, e decisões gerenciais erradas levaram a Zappois para o buraco. 

A verdade é que Hsieh e seus sócios pensavam apenas em ganhar dinheiro vendendo sapatos pela internet. A história de "delivering hapiness" nem passava pela cabeça de ninguém. 

A Zappos foi originalmente montada para ser lucrativa sem se preocupar com o atendimento ao cliente. 

Uma das piores decisões que a Zappos tomou no seu início foi terceirizar a logística das entregas para os fabricantes de sapatos. Ao invés de montar um armazém próprio, a Zappos enviava os pedidos que coletava na sua loja virtual para os fabricantes faturarem direto dos seus estoques. Resultado: os clientes recebiam os pedidos atrasados, as vezes com erros, e de diferentes locais. Uma solução teoricamente eficaz, mas que nada ajudava a construção de uma marca.

Demorou, mas a Zappos se tocou do erro que cometera. 

Eles então contrataram uma empresa de lógistica para concentrar os produtos dos fornecedores. A emenda saiu pior do que o soneto. 

A empresa de logística destruiu o nome da Zappos. O serviço era ridículo. Levou meses para consertar o erro. 

O modelo do faturamento direto em nada ajudara a Zappos a construir uma operação comercial decente. Por incrível que pareça, até o ano 2 de vida, a Zappos não tinha:

1. Pessoas para decidir qual produto comprar e vender. 

2. Fornecedores parceiros para comprar produtos. 

3. Sistema de informática para controlar estoque.

4. Armazém para estocar produtos. 

5. Dinheiro para comprar produtos para estocar. 

6. Tempo para resolver essas questões. 

"Com a logística dentro de casa, as nossas vendas triplicaram em poucos meses. Em 2000 nós vendemos $ 1,6 milhão de dólares com logística terceirizada. Em 2001 nós vendemos $ 8,6 milhões de dólares com armazém próprio, e em 2002 nós vendemos $ 32 milhões de dólares". 

Nesse momento Hsieh percebeu o quanto importante era o "atendimento ao cliente" em comércio eletrônico. Foi a partir do momento em que ele trouxe a logística para dentro da Zappois que ele percebeu o impacto que a entrega 100% correta fazia nos resultados. 

A ficha caiu, e Hsieh começou a construir a badalada Zappos dos dias de hoje. 

Mas antes, eles precisariam implementar outra mudança radical: a mudança de cidade. 

A Zappos estava localizada em São Francisco. Cidade cara e com mão de obra super qualificada e exigente. "Em São Francisco nós estávamos tendo uma grande dificuldade em encontrar pessoas dispostas a trabalhar no telefone vendendo sapatos. A grande maioria dos candidatos a vaga na Zappos viam o emprego como algo temporário. Eu sabia que jamais conseguiria construir uma cultura empresarial decente com um alto giro de pessoas". 

No final de 2003, a Zappos se muda para Las Vegas. 

70% dos funcionários vão juntos. 

70% topam a aventura de mudar de cidade e mergulham de cabeça no negócio. Bom para a empresa. A grande maioria dos funcionários vão para Las Vegas sem conhecer ninguém na cidade. A união entre os funcionários aumenta. Além de se encontrarem para trabalhar, a turma se reune para se divertir depois do trabalho. A relação de confiança entre a equipe cresce, o que contribui sensivelmente para a criação da Cultura Zappos tão promovida por Hsieh nos dias de hoje. 

"Para manter a cultura da empresa forte, nós contratávamos apenas pessoas que sentíamos confortáveis em nos divertir juntos depois do horário de trabalho." 

Hsieh percebeu que as melhores idéias surgiam nas conversas que rolavam nos happy hour e baladas que frequentavam  juntos.

"Foi em uma dessas ocasiões que surgiu a idéia do Zappos Culture Book". 

O Culture Book é um mega book publicado anualmente onde centenas de funcionários da Zappos publicam suas impressões sobre a empresa. Eu mesmo tenho o Culture Book 2008 e 2009. É muito bacana. Quem quiser um, é só pedir para a Zappos que eles mandam gratuitamente para você. Para pedir um Culture Book, envie um e-mail para ceo@zappos.com com o seu nome e endereço completo. 

"Ao longo dos anos, os principais fatores responsáveis pelo crescimento das vendas tem sido "clientes com compras recorrentes" e "marketing boca-a-boca". A nossa filosofia tem sido tirar a grande parte do dinheiro que investiríamos em comunicação e investir em atendimento ao cliente, deixando os clientes fazerem o marketing boca-a-boca para nós". 

"Por exemplo, é muito comum ter clientes colocando pedidos de cinco diferentes pares de sapatos na loja virtual. Esses clientes não estão pensando em comprar todos os pares, mas experimentá-los no conforto das suas casas. O cliente sabe que pode devolver os sapatos a hora que quiser porque pagamos o frete de devolução."

"Nós encaramos esse serviço como um investimento de marketing. Realmente funciona para nós". 

Que grande idéia, não?

"A grande maioria dos call centers medem o trabalho dos seus funcionários baseados no tempo de atendimento. Quanto mais clientes eles atendem, mais eles ganham. Nós não fazemos isso. Nós temos ligações que chegam a durar 60 minutos. Todos os funcionários sabem que podem usar o tempo que for necessário para atender um cliente. Nós entendemos que toda ligação telefônica é uma oportunidade para construir a marca da empresa."

"Quando não temos o produto que o cliente precisa em estoque, os nossos atendentes sabem que podem indicar sites dos concorrentes. Nesses casos, os próprios vendedores fazem a pesquisa na web e já indicam para os clientes os endereços das lojas onde eles podem encontrar o sapato que procuram". 

A maneira Zappos de atender um cliente é tão famosa nos EUA, que a empresa tem inúmeros casos de clientes ou potenciais clientes que colocam a qualidade do atendimento a toda prova. 

Em um dos casos mais famosos, um cliente ligou para a Zappos para reclamar que no lugar onde ele estava não tinha nenhuma pizzaria que entregasse pizza quente. O atendente não teve dúvida: virou a web de ponta cabeça, descobriu uma pizzaria, ligou, encomendou e mandou entregar a pizza para o cliente.

Os Zapponianos viraram celebridade nos EUA. Hoje, a Zappos mantem um calendário aberto da visitação as suas instalações tamanho é o número de pessoas do mundo inteiro interessadas em conhecer a empresa por dentro. 

Você também pode conhecer a Zappos. Quando estiver em Las Vegas, ou a caminho da cidade do pecado, entre em http://tours.zappos.com e agende a sua visita. 

"Eu sempre fui contra essa coisa de VALORES da empresa etc. Eu achava que os VALORES da empresa não passavam de um amontado de palavras bonitas sem sentido prático algum. Mas, um funcionário me fez mudar de idéia. Hoje, os VALORES da Zappos é a cartilha de princípios mais importante da empresa. Nós contratamos e demitimos pessoas baseados nesses valores. Durante uma entrevista de emprego os candidatos são submetidos a diferentes perguntas que criamos para descobrir se o cidadão está alinhado com os nossos valores"

Os valores da Zappos:

1. Entregar UAU através de Serviço.

2. Abrace e Lidere Mudanças. 

3. Crie Diversão e um Pouco de Maluquice. 

4. Seja Aventureiro, Criativo e Mente Aberta. 

5. Persiga o Crescimento e o Aprendizado. 

6. Construa Relacionamentos Abertos e Honestos com Comunicação. 

7. Construa uma Equipe Positiva e um Espírito de Família. 

8. Faça Mais com Menos. 

9. Seja Apaixonado e Determinado. 

10. Seja Humilde. 

Eu vou publicar as perguntas que a Zappos faz aos candidatos durante as entrevistas ao longo dos próximos dias na Pergunta do Dia. 

A maior problemática do mundo dos negócios nos dias de hoje é a falta de mão de obra qualificada. Todo mundo está preocupado com isso. Como encontrar, formar, manter, desenvolver pessoas? Para resolver essa questão, a Zappos criou o Programa Pipeline onde oferece dezenas de cursos para todos os seus funcionários. 

Alguns dos cursos que são oferecidos aos funcionários:

- História da Zappos. 

- Cultura da Zappos. 

- Comunicação 1, 2 e 3. 

- Introdução ao Coaching

- Biblioteca da Zappos: Fred Factor and Fish

- Introdução a Finanças

- Ciência e Felicidade

- Liderança Tribal

- Orientação aos Novos Gerentes

- Gestão de Tempo

- Entregando Felicidade

- Como falar em público

- Biblioteca da Zappos: Made to Stick

Para fechar o livro, Hsieh fala sobre a ciência da felicidade. 

"Delivering Hapiness", o nome do livro, na verdade ainda é uma questão em estudo. A Zappos ainda não entrega "felicidade" dentro das caixas de sapatos, mas, "delivering hapiness" é o sonho que eles pretendem entregar daqui prá frente. 

Hsieh fecha o livro mostrando alguns conceitos sobre felicidade."Para mim, felicidade é sobre quatro coisas: 

1. Percepção de controle sobre as coisas, 

2. Percepção de progresso, 

3. Número de relacionamentos profundos que temos com outras pessoas. 

4. Ser parte de alguma coisa maior que nós mesmos."

"Delivering Hapiness" é muito bom! Se puder, compre hoje mesmo na Amazon. O livro está disponível na versão impressa, Kindle (recomendo) e audiobook. Comece agora mesmo a "entregar felicidade"!

ARREBENTA!!

17/05/2010

Quem quer ganhar um livro da Zappos?

image from http://www.bizrevolution.com.br/.a/6a00d83451bad569e2013480ef17dc970c-pi

No próximo dia 7 de Junho acontece o lançamento oficial do livro do Tony Hsieh - CEO da Zappos - sobre a empresa. O livro se chama "Delivering Hapiness" ,e fala sobre a trajetória do Hsieh para forjar a cultura da empresa. 

Como parte do plano de promoção do livro, eles estão distribuindo algumas cópias do livro para blogueiros do mundo inteiro. Eu recebi 2 cópias, uma para mim e outra para..., para quem responder melhor a pergunta "Por que você deveria ganhar o livro da Zappos?"

Coloque a sua resposta na área de comentários desse post. A melhor resposta fatura o livro. 

ARREBENTA!

21/04/2010

New Model Army!

image from http://www.bizrevolution.com.br/.a/6a00d83451bad569e20134800af5ac970c-pi

New Model Army de Adam Roberts é um dos MELHORES livros que li na minha Vida recente. DESTROIER, ATERRORIZANTE, FANTÁSTICO, POSSÍVEL, INACREDITÁVEL. Eu prometo escrever um post-QUEBRA TUDO sobre o livro em breve. 

Eu conheci o livro dias atrás, e devorei o bicho em duas viradas de noite. SIMPLESMENTE INCRÍVEL! Não dá para parar de ler. O livro é inglês, o escritor é britânico, e desconhecido por essas bandas. Se não fosse pelo Kindle, eu teria acesso ao livro sei lá quando. 

Eu comprei o livro pela sinopse - achei que fosse na linha do Catch-22 (outro petardo), mas não posso negar que o nome do livro me remeteu a uma das músicas mais incríveis dos anos 80: 51st State of America do New Model Army. Eu toquei essa música no festival de música do meu colégio em 1986 com a minha guitarra brazuca barulhenta no volume máximo. A minha banda se chamava SINE QUA NON e todos tocaram 51st alucinados, lembro como se fosse hoje o batera arrebentando a caixa a os bumbos para fazer o máximo de barulho. Você toca 51st com apenas 3 notas, começa em F, vai para A e depois G, e fica nessa até o final, bem no melhor estilo punk de ser. 

NEW MODEL ARMY, o livro é FASCINANTE!. Eu li o bicho escutando 51st State repetidamente dezenas de vezes sem parar no volume máximo permitido pelo YouTube. 

NEW MODEL ARMY, AMAZING!!!

15/12/2009

O futuro dos livros infantis.

Preparado? Então, respira fundo, e GO! Entre na viagem do futuro dos livros infantis. Confira a aplicação de um livro meclado com um iPhone, da MobileArt do Japão. Um futuro MUITO PRÓXIMO te garanto. Você compra o livro na livraria, faz o download do aplicativo via iTunes e GO!

Na verdade eu acredito que não sobrará espaço para o papel. Mas, a aplicação a seguir dá um certo fôlego para os livreiros pensarem em algo melhor. 

