27/08/2010

O Picareta da HP.

Mark_hurd

“Tenha a coragem para dizer não. Tenha a coragem para encarar a verdade. Faça a coisa certa porque é a coisa certa a fazer. Essas são as chaves mágicas para viver a sua vida com integridade”

Duas semanas atrás, Mark Hurd, CEO da HP, foi sumariamente demitido pelo board of directors da empresa por ter dado em cima de uma funcionária terceirizada contratada pela HP para aproximar os clientes nos eventos. 

A funcionária, Jodie Fisher, além de relações públicas, é atriz de filme pornô. Jodie Fisher, ex-prestadora de serviços para a HP, alegou ter perdido seu emprego na empresa porque não quis fazer sexo com Mark Hurd, disse à Reuters uma fonte informada sobre o assunto na terça-feira. 

Um funcionário da HP que não quis se identificar, disse a Reuter que Hurd sabia que Fisher era atriz pornô, e por isso teria se aproximado da menina. 

Hurd, 53 anos, renunciou em 6 de agosto depois que a HP o acusou de apresentar relatórios indevidos de despesas relativas a Fisher, embora uma investigação encaminhada pelo conselho da companhia não tenha encontrado provas de assédio sexual. Mark Hurd foi flagrado autorizando gastos de US$ 75 mil à Fisher, que o acusou de assédio sexual.

Se o cara é culpado ou inocente eu não sei, nunca saberemos ao certo. Eu imagino que ambas as partes vão chegar a um acordo amigável fora dos tribunais envolvendo alguns milhares de dólares e tudo vai acabar em pizza de peperoni. 

O que me interessa é o seguinte:

1. Hurd era conhecido dentro da HP por suas decisões espartanas. O cara crucificava os executivos que propunham projetos despendiosos, torcia as planilhas da empresa, cortava todas as gorduras; por outro lado, o cara enchia o saco do departamento de marketing para investir milhões de dólares em eventos de tênis (o seu esporte favorito), e, pelo jeito, não via mal algum em liberar alguns milhares de dólares da HP para pagar as contas da atriz pôrno especializada em "aproximar executivos". 

E pior.

2. Hurd deixa a HP com 40 milhões de dólares no bolso!!!! A HP, a empresa que teoricamente é movida pela Invenção, Criação, Ciência, Meritocracia e Valores Éticos, está premiando o DESONESTIDADE e SACANAGEM do picareta do seu ex-presidente com 40 milhões de dólares!!! É um absurdo que os advogados da HP não tenham AINDA incluido alguma coisa no contrato dos seus executivos para IMPEDIR O PAGAMENTO de qualquer tipo de indenização quando o cara pisa na bola feio como o Hurd pisou. 

É uma vergonha ver a HP pagar 40 milhões de dólares para um picareta que assumidamente infringiu os valores da empresa. 

A HP deveria e DEVE estabelecer um novo modelo de contrato com seus executivos para EVITAR que isso aconteça novamente. Eu, como cliente da HP, EXIJO que a HP faça alguma coisa a respeito. A HP deve uma explicação PÚBLICA sobre isso. Eu espero DE VERDADE que essa seja a ÚLTIMA VEZ que eu vejo um picareta roubar a empresa e sair ileso. Esse tipo de coisa já tinha acontecido com a HP no passado recente, e pelo jeito, a HP não fez nada a respeito para evitar o que está acontecendo agora.

Hurd já assumiu que falsificou os relatórios de despesas da sua ex-promoter sexual, e mesmo assim, deixa a empresa com 40 milhões de dólares. 

E tem mais.

24 horas depois do anúncio da sua saída, a assessoria de Hurd anunciou que o ex-presidente da HP já recebeu diversas propostas de emprego. É mole??

O cara vai voltar para o mercado por cima da cocada preta com salário milionário como se nada tivesse acontecido. 

O caso do Hurd me lembrou um fato que vejo acontecer regularmente na indústria de tecnologia no Brasil: Executivos TERRIVELMENTE RUINS pulando de uma empresa para outra como se fossem excelentes profissionais. TODO MUNDO sabe que o cara é ruim, mas ele consegue se perpetuar nos altos cargos das empresas. 

Todas as semanas na página principal do web site da ResellerWeb, você vê anúncios de alguns "grandes" executivos do mercado saindo de uma grande corporation e indo para outra grande corporation porque resolveram buscar "novos desafios". 

Mentira! 

A grande verdade é que alguns deles são PÉSSIMOS EXECUTIVOS que não valem o salário que ganham; eles não conseguiram realizar absolutamente nada durante 12 ou 18 meses, mas, por ter um currículo cheio de passagens por empresas de "marcas famosas", acabam sendo alocados por headhunters igualmente incompetentes para ocupar posições ainda melhores em outras empresas. 

Na nova posição na nova empresa o cidadão distribui trimestralmente todo tipo de desculpas por não conseguir fazer seus planos virarem: o mercado tá ruim, o dólar tá alto, tem eleições, tem copa do mundo, tem vento, tem sol, tem chuva. 

Quando o board of directors da empresa finalmente se toca que o cara não passa de um grande enganador, começa o processo de substituição. O processo leva outros seis meses. No final, três anos depois, o "executivo" deixa a empresa com outra bolada. 

Para felicidade do cidadão, o mesmo headhunter que o colocou nessa empresa, está a sua espera na porta da saída para ajudá-lo a migrar para outra empresa-vítima.

Eu conheço mais de uma dezena de executivos brasileiros da indústria de tecnologia que também embolsaram uma bolada ao serem demitidos pela sua falta de competência para criar planos, delegar projetos, inspirar funcionários e executar metas.

Temos que mudar isso!

Eu não vou citar nomes aqui porque eu sou um cara educado. Mas acredito que todos vocês que estão lendo essas palavras conhecem algum EXECUTIVO INCOMPETENTE da indústria de tecnologia que é perpetuado nos altos cargos da indústria como se fosse um grande líder, mas que na realidade não passa de um grande incompetente. 

É ou não é?

É uma VERGONHA que a nossa indústria de tecnologia ainda tenha tanta incompetência e desonestidade circulando livremente pelos corredores dos grandes escritórios envidraçados da Avenida Berrini até a Avenida Paulista. 

Para fechar a história, eu me lembrei de uma amiga que estava tendo um caso com o chefe dela alguns anos atrás, ela me disse, "Eu não sei se eu estou tendo um caso com ele para subir na empresa, ou se ele está tendo um caso comigo para cair na empresa". 

Quando isso vai acabar?

<n>QUEBRA TUDO!!!</b> Foi para isso que eu vim! E Você?

Jodie_fischer
 

13/08/2010

Escreva alguma coisa que vale a pena ler, ou faça alguma coisa que vale a pena escrever a respeito.

"O Movimento que Você Precisa Está no seu Ombro"

"A Vida é como uma caixa de chocolate, você nunca sabe o que vai encontrar", dizia Forrest Gump, personagem interpretado por Tom Hanks em um dos filmes mais lindos de todos os tempos. 

Algumas pessoas me perguntam de onde eu tiro tanta energia e motivação para fazer tanta coisa. Bem, umas das fontes de onde eu bebo energia, entusiasmo, tesão pela Vida e coragem para dar a cara para bater é a caixa de entrada do meu e-mail. 

Quando  eu abro o meu e-mail todos os dias, eu nunca sei o que eu vou encontrar, mas uma coisa é certa, eu sempre acabo encontrando mensagens fantásticas capazes de iluminar o dia de qualquer um. 

Não são apenas mensagens de elogios, críticas ou marteladas, mas histórias fantásticas, de pessoas reais, ilustres desconhecidos que estão mudando o mundo uma pessoa de cada vez. 

Há algum tempo atrás, de Salvador Bahia, veio a seguinte mensagem, "Ricardo,  muitos acreditam que as pessoas que vivem em favelas precisam de educação, saúde, trabalho e dinheiro.  Essas coisas são importantes, mas não são a coisa mais importante que essas pessoas precisam. A coisa mais importante para essas pessoas é ter uma PERSPECTIVA sobre a Vida. PERSPECTIVA, é a coisa mais importante que essas pessoas - principalmente os jovens - buscam. A grande maioria dos jovens favelados não tem nenhuma perspectiva de nada sobre nada. Para a grande maioria, nada mudou nos últimos anos, e nada parece verdadeiramente mudar. Eu sei disso porque eu fui favelado, e VOCÊ me deu uma perspectiva sobre a Vida quando ninguém me falava nada. Você nunca me encontrou, eu nunca te conheci pessoalmente, você nunca mandou eu fazer nada, mas, lá atrás, uma coisa ou outra que eu ouvi de você, mudou a minha vida para sempre. Você me deu uma PERSPECTIVA que eu não tinha, e eu avancei. Hoje eu sou empresário aqui em Salvador, e toco uma ONG na favela onde eu morei para fazer com os jovens o que você fez comigo, dar a eles uma PERSPECTIVA de Vida."

A minha esposa é de Salvador. Há dez anos eu frequento Salvador como se fosse a Ponte Aérea Rio - São Paulo. Há dez anos eu corro na mesma praia em Salvador, compro côco de 1 real na mesma barraca, e sento para conversar com o mesmo guardador de carro, o Geraldo. 

Depois da corridinha, eu sento no calçadão da praia e fico por lá conversando com o Geraldo sobre a vida, os baianos, a cidade de São Paulo, as diferenças sociais, enfim, tudo; eu mostro a ele as músicas que carrego no iPod, conversamos sobre computador, internet, carros, futebol.  Quando conheci o Geraldo ele era solteiro, dava em cima de uma moradora de rua, e passava as noites nas areias da praia. Hoje ele está casado com a menina, tem três filhos com ela - Pedro, Paulo e João -, e mora no barraco que comprou com o dinheiro que ganha todos os dias lavando os carros de quem estaciona próximo a praia para correr. 

Em Julho desse ano, durante uma das nossas conversas, Geraldo falou, "Ricardo (ele me chama da Ricardo, e não doutor ou sei lá o quê), Salvador está muito violenta. O bicho tá pegando nas favelas, e ninguém tá ligando a mínima para o que está acontecendo.  Eu tenho 40 anos, eu tô satisfeito com a minha vida. Não desejo ter um carro, não preciso de uma televisão LCD último tipo, nem computador, nem nada. Eu tenho a minha esposa que eu amo, meus filhos, jogo bola na praia, trabalho honestamente, e vamos levando. Agora, a molecada da favela não está satisfeita com essa vida. Lá na favela os moleques estão carregando metralhadora e vestindo coletes cheios de cartuchos de bala como se fossem o Novo Lampião do Sertão. Essa geração quer o seu carro, quer o seu relógio, o computador de marca, a roupa de marca, o tênis de marca, eles querem tudo do bom e do melhor e não aceitam cópias, falsificações ou qualquer lixo. Eu não sei onde as coisas vão parar, só sei que não vão." 

E é isso mesmo. O dia que surgir o Che Guevara brasileiro falando manso embasado em poesia de botequim, as favelas vão pegar fogo, e os milhões que estão sem qualquer PERSPECTIVA de MUDANÇAS REAIS vão botar fogo nesse país. 

É apenas uma questão de tempo. O acesso a informação vai produzir tal líder muito em breve. 

As eleições para presidente vem aí e NENHUM dos candidatos tem nada de REFORMADOR para oferecer. Serra, dilma, marina, são ruins demais.  Todos pensam muito pequeno. Um fala que vai fazer 5 hospitais, outro fala que vai fazer 20 escolas, outro fala que vai fazer 2 estradas; vá para o inferno que os carreguem!!!

Ninguém PENSA GRANDE nessa província???

Ninguém tem CORAGEM para peitar um projeto do tipo, "Até 2015, nós vamos ERRADICAR o vestibular no país. TODOS os jovens brasileiros terão uma cadeira esperando por eles em faculdades que ensinam PROFISSÕES MODERNAS.

Vestibular é coisa de gente que pensa pequeno! Ninguém precisa ficar para trás! O conceito de disputar vaga em vestibular é uma idéia medieval! TODOS OS JOVENS TEM QUE ESTUDAR EM ALGUM LUGAR DECENTE & MODERNO, TODOS!


Talvez, a nova e moderna universidade para todos seja a própria web, talvez. Mas então, cadê a universidade virtual para todos?? Cadê a banda larga DECENTE e ACESSÍVEL para todos??? 

Ah, n

ão se preocupem, a Telefônica está de volta com o lixo do speedy!

"A banda larga da minha casa nos EUA é 140 vezes mais rápida e mais barata que a internet do hotel que estou hospedado em São Paulo", mensagem twitada HOJE pelo Guy Kawasaki, ultra guru de marketing para seus 264.808 seguidores no Twitter. Guy está no Brasil palestrando para diferentes empresas. 

Que fantástica imagem ele leva da internet brasileira, né?

Nesse momento o Brasil está com um déficit de 1.9 milhão de engenheiros de software e profissionais de tecnologia. 1.9 milhão!!! E ninguém, absolutamente ninguém, está fazendo alguma coisa a respeito. NENHUM governante tem projeto ALGUM para criar PROFISSIONAIS para o Século 21. NENHUM!!! 

Temos milhões de adultos OBSOLETOS! 

E milhões de novos empregos criados com carteira assinada: empregos de telemarketing, vendedor de camiseta pirata, CD pirata, DVD pirata, vuvuzela, funcionário público, frentista, pedreiro; enfim, posições complexas, sofisticadas e desenhadas para o Século 21 de algum admirador safado do Lênin. 

NENHUM presidenciável fala sobre reduzir carga tributária, diminuir o tamanho da máquina do estado, diminuir o número de políticos no Brasil; NENHUM presidenciável fala sobre reformar as leis trabalhistas, NENHUM NENHUM NENHUM!

Quatro anos depois que o Playstation 3 foi lançado no mundo inteiro, a Sony anuncia o lançamento do bicho no Brasil. O Playstation será vendido em terras brasilis por R$ 2 mil reais, nos EUA sai por 300 dólares. Por que um produto sem similar no Brasil tem que pagar imposto de importação??? Alguém pode me dar uma razão SÉRIA sobre isso?

NENHUM presidenciável fala sobre termos um sistema de saúde FODÁSTICO para atender 200 milhões de habitantes em 5 anos. NENHUM!!! Com tanta gente morrendo pelas beiradas, com tanta gente desempregada, com tanta gente sem PERSPECTIVA, com tanta gente massacrada, NÃO EXISTE NENHUM PLANO PARA O BRASIL TER UM SISTEMA DE SAÚDE SIMILAR AO DA INGLATERRA. NENHUM!

Todos pensam pequeno, muito pequeno. Dos políticos que estão soltos até aqueles que estão achando o máximo o crescimento da "bolha chamada Brasil"; qualquer "crescimento" aparente do Brasil é totalmente insustentável, o país não tem educação, nem saúde, nem incentivo ao empreendedorismo, nem redução de impostos, nem incentivo a contratação e treinamento de pessoas para o século 21, NADA. 

Enquanto você pensa pequeno, a geração dos jovens da favela do Geraldo em Salvador pensa grande, MUITO GRANDE!

Enquanto você fica aí achando que tudo está o máximo, os colchões da cama de alguém muito distante da sua casa estão pegando fogo; e um dia desses, o bicho vai pegar!!!

Como eu falei, a minha caixa de emails é como uma caixa de chocolate, você nunca sabe o que vai encontrar.  

Dias atrás, eu encontrei a seguinte mensagem,  "Ricardo, todos os anos eu espero com ansiedade pelo Natal.  Na noite do dia 23 para o dia 24 de Dezembro, eu me visto de Papai Noel e vou até um orfanato que fica perto da minha casa para distribuir brinquedos para a criançada. Você não sabe a emoção que eu sinto, é indescritível. Eu abraço as crianças, elas me abraçam, nós abrimos os presentes, comemos juntos alguns chocolates, damos risadas, brincamos; as crianças não percebem, mas eu me acabo de chorar por trás do disfarce de Papai Noel. Eu me sinto Vivo ao ver que estou fazendo o bem para aquelas crianças. O negócio me faz tão bem que no último Natal eu puxei a moça que cuida do orfanato de lado e fiz um pedido, "Júlia, eu gostaria de vir aqui outras vezes durante o ano fazer alguma coisa por essas crianças. Que tal se eu aparecesse por aqui todos os meses?", para a minha surpresa, Júlia respondeu, "Marcos, muito obrigada, mas você não precisa fazer isso. As crianças lembram do dia de hoje pelos próximos seis meses! A PERSPECTIVA que você traz no Natal é muito forte.  Vir até aqui uma vez por ano traz uma LUZ enorme para essas crianças. É o suficiente para elas andarem sozinhas e terem força e energia necessárias para Viver".

PERSPECTIVA! É disso que as pessoas precisam.  

Do sistema NADA virá, os comandantes estão desatualizados, seus ideais são furados e medíocres; portanto, se te parece que no fim do túnel não há nenhuma perspectiva de luz, ilumine-se para iluminar o caminho. 

O coitado do caminho está precisando de LUZ. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

27/07/2010

Vamos criar os filhos para serem empreendedores!

Tentaram me doutrinar para ir bem na escola, cortar o cabelo, conseguir um bom trabalho, ganhar um bom salário, ter uma boa casa e televisão para assistir o Faustão e o Silvio Santos até o fim dos meus dias . Não conseguiram! Hoje eu ensino os meus filhos a perseguirem suas paixões, e se transformarem na luz que ilumina o mundo. 

Nós vivemos em uma sociedade que não estimula  em nada a criação de empreendedores, muito pelo contrário, a novela da rede bobo mostra os empresários como ladrões e assassinos; o jornal nacional exalta o governo como criador de emprego; a professora na escola ensina o moleque a pintar dentro do quadrado; o professor na faculdade idolatra a GM, IBM, Petrobrás e Vale do Rio Doce como expressões máximas do capitalismo; no cinema, os heróis são um bando de Vampiros que não trabalham há séculos; na televisão, são um bando de vabagundos que ganham 1 milhão de reais para tirar a roupa. 

Ninguém está dizendo aos seus filhos para serem empreendedores! Ninguém! Se você não fizer nada, os seus filhos vão crescer achando que a vida é sobre trilhar uma única e linear estrada, trabalhar para o Bradesco, fazer carreira doce na Vale do Rio,  ou prestar concurso público para mamar nas tetas da dilma. 

Eu não quero isso para os meus filhos. Eu vou criá-los para serem empreendedores. 

A imensa quantidade de problemas brasileiros que você e eu tanto conhecemos ainda não foram resolvidos porque não temos quantidade suficiente de empreendedores para atacá-los. Falta empreendedor, sobra problema. 

Criar Filhos para serem Empreendedores é uma Responsabilidade Social, a alternativa que o país precisa para acabar com os problemas sociais. 

Eu quero ver os meus filhos empreendendo,  pode ser qualquer coisa: limonada, computador, artesanato em feira hippie, software, música, whatever!

"Pai, eu gosto de dançar", LEGAL FILHA!! Vamos vender esse troço, "Pai, eu gosto de ler", LEGAL FILHO, vamos transformar essa brincadeira em uma empresa, "Pai, eu gosto de ver televisão", LEGAL FILHA, vamos transformar a sua paixão em um web site". 

"Filhos, nós podemos criar qualquer coisa a partir de qualquer paixão que vocês tiverem. Vocês devem e podem viver daquilo que vocês mais gostam de fazer. NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO. NÃO DEIXEM NINGUÉM DIZER O CONTRÁRIO, NEM MESMO EU!". 

Eu vou mudar o mundo, um filho de cada vez. 

CRACHÁ JAMAIS!

Eu vou criá-los para serem Empreendedores, e não Advogados.

Eu vou educá-los para serem PRODUTORES e não consumidores.

Eu vou educá-los para AMPLIAR A RIQUEZA do mundo e não para se aproveitar do que os outros já criaram.

Desde cedo eu vou dizer a eles que não existe trabalho algum esperando por eles. 

"Tratem de serem os melhores do mundo em alguma coisa, e alguém, eventualmente, em algum lugar, irá pagar a maior grana do mundo para vê-los trabalhar. Ponto." , eles ouvem isso todos os dias, e vão ouvir até eu bater as botas.  

É claro que eles não vão fazer ou ser o que eu quiser. Acima de tudo eles vão aprender a questionar tudo e todos e pensar por si mesmos. Além do mais, existe toda uma sociedade falida cheia de imbecis buzinando lixo na cabeça deles.  Eu sou apenas mais um, inocente, idiota, falando; e sobretudo, dando o meu exemplo. 

Por que é tão importante ensinar Empreendedorismo para os nossos filhos?

Porque o Empreendedorismo resolve os problemas do mundo.  

As empresas, os governos, os sistemas, e toda a panacéa que está "funcionando"  não vão resolver nenhum novo problema do mundo, ou problema velho que foi deixado para trás. A panacéa vai resolver os problemas originais que foram criadas para resolver - e olhe lá! 

A sociedade precisa de empreendedores para atacar os problemas;  a turma que funciona (os funcionários, agora chamados de "colaboradores daquilo que funcionam"), foram cultivados, ensinados e doutrinados a manter as coisas funcionando.  

Se você levar em conta que o atual sistema está ficando obsoleto. Danou-se! 

"Houston, Nós temos um problema!"

Chama o Forrest Gump!!!

Nós precisamos criar os rebentos para serem empreendedores!!!

Como?

1. Projeto Mãe Desestressada. Se você tem filhos pequenos e uma esposa, você sabe o quanto a mulher pode ficar paranóica com os pequenos problemas que aparecem na vida dos filhos. Depois que você ajudá-la a resolvê-los, e a poeira abaixar, sente com os seus filhos para fazer um "brainstorm" sobre os problemas da casa. Jogue o problema no colo dos pimpolhos, e peça por soluções.  "O quarto de vocês precisa estar arrumado depois das brincadeiras, qual solução vocês tem para esse problema?", invente problemas (se não tiver o bastante), exemplo, "Nós sempre esquecemos de colocar o suco na lancheira. O que vocês acham que papai ou mamãe poderiam fazer para não esquecer de colocar o suco na lancheira?". 

Eu acredito que somos bichos de hábitos. Se o hábito de resolver problemas entrar na vida dos meus filhos, eles irão crescer empreendedores, e um dia, lá na frente, eles vão dar de cara com um problema que pode virar riqueza. 

2. Projeto Loja de Brinquedo.  A minha filha já aprendeu que precisa doar brinquedo velho para criança pobre. Agora, eu vou ensinar a ela como empreender uma loja de brinquedos usados. Empreendedorismo dá certo quando o empreendedor ama o que faz. Uma vez que ela ama brinquedos, e ama lojas de brinquedos, eu tenho certeza que ela vai amar a idéia de montar uma loja de brinquedos usados, e se dedicar de coração e paixão pelo projeto.  Nós vamos montar a lojinha, definir os preços, criar uma decoração especial, fazer a promoção dos produtos, enfim, setar tudo, ganhar o dinheiro com as vendas, e economizar o faturamento para comprar alguma coisa interessante no futuro.  A primeira vez a gente nunca esquece. No futuro, ela poderá dizer aos meus netos que empreendeu pela primeira vez aos seis anos de idade.

3. Projeto Crianças no Trabalho.  Ok, já temos o Casual Day. Que tal agora criarmos o Kids Day? Todos os dias os seus filhos vêem você sair para o trabalho e voltar com dinheiro. Eles devem ficar imaginando, que fucking coisa os meus pais fazem todos os dias dentro de um escritório cercado de paredes cinzas? O que eles sabem é que você trabalha, o dinheiro entra.  Na cabeça deles tudo parece fácil. Basta sair de casa, entrar em outro lugar, e o dinheiro entra em casa na forma de brinquedos, doces, roupas, viagens e agregados. Tá tudo muito fácil!! Chega! Vamos ensiná-los o valor do Trabalho! Vamos levar os crianças para o escritório, para a fábrica, para a loja, para conhecer um cliente! Sim, por que não? Leve o seu filho para conhecer o seu principal cliente. Eu tenho certeza que será um excelente quebra gelo, e uma excelente reunião. Vamos mostrar como as coisas funcionam! Vamos deixar as crianças colocarem as mãos nos produtos que vendemos, nas notas fiscais, nos clientes!

4. Projeto Mundo Criativo. A minha filha não é a Alice, mas a mente dela é o país das maravilhas. Os nossos filhos tem as idéias mais loucas do mundo. Basta deixá-los se expressar. Eu costumo brincar com a minha filha sobre que tipo de mundo ela gostaria de viver. "Eu sei que você gosta do sorvete de casquinha do McDonalds, mas como seria o sorvete mais gostoso do mundo para você?", "Olha aquela loja, o que poderia ter de louco por lá?", "O que deveria existir dentro de uma sala de cinema?", "O que você gostaria de fazer pela sua mãe que você nunca fez?" e assim por diante. Ela costuma dar as respostas mais "Alices" que eu já ouviu. Experimente com o seu filho!

5. Projeto Contadora de Histórias. Fatos não movem ninguém, Histórias sim. Antes da minha filha nascer, eu falava para todo mundo que ia ler histórias infantis para ela dormir. O plano já foi para o buraco. Eu não preciso mais ler histórias para ela dormir. Ela não gosta que eu leia histórias. Ela gosta de contar as histórias. Ela gosta de inventar as suas próprias versões das histórias tradicionais com personagens imaginários e versões fantásticas.  Um bom empreendedor tem que ser um excelente contador de histórias para conseguir motivar os seus funcionários. Eu acredito que centenas de horas passadas em claro ouvindo minha filha inventar histórias irá ajudá-la a ser uma pessoa empreendedora no futuro. 

Leia livros de histórias para os seus filhos, mas deixe-os contar e inventar suas próprias histórias. Às vezes, durante o dia, quando temos visita em casa, nós estimulamos os filhos a contar histórias em público, para todos ouvirem. Contar Histórias e Saber Falar em Público são habilidades essenciais para o empreendedorismo.  Se você quer um filho empreendedor, estimule o pimpolho a falar em público. 

"Você precisa ser dono do seu próprio negócio", "Você precisa ser independente", "Você precisa ser responsável pelas suas próprias decisões", "Você precisa fazer o que você ama", "Você precisa transformar a sua paixão em uma empresa", "Você precisa ajudar o mundo a resolver os seus problemas mais complexos" , os meus filhos vão me ouvir falar sobre isso o tempo todo. O mundo precisa de resolvedores de problemas, eu espero contribuir sensivelmente para o crescimento dessa mão de obra. 

Mas acima de tudo, o maior ensinamento sobre empreendedorismo que podemos passar aos nossos filhos é viver do empreendedorismo.  As nossas ações falam muito mais alto do que qualquer discurso. 

Se você quer que o seu filho seja empreendedor, você precisa ser empreendedor! 

Mas empreendedorismo não é apenas sobre abrir empresas. Empreendedorismo é sobre uma maneira especial de viver e pensar o mundo que nos cerca. Quando você é dono de um negócio, você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Esse sentimento de responsabilidade pessoal é um presente de valor incalculável que você pode passar para os seus filhos.  

Vamos criar os filhos para serem empreendedores!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

13/07/2010

Eu tenho um salário, não uma empresa.

Quanto mais você estiver disposto a aceitar as responsabilidades pelas suas ações, mais credibilidade você terá. 

A melhor coisa que existe no mundo dos negócios é ter empreendedores como clientes.  A melhor coisa que existe no mundo dos empreendedores é ter funcionários como empreendedores. 

Quando eu comecei a BIZREVOLUTION, eu não sabia exatamente quais seriam os serviços que eu ia oferecer, mas eu sabia desde sempre que tipo de cliente eu queria conviver: os empreendedores. 

Como funcionário, eu já havia convivido tempo suficiente com a gerentada para saber o quanto ruim é ter o seu destino na mão de gerentes. Como empreendedor, eu sonhava com a possibilidade de colocar o meu destino na mão daqueles que mais admiro nesse planeta: os empreendedores. 

Além do fato dos empreendedores darem a palavra final nas principais decisões da empresa, eu sabia que os meus dias seriam mais felizes, mais nutritivos, mais produtivos, mais positivos, mais empolgantes, se pudesse passar 80% do meu tempo metido com empreendedores. 

O empreendedor pertence a uma raça diferenciada de seres humanos. Eles perseguem, encontram,  visualizam e transformam os problemas do mundo em oportunidades de crescimento; enquanto o resto da raça humana - principalmente os gerentes - vêem os problemas do mundo como desculpas, ou pior, não conseguem ver os problemas do mundo. 

Você, gerente, porque carrega um cracházinho no pescoço com o seu nome em forma de código de barras pensa que entende alguma coisa sobre trabalho, dedicação, metas, objetivos, energia, e o caramba a quatro, mas a grande verdade é que você não entende nada sobre essas questões enquanto não se tornar um empreendedor. 

"Eu montei esse negócio para ter as 200 maiores construtoras do Brasil como clientes. Nos primeiros anos, nós conseguimos conquistar algumas grandes construtoras. A empresa cresceu, o número de funcionários dobrou, e os gerentes chegaram. Ah, os gerentes! Eles não compraram a minha Idéias das 200 Maiores. Os gerentes diziam que eu pensava muito grande. Fui convencido a seguir um caminho diferente com a minha empresa. Resultado, a empresa vive um grande marasmo, e hoje eu tenho um salário, não uma empresa", lamenta um empreendedor que conheci dias atrás. A gerentada que ele contratou anos atrás se já picou quando viu que o negócio "não tinha futuro". 

Você provavelmente trabalha para um empreendedor. O cara provavelmente está sentado em uma cadeira a poucos metros de você. Valorize isso! Aproveite! 

Empreendedor é Cabeça Aberta, Flexível, Criativo; Empreendedor é Positivo, Pensa Grande! 

Experimente Pensar como Empreendedor ao invés de Agir como Funcionário - pare de dar desculpas para continuar ser pequeno, arrisque o pescoço para ser grande. 

A maioria das pequenas empresas fracasssam porque a maioria dos funcionários que contratam pensam como funcionários, e não como empreendedores. 

Eu estou organizando nesse momento uma missão comercial que vai levar no segundo semestre um grupo de empreendedores brasileiros a uma feira nos EUA, e visitas técnicas a grandes empresas. Existe uma mega blaster corporation que queremos muito visitar e conhecer por dentro. Dias atrás eu enviei a primeira mensagem para diferentes profissionais dessa empresa para checar a possibilidade do meu grupo ser recebido. 

48 horas depois das primeiras mensagens enviadas, eu recebi o primeiro retorno:

"Caro Ricardo, Muito Obrigado pela sua gentil mensagem. Nós teremos o imenso prazer de recebê-lo na nossa empresa. Você tem tempo para ficar conosco o dia inteiro ou meio período? Eu também estarei no evento, e se você considerar adequado, podemos jantar juntos, assinado, John Smith, Vice Presidente Global de Negócios da mega multi blaster corporation."

5 dias depois, eu recebi um segundo retorno:

"Caro Ricardo, Infelizmente, essa oportunidade não nos interessa. Obrigada por nos procurar, assinada, Raquel Whatever, gerente de recursos humanos da mesmíssima empresa".

Inacreditável, não?

