Liderando com Metas Flexíveis.
Eu conversei há pouco com Niels Plaeging, autor do livro "Liderando com Metas Flexíveis - Um guia para a Revolução do Desempenho".
Clique aqui para ouvir a entrevista completa em MP3.
O livro apresenta uma proposta radical para a maneira corporativa de criar metas.
Aquele que já trabalhou em empresas baseadas em orçamentos sabe o quanto é viajante o processo de criação de metas.
Eu já trabalhei em empresas taradas por orçamentos, planejamento e revisão de metas, e já senti na pele o quanto esse processo de revisão de metas está errado
Pessoas caras - gerentes, diretores e vice-presidentes - jogam horas e mais horas de seu trabalho na lata do lixo revisando planos que não tem nenhum contato real com o mercado.
As vezes, é claro, as metas são atingidas, mas a maneira com que são atingidas não faz sentido. As metas são cumpridas porque diferentes pessoas na linha de comando estão envolvidas com o número, e portanto - no final do dia- acabam fazendo alguma sacanagem para entregar os números.
Niels fala, "A meta não é o caminho. Um número cada vez maior de líderes está se dando conta de que alguma coisa não está certa em relação às metas que são habitualmente acordadas em suas empresas. Naturalmente, as pessoas precisam de meta; dificilmente haverá um líder que duvide disso. Mesmo assim, na prática o conceito pare não funcoonar direito. O que se deve isso? Será que escolhemos as metas erradas? Será que são elevadas demais ou despretensiosas demais, ou definidas da maneira errada?".
SERES HUMANOS NÃO PRECISAM TER LÍDERES PARA DEFINIR AS SUAS METAS.
O Ser Humano é capaz de definir sozinho o que tem que fazer e ir atrás da realização do seu potencial sem a necessidade de alguém ficar em cima.
Aquele que não acredita nisso - e ainda espera que o plano de metas seja feito pelo chefe -, não passa de um grande zé mané que não merece a roupa que veste, a comida que come e o chão que pisa.
Na era do Conhecimento todos os funcionários de uma empresa deveriam ser geridos, avaliados e comandados como se estivessem na era industrial?
Bem, não; entretanto, foi para isso que nasceu o Balanced Scorecard e tantos outros sistemas de qualidade que procuram medir de tudo, espremer tudo, até tirar o máximo da produtividade das pessoas.
Certo ou errado?
Niels, "Os gestores não deveriam se preocupar em avaliar o desempenho individual as pessoas porque não é possivel determinar o desempenho individual das pessoas."
Como avaliar a participação do assistente de marketing na criação de uma campanha de marketing VERSUS a participação do gerente quando ambos participam de todas as reuniões e contribuem com suas idéias?
Todos deveriam receber salários iguais?
É realmente necessário ter gerente nas empresas?
Gerente para quê?
Para cobrar resultados, controlar e comandar?
Quem melhor do que o cara que precisa daquilo que o outro funcionário está fazendo para cobrar resultados?
Se vira, descubra sozinho, ou participe da conversa, junte-se a experiência.
Você está satisfeito com a gestão de empresas tradicional, ou está afim de quebrar a cabeça para pensar em algo radicalmente diferente e viável?





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