06/12/2009

Graphic Novels, a melhor maneira de contar uma história.

O amor que eu tenho pela leitura hoje é resultado do amor pelas histórias em quadrinhos quando era bebê. Se fosse pelo Machado de Assis que tentaram me fazer engolir na escola com 8 anos eu não estaria aqui hoje. 

Ok, Machado de Assis é o máximo do máximo para os intelectos de plantão. Mas não para uma criança de 8 anos de idade que se sentia fascinada por ficção científica, heróis, amor, paixão, cores e agilidade, Machado era meio ultrapassado e lento. 

Eu sempre li histórias em quadrinhos. E hoje estimulo como maluco os meus filhos a lerem gibis. Na verdade gibis e livros são as únicas coisas que compro para eles. Deixo os brinquedos para a mãe, avós e agregados. 

Nas últimas décadas, os gibis ganharam um gênero destroier chamado Graphic Novel, ou Novela Gráfica. Graphic Novel é uma espécie de história em quadrinhos com teor adulto. As vezes fantástica, as vezes filosófica, as vezes assustadora, todas as vezes simplesmente maravilhosas.

Eu tenho que admitir que venho lendo graphic novels como nunca. Primeiro porque o número de obras aumentou geometricamente nos últimos anos. Segundo porque a disponibilidade de quadrinhos em terras brasilis é intensa. As bancas são como crack para mim. Tem tanta coisa boa e nova que eu nem sei mais o que comprar e ler primeiro - não vejo a hora do Kindle ganhar uma versão colorida onde eu posso ler gibi digital portátil. 

Deixa eu compartilhar com vocês alguns dos melhores "livros gráficos" que eu li em 2009. Não tem o melhor nem o pior. Todos são geniais e maravilhosos a seu modo. 

O desfile das novelas gráficas começa por The Umbrella Academy do brasileiro Gabriel Bá, cultuado lá fora, desconhecido em terra brasilis (para variar). O que você acha do mundo sendo salvo por crianças? O primeiro capítulo da Umbrella Academy em português acaba de ser lançado no Brasil, a venda na Livraria Cultura e Devir. 

Photo (10) 

Eu sou um grande fã de todas as publicações da VERTIGO. Tem o selo VERTIGO eu arrisco sem pensar. Um dos achados do ano foi a série ARMY & LOVE, graphic novel americana maluca e ultra crítica sobre a maneira americana de encarar uma guerra. Uma tragecômica história de guerra e amor.

Photo (9)

De repente o mundo foi tomado por um vírus que matou todos os homens e machos do planeta menos UM cara. Esse é o enredo por trás da fabulosa The Last Man, veja que na capa da edição deluxe, você tem uma citação do Stephen King dizendo que The Last Man é a melhor graphic novel que ele já leu na vida. 

Ah, não fica pensado que essas graphic novel que eu estou citando são meros gibis de 30 páginas. The Last Man, por exemplo, tem mais de 700 páginas em fomato grande. Em média as graphic novels citadas aqui tem 400 páginas. 

Photo (8)

Os gibis atuais também são uma espécie de graphic novels. Esse ano a turma da DC resolveu matar o Batman de novo. O fato é que os heróis tradicionais (Batman, Superhomem, Homem Aranha) não são mais relíquias intocáveis. A DC e a Marvel estão fazendo de tudo para manter esses tradicionais heróis a frente dos novos heróis do século 21. 

Photo (7)

O formato de graphic novel existe há tempos. Mas foi um cara chamado Will Eisner que impulsionou tudo que existe hoje. A narrativa "cabeça" de Eisner sobre a vida em Nova Iorque e os deslizes humanos trouxe uma seriedade ao gibi que abriu portas para todas as possibilidades. 

Slow Storm é um entre vários exemplos de graphic novel para ler e refletir. TODAS as páginas são lindíssimas. O texto é poético. A história é uma grande lição de moral. Bombeiro salva a vida de imigrante ilegal, e toda a sua maneira de ver o mundo muda a partir daí. Belíssima!

Photo (6)
 

Umbigo sem fundo é outra novela que é gráfica mas não tão gráfica como os exemplos acima. O gráfico é ultra diferente de tudo que você já viu, mas não é tão coloridão como um gibi tradicional. Umbigo sem fundo é leitura obrigatória para todo casal que esteja passando por algum tipo de crise conjugal. Umbigo sem fundo conta a história REALISTA de um casal que resolve se separar depois de 40 anos de casado. 

Os papos entre os personagens - pai com filho, filho com namorada - são hilários e você vai se identificar com os personagens como nunca. Parece história baseada em fatos reais. Umbigo sem fundo foi bastante premiada lá fora. 

Reparem que o livro gráfico foi publicado pela Quadrinhos na Cia, o braço de gibis da Companhia das Letras. Ou seja, se uma das principais editoras brasileiras lançou um braço para editar graphic novels no Brasil é porque o gênero tá bombando. 

Photo (5)

Little Nothings, o Sindrome do Prisioneiro é uma gráfica novel que mostra o personagem principal como um ser humano galinha (repara na capa). Eu comprei porque imaginei que a história seria sobre os encontros e desencontros do nosso dia-a-dia. Dito e feito. Little Nothings é uma espécie de Sielfeld dos gibis, uma versão moderna das histórias de Eisner sobre Nova Iorque. Sensacional!

Photo (3) 

Eu tenho que confessar que sou vidrado em histórias de guerra. Primeira guerra, segunda guerra, todas as guerras.A Busca e Eu Sou a Legião falam sobre a guerra de um jeito dúca. Simplesmente maravilhosas e super reais. 

A melhor graphic novel de todos os tempos sobre sobre a segunda grande guerra é a MAUS; o famoso gibi em preto e branco que mostra os judeus como ratos e os nazistas como gatos. Leia MAUS quando puder! E na sequência os dois petardos abaixo. 

Photo (2) 

Photo (1) 

Logicomix está sendo considerada como a MELHOR graphic novel de 2009. Eu ainda não terminei. É dúca. SIMPLESMENTE GENIAL! Tá aqui um livro para guardar pelo resto da vida. Logicomix é uma espécie de biografia do filósofo Bertrand Russel, tá louco, ANIMAL. O livro mostra Rusell criando suas filosofias de vida, e chegando as suas conclusões matemáticas de uma maneira maravilhosa. 

Graphic Novel é a melhor maneira de contar uma história justamente por isso. É possível pegar a vida de um cara complexo como Russel e transformá-la em uma história deliciosa como Logicomix. 

Até Machado de Assis eu leria se alguém transformasse seus petardos em graphic novel. 

Photo

Eu estou escrevendo esse post sobre Graphic Novel porque eu acredito que os quadrinhos são hoje uma arte empreendedora e alternativa de geração de riqueza.  

Eu espero que os jovens desenhistas ou roteiristas, livreiros ou editoras, se sintam inspirados em escrever, publicar e vender histórias em quadrinhos ao conhecer melhor essa arte GENIAL.

NÃO TENHA PRECONCEITOS. LEIA GRAPHIC NOVEL!

Falando especialmente aos criadores: busquem seus sonhos se for esse o caso; ao invés de esconder o seu talento atrás de algum computador em alguma agência de propaganda meia boca que tem por aí, crie a sua história e venda para alguma editora. 

Quem sabe você tem hoje na sua cabeça a próxima WATCHMEN, que dos quadrinhos ganhou o mundo, e as telas de Hollywood. 

Por falar nisso. WATCHMEN é o tema do HollywoodCEO do dia 16 de Dezembro. 

28/11/2009

Nunca na história desse país!

O livro do Marcelo Tas é uma comédia. O Lula é uma comédia. A introdução do livro feito pelo José Simão é hilária. Tô lendo o livro no banheiro, lugar ideal para ler as bobeiras faladas pelo lula.Compre! Vale a pena.

image from http://www.bizrevolution.com.br/.a/6a00d83451bad569e20120a6e66de7970b-pi

Enviado de meu iPhone

20/11/2009

10 Melhores Livros de 2009 para Empreendedores.

A lista que segue apresenta os 10 melhores livros para empreendedores que eu li em 2009. A lista não é um ranking. Eu procurei selecionar livros que eu li ao longo do ano e que abordam questões importantes para o empreendedorismo. Todos os 10 livros são muito bons. 

Sobre CRIATIVIDADE você tem o Ignore Everybody; sobre gestão do negócio como um todo você tem Going Out of business by Design; sobre vendas você tem o livro da Limonada; sobre marketing você tem o Inbound Marketing; sobre liderança assertiva você tem o Fierce Leadership; sobre inspiração você tem o Power Ambition Glory; sobre novos modelos de negócios você tem o Free; sobre presentations você tem o Slide:ology. Enfim, a lista é um TESÃO. Todos os livros me inspiraram muito ao longo de 2009. 

1. Ignore Everybody. É um livro sobre criatividade. Escrito por um outsider, o livro é uma espécie de autobiografia do autor onde ele conta como ganhou dinheiro e se posicionou fazendo o que gosta de maneira diferente do tradicional. 

2. Fierce Leadership. Liderança é tudo, certo? Todo funcionário pangaré responsabiliza os chefes que tem pelo fracasso do seu próprio cérebro. Fierce Leadership é um livro sobre como desenvolver conversas autênticas e verdadeiras com outras pessoas, e consequentemente liderá-las. Fierce Leadership ou Liderança Feroz é imperdível. O livro não tem nada a ver com liderança servidor, monge e o executivo e relações interpessoais, Fierce Leadership como o próprio nome diz é agressivo mas você tem que ler. 

3. Power Ambition Glory. É um livro escrito a quatro mãos por um historiador e por um consultor do mundo dos negócios. O livro cruza a história dos mais famosos líderes da antiguidade com ensinamentos atuais do mundo dos negócios. Cesar, Alexandre, Hanibal, Cirus e muitos outros. Eu adorei!

4. Free. Eu não podia deixar de fora o tão aguardado livro de Chris Andersen sobre a Sociedade do Grátis. O livro é muito bom, as idéias show de bola. Quando eu olho para um livro de 400 páginas com fotografias, holografias, desenhos e ilustrações de dezenas de profissionais diferentes sendo vendido por 15 dólares, não tem como pensar que alguém de alguma maneira está trabalhando de graça, e não tem como voltarmos atrás. 

5. Slide:ology. Eu acredito que nem a Microsoft imaginava que o Powerrpoint se tornaria um software tão popular como se tornou. Mais de 450 milhões de pessoas em todo o mundo usam o PowerPoint para vender, apresentar, negociar idéias. Entretanto a grande maioria das apresentações criadas em Powerpoint são muito chatas e pouco vendedoras. Slide:ology é o livro dos Duarte, agência criadora de PowerPoints usados pelos big shots do Vale do Silício. O livro traz a filosofia e prática dos caras sobre como fazer apresentações matadoras. 

6. Inbound Marketing. O livro fala sobre a idéia de você atrair clientes para o seu web site e para a sua empresa através da distribuição do seu conhecimento em blogs, social mídia, mecanismos de busca, Twitter, eventos etc. Existem dezenas de livros gringos falando sobre a distribuição gratuita do conhecimento como forma de atrair clientes, estabelecer reputação e nutrir relacionamentos. Inbound Marketing é um dos melhores que já encontrei. 

A produção de conteúdo sobre o conhecimento do empreendedor é uma maneira relativamente barata de você promover o seu negócio. Aposte nessa!

7. Lemonade Stand Simple. Esse é um livro sobre vendas para empreendedores. O livro é rápido, 100 páginas, e fala sobre prospecção, apresentação, follow-up, negociação através de uma linguagem simples que seduz até o cara que simplesmente odeia vendedores.

8. No Limits. Esse livro é para aqueles que ainda são funcionários de alguém e pensam um dia se tornarem empreendedores. O livro é honesto. Não vende ilusões mas é inspirador para quem tem a mente aberta. Ser empreendedor não é nenhum paraíso. O livro traz histórias de americanos que largaram seus empregos para ir atrás dos seus sonhos. O livro aponta maneiras de você encontrar algo para fazer fora do trabalho de funcionário, qual bagagem psicológica você deve ter para enfrentar a luta diária do empreendedorismo e muito mais. Leia!