Se a Raquel tivesse um mínimo de atitude empreendedora, ela se colocaria na posição de empreendedora da empresa e não como funcionária técnica de um departamento qualquer. Se a Raquel fosse empreendedora, ela encontraria a pessoa mais adequada para dar continuidade a minha solicitação. 

"Em primeiro lugar nós queremos fazer negócios", pensaria ela, "Em segundo lugar vamos checar quem quando e como é possível". Ela nem se mexeu para ir atrás de um profissional de marketing ou vendas para apresentar o nosso pedido. Ela simplesmente descartou porque a minha solicitação não faz parte do job description da menina. Ela descartou porque tem medo de falar com outras pessoas. Ela descartou porque não entende como funciona a empresa em que trabalha. Ela descartou porque não sabe se comunicar com os próprios colegas. Ela descartou porque está ocupada com algum trabalho burrocrático; geração de novos negócios não é a função dela. 

Esse é o mundo dos negócios em que vivemos. Por conta da atitude funcionária de muitos gerentes, você provavelmente terá um negócio represado, descartado ou postergrado até quinta ordem. O que fazer? Não deixar o seu destino na mão dessa turma, continue cavando dentro dessa empresa até encontrar um santo empreendedor disposto a enfiar um fórceps na empresa para extrair o que for necessário para fazer o negócio acontecer. 

Se você está lendo o que eu estou escrevendo, é porque você de alguma maneira admira o empreendedorismo. 

Se você admira o empreendedorismo, e se você admira o empreendedor que fundou a empresa que paga o seu salário, a melhor coisa que você pode fazer por ele é agir exatamente como ele agiria frente as situações que caem no seu colo. 

O empreendedor espera que os seus funcionários tratem a empresa com o mesmo amor, cuidado, devoção, comprometimento e vontade maluca e incansável de avançar que ele tem. 

É para isso que você veio. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

25/06/2010

Atlas Shrugged, O Filme.

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O filme mais esperado da história dos EUA começou a ser filmado: Atlas Shrugged. Serão 5 semanas de filmagem ao custo de produção de 5 milhões de dólares. As filmagens começaram no dia 11 de junho de 2010. 

Finalmente, depois de 50 anos de espera, os produtores independentes John Aglialoro e Harmon Kaslow mergulharam na aventura de filmar a obra de arte de Ayn Rand. Paul Johansson  (”One Tree Hill”) é o diretor e vai fazer o papel de John Galt, Brian Patrick O’Toole’s escreveu o roteiro, Dagny Taggart será Taylor Schilling (”Mercy) e o papel de Henry Reardon será feito por Grant Bowler (”Ugly Betty”).

Nenhum deles é muito famoso ou mundialmente reconhecidos. 

Fala-se que serão dois ou três ou até quatro filmes. Ainda não se sabe ao certo. 

Atlas Shrugged é um livro de 1.200 páginas escrito por Ayn Rand em 1957. A história se passa em uma versão dos EUA onde a sociedade entrou em colapso devido a crescente intervenção do estado na economia e a mediocridade das pessoas. O declínio acontece enquanto as pessoas mais produtivas da sociedade, lideradas por John Galt, resolvem sair de cena e montar sua própria sociedade livres dos medíocres. 

Atlas Shrugged é SENSACIONAL. O melhor livro de todos os tempos. Eu já escrevi algumas vezes sobre ele, confira "Atlas Shrugged mudou a minha vida", e aqui, e aqui, e aqui

Atlas Shrugged é amado e odiado nos EUA porque fala-se que o livro influenciou o capitalismo americano como nenhum outro. É o livro de cabeceira dos titãs do capitalismo americano, e amplamente distribuido nas faculdades americanas há 50 anos. Para vocês terem uma idéia do poder do livro, nesse momento Atlas Shrugged encontra-se na 21a posição entre os livros mais vendidos na Amazon. Nunca se vendeu tanto Atlas Shrugged como agora, foram 2 milhões de cópias vendidas em 2009. 

Isso acontece porque os seguidores de Ayn Rand estão espalhados por toda a sociedade americana e investem na promoção e distribuição do livro por todos os cantos. Credita-se as recentes crises econômicas americanas a pessoas que não leram Atlas Shrugged. 

Atlas Shrugged defende o trabalho duro, a inovação e o empreendedorismo como saídas para um mundo melhor, ao contrário da complacência dos medíocres que estão satisfeitos com o pouco que ganham, ou com atalhos financeiros que muitos pilantras encontram para serem bem sucedidos sem trabalhar duro ou criar riqueza para o mundo. 

Eu sou um fiel escudeiro e seguidor de tudo que a Ayn Rand escreveu e falou. Ayn Rand, Nietzsche e Ralph Waldo Emerson são meus filófosos preferidos e minhas eternas leituras de cabeceira. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. Se as vezes eu pareço um cara perturbado ou inquieto, é porque esses caras me deixam pilhados. 

Eu tenho todos os tipos de versões do livro em casa, desde a primeira edição lançada décadas atrás no Brasil, até a mais recente 20 anos atrás, passando por paperback, hardcover, a réplica da primeira edição americana lançada em 1957, até as recentes versões Kindle de todos os livros de Ayn Rand. 

O Brasil, definitivamente, seria um país MUITO MELHOR e MUITO MAIS EMPREENDEDOR do que é hoje se 1 milhão de brasileiros tivesse lido e entendido Atlas Shrugged. 

A boa notícia é que uma versão brasileira em português de Atlas Shrugged está a caminho pela Sextante. O livro deve ser lançado em 2010. FINALMENTE! 

Se você não quiser esperar por Atlas Shrugged em português, leia A NASCENTE, edição brasileira recente de THE FOUNTAINHEAD, o primeiro grande livro de Ayn Rand. THE FOUNTAINHEAD é igualmente sensacional, matador e audacioso, mas ATLAS é a grande obra prima da filosofia empreendedora e objetiva de Ayn Rand. 

Eu escrevo essas linhas HOJE porque HOJE o Brasil vive um feriado nacional forçado devido ao jogo da seleção canarinho na Copa do Mundo. 

Não existe nada mais ridículo do que ver a brazucada que nem se lembra em quem votou para deputado ou vereador sair as ruas vestida de verde e amarela dizendo que ama o Brasil Não existe nada mais medíocre do que ver as pessoas se posicionando como nacionalistas mas não fazem nenhum tipo de trabalho voluntário, nenhum tipo de distribuição de conhecimento, nenhum tipo de projeto inovador para melhorar o país. 

Nunca se teve tanta gente procurando emprego público no Brasil como agora. Nunca se viu tantos processos trabalhistas como agora. Nunca pagamos tanto imposto como agora. 

As empresas mais admiradas do Brasil vendem cerveja, dinheiro, sandália e petróleo. 

O Brasil pode e merece mais 

Todas as criações ou tentativas de empreender páram para assistir a um jogo de futebol promovido por uma entidade corrupta (FIFA) que consome recursos por onde passa. As máquinas páram para o povão assistir a uma peleja de futebol onde bilhões de dólares foram investidos em estádios faraônicos em um país miserável (África do Sul). 

Atlas Shrugged é a bandeira do EMPREENDEDORISMO para aqueles que acreditam que precisamos ter muito mais CRIADORES do que CONSUMIDORES nesse mundo, muito mais PRODUTORES do que PESSOAS ENCOSTADAS na máquina do estado, muito mais RISCO do que a SEGURANÇA DO ESTADO. 

Os críticos de Atlas Shrugged falam que é IMPOSSÍVEL vivermos em uma sociedade cheias de John Galt - o ser humano seria naturalmente preguiçoso, medíocre, a procura sombra e água fresca e um lugar seguro para se encostar. 

Talvez, talvez; mas talvez o ser humano mude de atitude quando um cara que não tem nem metade do que ele tem, encostar uma arma na sua cara e o ameaçar de morte por R$ 130,00; talvez o ser humano mude quando for apresentado para coisas mais bonitas ou inspiradoras do que aquelas que ele tem na sua cidade ou vida. 

De qualquer forma, CHEGA!

ATLAS SHRUGGED! NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

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24/06/2010

A Morte do Vendedor Consultor.

"Nunca pergunte aos seus clientes o que eles querem, diga o que eles precisam."

Existe uma cena em Star Wars Episódio 6 onde Luke Skywalker - Mestre Jedi - invade o Palácio do Jabba The Hutt - o cabeça do crime organizado da galáxia muito muito distante  - para resgatar Han Solo, congelado no episódio em que o Império contra-atacou. 

O plano de Luke é simples: resgatar Han Solo das garras do mal sem matar ninguém. Para atingir o seu objetivo, Skywalker utiliza um velho truque dos Jedis - uma espécie de hipnose que leva as pessoas a fazerem o que o Jedi deseja. O plano funciona bem. Os capangas de Jabba fazem exatamente o que Luke quer, e o levam até a presença do mestre do crime. 

"Você vai libertar o Han Solo para mim. Você vai libertar o Han Solo para mim", diz Luke apontando a sua mão esquerda em direção a Jabba.

"Ha ha ha ha", responde Jabba, "O seu truque Jedi não funciona comigo. Esse truque só funciona com mentes fracas." Luke desconcertado, passa para o Plano B, matar todo mundo. 

Ninguém gosta de Vendedor, mas todos gostam de Comprar.  

Você passaria tranquilamente algumas horas do seu dia dentro de uma loja high tech avaliando diferentes modelos de celulares , mas não daria 5 minutos do seu dia para ouvir o blá blá blá de vendedor de celular.

Não é curioso?

Para resolver esse problema, uma série de técnicas tabajara e subterfúgios corporativos foram criadas pelo lado negro da força de vendas. 

"Que tal chamarmos os nossos vendedores de Gerentes de Negócios? Assim os clientes vão pensar que os nossos vendedores são pessoas interessantes, bacanas, responsáveis, cheias de conteúdo relevante, e vão recebê-los". Grande idéia!  Mas os clientes não são burros. Logo perceberam que alguém havia trocado a embalagem sem mexer no conteúdo do produto. 

"Que tal chamarmos os nossos vendedores de Consultores de Vendas? Assim os clientes vão pensar que os nossos vendedores querem apenas ajudar e colaborar, conhecer as suas necessidades, sem pressa alguma para vender". Grande Idéia! Mas infelizmente , os clientes - aqueles que não tem mente fraca - não tem tempo para explicar quais são as suas necessidades, ou mesmo sabem quais são as suas necessidades.

Imagine um vendedor começando uma conversa dessa maneira: 

"Muito obrigado por me receber. Como eu te falei no telefone, a BIZREVOLUTION é uma consultoria de marketing especializada em empresas como a sua. Mas eu entendo que todas as empresas são únicas. Por isso, eu tenho algumas perguntas a fazer a você: Quais são as suas necessidades? O que tira o seu sono a noite? O que você espera de um fornecedor como nós? Como nós podemos trabalhar juntos para o crescimento dos negócios? Se você tivesse um cheque em branco, o que você mudaria na sua empresa?"

Lixo!

Lixo que ainda funciona com clientes de mentes fracas.  

Cliente de mente fraca é educado e odeia conflito. O cara vai responder a todas essas perguntas idiotas , prolongar a reunião sem qualquer preocupação com horário, dizer que adorou o vendedor, a empresa, o produto, e ainda vai afirmar que vai ajudar o vendedor a vender o projeto dentro da empresa.  O vendedor vai sair da reunião achando que está matando a pau, mas não vai conseguir vender nada dentro desse cliente pelos próximos 12 a 24 meses. Apesar da demonstração inicial de entusiasmo, o cliente não vai ajudar em nada, nem tem como; o tempo vai passar, o vendedor não vai receber qualquer retorno do cliente, e o projeto vai cair no esquecimento. 

HOJE você precisa supor algumas coisas. Você precisa supor que o seu cliente potencial tem situações, questões, necessidades, e preocupações similares as empresas da sua indústria. Você precisa supor que os decisores tem objetivos e metas similares. Você precisa supor que as tendências de mercado impactam essas empresas da mesma maneira. Claro que haverá variações. Você pode descobrir isso depois. Mas nas primeiras reuniões você precisa mostrar aos seus potenciais clientes que você sabe o que está acontecendo. 

Se o vendedor veio realmente ajudar e colaborar com alguma coisa, é porque ele sabe que o cliente tem um problema a ser resolvido, ou seja, não precisa perguntar nada. 

Imagine agora o mesmo vendedor começando uma conversa dessa maneira: 

"Eu estou muito feliz em te conhecer pessoalmente. Como eu mencionei no telefone, eu sei o quanto a situação econômica do nosso estado está afetando empresas de manufatura como a sua. É por isso que nós estamos focados em empresas desse segmento de mercado nos últimos seis meses. O que nós descobrimos nesse tempo todo é que os fabricantes estão pagando muito pelas licenças de software que compraram no passado - especialmente agora depois de tantas mudanças organizacionais e redução de pessoal.  Nós conseguimos reduzir as despesas com software dentro dessas empresas em até 22,7% no primeiro ano. Deixa eu te mostrar alguns exemplos para você me dizer se tem a ver com você, e então podemos detalhar melhor a situação da sua empresa. Que tal?"

Uma das questões mais polêmicas que eu levanto sobre vendas deixa os vendedores tradicionais malucos da vida. 

"Não ande com nada que leve o cliente a pensar que você é um vendedor. Fora com os catálogos, listas de preços, portfólios da empresa e apresentações. Essas coisas reforçam a certeza que você é um tirador de pedidos". 

Os vendedores ficam revoltados quando me ouvem falar tal heresia. 

"Mas como??? O cliente pede para ver o nosso portfólio. O cliente quer ver o nosso catálogo. Como eu vou vender alguma coisa se eu não tiver um material de apresentação da empresa em mãos?".

É incrível, o vendedor quer ser percebido como gerente de negócios, mas não abre mão das suas ferramentas de "relacionamento".

Imagina um cara indo para o primeiro encontro com uma garota levando uma série de documentos sobre as suas qualidades . "Veja, esse aqui é o meu diploma da faculdade", "Essa é a medalha que eu ganhei na Olimpíada do Colégio", "Aqui estão os números da minha série de musculação na academia". 

Alguém em sã consciência realmente acha que esse tipo de informação ajuda a construir algum tipo de relacionamento sério e de confiança com alguém?

Todo relacionamento construido a base de bens materiais vai para o saco quando os bens materiais vão para o saco. Os melhores relacionamentos são construidos a base de bens invisíveis. 

A única coisa que o vendedor deve levar para uma reunião onde deseja construir relacionamentos com um cliente é ele mesmo. 

Como diz uma amiga especialista em compras:

"Eu entendo pouco de vendas, mas entendo muito de compras. Eu acho que  vendedor é um troço obsoleto, desnecessário, o cara é um custo na corrente do valor final do meu produto. Hoje em dia a relação é muito mais direta entre o produto e o cliente. Eu prefiro entrar em uma loja onde ninguém me enche o saco dizendo: "Precisa de alguma coisa?",  eu costumo responder: "Não minha filha, eu tô aqui de sacanagem." A única loja que ainda me permito ser incomodada por vendedores é a loja onde eu tenho uma ou duas vendedoras que conheço e me trazem exatamente o que eu quero e em meia hora eu saio da loja. O resto é INTERNET."

MORTE A TODOS OS CONSULTORES DE VENDAS!

VIDA LONGA a todos aqueles que nunca perguntam aos clientes o que eles querem, mas tem coragem para dizer aos clientes o que eles precisam. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?


10/06/2010

Socorro! A Minha Empresa é um Saco!

"Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável.Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz.", do incrível, fantástico, Victor Hugo.

O que fazer quando se trabalha em uma empresa que não tem nada de divertido, bonito, inovador ou maluco? 

O que fazer quando se trabalha em um lugar que não tem plano de negócios algum, nem direção, nenhuma comunicação entre os departamentos, nenhum mentor? 

O que fazer quando se trabalha em um lugar onde ninguém acredita em treinamentos, não existem reuniões freqüentes, o web site é terrível, e a última vez que algum tipo marketing foi feito pela empresa a internet não existia?

O que fazer quando você não pode sair desse buraco porque o buraco é seu, ou você simplesmente não tem outro lugar para ir, pelo menos por hora?

Bom, a primeira coisa a fazer é assumir que esses “problemas” são questões secundárias, provavelmente irrelevantes. Esses problemas não são nem de perto as principais questões que precisamos endereçar na empresa. 

Dias atrás, após terminar uma palestra, uma jovem fez a seguinte pergunta, “Ricardo, há anos eu dou todo o meu sangue pela empresa em que eu trabalho. Não sou reconhecida por isso. O meu chefe não valoriza o que eu faço. Você acha que eu devo sair da empresa?” 

Antes de ler a minha resposta, pense um pouco sobre o que você acha que essa garota deveria fazer. 

Eu respondi, “Você tem certeza que o “sangue que você dá pela empresa” é o sangue que o seu chefe quer que você dê pela empresa? Talvez “o sangue que você está dando pela empresa” não tem nada a ver com o “sangue” que a empresa precisa. Qual foi a última vez que você validou com o seu chefe as coisas que você está fazendo versus o que a empresa precisa que você esteja fazendo?”

“Hum, faz muito tempo que eu não converso com ele sobre o que eu faço. Mas, ele não deveria saber o que eu faço? Ele não deveria ser o cara responsável por me dar uma direção, fazer o planejamento da empresa, reconhecer o meu trabalho?”. 

“Quantos funcionários vocês tem?”, perguntei. 

“25 pessoas”, ela respondeu.

“Você realmente acha que uma pessoa que tem 25 adultos para observar é capaz de saber exatamente o que cada um dos 25 adultos está fazendo todos os dias? Ele não sabe, não tem como saber. Você realmente quer trabalhar em um lugar onde uma autoridade qualquer tem um plano definido para você? Esse não é o trabalho de um gerente ou líder do Século 21. Adulto não precisa de babá, ou não deveria precisar. Adulto não é marionete no plano de algum ser superior, ou não deveria ser. Nós, brasileiros, somos muito mal acostumados. Nós estamos na Era do Conhecimento, as coisas não são mais lineares como eram na Idade das Fábricas; tudo é muito confuso e complexo hoje em dia. Você, e somente você, é capaz de dizer o que tem que ser feito. 

Você tem que estudar, se preparar, elaborar suas dúvidas e ir atrás de ajuda. Se você quer ajuda, se você quer ser reconhecida, se você quer colaborar, então colabore, apareça, esteja presente, faça perguntas, peça a bola, chame a responsabilidade para si. Você tem a escolha de escolher!  Ninguém vai escolher nada para você.”

A empresa em que você trabalha é um saco porque ninguém ou poucas pessoas estão comprometidas em resolver as 5 questões mais importantes que toda empresa tem que resolver.

1º. A empresa precisa ganhar dinheiro

2º. O mercado está cheio de concorrentes, precisamos ter um diferencial matador.

3º. Os Clientes tem que voltar a comprar, de preferência todos os meses. 

4º. A empresa precisa reduzir os custos que aumentam todos os dias. 

5º. Nós precisamos que os funcionarios fiquem na empresa por muito tempo. 

Se você quer ajudar, você precisa se envolver com as equipes que estão atacando essas questões. Se não houver equipes, faça alguma coisa você mesmo. Por menor que seja, qualquer coisa pode servir de inspiração para os colegas também se mexerem. 

A cultura da empresa é o que move as pessoas. Autoridade, planos, sistemas não mudam nada. A Cultura muda, e a cultura de uma empresa é a soma de como fazemos as coisas ao nosso redor todos os dias. 

Todos nós queremos que o big boss compartilhe os números da empresa; todos nós queremos que o big boss envolva mais de uma pessoa antes de tomar uma decisão, todos nós queremos que ele coloque um toldo sobre o estacionamento para que ninguém se molhe em dias de chuva.

Mas essas coisas não vão rolar agora. Portanto, você tem que fazer a coisa rolar com o que temos aqui e agora.

Melhor assim. Já que que o big boss não deixa você dirigir as coisas, vamos começar a revolução! 

O que você pode fazer? 

Muitas coisas. 

Eu acredito que ao terminar a leitura de um livro de negócios, você já deve ter se perguntado, “Show de Bola! Mas como transformar a minha empresa que é um saco em uma empresa como essa?”

Crie um grupo de estudo sobre o livro. 

Livros que você poderia estudar: Empresas Feitas para Vencer do Jim Collins, Rework do Jason Fried, ou o novíssimo Delivering Happiness do Tony Hsieh. Todos esses livros descrevem práticas belíssimas sobre como responder as 5 questões mais importantes que a empresa tem que resolver. 

Escolha um dos livros, distribua cópias para todos os funcionários. Se não for possível, faça uma resenha e distribua pela empresa. Deixe as questões principais do livro contaminar a turma. Comece as sessões de estudo. Faça leitura dos capítulos em grupo.

Se você escolheu Jim Collins, o grupo tem material suficiente para falar sobre “quem tem o perfil para ficar na equipe, e quem deve sair da empresa” (em busca da redução de despesas); se você escolheu Rework, vocês podem falar sobre “o que era impossível no seu mercado anos atrás mas hoje não é” (em busca do diferencial matador); se você escolheu Delivering Happiness, vocês podem falar sobre “quais são os valores principais da empresa”, e como assegurar que todos os funcionários contratados trabalham baseados nesses valores (em busca da retenção dos talentos da empresa). 

Todos os três livros apresentam propostas inovadoras e bem sucedidas para as cinco questões que você tem que estudar:

1º. A empresa precisa ganhar dinheiro

2º. O mercado está cheio de concorrentes, precisamos ter um diferencial matador.

3º. Os Clientes tem que voltar a comprar, de preferência todos os meses. 

4º. A empresa precisa reduzir os custos que aumentam todos os dias. 

5º. Nós precisamos que os funcionarios fiquem na empresa por muito tempo. 

As decisões sobre o que fazer com o dinheiro da empresa podem permanecer na mão do big boss; entretanto, um grupo de leitura de um livro de negócios – com pessoas comprometidas - consegue demonstrar ao big boss propostas sérias e inovadoras embasadas na vivência das próprias pessoas que vão executar as idéias cruzadas com as melhores idéias do mundo.

A empresa é um saco porque existe toda uma neurose em crescer por crescer, vender por vender milhões de unidades de alguma coisa qualquer para atender as necessidades de um acionista que vive em uma galáxia muito muito distante. 

Aqueles que aprenderem a vender serviços com receitas recorrentes, e respeitarem as fronteiras da produção segura para o planeta, estarão a frente do seu tempo nesse momento em que movemos para uma nova sociedade. Software e Serviços da Informação são excelentes oportunidades de negócios para o infinito e além. 

É cada vez mais comum você perceber pessoas tirando fotos ou fazendo anotações sobre os produtos a venda nas lojas físicas e voltando para suas casas para comprar via internet. Por outro lado, você vê essas mesmas pessoas, depois que compraram o produto pela internet, precisando dos serviços das lojas físicas, como instalação, configuração, customização, suporte e manutenção. Eu nunca assinei um jornal impresso, nem Folha de São Paulo nem Estadão. Não adianta os caras abaixarem os preços, eu não vou assinar. Mas hoje eu assino o New York Times para PC, e o Wall Street Journal para iPad. Ambos em um novo formato para um novo tempo para um novo tipo de cliente. 

A empresa em que você trabalha já ganhou muito dinheiro com tudo que vendeu nos últimos 24 meses. É tempo de renovação. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

01/06/2010

Eu escutei os conselhos de pessoas mais inteligentes do que eu, e ignorei a todos.

“Ninguém pode voltar atrás e começar de novo, mas todos podemos começar hoje e ter um novo final.”

A minha filha estuda em uma escola construtivista. Ela estuda coisas completamente irrelevantes para os padrões tradicionais. Ela não se levanta da cadeira quando alguma autoridade entra na sala de aula. Ela não desenha dentro dos quadradinhos, bolinhas e triângulos. Ela tem mais aulas de arte, brincadeiras e inglês do que matemática e ciências. Ela faz – dentro de uma certa medida – o que quiser. 

Minha filha não cumprimenta “direito” o avô dela, mas pula no colo da avó. Meu pai diz que ela precisa cumprimentar os mais velhos. Eu digo, “Se vira, conquista ela”. 

Todos nós sabemos o resultado que a educação atual teve sobre o Brasil: somos um país de terceiro mundo com um razoável desenvolvimento econômico e péssima evolução moral. 

As nossas melhores escolas tradicionais não conseguiram educar a elite brasileira para alguma coisa que presta. A elite brasileira é ridícula. Egoísta, fechada e mesquinha. 

Eu não tenho a mínima vontade de ser famoso, ou fazer parte de alguma elite. 

Imagina tomar um chá da tarde com a Hebe, ou comer uma pizza com o Faustão e amigos. Imagina ter que usar camisetas da Abercrombie e relógios do Michael Kors para ser aceito pela turma que frequenta o Ecco em São Paulo. 

Eu não quero essa droga. 

Eu quero mudanças. 

Mudanças reais. 

O que você vai responder a sua filha quando ela te perguntar aos 12 anos de idade:

“Pai, a minha professora mandou decorar quem foi Tomé de Sousa e Mem de Sá. Eu não gosto desses caras. Não vejo sentido algum em decorar isso, tá tudo no iPhone e no iPad. O que essa informação vai agregar para a minha vida?”

“Filha, Mem de Sá e Tomé de Souza foram uns políticos portugueses zé manés que não fizeram nada de relevante para o Brasil. Esquece eles. Pode tirar zero nessa prova, ou melhor, cola na prova.”

Eu quero mudanças, mudanças reais!

Nós não podemos educar ou gerenciar a geração de jovens que estão chegando para trabalhar com as mesmas idéias e premissas que gerenciamos esse bando de velhos caquéticos que ainda estão tocando a papelada desse Brasil. 

Semanas atrás eu estive no escritório da BASF na Nova Faria Lima em São Paulo e fiquei realmente surpreso ao encontrar centenas de jovens trabalhando no imenso salão de escritório da tradicional empresa química. Eu contei uns 200 moleques e 2 velhos de 50 anos deslocados no meio da “galera”. 

Se você ainda não notou, as coisas mudaram. A nova geração tomou o poder, ou deve tomar o poder. 

Talvez quebremos a cara mudando a maneira com que educamos e gerenciamos as pessoas, mas uma coisa é certa: fazendo diferente vamos ter resultados diferentes. 

“A coisa mais estúpida que uma pessoa pode fazer na vida é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Albert Einstein.

Eu quero mudanças, mudanças reais!

Deixa eu introduzir a você alguns novos princípios que devem servir de fundação para um novíssimo Manual de Gestão de Funcionários para os dias de hoje. 

PRIMEIRO PARÁGRAFO: O funcionário pode demitir o chefe. Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, se o meu chefe não for excelente o suficiente para me liderar eu quero ter a liberdade para falar com alguém sobre como trocar de chefe. A geração de jovens da BASF está acostumada a ter as situações modificadas para atender as suas vontades (controle remoto, celular, internet, cartão de crédito, diferentes rodas de amigos etc). Você pode achar isso errado, mas eu acho isso bacana. Por que aceitar as coisas como sempre foram? Por que? Por que? Por que?

A pergunta que não quer calar é: COMO É POSSÍVEL UM PAÍS EM DESENVOLVIMENTO COMO O BRASIL NÃO TER TRABALHO PARA TODAS AS PESSOAS?

Como pode???!!! Como pode um lugar que não tem escolas, não tem empresas, não tem estradas, não tem hospitais, não tem faculdades, não tem teatros e cinemas, não tem parques, não tem campos de futebol o suficiente para TODAS as pessoas NÃO TER EMPREGO PARA TODAS AS PESSOAS????

Somos ou não somos MUITO RUINS???

Eu quero mudanças, MUDANÇAS REAIS!!

SEGUNDO PARÁGRAFO: Ninguém precisa ficar mais que 8 horas por dia em um escritório. Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, quantas horas exatamente de trabalho você precisa de mim? Eu trabalho muito mais rápido do que as gerações anteriores. Se você me der diretrizes claras eu vou fazer o meu trabalho no tempo que tem que ser feito sem perturbar ninguém. A geração BASF adora trabalhar, mas sabe que consegue realizar a maioria das suas funções do conforto da sua casa, ou de uma Starbucks. 

A coisa mais imbecil que alguém pode estar fazendo nesse momento é torrando milhões de reais com o aluguel ou compra de escritórios sofisticadíssimos em algum ponto ultra valorizado da cidade. 

Essa compra é boa apenas para a elite da cidade que está faturando uma grana federal em cima de alguns executivos boçais que precisam de status para se manter no cargo. 

TERCEIRO PARÁGRAFO: A Facebook é tão importante quanto o meu salário. Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, se você proibir o acesso a Facebook, Orkut, Blogs, G-Mail, YouTube, Twitter ou qualquer mídia social eu peço demissão. Os velhos caquéticos não conseguem entender o que existe de tão interessante nas mídias sociais. Para a geração BASF checar as últimas atualizações da Facebook é a mesma coisa que checar os recados na caixa postal da sua secretária eletrônica. Ok, fique para trás. Desculpe. A geração BASF entende que as mídias sociais são uma excelente maneira de fazer networking, aprender, descobrir insights, vender, fazer negócios e prosperar. 

QUARTO PARÁGRAFO: O meu Salário é tão importante quanto o meu Trabalho. Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, não me venha com vídeos e palestras motivacionais imbecis para me iludir quando não puder me pagar bem. Eu quero liberdade para cobrar um aumento de salário quando eu sentir que mereço. A geração BASF se sente completamente a vontade em cobrar o que lhe é devido. Essa geração quer VENCER, não quer enrolação. Chega desse papo furado de “Brasil País do Futuro”, se você não brigou por um país melhor para você e para a sua geração o problema é seu. Eu quero mudanças. 

QUINTO PARÁGRAFO: Eu quero estudar no horário de Trabalho. Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, eu quero ter a autonomia de formar grupos de trabalho para estudar como seremos mais inovadores e responsáveis dentro do horário de trabalho. A faculdade não vai resolver o problema da empresa. A Geração BASF sabe que tem que continuar a estudar a vida inteira, e praticar o que aprende. Funcionários lendo livros e estudando manuais da empresa em pleno horário de trabalho parece doideira para muitos velhos obsoletos que circulam por aí, mas faz todo o sentido para a geração BASF. 

Muitos não entendem isso, mas VENCER é sobre estudar o ambiente em que estamos vivendo a aplicar o que aprendemos imediatamente. 

SEXTO PARÁGRAFO: Eu quero o meu Mestre Jedi! Ok, eu aceito trabalhar na sua empresa. Mas, eu quero saber quem será o guru que irá me bater, me colocar no eixo, fornecer feedbacks, apertar o meu calo, torcer o meu pescoço quando eu precisar. Eu não preciso de motivação, eu preciso de direção! Eu quero um Coach! Eu quero alguém para me orientar. Eu quero alguém que realmente se importa com o crescimento das pessoas. Essa geração não aceita autoridade por autoridade, mas respeita quem demonstra conhecimento, assertividade e incrível vontade de ENSINAR e VENCER. Relatórios Anuais de Desempenho ou Feedback 360 graus é para imbecil. A geração BASF quer feedback TODOS OS DIAS. A geração BASF está acostumada com paparicação todos os dias. Seja na Facebook, Orkut, Twitter etc, a geração atual quer interação e feedacks imediatos. 

Não seja envergonhado, saia de trás da sua mesa caquética de mogno envelhecido e entre na conversa. 

“Quando no curso dos acontecimentos humanos se faz necessário para uma geração dissolver os vínculos políticos que a uniram a outra geração, e tomar um posto separado e igual que lhe é de direito.”

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

24/05/2010

Desobediência Civil.

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"Mesmo votar em favor do direito não é fazer coisa alguma por ele. As coisas não mudam; nós é que mudamos." Henry David Thoreau

Na esquina da Rua Tuiuti com a Marginal Tietê em São Paulo você encontra uma loja que vende móveis para casas de campo, jardins e afins. À 200 metros da loja você tem a entrada principal do Parque do Piqueri em São Paulo. O parque tem 97 mil metros de área verde onde todos os dias milhares de moradores da zona leste utilizam para energizar as suas mentes e corpos. O parque como todos os espaços públicos desse Brasil tem carência de muitas coisas, falta de tudo, inclusive bancos para você sentar e apreciar a beleza do parque. 

Digamos que você acordou hoje afim de ajudar o Parque do Piqueri a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer?

Você poderia simplesmente ir até a loja que fica em frente ao parque, comprar meia dúzia de bancos de jardim e solicitar a sua instalação nas áreas mais necessitadas do Parque do Piqueri.  Em poucos dias você mesmo conseguiria perceber e vivenciar o impacto que a sua pequena colaboração teria sobre a alegria dos frequentadores do parque. 

Entretanto, você seria preso se tentasse instalar um banco no parque.  

Você, civil, não pode fazer nada pelo espaço público sem pedir a benção de algum secretário administrador gerente de diferentes orgãos públicos. 

A instalação de um simples banco em um parque da cidade tem que passar por uma comissão de alguma secretaria municipal, que vai levar a solicitação para algum escritório administrativo estadual, que vai pedir dinheiro ao governo federal para daqui a alguns anos executar a idéia e implementar os bancos no Piqueri. 

O mais triste de tudo é que o dinheiro que o governo federal libera para as cidades não foi gerado pelo governo federal. O dinheiro foi gerado pelos próprios cidadãos das cidades que tem que pagar impostos e remeter para um orgão centralizador que depois devolve o dinheiro para a cidade que o gerou. 

Eu acredito que eu não preciso explicar para você que nessas idas e vindas, entre tantas aprovações, canetadas e caciques envolvidos, a verba vai desaparecendo. 

Eu também não preciso te dizer que se o projeto de adição de bancos no Parque do Piqueri fosse realmente importante para alguém, o projeto viraria promessa de campanha de algum candidato a vereador, deputado, senador ou presidente desse país.  

Se a obra de ampliação dos bancos no Parque do Piqueri desse Ibope no Big Brother, em alguns anos você veria um grande cartaz fincado no parque dizendo, "Governo Federal banca o projeto dos bancos do parque. Governo Federal, trabalhando por todos. Blá blá blá".  

Nós estamos àpenas alguns meses da oportunidade de escolher o próximo presidente do Brasil. Dilma, Serra, Marina, Michel Temer, Ciro, o Bode do Zoológico, o Zé da Borracharia, todos eles são candidatos a presidente.  

Qual premissa você vai usar para escolher o seu candidato? 

Milhões vão optar pelo bicho que prometer acabar com todos os males das suas vidas.  

Milhões vão escolher o candidato que tem plano para acabar com a violência, com o desemprego, com a falta de saúde, educação, moradia, alimentação, crise ambiental e sei lá mais o quê.  

Milhões de brasileiros ainda acreditam que a melhor forma de governo é aquela que tem um governo atuante gerando empregos, segurança (de todos os tipos) e licitações públicas. 

Por conta disso,  o Brasil nunca teve tanta gente procurando emprego público. Os cursinhos para empregos públicos estão lotados. Os livros sobre como conseguir emprego público estão esgotados. O número de candidatos por vaga pública nunca foi tão grande. Milhões de brasileiros estão optando nesse momento por uma maneira segura de viver mamando nas tetas do estado. 

Esse Brasil, definitivamente não é o Brasil que eu quero deixar para os meus filhos. Eu não trabalho 24 horas por dia 7 dias por semana para ver um país de cidadãos complacentes a espera de uma solução do presidente, do governador ou do prefeito. 

Diferente do que a maioria pensa, eu acredito que "O melhor governo é aquele que menos governa!".

O melhor governo é aquele que intervém menos, limita menos, dita menos leis e obrigações. 

Os defensores do poder público estão dizendo nesse momento que o Capitalismo precisa de regulamentação. Mas enquanto somos regulamentados até a alma, quem regulamenta o presidente e o governo?  

Quem disse que o governo deveria ter mais poder que a sociedade civil?

Quem disse que o Ministério das Cidades entende mais de leis do que a própria OAB?

Imagine viver em uma sociedade onde você deu poderes a um ser humano ditar as leis que regem a sua vida. Ele é um ser humano, corruptível,  sujeito a criar algum tipo de sacanagem para beneficiar a si próprio e os amigos. Essa sociedade é a sociedade em que você vive. 

Dias atrás eu estive em Nova Iorque. Nova Iorque é o berço de milhares de idéias que regem hoje a sua vida, idéias que você nem faz idéia que nasceram por lá mas nasceram. 

Você, bairrista, torcedor da seleção brasileira de futebol, pode não acreditar em mim, e continuar a achar que vive em um país maravilhoso cheio de idéias brilhantes e seres humanos calientes, mas, infelizmente, depois que terminar a Copa do Mundo, e você guardar a bandeira do Brasil no fundo do ármario; e voltar os olhos para as próximas eleições para presidente, talvez caía alguma ficha na sua cabeça. 

O momento mais emocionante da minha viagem a Nova Iorque foi quando passeando pelo Central Park em um dia ensolarado de maio , eu me vi frente a frente com um poster que dizia, "O que nós fariamos sem a sua Doação?".

Nova Iorque é a centro do universo para o país mais poderoso da história da humanidade.  O Central Park é o parque central da cidade, famoso em todo o país, teoricamente uma grande oportunidade eleitoreira para o Bush, Obama, Clinton, Giuliani, Bloomberg e todos os outros candidatos falarem que ELES são responsáveis pela sua preservação e desenvolvimento. 

Entretanto, a sociedade civil não deixa os políticos usarem o parque como plataforma política. Quem toma conta do Central Park é o cidadão nova iorquino .  O Central Park não precisa da boa vontade da Secretaria de Jardins de Nova Iorque para se desenvolver; quem cuida do parque é o Central Park Conservancy.

"O Central Park Conservancy foi fundado em 1980 por um grupo de dedicados líderes filantropos civis. Eles estavam determinados a terminar com o dramático declínio que o Central Park experimentou nos anos 70 e restaurá-lo ao seu esplendor do passado como o principal espaço público dos EUA.  Hoje, a missão do Conservatório é restaurar, gerenciar e preservar o Central Pak em parceria com o público para a a alegria das presentes e futuras gerações."

Tudo de bonito que você vê no Central Park é mantido e desenvolvido por PESSOAS e não por fundações ou ONGs que novamente vão se beneficiar de alguma maneira com o marketing da coisa toda. O principal lago do parque, por exemplo, é mantido pela família da Jaqueline Onassis - sem qualquer referência às empresas da sua família.  O "Strawberry Fields", um imenso espaço verde dentro parque,  é mantido por Yoko Ono em homenagem a John Lennon. 

Eu sei, tem que ser herói para viver em um país em desenvolvimento como o Brasil, em uma cidade maluca como São Paulo com seu trânsito caótico, custo de vida alto, competição acirrada, e ainda encontrar tempo para se envolver com uma causa que não gera dinheiro algum para quem se envolve. 

Mas, a vida de todos nós será muito mais fácil quando uma quantidade imensa de pessoas levarem suas vidas baseadas nos mais altos padrões de convivência, respeito mútuo e valores morais.  Para a cultura das pessoas mudar para melhor nesse país, as pessoas precisam ser expostas diariamente a uma quantidade imensa de exemplos consistentes feitos por milhares de pessoas. Não basta o exemplo do pai, não basta o exemplo de um programa na televisão falando sobre coisas positivas, as pessoas precisam ver perspectiva nas pequenas coisas do seu dia-a-dia; por exemplo, no parque público que elas convivem todos os dias.

Imagine se o Parque do Piqueri fosse residência de milhares de mensagens positivas doadas por milhares de cidadãos que vivem na Zona Leste. O Parque do Piqueri não seria um lugar inspirador para frequentar? 

O Central Park em Nova Iorque tem 3,4 km2 de área. É um oásis dentro de Manhattan. Ao contrário do Parque do Piqueri que fecha as 18:00hs, o Central Park não fecha nunca.

Ao contrário do Parque do Piqueri que tem meia dúzia de bancos, o Central Park tem quase 10 mil bancos para você sentar e apreciar a leitura de um bom livro.  

Além de muito bem conservados, os bancos do Central Park trazem lindas mensagens gravadas em belas placas de metal escolhidas pelos indivíduos que estão conservando cada banco. 

Hoje são quase 3 mil bancos conservados por pessoas que moram na cidade.  Filhos compram bancos para homenagear os pais por terem lhe proporcionado uma vida maravilhosa, maridos apaixonados declaram seu amor eterno as suas esposas, centenas de cidadãos comuns compartilham anonimamente mensagens de esperança em bancos que eles mesmo estão bancando com dinheiro do próprio bolso. 

Digamos que você more em Nova Iorque e tenha vontade de ajudar o Central Park a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer? Ligar para o Central Park Conservancy, apontar o banco que você quer conservar, dizer onde você quer colocá-lo, ditar a mensagem que deseja imprimir no banco, e pronto, em poucos dias você passa a ser dono de um banco no maior parque público dos EUA. 

O "pobrema" todo dessa situação, como diria o cúmpanheiro presidente, é que o paternalismo brasileiro MATA na raiz toda e qualquer iniciativa do indivíduo brasileiro em criar um mercado específico, seguir uma vida alternativa, ser ele mesmo.  O paternalismo brasileiro infiltra na cabeça das pessoas um modelo único centralizador ditado por um único partido, por uma única cidade, por uma única igreja e religião, por um único canal de televisão, por uma única novela, por um único livro, MATANDO a criatividade de milhares de brasileiros que estão tentando construir alternativas de Vida. 

As eleições e a Copa estão aí. Nada vai mudar. Se alguma coisa vai mudar, ou está mudando, é porque alguns indivíduos desobedientes estão levando pedaços do Brasil para frente. 

Seja um deles. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. 

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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23/04/2010

Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.

"Eu aprendi que eu consigo tomar uma boa decisão com 75% dos fatos. O pior não é decidir sem os fatos, mas esperar pelos malucos que não conseguem fazer nada até tudo esteja perfeito ", Lee Iacocca

O doce de brigadeiro mais fantástico e delicioso que eu já comi na minha vida é feito por uma amiga que está desempregada há mais de um ano.  O brigadeiro da minha amiga é uma loucura. Todo mundo que já provou insiste em dizer que ela poderia ficar milionária vendendo brigadeiro.  

Sabe aquele brigadeiro que a gente faz na panela e passa horas comendo de colherada? A minha amiga faz um brigadeiro melhor do que o melhor brigadeiro que você já comeu. Melhor do que o brigadeiro da sua mãe, da sua avó, da sua namorada, da sua vizinha. 

Quando rola uma festinha entre amigos, o sanduíche de metro vem do Pão de Açúcar, o bolo da Doce Mania, os salgadinhos da Tia Sinhá, e o brigadeiro, ah, o brigadeiro vem da minha amiga que acaba sendo seduzida pelos pedidos insistentes da turma. 

Eu já falei para ela uma dezena de vezes, "Você precisa vender esse brigadeiro. É uma delícia. Vai vender milhões. Faz uma amostra grátis,  imprime uma lista de preços, vai de porta em porta oferecendo o  brigadeiro. Você vai faturar na hora. Levanta um blog, escreve sobre a história do brigadeiro, escreve sobre o poder de sedução do doce, você vai virar rapidamente a guru do brigadeiro na internet brasileira. Depois você poderia vender o brigadeiro em diferentes formatos, tamanhos, embalagens etc.", e mais, "Todos os brigadeiros que existem por aí são horríveis. Ninguém sabe fazer brigadeiro. Você tem tudo para matar a pau", e ela responde, "E eu quero passar a minha vida inteira fazendo brigadeiro? Você sabe o quanto cansa ficar no fogão fazendo brigadeiro, e depois ficar enrolando um-a-um? As minhas costas não aguentam. Eu é que não quero fazer brigadeiro para o resto da vida". 

"Mas quem disse que você precisa fazer brigadeiro o resto da sua vida? É apenas um começo. Uma coisa leva a outra.  Vá atrás dos primeiros pedidos, trabalhe duro, faça a segunda venda, contrate uma cozinheira,  ensina ela a fazer o brigadeiro e bola prá frente". 

"Ah não", responde ela, "eu prefiro continuar enviando o meu currículo para as empresas". 

"Poxa, você prefere trabalhar como assistente de produto na Amor aos Pedaços ou na Nestlé  do que construir a sua própria empresa com o talento que você tem?"

"Eu prefiro. Seria o máximo ser gerente de produtos do Sonho de Valsa, ou gerenciar as franquias do Amor aos Pedaços! É muito melhor do que ficar com a barriga no fogão dentro de casa fazendo brigadeiro para fora. O que tem de bacana em fazer isso? O que as minhas amigas iriam pensar de mim? Eu não quero virar a tiazinha dos doces!". 

Eu lembrei da minha amiga dois dias atrás quando dei de cara com a mais nova loja do Shopping Market Place em São Paulo:  a Brigaderia - uma loja 200% focada em vender brigadeiros de luxo para os endinheirados da cidade. 

Quem comanda a Brigaderia são as amigas Fernanda Zajd e Taciana Kalili, que há tempos cultivam o hábito de se reunir para fazer brigadeiro . Da mesma maneira que acontecia com a minha amiga, as duas sempre terminavam na cozinha quando rolava alguma reunião entre amigos.  

No web site da Brigadeira você tem a foto das duas fundadoras. Elas são bonitinhas. Em nada lembram a Tia Anástica ou Dona Benta do Sítio do Pica Pau Amarelo. A Fernanda e a Taciana são duas mulheres bonitas que poderiam facilmente conseguir qualquer emprego assalariado com crachá pendurado no pescoço em alguma multinacional por aí, entretanto, elas optaram por transformar algo que sabem fazer bem feito em um negócio. 

A vida é assim mesmo. Se você dormir com as idéias na cabeça é capaz de acordar no dia seguinte com o barulho de alguém colocando as suas idéias em prática. 

Hoje em dia as pessoas são levadas a acreditar que é muito difícil começar uma empresa. Isso é culpa da quantidade de informações sobre empreendedorismo que a internet joga nas nossas cabeças. Se você for seguir a risca tudo que falam, você não começa nada. 

Você provavelmente não tem as 55 qualidades do empreendedor moderno segundo o último estudo feito pelo Sebrae, você provavelmente não tem o QI de Empreendedorismo necessário segundo a Associação dos Profissionais de Recursos Humanos. Você provavelmente não entende o suficiente sobre fluxo de caixa par abrir uma empresa. Você provavelmente não sabe escrever um plano de negócios e muito menos gerenciar pessoas. 

E daí? Nada disso faz falta quando o assunto é empreender. Esse papo furado vem intimidando muita gente, e transformando a centelha empreendedora das pessoas em crachá de grande empresa. 

O fato é que o plano de negócios que a minha amiga precisa colocar em prática resume-se a fazer o brigadeiro; imprimir a tabela de preço e ir de porta em porta em todas as casas do seu condomínio. Esse é o plano de negócios que ela precisa.  Pau na máquina!  Depois que os negócios atingirem um primeiro patamar estável, falamos sobre a próxima fase. 

Por conta dessa mania de começar perfeito, a grande maioria dos empreendedores estão começando seus negócios como se fossem grandes empresas estabelecidadas há décadas. As pequenas empresas de hoje nascem como se fossem grandes multinacionais. É muito comum você encontrar uma pequena empresa cheia de categorias de produtos ,  cheia de planos de negócios para atingir os mais variados mercados, cheias de recursos, departamentos e processos antes só disponíveis nas big corporations.

As pequenas empresas estão nascendo grandes! Ao invés de começar com apenas um produto e evoluir, os caras nascem com dezenas de produtos, e depois vão cortando - se houver tempo antes de quebrar - até ficar com o que interessa. 

Você conhece alguma pequena empresa que parece grande empresa? Eu conheço dezenas. Não existe curva de crescimento no mix de produtos em uma pequena empresa. Os caras desde sempre falam que vendem de tudo, e teimam em vender de tudo, e por conta disso não conseguem vender nada de nada. 

Hoje na hora do almoço em meio aquele calor do inferno, eu praticamente me escondi dentro da geladeira da Kibon. Enquanto detonava uma série de picolés de limão, eu fiquei pensando na evolução da empresa. Em 1942 os caras começaram com o Eskibon e o Chicabon; quase quarenta anos depois veio o lançamento do Cornetto com aquele inesquecível comercial de televisão em plena Veneza. Vinte anos depois, quando percebeu que o Cornetto já não era tão premium assim, a Kibon resolveu lançar a linha de sorvetes Magnum para superar o próprio Cornetto lançado anos atrás. 

Quando a Kibon começou, os caras não diziam que tinham sorvetes de todos os tamanhos, cores e preços para todos os tipos de consumidores. Os caras tinham o que podiam ter, e vendiam com entusiasmo aquilo que sabiam fazer. Não era o melhor, não era o mais barato, não era o mais bonito, mas era honesto e verdadeiro.  

Os ortodoxos vão dizer que estou errado, você precisa ser bom prá caramba para competir com os líderes. 

Mas é exatamente esse o problema. 

Você acabou de entrar no campeonato. Essa é a sua primeira corrida. Você está largando na 26a posição. Você não precisar ser melhor que os carros que estão largando na primeira fila. Você não precisa correr mais que o Hamilton ou Schumacher. Você precisa ser melhor que o carro que está na 25a posição, depois melhor  que o carro que está na 24a, depois 23a, e assim por diante. 

Deixe a sua concorrência botar banca de galã, torrar dinheiro com escritórios bacanas e práticas de grandes empresas, assuma que você é pequeno, não entende nada de gestão de pessoas, não entende nada de plano de negócios, mas mesmo assim vai abrir a sua empresa e aprender na marra o que tem que aprender. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

07/04/2010

A Informação e a Falta Dela.

Stats

Durante um jogo de baseball, os técnicos das equipes tomam decisões sobre quem entra no campo ou quem fica no banco baseados em uma incrível quantidade de informações sobre os seus jogadores. Tudo é anotado, tudo é revisto, tudo é levado em consideração. Durante o jogo você percebe que os técnicos das equipes estão o tempo todo olhando as suas anotações e conferindo cadernos parrudos de anotações antes de tomar qualquer decisão. 

Quando um novo arremesador da equipe adversária vai ao montinho, o técnico sabe exatamente qual é a probabilidade do jogador arremessar a bola rápida, lenta, por cima, por baixo etc. Baseado em uma montanha de dados, o cidadão escala determinado jogador para rebater a bolinha, e determina on-line a posição exata de meia dúzia de jogadores na defesa. O jogo é incrivelmente mapeado por todos, e a informação é utilizada para tomada de decisão como em nenhum outro esporte. 

O mesmo, infelizmente, não acontece na guerra. 

O vídeo abaixo mostra uma cena impressionante. 

Durante a Guerra no Iraque, dois helicópteros americanos chegam para dar cobertura a tropas americanas que estão combatendo no solo de Bagdá. 

Quarenta minutos depois da chegada dos helicópteros, nove pessoas aparecem mortas na rua, incluindo um fotógrado e um motorista da agência de notícias Reuters e duas crianças. 

A cena aconteceu no dia 12 de Julho de 2007, e ganhou atenção mundial em função das mortes dos jornalistas da Reuters.

O vídeo mostra a conversa entre os pilotos dos helicópteros, e a vontade insana dos caras em atirar para matar independente de quem seja. Sem qualquer informação sobre quem são as pessoas, e imaginando que estão armados, os soldados americanos sentam a bala, e matam todo mundo. 

A potência destruidora dos helicópteros americanos pode ser percebida ao final do vídeo quando os soldados americanos arrasam a big van preta que os sobreviventes (não por muito tempo) estacionam para socorrer as vítimas do ataque. 

Até agora 139 jornalistas foram mortos por engano nos 7 anos de Guerra no Iraque. 

 

E por engano, consequência da falta de informação, ou consequência da falta de um sistema de informação adequado, ou consequência da falta de perguntas adequadas, vamos tomando todo tipo de decisões erradas.

Qual sistema de informação deveríamos usar nas nossas empresas? O que deveríamos olhar? 

(continua depois de uma noite de cinco horas de sono)

01/04/2010

5 razões porque as vendas caem.

Trabalhe pela diversão de trabalhar, e o dinheiro irá aparecer um dia desses.

É muito fácil culpar o mercado, o fabricante, o dólar ou as estratégias agressivas dos concorrentes para justificar a queda das vendas das nossas empresas. É muito fácil dizer que perdemos uma venda porque o nosso preço estava muito fora, ou porque o fornecedor não gerou demanda o suficiente para nós.

Você pode continuar jogando a culpa nos outros, ou assumir que não tem controle sobre sua própria empresa e fazer alguma coisa a respeito.

O que você escolhe?

Aqui vão as 5 razões porque as vendas de ma empresa caem, é com você acreditar ou não:

1ª Razão: Porque o produto já deu o que tinha que dar. A maioria dos empresários que eu conheço ficam procurando no fundo do baú por novas maneiras de manter o status quo das coisas. Ao invés de assumir que um determinado negócio já deu o que tinha que dar, ou que o produto atingiu um estágio de maturação, o empreendedor fica teimando em vender um determinado produto como se o produto tivesse sido lançado ontem.

A HP lança um novo produto no mercado todos os dias. Por que eles fazem isso? Porque o produto que eles lançaram seis meses ou um ano atrás está entrando na sua fase de declínio, e os caras precisam de um outro produto para repor o faturamento.

A coisa mais estúpida que você pode fazer com o seu negócio é manter o mesmíssimo portfólio de produtos entra ano e sai ano sem efetuar qualquer alteração no mix de produtos. É óbvio que as vendas vão cair. Mexa-se antes que seja tarde demais!

Para cada fase do ciclo de vida de um produto, existe uma determinada atividade de marketing a ser implementada. A promoção de vendas – por exemplo - é uma ferramenta que deve ser usada no momento em que as vendas começam a cair. O treinamento da equipe de vendas, por exemplo, deve ser usado quando o produto está sendo introduzido em novos mercados. A fila anda, e chega um momento em que você tem que substituir o que você vende por outra coisa. Se não o fizer, as vendas realmente vão cair.

2ª Razão: Porque não sabemos quem é o nosso público-alvo. Todas as empresas nascem a partir de produtos. Ok, legal, isso funciona durante um tempo. Mas quando chega o momento em que as indicações secam, ou não são o suficiente para nos ajudar a atingir as nossas metas, nós precisamos sair ao mercado para vender.

Nesse momento, se a mensagem do produto não for clara, se você não definiu claramente quem é o seu mercado alvo, as vendas começam a cair naturalmente. E pior, as vendas não começam a cair porque o seu produto é ruim ou algo do gênero. As vendas caem porque os clientes não conseguem entender o que você faz ou o que o produto oferece. E isso acontece porque a mensagem sobre o produto não feita para um determinado cliente, e assim o cliente não consegue entender o que o produto faz.

Enquanto você não determinar com muita clareza quem é o seu cliente alvo, você não consegue criar um argumento de vendas matador para que o cliente entenda os diferencias que o produto tem a oferecer.

3ª Razão: Porque não damos nenhuma atenção aos clientes que já conquistamos. Porque os negócios são aparentemente uma atividade de compra e venda, ninguém ou quase ninguém se mexe por ninguém quando não há dinheiro envolvido. Nunca temos tempo de dar a atenção merecida para os clientes que já conquistamos. Nós assumimos que nunca vamos perder os clientes quetemos em casa. Nós assumimos que os caras estão satisfeitos conosco porque compram todos os meses. Ledo engano. Não tem segredo, a fila anda, as prioridades dos clientes mudam, as pessoas mudam, e uma hora, cedo ou tarde, você está fora se não estiver gerenciando o relacionamento com os clientes. As vendas caem porque os negócios com os clientes atuais vão minguando com a falta de atenção que damos a eles. Tudo respeita um ciclo de vida, e todo ciclo de vida deveria ser respeitado.

4ª Razão: Porque ninguém sabe dizer porque as vendas caem. O braço direito de todo empreendedor deveria ser a TECNOLOGIA. Você tem dúvida sobre onde investir para se diferenciar? Invista em tecnologia. Invista no seu web site, invista em um poderoso software de CRM para mapear os negócios, invista em um fodástico software de business intelligence para debulhar o histórico dos negócios, invista em tecnologia. Se for o caso troque pessoas por tecnologia. Mantenha apenas as melhores pessoas, troque todo o resto por computadores, softwares e tecnologia. A queda de vendas acontece porque ninguém tem dados, fatos, anotações sobre o que acontece com os nossos clientes. Com o tempo as decisões são tomadas no chutômetro. Os preços são feitos na fé, as propostas são ganhas se "deus quiser", e por ai vai. Tecnologia, se bem empregada, ajuda o empreendedor a tomar decisões antes que uma bomba inesperada arrase a empresa.

5ª Razão: Porque poucas pessoas são persistentes o bastante para mapear mais de uma razão porque as vendas caem. No dia a dia, a grande maioria dos profissionais de negócios associam a queda de vendas àpenas uma ou duas razões: preço e mercado são as mais comuns, e ponto final. Pouquíssimos são os profissionais que tem paciência e persistência o suficiente para investigar as verdadeiras questões que estão interferindo nas nossas vendas. Como eu já disse, é muito fácil culpar a razão mais fácil de ser mapeada, e muito difícil dedicar uma ou duas horas a mais do nosso dia para chegar no X das questões.

Por que as vendas caem???? Debruce sobre a situação e investigue.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? 

Em Defesa do Fracasso.

"O sucesso constroi o caráter, o fracasso o revela."

O maior medo do ser humano não é falar em público. O maior medo do ser humano é se ver associado com o Fracasso. Ninguém absolutamente ninguém quer se ver associado com o Fracasso. Ninguém adiciona os fracassos que cometeu ao seu currículo profissional. Nenhuma empresa dedica uma área do seu web site aos "casos de fracasso". Todos procuramos esconder todo tipo de ponto fraco que temos ou fracasso que tivemos na vida porque acreditamos que o sucesso é resultado de um conjunto de bem sucedidas etapas nas nossas vidas onde não pode haver espaço para o fracasso. 

Pura ilusão. 

Você vê isso claramente nos esportes e nas artes. Na grande maioria das vezes a equipe campeã leva o caneco porque ganhou mais vezes do que os seus concorrentes mesmo tendo em seu curriculo diversas derrotas e empates ao longo do campeonato que venceu. Nem todas as músicas dos Beatles, Rolling Stones e U2 atingiram o topo das paradas, mas isso não os impediu de arrebentar em outras dezenas de petardos. 

A grande maioria dos vendedores ganham apenas 10% dos negócios que participam. 

No baseball, um esporte que sou apaixonado, o melhor rebatedor do esporte é aquele que consegue rebater uma boa três vezes em dez tentativas. O restante dos jogadores não consegue rebater nem duas vezes. Nas outras oito tentativas o cara passa vergonha na frente de milhões de pessoas. 

E daí? 

O importante é compreender que você e somente você é responsável pelo seu sucesso e fracasso, portanto, é tudo uma questão de assumir que você precisa modificar o que não está funcionando. 

O verdadeiro fracasso na vida não é pisar na bola, mas fugir de tentar viver desafios que valem a pena serem vividos sem nem tentar vivê-los; ou, quando nos recusamos a aprender com nossos erros. 

Não é fácil aprender com os nossos próprios erros. É muito mais fácil e comum jogar a culpa nos outros por aquilo que acontece conosco. É realmente muito difícil mudar a nossa perspectiva de ver as coisas para que possamos encontrar sucesso nos nossos fracassos. Mas, precisamos tentar. 

Sucesso, por outro lado, não é sobre ser visto como bem sucedido por outras pessoas. Sucesso tem a ver com você fazer o que acredita ser o certo fazer. Somente você sabe do que você é capaz de fazer, ou, o quanto você foge das coisas que tem que fazer. O que interessa é o que você considera sucesso e não o que os outros pensam sobre o que é sucesso. Você acredita que fez o que tinha que fazer? Você está consciente sobre tudo que poderia ser feito? Então, você pode se considerar bem sucedido, independente da opinião das outras pessoas. 

Quando tentamos fazer o melhor e estamos ansiosos por aprender, nós sempre seremos bem sucedidos, mesmo que não consigamos atingir os resultados esperados. 

Por medo do fracasso, a grande maioria das pessoas deixa a vida passar sem tentar empreender seus sonhos. O caminho para o sucesso não é uma linha reta. É claro que todos iremos passar por diferentes fracassos até conseguir algum tipo de sucesso. 

O cara espera décadas até escrever o seu primeiro livro porque acha que não está preparado para escrever o seu primeiro livro. O outro espera se aposentar para acumular algum dinheiro para abrir uma empresa perfeita. 

Legal, mas o fato é que todos irão fracassar. Dificilmente o primeiro livro do cara será bem sucedido como ele imagina; dificilmente a empresa do cidadão será líder de mercado como ele imagina. Todos fracassamos em nossas primeiras tentativas. Todos. Por isso, é muito importante colocar em prática nossos sonhos o mais rápido possível para que possamos aprender o mais cedo possível como adaptar nossos modelos de negócios à realidade do mundo, e voltar a carga até que consigamos o sucesso que esperamos. Quanto mais cedo você escrever o seu livro, mais tempo terá para escrever novos livros para ser bem sucedido; quanto mais cedo quebrar a sua primeira empresa, mais tempo terá para ser bem sucedido na próxima. 

Escola nenhuma ou dinheiro do mundo te ensinarão como ser bem sucedido na vida. Esse tipo de coisa você aprende passando pelas mais sérias dificuldades que tiver coragem de se submeter na sua vida. 

Uma vez que todos procuram se afastar o máximo possível de qualquer chance de fracassar na vida, o número de chances das pessoas serem bem sucedidas é cada vez menor. Sem fracassos, não tem sucesso, sem queda, não tem glória, sem morte, não tem ressurreição. 

A minha mensagem de Páscoa é em Defesa do Fracasso. 

Defendo o Fracasso por experiência própria. Eu já fiz tanta besteira e fracassei tanto na vida que sei que a melhor maneira de aprender é fracassando; a melhor maneira de ser bem sucedido é saber o mais cedo possível o que não funciona; a melhor maneira de acertar é depois de ter tentado acertar de tantas maneiras diferentes que te obriga a conhecer novos modelos e opções que não conhecia em primeiro lugar. 