9. B-A-M!: Delivering Customer Service in a Self-Service World. O Atendimento ao cliente foi virado de ponta cabeça com o advento da sociedade self-service que a internet criou. BAM! é um livro que ataca todas as premissas tradicionais sobre atendimento ao cliente como "o cliente está sempre certo", "atendimento ao cliente é sobre prometer menos e entregar mais", "atendimento ao cliente significa a mesma coisa para todos os clientes".  O livro é prático - como todos os livros que recomendo - e traz exercícios, ferramentas e modelos de documentos para você usar. Uma porrada nos gerentes de departamentos de SAC. 

10. Going Out of Business by Design: Why Seventy Percent of Small Businesses Fail. 70% das pequenas empresas fecham antes de competar 7 anos, inclusive nos EUA. "Going Out of Business by Design" é um livro prático sobre gestão de pequenas empresas. É uma espécie de MBA moderno (e não brega) para pequenos empresários. Muito bom. 

Infelizmente ou felizmente, todos os livros - com exceção do FREE - ainda estão em inglês. Se você quiser saber do que se trata cada livro, saia da sua zona do conforto, e leia livros em inglês! Eu te garanto que essa é uma excelente maneira de se diferenciar do seu concorrente provinciano.

06/11/2009

Liderando com Metas Flexíveis.

MetasFlexiveis

Eu conversei há pouco com Niels Plaeging, autor do livro "Liderando com Metas Flexíveis - Um guia para a Revolução do Desempenho"

Clique aqui para ouvir a entrevista completa em MP3.

O livro apresenta uma proposta radical para a maneira corporativa de criar metas.

Aquele que já trabalhou em empresas baseadas em orçamentos sabe o quanto é viajante o processo de criação de metas. 

Eu já trabalhei em empresas taradas por orçamentos,  planejamento e revisão de metas, e já senti na pele o quanto esse processo de revisão de metas está errado 

Pessoas caras - gerentes, diretores e vice-presidentes - jogam horas e mais horas de seu trabalho na lata do lixo revisando planos que não tem nenhum contato real com o mercado. 

As vezes, é claro, as metas são atingidas, mas a maneira com que são atingidas não faz sentido. As metas são cumpridas porque diferentes pessoas na linha de comando estão envolvidas com o número, e portanto - no final do dia- acabam fazendo alguma sacanagem para entregar os números.

Niels fala, "A meta não é o caminho. Um número cada vez maior de líderes está se dando conta de que alguma coisa não está certa em relação às metas que são habitualmente acordadas em suas empresas. Naturalmente, as pessoas precisam de meta; dificilmente haverá um líder que duvide disso. Mesmo assim, na prática o conceito pare não funcoonar direito. O que se deve isso? Será que escolhemos as metas erradas? Será que são elevadas demais ou despretensiosas demais, ou definidas da maneira errada?". 

SERES HUMANOS NÃO PRECISAM TER LÍDERES PARA DEFINIR AS SUAS METAS. 

O Ser Humano é capaz de definir sozinho o que tem que fazer e ir atrás da realização do seu potencial sem a necessidade de alguém ficar em cima. 

Aquele que não acredita nisso - e ainda espera que o plano de metas seja feito pelo chefe -, não passa de um grande zé mané que não merece a roupa que veste, a comida que come e o chão que pisa. 

Na era do Conhecimento todos os funcionários de uma empresa deveriam ser geridos, avaliados e comandados como se estivessem na era industrial?

Bem, não; entretanto, foi para isso que nasceu o Balanced Scorecard e tantos outros sistemas de qualidade que procuram medir de tudo, espremer tudo, até tirar o máximo da produtividade das pessoas. 

Certo ou errado? 

Niels, "Os gestores não deveriam se preocupar em avaliar o desempenho individual as pessoas porque não é possivel determinar o desempenho individual das pessoas."

Como avaliar a participação do assistente de marketing na criação de uma campanha de marketing VERSUS a participação do gerente quando ambos participam de todas as reuniões e contribuem com suas idéias?

Todos deveriam receber salários iguais? 

É realmente necessário ter gerente nas empresas?

Gerente para quê?

Para cobrar resultados, controlar e comandar? 

Quem melhor do que o cara que precisa daquilo que o outro funcionário está fazendo para cobrar resultados?

Se vira, descubra sozinho, ou participe da conversa, junte-se a experiência. 

Você está satisfeito com a gestão de empresas tradicional, ou está afim de quebrar a cabeça para pensar em algo radicalmente diferente e viável?

05/11/2009

Livros em 2009.

Quais foram os melhores livros que você leu em 2009?

03/11/2009

Ignore a todos!

photo.jpg

"Ignore a todos!". Esse é o título do livro do blogueiro Hugh MacLeod lançado meses atrás. O livro foi eleito recentemente pela Amazon como um dos 10 melhores livros de negócios de 2009. 

O livro foi escrito por um cara criativo que encontrou no negócio de fazer cartoons no verso de cartões de visita o seu cartão de visita para a criatividade. 

Eu twitei as melhores partes do livro. Confira a tripa de tweets abaixo. 

  1. Hugh MacLeod: Ignore Everybody, entre os 10 melhores livros de 2009 na Amazon
  2. Confira o ranking das melhores escolas de negócios dos EUA >http://ow.ly/ysg6 Nesse tipo de ambiente até o mais vagaba estuda.
  3. "O livro em 140: Trabalhe duro, viva com simplicidade e serenidade. Mantenha-se humilde, positivo. Cria sua própria sorte. Seja gentil.
  4. Muitos dizem ter 20 anos de experiência, mas na verdade eles tem 1 ano de experiência repetidas 20x.
  5. Permita que o seu trabalho envelheça com você.
  6. MacLeod: "Não importa o que o software faz, o que interessa é o que o usuário faz".
  7. MacLeod: "O futuro pertence aos geeks. Ninguém mais quer ele."
  8. A melhor maneira de conseguir uma aprovação é não precisar dela. Poder não é dado, é tomado.
  9. Dica 24a. Não se preocupe com "Comércio VERSUS Arte", mas, como alguém vai ganhar dinheiro e manter a sua alma é a questão.
  10. Dica 23a: Ninguém se importa. Faça por você. Todos estão preocupados com suas próprias vidas. Escreva o livro para você, crie para você.
  11. @JuDeMari Ué, se você acha que as revistas não servem para nada, você precisa ver as pessoas que trabalham dentro das revistas.
  12. MacLeod: "Fuck the Poor, they can´t afoord me".
  13. MacLeod: Qualidade não é o trabalho número um, ser totalmente fucking amazin é o seu trabalho único um.
  14. MacLeod: "Você acha que as revistas são dispensáveis? Você deveria ver as pessoas que trabalham para elas".
  15. Dica 18a, mérito pode ser comprado. Paixão não. As únicas pessoas que podem mudar o mundo são aquelas que querem mudar o mundo.
  16. Nunca tente vender um meteoro para um dinossauro. Você perde o seu tempo, e ainda incomoda o dinossauro.
  17. Meteoros e Dinossauros. http://bit.ly/3HAOTN
  18. Pare de se preoucupar com tecnologia, e preocupa-se com o número de pessoas que confiam em você. São eles que pagam as suas contas.
  19. 50% do valor. http://bit.ly/3mf7p0
  20. RT @laermer: 6 Tendências em Social Midia Social para 2010 (em inglês): http://bit.ly/1qeYoW
  21. O seu trabalho vale 50% menos do que valia dez anos atrás. E você quer um aumento? Pelo quê?
  22. Toda criança subestima os seus concorrentes e superestima as suas chances.
  23. A primeira regra dos negócios: nunca venda algo que você ame. Caso contrário, talvez você se veja vendendo os seus filhos.
  24. A energia solar é du caramba, 8 gadgets fascinantes powered by the sun > http://ow.ly/ybeH
  25. Um grande acordo é uma coisa boa, mas autoridade pessoal é mais importante no longo prazo.
  26. Ninguém precisa de ninguém para ser descoberto, coloque o seu trabalho na web. Quando os galãs te descobrirem, você terá alguma coisa.
  27. Ninguém de repente descobre nada. As coisas são construídas lentamente e com muita dor.
  28. 5a dica: Se o seu plano de negócios depende que você seja descoberto por algum galã, o seu plano provavelmente irá falhar.
  29. MacLeod: "É sujo é chocante é errado, e eu GOSTO."
  30. 4a dica: Boas idéias tem infância solitária. Esse é o preço que você paga para fazer algo diferente. Não tem como evitar.
  31. MacLeod: "Que feliz coincidência, Deus odeia as mesmas pessoas que eu".
  32. MacLeod: "Viver uma vida de mentiras não é tão ruim se eu conseguisse fazer mais e mais pessoas acreditarem em mim".
  33. Quer criar algo dúca? Desliga a tv, desliga o twitter, dedique-se 2 horas por dia para fazer o que você quer fazer. Ponto.
  34. Ser bom em alguma coisa é que nem skate - tem que parecer fácil, mas só você sabe o quanto foi difícil. Os medíocres não percebem isso.
  35. O trabalho "boring" dá a você a oportunidade de andar entre os adultos, o trabalho criativo dá a você a oportunidade de ser criança.
  36. Se o seu trabalho criativo for o trabalho gerador de dinheiro, você vai se ver fazendo algo "comercialmente viável".
  37. Não largue o trabalho que te sustenta, tenha um trabalho paralelo que te permite ser criativo. Tenha o trabalho criativo, e o boring.
  38. É por isso que o mundo está cheio de pessoas talentosas, que conhecem um monte de gente, mas não chegam a lugar algum.
  39. Talvez o cara tenha mais talento, mais networking, seja mais flexível, mas no final, começam a contar as horas de trabalho. Ponto.
  40. Se alguém na sua indústria é mais bem sucedido do que você, é porque o cara trabalha mais que você. Ponto.
  41. Alguém vai roubar a sua idéia? Deixa roubar. Ele vai trabalhar na sua idéia como você? Dificilmente.
  42. 90% do quê separa pessoas de sucesso do resto é: esforço, tempo e energia.
  43. Criatividade requer horas e mais horas de craniamento. A criação de algo que vale realmente a pena requer incontáveis horas.
  44. É libertador ter algo que seja apenas seu, e não pertence a mais ninguém. É libertador sentir-se soberano de vez em quando.
  45. É libertador fazer algo que não esteja amarrado com a sua carreira.
  46. É libertador fazer algo que não tenha algum tipo de ângulo comercial.
  47. É libertador fazer algo sem ter a necessidade de impressionar os outros. É libertador fazer algo livre de ambições.
  48. Quanto maior a autoridade que tiver sobre uma idéia, + inspiração terá sobre os outros.
  49. 2a dica: A idéia não tem que ser grande, mas tem que ser sua.
  50. MacLeod: "Grandes idéias alteram o relacionamento entre as pessoas, por isso as grandes idéias sempre encontram resistência inicial".
  51. Os seus amigos talvez amem você, mas não querem que você mude. Amigos não tem incentivo algum para incentivá-lo a mudar.
  52. MadLeod: "Eu vim a Nova Iorque para colocar a minha vida nos eixos. Mas a minha vida tinha outros planos".
  53. A 1a dica: IGNORE TODO MUNDO, quanto mais original for a sua idéia, menos as pessoas poderão contribuir.
  54. "Eu não consigo decidir se eu quero ser milionário ou artista", "Torne-se um artista milionário".
  55. MacLeod: "Eu não tenho amigos, eu tenho Nova Iorque".
  56. Hoje eu vou twitar as melhores partes do livro "Ignore Everybody" do blogueiro Hugh MacLeoad. Siga!

01/11/2009

Como gerenciar um projeto profissional.

Confira os melhores momentos do e-book "Project Management for Professional Project Managers" tirado do meu iPhone. Eu twitei as melhores partes a seguir, confira a tripa, com direito aos melhores momentos da World Series.

  1. O mais valioso e menos criado documento em uma gestão de projetos é o "Plano B".
  2. Quando o peso da papelada do projeto se igualar ao peso do projeto em si você pode considerar o projeto terminado.
  3. Se tudo está de acordo com o plano, e tudo está beleza, alguma coisa absurdamente errada vai acontecer a qualquer momento.
  4. Se você está 6 meses atrasado em um prazo que termina na próxima semana e acredita que vai cumprir o prazo, você é um gerente de projetos.
  5. Todas as dicas sobre gestão de projetos das últimas twitadas são de um aplicativo supimpa sobre gestão de projetos para iPhone.
  6. Leva 9 meses para uma mulher dar a luz, você não consegue um filho em um mês ao engravidar 9 mulheres (seria mais divertido)
  7. Se alguma coisa pode ser modificada será modificada até que não haja mais tempo para mudar nada.
  8. Um projeto mal planejado levará 3x mais tempo do que o esperado - um bem planejado projeto levará 2x mais tempo que o esperado.
  9. Nunca subestime a habilidade dos CEOs em comprar uma idéia furada e deixar passar uma boa idéia.
  10. Métricas são desculpas que o homem moderno aprendeu.
  11. Atividade não é resultado.
  12. Um bom gerente de projetos se encaixa na agenda, um excelente gerente de projetos cumpre as metas.
  13. Projetos acontecem de duas maneiras: a) planejado e executado, b) execução pára, planeja, executa.
  14. O projeto não deve ser iniciado se a verdade sobre tempo e orçamento não foi revelada.
  15. Nunca há tempo o suficiente para fazer o trabalho certo na primeira vez, mas sempre há tempo para fazer de novo.
  16. Se você não estiver trabalhando com entusiasmo, será demitido com entusiasmo.
  17. Não é a quantidade de horas que conta, mas o que você faz com elas.
  18. De todas as possíveis interpretações de uma comunicação, a menos inconveniente é sempre a correta.
  19. Poucas pessoas em um porjeto, e elas não conseguem resolver um problema - muitas pessas e elas criam mais problemas que conseguem resolver.
  20. @leoneld MLB.tv, web meu amigo, televisão - esse arfetato do século 20 - morreu faz tempo!
  21. Se você não puder interpretar os dados de um projeto sob diferentes ângulos, o pior estará sempre correto.
  22. Se não fosse pelo "último minuto" não seria concluído.
  23. A pessoa que diz que vai demorar mais ou vai custar além da conta é a única que sabe como fazer o trabalho.
  24. Você deve derrubar a árvore que você consegue derrubar.
  25. Se você não defender alguma coisa, você cairá por qualquer coisa.
  26. A mais valiosa e menos dita palavra no vocabulário de um gerente de projetos é palavra NÃO.
  27. Nenhum projeto nunca terminou dentro do prazo e dentro do orçamento, o seu não será o primeiro.
  28. Se você tiver tempo para repetir o que você faz, você nunca faz direito na primeira vez.
  29. Todo mundo quer um excelente gerente de projetos, mas quando conseguem, não qurerem mais.
  30. Se não houver nenhim problema no projeto, o seu chefe vai reduzir o tempo e o orçamento.
  31. Rápido - barato - bom; você pode ter apenas dois deles.
  32. Bons gerentes de projetos sabem quando não gerenciar um projeto.
  33. http://twitpic.com/ny8vj - I LOVE THIS GAME!! Phillies 1 x 2!!!
  34. O mesmo trabalho sob as mesmas condições será estimado de maneira diferente por dez gerentes, ou por um gerente dez vezes diferentes.
  35. A mais valiosa e menos usada farase sobre gerenciamento de projetos é "Eu não sei".
  36. http://twitpic.com/ny8cf - As animações da MLB são um caso a parte, GO YANKEES DEFENSE GO!
  37. http://twitpic.com/ny839 - Lá vem os Phillies!
  38. Qualidade é grátis!
  39. Gerentes de projetos espertos passam os problemas para outros, os gerentes inteligentes constroem a reputação de resolvedores de problemas.
  40. Se um Projeto de TI funciona da primeira vez, alguma coisa está errada.
  41. http://twitpic.com/ny7fw - Yankees 2 x 0, jogo quente, porrada!
  42. Jeter Yankees 1 x 0!!!!
  43. http://twitpic.com/ny68h - GO YANKEES GO!!! Começou o Jogo 4 da World Series.
  44. Guia completo para o Google Wave > http://ow.ly/ypnl
  45. @tcordeiro
  46. O gerente de Projeto deveria ser parabenizado por terminar um projeto não por começá-lo.
  47. 90% das tarefas de um projeto levam 90% do tempo. Os outros 10% levam outros 90%.

30/10/2009

Como persuadir os outros a fazerem o que você quer?

Eu terminei há pouco de twitar o melhor do livro SIM! 50 idéias práticas sobre a ciência da persuasão de Robert Cialdini, o papa nesse assunto. Pelo menos 1x por semana eu vou usar o Twitter para twitar as melhores partes de um livro inteiro. 
  1. Esse foi o melhor do livro SIM! 50 segredos da persuasão, toda semana vou twitar o melhor de um livro inteiro > http://ow.ly/xGUH
  2. Se você perguntar por 10 razões, e o cliente responder 6, ele vai achar que você é ruim.
  3. Ajude as pessoas a responder PORQUE compram de você. Pergunte por uma razão, não dez razões.
  4. Você pode incrementar a sua persuasão ao explicar PORQUE você quer algo. As pessoas tendem a concordar, se a razão fizer sentido.
  5. Assumir os limites do seu serviço aumenta a sua credibilidade. Se cometer um erro,admita e explique o seu plano para corrigir a situação.
  6. Use genuínos Advogados do Diabo para ajudá-lo a ajudar as pessoas a ver as coisas por elas mesmas.
  7. O medo paraliza as pessoas. Se você fornecer informação sobre como resolver a questão, o medo se torna um incentivo.
  8. Se você quiser aumentar o ticket médio, coloque uma opção de alto valor sobre a mesa.
  9. Muitas opções podem assustam as pessoas, para persuadir uma pessoa a comprar, limite o número de itens sobre a mesa.
  10. @arilves E dia 18 eu vou fazer uma palestra GRÁTIS em Salvador, Você 2.0, confira: http://ow.ly/xGrg
  11. Se você quer que um estudante vagaba estude mais, mostre o caso de sucesso de um outro estudante vagaba, e não cases de mauricinhos.
  12. @mcavalcanti Estou twitando as melhores partes do livro, 1x por semana eu vou twitar um livro completo por aqui.
  13. As pessoas ficam mais inclinadas a agir de uma determinada maneira quando vêem pessoas parecidas com elas agindo daquela maneira.
  14. Em geral, as pessoas tendem a se alinhar com as normais sociais.
  15. O aviso funciona melhor quando o hotel diz exatamente quantas pessoas reusaram uma mesma toalha.
  16. Os hotéis conseguem fazer as pessoas usarem as toalhas mais de uma vez porque colocam avisos dizendo que outras pensam reusam.
  17. 6o Princípio da Persuasão: Provas Sociais, as pessoas querem agir conforme os colegas.
  18. As pessoas agem com honestidade quando se vêem no espelho, ou sabem que são observadas.
  19. 5o princípio da Persuasão: Afeição, as pessoas precisam ser queridas.
  20. Se o garçom entrega a balã de hortelã aos clientes depois da refeição, o cliente valoriza a bala.
  21. Se um restaurante distribui uma balã de hortelã depois do almoço, o cliente não valoriza o presente.
  22. Você pode dar coisas de graça, apenas certifique-se que as pessoas compreendem o valor do presente.
  23. Tudo que é grátis comunica falta de valor. Mesmo na era da internet?
  24. Você não precisa descontinuar um produto, apenas explicar que a sua oferta ele não consegue encontrar em nenhum outro lugar.
  25. O princípio da escassez: As pessoas preferem evitar as perdas do que ir atrás de ganhos.
  26. O 4o Princípio da Persuasão é a Escassez. Se o negócio for raro, as pessoas vão querer.
  27. @thais_dprado Obrigado!
  28. Peça favores para pessoas que não gostam de você; aquele que te conceder um favor, te verá de uma maneira positiva.
  29. Quando for preciso marcar uma reunião, faça a outra pessoa escolher o horário, assim ela se sente comprometida.
  30. Faça pesquisas sobre caminhos a seguir, assim você estimula as pessoas a se comprometerem com escolhas, ao invés de apenas concordar.
  31. Se você quiser que alguém concorde em fazer algo, faça a pessoa assumir publicamente que fará.
  32. As pessoas querem ser consistentes. Se você classificar uma pessoa como uma pessoa boa, essa pessoa fará atos para ser vista como tal.
  33. Se você quer que alguém faça um grande favor a você, prepare o terreno pedindo um pequeno favor antes.
  34. O 3o princípio da Persuasão é a Consistência. As pessoas querem agir de acordo com as suas crenças.
  35. Mostre sinais de autoridade na sua área de trabalho. Pendure diplomas, artigos que publicou, citações que contribuiu em artigos.
  36. Chama-se os seus funcionários de especialistas, ao invés de gerente de qualquer coisa.
  37. Quando você fala de você não funciona. Consiga que alguém fale bem de você, e demonstre o quanto especialista você é. Não vale clientes!
  38. O 2o princípio da Persuasão é a Autoridade. As pessoas querem seguir os Especialistas.
  39. Encare a realidade: leve em conta o fator tempo quando pedir um favor para alguém que você ajudou.
  40. Entretanto, o valor de fazer algo por alguém muda com o tempo. Quem faz tende a valorizar mais, quem recebe valoriza menos.
  41. Como você poderia ajudar as pessoas? O que você poderia dar as pessoas? Uma pequena nota pessoal quando você envia um doc já ajuda.
  42. O primeiro princípio da persuasão é a reciprocidade. Se você der algo para alguém, essa pessoa vai querer te pagar de volta.
  43. Voltando a twitar o melhor do livro YES, 50 Segredos da Persuasão... pelo menos 1x por semana, eu vou twitar o melhor de um livro inteiro.
  44. Quem disse que os elefantes não sabem dançar? http://ow.ly/xCZv
  45. Qual é o melhor dia para enviar e-mail marketing? http://ow.ly/xBqjO pior é sexta, mas, envie sexta, porque ninguém manda.
  46. Trilha desmatada com mel > http://ow.ly/xBko A história de Nete na socialite do Rio de Janeiro
  47. 8 mensagens de marketing que todos sabem que é mentira, papo furado > http://ow.ly/xBcm mas as grandes agências usam.
  48. A psicologia das cores nos materiais de marketing >http://ow.ly/xB8d
  49. Idéias de Assessoria de Imprensa que você mesmo pode fazer >http://ow.ly/xB7Y
  50. @marquinh05 O blog tá com algum pau, os caras estão verificando. Obrigado pelo feedback.
  51. Usando as Listas do Twitter ao invés do Google Reader >http://ow.ly/xB0V O Twitter vai matar o RSS?
  52. Como deveria ser uma reunião de staff meeting quando temos quatro gerações participando dela? http://ow.ly/xAoe
  53. Gente Grande discute Idéias, Gente Medíocre discute Comportamento > http://ow.ly/xAmz
  54. Yankees 3x1, GO Damon GO!!
  55. RT @PSFK: The World’s First Crowdsourced Ad Agencyhttp://bit.ly/33Loiy < @psfk
  56. Fotos da Microsoft Store in Mission Viejo - http://post.ly/ArT7
  57. RT @convergencia: Banda Larga: Governo anuncia conexão de mais de 36 mil escolas http://bit.ly/2VyY0M
  58. @rsazevedo Boa, comi bola, o sexto é "Autoridade". Logo mais volto a twittar as melhores partes do livro.
  59. Persuasão é sobre 6 principios: reciprocidade, consistência, escassez, afeição e provas de amizade.
  60. Os indivíduos querem ser amados, pratique ver coisas boas nas pessoas. Pratique pratique pratique!
  61. O medo paraliza as pessoas, use táticas de terror se você vende o antídoto para o terror.
  62. As pessoas tendem a seguir a maioria. Ao estabelecer normas, você consegue fazer as pessoas fazerem o que você deseja.
  63. Quanto mais rara for uma coisa, mais as pessoas vão querer essa coisa.
  64. As pessoas querem ser consistentes e comprometidas, mostre como ao alinhar a sua proposta com os seus valores.
  65. O público acredita em autoridade, coloque-se ao lado de alguns galãs.
  66. Um pequeno presente ou um pequeno favor o tornará mais persuasivo. As pessoas vão querer te pagar de volta.
  67. Quando pensam em persuasão, a maioria das pessoas enfatizam suas próprias experiências, ao invés de usar dados e técnicas.
  68. Eu vou twitar a partir de agora o melhor do livro Yes - 50 segredos da Ciência da Persuasão. Acompanhe de Robert Cialdini, siga!