Sonhar, sonhar, sonhar, e sonhar mais, até que não tenhamos mais sonhos para sonhar. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

10/03/2010

Jesus e o Empreendedorismo.

Você quer um Trabalho ou uma Missão? Siga-me! Deixe os mortos queimarem os mortos. 

Jesus tinha um belo emprego.  Ele parecia que tinha nascido para construir coisas de muito bom gosto e feitas para durar. Com muito trabalho duro e dedicação, ele criava mobílias sofisticadas para centenas de clientes da pequena empresa que herdara do pai. Ele estava indo muito bem. O marketing boca-a-boca  gerado pelos clientes satisfeitos funcionava perfeitamente bem na pequena cidade de Nazaré, novos clientes batiam na porta da sua marcenaria diariamente com novos pedidos. 

Jesus nasceu empreendedor, e queria fazer muito mais pelos outros do que aquilo que estava fazendo.  Então, um dia, ele virou para a sua mãe e disse que ia embora, que abandonaria a empresa do pai para criar o seu próprio empreendimento. 

Se não bastasse a loucura que fez em abandonar um salário sólido, uma empresa bem sucedida, uma profissão que amava e clientes satisfeitos, ele saiu pelo mundo estimulando outros funcionários bem remunerados e bem colocados a fazer o mesmo, "Sigam-me!" falou Jesus para seus futuros apóstolos, "Existe um trabalho a ser feito que dará a vocês uma alegria muito maior  que vocês jamais tiveram. Você acordará todas as manhãs faminto por um novo dia. Você irá aprender a vencer os seus medos.  E ao invés das moedas de César enchendo os seus bolsos, você terá um coração cheio de alegrias. Eu prometo isso a vocês com a minha vida". 

Jesus, a entidade mais admirada do Ocidente, não foi um cara medíocre. Jesus não era serviçal de ninguém, muito menos obediente às tradições da época em que viveu. Ele era um QUEBRA TUDO! Ele era um empreendedor,  falava a verdade nada além da verdade, assertivamente e filosoficamente sem qualquer discurso "motivacional". Ele não acariciava a cabeça das pessoas que não faziam por merecer, ele não ajudava quem tinha pressa e era mal educado, ele ajudava quem realmente pedia as coisas com o coração. Jesus não foi um líder paizão, Jesus não andava cabisbaixo. Ele pregou a ruptura de costumes que considerava errados, e não teve medo algum de arcar com as consequências dos seus atos.  Jesus disse, "Eu não vim trazer a paz, mas a espada". 

Poucas alegrias dessa vida se compararam a alegria de abrir o seu próprio negócio. Ver o telefone da sua empresa tocar, ver as notas fiscais serem faturadas, a entrega do produto ou serviço acontecer,  e acima de tudo, perceber que o seu negócio realmente ajuda e influência de alguma maneira o mundo em que vivemos a progredir para o caminho do bem. 

Os negócios são a força máxima da nossa sociedade, e todo empreendedor é, de alguma maneira, a grande esperança de tempos melhores para aqueles que o cercam. 

Jesus era totalmente a favor dos negócios, do lucro do bem, da empresa do bem e do trabalho do bem feitos para dignificar o homem e seus semelhantes. 

Jesus falou sobre negócios e empreendedorismo em uma das suas mais famosas párabolas :  "Tendo um homem a necessidade de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes as contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: "Senhor, disse-lhe, confiaste -me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei." Disse-lhe seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor." O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei". Disse-lhe seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor".  Veio, por fim, o que recebeu só um talento: "Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence." Respondeu-lhe seu senhor: "Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes."

Entretanto, o mesmo Jesus disse, "É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus",  e o mesmo Jesus quebrou tudo no Templo de Jerusalém quando viu as mesas de negócios serem colocadas como a principal fonte motivação da vida das pessoas. 

Jesus acreditava nos negócios quando os negócios eram moralmente dignos; quando os negócios funcionavam de maneira sustentável, quando os negócios faziam parte da vida, e não a vida dos negócios. 

Deus não tem nada contra a riqueza, ele transformou Salomão no cara mais rico do planeta; Deus não tem nada contra a fama, transformou o Rei Davi no monarca mais famoso por muitas gerações. 

Empreendedores como Jesus vivem esse tipo de tensão todos os dias. A empresa, o dinheiro, as pessoas, os recursos de informática, a educação, são apenas ferramentas disponíveis para o homem usar para o bem ou para o mal; cabe ao empreendedor trabalhar diariamente o seu discenirmento para lidar com responsabilidade com as ferramentas que podem mudar o futuro. 

Essa é a beleza do empreendedorismo:  lidar com as coisas que podem ser usadas para o bem e para o mal, e você, por livre e espontânea vontade e consciência, tem a chance de escolher, e crescer como espírito, e contribuir para a vida dos outros. 

Eu imagino que muitos aqui sonham em empreender, mas não tem coragem de largar tudo para experimentar seus próprios sonhos. Se você é um deles, ouça Jesus: "Você precisa nascer de novo para entrar no Reino dos Céus". Você precisa aprender a desaprender, deixar a bagagem que carrega para trás, e bola prá frente, para uma nova fase da vida, para uma fase empreendedora. 

Ainda assim, Jesus levou um certo tempo para aparecer. Durante os trinta primeiros anos da sua vida ele viveu um trabalho que não era exatamente a sua missão. Ele foi ao Egito, conheceu sua cultura, e quando sabia que estava preparado, chutou o pau da barraca.

A era que vivemos é a melhor era para empreender. Nunca foi tão barato ter um negócio ou tão fácil começar a sua empresa.  O tempo é esse! Segundo as estatísticas de Harvard e companhia ilimitada, mais de 70% das pessoas estão trabalhando em posições erradas e lugares errados. Como seria a seleção brasileira de futebol com o Ronaldinho de beque central, ou o Kaka de goleiro? Pois é assim que trabalham a maioria das empresas, com a maioria das pessoas se enganando sobre o que são e o que fazem. 

Se você quer seguir Jesus, leve a sério seu grito de guerra, "Sigam-me aqueles que querem fazer alguma coisa por alguém, e não simplesmente colocar alguns reais no seu bolso"

A escravidão está viva e muito bem de saúde em todo o Brasil, as correntes são invisíveis, os pelourinhos são digitais,  a fração da comida dos senhores de escravos você recebe todos os dias no seu ticket refeição, as migalhas do vale transporte te levam todos os dias de volta para a senzala.

O que você vai fazer sobre isso? Você está procurando por um trabalho ou uma missão?

Jesus era um insider. Deus colocou o cara no meio do povo judeu, no meio do império romano,  no meio da cultura e dos costumes predominantes da época, no meio de um vilarejo conhecido,  para Jesus quebrar tudo de dentro para fora.  Hoje, nós conhecemos Jesus e achamos que o cara era um ser iluminado que se destacava na multidão. Mas a prática não foi bem assim. Jesus era mais um na multidão. Ele usava as mesmas roupas que todos usavam, e falava o idioma que todos falavam. Ainda assim, Jesus começou uma revolução.

A caminhada de Jesus não foi fácil, ele foi desacreditado, xingado, massacrado pelos intelectuais da sua época.  Se a internet existisse, os web sites estampariam manchetes do tipo, "Judeu maluco e seus seguidores entram em Jerusalém para acabar com a cidade", "Judeu metido a besta se acha o filho de Deus", "Todo o Vaticano concorda: Jesus é filho do diabo",  e mesmo com tantas resenhas negativas, Jesus seguiu em frente, confrontando todos com suas perguntas inquietantes. 

Quando perguntado, "Você é o Rei dos Judeus?", Jesus respondeu, "Quem você pensa que eu sou?"; "É proibido curar as pessoas no sábado",  Jesus respondeu, "Se a ovelha de um vizinho querido caisse em uma vala em um sábado, você o ajudaria a salvar a ovelha?".  Jesus estava a frente do tempo das mídias sociais, ele ouvia as críticas abertamente, e fazia as pessoas pensarem sobre as pedras que haviam jogado sobre ele. 

Deus, como todos já perceberam, gosta de criar um certo "caos" em tudo que faz. Jesus não conseguiu mudar o Império Romano ou os Judeus, mas conseguiu criar um mundo paralelo que eventualmente devorou as big corporations da sua época. 

Você gosta de Jesus? Você o considera o seu ídolo máximo? Então siga o seu exemplo! Caso contrário, saiba que dez ave marias e vinte pai nossos não vão te salvar do inferno, ou conseguir uma sala vip com janela para a Avenida de Todos os Santos na Wall Street do Reino de Deus. 

Ninguém sabe ao certo como Jesus arrumava dinheiro para viajar com seus seguidores que cresciam todos os dias; ninguém sabe dizer onde ele arrumava dinheiro para alimentar aqueles que haviam abandonado seus empregos sólidos para encher seus corações de alegria. Ninguém sabe, ninguém viu. O que se sabe é que em todos os lugares que Jesus pisava, ele conseguia abrigo; pessoas dispostas a ajudá-lo e alimentar seus amigos; o networking de Jesus - por conta do marketing boca-a-boca baseado em suas histórias de sucesso - faziam a reputação da sua marca chegar antes que o homem, e o ajudava a encontrar ajuda.  

"Sigam-me! Larguem seus empregos medíocres, venham experimentar uma vida de aprendizado, de ajudar os outros, vamos espalhar a verdade!". Assim viveu Jesus, desafiou tudo e todos, e no final, ele também se rendeu. Jesus se rendeu ao seu traidor, Jesus se rendeu aos guardas que o vieram prender, Jesus se rendeu a Deus quando morria na cruz; Jesus reconheceu que não é possível controlar tudo, ninguém pode controlar o incontrolável,  controle é uma ilusão, as pessoas falam uma coisa e fazem outra, o controle torna as pessoas miseráveis, e tornará você miserável  e doente, dane-se o controle das coisas!  Deixe o controle de lado, deixe Deus e as leis do universo cuidarem do controle para você. 

A Intel, maior fabricante de chips do mundo, constroi fábricas de 2 bilhões de dólares para fabricar produtos que ainda não foram desenhados para mercados que ainda não existem.  É difícil para o empreendedor movido a dinheiro fazer coisas desse tipo, mas a Vida é sobre isso, render-se aos controles do universo, desencanar sobre muitas coisas, investir no risco e no desconhecido, concentrar nas coisas que você tem controle direto, e abraçar o que você não sabe. 

Jesus não viveu a sua vida baseado em um plano de negócios. A sua visão de vida norteou todas as decisões que precisou tomar ao longo do caminho. Todo grande empreendimento tem um começo humilde, e sem qualquer plano de negócios. Um plano de negócios não pode substituir a visão do empreendedor. Somente pessoas apaixonadas, seguindo seus sonhos, fazem as coisas serem bem sucedidas. 

Por outro lado, Jesus disse: "Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a rir de você". 

A paixão que move o empreendedor, é a mesma que o cega sobre o que pode ser feito ou não. Não assuma todos os compromissos só porque chegam até você.  Não comece algo que você não pode acabar!

Jesus realizou seus milagres mais conhecidos nos vilarejos ao redor do Mar da Galiléia, uma pequena região de 50 quilômetros de extensão.  Apple, Google, Microsoft, Casas Bahia, Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Nike, todas as grandes empresas que você admira tiveram começos muito humildes em garagens, carretos, lojas alugadas e muito pior. Não pense que o fato de ser pequeno em uma pequena cidade do interior do Brasil vai te fazer obscuro,  as histórias do bem percorrem os caminhos do marketing boca-a-boca!

Jesus sabia desde sempre que iria morrer sozinho, ele sabia que até Pedro o abandonaria, que um amigo o trairia, que todos os outros sairiam de perto quando fosse capturado. Ainda assim ele amava a todos, com suas imperfeições, ignorância e medos.  

As vezes nós esquecemos que Deus está na indústria da transformação. Nós esquecemos que fomos chamados até aqui para sermos muito mais do que somos.  Nós esquecemos que Jesus foi um QUEBRA TUDO; não um servo assalariado medroso.  Nós esquecemos que ganhar dinheiro não é pecado, baixar a cabeça para as regras que você discorda é irresponsabilidade, e seguir sem praticar é hipocrisia.

De graça nós recebemos, de graça temos que dar! 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

26/02/2010

Che e os Maricóns.

"Sonha e serás livre de espírito, luta e serás livre na vida." Che Guevara

Você já ouviu falar no cara. Em 1960 um fotógrafo cubano o imortalizou no retrato mais reproduzido do século 20. Ele é o guerrilheiro revolucionário  mais famoso do mundo. No ano passado, 41 anos depois da sua morte, Gisele Bundchen desfilou nas passarelas de Paris usando uma calcinha tomada pela sua imagem. A belíssima Angelina Jolie tatuou o seu rosto em um lugar que ninguém pode ver, a não ser o Brad Pitt. Você provavelmente já viu o seu retrato estampado em milhares de camisetas de estudantes, bonés de baseball  e bonequinhos para crianças. O nome dele é Che Guevara, um dos líderes da revolução que mudou a história de Cuba para sempre. 

Che não foi nenhum Gandhi. 

Enquanto o líder indiano acreditava na Teoria da Não Violência para mudar o mundo - e de fato conseguiu ao libertar a Índia dos ingleses sem derramar uma gota de sangue, Che acreditava na Bala como Ferramenta de Mudanças - além da escrita, da palavra e da sua ética particular. 

Os mais críticos dizem que a Revolução Cubana liderada pelo triunvirato Che, Fidel Castro e Raul Castro matou 100 mil pessoas quando tomou o poder em Cuba, outros dizem que foram 200 mil mortos, e outros mais conservadores falam de 10 ou 20 mil. Sabe-se comprovadamente que Che assinou pessoalmente a sentença de fuzilamento de pelo menos 4 mil cubanos seguidores do regime que ele botou para correr. 

Che não fazia questão alguma de esconder as matanças. No seu discurso feito na ONU em Dezembro de 1964, ele disse, "Nós fuzilamos, e continuaremos a fuzilar o quanto for necessário". 

Quando eu era criança, eu tinha medo dos comunistas. Eu me lembro de alguém dizendo na escola ou na televisão ou em alguma reunião de família, que na União Soviética as pessoas tinham que dividir suas casas com outras famílias; do nada, no meio da noite, a polícia obrigava as famílias a dividirem suas camas com outras pessoas, e quem não topasse a parada era comido pela polícia comunista.  Esse mito circulava no Brasil na década de 80!

Imagine então o medo que tomou conta do mundo ocidental quando um grupo de guerrilheiros vestidos como militares mulambentos,  gritando hinos revolucionários, destronou políticos de gravata com terno branco e fala mansa em 1959. 

Mas nem todos ficaram com medo da revolução de Cuba. 

"Eu acredito que não existe nenhum país no mundo incluindo todos que foram colonizados, onde a exploração econômica e humilhação foram piores do que em Cuba, em parte devido as políticas dos EUA durante o regime Batista. Eu aprovei a proclamação que Fidel Castro fez em Sierra Maestra, quando ele justificadamente clama por justiça e pelo fim da corrupção em Cuba. Eu vou até mais longe: de alguma maneira a Era Batista foi a encarnação de um grande número de pecados por parte dos EUA. Agora nós temos que pagar por esses pecados. Com relação ao regime Batista, eu estou de pleno acordo com os revolucionários cubanos. Que isso fique bem claro.“ John F. Kennedy, Presidente dos EUA em entrevista para Jean Daniel, 24 de Outubro de 1963

Que fique também bem claro que eu estou falando o tempo todo sobre negócios,  marketing, comunicação, percepção e liderança. 

No dia 22 de Novembro de 1963 em Dallas, a céu aberto, os assassinos de Kennedy resolveram mandar um recado  a toda nação americana: "Aqueles que são contra a guerra do Vietnam ou a favor dos revolucionários de Cuba não tem nenhum futuro nos EUA". 

A ironia disso tudo é que Che e Fidel Castro não eram comunistas.  O comunista da época era o Batista, o ditador que eles derrubaram. Batista era apoiado de um lado pelo Partido Comunista de Cuba e consequentemente pela União Soviética, e do outro lado pelo pior dos EUA na figura de mafiosos e empresários americanos safados que vinham se aproveitando do espírito corrupto de Batista para roubar, assaltar e ganhar dinheiro em cima de uma ilustre e desconhecida ilha caribenha fincada no meio do Atlântico.

A história do Brasil não é muito diferente da história de Cuba. Nesse exato momento em algum lugar distante nesse brasilzão, você encontra algum político safado se vendendo para algum homem branco da pior espécie em troca de terras ou concessões para que o homem branco safado possa ganhar muito dinheiro a custas de oportunidades que vão deixar os mais pobres de fora. 

Che e Fidel Castro não eram comunistas, eles eram revolucionários. Eles não tinham rabo preso com ninguém, nem com EUA e nem com União Soviética. Por conta disso, eles eram imprevisíveis. E isso deixava todo mundo de cabelo em pé. Ninguém sabe ao certo qual será o próximo passo de alguém que não deve nada a ninguém.  A sociedade em que vivemos não gosta de gente assim. Mas é exatamente isso que faz de alguém um verdadeiro revolucionário, não ter rabo preso nem com a direita nem com a esquerda. O verdadeiro revolucionário tem rabo preso com a causa que tanto defende, com o objetivo que tanto quer atingir. 

O revolução de Che era sobre devolver a ilha para os pobres que foram obrigados a se submeter a trabalhar em sub-empregos para os invasores gringos apoiados pela ditatura de Batista.  

Che é tão cultuado no mundo inteiro quarenta anos depois da sua morte porque entre outras coisas, ele tinha apenas 30 anos de idade  quando venceu a revolução Cubana a frente de 200 guerrilheiros maltrapilhos e empreendedores contra o exército de 40 mil militares funcionários públicos de Batista.

O que você acredita que é mais importante na vida para fazer e acontecer alguma coisa?

Tempo, dinheiro ou energia?

Energia, é claro!

Energia, esse fator X que move as pessoas e as transformam em feras enlouquecidas e incansáveis rumo a um objetivo aparentemente impossível de se realizar para os maricóns meia bomba que eventualmente estão cheios de tempo e dinheiro.

Os guerrilheiros de Che e Fidel Castro passaram por todo tipo de provação no período em que se misturaram com a floresta no meio das batalhas com o exército. Apesar da falta de homens - e frente a possibilidade de enfrentar milhares de soldados do exército cubano apoiados por americanos e soviéticos  -, Che sabia que alguns guerrilheiros não tinham o espírito necessário para tocar a revolução em frente. Ele então reunia a tropa para sessões frequentes de deserção forçada. 

"Vocês terão outra chance como essa somente daqui um mês", dizia Che, "Se alguém tá afim de desistir, que desista agora. Dê um passo à frente , largue as suas armas, suas roupas e caia fora. A revolução que estamos fazendo aqui não é lugar para maricóns.". 

Empreendedorismo é para poucos. Empreendedorismo não é lugar para maricóns e suas desculpas furadas sobre porque não dá para fazer alguma coisa. Os maricóns não servem para empreender. Maricóns servem para trabalhar em lugares onde existem tempo e dinheiro de sobra. Maricóns cabem em grandes empresas com grandes escritórios onde é possível se esconder atrás de uma tela de 21 polegadas ou de um mega departamento por anos a fio até alguém notar que o maricón é um grande maricón. 

Uma pequena e média empresa não pode se dar ao luxo de ter maricóns no seu quadro de empreendedores. Se uma empresa com vinte pessoas tiver quatro maricóns, essa empresa tem 20% da sua força de trabalho com energia meia boca. 

O negócio é emparedar a turma a cada três meses e cortar fora todos os maricóns que atrasam a vida dos empreendedores que querem fazer a empresa avançar. Rapa fora com os maricóns! Empareda os maricóns!

Acredite, você precisa de energia. Energia leva ao tempo que leva ao dinheiro. 

"Nós fuzilamos, e continuaremos a fuzilar se preciso for". 

Visualize a situação. Che e Fidel ganham a revolução, chegam em Havana, entram no palácio do safado do Batista. 

O que eles deveriam fazer em seguida? Ligar para os juízes, advogados, deputados, vereadores, jornais, e polícia local para prender o Batista e sua turma de corruptos? 

Como isso seria possível se todos os juízes, advogados, deputados, vereadores, jornais e polícia local também faziam parte da rede de corrupção que mantinham o safado do Batista no poder?

Che fez o que todo brasileiro sonha em fazer:  ele emparedou todos os maricóns safados que roubaram a ilha durante 20 anos e passou fogo neles. Em 1959 ainda não havia uma consciência global sobre direitos humanos ou proteção contra corruptos e safados.  Hoje essa consciência já existe. Se um deputado safado em um país de terceiro mundo como Brasil rouba 100 milhões de reais do povo, o cara fica solto, não precisa devolver o dinheiro; o cara não perde o mandato, e muito menos é preso, nada acontece com o safado.  Nada acontece porque todos aqueles que fazem parte do poder tem o rabo preso com o cara, e então, o cara se livra. Che não queria que isso acontecesse com Cuba, então, ele decidiu empareder os maricóns e passar fogo neles. 

Nós aqui do Brasil temos uma imagem ruim de Cuba, Fidel Castro e Che porque - entre outras coisas - a revolução Cubana prejudicou gente poderosa que tem filiais no Brasil. A Igreja Católica Apóstolica Romana, por exemplo, perdeu o seu status de religião oficial em Cuba, e teve que devolver todos os bens que havia acumulado no país quando a revolução ganhou a guerra. Diferente do Brasil, onde somos levados a seguir uma determinada religião, em Cuba a escolha da religião é livre.  Como a Igreja Católica Apostólica Romana tem um grande poder no Brasil, sabe-se lá qual é a história que eles vem contando nas últimas décadas sobre Cuba. 

É muito fácil para nós da classe média alta de um país como o Brasil que nunca brigou por nada para ter nada dizer que o cara fez alguma coisa errada, entretanto, você precisa considerar as circunstâncias da época, a evolução do ser humano da época, e tudo que havia em volta. 

Até Che e Fidel Castro aparecerem no pedaço, Cuba não passava de uma ilhota desconhecida no meio do Caribe.  A América Central e o Caribe estão cheios de ilhotas e países como Cuba.  

Haiti, Honduras, El Salvador, Guatemala, República Dominicana, Panamá e tantos outros ilustres pobres miseráveis e desconhecidos são explorados e massacrados há décadas pelo homem branco que rouba dessa turma porque eles são exatamente isso: ilustres desconhecidos abandonados pelo mundo.

Quem entre nós liga para o futuro de Honduras, ou El Salvador ou ligava para o futuro do Haiti - até acontecer o terremoto recente? Ninguém. Quando ninguém se importa com gente pobre, quando a humanidade abandona os seus irmãos mais necessitados, o pior do homem branco vai até esses lugares e os transformam em um inferno maior do que já são. 

Se a revolução Cubana não tivesse explodido em Cuba, hoje os caras estariam tão ruins quanto o Haiti. O levante dos jovens estudantes revolucionários contra a corrupção, o capitalismo e o socialismo distorcidos por uma ditadura semelhante ao que temos aqui no Brasil, colocou Cuba no mapa e mudou a vida da ilha. 

Hoje nós temos a imagem de uma Cuba caindo aos pedaços. 

Muitos acreditam que a ilha caí aos pedaços porque Fidel Castro não passa de um comunista safado milionário que explora o povo ou mata a turma que é do contra. Mas não é nada disso. Fora o embargo dos EUA, o que rola por lá é uma questão mais filosófica:  Por que viver em uma sociedade que valoriza aqueles que tem dinheiro para trocar o carro todos os anos? Por que viver em uma sociedade onde a muher mais bacana é aquela que troca de geladeira todos os anos? Por que viver em uma sociedade onde a melhor criança é aquela que tem mais Barbies ou mais cartuchos de videogames? Por que eu deveria viver em um lugar onde TER é mais importante do que SER? 

Eu sou capitalista. Não me entendam mal. Eu sou a favor do Individualismo, da Liberdade total de cada um de nós ir e vir, do Empreendorismo e da Filosofia da Energia.  É por isso mesmo que não é possível negar  - como John F Kennedy fez - o valor dos ideais pelo qual Che viveu e morreu. 

Na estrada rumo a Havana, praticamente vitoriosos da guerra da revolução, passa por Che um carro esporte conversível vermelho e branco último tipo lotado de seus guerrilheiros, "Ei Che, ganhamos a revolução, vamos invadir Havana!", gritaram os guerrilheiros em disparada, Che então pede para o motorista do jipe meia boca em que ele estava para acelerar e alcançar o carro esporte.  Depois de uma certa perseguição, Che desce do jipe e vai até os guerrilheiros felizes da vida no carro sem capota. "Onde vocês conseguiram esse carro?", "Nós pegamos da casa do chefe de polícia de Santa Clara" respondem os guerrilheiros, "Então vocês vão até lá devolver.  Nós não estamos fazendo essa revolução para vocês entrarem em Havana dirigindo um carro roubado. Voltem para Santa Clara, devolvam o carro, e entrem em Havana a pé.". Os guerrilheiros deram a meia volta com o carro e voltaram para Santa Clara. 

A sociedade em que vivemos é construida todos os dias por homens brancos corruptos em busca de uma oportunidade de explorar os esquecidos,  por maricóns a procura de sombra e água fresca em um local onde ninguém cobra muita coisa deles, e por empreendedores revolucionários que vivem e morrem  pela oportunidade de mudar para melhor a vida das pessoas. 

Quem é você? 

Você é um maricón, um homem branco safado ou um empreendedor?

Qual é a sua revolução?

Você tem alguma? 

"Aqueles que não tem coragem de morrer por uma causa, não merecem viver." Martin Luther King. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

17/02/2010

Ninguém se importa como o Dono se importa.

Todo empresário diz a mesma coisa, "Ninguém se importa com a empresa como o dono se importa.  Ninguém trabalha duro como o dono trabalha.  Tome cuidado!  As pessoas vão roubar a empresa. As pessoas vão dar para trás quando a empresa mais precisar. ". Eu quero provar que essas pessoas estão erradas. Eu quero criar uma empresa onde todos trabalham duro e se importam com a empresa; onde as pessoas se sentem a vontade em trabalhar; e não se sentem motivadas a roubar ou faltar. Se eu não puder ter esse tipo de empresa, eu não quero ter empresa nenhuma. 

Ninguém se importa como o Dono se importa porque o Dono não deixa todos se importarem como ele se importa. 

Você já viu como uma mãe de primeira viagem trata a divisão entre o stress da carreira e a preocupação com os filhos? Ela simplesmente não consegue separar as coisas. Ela reclama da falta de envolvimento do maridão, da babá e da vovó no cuidado com os seus filhos , mas ela também não consegue delegar o simples ato de escolher a roupa dos filhos.

Quando a mãe de primeira viagem se sentir confortável ao ver os filhos usando roupas que ela não escolheu, ela terá superado um grande obstáculo em sua vida. 

O mesmo acontece com o empreendedor. 

Todas as escolas convencionais dizem que administração é sobre planejar, organizar, executar e controlar as coisas. As escolas dizem que se você fizer bem essas funções você terá uma grande empresa. 

Bullshit!

Quando você reune os seus diretores para PLANEJAR o futuro da empresa, os funcionários passam a acreditar que não tem que planejar nada, o chefe vai planejar tudo para eles. 

Quando você reune os seus funcionários para uma reunião onde todos tem que dizer o que cada um está fazendo, você está dizendo a todos que não confia em ninguém. Você está dizendo que o seu trabalho é CONTROLAR  a empresa porque acredita que eles não são ORGANIZADOS o suficiente para EXECUTAR o que tem que ser feito. 

Se você quer ter uma empresa onde todos se importam como o dono se importa, você precisa rasgar todos os manuais de administração que você conhece.  Nenhum deles ensina como construir uma cultura matadora em uma empresa, muito menos como conscientizar os funcionários sobre o que tem que ser feito, ou treiná-los a lidar com autonomia, ou atrair as melhores pessoas.  Todos os manuais de administração estão desatualizados, bem como seus professores e escolas. Pule fora imediatamente!

Antes que você comece a me xingar, olhe o quanto as seguintes afirmações parecem estúpidas, burras e imbecis:

"Eu quero controlar a minha empresa!",  Você quer controlar a sua empresa? O que você quer controlar? Você quer controlar as pessoas? Você quer controlar o horário que elas chegam, o que elas fazem e como fazem? Tá brincando! Você quer controlar os clientes e fornecedores?  Você só pode ter fumado alguma coisa! Você quer controlar o futuro, o clima e a vida das pessoas? Bebeu todas! Só imbecil vai trabalhar para alguém assim. 

Você não consegue nem fazer os seus funcionários trabalharem por livre e espontânea vontade durante esse pseudo-feriado chamado Carnaval mesmo tendo toneladas de trabalho para fazer, e você ainda quer controlar alguma coisa? Você acha mesmo que essa falta de comprometimento é consequência da falta de controle sobre as pessoas?

"Eu quero organizar a minha empresa!", O que você pensa que vai conseguir organizar?? O departamento de Organização e Métodos foi enterrado, morto e sepultado duas décadas atrás por falta de quórum.  Nem as máquinas você consegue organizar, quanto mais os seres humanos e suas emoções inesperadas. Você quer organizar o processo de vendas? Hahahaha. Você quer organizar o processo de marketing? Hahaha. Você quer organizar o processo de contratar pessoas? Hahaha, somente a Catho está com 180 mil vagas de trabalho abertas e não preenchidas. 

"Eu quero planejar a minha empresa!",  Tá zoando comigo? Você realmenta acredita que 150 pessoas vão seguir um plano de 20 páginas feito no final de semana pelos diretores e seus smartphones?  Seja sincero! Você mesmo sabe que não consegue seguir plano nenhum. O que a turma consegue mesmo seguir é o chicote da planilha eletrônica com as metas que ninguém sabe ao certo como consegue atingir.  Só o Padre Cícero sabe como. 

"Eu quero executar tudo que foi combinado na minha empresa!",  Agora você só pode ter ficado maluco.  Você realmente acha que vai rolar?  Não rola nem aí e nem aqui. A nossa cabeça é muito mais produtiva que os nossos braços. Papel aceita qualquer coisa. A realidade é diferente. Leva 20 anos para um grande sonho virar realidade; quanto mais a "idéia da semana" . 

Quem aqui não conhece alguma empresa que é movida pela "idéia da semana"? O diretor lê na Revista Exame que o Zé Mané tá fazendo Twitter, e manda a empresa inteira implementar o Twitter em 5 dias. 

Só tem maluco! 

Rasga tudo!!!

Vamos rebutar a "argh" Administração! 

Em novembro de 2009, uma pequena grande empresa de São Caetano do Sul em São Paulo rebutou tudo que você conhece sobre administração de pessoas e empresas. 

Você está pronto para conhecer uma das idéias mais malucas que você já ouviu na vida? Uma idéia fascinante que você JAMAIS irá ouvir da boca de um teórico da administração que acredita em planejar, controlar, executar e organizar.

Então lá vai. 