17/09/2009

Licenciamento no Podcasting da BIZ.

Licensing

O que é licenciamento? Como funciona? Tudo pode ser licenciado? Qual é o tamanho do mercado de licenciamento no Brasil? O que você precisa saber para licenciar um produto? Confira a entrevista que eu fiz com Arnaldo Rabelo, autor do livro Licensing - Como utilizar marcas e personagens para agregar valor aos produtos para o mais novo episódio do BY THE BOOK, o podcasting da BIZ que também passa na Livraria Cultura

O licensing, ou licenciamento de marcas e personagens, movimenta mais de um bilhão de dólares no Brasil (em vendas ao varejo) e tem apresentado um crescimento expressivo ao longo dos anos. Em várias categorias de produto no Brasil, as marcas líderes são licenciadas, de fraldas descartáveis a alguns tipos de calçados infantis. Essa área, tão importante para as empresas do país, é hoje muito carente de uma bibliografia nacional e atualizada. Por isso, Sebastião Bonfá e Arnaldo Rabelo tomaram a iniciativa de escrever este livro com a intenção de que ele possa ser um guia para tantas pessoas e empresas que querem se aprofundar no tema.

Além de explicar como funciona o licensing e qual é a sua origem, os autores oferecem orientações práticas para diferentes players do setor: licenciadores, agentes de licenciamento e licenciados.

Como a área de licenciamento é muito ampla, este livro se concentra nos setores mais importantes para o Brasil: o licenciamento de personagens, celebridades e marcas.

O livro deve interessar a todos os profissionais envolvidos com a área, mas também aos estudantes e professores de Administração e Marketing.

Sobre os autores:

Sebastião Bonfá: presidente da ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) e presidente da agência de licenciamento Cabon, conselheiro vitalício e vice-presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil), foi um dos pioneiros do licenciamento, tendo comandado a área na Mauricio de Sousa Produções. Na Hanna Barbera Productions, foi presidente para o Brasil e vice-presidente para a América Latina.

Arnaldo Rabelo: diretor da consultoria Rabelo & Associados, é especializado em marketing de produtos infantis e professor de pós-graduação, com MBA em marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Participou do lançamento do personagem Senninha, no Instituto Ayrton Senna. Ocupou cargos gerenciais na Klin Produtos Infantis e Contém 1g. É coautor do livro Marketing Infantil – Como Conquistar a Criança como Consumidora.

Clique aqui para ouvir a entrevista

O livro já está a venda na Livraria Cultura

15/09/2009

Falta ou Excesso de Criatividade?

Inovacao

08/09/2009

Mais Tempo Mais Dinheiro no Podcasting da BIZ.

Maistempo Eu conversei há pouco com o Christian Barbosa que juntamente com o Gustavo Cerbasi lançaram recentemente o livro Mais Tempo Mais Dinheiro

O livro já é um dos mais vendidos do país e procura responder a diferentes questões sobre gestão de tempo e dinheiro. 

"O velho ditado 'tempo é dinheiro' já não é mais o mesmo. Em tempos de globalização e crise, pessoas com dinheiro não conseguem desfrutar do que ganham devido à falta de tempo; e outras, com tempo de sobra, não têm um centavo no bolso. Certamente, são riquezas distintas que, juntas, conferem um novo significado à palavra prosperidade."

Confira a entrevista com o Christian em MP3, clique aqui para escutar.


Intraempreendedorismo no Podcasting da BIZ.

Intraempreendedorismo Hoje eu conversei com Sergio Lozinsky, autor do livro "Implementando empreendedorismo na sua empresa - Experiências e Idéias para Criar uma Organização Empreendedora (Intrapreneurship)".

"O mundo das organizações é marcado por ricas histórias de pessoas criativas e corajosas que acreditaram nos seus sonhos, e não se intimidaram pelos riscos e dificuldades que se interpunham entre esses sonhos e a sua realização, criando empresas que revolucionaram nossas vidas." Sergio Lozinsky.

A gravação da nossa conversa está em MP3. Para escutar a entrevista clique aqui.

06/09/2009

O Livro das Perguntas.

Alguém colocou o meu mini-livro "Se você sabe todas as respostas é porque não está fazendo todas as perguntas" no Scribd, você pode fazer o download for free aqui

MiniLivro

22/07/2009

By The Book.

ByTheBook


Olha eu aí no blog da Livraria Cultura!!! Nasceu hoje a coluna By The Book no blog da melhor e maior Livraria do Brasil: A Livraria Cultura. Até o Saramago citou a Cultura no último livro dele:

“A última imagem que levamos do Brasil é a de uma bonita livraria, uma catedral de livros, moderna, eficaz, bela. É a Livraria Cultura, está no Conjunto Nacional. É uma livraria para comprar livros, claro, mas também para desfrutar do espectáculo impressionante de tantos títulos organizados de uma forma tão atractiva, como se não fosse um armazém, como se de uma obra de arte se tratasse. A Livraria Cultura é uma obra de arte.” José Saramago, página 126 do livro O Caderno. 

Na coluna eu vou resenhar os livros que estão saindo no mercado, entrevistar os autores brasileiros - que tem pouco espaço para promover os seus livros -, e abrir espaço para a discussão sobre os livros de negócios.

By The Book = Não leia livros de negócios, ESTUDE LIVROS DE NEGÓCIOS. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

11/07/2009

Teoria da Evolução.

SexEvolution

04/07/2009

Deus, Uma Ilusão.

Richard Dawkins, o demônio em pessoa na opinião dos crentes radicais, está na Flip, e ontem, para desespero da igreja, teve uma conversa sobre Deus com Silio Boccanera. Se você acredita em Deus, ASSISTA para conhecer o quê passa na cabeça de quem não acredita em Deus. Se você não acredita em Deus, ASSISTA para consolidar as suas crenças. 

O importante é você chegar as suas próprias conclusões. 

26/06/2009

Jim Collins

Jimcollins1

Cinco semanas depois de eu blogar sobre o novo livro do Jim Collins, a revista Exame transforma o lançamento do livro em sua reportagem de capa. A revista mandou uma repórter até o Colorado para entrevistar Jim Collins sobre How Mighty Falls. Confira os melhores momentos da entrevista logo abaixo. 

Em Abril, a revista Inc também colocou Jim Collins na capa. Qualquer semelhança com a revista Exame é mera coincidência. Separadas no nascimento. 

Jimcollins3

Uma placa na porta do escritório do americano Jim Collins, autor dos clássicos livros Feitas para Durar e Empresas Feitas para Vencer, deixa claro para o visitante que aquele não é um ambiente de trabalho comum. Em vez de uma tabuleta com seu nome, lê-se a expressão "ChimpWorks", algo como "chimpanzé trabalhando". Collins, definitivamente, não é um chimpanzé - embora ache que é um sujeito curioso, assim como os macacos. A irreverência das boas-vindas é um dos sinais de informalidade daquele que é considerado hoje o sucessor legítimo de Peter Drucker, o maior teórico dos negócios em todos os tempos. Casado há 29 anos com uma atleta de triatlo, fanático por escaladas e dono de penetrantes olhos azuis, Collins se mudou para Boulder, no Colorado, no início da década de 90. Com pouco mais de 100 000 habitantes, a cidade é mais conhecida por ser um bom lugar para pedalar do que por uma produção intelectual profícua. Mas Collins acredita que viver numa comunidade pequena o ajude a se concentrar no trabalho. Em seu escritório de cerca de 140 metros quadrados trabalham apenas cinco funcionários em tempo integral, e durante as férias universitárias ele contrata estudantes para ajudá-lo em suas pesquisas. "Faço questão de ter uma estrutura pequena", disse, durante uma entrevista exclusiva a EXAME. "Não quero ter de passar mais tempo administrando um escritório do que fazendo pesquisa."
 
"A crise obriga as empresas a ter foco", afirma Collins. "A prosperidade, não."

Você sempre escreveu sobre empresas bem-sucedidas. Por que decidiu agora abordar as que fracassaram?

A questão começou a bater na minha cabeça em 2004. Na época, as grandes dificuldades enfrentadas pela HP me fizeram pensar por que a empresa havia levado aquele tombo. A mesma coisa acontecia com a Motorola. Ambas eram empresas extraordinárias e mesmo assim tropeçaram - em alguns casos, mais do que isso. Em 2005, fui a uma conferência em West Point (da qual participaram militares, executivos e líderes de associações do Terceiro Setor) e um presidente de empresa me perguntou: "Como você consegue saber que está caindo antes de o pior acontecer?" Eu precisava tentar responder a essa questão.

Qual foi a descoberta mais inesperada de sua pesquisa?

Três coisas se destacaram. A primeira é quanto uma empresa pode estar decadente e ainda parecer saudável. Encontramos cinco estágios de declínio. O fato de que uma empresa possa passar pelos três primeiros sem aparentar que está caindo foi uma surpresa para mim. A segunda é quanto uma companhia pode cair e, ainda assim, voltar. Empresas como IBM, Nordstrom, Nucor, HP e Merck chegaram ao quarto estágio de declínio e conseguiram voltar - isso é impressionante. É também uma mensagem de esperança: uma companhia pode estar em decadência e ser capaz de se recuperar. Mas provavelmente o que mais me surpreendeu foi a evidência de que empresas poderosas não desmoronam por complacência. Elas caem porque tentam muito, em várias direções, inovam demais, buscam crescimento exagerado. As pessoas pensam que companhias de sucesso acabam se acomodando, se tornam preguiçosas e o mundo as atropela. É assim que as empresas medíocres somem, mas não as grandes. Você pode achar que está se protegendo ao ser muito agressivo e fazer muitas coisas ao mesmo tempo - e isso é justamente o que pode matá-lo.

Qual a responsabilidade dos conselhos de administração nessas histórias de queda? Normalmente se culpa apenas o principal executivo...

Na maioria das empresas, o principal executivo é praticamente um ditador - para o bem ou para o mal. É ele quem tem o poder, não o conselho. Se a companhia tiver um problema e os acionistas chiarem, aí o conselho entrará em cena, mas o processo leva algum tempo. O poder do dia a dia está com o presidente. Assim, um líder equivocado pode levar uma empresa à ruína praticamente sozinho. Portanto, a grande responsabilidade do conselho é colocar a pessoa certa no comando. A pesquisa mostrou que as empresas que estavam na fase 2 de declínio tinham passado por processos de sucessão malsucedidos. Mas, quando o conselho consegue cumprir sua principal tarefa, o jogo muda. Veja o que fez o conselho da Xerox quando, no início desta década, a empresa estava num avançado estágio número 4 e se preparava para trocar de comando. Havia uma candidata interna, Anne Mulcahy, que na época nem estava na lista das executivas mais poderosas da revista Fortune. O conselho teve a coragem de escolhê-la. Agora, para substituir Anne, acabam de escolher outra insider, Ursula Burns. Esse é um exemplo de conselho que consegue fazer escolhas difíceis. Eles não vão buscar presidentes mágicos lá fora. Outra atribuição dos conselhos é não embarcar na corrida desesperada pela salvação. Se o principal executivo de uma empresa em apuros sugere uma fusão miraculosa, o conselho deve dizer não. Nossa pesquisa mostra que as grandes aquisições não salvam ninguém. Elas só funcionam se forem feitas como aceleração de um processo que já está funcionando, não como tábua de salvação.

Em Empresas Feitas para Vencer, você disse que não é possível estabelecer uma relação direta entre o sucesso de uma companhia e a alta remuneração de seus executivos. Sua nova pesquisa mostra que o contrário pode ocorrer, isto é, o sistema de remuneração pode colocar uma empresa em risco?

Se uma empresa oferece a um grupo de pessoas um incentivo diferente, elas vão responder de um jeito diferente. Essa é a regra geral. Mas os líderes excepcionais nunca são movidos por remuneração. Eles querem construir algo grande. Você não perguntaria a Beethoven se ele escreveu uma bela sinfonia em troca de dinheiro nem a F. Scott Fitzgerald se ele escreveu o Grande Gatsby pensando em quanto poderia ganhar. Um líder cria uma grande empresa, escreve um grande livro ou compõe uma grande sinfonia porque ele pode e é movido a fazer isso. A ideia de que podemos motivar pessoas por meio de remuneração é verdade para os medíocres, não para os grandes - eles são movidos por uma força interna. Eles são estranhamente compulsivos, neuróticos, paranoicos, intensos. As empresas têm de ter uma remuneração que mantenha essas pessoas - o que é bem diferente de incentivos. Elas têm de pensar não em "como" pagar seus executivos, mas "a quem" devem pagar - e só então descobrir uma maneira de remunerá-los de modo que eles fiquem. Se uma companhia tiver gente movida só por dinheiro, ela não será duradoura.