Em Novembro de 2009, Edson Pavoni e João Marcos de Souza, os dois sócios da pequena grande D3 Estúdio de Mídia Interativa, resolveram fechar o escritório da empresa em São Caetano do Sul em São Paulo e transferir tudo que eles tinham aqui + todos os funcionários com todas as despesas pagas para um apartamento no Harlem em Nova Iorque. Durante os 30 dias de Novembro, eles conviveram juntos, trabalharam juntos, experimentaram grandes sensações em Nova Iorque sem qualquer queda no rendimento do trabalho, pelo contrário. 

O experimento tinha alguns objetivos: (1) provar a todos que é possível trabalhar de qualquer lugar no planeta sem qualquer tipo de organização e métodos,  (2) proporcionar a equipe de profissionais uma experiência de vida única sem qualquer tipo de pré-controle sobre suas vidas, (3) estabelecer novos contatos e networking com a gringolândia sem qualquer tipo de planejamento prévio sobre onde poderiam chegar com tais parcerias, (4) aproximar o trabalho da agência do trabalho desenvolvido nos EUA sem qualquer tipo de paranóia sobre execução.

Eles atingiram todos esses objetivos. 

A experiência deu tão certo que eles já soltaram um desafio público para toda a comunidade que seguem os seus trabalhos: "Para onde vocês querem que a D3 se mude em 2010?".

Que tipo de cultura empresarial você pensa que o Edson e o João estão conseguindo criar em uma empresa que realiza tamanho empreendimento? 

Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que leva os seus funcionários para Nova Iorque por 30 dias para se entretar e trabalhar?  

Quem não confiaria na visão de negócios dos líderes de uma empresa como essa? 

Quem não se sentiria orgulhoso de fazer parte da equipe da D3 que foi para Nova Iorque e agora tem dezenas de belas histórias para contar para os novos funcionários que estão chegando?

Todos os funcionários que viveram essa experiência serão eternamente gratos ao Edson e ao João pela oportunidade.  Todos estão trabalhando duro como o Edson e o João trabalham. Todos se sentem em dívida, todos se sentem parte do sonho dos caras, todos se sentem reconhecidos, todos sentem que tem a oportunidade profissional de suas vidas nas mãos e não podem perdê-la. 

A D3 é diferente em tudo. A começar pelo nome. D3 significa Deus elevado a terceira potência: Pai, Filho e Espírito Santo. Edson e João são cristãos de carteirinha, e procuram aplicar nos negócios e nas pessoas que se relacionam com eles tudo que acreditam sobre como tratar os outros como gostariam de ser tratados. Você já viu algum consultor convencional de administração recomendar a um empresário que ele misture suas crenças com os negócios?  Eu imagino que não.  

Tá todo mundo obsoleto!

As "doideras" da D3 não param por aí. 

O trabalho dos caras é ajudar as empresas a criar web sites fantásticos que levem os seus visitantes a terem uma experiência web que nunca tiveram antes. Como você pode imaginar, com tantos web sites pipocando por aí, a realização de tal feito é meio difícil. A começar pela dificuldade de encontrar material humano capaz de criar maluquices fantásticas na web. Falta mãos e cérebros para realizar tal obra. 

Como a D3 resolveu esse problema?

Baseada no princípio que diz "Não é possível ser bem sucedido em um país que não é bem sucedido",  a D3 criou a D3 Academy. 

O que é a D3 Academy?

O D3 Academy é um estágio & treinamento onde os caras bancam três meses de aprendizado para os candidatos a funcionários. Durante 90 dias o cidadão aprende a ser um animador que programa e um hard coder avançado. Ao final do período,  se o cara foi bem, se a turma da D3 gostou do cara, o treinando tem a chance de ser efetivado como funcionário. 

A D3 não é uma grande empresa. Eles não tem dinheiro saindo pelo ladrão. O D3 Academy e os 30 dias em Nova Iorque são iniciativas tradicionalmente acessíveis apenas para as grandes empresas. Entretanto, a D3 prefere investir nas pessoas e em um método não convencional de administrar a empresa ao invés de investir em controles, organizações, planejamentos mil e execuções descabeladas.

Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que paga para te atualizar sobre técnicas avançadas que te farão necessário e útil no século 21?

Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa que pensa na evolução da comunidade e não apenas na evolução do próprio umbigo?

Aposto que você gostaria. 

Aposto que você trabalharia por livre e espontânea durante o feriado de Carnaval se encontrasse um lugar assim. 

É ou não é?

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

22/01/2010

Nem burro corre atrás de cenoura!

A melhor maneira de motivar uma pessoa a fazer um trabalho é não incentivá-la a fazer o trabalho e não monitorá-la cuidadosamente.  Você acredita nisso?

Eu não sei o que é pior. Participar de uma reunião para receber uma meta que não faz sentido, ou participar de uma reunião para descobrir como cumprir uma meta que não faz sentido. 

A reunião com o gerente da Tio Sam Informática - gigante mundial da indústria de tecnologia - estava marcada para as três horas da tarde. Eu sabia que o cara ía chegar no horário. Aquele brasileiro naquela empresa americana sempre agia como um britânico.  A reunião começou no horário previsto, e sem muitas delongas entramos logo no assunto: as metas do trimestre. O filho do Tio Sam então sacou da sua pastinha zero zero sete aquela famigerada carta de metas e a lançou como uma bomba na mesa. 

A meta, como era de costume, era uma viagem. Um capricho dos deuses da informática. Resultado de uma verdadeira mineração de dados feita diariamente no escritório envidraçado da Berrini depois de incontáveis cálculos mastigados por diferentes softwares de business intelligence. 

Uma das nossas obrigações naquele trimestre - de acordo com a carta de metas do representante da Tio Sam - seria crescer em 60% o número de CNPJs clientes da Tio Sam.  Por número de CNPJs entenda o número de clientes diferentes que não haviam comprado produtos da Tio Sam Informática nos últimos seis meses. 

Em um primeiro momento o objetivo parecia um absurdo, e realmente era, mas, o nosso fantástico gerente de vendas foi logo dizendo que conseguiria fazer o número se houvesse uma boa compensação para ser distribuida para a sua equipe de vendas. Afinal, o cara precisava motivar os seus vendedores. 

Nessa, o gerente da Tio Sam foi logo se enchendo de sorrisos como se já soubesse qual seria a solicitação do gerente comercial. 

"Sem problemas", disse o representante do Tio Sam, "Para cada CNPJ que você trouxer, você ganha R$ 150,00 e o seu vendedor ganha R$ 50,00". 

"Agora nós temos alguma coisa!", disse o gerente comercial, "Conte comigo, vou botar fogo na turma, vamos fazer o número". 

As semanas se passaram, os primeiros dois meses se foram, diferentes iniciativas de marketing e vendas foram feitas para atingir a meta, alguns números foram atingidos, conseguimos crescer. Entretanto, próximos ao final do trimestre, ainda estávamos longe de atingir o número viajante estipulado pelo pau mandado da Tio Sam. 

Mas então, eis que surge o super gerente comercial com uma brilhante idéia. "Para bater a meta, eu vou fazer o seguinte. Eu vou faturar nos últimos dias do trimestre uma unidade do produto mais barato que temos do Tio Sam - aquele que custa uns R$ 20,00 e que não vende nada -  para todos os nossos clientes.  Assim batemos a meta, ganhamos o nosso bônus, e quando os clientes notarem que receberam um produto que não pediram, nós dizemos que faturamos por engano e aceitamos tudo de volta no mês que vem. "

Que idéia brilhante, não?

O brilhantismo da idéia só perdeu para a execução da idéia. O negócio deu tão certo que virou lugar comum. Todo final de trimestre o super gerente comercial faturava centenas de produtos para clientes que não pediram nada para assegurar seu bônus e status de excelente gerente comercial. 

Até visita do gerente de produto do produto enviado na sacanagem o gerente comercial começou a receber. O gerente de produto da Tio Sam queria saber qual era o segredo do sucesso para vender tantas unidades de um item que não vendia nada nos outros lugares. 

Pobre coitado. Na planilha, o produto bombava; nas ruas era tudo uma grande farsa. 

Como motivar as pessoas? Como fazer as pessoas atingirem grandes resultados? Essa é uma das perguntas mais recorrentes que as pessoas se fazem todos os dias. 

Uma coisa é certa: dinheiro ou outros objetos materiais não são mais o grande motivador para os trabalhadores da era do conhecimento.  E pior, quando colocamos dinheiro na jogada, a motivação de longo prazo por fazer uma tarefa vai para o ralo.  E muito pior, se você mantem o dinheiro na jogada como a melhor motivação para o cidadão fazer a tarefa, ele simplesmente perde qualquer tesão pela tarefa e começa a querer fazer apenas pelo dinheiro. 

Isso já deve ter acontecido com você.  Já aconteceu comigo. Eu jogava bola com os amigos de final de semana e me divertia a beça até que um amigo resolveu inscrever a turma em um campeonato de futebol que tinha dinheiro como premiação.  A minha motivação e de muitos outros por jogar uma bola com os amigos foi para o vinagre. O quê antes fazíamos por pura diversão e prazer se tornou um negócio completamente sem graça para nós. 

Ninguém precisa de dinheiro, carros, medalhas e plaquetas para fazer o que sente prazer de fazer. 

Todos nós temos uma vontade interna de realizar. Não precisamos de dinheiro para despertar essa vontade interna, precisamos de autonomia. 

Dinheiro funciona para mover robôs para cumprir tarefas simples. "Se você fizer 200 ligações por dia, e falar X, Y e Z, eu te pago 200 reais", "Se você ficar sentado o dia inteiro nessa cadeira, e apertar essa meia dúzia da botões, eu te pago 500 reais". 

Para tarefas simples, de fácil entendimento, e que não sofrem qualquer alteração ao longo de trinta dias, você pode motivar as pessoas com dinheiro e outras compensações externas. 

O problema é que absolutamente nenhuma das pessoas que está lendo as minhas palavras nesse momento trabalha em um ambiente assim.  Todas as tarefas são complexas, difíceis de serem organizadas e impossíveis de serem catalogadas tamanho as mudanças que sofrem a partir do momento em que o cara senta a bunda para trabalhar.  

Estima-se hoje nos EUA que 70% das posições de trabalho são para realizar tarefas não rotineiras que precisam de uma atitude muito pessoal dos profissionais para acontecer. 

Infelizmente no mundo dos negócios os líderes responsáveis por fazer o negócio chegar em algum lugar criam regras de premiação e compensação que simplesmente destroem o sentimento puro das pessoas em realizar. 

Nem o burro corre por muito tempo atrás da cenoura que penduram à sua frente. Depois de um certo tempo o burro pára de correr porque percebe que nunca vai alcançar a cenoura. Inclusive, o burro perde o seu interesse em correr por diversão por conta dessa experiência. 

Se você tem um genuíno interesse em desenvolver um ambiente de trabalho onde as pessoas possam colocar em prática suas motivações internas, você precisa tirar da frente todo tipo de premiação e compensação que remeta a filosofia do "se você fizer, você terá compensações materiais". 

Eu sempre levei essa filosofia em conta na hora de educar os meus filhos. Eu nunca prometi nada a eles se fizessem outra coisa. Nunca. Eu nunca prometi um brinquedo se comessem, ou um sorvete se deixassem os seus quartos arrumados depois de cada brincadeira.  E nem por isso eles deixaram de fazer o que tinha que ser feito.  Eu sempre procurei contar histórias sobre a comida, as roupas ou o quarto para que eu pudesse despertar dentro deles a vontade de comer e arrumar as coisas por conta própria. Sempre funcionou. 

Esqueça tudo que você aprendeu sobre a Pirâmide de Maslow. Os Seres Humanos do Século 21 esperam trabalhar em um ambiente que proporcione a autonomia e o respeito que nenhuma teoria sobre psicologia foi capaz de entender.  

Na próxima semana acontece o Campus Party em São Paulo . Durante uma semana milhares de jovens de todo o Brasil vão se afastar do conforto das suas casas para acampar em um galpão gelado, se amontoar em pequenas barracas por livre e espontânea vontade para compartilhar conhecimento e trocar idéias livremente sobre tecnologia. Todos terão que pagar o ingresso para entrar nessa comunidade onde a única motivação é contribuir para o crescimento da comunidade.  

Nenhuma teoria conhecida sobre motivação consegue explicar esse tipo de comportamento. 

Motivação nos dias de hoje  é sobre deixar as pessoas livres para determinar por contra própria o que devem fazer, como devem fazer e com quem devem fazer o trabalho que tem que ser feito. 

Você deveria deixar, por exemplo, as pessoas trabalharem próximas de quem se sentem mais a vontade, ao invés de impor lugares certos para trabalhar.  Você deveria deixar as pessoas formarem as equipes de trabalho que quiserem formar para fazer o trabalho que quiserem fazer. 

Você deveria deixar as pessoas decidirem por si próprias quais deveriam ser as técnicas a empregar para fazer as coisas. Você deveria deixar as pessoas escolherem os seus próprios chefes, ou simplesmente envolvê-los quando necessário. Todo funcionário deveria ter mais de um chefe, ou nenhum chefe. 

Você se lembra dos seus tempos de escola? Você se sentia a vontade quando podia sentar onde quisesse, e totalmente desconfortável quando o professor dizia que você teria que sentar ao lado daquele CDF insuportável que só abria a boca para vomitar fórmulas matemáticas. 

Por que não deixar as pessoas formarem seus próprios departamentos e colocar para dentro os profissionais que realmente facilitam a execução das suas idéias?

A motivação interna das pessoas é muito frágil. Você, como líder de pessoas, não precisa motivar ninguém, as pessoas precisam vir motivadas de casa, ok; mas você tem a responsabilidade de criar o ambiente certo para que a motivação interna das pessoas consiga se materializar. 

A grande verdade é "Se você precisa que eu motive você, então eu NÃO QUERO contratar você!".

Por que inventar toda uma panacéa de coisas materiais para motivar as pessoas? Livre-se de tudo isso, se continuar com essa estratégia, você vai acabar estragando o que existe de mais bonito no Trabalho: o prazer de fazê-lo independente do resultado que iremos alcançar. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

08/01/2010

O Ser Humano VERSUS as Máquinas.

Paulina_Lasa

"O contato humano foi reduzido ou eliminado em quase todas as atividades comerciais. Então eu decidi iniciar uma competição entre a minha pessoa e a máquina para ver o que iria acontecer. Eu venci a competição, vendi 5x mais do que a máquina de doces. Eu penso que eu venci porque eu sou amigável, flexível e adicionei um toque humano ao relacionamento comercial - características que são difíceis de encontrar em uma máquina" Paulina Lasa, a performance rolou em 2006. 

Você está vencendo as máquinas no seu mercado? Gentileza, Flexibilidade e Toque Humano contam alguma coisa contra atendimento robótico?

Infelizmente o ser humano parece que está perdendo essa guerra de longe. 

1. No supermercado você interage com a moça do caixa que de humana não tem nada. Inclusive se você brincar com ela é capaz de tomar porrada. 

2. No McDonalds você interage com uma atendente que de autêntica não tem nada. A lavagem cerebral já foi feita há tempos. 

3. No cinema você interage com uma atendente que trabalha por trás de um vidro a prova de balas. Caramba, quem vai assaltar o Cinemark dentro do Shopping? 

4. No comércio eletrônico, piada, nem se fala. 

5. No pizzaria você interage com um garçom com handheld na mão que de pizzaiolo não tem nada. 

Tá difícil. 

De tanto usar as máquinas o ser humano já virou robô. 

A Paulina Lasa é uma exceção a regra. Infelizmente. 

E você? Se considera uma exceção a essa regra?

Um estudo publicado recentemente nos EUA pela Archives of General Psychology concluiu que o número de antidepressivos usados nos EUA quase que dobrou nos últimos 10 anos. 27 milhões de americanos compraram antidepressivos com receita médica em 2009. Dez anos atrás eram 13.3 milhões de pessoas com sintomas de depressão. Nesse mesmo período a indústria farmacêutica aumentou os investimentos em propaganda de 32 milhões para 122 milhões de dólares. Mas esse não é o motivo principal porque pessoas consomem antidepressivos. 

A causa talvez seja a depressão econômica, a competitividade dos mercados, os compostos químicos jogados no ar que respiramos, a comida poluída que comemos. Ou, talvez, o problema principal seja simplesmente a distância entre as pessoas. A distância física e psicológica que cada vez mais está aumentando entre nós. 

Talvez, daqui alguns anos, quando os meios de comunicação se tornarem parte do que somos, teremos uma incrível dificuldade de tocar uns nos outros. 

E talvez, se perdermos o hábito de tocar nas pessoas de vez em quando, vamos perder tudo que conhecemos sobre ser "Ser Humano". 

Alguns anos atrás estava eu sentado em uma poltrona da British Airways quando acordei de repente com a aeromoça servindo as guloseimas no vôo. Ela havia há pouco passado por mim, e estava terminando de servir a turma da poltrona de trás. 

Quando eu percebi que a aeromoça da British havia terminado o serviço, eu toquei o ombro da mulher enquanto dizia , "Excuse me please", ela olhou para trás, e depois de alguns segundos, se agachou e disse bem baixinho olho-no-olho, "Do Never Ever Touch Again!'". 

Eu pensei na hora, "Ok, your fat ugly poor girl", mas não disse nada. 

Ela levantou e se mandou. Fiquei sem refeição nem nada. British Airways? Nunca mais, ou quando voar, vou fazer questão de tocar no ombro de todas as british fat ugly grils que encontrar pela frente.

03/01/2010

Os produtos High Tech que eu uso para ser High Touch.

Eu quero compartilhar com vocês os produtos de tecnologia que eu usei com sucesso em 2009, e provavelmente continuarei a usar em 2010 - até que algum produto melhor apareça, ou o problema em si desapareça.

1. Evernote. Eu sempre fui fã de carterinha do aplicativos web para anotações rápidas. O Evernote é o melhor dos melhores aplicativos para anotações rápidas que eu já usei. Eu usei o Evernote praticamente todos os dias de 2009. Eu uso o Evernote no notebook e no iPhone para fazer anotações rápidas ou extensas das coisas que eu tenho que fazer ou me lembrar de fazer. O Evernote aceita anotações em formato de textos, fotos e vídeos. O Google tem uma ferramenta similar grátis, o Google Notebook, entretanto, o Notebook da Google não chega nem aos pés do Evernote. Inclusive, a Google interrompeu o desenvolvimento do Google Notebook em 2009. O Evernote tem versão grátis, experimente!

EvernoteTipsPanel

 

2. Animoto. O Animoto é uma fantástica ferramenta web para animação de slides shows de powerpoint, fotos e até vídeos. O cartão de natal da BIZ em vídeo foi feito no Animoto. Durante 2009 eu fiz uma dezena de vídeos pessoais com imagens dos meus filhos e videos com o Animoto. Para 2010 eu pretendo fazer uma porção de vídeos rápidos com imagens, slides e vídeos da BIZ. O Animoto na melhor versão é pago. Vale a pena pagar se você realmente utilizar o bicho. 

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3. Picnik. O Picnik é um PhotoShop light e grátis muito simples de usar e muito bacana. Com o Picnik é muito simples escrever por cima das fotos, editá-las, mixá-las, recortá-las, edicionar efeitos especiais e muito mais. Simplesmente o máximo. Um aspecto bacana e particular do Picnik é a sua maneira de se comunicar com os clientes. Visite o site do Picnik e preste atenção nas mensagens rápidas que aparecem a todo momento no site, especialmente quandoo os caras estão carregando as imagens. 

Picnik
 

4. Box.net. Eu uso o box.net para armazenar os arquivos de dados que eu não uso todos os dias mas eventualmente posso precisar. O Box.net é um disco rígido virtual muito simples de usar, e que te permite compartilhar os arquivos armazenados por lá muito facilmente com os colegas, clientes, amigos, todo mundo. Todo arquivo armazenado no Box.net tem um endereço web que facilita a sua vida quando você precisa compartilhar um arquivo com alguém. 

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5. Slideshare. O Slideshare é o YouTube para arquivos powerpoint. Todos os slides das minhas palestras e cursos mais recentes estão armazenadas no Slideshare. Além de economizar espaço no disco virtual do Box.Net, os arquivos armazenados no Slideshare são facilmente encontráveis pelo Google. Uma busca por "marketing para pequenas empresas" no Google mostra os slides do meu curso de marketing para pequenas empresas no topo do resultado de busca. Até o momento o arquivo no Slideshare foi visualizado 6.319 vezes. 

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Note que até aqui todos os produtos de tecnologia que estou usando armazenam seus arquivos nas "nuvens". A chamada "cloud computing" é uma realidade. Você pode contar com os discos da rede para manter, gerenciar e organizar toda a sua vida digital. Os computadores, notebooks, smartphones e outros gadgets portatéis são para mim apenas uma maneira de ler os arquivos que estão em algum servidor em algum lugar da web. 

6. Skype. Eu uso o Skype desde que o bicho foi lançado. Nos primerios anos o serviço do Skype era sofrível. Hoje a coisa toda está bem melhor. Eu uso o Skype todos os dias para fazer ligações para telefones fixos, receber ligações de telefones fixos e muito mais. A grande maioria das pessoas que liga para mim nem percebe que estou em um telefone VOiP mas estou. Altamente recomendo que você considere as tecnologias de telefonia sobre a internet para a sua empresa e para sua vida em 2010. 

7. Typepad. O sistema por trás do blog/web site da BIZREVOLUTION chama-se Typepad. O Typepad é um dos sistemas de gerenciamento de blogs mais usados nos EUA. Eu uso o Typepad desde 2002 e gosto muito. Se você ainda não tem um blog, eu recomendo a você pensar em usar o Typepad ou Wordpress. Tudo que eu escrevo no blog ou no e-news QUERA TUDO está armazenado dos servidores do Typepad nos EUA. 

8. ConstantContact. Eu acredito que sou um dos caras corporativos que mais envia e-mails no Brasil. Todos os meses eu envio mais de 800 mil emails. Em 2009 eu devo ter enviado mais de 7 milhões de e-mails, todos enviados e gerenciados pelo Constant Contact.  Todos os endereços dos e-mails de todas as pessoas que se cadastram para receber o QUEBRA TUDO e meus emails estão armazenados no ConstantContact.  Todo o sistema de inclusão e exclusão de e-mails é feito automaticamente pelo CC. O primeiro web seminário do ano da BIZ é sobre E-Mail Marketing 2.0, tudo sobre como fazer marketing por e-mail. 

9. Delicious. Todos os dias eu descubro alguma coisa nova na web. Algum site, algum blog, algum artigo, alguma coisa. Onde guardar tantas descobertas? Eu utilizo o Delicious. Eu vou salvando tudo por lá, e duas ou três vezes por dia passo por lá para ler tudo que eu salvei. 

10. Twitter. O Twitter é uma droga que vicia. Divertido, non-sense, perda de tempo, gerenciador de imagem, construtor de marca, tudo isso e muito mais, eu usei o Twitter como nunca em 2009. Não via muita graça no Twitter quando eu tinha que ir até o Twitter para twitar. Eu passei a usá-lo com frequência quando comecei a usar o iPhone. Na verdade, não entro muito no Twitter, 99% das minhas twitadas são via iPhone e HootSuite. 

11. HootSuite. O Twitter é um troço bacana por conta de softwares como o HootSuite. Se não fosse por ele, eu não estaria usando tanto o Twitter. No HootSuite eu consigo colunar os assuntos mais interessantes que acompanho no Twitter e ler tudo que rola de uma maneira incrivelmente mais rápida. Altamente recomendo o HootSuite para seu principal aplicativo leitor de twitadas. Uma característica interessante do HootSuite é te permitir programar twitadas. As vezes eu programo todas as twitadas do dia seguinte na noite anterior. 

12. GoToWebinar. Todos os web seminários da BIZREVOLUTION acontecem pela internet através do GoToWebinar - uma ferramenta de gestão de reuniões e palestras pela web sensacional e que me permite palestrar a qualquer momento de qualquer lugar para quem eu quiser em qualquer parte do mundo. Simplesmente sensacional. Você deveria considerar seriamente a possibilidade de palestrar pela internet ou mesmo fazer reuniões de marketing e vendas utilizando ferramentas como o GotoWebinar.

13. Google Reader. O primeiro aplicativo que abro todos os dias no meu notebook é o Google Reader. Sou apaixonado pelo Google Reader. Apesar do RSS estar um pouco fora de moda por conta do Twitter - que de uma certa forma faz as vezes de um RSS - eu continuo adepto da tecnologia de RSS e heavy user do Google Reader.

13. Mozilla Thunderbird 3.0. Apesar de tantas novidades, o e-mail continua a ser o meu principal meio de comunicação com clientes e potencias clientes. Atualmente eu estou apaixonado pelo Thunderbird 3.0. Eu uso o Thunderbird para ler emails 50% do tempo, os outros 50% estão divididos entre o sistema de emails do iPhone e o sistema proprietário da Mandic. O meu provedor de emails é a Mandic do lendário Mandic. Eu poderia trocar a Mandic pelo Gmail corporativo da Google mas eu não vou fazer. Eu prefiro apostar em uma empresa nacional de um cara que eu admiro do que uma empresa multinacional baseada nos EUA.  Eu fiz, faço, e sempre vou fazer negócios baseados em ideologias. 

14. ZohoCRM. Todas as informações de todos os clientes que fazem negócios com a BIZ estão armazenadas no ZohoCRM, o CRM que eu escolhi para gerenciar os contatos com os clientes e potenciais clientes. Nos dias de hoje o vendedor que não usa algum sistema de CRM para gerenciar o relacionamento com seus clientes deveria se esconder debaixo da terra de vergonha. Como você vai pular para a fase "Social CRM" se nem CRM você sabe o que é? 

Zohocrm
 

15. MLB.tv. Eu sou fã-nático por baseball. A MBL.tv é a maneira mais matadora de assistir baseball que existe. Do meu notebook eu assisto a todos os jogo que eu quiser a toda que eu quiser a partir da câmera que eu quiser. É simplesmente fantástica. É uma pena que nenhuma federação de nenhum esporte no Brasil tenha ainda percebido o poder da internet para disseminar os seus jogos, ou conseguido mobilizar pessoas e recursos para criar algo como a MLB oferece aos fãs do baseball em todo o mundo. 

16. Google Docs e Google Agenda. A minha agenda oficial é gerenciada pelo Google Agenda. Eu uso a agenda do Outlook quando estritamente necessário. Na grande maioria das vezes eu uso a Agenda do Google. O Google Docs vem na rabeira. Eu tenho usado cada vez mais o Google Docs cada criar planilhas e documentos de textos. Eu ainda não usei o Google Docs para criar apresentações para os meus cursos e palestras, mas pretendo começar a fazê-lo eventualmente a partir de 2010. Google Docs na cabeça em 2010!

17. YouTube. Se depender de mim, a televisão de casa permaneceria desligada o tempo todo. Ou melhor, eu nem teria televisão em casa. Eu simplesmente não assisto televisão em hipótese alguma, a não ser em casos especiais como jogos do Corinthians, baseball, ou para assistir Friends, Sienfeld, Two and a Half Men e Big Bang Theory. A minha televisão chama-se YouTube. Eu assino diferentes tipos de conteúdo no YouTube, desde as palestras do TED até clips do Weezer. 

18. Messenger. O messenger ainda é uma ferramenta bastante útil e prática para falar com clientes. Entretanto, cada vez mais procuro usar o Skype para negócios, e o Messenger para o lado pessoal. Mas o uso fica a gosto do freguês. 

19. Facebook, Linkedin & Orkut. Eu tô na Facebook conectado a uns 300 amigos, na Linkedin com uns 700, na Orkut com uns 500. Eu uso essas redes sociais como locais para disseminar os meus artigos, e vez ou outra participar de conversas que considero interessantes. Eu acredito nessas redes sociais como locais para geração de novos negócios e continuarei a apostar nelas em 2010. 

E para terminar, não menos importantes do que todas as ferramentas até aqui, duas ferramentas quebra tudo que falam por si só. 

20. iPhone. Eu uso o iPhone para fotos, gravar vídeos, jogar xadrez, enviar e receber emails, falar no Skype & messenger, blogar no Typepad, comprar livros na Amazon e Livraria Cultura, twitar, ouvir música, e, claro, falar no telefone. 

21. Kindle. Estou viciado nesse troço. É Kindle no Kindle , Kindle no iPhone, Kindle no notebook, Kindle Kindle Kindle. A partir de 2010 os livros eletrônicos devem ganhar uma notoriedade que nunca tiveram. Durante 2010 vamos ver a Apple lançar o seu leitor de livros eletrônicos, e a Amazon lançar o Kindle colorido ou algo similar. No último Natal as vendas de livros eletrônicos superaram as vendas de livros impressos. É uma virada histórica! Kindle na cabeça! Ler dezenas de livros nunca foi tão legal, digital, e leve. 

Kindle2010
 

Mas nem tudo são flores quando o assunto é tecnologia. 

O meu notebook Sony Vaio, por exemplo, deu pau há exatos 65 dias. E até agora a Sony não resolveu o problema. Deu pau na tela de cristal, e apesar do problema do Vaio ser declaradamente um problema do notebook, eu terei que pagar a mão de obra da assistência técnica da Sony mesmo o Vaio estando dentro da garantia. Sony Vaio NUNCA MAIS! 

Confira aqui a imagem do pau que deu no Sony Vaio tirada por mim no dia 18 de Novembro. 

Apesar de ser declaramente um viciado em tecnologia, eu não sou um dependente dela. Tecnologia é apenas uma ferramenta para eu levar a minha mensagem e trabalho para um número cada vez maior de pessoas. Tecnologia é apenas o meio e nunca o fim. 

Nada substitui a visita ao cliente, o olho-no-olho ou o um-a-um quando a questão é incrementar os negócios. Toda essa tecnologia é a melhor mídia que você poderia desejar para construir a sua reputação como criador de qualquer coisa, mas para fechar algum grande negócio, você precisa da tecnologia mais high tech que existe: o corpo e o cérebro humano. 

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

31/12/2009

Uma Nova Esperança.

StarWarsPoster

Existe alguma coisa nova no ar pronta para virar business. Alguma coisa que vai reinventar a sociedade quebrada que vivemos. Alguma coisa drástica e dramaticamente diferente que vai acabar com a violência do mundo, a ignorância, a indiferença das pessoas, a miséria intelectual e física desse planeta. 

Alguma coisa. 

Enquanto isso, uma coisa eu sei. 

Em 1995, em uma roda de uma dezena de economistas, lançou-se um desafio: descobrir qual enciclopédia estaria bombando em 2009. 

De um lado você tem a Microsoft e seus bilhões de dólares. Do outro lado você tem um bando de amadores sem verba nenhuma para contratar ninguém. 

Em 1995 a Microsoft lançou-se no mundo das enciclopédias com a Microsoft Encarta. Para torná-la uma realidade, a Microsoft colocou gerentes e diretores com MBA para tocar o negócio, contratou jornalistas, especialistas e escritores famosos para escrever centenas de artigos. Milhões de dólares foram torrados com verba de propaganda para sujar revistas e interromper a vida das pessoas. Tudo isso para no final virar um DVD que seria colocado a venda nas lojas de informática. 