Um dos mitos que seu novo livro derruba é o do salvador forasteiro, o presidente contratado a peso de ouro no mercado para tirar uma empresa do buraco. Por que os forasteiros normalmente fracassam?

Todos os estudos que fiz mostram que os líderes formados internamente têm mais sucesso que os forasteiros. Não estou dizendo que alguém contratado no mercado esteja condenado a fracassar, mas os bem-sucedidos são uma exceção. Em Empresas Feitas para Vencer, 90% dos presidentes de empresas bem-sucedidas vinham de dentro, enquanto 60% das que usamos para comparar com as vencedoras tinham forasteiros no comando. Que vantagens os internos têm? A primeira é que eles já sabem quem são as pessoas certas para formar o melhor time. Além disso, para vencer, uma empresa deve preservar seus principais valores - e mudar as práticas, as estratégias. Quem vem de dentro cresceu com os valores, mas quer fazer mudanças, porque sabe que elas são necessárias. Um forasteiro normalmente quer mudar valores, e aí começa a confusão. O terceiro ponto é que um interno é alguém que o conselho de administração conhece melhor. Um forasteiro pode fazer uma boa entrevista, conseguir boas referências. Mas o conselho sabe o que um profissional da empresa é realmente capaz de fazer. Finalmente, quem vem de dentro normalmente sente paixão pela companhia. O que aconteceu com Gerstner (o ex-presidente da IBM Louis Gerstner, contratado para salvar a empresa nos anos 90, quando ela enfrentava uma crise profunda)? Ele era um forasteiro, mas disse que se apaixonou pela empresa.

A crise fará com que os executivos se voltem mais para os fundamentos da gestão, como o cuidado com o caixa?

Em alguns casos sim. Quando uma empresa nasce, sua maior preocupação é com o fluxo de caixa. Aí ela cresce e começa a pensar em coisas como lucro e dividendos. Mas, ao chegar ao quarto estágio de declínio, tudo volta a girar em torno do fluxo de caixa. Foi isso que aconteceu com a GM. Durante os tempos de fartura, as empresas investem em negócios que não fazem nenhum sentido só porque o dinheiro está ali disponível. Mas a pergunta mais importante agora é: quando voltarmos a ter uma época de prosperidade - e voltaremos a ela -, as empresas conseguirão se ater aos fundamentos ou cairão nos mesmos erros novamente? O que você faz na prosperidade é o que determina como lidará com a adversidade.

Companhias que há décadas são vistas como modelo de sucesso, como Toyota e GE, hoje enfrentam dificuldades. Como saber se elas estão em declínio ou se é apenas uma má fase?

Basta fazer algumas perguntas: essas empresas estão fazendo movimentos desesperados que podem colocá-las ainda mais em perigo ou estão reunindo dados, refletindo e agindo com determinação? Estão apostando em estratégias que não foram testadas e fazendo estardalhaço ou formulando mudanças estratégicas baseadas em evidências concretas? Estão buscando uma aquisição mágica que possa transformá-las de uma só vez ou entendem que juntar duas companhias em dificuldades jamais será a receita para formar uma grande empresa? Me parece que a Toyota e a GE estão no segundo grupo.

Você já disse que é um admirador de Steve Jobs. Por quê, se ele está longe de personificar o que você batizou de líder nível 5, aquele que combina excelência profissional e humildade (Jobs é descrito por quem o conhece como alguém arrogante e egocêntrico)?

Steve Jobs é um Beethoven da indústria. A Apple e cada um de seus produtos - iMac, iPhone - são suas sinfonias. A outra razão pela qual eu o admiro é que ele nunca desiste. Ele realmente adora o que faz. Vejo Jobs como um artista. E a razão de ele cobrar tanto dos outros é que cobra demais de si mesmo.

Você já está preparando um novo livro. Pode adiantar alguma de suas descobertas?

Meu colega Morten Hansen e eu estamos conduzindo uma pesquisa para tentar entender como é possível construir uma grande empresa num mundo fora de controle, com mudanças profundas. Acreditamos que líderes em todos os setores têm cada vez mais esse desafio. É como numa escalada. O acampamento na base é seguro, previsível. Mas, se você estiver a 800 metros de altura, o ambiente estará fora de seu controle, mais severo e imprevisível. O que fazer? Estamos estudando companhias que conseguiram se sair bem nesse tipo de situação, em contraste com outras que falharam. Selecionamos empresas que tinham acabado de fazer seus IPOs, eram ainda pequenas e vulneráveis, e venceram. Em alguns casos, essas empresas estavam em setores que cresciam mais de 100% ao ano. Sabe o que elas faziam? Seguravam o crescimento. Existe um episódio emblemático na história da Microsoft. Steve Ballmer queria contratar 17 pessoas de uma vez. A empresa era pequena e Bill Gates disse que eles segurariam o crescimento para ter sempre em caixa o dinheiro necessário para manter o negócio por um ano - levando em consideração a hipótese de que nesse período ele não gerasse nenhuma receita. É uma disciplina incrível! A Southwest Airlines passou por testes também. Em determinado ponto de sua história, quando já estava voando para 88 cidades, seus executivos decidiram abrir quatro novas operações. Imagine a pressão para abrir oito, 12 bases simultaneamente, já que estavam indo tão bem? Eles não sucumbiram à tentação porque pensavam no longo prazo e sabiam que um crescimento exagerado comprometeria sua cultura. Na pesquisa sobre turbulência, não há evidência de que os vencedores são aqueles que conseguem prever o futuro. Eles são melhores em se preparar para o que der e vier

15/06/2009

Pratique Pessimismo.

Tim Ferris é o cara que escreveu o livro "Trabalhe 4 horas por semana e fique milionário". Ele fala a importância de definir os seus maiores medos ao invés de definir as suas maiores metas antes de fazer as coisas - escrevinhar em detalhes tudo que pode acontecer com você, e assim se preparar o máximo possível para o quê vem pela frente. A proposta é expor os seus medos o máximo possível entre os amigos antes que você saia por ai fazendo besteira na frente de estranhos. Ele falou sobre essa questão no Google I/O, evento que lançou o Google Wave semanas atrás. 



A palestra de Tim Ferris fez parte da sessão Ignite do evento, uma sequência de palestras de 5 minutos onde o palestrante não tem controle sobre a troca dos slides. Confira a sequência completa logo abaixo. Muito bacana a analogia entre Geeks e Hippies mencionada no primeiro talk de 5 minutos. Tem alguns talks chatos, mas aguente o tranco, no final você tem a palestra do cara que fez aquele famoso vídeo sobre a fusão do Google e Amazon em 2012. A última palestra leu o meu texto sobre os 10 novos mandamentos sobre construção de marca. 

 

19/05/2009

Como os poderosos caem.

Jimcollins1


Hoje é o dia oficial de lançamento do novo livro de Jim Collins "How the Might Fall" (Como os poderosos caem). Collins é o autor de Good to Great, considerado por muitos como o melhor livro de negócios de todos os tempos.

"How the Mighty Fall" ainda não tem data de lançamento no Brasil, pelo menos não encontrei nada no web site da Editora Campus mas imagino que esteja em processo de produção. 

Os livros anteriores de Collins falavam sobre a ascensão das empresas, esse fala sobre como as empresas declinam com o tempo. Entre as empresas que cita no livro está a Circuit City - mega cadeia de lojas de informática que fechou as portas nos EUA. 

No livro Collins fala sobre os 5 estágios do declínio (eu pessoalmente não gosto muito dessas coisa de 5, 6 ou 7 maneiras de fazer algo, but, não deixa de ser uma maneira inteligível de mostrar as coisas). 

Os 5 estágios da quebradeira são:

1o. Hubris Born of Success. Quando o sucesso se transforma em uma arrogância visível por funcionários, fornecedores, clientes e comunidade. Eu mesmo vi isso com a Novell nos anos 90. Quando eles achavam que a Microsoft jamais conquistaria o mercado de redes, e se recusavam a conversar sobre novos negócios com as pequenas revendas como a Brasoftware que estava começando. 

2o. Undisciplined Pursuit of More. Você começa a perseguir mais riscos e riscos e riscos achando que pode dar conta de tudo e quebra a cara porque obviamente não consegue ser bom em tudo. A crescente perda de foco leva a perda de bons funcionários, queda no serviço, gastos desnecessários, gorduras etc etc etc. 

3o. Denial of Risk and Peril. Nessa fase você continua sendo visto como "rei da cocada preta" do lado de fora, mas internamente alguns começam a perceber que as coisas não estão bem. O acúmulo de decisões erradas começam a crescer a ponto de fazer o negócio andar para trás. Nessa fase a turma que decide ainda nega os problemas internos. Justamente quem vê isso são aqueles que acabam saindo da empresa. 

4o. Grasping for Salvation. Aqui a empresa começa a cair de verdade, inclusive para a comunidade. Aqui a empresa começa a pedir por ajuda. Pedir ajuda é fator crítico de salvação para a empresa. Se isso não acontecer, a empresa está pronta para entrar para o 5o estágio, o estágio que não tem volta. 

5o. Capitulation to Irrelevance or Deat. Todas as empresas, sem exceção, atingem o momento do declínio. O negócio é não deixar chegar ao quinto nível. Até o quarto nível tem salvação, o quinto nível não tem volta. (Vem daí a expressão "O quinto dos infernos"?).

O livro se propõe a responder duas perguntas:

Primeira pergunta: 

"O que aconteceu na empresa para o declínio se tornar visível, e o que a empresa fez quando começou a cair?"

Segunda pergunta:

"O que podemos aprender ao estudar o contraste entre o sucesso e o fracasso?"

O livro analisa a história de empresas que fracassaram em seus negócios. Alguns exemplos: 

The Great Atlantic & Pacific Tea Company
Fundada em 1859. 
Foco da análise do declínio: 1950-1970. 
Contraste de uma empresa de sucesso no mesmo ramo: Kroger
Negócio principal: Supermercados A&P
Exemplo de comportamento que levou a queda: Assumir que sua posição como varejista número 1 a isenta de desenvolver novos conceitos de lojas; liderança falhando ao perguntar onde estavam as verdadeiras razões do sucesso da A&P. 
Resultado: Tinha 16 mil lojas nos tempos da depressão americana; em 2008 tinha 460. 

Circuit City
Fundada em 1949
Foco da análise do declínio: 1990-2000
Contraste de uma empresa de sucesso no mesmo ramo: Best Buy
Negócio principal: Varejo de eletrônicos
Exemplo de comportamento que levou a queda: Não reconhecer o potencial de crescimento do seu negócio principal depois de concentrar os negócios na divisão de carros. 
Resultado: Faliu em 10 de Novembro de 2008. 

Motorola
Fundada em 1928
Foco da análise do declínio: 1990-2000
Contraste de uma empresa de sucesso no mesmo ramo: Texas
Negócio principal: Telefones celulares
Exemplo de comportamento que levou a queda: Em 1995, o fone StarTAC, usava tecnologia analógica; as operadoras pediam por tecnologia digital. 
Resultado: Depois de se divertir com 50% de participação de mercado, a Motorla viu a sua participação cair para 17%. 

Eu acredito que esse tipo de situação não se limita apenas ao universo das grandes empresas. Eu já vi esse tipo de coisa acontecer nas pequenas empresas brasileiras de diferentes segmentos de mercado. 

1. Nós passamos a acreditar que somos excelentes em algo que não somos só porque ganhamos o prêmio de melhor empresa do trimestre entregue pelo nosso fornecedor. Prêmio esse que analisa uma ou duas questões pontuais sem qualquer tipo de análise sobre as empresas que concorriam ao prêmio. Essa arrogância leva o empresário a investir menos e menos na capacitação da turma, ou leva o empresário a querer bater novas metas, e buscar mais trabalho, sem qualquer tipo de tempo dedicado a pensar em melhores maneiras de fazer as coisas. 