Em paralelo, um bando de zé ninguéns sem qualquer verba de publicidade começou um projeto chamado Wikipedia. O bando de zé ninguéns conseguiu em pouco tempo reunir um outro grupo de zé ninguéns, que conseguiu reunir outro grupo de zé manés, que reuniu outro grupo de ilustres desconhecidos. Todos trabalhando de graça dezenas de horas por semana para compartilhar o seu conhecimento com milhões de pessoas. 

Hoje a Encarta da Microsoft está no lixo, a Microsoft - que não desiste fácil das coisas - desligou a Encarta em Outubro de 2009 depois de 16 anos de insistimentos. A Wikipedia, por outro lado, tem mais de 13 milhões de artigos escritos em 260 diferentes idiomas. 

Em 1995 nenhum economista diria que o modelo da Wikipedia conseguiria vencer o modelo vencedor da Microsoft. Mas, por alguma razão, os anônimos homeless da Wikipedia venceram de lavada os MBAs da Microsoft.

Quando eu comecei a falar sobre QUEBRA TUDO eu imaginava que um dia poderíamos viver em um mundo onde tudo se misturaria em uma grande salada onde não conseguiríamos mais distinguir lado pessoal do profissional, espiritual do material, amigos de colegas, família de estranhos, escritório de casa, comércio do social. Sem preconceitos, sem muros, sem hierarquias, sem compradores e vendedores, todos trabalhando juntos por um bem comum que envolva todos os envolvidos. 

Eu acredito que estamos entrando nessa fase. 

Por isso, eu quero lançar a seguinte inciativa para 2010: "Iniciar uma rede virtual de profissionais que possuam um profunda vontade de colaborar uns com os outros para fazer negócios do bem juntos". 

Eu sempre fui grande admirador do Rotary, Lions e outras comunidades secretas ou nem tão secretas assim onde um grupo de pessoas com conhecimentos complementares se reunem para melhorar suas comunidades. Eu quero começar algo assim em 2010 com uma pegada tecnológica, moderna, com um mínimo de premissas básicas, sem qualquer tipo de rituais, manuais de instalação, simbologias etc. 

As minhas premissas para começar são:

1. Juntar pessoas com conhecimentos complementares.

2. Todo cidadão que participa TEM QUE INDICAR um negócio para outro membro da comunidade dentro de um determinado período de tempo ou é banido do grupo. 

3. Os negócios a serem realizados, sempre que possível, e se possível, tem que ter a ver com a construção de negócios que em um determinado momento terão o poder de obsoletar o status quo. Ou seja, o objetivo é construir WIKIPEDIAS e não ajudar as Microsofts da vida a construir suas encartas falidas. O negócio não é ajudar quem está por cima a se manter por cima, mas construir novas fontes de riqueza que eventualmente irão obsoletar as atuais e mesquinhas fontes de riqueza.

Em outras palavras, eu quero construir uma espécie de iniciativa de marketing multi nivel (do bem e eticamente correta) misturada com princípios do Rotary misturados com o princípio de obsoletar o status quo com a produção de novas riquezas, novas pessoas, novas estruturas, uma nova esperança. 

Quem está afim de participar?

29/12/2009

40 anos!

Jordaozinho
O segredo de manter a mente e o corpo jovem é ser voluntário!

Eu nasci no dia 29 de Dezembro de 1969 na Maternidade São Paulo em Sampa, mas quase fiquei na versão beta. O meu nascimento foi um parto. Depois de várias longas horas de suor e lágrimas (da minha mãe), fórceps de itu, e aplicação de todo tipo de técnicas de parto, eu finalmente vim ao mundo. Aparentemente eu não estava muito afim de nascer, mas no final do dia eu dei o braço a torcer (literalmente), e sai cuspindo sangue por todos os lados. 

O meu pai chama-se José Lauro, minha mãe Maria Stela, José e Maria. Eu tenho que confessar, desde sempre eu tenho complexo de salvador da pátria e de mártir da independência. 

Meus pais eram (são) muito religiosos, e desde sempre me fizeram frequentar "por livre e espontânea vontade" às missas da igreja de domingo e cumprir todo o ritual que um filho de pais membros ativos de uma comunidade religiosa de bairro de classe média de São Paulo tem que participar. Quermesses, campanhas de agasalho, encontro de casais, encontro de jovens, procissões (eventualmente vestido de anjo ou apóstolo), bingos pastorais etc. Por conta de toda essa panacéa eu acabei por admirar e me emocionar com a história de Jesus Cristo. Eu não gosto de igrejas, nenhuma delas, mas isso nunca me impediu de admirar seus fundadores. Eu sempre achei o máximo ver aquele cara simples e bondoso morrer por uma causa, fazer o sacrifício de se matar pelos amigos, fazer a bondade mesmo àqueles que lhe faziam alguma maldade. A história de Jesus, e depois de vários outros mártires e heróis de diferentes culturas, crenças e filosofias, sempre me marcaram muito e serviram de guias para me ajudar a fazer as escolhas que fiz por toda a vida até agora. 

Sempre me achei meio deslocado de tudo, sempre achei a grande maioria dos papos muito cabeças ou muito idiotas, sempre questionei as coisas, os professores, os colegas, os pais, sempre fui rebelde, revoltado, diferente, de lado. 

Hoje, amanhã ou ontem - depende de quando você estiver lendo esse texto - é o meu aniversário de 40 anos. Caramba, 40 anos! 

Quando era criança existia uma expressão muito usada pelos quarentões que dizia "A Vida começa aos 40 anos de idade". Provavelmente a geração Google nunca tenha ouvido falar dessa expressão, e se ouviu imagino que não esteja muito afim de seguir tal conselho. Qual jovem de 20 e poucos anos nos dias de hoje tá afim de esperar 20 anos para começar a viver? Provavelmente nenhum. Nós queremos resultados imediatos, agora!

A grande verdade é: a vida começa aos 40 para os caras que se prepararam nas décadas anteriores para aguentar o tranco do que vem por aí. 

Talvez essa expressão tenha sido cunhada a partir da cérebre frase de Martinho Lutero que definiu os caminhos da vida nos anos 1500 da seguinte maneira, "Se você não for bonito aos 20, inteligente aos 30, esperto aos 40, rico aos 50, você não será mais." 

O meu nascimento, entretanto, não enxugou as lágrimas da minha mãe. Até os 30 anos de idade eu fui o capeta. Tanto quanto Lutero, eu roubei Bíblia em Bingo de Igreja aos 10 anos de idade, fui pego colando em prova na escola aos 12 anos, joguei ovo aleatoriamente na cabeça de pessoas que passavam na rua aos 13 anos, fui empresário da night aos 14 anos (com o lucro das festinhas que organizava comprava gibis, discos de vinil de heavy metal e punk rock, e me mantinha up-to-date no visual), fumei maconha aos 15 anos, namorei todo tipo de mulher - da patricinha na sala a maluca na cama, até maluca na sala e patricinha na cama -, fiz todo tipo de besteira que vocês possam tentar sonhar em imaginar com dinheiro, pessoas, comigo mesmo e com tudo que acredito; sequei as lágrimas da minha mãe aos 18 anos, ela simplesmente jogou a toalha quando me viu um eterno cabeludo, revoltado, e sem qualquer vontade de ter qualquer rumo na vida conhecida por ela. 

Entretanto, aos 19 anos, ajudei a montar a primeira loja de informática do Brasil, o primeiro web site de comércio eletrônico, a primeira operação de vendas de produtos de informática por catálogo e muito mais. Segui a risca o ensinamento de Lutero e aproveitei ao máximo a minha beleza jovem, ingenuidade e cara de pau. Um dia eu vou escrever tudo que rolou nesses tempos de jovem rebelde sem causa. Um livro orgulho para exorcizar os tempos de maluco beleza. Um livro para ser lido por aqueles que tem 20 e poucos anos de idade e buscam por alguma coisa que parecem nunca encontrar. E se tudo der certo, nunca encontrarão. 

Hoje termina a década dos trinta anos para mim. Eu supostamente saio dela muito mais esperto do que quando tudo começou dez anos atrás. Supostamente. 

O "Inteligente aos 30" de Lutero significa que eu teria feito até aqui todas as maluquices que alguém deseja fazer na vida, e agora estou consciente das minhas possibilidades, limitações, pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades. Supostamente agora eu tenho o auto conhecimento necessário para realizar plenamente o meu potencial. Supostamente.

Os útimos dez anos foram muito intensos. Tive a oportunidade de conhecer todos os estados brasileiros e todas as suas capitais. Eu palestrei para todo tipo de empresa em todos os tipos de situações e tamanhos imagináveis. Os artigos que eu escrevi até agora na vida aparecem em mais de 350 mil páginas na internet! Em todos os projetos de consultoria para os quais sou chamado recebo sempre carta branca para fazer o que eu bem entender. Por essas e outras sou eternamente grato a algumas dezenas de centenas de malucos empreendedores que me deram a oportunidade de esbravejar as minhas "viagens alucinógicas" para suas equipes no formato de consultoria, palestras e escritos. Sim porque para contratar um cara que tem um e-news chamado QUEBRA TUDO, uma empresa chamada BIZREVOLUTION, e um site onde não é muito fácil encontrar as coisas, precisa ser alguma espécie de maluco e herói para contratar.

Não existe nada mais gratificante na vida do que você ter a permissão e o direito de falar exatamente o que você quiser, sem qualquer restrição e censura de ninguém. Essa liberdade de expressão não tem preço, não tem dinheiro que paga, me realiza completamente. 

Nessas linhas eu escrevo o que eu quiser, e lê quem quiser. Eu nunca tive, não tenho e nunca terei respeito por nenhuma autoridade, legado, tradição ou costumes. O sentido de Segurança e Preservação das Coisas é uma invenção do ser humano. Não existe segurança no Universo! Nesse momento todas as estrelas e planetas estão viajando a milhões de quilômetros por hora rumo a dezenas de centenas de colisões. Nada, absolutamente nada no caos do universo traz qualquer lei de preservação ou segurança. A impressão de que o universo tem uma certa ordem é uma completa ilusão do ser humano. 

Porém, a falta de respeito as tradições é uma escolha pessoal que faço na vida e que não recomendo a todos seguirem o meu exemplo. Eu poderia estar muito mais rico, ter muito mais mulheres, carros, dinheiro, e amigos se adaptasse "um pouco" o meu discurso ao que as pessoas querem ouvir. Quisera eu ser um cara mascarado treinado para satisfazer os outros. Infelizmente ou felizmente eu nasci para falar o que as pessoas precisam ouvir e não o que elas querem ouvir. É assim que eu sou e assim que sempre serei. 

Gary Vaynerchuck, criador do Wine Library TV, o mais famoso programa de webTV sobre vinhos do planeta comenta, "Eu sei que 12% de todas as pessoas que assistem ao meu programa na web param de assistí-lo no instante em que eu começo a falar gritando logo no início de cada episódio. Eu poderia mudar as coisas para reter esses 12% das pessoas. Entretanto, eu deixaria de ser eu mesmo se eu o fizesse; e eu simplesmente não tenho a mínima vontade de deixar de ser eu mesmo". 

Assista ao episódio 792 da Wine Library TV para você entender exatamente o que eu estou falando. Tradicionalmente falando, vinhos é um negócio "engomadinho" apresentado por pessoas "frescas" e cheias do rituais tradicionais. Vaynerchuck fala sobre vinhos usando camiseta sem marca, gírias, vocabulário politicamente incorreto e atitudes pouco convencionais. Gary não usa laquê no cabelo ou terno azul com brasão dourado no peito e lenço de seda saindo pelo bolso. Ele é franco e honesto como a proposta do seu programa se propõe a executar: "Mudando o mundo do vinho um episódio de cada vez". 

Com esse programinha "chulé" chamado Wine Library TV, Gary se tornou multi milionário. 

Entro agora na década do "Esperto aos 40" com uma energia indescritível. Me sinto cada vez mais forte, esperto, capaz, criativo, raivoso, lúcido e consciente. Para mim, ser bem sucedido na vida significa "poder viver um estilo de vida que te permita fazer o que quiser quando quiser". Hoje eu tiro uma terça-feira inteira da minha semana para ficar com os meus filhos sem qualquer remorso que estou matando um dia de trabalho. Fico com eles o dia inteiro quando quero, e me programo para trabalhar a noite quando eles dormem. A BIZREVOLUTION é uma empresa virtual. As pessoas que trabalham comigo trabalham de suas casas ou pequenos escritórios. A empresa é totalmente móvel, sem limites regionais. O telefone é VoIP, as pessoas que atendem estão falando com você da Bahia, do Rio de Janeiro, do interior de São Paulo sem você perceber qualquer diferença. A equipe se forma para executar, e se desmantela quando o projeto termina. A coisa toda não é perfeita, mas é humana, criativa e voltada para o Século 21. 

Chego aos 40 anos cheio de gás para mudar o mundo. Já dizia Michelangelo (ou alguém parecido), "O problema da vida não é você determinar metas difíceis e não atingí-las. O problema da vida está em você determinar metas fáceis de atingir, e conseguir atingí-las". Continuo com as minhas metas, sonhos e objetivos agressivos de sempre. Não estou contente com o Brasil, não estou contente com a educação nesse país, não estou contente com a maneira que as pessoas se tratam nesse país, não estou contente com a quantidade de oportunidades de primeiro mundo que se oferece para as pessoas desse país, não estou contente com a televisão brasileira, não estou contente com a maneira que os brasileiros vêem suas responsabilidades como cidadãos, não estou contente com a maneira que tratam as mulheres, crianças e minorias nesse país, não estou contente com a quantidade de preconceitos que ainda existem nesse país, não estou contente com o crescimento da participação das grandes multinacionais na economia do mundo, não estou contente com a participação do estado na economia e criação de oportunidades inovadoras, não estou contente com o número de pessoas que tem acesso a um computador e internet nesse país, não estou contente como as práticas de marketing, vendas e liderança que existem nas empresas brasileiras, enfim, sobram causas, fatos, oportunidades para meter o dedo na ferida e lutar por mudanças.  

Chego aos 40 anos de idade disposto a investir toda a minha inteligência para aumentar a riqueza do mundo e trazer o maior número possível de pessoas para um excelente nível de vida, e convencê-las de fazer o mesmo para outras pessoas. 

Como alguém já disse certa vez, "Não é possível ser bem sucedido em um país que não é bem sucedido". 

Hoje a noite, eu estarei celebrando o meu aniversário dentro de um outro aniversário. Hoje a família inteira vai rezar uma missa, e celebrar uma big festa para comemorar o aniversário de 80 anos da avó da minha esposa, que coincidentemente também nasceu no dia 29 de Dezembro, de 1929. 

Eu fico aqui falando das travessuras que fiz nesses quarenta anos, mas nada deve se comparar as travessuras que essa mulher teve que fazer para educar 9 filhos no interior miserável da Bahia dos anos trinta até cinquenta sem perder um único filho. 

É por isso que eu sou fã do Ser Humano!

É por isso que eu sou fã dos meus amigos, dos meus pais, irmãos, avós, tios, primos, conhecidos, cunhados, filhos, colegas, enfim, todos que me aguentaram até aqui, e de alguma maneira ou outra são responsáveis por estar inteiro no dia de hoje. 

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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08/12/2009

Lições de Negócios de John Lennon.

Lennon

John Lennon: Um sonho que você sonha sozinho é apenas um sonho. Um sonho que você sonha com alguém é realidade.

Como todo grande artista a frente do seu tempo, John Lennon e os Beatles tiveram que camelar muito até encontrar alguém que os aceitassem como eles eram. 

No início ninguém deu muita bola para John Lennon e os Beatles. Mas eles tinham carisma. Certa vez um gerente de uma grande gravadora foi com a cara deles e resolveu lhes dar uma sugestão, "Meus amigos, eu gostei de vocês, por isso vou lhe dar um conselho. Abandonem esse negócio de rock. Hoje em dia (1960) existem muitas bandas de rock no mercado. Se eu fosse vocês, eu trocaria as guitarras por pianos e escolheria a música clássica". 

John Lennon é o meu ídolo máximo na área da cultura, contra-cultura, artes, contra-artes e afins. Eu cresci ouvindo os Beatles, aprendi inglês ouvindo os Beatles, dei o meu primeiro beijo ouvindo os Beatles, o primeiro sexo ouvindo os Beatles, a primeira briga ouvindo os Beatles e sei lá mais o quê. 

O Revolution do nome BizRevolution vem da música Revolution dos Beatles gravada em 1968 e onde John Lennon invoca uma revolução sem violência, onde todos os indivíduos assumem a responsabilidade direta por seus atos, e pela falta deles. 

A introdução do livro QUEBRA TUDO trás a letra de Imagine misturada com a letra de Revolution. 

A influência dos Beatles em tudo que eu faço vai e volta, mas está sempre presente. 

Hoje, faz 29 anos que um FDP matou John Lennon pelas costas e interrompeu uma Vida de inspiração para milhões. 

Imagine o que John Lennon teria produzido para o mundo nos últimos  29 anos se não fosse pelo maluco que lhe tirou a Vida?

Todos os anos, desde 1980, eu procuro prestar algum tipo de homenagem a John Lennon; e vou continuar a fazer isso até me juntar a ele esteja onde estiver para arrepiar os céus. 

Hoje, eu quero falar de algumas passagens empreendedoras que rolaram durante a carreira de John Lennon. 

1. Ninguém faz nada sozinho, nem John Lennon. John Lennon fundou o grupo que deu origem aos Beatles, o Quarry Men. Ele era o líder, o vocalista principal, O cara. Mas quando conheceu Paul McCartney, ele mudou completamente a maneira de ver as coisas e a sua própria liderança. Ao invés de liderar a banda, ele dividiu a frente do grupo com Paul McCartney. O resto é história. 

John Lennon e Paul McCartnery formaram a melhor dupla de compositores da história da música popular.

Durante toda a carreira dos Beatles, independente de quem fosse o autor de uma determinada música, os dois simplesmente diziam que a autoria era de ambos. Foram quase dez anos de centenas de criações, e dezenas de sucessos.

Hoje é muito comum você ver os membros de uma banda apontarem todos os membros como compositores de uma música, mas quem começou essa história foi John Lennon. 

O quanto o mundo poderia ser bem melhor se as pessoas que o fazem não se importassem com quem irá levar o crédito por uma boa idéia?

Deixe o seu ego de lado, John Lennon deixou, junte-se a revolution. 

Todas as empresas chamam os seus funcionários de colaboradores mas os tratam como funcionários quando o assunto é receber o dimdim. TODOS que trabalham em uma empresa com fins comerciais TEM algum envolvimento. Entretanto, APENAS os vendedores ganham comissão. 

Quando isso vai mudar? Quando os colaboradores que colaboram com as vendas serão recompensados pela sua colaboração nas vendas?

2. Despeça os seus melhores amigos se for preciso. O Paul McCartney trouxe George Harrison, Lennon trouxe Pete Best - baterista e seu melhor amigo. Entretanto, Pete Best, não era best o bastante para continuar em uma banda chamada The Beatles. Ele era bom para a fase QuarryMen, mas fraco para a fase The Beatles. John Lennon não teve dúvidas, mandou Pete Best embora, e chamou Ringo Starr. 

Novos patamares, novos funcionários com novas habilidades. Uma lição fácil de aprender e difícil de implementar. 

O que fazer com os profissionais que ajudaram a empresa a chegar até aqui mas não servem para levá-la mais adiante?

Escola neles! Livros neles! Estudo neles! Caso contrário, rua. 

John Lennon era humano, e nem sempre foi tão severo com a mediocridade. Ele tinha um segundo amigo na banda, Stuart Sutcliffe - poeta, pintor e música medíocre - que ele teimava em manter na banda. 

Se não fosse pelo Sutcliffe pedir para sair, Lennon teria mantido o cara nos Beatles e talvez comprometido toda a sua carreira. 

Aqui, mas uma vez, fica a mensagem: cara, procure fazer o que você gosta de fazer e sabe fazer. CUIDADO para não se comprometer em negócios que não conhece. 

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3. Gênios produzem, copiam, inventam, mixam. Os primeiros discos dos Beatles tinham músicas de outros caras. As primeiras músicas dos Beatles tinham uma batida similar a batida que já existia no rock. Mas nem por isso eles ficaram parados esperando pela surgimento de uma grande idéia. Eles produziam, produziam, produziam, e durante os quase 10 anos que ficaram juntos, a qualidade das composições foram ficando cada vez melhores. 

A evolução é nítida quando você ouve "Love Me Do" - primeiro sucesso dos Beatles -, e quando você ouve "Let it Be" - um dos últimos sucessos. 

Eles começaram com cabelo curtinho e terminaram com cabelo cumprido e barba. Eles começaram tomando Coca-Cola, e experimentaram de LSD a cocaína. Eles começaram se apresentando com roupas iguais e terminaram usando calça boca de sino e roupas da Índia. Eles tocaram rock, pop, heavy metal, fizeram música para criança, música para dormir, música clássica, música para desenho animado, músicas de 2 a 13 minutos de duração. Eles fizeram de tudo, experimentando todos os tipos de sons, e deram origem a dezenas de estilos de música popular. A única coisa que eles NÃO FIZERAM foi ficar parado e nadar no sucesso do passado. 

4. Os Reis do ié-ié-ié são os Reis do Marketing Viral. John Lennon era o engraçadinho da turma. Ele era cheio de tirar um sarro de todas as situações possíveis e imagináveis. Os reportéres iam para as entrevistas na esperança de captar alguma nova frase de efeito de John Lennon para publicar estampadas em seus tablóides. John Lennon inventou os paparazzis!

A mais viral de todas as frases de Lennon foi dita no dia 4 de Março de 1966, John Lennon disse, "O cristianismo vai sucumbir. Hoje nós somos mais populares que Jesus Cristo". A frase gerou uma grande onda de revolta contra os Beatles. Milhares de disco foram queimados, e até a Ku Klux Klan pediu a cabeça de Lennon. 

Outro grande viral da carreira dos Beatles foi a invasão da Beatlemania aos EUA em 1964. Fala-se muito que toda aquela mulherada que gritava feito loucas arrancando os cabelos no aeroporto eram mulheres contratadas pela EMI para chamar a atenção dos americanos. Se isso realmente aconteceu, os Beatles são os precursores do vídeo viral. 

5. You Beatles Tube. Os Beatles sabiam desde sempre que o vídeo teria um papel muito importante na disseminação da sua música. Foram os Bealtes que inventaram o video-clip. Foram os Beatles que filmaram pela primeira vez as suas turnês músicais para transformar em produto para venda. Foram os Beatles que tocaram pela primeira vez em um grande estádio esportivo (inclusive nem havia aparelhagem boa o suficiente na época para tanto. Tem gente que pagou e não ouviu nada). Como Elvis, os Beatles entraram para o mundo do cinema, e usaram a telona para espalhar sua música. Música, clips, televisão, turnês, camisetas, shows em estádio, os caras inventaram tudo.

6. Toda grande empresa precisa de uma Equipe de Staff Poderosa. John Lennon era um artista. Paul McCartney era outro artista. Harrison e Ringo também. Os caras chegaram onde chegaram porque conseguiram se cercar e atrair profissionais de incrível talento e percepção musical e de negócios. 

Brian Epstein, o empresário dos Beatles, foi o cara que descobriu a banda no Cavern Club e se dobrou para torná-los famosos. É de Epstein a idéia de todos os quatro se apresentarem usando ternos e não jaquetas de couro. Ele enquadrou John Lennon e enquanto esteve vivo era a liga que unia os quatro. 

George Martin, o produtor, gravou a grande maioria das músicas dos Beatles, e conhecia os quatro como ninguém. Ele foi o grande responsável por tornar as idéias malucas dos Beatles em realidade, como a mistura de músicas com sons do dia-a-dia que aconteceu no Sgt Peppers.

Os Beatles começaram a terminar quando Epstein morreu; a liderança que eles tanto precisavam começou a desmoronar. O cara da execução que mantinha o grupo com os pés no chão se foi. Idéia sem execução é apenas um sonho. Vale para os Beatles e para você. 

7. E, o sucesso é um grande mistério, que todo empreendedor desconhece sua origem. Dez em cada dez empresas não dão certo quando começam. Sete delas quebram. Três delas dão certo porque o empreendedor é flexível o bastante para se adaptar a realidade das coisas. 

O que faz um negócio prosperar? 

Ninguém sabe, e todos sabem. 

Continue lendo o que eu escrevo, continue lendo o que os outros escrevem, continuem estudando as histórias de outras pessoas, keep walking, um dia você descobre o quê é único e o quê funciona melhor para você. 

Certa vez, um repórter perguntou a Lennon, "A que você deve o sucesso dos Beatles?", John Lennon respondeu, "Se eu soubesse eu me tornaria empresário e começaria outra banda".

ALL YOU NEED IS LOVE!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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01/12/2009

Em que tipo de consumidor você está se transformando?

Maslow

A minha primeira regra para o consumerismo é nunca comprar algo que os meus filhos precisarão carregar. 

Com tudo que está acontecendo nesse momento - crise familiar, crise moral, crise financeira, crise ambiental, terrorismo, violência gratuita, high tech e low touch, ou high touch e low tech -, como anda a sua cabeça e as suas necessidades? Alguma coisa está mudando? 

Com a mais absoluta certeza a resposta é SIM. Você está mudando e se tornando alguma coisa que você ama ou odeia. 

Mais materialista? 

Mais frugal? 

Mais consciente? 

Seja honesto. 

Você compra alguma coisa de alguém ou de alguma empresa pensando em sustentabilidade? 

Sobre sustentabilidade eu me refiro a uma maneira de ver as coisas que vá além das eco-teorias; eu me refiro a uma filosofia ganha-ganha-ganha que coloca em prática o que existe de melhor dentro de um ser humano. 

Em que tipo de consumidor você está se transformando? 

Você está comprando o quê precisa (independente de ter dinheiro ou não), ou você ainda está comprando as coisas por status, segurança, realização pessoal e fama? 

Quantos % dos seus custos mensais são fixos? Você pensa seriamente em diminuir os seus custos fixos radicalmente? O seu filho de 11 anos realmente precisa de um celular? A sua filha de 8 anos realmente precisa de 45 Barbies? 

O que você poderia alugar ou invés de ter? 

A grande maioria dos brasileiros vão passar a vida inteira trabalhando todos os dias para terminar a vida com um único apartamento ou casa própria. Será que vale a pena trabalhar a vida inteira para comprar apenas um apartamento? 

E se essa mesma pessoa tivesse vivido a vida intera de aluguel e investido o dinheiro que ganhou durante 30 anos em algum empreendimento que pudesse gerar riqueza? Será que essa mesma pessoa teria mais riqueza no final da vida? 

Será que em algum momento na vida dessa pessoa que passou 30 anos comprando um apartamento ela teve que recusar uma mudança de vida porque estava presa as contas da casa própria? 

Provavelmente. Sonhos foram para o saco porque haviam contas fixas para pagar. 

Ter algo fixo corta as asas que uma pessoa tem para voar e viver uma vida mais flexivel e com mais opções. 

Alugar as coisas faz algum sentido para você? 

Usar as coisas sob demanda faz algum sentido para você? 

Você usa ou paga alguma coisa sob demanda? 

Você, como empreendedor, está considerando a oferta de políticas de preços completamente flexíveis baseadas em diferentes custos a partir de diferentes maneiras que as pessoas usam você e você se relaciona com os clientes? 

Uma frente de consumo emergente no primeiro mundo são os grupos de compras. Clientes se unindo para comprar produtos e barganhar descontos com fornecedores. Uma espécie de cooperativa de pessoas físicas. Esse tipo de coisa faz sentido para você? Você vê algum movimento da sua cabeça nesse sentido? 

Como você olha o seu vizinho que nesse momento está desempregado? Como um fracassado ou como alguém que precisa de ajuda e apoio? 

A sua percepção sobre as marcas de luxo tem mudado de alguma maneira? Você gostaria de comprar um terno caríssimo, ou um vestido caríssimo porque te posicionaria como uma pessoa melhor? Ou você olha para as marcas de luxo com desdém? 

Você procura por um produto fashion ou um produto prático? 

O quanto a sua cabeça tem mudado nesse sentido? 

Como as mídias sociais como blogs, twitters, google tem mudado a sua maneira de ver o mundo e as pessoas? 

QUE TIPO DE CONSUMIDOR VOCÊ ESTÁ SE TORNANDO? 

Quais VALORES estão consumindo você? 

Que tipo de atividade comunitária você está participando? Isso é importante para você? O seu tempo dedicado a trabalhos voluntários aumentou nos últimos anos? 

Que tipo de atividade você tirou o pé porque passou a investir o seu tempo em atividades comunitárias?

Você, como empreendedor, lançou algum tipo de promoção ou oferta de marketing amarrada com uma nova forma de compreender a vida das pessoas? Exemplo: campanhas de fabricantes de carros que aceitam o carro de volta caso o comprador perca o emprego nos próximos 2 anos 

"Fair Trade" faz algum sentido para você? É viável? Você faz alguma coisa a respeito? Ou você faz tudo baseado na Lei do Consumidor sem conseguir ir além dos direitos legais das pessoas e atender as Leis dos Direitos Humanos? 

Você, como empreendedor ou funcionário, mudou a maneira de encarar o seu chefe de alguma maneira? 

Chefe é uma péssima idéia. Acredite. Chefe é uma péssima idéia. 

Nós não precisamos de chefes, nem de ninguém dizendo quais os valores e crenças devemos seguir. 

Que tipo de mudanças você implementou onde pode implementar para mudar a maneira que as pessoas vêem a posição de um chefe? 

Você acredita que as pessoas precisam se virar sozinhas, ou você ainda acredita em controlar as pessoas? 

Semana passada aconteceu o Dia de Ação de Graças nos EUA. Uma das coisas mais bacanas que eu li sobre o Thanksgiving foi o depoimento de um americano falando que é grato por ter "duas filhas totalmente independentes". 

Como pais, líderes, chefes, ou seja lá o que você for, a nossa missão pessoal é ajudar as pessoas que dependem de nós a não depender de nós. Por mais dolorido que essa afirmação possa parecer. 

Você já pegou um livro emprestado em uma biblioteca pública? A sua atitude frente aos serviços públicos e sua noção de responsabilidade sobre o sucesso dessas infraestruturas mudou de alguma maneira, ou você ainda pensa que os serviços públicos são algum tipo de responsabilidade que pertence a deus, ao vigário, ao síndico, aos políticos ou ao presidente? 

Você aproveita a oferta de eventos públicos gratuitos que todas as principais prefeituras das principais cidades do Brasil oferecem, ou você nem passa o olho na programação achando que não existe nada de valor nas ofertas de entretenimento público? 

EM QUE TIPO DE CONSUMIDOR VOCÊ ESTÁ SE TRANSFORMANDO? 

O número de atividades self-services onde você se vira sozinho sem precisar da ajuda de escravos, seres humanos desempenhando tarefas sub-humanas aumentou? Ou você ainda sente prazer ao ser servido por pessoas em bares, restaurantes, feiras e lojas? 

Você está se tornando auto-suficiente? Ou pelo contrário, você se sente completamente desconectado de qualquer coisa que está acontecendo, e se vê dependendo cada vez mais de outras pessoas? 

Qual é a sua visão sobre isso? 

Você prefere comprar em um supermercado chamado "Peg & Pag" ou "Peg & Faça"? 

Qual é a sua visão quando o assunto é "fazer uma permuta"? O número de negócios que você fez sem envolver dinheiro aumentou de alguma maneira nos últimos anos? Ou você continua fazendo negócios solamente baseado em troca de dinheiro? 

Passa pela sua cabeça a crença de que só vamos mudar o mundo quando o dinheiro não for o principal veículo para troca de mercadorias? 

Você já imaginou o Dinheiro 2.0? Como ele seria? 

Você quer um emprego? Para quê? Para trabalhar 5 dias por semana 10 horas por dia e ficar longe dos seus filhos? Você precisa de 5 dias de trabalho por semana para ganhar o que você precisa para sustentar os seus filhos e crescer? Existiria alguma maneira diferente de ganhar dinheiro fazendo o que você gosta? Você está fazendo algo a respeito nesse sentido? 

Quanto do seu trabalho é colaborativo? O quanto poderia ser colaborativo? O quanto mudou nos últimos anos? 

Você sonha com o dia que terá uma sala no escritório só para você, ou você acredita que não precisa de nada disso, e sim estar presente no meio das pessoas? 

O que você pode fazer para reimaginar o uso do patrimônio que você tem? Você reimaginou alguma coisa nos últimos tempos? Exemplo, alugar as dependências da sua empresa que estão ociosas; fazer uma venda de garagem com todas as coisas que você tem em casa e não usa. 

A sua maneira de olhar a questão do desperdício das coisas mudou nos últimos tempos? 

As mudanças que estão acontecendo podem ser desastrosas para muitas pessoas. Milhões estão ficando para trás. Os ricos estão ficando mais ricos, e os pobres mais pobres. Você tem feito alguma coisa para ajudar as pessoas a se manterem atualizadas ou mesmo a frente do seu tempo? 

Sem dúvida o número de consumidores com possibilidade de comprar celular, batata frita, papel higiênico, ir a um cinema aumentou. O número de pessoas éticas, honestas, colaborativas, autênticas, humanas, inovadoras e criativas também aumentou? 

As pessoas estão vazias? Como você está preenchendo o interior das pessoas? 

O chefe é uma péssima idéia. A marca de uma empresa é uma boa idéia? A maneira que você olha as milhares de mensagens de publicidade que te atingem todos os dias mudou de alguma maneira? 

Você acredita que você ou alguém ainda precisam de publicidade para viver? 

Você ainda precisa de ajuda para decidir alguma coisa? O quê? O número de questões que você consegue tomar decisões sozinho, ou procurar por respostas por si mesmo aumentou nos últimos anos?

Você prefere receber ajuda de uma empresa ou de um grupo de pessoas com quem pode se conectar no Twitter? 

Você confia mais em pessoas ou em empresas? 

Por fim, como poderiamos reconhecer, premiar e incentivar a generosidade das pessoas? 

Você consegue imaginar a Indústria da Generosidade funcionando com o Dinheiro 2.0 estruturas flexíveis sob demanda e pessoas self services que pegam e fazem as coisas públicas se transformarem em riqueza? 

Eu consigo. 

Esse é o consumidor que eu estou me tornando. Junte-se a essa aventura! 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA! 

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? 


30/11/2009

Os 6 Principais Princípios da Boa Gestão.

Em dias de HSM Expo Management em São Paulo - entre hoje e dia 2 de dezembro, tá rolando o ultra premium pricing evento em São Paulo com os macro gurus do mundo dos negócios -, confira um vídeo de 10 minutos, apenas 10 minutos, que reune alguns dos princípios mais básicos do mundo dos negócio, e na minha opinião passa a perna em 90% das palestras que estão rolando esses dias no HSM Expo.

Os seis princípios que aparecem no vídeo são: 

1. Missão, Visão e Valores. Todo mundo sabe que um grupo de pessoas precisa ter uma DIREÇÃO, um PROPÓSITO, uma PAIXÃO para chegar em algum lugar, mas, como fazer isso? Como fazer a galera entender qual é a missão da empresa? Por que é tão difícil fazer isso? 

Talvez a resposta tenha a ver com o segundo princípio AS MELHORES PESSOAS. Será que somente aqueles que nascem com DNA de empreendedorismo conseguem entender o que um empresário tá falando? 

É claro que em um mundo perfeito o empreendedor deveria saber articular claramente o que quer fazer, MAS, a realidade é que a grande maioria não consegue articular tamanha clareza de pensamento, e precisa que as pessoas que o cercam tenham um mínimo de bom senso para se virar e se integrar com algo maior que suas mesquinhas funções. 

Deveríamos cortar a cabeça de todo zé mané que não consegue agregar valor para a empresa?

Claro, com certeza; mas ainda não é o caso da grande maioria das empresas brasileiras; Os empreendedores brasileiros ainda sentem muita compaixão pelos próprios funcionários que empacam sua própria empresa e não fazem nada a respeito para não detonar a vida de ninguém. 

"As pessoas devem se sentir seguras nas empresas em que trabalham, mas as suas idéias não". O princípio #3 que aparece no vídeo é COMUNICAÇÃO ROBUSTA. De funcionário para chefe, chefe para funcionário, chefe com chefe, funcionário com funcionário, de dentro para fora, de fora para dentro. 

"O maior problema das empresas é a falta de comunicação honesta e transparente entre as pessoas". Estamos falando agora de um sonho de consumo de todo empreendedor: ouvir a verdade, saber lidar com a verdade, enfrentar a verdade de frente. 

Infelizmente a VERDADE é uma realidade para poucos. Muitos preferem e se contentam com tapinha nas costas. O negócio é simples: FALAR A VERDADE O TEMPO TODO. Ser HONESTO com as pessoas - sempre levando em consideração a vida, experiência e história da pessoa que está na sua frente para entender as razões porque ela faz o que fez. 

NINGUÉM DEVERIA PUNIR NINGUÉM POR FALAR A VERDADE!

A informação deveria fluir por toda a empresa livremente. É possível fazer isso? Ou melhor, qual ferramenta utilizar para permitir que isso aconteça?

Eu penso que um big Twitter para todos os funcionários seria um negócio 10. Eu acredito que o Twitter For Business vai ARREBENTAR quando for lançado nos próximos meses. Existe uma latente necessidade do mundo inteiro por ferramentas de colaboração. 

O princípio #4 é o meu favorito: SENSO DE URGÊNCIA. 

Velocidade é TUDO! Sai medíocres, vagabundos, burrocracia, autoridade, múltiplos níveis de decisão, ENTRA um big sistema de tecnologia que permite a qualquer cidadão em qualquer momento em qualquer nível de hierarquia TOMAR decisões sobre o que fazer. 

Você ainda tem muitos funcionários que te perguntam o quê fazer mesmo sabendo o que tem que ser feito porque eles tem medo de assumir responsabilidade pelo que tem que fazer?

DÊ AUTORIDADE PARA ESSA GALERA TOMAR DECISÕES!!!

Diga ao cidadão que ele tem que tomar a decisão por si só e arcar com as consequências. 

Semana passada aconteceu o Dia de Ação de Graças nos EUA. Uma das coisas mais bacanas que eu li sobre o Thanksgiving foi o depoimento de um americano falando que é grato por ter "duas filhas totalmente independentes". 

Como pais, líderes, chefes, ou seja lá o que você for, a nossa missão pessoal é ajudar as pessoas que dependem de nós a não depender de nós. Por mais dolorido que essa afirmação possa parecer. 

O quinto princípio é EXECUÇÃO DISCIPLINADA. Aqui eu agradeço por ter me formado em empresas de tecnologia. Empresas de tecnologia não tem margem de lucro para brincar. Não tem tempo para gente lenta. Não há espaço para ninguém se esconder. Você tem que provar seu valor todos os dias porque todos os dias realmente tem novidade a vista que os sistemas e processos não conseguiram prever. 

EXECUÇÃO precisa de ajustes constantes, muito treinamento, muita conversa, muita ação. 

O sexto princípio é ATENDIMENTO AO CLIENTE. Por último mas não menos importante, o CLIENTE vai receber o atendimento que a visão, missão, pessoas, senso de urgência conseguir gerar. 

"Contrate pessoas por atitude, e ensine as habilidades técnicas que precisam saber". Essa é a frase mestre do fundador da Southwest e relembrada no vídeo. Nenhuma escola ensina o que o seu funcionário precisa saber para trabalhar na SUA empresa. Felizmente ou infelizmente, esse é um trabalho duro que todo empreendedor precisa tocar em frente: ensinar pessoas de atitude a lidar com o negócio que ele inventou. 

25/11/2009

A minha proposta para melhorar a escola pública.

Eu ouvi hoje pela manhã na rádio um cara falando - eu peguei a conversa pela metade - que 64% dos pais que tem filhos em escolas públicas consideram EXCELENTE a educação que os filhos estão tendo nas escolas públicas. Esses mesmos pais consideram EDUCAÇÃO o sexto item mais importante para a vida deles. 

É claro que eles consideram EXCELENTE a escola pública atual que os seus filhos estão estudando, eles não tiveram estudo nem escola quando criança, por isso qualquer coisa melhor do que tiveram é melhor do que tiveram. 

Teoricamente estamos vendo o Brasil melhorar. Estamos na capa da The Economist blá blá blá. Os ganhos materiais "teoricamente" estão aí. Mas os ganhos espirituais, internos de cada um, a fundação para criação de verdadeiros cidadãos e seres humanos educados e conscientes...., não sei, não vejo. 

A minha proposta para melhorar a escola pública nesse país é a seguinte: conseguir que 50 mil pais e mães da classe média e alta desse país matriculem seus filhos em escolas públicas. A partir daí, teremos 100 mil pais e mães que estarão cobrando melhorias das escolas públicas, consequentemente teremos melhores escolas. 

A molecada que estuda em escola pública hoje tem pais e mães que não conseguem dialogar com os diretores e professores das escolas públicas por isso não conseguem exigir nada, e por isso a coisa toda é ruim. 

É claro que não podemos generalizar. Eu acredito que deva existir alguma mãe super crítica com filho em escola pública e alguma mãe dondoca com filho em escola particular. Por outro lado não dá para afirmar que exista um número suficiente de pais e mães críticos em escolas públicas; se houvessem, certamente teríamos melhores escolas. 

A minha proposta é aumentar o número de pais e mães críticos em escolas públicas para exigir do estado escolas decentes. 

Esse é um dos meus três projetos para 2010. Vou falar melhor desses e dos outros dois a seguir. 

Quem gostaria de me ajudar a criar uma espécie de movimento público para incentivar pais e mães que tem filhos em escolas particulares a moverem seus filhos para escolas públicas?

12/11/2009

Bota pra Fazer - Empreendedorismo ou NADA!

Logo azul
 

O empreendedorismo não é tão rômantico quanto os livros e palestras sobre empreendedorismo descrevem.

Ter o seu próprio negócio, ser dono do seu próprio tempo, ter a responsabilidade de correr atrás do faturamento da sua própria empresa, mandar funcionário embora, pensar nos produtos que você vai vender na sua "lojinha", não são tarefas românticas. O empreendedorismo que os livros e palestras vendem para você não tem nada a ver com a realidade de pagar impostos, contratar e demitir pessoas, liderar um negócio que só vai andar para frente se o dono tiver energia o suficiente para trabalhar 18 horas por dia durante vários anos.

BUT, você não tem NENHUMA chance de ficar realmente rico (em todos os sentidos) sendo funcionário de alguém. E como empreendedor você tem UMA única chance de ficar realmente rico (espiritual, financeira, cerebral, físico). Qual opção você vai escolher para sua vida?

Na semana que vem, entre os dias 16 e 22 de novembro, acontece mais uma vez em todo o mundo a Semana Global do Empreendedorismo. Idealizada pelo ministro Gordon Brown da Inglaterra em 2004, a semana rolou em 2008 em 78 países e reuniu aproxidamente 3 milhões de pessoas participando de 25 mil atividades organizadas por 8.800 organizações diferentes.

O Empreendedorismo é algo relativamente novo no mundo. A grande maioria das pessoas ainda educa os seus filhos para serem funcionários. A grande maioria das mães ainda querem ver o filho virar funcionário de uma empresa bonitinha com marca famosa e comercial na novela das oito, e claro, com todas as seguranças que um emprego fixo proporciona: 13o salário, férias e outras regalias que a grande maioria dos funcionários NÃO MERECEM.

Você NÃO PRECISA fazer faculdade de marca famosa para ser empreendedor. Os livros (desatualizados) são os mesmos na uniban ou na usp. Empreendedorismo depende única e exclusivamente de VOCÊ. 

Você quer aprender a nadar? Você tem que pular na água para aprender a nadar! Ninguém aprende a nadar sentado em uma sala de aula ouvindo o Cielo explicar como ele ganhou a medalha de ouro na última Olimpíada.

Ainda que grande maioria das pessoas se sintam mais seguras escondidas por trás de um sobrenome famoso; a MELHOR COISA NO MUNDO é você ter o seu próprio negócio, e de uma certa maneira, controlar o seu próprio destino.

No Brasil, para promover o empreendedorismo, a Endeavor colocou no ar a campanha Bota pra Fazer. No ano passado a campanha mostrou rostos famosos, e esse ano a campanha mostra uma nova geração de empreendedores como: Cirlene Rocha, empreendedora social que revolucionou uma penitenciária de Pernambuco, Beto Tamm, empreendedor de Minas Gerais que transformou o setor de pequenos empresários por meio do desenvolvimento de um software que gerencia todo o processo contábil, Mário Chady e Eduardo Ourivio, da rede de restaurantes SPOLETO, e Elizabete Francisca, empreendedora social que criou uma ONG para ensinar idosos a ler e escrever atuam como protagonistas, mostrando como é possível superar dificuldades e botar pra fazer.

Confira tudo sobre a Semana Global do Empreendedorismo nos seguintes endereços na web:

web site: http://www.semanaglobal.org.br   

comunidade: http://semanaglobal.ning.com  

vídeos: http://www.youtube.com/botaprafazer

blog: http://botaprafazer.wordpress.com 

outro blog: http://www.euboteiprafazer.com.br/

twitter: http://twitter.com/botaprafazer

MAS, a última coisa que eu espero que você faça é "acompanhar" alguma coisa. Não tem nada de empreendedor em "acompanhar" alguma coisa. Você tem que LIDERAR alguma coisa.

Dos dias 16 a 22 de novembro eu vou publicar apenas posts sobre empreendedorismo no site da BIZ. O QUEBRA TUDO de hoje e da semana que vem será apenas sobre empreendedorismo. No dia 18 de Novembro eu vou fazer a palestra VOCÊ 2.0 em Salvador que tem empreendedorismo na veia, se der eu vou transmitir pela web para quem não está na Bahia. E eu ainda vou pensar em alguma outra coisa para fazer. Se você tem alguma idéia, manda para cá.

Eu recomendo a você que faça alguma coisa. Promova o empreendedorismo na sua cidade, bairro, condomínio, reunião de igreja, alcoólicos anônimos sei lá, GO! Compartilhe suas histórias empreendedoras, suas ambições, dificuldades, problemas, frustrações e vitórias.

Todos os dias eu encontro algum empreendedor com vontade de desistir, e "voltar para o mercado". NÃO DESISTA! O problema não é exatamente com você, mas com a flexibilidade que você precisa ter para abandonar as suas convicções para se alinhar ao mercado sem vender a sua própria alma. A vida de empreendedor não é mole. Financeiramente falando, as vezes você não terá dinheiro para comer uma pizza sequer, e as vezes você terá dinheiro para comprar uma rede de pizzarias.

Essa é a vida do empreendedor. Altos e baixos em todos os sentidos. Uma montanha russa que pode te transformar em um ser humano melhor, e não apenas em um melhor profissional. Quem passa pela experiência de empreender, e sobrevive, se transforma em um melhor pai, filho, amigo, marido ou esposa, neto, amante e o caramba a quatro.

Resista. Resista. Resista.

EMPREENDEDORISMO OU NADA!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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08/11/2009

A década de Steve Jobs.

Seinfeld

A revista Fortune elegeu Steve Jobs o CEO da década. O título da matéria que nomeia Jobs o CEO da década não poderia ser mais justo: A década de Steve. 

Nada aconteceu na década que começou em 1999. Nada. Nada a não ser o quê a Apple fez. A primeira década do século 21 foi uma década Seinfeld. Uma década sobre nada. 

Vejamos....

O Windows da Microsoft não mudou nada nos últimos dez anos. O Office menos ainda. 90% do faturamento da Microsoft ainda vem da dupla Office e Windows. 

"Primeiro havia alguma esquema númerico normatizado, como Windows 1.0, 2.0. Então vieram as letras, como NT, ME e XP, depois letras com números, NT 3.11. Depois as datas Windows 95, 98 e 2000. Como isso não funcionou direito, a empresa deu a ele um nome. Surgiu o Vista, e agora temos o Windows 7. Nesse momento a tartaruga Linux alcançou o Windows 95 e está próxima do 2000, que, para muitos, inclusive eu, foi o ápice do Windows. Tudo desde então foram apenas mudanças em desenhos de janelas e floreios sem importância". John Dvorak, InfoExame, Novembro de 2009. 

A HP, chamada de Invent, não inventou nada. Eles continuam faturando alto com cartuchos de impressão e impressoras deskjet. A novidade dos últimos anos foi a conquista do mercado de PCs, e na tentativa de ser outra coisa, compraram a EDS - uma das maiores empresas de outsourcing do mundo. 

A IBM, bem, a IBM se tornou uma grande consultoria de gestão. Comprou a Price, se tornou uma verdadeira powerhouse de geração de idéias, mas só. A IBM está muito a frente dos clientes corporativos que possui. 

O Google, bem, o Google surgiu no início da década, e alguém poderia dizer que o Google foi a grande sacada da década, mas não foi. O Google se aproveitou da falta de foco do Yahoo para tomar o espaço dos buscadores - que já existiam -, e inventou o negócio de links patrocinados, que na minha opinião é uma grande bolha que um dia vai explodir. 

Ok, o Google inventou a Orkut, o Gmail, o Google Earth, o Chrome, o sistema operacional do Chrome, mas, 95% do faturamento do Google ainda vem dos links patrocinados. 

O Twitter, bem, o Twitter é legal, mas, não vale nada, ainda precisa provar o seu valor. 

A Intel, bem, a Intel inventou o Atom, incentivou a industrialização dos netbooks, mas mesmo assim, só fez isso porque uma ONG, a OLPC, inventou a idéia do netbook. 

A Amazon, bem, a Amazon é a minha empresa de tecnologia preferida - acima da Apple -, Jeff Bezos, é o cara que inventou o marketing moderno, ele mudou a vida de muita gente, levou livros onde ninguém jamais levou, inventou o comércio eletrônico, inventou o Kindle (simplesmente sensacional), mas, o quê a Amazon fez nos últimos dez anos foi pavimentar a inovação que criou nos anos noventa. 

A Oracle, a grande Oracle, através das suas estratégias de aquisições, vem comprando todo mundo, comprou a Siebel, e matou os inventores do software de CRM, comprou a Sun, e agora tem que descobrir o que fazer com os caras, e fazer valer os 7.4 bilhões que investiu na aquisição. 

A SAP, a gigante dos ERPs, estagnou. Todas as grandes empresas do mundo já tem algum tipo de ERP, geralmente SAP, as médias e pequenas empresas pensam 100x antes de comprar um ERP, ainda mais um SAP. 

Eu tenho pena de todos aqueles que não trabalham com tecnologia. Todas as indústrias serão engolidas pela indústria de tecnologia. 

Se você, está pensando em abrir um negócio, pense em algum negócio que seja sobre tecnologia. Pense ERP. Todas as empresas vão precisar, poucas têm, poucas entendem como usar. 

A China, bem, a China e suas mega fábricas como a Inventec, Wistron, Quanta, Tencent continuam bombando. Os caras fabricam todos os melhores computadores do mundo, e possuem conhecimento para fazer suas próprias marcas. A Lenovo é uma prova disso. Eu espero que a China venha com grandes inovações na próxima década. "Chega de fabricar, nós vamos inventar" é o lema chinês. 

A India, bem, a India e suas empresas de desenvolvimentop de software, tecnologia, call centers é um país em franco crescimento. A Airtel, por exemplo, é a maior empresa de celulares da India, 100 milhões de clientes, 3 milhões de clientes todos os meses, 5 bilhões de faturamento. 

África, bem, a África tá começando em tecnologia, mas de lá vem uma empresa bem arrojada. É a MTN. Baseada na Africa do Sul, os caras são especialistas em setar serviços de celular em países onde as condições são as piores possíveis. Esses são corajosos. Os melhores clientes deles são o Irã e o Afeganistão. 

Taiwan, de Taiwan temos a HTC. Muitos de vocês já devem ter vistos os celulares dos caras. Meio feinho, mas funcional. Eles são os maiores vendedores de smartphones com sistemas Windows. São os puxa-sacos da Microsoft, e vão crescer porque ninguém acredita tanto na Microsoft como eles. 

A Research in Motion ou RIM, inventora do Blackberry, o smartphone mais vendido nos EUA, continua bombando apesar da entrada do iPhone o mercado. Os caras venderam 26 milhões de Blackberrys no último ano. Entretanto, nada de realmente novo surgiu na RIM nos últimos anos. 

Samsung e LG, grandes fantásticas empresas, os maiores fabricantes de chips de memórias, telas de cristal líquido, televisões e celulares do mundo. Eles desbancaram a Sony no hall da fama da inovação, mas não me apetece. Ainda tem muito o que provar como inovadores. 

Cisco, a empresa que pavimentou a internet. Se não fosse por eles, o  fax ainda seria a principal inovação tecnologia do planeta. Eles criaram o roteador no século passado, e na última década compraram centenas de empresas para expandir os seus domínios. Essa empresa sabe como comprar pequenas empresas e incorporar as suas inovações sem atrapalhar os negócios principais. O plano da Cisco é atuar em 50 mercados completamente diferentes até 2010. Hoje eles atuam em 30 diferentes. 

No Brasil, as principais empresas de telefonia são as líderes em reclamações no Procom. O Speedy, principal produto da banda larga não pode ser comercializado. A velocidade de acesso pouco evoluiu nos últimos dez anos. A grande "inovação" foi a MP do Bem que reduziu os impostos para os computadores mais populares e proporcionou um aumento significativo da inclusão digital. Do lado das empresas nacionais, a Microsiga comprou todo mundo, se tornou uma grande empresa de software, mudou o seu nome para uma marca ridícula com uma campanha de marketing cada vez mais ridícula Totvs (com V heim), igual mas sendo diferente, ou diferente sendo igual, sei lá, um LIXO). As melhores empresas brasileiras de tecnologia no ano 1999 continuam sendo as mesmas em 2009. Pouco, infelizmente, mudou. 

Enquanto isso, na Apple, em menos de dez anos, eles se tornaram uma personalidade dominante em pelo menos cinco grandes indústrias: internet, música, filmes, varejo e celular. 

Hoje, Apple tem 9% do mercado de PCs nos EUA, 275 fantásticas lojas de varejo - uma das 40 principais cadeias de varejo do planeta, 85% do mercado de MP3 players, 34 bilhões de dólares na poupança para torrar como quiser - no caso da Apple, em Pesquisa & Desenvolvimento de grandes produtos que ainda virão. 

As principais conquistas de Jobs nessa década foram:

- iMac, o computador tudo-em-um colorido barato que colocou a Apple de volta aos lucros. Se você tem hoje uma loja de informática, ou ganha dinheiro vendendo produtos de informática no varejo, você deve isso ao Steve Jobs. O sucesso da Apple no varejo provocou a onda de investimentos da indústria de PCs no varejo, criando todo uma nova série de produtos e serviços. 

- iTunes, 2001, ninguém acreditava que seria possível ganhar dinheiro vendendo música pela web. Em 2001, todo mundo falava da Napster. Ninguém acreditava em MP3 como negócio, tudo era grátis; Steve Jobs e Apple foram lá e mudaram tudo. Hoje, a iTunes é o centro nervoso da novíssima e milionária indústria de aplicativos para iPhone. 

- iPod, 2001, o primeiro modelo tinha 5 Gbs de capacidade, hoje 160 gigas por 249 dólares. 

- iPhone, o que dizer desse fantástico produto? Na época do seu lançamento em 2007, estima-se que a Apple tenha recebido 400 milhões de dólares em publicidade grátis de todos os tipos de veículos de mídia. 

Jobs é mestre em dizer o que tem que ser dito, e não dizer o que não pode ser dito. Jobs não dá entrevistas coletivas. Ele sobe no palco, diz o que tem que dizer, e cai fora. Ele deixa para os outros fazerem o boca-a-boca e falarem o que quiserem. Ele apenas provoca as discussões, e, fatura enquanto os "especialistas" criam teorias sobre a Apple. 

Jobs é o cara. 

Para a próxima década, eu acredito que o grande líder dos negócios virá de uma das seguintes indústrias relacionadas a tecnologia:

1. Robótica. Os robôs estão chegando, eles vão invadir as nossas casas, se transformar nos nossos melhores amigos, melhores funcionários, e porque não, melhores amantes. Sorry, mas tudo pode acontecer. Algum líder quebra tudo vai se sobressair nessa indústria, e se tornar o grande cara nas próximas décadas. A revolução dos robôs vai superar a revolução da internet.

2. SaaS. Eu sou um grande fã da Salesforce, a mais bem sucedida empresa de software nas nuvens da indústria. O software é a indústria do século 21. O software nas nuvens mais ainda. A revolução da informática na próxima década passa pelas nuvens, o CEO da próxima década estará envolvido com as nuvens de alguma maneira. 

05/11/2009

Você é macho o suficiente para inovar?

Já dizia Peter Drucker, "Uma empresa não foi feita para inovar, uma empresa foi feita para entregar".

Vocês sabem qual é a origem da EMPRESA?

A origem da EMPRESA é pública. Antes da revolução industrial, os governos constituiam "empresas" para montar pontes, prédios, hospitais etc, e quando o trabalho terminava, a "empresa" era dissolvida.

Com a revolução industrial, a "empresa" virou algo ad eternum. Sem fim. E os acadêmicos inventaram maneiras de "gerenciar" esse troço.

O que eu quero dizer é: você REALMENTE quer colocar INOVAÇÃO em uma empresa? Você tem que DESTRUÍA-LA de tempos em tempos.

É isso mesmo. Você tem que fazer que nem os empresários da noite paulistana fazem. Os caras levantam uma danceteria ou bar, e quando eles vêem que o troço tá minguando, eles fecham a casa e abrem outro completamente diferente. Eles não ficam bolando promoções para mudar a imagem da casa noturna. Eles não ficam pensando em redução de preços para atrair mulheres (que inclusive serão feias porque o preço será baixo). Eles simplesmente fecham o bagulho e começam de novo, do zero.

INOVAÇÃO NAS EMPRESAS É ISSO. O resto é bobeira e papo furado.

Você está de saco cheio da sua empresa e quer inovar? FECHA e começa outra empresa. Ou, inicie um NOVO DEPARTAMENTO com NOVAS PESSOAS, NOVOS PRODUTOS, NOVO WEB SITE. E, já comece esse novo negócio pensando que vai ter que fechar um dia desses. E, quando esse novo negócio estiver bombando, fecha o outro negócio que estava dando no seu saco.

É isso.


30/10/2009

Gente Grande discute Idéias, Gente Medíocre discute Comportamento.

Se eu acreditar que a maioria das pessoas não consegue lidar com a verdade, eu passarei a praticar o ato de esconder a verdade das pessoas. Eu passarei a viver uma vida onde eu escondo o que eu realmente penso e sinto. O resultado será uma vida cuidadosa na qual ninguém e nada está em imediato perigo. 

Já dizia Confúcio: "Gente Grande discute idéias, Gente Medíocre discute comportamento".  Confúcio foi um filósofo chinês que viveu há dois mil e quinhentos anos atrás, ele foi o primeiro cara a andar por esse planeta e dizer coisas do tipo "Trate os outros como você gostaria de ser tratado", "Ame ao próximo como a si mesmo", "Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha", "Ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia" e "Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina".

Confúcio foi um cara prático, voltado para resultados; ele queria a evolução das pessoas, do mundo, da sociedade. Ele não foi um cara político, de meias palavras, ou com desejo de agradar a todos ou passar a mão na cabeça dos medíocres. Ele veio, disse, e caiu fora; para o bom entendedor, meia palavra basta.

Hoje, a grande maioria dos executivos e profissionais de recursos humanos ainda estão na fase do trabalhar o comportamento das pessoas. Pouca praticidade e muita enrolação. Muitos sorrisos amarelos e poucos dedos nas feridas.  "As pessoas estão desmotivadas", eles dizem. "Caramba, que lixo", diria Confúcio, e completaria "Por que tanto medo em investigar a realidade?".

Você faz idéia, por exemplo, de como um alto executivo de uma empresa bacana que faz anúncios na novela das oito contrata o seu futuro diretor? Ele chama um headhunter (o cara que caça boas cabeças) e passa a ele  seguinte necessidade, "Meu amigo, eu preciso de um diretor de vendas agressivo, simpático, aberto a novas idéias, que saiba se relacionar com pessoas diferentes, goste de tecnologia, seja um líder nato,  seja humilde blá blá blá". O headhunter, insiste, antes de sair da sala, em descobrir exatamente o que significa "agressivo", ou "simpático", ou "aberto a novas idéias", mas, infelizmente, o quê ele ouve é "Ah, você sabe, o cara tem que vir motivado de casa, afim de fazer os números, impor respeito, fazer as pessoas gostarem dele". O headhunter, tenta, de novo, esclarecer o que seja, "impor respeito", "fazer os números", mas, depois de diferentes tentativas e erros, o headhunter chega a conclusão que encontrou mais um cliente que não tem a mínima idéia do tipo de profissional que ele precisa porque não tem a mínima idéia do que ele precisa fazer.

Perde-se um tempo incrível dentro das empresas com jogos empresariais e motivacionais para despertar a estrelinha brilhante que existe dentro de todo "colaborador" (Argh!!! Quanta besteira!) , e investe-se, digamos, zero de tempo para simplesmente clarear o que cada um tem que fazer , e quem faz exatamente o quê.

A melhor coisa que você pode fazer pelas pessoas que trabalham com você, para você, por você, contra você, é perguntar a elas TODOS OS DIAS: "O que você está fazendo hoje?"  Pessoas com autoridade, deveriam fazer essa pergunta TODOS OS DIAS para os seus comandados; Pessoas sem autoridade, deveriam fazer essa pergunta todos os dias para os seus comandantes. De fato, toda essa turma deveria quebrar a cabeça para pensar em criar e utilizar algum tipo de software que liga TODAS as atividades que essas pessoas desempenham. NADA que não esteja dentro de um sistema que interliga as pessoas deveria ser feito.