2. Esse tipo de "vitória" e "conquista" leva o empresário a abraçar novos produtos e serviços sem qualquer método de vendas e marketing, planejamento ou operação. A empresa deixa de lado aquilo que talvez já fosse razoavelmente boa, e entra em novos negócios sem o preparo adequado para vencer concorrentes estabelecidos há anos. 

3. O empresário escuta pouco ou não escuta os funcionários que tem. A estratégia aparentemente excelente no papel (na maioria dos casos na cabeça mesmo) não é viável no mundo real. As peças não se encaixam. Os melhores talentos deixam a empresa. Quem está do lado de fora, especialmente no Brasil, elogia a estratégia matadora que foi criada, o quê leva o empresário a continuar a apostar no modelo inovador até ir para o buraco. 

"How The Mighty Fall" tem tudo para se tornar um estrondoroso sucesso entre os livros de negócios. O livro é resultado de vários anos e centenas de horas de pesquisas feita por dezenas de pessoas que Jim Collins contratou para analisar a realidade dos fatos. 

Há pouco eu recebi um e-mail da Amazon dizendo que já shipou a minha cópia do livro. Em algumas semanas eu recebo. Vou devorá-lo em algumas horas. Recomendo a você fazer o mesmo. 

É claro que ler um livro não vai resolver o seu problema de miopia ou arrogância nos negócios, mas pode te ajudar um pouco se tiver um desejo profundo e sincero de aprender. 

30/04/2009

Quebra tudo e Harvard.

photo.jpg

07/04/2009

O que o Google faria?

GoogleDo Como seria uma empresa como a General Motors dirigida pelo Google? Quais lições da era da internet poderiam ser aplicadas a uma empresa fabricante de ferro como a GM?

O Googlemóvel seria um produto feito de ferro e segredo ou aberto e colaborativo?

Detroit poderia soltar carros em versão beta?

Seria possível distribuir carros gratuitamente com suporte de anúncios patrocinados?

Existe alguma esperança para indústrias que movem átomos ao invés de dígitos?

Na verdade, uma empresa a lá Google fabricaria carros?

A GM está a ponto de falir. A Chrysler também. O Obama já emprestou uma verba considerável, deve emprestar novamente, mas o dinheiro não vai resolver muito se os caras não mudarem a estratégia deles.

Alguns anos atrás seria um absurdo se voltar para a indústria da internet para caçar idéias que pudessem ajudar a indústria de carros, mas, hoje, com as grandes montadoras em crise, não custa nada olhar para o Google.

Essa é a proposta de Jeff Jarvis, autor do livro "What Would Google Do?". "É tempo de repensar radicalmente a maneira que os fabricantes de carros fazem negócios".

O livro é muito bom, bom mesmo, recomendo a compra e leitura imediata.

"Eu me reuni meses atrás com os executivos de Detroit e sugeri uma heresia: Eu implorei pra os fabricantes de carros abrirem seu processoo de design e torná-lo transparente e colaborativo. As montadoras não tem a mínima idéia sobre o que tem que fazer para escutar as idéias dos clientes. Até hoje dezenas de modelos saem das fábricas sem qualquer compatibilidade com o iPod. Milhares de consumidores de carros tem que se submeter ao radinho do carro porque o carro não é compatível com seus iPods." Jarvis

Quem não se lembra da dificuldade que existia até poucos meses atrás (espero que finalmente tenha terminado), em encontrar o carro que você queria na cor que você queria nas concessionárias da montadora?

Se 80% das pessoas que compram um carro novo querem preto ou prata, porque os caras insistem em vender verde ou vermelho?

"A minha sugestão é um sacrilégio porque as montadoras sempre fizeram uma grande segredo sobre design. Design e surpresa, eles acreditam, fazem parte do molho especial oferecido pelas montadoras. Além dos fanáticos por carros, o resto do povo realmente se importa com esse tipo de atitude?"

Qual foi a última vez que você ficou realmente excitado com o lançamento de um carro?

"O Google escuta e confia nas pessoas quando eles soltam os produtos "betas". Essa foi a abordagem por trás do Google News, Gmail, e o novo Chrome. A empresa estimula ainda a customização das buscas para que possamos encontrar apenas o que precisamos. Além disso, o Google presta muita atenção ao nosso comportamento ao monitorar o uso que fazemos do sistema deles através dos clicks e links que clicamos. O Google quer envolver as pessoas no processo criativo, Detroit não."

"Nós sabemos tudo, nós não precisamos das idéias dos outros, nós podemos fazer o que quisermos com as nossas empresas". Richard Florida, autor de "Who's Your City?" sobre as empresas de Detroit e seu estilo de gestão.

"As montadoras tem permitido aos clientes criar emblemas para os carros, e até criar anúncios para alguns carros, como a General Motors fez com o Chevy Tahoe em 2006. Bob Lutz, ViceChairman da GM virou blogueiro. A Chrysler tem solicitado idéias para os clientes (em fóruns fechados que impedem que os participantes vejam os comentários dos outros participantes) e criou um conselho de clientes com 5 mil motoristas selecionados. Mas o problema dessas iniciativas é que as montadoras não permitem que os clientes afetem os produtos abertamente. Uma idéia apresentada para a Ford via e-mail talvez entre em linha de produção daqui alguns anos, mas ninguém sabe disso.

Na verdade, parece que esse tipo de iniciativa existe apenas para manter as pessoas sob controle.

"Crianças, esse é o botão que você aperta sem quebrar nada. Depois que você apertar esse botão, você pode sair."

Deixe os clientes fazerem os carros!

"E se apenas um modelo de uma marca estivesse aberto ao design colaborativo? Eu não estou sugerindo que o design seja democrático, mas o design não deveria ser resultado de uma boa conversa? Os designers poderiam colocar suas idéias na web. Os clientes poderiam dar sugestões e discutir essas idéias. Os designers poderiam pegar as melhores idéias e adaptá-las, dando crédito para quem merece."

Na Facebook, a BMW convidou os clientes a darem sugestões sobre diferentes cores para os carros da montadora. Entretanto, 9 mil pessoas aproveitaram a oportunidade para enviar sugestões de design para os diferentes modelos da montadora.

"Essa é a chave para as montadoras fazerem marketing como o Google faz: paixão, amor, individualidade, inovação, escolha, novidade. Os motoristas não apenas iriam ajudar os designers a desenhar mas também a vender. Eles iriam lançar grupos dentro do Facebook, blogs etc para promover seus modelos."

Outra idéia. E se as montadoras se tornassem empresas líderes em ajudar as pessoas a se moverem do ponto A para o ponto B ao invés de montarem produtos de ferro?

Não é justamente para isso que serve um carro? Mover do ponto A para o ponto B?

Eu diria para o sistema da montadora que eu quero ir de São Paulo para o Rio de Janeiro, e ele me daria todas as opções que existem em diferentes níveis de preço e serviços.

Quem não gostaria de pegar emprestado uma Mercedes X reais por apenas uma noite para levar a esposa para um restaurante bacana?

Eu estou falando da Zipcar, que atualmente fornece 5 mil carros para 200 mil motoristas. Você pode se associar a Zipcar por 50 dólares por mês, e então fazer reservas online e pegar o carro em qualquer uma das garagens da Zipcar espalhadas pelas cidades onde eles fazem negócios.

Em Nova Iorque você paga 9 dólares por hora ou 65 por dia, incluindo seguro e gasolina para 250 quilômetros de estrada.

Zipcar afirma que cada um dos seus veículos substitui 15 carros privados e 40% dos seus associados desistiram de ter um carro próprio.

Eu sei que tá parecendo papo de comunista, mas eu vejo por outro ângulo. A partir de um modelo desses, você está abrindo mão de um objeto material para ter mais opções de locomoção, e viver uma vida melhor na era digital que vivemos.

É uma escolha, que eu gostaria de fazer.

27/02/2009

50 maneiras de persuadir os outros.

Noah Goldstein, autor de Yes!: 50 Scientifically Proven Ways to Be Persuasive fez uma palestra show de bola no Google Talks. O livro, Yes!:50, é um dos livros mais práticos que eu li em 2008. Confira a palestra, e os experimentos práticos que ele conduziu nos EUA para listar as 50 maneiras de persuadir os outros. 

Uma das 50 maneiras de persuadir os outros é fazer pequenas alterações de palavras na maneira que você se comunica. Exemplo: Pequena alteração de texto feito em um comercial de tv. Ao invés de dizer "os nossos operadores estão prontos para te atender, ligue agora", diga "se os nossos operadores estiverem ocupados, por favor ligue novamente". 

Outro experimento. Como persuadir as hóspedes de um hotel a aumentar o reuso das toalhas.

O texto tradicional... "Ajude a salvar o meio ambiente", funciona, 20% de reuso. E pelo menos uma noite de várias, os hóspedes reusam uma toalha. 

Outra maneira... "junte-se aos seus colegas hóspedes em ajudar a salvar o meio ambiente. Em um estudo feito em 2003, 75% dos hóspedes reusaram a mesma toalha mais de uma vez.", quase 30% de reuso. 

E outra maneira ainda melhor...,  "75% dos hóspedes que ficaram no seu quarto (#321) reusaram a toalha", 35% de reuso. 

Conclusão, as pessoas seguem rebanhos, mas quando o assunto gira em torno de nós mesmos, seguimos ainda mais o rebanho, inclusive porque se trata do "nosso" próprio rebanho. 

Assista a palestra a inteira!

25/01/2009

Malcom Gladwell e o segredo dos famosos.

04/01/2009

Rim por Rim.

RimPorRim

Ontem a tarde eu escutei uma entrevista muito boa com Júlio Ludemir autor do livro Rim por Rim na rádio CBN. Seria muito legal que TODOS escutassem a entrevista, a conversa entre o autor e a jornalista da CBN tem tudo a ver com a discussão inflamada que o post "Criatividade Baiana" causou por aqui dias atrás.

1. As pessoas devem esperar ajuda do governo e de ONGs para superar suas necessidades?
2. Educação como ela é feita hoje resolve alguma coisa?
3. A vontade de um indivíduo - por mais ignorante que seja - em querer resolver os seus problemas sozinhos deve ser proibida?
4. Quem tem o direito de dizer o quê uma pessoa deve fazer com a sua própria vida?

Infelizmente não localizei a entrevista no site da CBN. Se alguém encontrar, please, publique por aqui.

"Rim por Rim" é um livro-reportagem sobre o tráfico de órgãos humanos no Brasil. Júlio Ludemir - jornalista e autor de livros sobre a violência urbana - mostra vendedores de rins de bairros sem infra-estrutura de Recife e como alguns deles acabam recrutando, a sangue-frio, seus próprios parentes em troca de uma recompensa da cúpula do tráfico.

Ludemir entrevistou vários doadores de orgãos humanos para investigar porque resolvem doar os próprios orgãos para redes de tráficos de orgãos. O quê descobriu foi que as pessoas doam os próprios orgãos para comprar coisas como camisetas da Nike, celulares, TVs de plasma etc, ou seja, para pertencer a uma grupo social, fazer parte da sociedade etc, poucos são os doadores que trocam orgãos humanos por comida ou bens de primeiríssima necessidade.

Ele não encontrou nenhum doador com dor na consciência por ter doado o próprio rim.

"O cidadão doa o orgão, recebe uma bolada em dinheiro, 1 mil dólares, e torra tudo em bens materiais em três meses. No final, o cidadão acaba sem o orgão, sem o dinheiro, continua pobre, mas não fica arrependido por isso.

"O orgão é meu, eu faço o quê quiser com ele. Quisera eu ter mais de um rim para doar, se eu tivesse eu doaria". Foi o tipo de comentário que o jornalista mais ouviu. 

O livro é relativamente novo, eu acredito que Ludemir deve aparecer na grande mídia tipo Jô Soares etc muito em breve. 

Everything is business!?


02/01/2009

Bárbaros no Portão.

18/12/2008

O livro do ano!

O livro do ano!

E quando se acreditava que os lançamentos do ano haviam terminado, eis que é lançado o melhor livro do ano: WATCHING THE WATCHMEN de Dave Gibbons, 400 páginas, tamanho grandão a lá Dilbert 2.0. O livro é lindo, show, tô devorando página a página, direcionado aos fãs da história, e para criativos e desenhistas que querem conhecer o processo de criação por trás da revolucionária graphic novel.

13/12/2008

Kasawaki fala sobre Reality Check.

04/12/2008

Dilbert 2.0.

Dilbert 2.0.

Eu acabo de receber a minha cópia do Dilbert 2.0, mega livro que traz todas as tiras ou melhores tiras do Dilbert publicadas nos últimos 20 anos. O livro é gigante, pesado, 576 páginas de tirinhas, simplesmente maravilhoso, e narrado por Scott Adams, inventor do Dilbert. Infelizmente, duvido que um livro desses seja lançado algum dia no Brasil. Dilbert não é muito famoso ou querido por aqui. Os seus livros anteriores não venderam muito nas terras brasilis.

22/11/2008

A realidade de trabalhar.

A realidade de trabalhar.

21/11/2008

A realidade de contratar e demitir.

A realidade de contratar e demitir.

A minha lista de livros de 2008.

Heretics_2 O ano de 2008 produziu uma série de livros SHOW DE BOLA. A minha lista dos melhores livros que eu li em 2008 traz um misto de vendas, liderança, marketing, educação, sociedade etc. Eu documento todos os livros que eu leio, eu sei exatamente o dia em que eu comprei o bicho, quando eu comecei a ler, quando eu terminei.

Vocês vão notar pela lista que não tem nenhum livro em português. Pois é. Eu não leio livros de negócios em português. Quem sabe em 2009.

Os melhores de 2008 (até agora) são:

1. The Age of Heretics
2. What it is
3. Satisfied Customers Tell Three Friends, Angry Customers Tell 3,000: Running a Business in Today's Consumer-Driven World
4. The Knack: How Street-Smart Entrepreneurs Learn to Handle Whatever Comes Up
5. Buyology: Truth and Lies About Why We Buy
6. Reality Check: The Irreverent Guide to Outsmarting, Outmanaging, and Outmarketing Your Competition
7. The Principles of Uncertainty
8. I'm alive!: An autobiography by Williams, Cecil
9. Decoding Design: Understanding and Using Symbols in Visual Communication
10. How the Wise Decide: The Lessons of 21 Extraordinary Leaders
11. Yes!: 50 Scientifically Proven Ways to Be Persuasive
12. The Tribe
13. Ahead of the Curve: Two Years at Harvard Business School
14. The Art of Learning: An Inner Journey to Optimal Performance
15. The New Gold Standard: 5 Leadership Principles for Creating a Legendary Customer Experience Courtesy of the Ritz-Carlton Hotel Company
16. Bo's Lasting Lessons: The Legendary Coach Teaches the Timeless Fundamentals of Leadership
17. Personality Not Included: Why Companies Lose Their Authenticity And How Great Brands Get it Back
18. You Are a Miserable Excuse for a Hero!: Book One in the Just Make a Choice! Series (Just Make a Choice!)
19. The Pixar Touch: The Making of a Company
20. Why Popcorn Costs So Much at the Movies: And Other Pricing Puzzles
21. The Revolution: A Manifesto
22. The Flip Side: Break Free of the Behaviors That Hold You Back
23. The Best Service is No Service: How to Liberate Your Customers from Customer Service, Keep Them Happy, and Control Costs
24. Secrets of Question Based Selling: How the Most Powerful Tool in Business Can Double Your Sales Results
25.  Brain Rules: 12 Principles for Surviving and Thriving at Work, Home, and School
26. 401 Questions Every Entrepreneur Should Ask
27. The Breakthrough Company: How Everyday Companies Become Extraordinary Performers
28.  The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable
29. What Are You Optimistic About?: Today's Leading Thinkers on Why Things Are Good and Getting Better
30. Meatball Sundae: Is Your Marketing out of Sync?

O borracheiro que trocou o pneu do meu carro agora há pouco me perguntou se eu era escritor. (Ele achou incrível a quantidade de livros e revistas que eu tenho no carro). Quando disse que era, ele me perguntou se ler um livro era melhor do que fazer uma faculdade, eu disse, "Os cursos das faculdades são montados em cima de livros. O professor nada mais é do que um leitor de livros. Quando você faz uma faculdade, você paga para alguém ler o livro para você. O que você prefere, comprar o livro na livraria por 30 reais e lê-lo em um mês, ou pagar R$ 1.000,00 por mês para alguém ler o mesmo livro durante 6 meses?"

O que VOCÊ prefere?

Reality Check.

Guy
A novo livro do Guy Kawasaki, Reality Check, é na verdade um grande compilado dos posts que ele publicou no seu blog "How to change the world" nos últimos anos.

Ainda assim, o livro é válido. Muito válido.

"Reality Check" está mais para livro de referência do que qualquer outra coisa. Livro de referência para quem está começando um novo negócio. O "How to change the world" do Kawasaki refere-se a você abrir um negócio, contratar pessoas, criar produtos, tornar-se dono do seu próprio nariz.

Kawasaki adora fazer listas, "10 coisas que um empreendedor precisa saber para arrancar grana de um investidor", "7 coisas que um empreendedor precisa saber para liderar pessoas", "9 problemas que vão acontecer quando o empreendedor começar a operar mesmo quando acha que pensou em tudo" e assim por diante. O livro é basicamente feito dessas listas intercaladas com entrevistas que ele fez com camaradas bacanas ao longo dos anos.

O Livro não é profundo, Reality Check é para o bom entendedor, que não precisa da palavra completa para entender o quê tem que ser feito.

Reality Check é um livro prático para ficar em cima da sua mesa o tempo todo, e servir de consulta quando uma das situações retratadas no livro pipocarem na sua frente. Reality Check vai gerar muitos posts por aqui, incluindo as fotos dos textos que abrem algumas seções do livro.

Algumas máximas do livro (que eu concordo):

"Dez é o número máximo de slides que você deveria usar quando tentar vender algo para alguém porque o ser humano normal não consegue absorver mais de 10 conceitos em uma única reunião."

"Venture Capitalist é algo que você deveria fazer no final da sua carreira, não no início. Se tornar um investidor deveria ser o seu último trabalho."

"O número ideal de páginas em um plano de negócios é 20 páginas ou menos, incluindo o apêndice. Quando o assunto é plano de negócios, menos é mais. Para cada 10 páginas além das 20 páginas que você coloca no plano, você diminui a probabilidade de ter o plano lido por alguém em 25%."

"A regra mais importante de uma reunião com o board of directors de uma empresa é: você nunca, nunca, nunca, deveria surpreender os seus diretores. (Talvez, existe apenas uma exceção para essa regra: quando as vendas são maiores do que o esperado).

"Não se preocupe em lançar um produto cheio de defeitos... Se a empresa esperar até que tudo esteja perfeito, você nunca irá lançar nada, e a oportunidade de mercado vai passar."

"Atendimento ao Cliente não é um trabalho para qualquer um. O profissional ideal para atender um cliente é aquele que sente uma grande satisfação em ajudar as pessoas a resolver problemas. Infelizmente nem todas as pessoas tem esse sentimento."

"Muitos coaches de palestras vão discordar de mim, mas a meta de um discurso é entreter o público. Se as pessoas estão entretidas, você consegue passar algumas doses de conhecimento. Mas se o discurso é boring-to-boring, nenhum tipo de conhecimento transformará a apresentação em um grande discurso."

"O Evangelista não consegue fazer uma grande apresentação de produto se não conhecê-lo com profundidade. Uma pessoa não consegue ser um evangelista se não conseguir demonstrar um produto."

"O tamanho ideal de um e-mail são 5 parágrafos. O conteúdo ideal deve ser restrito a uma única idéia. Se você está pedindo algo para alguém, expliquem quem você é em 1 ou 2 parágrafos e vá direto ao ponto."

19/11/2008

A realidade do marketing.

A realidade do marketing.

A realidade da inovação.

A realidade da inovação.

A realidade da execução.

A realidade da execução.

A realidade de levantar dinheiro.

A realidade de levantar dinheiro.

A realidade do começo.

A realidade do começo.

18/11/2008

Hora do lanche.

Hora do lanche.
A minha cópia do novo livro do Kawasaki chegou. Tô devorando as 500
páginas.

O livro da viagem.

Livro3 Mongólia, Burkina Faso, Chipre, Eritréia: países pouco conhecidos, mas que podem ser o destino de muitas viagens. Com O livro da viagem, lançamento da Editora Nova Fronteira, vai ficar muito fácil saber mais sobre esses lugares. A obra traz imagens fascinantes de 230 países, e é fundamental não só para aqueles que gostam de viajar, mas também para os que se interessam pelos hábitos, culturas e tradições dos mais diversos povos do mundo. O livro da viagem reúne informações, dicas de leitura e de música locais, curiosidades, comidas e bebidas típicas, pontos turísticos e experiências marcantes de cada país. Depois de ler o livro, vai ser impossível não sentir uma súbita vontade de fazer as malas e viajar pelo mundo afora. Compre agora na Cultura.

Caim e Abel.

Livro1_2 Os livros de ficção estão morrendo. São poucos os autores de ficção, vide Stephen King ou Paulo Coelho, que ainda vendem milhões. Jeffrey Archer é um deles. Caim e Abel, depois de Atlas e Fountainhead da Ayn Rand, é o melhor livro de ficção sobre negócios que eu já li.

Kane, filho de um poderoso banqueiro de Boston, tinha o mundo a seus pés e fora formado para comandar o império dos pais. Abel nasceu numa floresta em Slonim, na Polônia. Sua mãe morreu no parto e ele foi adotado por uma família pobre e criado junto com outros seis irmãos. Sobrevivendo às dificuldades da infância e aos horreores da Primeira Guerra Mundial, Abel imigra para os Estados Unidos, onde acaba se tornando proprietário de uma rede de hotéis. Enquanto isso, William Kane herda a fortuna do pai e assume a presidência do banco, lutando com todas as armas para transformá-lo em uma das mais importantes instituições financeiras do país. Ao longo de 65 anos, Kane a Abel casam, têm filhos, experimentam fracassos e vitórias, passam por dramas pessoais e profissionais, mas nunca deixam de nutrir um desejo incontrolável de destruir a vida e o patrimônio do outro. "Caim e Abel" apresenta um panorama histórico das transformações da sociedade, dos costumes e da política no século XX. Compre agora na Cultura.

Um mundo sem pobreza.

Livro2 As ideias de Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, sempre foram inovadoras. Ele criou, no final da década de 1970, o Banco Grameen e o conceito de microcrédito - fornecimento de pequenos empréstimos aos pobres, principalmente mulheres, para que iniciem negócios próprios e tirem sua família da miséria. De Bangladesh, a ideia do microcrédito se espalhou por diversos países e atualmente favorece milhões de famílias em todo o mundo.

Porém, o "banqueiro dos pobres" não estava satisfeito. Acreditava que se podia fazer muito mais e queria provar que é possível acabar com a pobreza no mundo e colocá-la "nos museus", como ele mesmo diz. Daí surgiu sua nova ideia revolucionária: a empresa social, que deverá transformar o capitalismo que conhecemos.

Mas o que é uma empresa social? É aquela que obtém rendimentos com seus produtos e serviços, mas não paga dividendos aos acionistas e não visa o maior lucro possível, como fazem as empresas. Dedica-se à criação de produtos e serviços que beneficiem a população, combatendo problemas sociais como a pobreza e a poluição ou melhorando o sistema de saúde e a educação.

Neste livro, Yunus conta um pouco de sua trajetória e descreve o lançamento das primeiras empresas sociais. Ele aborda a parceria com a Danone para a venda de iogurtes nutritivos por preço acessível a crianças subnutridas em Bangladesh, a construção de hospitais oftalmológicos que salvarão milhares de pobres da cegueira e dá sugestões de como chegar a um mundo sem pobreza (por exemplo, por meio da inclusão digital).

Esta obra, que conta com um caderno de fotos em papel especial, permite que vislumbremos o fantástico futuro que Yunus deseja para o nosso planeta, transformado por milhares de empresas sociais. Seria uma forma de capitalismo nova e muito mais humana. Compre agora na Cultura.


10/11/2008

A lógica do Cisne Negro.

09/11/2008

Leia Atlas Shrugged!

Readatlas

BUSCA

Email Newsletter icon, E-mail Newsletter icon, Email List icon, E-mail List icon Assine o eNews QUEBRA TUDO!




Você já leu o QUEBRA TUDO?