Hoje, toda uma nova safra de softwares para estimular a colaboração real entre as pessoas está a caminho. O GoogleWave da Google é um bom exemplo. As novas versões dos softwares da Microsoft é outro exemplo. O Twitter - a maior febre da internet na atualidade -, milhões de novos usuários todos os dias, é outro bom exemplo. O Twitter nasceu da simples idéia de ajudar as pessoas a compreender o que o colega ao lado está fazendo em um determinado momento.

"O que você está fazendo hoje?" é a mais importante de todas as perguntas sobre produtividade, colaboração, progresso, proatividade e afins que você poderia fazer a uma pessoa para ajudá-la a permanecer nos trilhos do progresso. "O que você está fazendo hoje?" é a mais importante de todas as perguntas.

E infelizmente, a menos utilizada. A grande maioria das pessoas tem medo de questionar o trabalho do colega ao lado. Tem medo de colocar o dedo na ferida,  tem medo de descobrir que o cara ao lado não passa de um grande enrolão, e desmascarar o preguiçoso.

Na época dos nossos pais, os seus colegas sabiam o que eles estavam fazendo porque havia pouca coisa para fazer. As atividades não eram especializadas, o cara que apertava porca e parafuso na indústria A poderia muito bem apertar porca e parafuso na indústria B. Os métodos eram poucos, simplórios, e utilizados igualmente em todos os lugares. O conhecimento para plantar Aipim na Bahia era o mesmo utilizado em São Paulo para plantar Mandioca. E a vida caminhava de Sol a Sol.

Hoje, as coisas são completamente diferentes. Se um grupo de cinco pessoas que trabalham juntas não tiver um plano de execução absolutamente cristalino sobre as atividades que cada um tem que fazer nos próximos dias para chegar em algum lugar, a coisa simplesmente não caminha para lugar algum, e no final do dia não é tão produtiva quanto poderia ser. Individualmente, os  caras batem cabeça, batem pino, não conseguem se organizar, planejar, chegar em algum lugar realmente bacana. Ou, na pior das hipóteses, cada um se organiza de um jeito, a sua maneira, sem qualquer ligação com o resto da turma. Funcionar não basta, realmente não basta,  você, eu e todos nós precisamos levar muito a sério a idéia da colaboração.

Mas a questão é: colaborar com o quê?

Bom, em primeiro lugar  alguém precisa aterrissar o avião!

Hoje, na frente do meu escritório, duas mil pessoas estão trabalhando diariamente na construção de um sofisticado condomínio de seis prédios de trinta andares.  Piscinas, bosques, quadras de tênis, lan houses, salões de festa e tudo do bom e do melhor está sendo construído por pessoas que não tem o segundo grau completo.  Toda sexta-feira, há alguns meses, mil e novecentas pessoas terminam um pavimento inteiro em todos os edifícios, rumo a um objetivo comum, sem, imagino, a necessidade de criar programas de incentivo, motivação, realizar reuniões de staff para fazer a turma trabalhar, discutir comportamentos sobre o que tem que ser feito.

Por que, em nome de todos os deuses, nós precisamos utilizar toda uma panacéa motivacional para fazer milhões de trabalhadores com nível superior ou acima, muito bem acomodados em seus escritórios almofadados, protegidos do sol, da chuva e do vento, a atingir um determinado resultado enquanto uma galera com uma formação infinitamente menor faz e acontece?

Por que?

Porque o resultado que os caras tem que atingir não é claro. Porque a maneira de construir o prédio não é claro. Porque a maneira de manusear as ferramentas para a construção do prédio não é clara. Porque um grupo X de pedreiros não sabe o que o grupo Y de gesseiros está fazendo na sala fechada do outro lado do escritório. Porque pessoas são contratadas pelo seu comportamento, aparência, escola que estudou, amigos que tem, ao invés de contratar as pessoas pelo conhecimento que possuem nesse exato momento para realizar uma tarefa necessária para o grupo evoluir. Porque quem já está no barco não tem vontade ou boa vontade para sentar durante algumas horas e discutir com profundidade o que cada um deve fazer, ou deixar de fazer, para juntos, como um grupo, chegar em algum lugar concreto. Por que, uma vez iniciada a construção, ninguém tem energia o suficiente para perguntar: "O que você está fazendo hoje?".

Um novo mundo do trabalho vai se abrir se você cutucar as feridas e questionar o trabalho que supostamente está sendo feito pelas pessoas. Você vai descobrir que não precisamos de todos, todos os dias, sentados nos mesmos lugares, tomando conta dos seus territórios. Você vai descobrir que os territórios se governam sozinhos, e a grande maioria dos problemas se resolvem sozinhos.

Já dizia Peter Drucker, o Confúcio dos tempos modernos, "Uma organização já não se constrói na base da força, mas da confiança. A existência de confiança entre as pessoas não significa necessariamente que uma goste da outra. Significa apenas que uma entenda a outra. Assumir a responsabilidade por relacionamentos é, portanto, uma necessidade absoluta. É um dever. Seja a pessoa um membro da organização, um consultor, um fornecedor ou um distribuidor, ela deve tal responsabilidade a todos os colegas de trabalho"

As empresas, do mesmo jeito que os projetos de construção civil com seus milhares de pedreiros e gesseiros, deveriam ser construidas para se desmantelar assim que um objetivo fosse  atingido. A grande verdade é: as pessoas e as qualificações necessárias para lançar um produto são diferentes das pessoas e qualificações necessárias para manter o produto no mercado, e são diferentes das pessoas e qualificações necessárias para tirar o produto do mercado.

Por mais aterrorizante que um cenário de desconstrução de equipes, mexida de cadeiras, e questionamento diário sobre "O que você está fazendo hoje?" possa parecer para você, é exatamente esse tipo de cenário que o mundo precisa para criar trabalho e oportunidades para milhões de pessoas que estão a mercê de uma sociedade comandada por pessoas que não tem a mínima idéia de onde querem chegar.

Vamos parar com a enrolação. Vamos discutir exatamente o que cada um tem que fazer. O quê eu faço, o quê você faz, o quê ele faz, o quê nós fazemos,  e ponto.  A empresa começa aí, e termina quando a tarefa estiver terminada; e você, termina junto.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

14/10/2009

As Lições dos Bastardos.

Basterds
"Você provavelmente ouviu que nós não estamos no negócio de manter prisioneiros nazistas; nós estamos no negócio de matar nazistas. E como você sabe, esse negócio está bombando". Aldo Raine, líder dos bastardos.

Eu acabo de voltar do cinema, fui assistir INGLORIOUS BASTERDS de Quentin Tarantino. E eu tenho apenas uma palavra para descrever o filme: MA-RA-VI-LHO-SO! FENOMENAL! UAUUU!!!

Como fã incondicional de Tarantino, eu fui para o cinema com a maior das expectativas, e sai de lá com TODAS as minhas expectativas mais que atendidas. O filme tem duas horas e meia de duração, e quando termina, você quer mais, MAIS, MAIS, MAIS BASTERDS! 

O filme é intenso em todas as cenas. Divertido, brutal, sexy, audacioso. Os personagens são imprevisíveis. As cenas inesperadas. 

Em uma França ocupada por nazistas durante a Segunda Grande Guerra, um grupo de judeus americanos conhecidos como "The Basterds" são escolhidos para espalhar o medo através do 3o Reich ao escalpelar e matar brutamente os nazistas. 

OS BASTERDS SÃO OS REIS DO MARKETING BOCA-A-BOCA!!!

Tarantino é o Hitchcock da era moderna. O jeito dele filmar e contar uma história é completamente diferente de todos os outros diretores e filmes que estão rolando por aí. 

É realmente gratificante ver uma indústria como Hollywood - cheia dos egos, não me toques e preconceitos - , dar carta branca para um maluco como o Tarantino deitar e rolar. 

Eu saí desse filme com o sangue fervendo de tesão. Tarantino não respeita NADA, não respeita a história, não respeita o inimigo, não respeita as mulheres, não respeita as leis da guerra, não respeita a maneira de contar uma história, não tá nem aí se o filme tem clichés. Ele claramente não está nem aí para o que os outros pensam sobre o seu trabalho, e com isso fez um filme brilhantemente AUTÊNTICO.

O cara é mestre em causar tensão nas pessoas. Depois de uns 5 minutos de diálogo cabeça ou non-sense (depende de você), vem o sangue tenso, e depois, quando você pensa que vai terminar tudo em desgraça, a coisa toda termina em uma situação cômica de fazer você rolar de rir. Claro, humor negro e dark da melhor espécie. 

Brad Pitt está incrível, os atores que fazem os Basterds estão incríveis. Você vê sangue nos olhos dos caras.

E o Christoph Waltz..., CARA, QUE ATOR!!! 

Onde esse cara estava escondido?

Waltz é o ator que faz o alemão caçador de judeus... O CARA MERECE O OSCAR DE MELHOR ATOR DA DÉCADA, e eu vou hackear o web site do Oscar se a academia não der o Oscar para o cara no ano que vem. O bicho fala Alemão, Francês, Inglês e Italiano durante o filme. O cara incorporou o cavalheiro-assassino como ninguém. Você consegue ter mais ódio desse cara do que do próprio Hitler. 

Em uma cena a lá Cinderella, o alemão - com toda a gentileza do mundo - faz a atriz mais bonita do filme experimentar um sapatinho deixado para trás em outra cena. Infelizmente, nesse filme, a Cinderella se dá mal, o sapato serve, e o alemão pula no pescoço da princesa.

O primeiro capítulo inteiro do filme onde o alemão conversa com o francês sobre a família judia escondida no assoalho é antológica. 

Tarantino, mais uma vez, se mostrou um MESTRE em encontrar pessoas. Ele fez isso com toda a galera do Cães de Aluguel, com o John Travolta em Pulp Fiction e agora com o Waltz (que ninguém conhecia antes). 

O filme é audacioso, bravo e hilário. Tarantino fez piada com um dos episódios mais cruéis da história da humanidade, e se saiu bem. 

O toque da gravação da suástica na testa dos nazistas sobreviventes à guerra é fantástico. 

Brad Pitt pergunta ao nazista, "O que você vai fazer com o seu uniforme depois que terminar a guerra?", o alemão responde, "Eu vou queimá-lo", 

"Ah, essa não é a resposta que os Basterds gostam de ouvir. Então depois que terminar a guerra você vai se esconder do que fez e voltar a viver uma vidinha normal, é?".

"Não vai não, eu vou deixar uma marca que você não vai poder tirar", então ele pega a faca com que escalpela os nazistas, e rasga a testa dos alemães gravando uma suástica.

Meses atrás, antes de mandar um cara embora, eu perguntei a ele, "Você tem namorada?", ele respondeu, "Tenho", eu perguntei, "Quando você chega em casa você mostra para ela o que você está fazendo aqui? Você mostra para a sua mãe o trabalho que você está fazendo aqui?", ele respondeu, "Não, eu não mostro. Não tá legal para mostrar para ela", "Então porque você não faz o seu trabalho ser maravilhoso para você poder mostrar a sua namorada e para a sua mãe?", "Não sei, não sabia que podia fazer um trabalho melhor que esse", "Não sabia? RUA!". 

Em outra cena para entrar para os anais do cinema, Brad Pitt coloca o dedo na ferida - literalmente - do buraco de bala na perna ensanguentada da atriz Diane Kruger, e não tira o dedo de lá até conseguir o que quer. O cara põe o dedo na ferida - LITERALMENTE - e extraí do seu comandado o que é importante para a equipe. "Ah, não quer falar a respeito? Vai falar!! Vamos conversar sobre o quê te machuca!"

Outra lição Tarantinesca para você levar desse filme é: "E daí que a história acaba com os americanos jogando a bomba em Hiroshima? Eu quero que a história termine de uma outra maneira. E vou terminá-la do jeito que eu quero.". 

Se você ainda não viu BASTERDS, pelo amor dos deuses que você acredita, VAI VER! Se você gosta de filmes de ação non-sense, VÁ ASSISTIR, você vai amar. Se você é TARADO pela sétima arte como eu e vai assistir para prestar atenção em todas as cenas, falas, músicas, roupas, cenários etc, VÁ ASSISTIR, você vai amar. De qualquer jeito, você vai amar BASTERDS!

Quanto a mim, eu vou ver de novo. Eu quero ver de novo a cena da taverna onde morrem doze personagens em 0,5 segundos e você não sabe quem mata quem; só sabe que sobra justamente aquele alemão que você não quer que morra porque o filho dele, Max, acaba de nascer na maternidade, e você não quer que o Maximillian, filhinho do alemão, cresça orfão. 

E voltando a falar sobre marketing boca-a-boca, no primeiro capítulo do filme, o alemão deixa a garota judia fugir para contar para todos o quanto "caçador de judeus" ele é, entretanto, no final do filme, quando o alemão e o Brad Pitt estão falando sobre a fama de ambos gerada pelo boca-a-boca, o alemão se diz "detetive" apesar do boca-a-boca dizer que ele é "caçador de judeus", uma fama que não lhe faz juz ao que ele diz ser o melhor. 

Ou seja, o marketing boca-a-boca é incontrolável, uma vez que você deixa a mensagem sobre você se espalhar, você não tem mais controle sobre ela. 

Dias atrás um amigo estava me contando a história da vez que levou o seu carro em uma oficina que se chamava Bizonho. Enquanto alguém fuçava no carro, ele perguntou para um dos mecânicos, "Por que essa oficina se chama Bizonho?", o funcionário respondeu, "É porque todo mundo chama o dono de Bizonho. E o dono é aquele ali que está mexendo no seu carro. Mas olha, ele não gosta que ninguém chame ele de Bizonho."

O mesmo aconteceu com um restaurante muito famoso que fica na Rua Consolação em São Paulo. Depois de todos tratarem o lugar como sujinho, o dono resolveu oficializar a coisa anos atrás e chamar o restaurante de "Sujinho". O "Sujinho" da Consolação, mesmo com esse nome, vive lotado. 

Talvez você devesse assumir o que as pessoas pensam que você é, ao invés de tentar vender algo que você não é. Muitas pessoas e empresas fazem isso todos os dias. Tentam vender algo que dizem que fazem, mas no fundo, nunca fizeram, mas continuam teimando em dizer que fazem. 

Basterds, o melhor filme de Tarantino desde Pulp Fiction!

Termine de ler esse texto e vá para o cinema escalpelar alguns nazistas.

Eu quero o DVD!!! The Basterds em DVD!!! BlueRay PLEASE!!!

Basterds2

06/10/2009

O Trem das Evidências.

CLUETRAIN-cover


Nós não somos audiência ou usuários finais ou consumidores. Nós somos seres humanos - e nosso alcance supera o seu conhecimento limitado sobre nós. 

Querida(o) Amiga(o), 

Em 1999, há exatos dez anos, quatro gringos metidos a besta resolveram desafiar os conceitos tradicionais de marketing e comunicação, administração e relação entre as pessoas, hierarquia e poder dentro das empresas.

"Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado direto, mercados estão ficando mais espertos—e mais espertos que a maioria das empresas. Estes mercados são conversações. Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada." Introdução do Manifesto Cluetrain

Os quatro gringos reuniram as suas idéias em 95 Teses - seguindo o exemplo de Martinho Lutero que ao publicar as 95 Teses sobre a inutilidade das indulgências, autoridade papal e natureza das penitências desafiou a autoridade da Igreja Católica em 1517 e impulsionou a Reforma Protestante . 

Tese 1 - Mercados são conversações.

As 95 Teses dos gringos da era moderna receberam o nome de Manifesto Cluetrain e impulsionou o debate sobre a inutilidade das hierarquias dentro das empresas, a ignorância dos chefes, a imbecilidade dos marketeiros e publicitários tradicionais em teimar em transformar qualquer conversa em discurso de vendas; e a importância crucial de sermos muito mais humanos nas nossas comunicações com as pessoas ao invés de sermos políticos, engomadinhos, chatos e enfadonhos. 

Tese 15 e 16 - Em apenas alguns anos, a atual homogenizada "voz" do negócio - o som das missões corporativas - parecerá tão rebuscada e artificial quanto a linguagem da corte francesa do século 18. Atualmente, empresas que falam na linguagem do charlatão, não estão falando para ninguém.

Passados dez anos desde a sua publicação, pouco ou nada mudou dentro das empresas.  Das 95 Teses publicadas no Manifesto Cluetrain, meia dúzia viraram alguma coisa em meia dúzia de lugares. As possibilidades criadas pela Web 2.0: blogs, microblogs, podcastings, vídeos, wikis foram enquadradas em planos de marketing de comunicação e submetidas às velhas regras dos velhos departamentos de marketing.  

Tese 18 - As empresas que não perceberam que seus mercados agora são redes pessoa-a-pessoa, e como resultado ficaram mais inteligentes e profundamente unidos nas conversações estão perdendo sua melhor oportunidade

O velho e cansado "manual de utilização da marca", por exemplo, se transformou em um burrocrático e severo "manual de utilização corporativa de blogs e microblogs".  

Tese 24 - Declarações bombásticas - "Nós estamos posicionados para ser o principal provedor de XYZ" - não constituem uma posição.

A internet foi transformada em mídia social pelos "pseudo-gurus da propaganda" !!!!

Mídia social??!!! 

Imagine a festa de casamento da sua filha tendo que ser interrompida várias vezes durante a cerimônia para todos os convidados assistirem as mensagens dos patrocinadores da festa. Imagine a marca da Danone ou Coca-cola na batina do padre que está rezando a missa. Imagine a Bíblia Sagrada que ele segura nas mãos com anúncios de cigarro na contracapa. 

Se depender dos pseudo -gurus da internet , o principal negócio da web será a propaganda. Ao invés de aproveitar a oportunidade que a internet oferece para reformar o poder,  os caras estão pensando em transformar a internet na mais nova mídia de massa do planeta, e assim perpetuar a indústria da propaganda. 

O fato é que nesses últimos dez anos as pessoas que lideram as empresas são as mesmas, e elas continuam com a mesma cabecinha obcecada por poder e autoridade, dinheiro e status.

Eu imagino que consigo contar nos dedos de uma única mão - e ainda vão sobrar alguns dedos - quem dentro das organizações no nível de "gerente de pessoas prá cima" leu o Manifesto Cluetrain, ou sabe do que eu estou falando.

O quê eles leram nos últimos dez anos?

O Monge e o Executivo, O Segredo, Quem Mexeu no Meu Queijo, Como fazer os outros fazerem o que nós queremos, e outras tralhas que falam sobre COMO MOTIVAR AS PESSOAS e não sobre COMO SAIR DA FRENTE DAS PESSOAS PARA DEIXÁ-LAS TRABALHAR. 

Já dizia o saudoso e inesquecível Peter Drucker, “90% do que nós chamamos de gestão consiste em tornar difícil para as pessoas fazerem o seu trabalho”

John Lasseter, CEO de Criatividade da Pixar fala, "Na Pixar os gerentes sabem desde sempre que autoridade não tem nada a ver com comunicação.  Para trabalhar na Pixar, o cara tem que se sentir confortável ao entrar em uma reunião e descobrir que os seus funcionários se comunicaram com outros funcionários sem ele saber. O cara que se sente melindrado com esse tipo de situação não serve para trabalhar em uma empresa que acredita na criatividade como motor propulsor dos negócios como a Pixar". 

Nesse exato momento alguma diretoria de alguma empresa média ou grande em algum lugar do Brasil está reunida em alguma sala cheia de consultores de gestão e recursos humanos para estudar a missão corporativa da empresa, e analisar como promover os valores da corporação. 

Depois de alguns dias queimando o dinheiro dos clientes e acionistas, eles vão chegar a uma frase chata prá caramba para explicar a missão da empresa, e uma lista de valores rebuscados que ninguém compreende.

Tese 34 - Para falar em uma voz humana, as empresas devem compartilhar as preocupações das suas comunidades.

Se a diretoria da empresa fosse seguir a risca a Reforma proposta pelas 95 Teses do Manifesto Cluetrain, eles abandonariam a idéia da missão e valores da empresa, e simplesmente diriam para as pessoas aplicarem o BOM SENSO que aprenderam com os pais e mães dentro das empresas.  

Para quê perder tempo e dinheiro para escolher cinco ou seis palavras bonitas do dicionário e chamá-las de "valores da nossa empresa"? Digamos que você tenha escolhido Integridade, Paixão e Inovação como valores da empresa; o que os funcionários devem fazer então com os valores da Amizade, Responsabilidade e Risco?

Tese 73 e 74 e 75 e 78 - Você está convidado, mas é o nosso mundo. Jogue seus sapatos pela janela. Se você quiser negociar conosco, desça do pedestal! Nós somos imunes a publicidade. Esqueça. Se você quiser que falemos com você, fale alguma coisa. Que seja interessante para variar. Você quer nosso dinheiro? Nós queremos sua atenção.

Manifesto Cluetrain: "DEIXE AS PESSOAS SEREM HUMANAS. Deixe as pessoas aplicarem o BOM SENSO no trabalho, deixe as pessoas aplicarem os valores do ser humano quando for necessário. DEIXE AS PESSOAS SEREM HUMANAS!"

FORA COM OS INTERMEDIÁRIOS: FORA com os dogmas sobre relações interpessoais (deixe as pessoas falarem como quiserem), FORA com os valores corporativos (deixe as pessoas praticarem a Bíblia, se preferirem), FORA com a propaganda e mídia social (deixe as pessoas falarem com as pessoas), FORA com todas as mídias que se metem no caminho entre as pessoas (deixe as pessoas descobrirem o que quiserem quando quiserem sozinhas). FORA com o web site da empresa (ok, pode manter, mas os web sites dos funcionários são tão ou mais poderosos que um fantástico web site corporativo).

Mentalidade Século 20: Por que eu deveria fazer negócios com uma empresa que não tem presença na web? 

Mentalidade Século 21: Por que eu deveria fazer negócios com um profissional que não tem presença na web?

Tese 84 - Nós conhecemos algumas pessoas da sua empresa. Eles são legais online. Você tem mais destes escondidos por aí? Eles podem sair e jogar?

O medo de perder o controle sobre os funcionários é um dos grandes paradigmas a serem quebrados. Eu conheço profissionais corporativos que precisaram criar pseudônimos e personagens imaginários para manter um blog na internet sem receio de sofrer retaliações da corporação em que trabalha. 

A crença de que a transparência na web é apenas perda de tempo é outra problemática que impede que o Manifesto Cluetrain vire realidade. 

Recentemente um estudo conduzido pela IBM e o MIT mostrou pela primeira vez que as empresas que tem funcionários de negócios com presença ativa na web vendem 10 VEZES MAIS do que as empresas que não tem funcionários com presença ativa na internet. 

Não me peça para ver o estudo. Eu não vou mostrar. ACREDITE MAIS EM VOCÊ MESMO E NO SEU BOM SENSO, e menos na mídia e média do mercado. PARE DE SEGUIR OS OUTROS, COMECE O SEU PRÓPRIO CAMINHO!

Tese 80 - Não se preocupe, você ainda pode fazer dinheiro. Isto é, desde que isto não seja a única coisa na sua mente.

Eu sou contra a realização das Olimpíadas no Brasil. TOTALMENTE CONTRA. Vamos jogar no ralo algo como R$ 30 bilhões de reais na construção de prédios bonitos.  Quando soltei na internet o meu grito contra o assalto olímpico que acredito que vai acontecer nesse país, a turma dos puxa sacos do lula vieram com pedras e gritos dizendo "Você não é brasileiro", “Você é louco, deixe o país, vai viver nos EUA", "Você deve ser brasileiro nessas horas, você tem que apoiar a decisão do governo" e outros absurdos do tipo. 

À essa turma que hoje não suporta ouvir opinião contrária, eu tenho apenas uma solicitação. Na próxima entrevista de emprego alguém perguntar a você o quanto você é bom em se relacionar com quem pensa diferente de você, não minta dizendo que você gosta de diversidade. Diga simplesmente que você não sabe se relacionar com quem pensa diferente. Diga que você é um cara 0.2 e não 2.0 e ainda não entende nada de Manifesto Cluetrain. 

Eu tenho certeza que aqueles que aprovam incondicionalmente a realização das Olimpíadas no país e beberam até cair para comemorar a eleição do Rio 2016, nunca leram o Manifesto Cluetrain; é a turma do adora “O Queijo e O Monge”, e vê as Olimpíadas como sendo o "grande segredo" para um país tão carente de outras prioridades como o nosso, saltar para o primeiro mundo. É a turma da propaganda, que acredita que o país precisa ampliar a propaganda lá fora, ao invés de investir em infra-estrutura necessária para os gringos fazerem gratuitamente o marketing boca-a-boca do país. 

MANIFESTO CLUETRAIN 10 ANOS!  Keep Walking, a gente chega lá!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? 

23/09/2009

A Reinvenção do Outlet.

Woot

Tá rolando nesse exato momento em Las Vegas o Shop.org Summit, principal evento sobre comércio eletrônico dos EUA. A Ikeda reuniu 16 clientes e está por lá cobrindo o evento e fazendo visitas técnicas a Zappos, Google, Buy.com entre outras. O Alessandro Gil, diretor de Marketing da Ikeda, está escrevendo sobre a experiência do grupo em Las Vegas no blog da Ikeda, e no Twitter, siga.

Hoje rolou no ShopOrg uma sessão sobre modelos de ecommerce radicalmente diferentes chamada Reinventing Online Retail: Radical Business Models That Are Paying Off Today." Um dos caras presentes no painel foi o Matt Rutledge  da Woot

Eu conheci a Woot alguns anos atrás e desde então considero um dos ecommerces mais sensacionais do mundo - se não for o melhor de todos em termos de inovação e quebra de paradigmas. 

Woot é uma loja virtual que vende um único produto por dia com descontos indecentes nos preços. 

Woot é a reinvenção dos outlets. 

A Woot nasceu originalmente para ser a loja virtual dos produtos que não giravam no estoque da distribuidora de Matt. 

Todo varejista e atacadista que se preza vai para cama todos os dias pensando em como resolver o problema dos produtos que estão envelhecendo no estoque. 

Matt então lançou a Woot, uma loja virtual que nasceu para vender os produtos com aging de estoque da sua distribuidora; e depois passou a comprar e vender produtos com aging de estoque em outros distribuidores e varejistas. 

Hoje, os caras vendem produtos que ninguém quer vender por preços que ninguém vende porque simplesmente ninguém presta atenção aos produtos que ele vende. 

Para não terminar com a mesma problemática que os atacadistras e varejistas tem - o aging de estoque -, os caras aboliram o estoque, e vendem um produto por dia. Termina o dia, terminam as vendas do produto do dia. Ou seja, a Woot não precisa ter produtos em estoque para atender a vontade eventual dos clientes que "podem" aparecer na loja ou não. 

Genial, né?

Além de Matt, Susan Lyne da Gilt Groupe participou da mesa redonda e falou sobre um novo modelo de negócios que está surgindo no ecommerce: os clubes fechados de compra que você só entra com convite. 

Durante o painel, ambas as empresas deixaram bem claro que eles não estão no negócio de "varejo de descontos e promoções". O negócio deles é sobre resolver os problemas de estoque que o varejo e atacado enfrentam no seu dia-a-dia. 

Basicamente a idéia da Woot é "Se você é um atacadista ou varejista e tem um produto envelhecendo no estoque, manda prá ca. Se o produto for bala e as condições forem agressivas, nós temos um canal de vendas poderosa que compra produtos que não são best-sellers. 

Produto com aging não é produto ruim. Produtos com aging são produtos que simplesmente não encontraram lugar nas prateleiras ou na mente do comprador ou vendedor para girar no ponto-de-venda. 

A Woot criou esse espaço. 

"O marketing que nós fazemos é sobre entreter o cliente, não vender o produto", disse Matt. 

Muito antes dos grandes do comércio eletrônico começarem a falar sobre social mídia no ecommerce blá blá blá, - a maioria continua falando e não fazendo nada - a turma do Woot caiu de pau na social mídia. 

Uma única visita na loja virtual da Woot vai te mostrar o quanto poderosos eles são com relação ao uso de ferramentas de social mídia. Note que todos os produtos vendidos na Woot tem dezenas de comentários de clientes. Você encontra produto com 100, 200, 300 comentários de clientes! Simplesmente show de bola. Eles realmente conseguiram criar uma loja que diverte as pessoas, desperta curiosidade, faz o cara retornar (afinal, o que será que os caras vão ter de novo hoje?) e ainda ganham dinheiro. 

Algumas frases tiradas do painel:

A coisa toda nasceu por dinheiro?

"Começou com a idéia de oferecer um grande negócio para os clientes - é por isso que as pessoas assinam o site. A razão porque elas permanecem visitando o site é porque é excitante comprar conosco. Nós trouxemos o entusiasmo de volta para as compras. Existe o elemento de "gaming" nas compras - os cliente competem entre si para comprar. O eBay nasceu para fazer isso, mas parou de fazer." Gilt Groupe

"Alguns desses mesmos elementos você encontra no Woot - existe o elemento do vício. Woot vicia. O cliente retorna todos os dias para ver qual é a grande oferta do dia. É muito eficiente rodar eventos de vendas online como nós fazemos, e hoje existe escala para fazer. Recomendo." Woot

E sobre as limitações impostos pelos fabricantes com relação a redução dos preços?

"Os fabricantes olham o ciclo de vida do produto, nós ajudamos eles a entender qual é o melhor momento para simplesmente queimar o produto, reduzir o preço a níveis baixos. Nós operamos como consultores para os fabricantes, e não como revendedores de produtos". Woot

Vocês são resolvedores de problemas ou uma ameaça aos outros varejistas?

"As 400 marcas que estão conosco se sentem muito bem em trabalhar conosco. Existem muitos benefícios para eles. Os varejistas se sentem ameaçados. Mas eu acredito que as nossas vendas encorajam os clientes a visitar os web sites originais dos fabricantes e aprender mais sobre as marcas. Muitos dos nossos clientes compram os produtos a preço cheio sem nenhum desconto." Gilt Groupe

"Imagine o pessoal do CQC ou do Pânico na TV vendendo os produtos no ShopTime. Woot é sobre isso". Woot 

(Ele citou o programa Daily Show, eu troquei por CQC ou Pânico)

Woot é uma agulha de inovação no oceano do comércio eletrônico onde a grande maioria se preocupa apenas em colocar uma loja virtual no ar cheia de produtos textos similares, fotos tradicionais etc. É realmente raro encontrar modelos radicalmente diferentes de tudo que existe em termos de comércio. Woot e Gilt Groupe são dois desses modelos. Siga o exemplo!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

17/09/2009

Você não deve se envolver com os negócios do país.

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"Não é função do governo ajudar o cidadão a evitar o erro, é função do cidadão ajudar o governo a não cair no erro."

Duas semanas atrás quando enviamos o e-mail marketing sobre o curso de vendas em Itajubá, Minas Gerais, uma "autoridade" da cidade, foi logo dizendo "Quem deu autorização para vocês usarem a bandeira da cidade? Vocês sabiam que não é permitido o uso de símbolos públicos no convite de eventos privados? Retire!". 

Nos EUA sete a cada dez americanos hasteiam orgulhosamente a bandeira americana na porta das suas casas, no vidro dos seus carros, na entrada das suas empresas e na camiseta que vestem para bater uma bolinha sem a necessidade de pedir a benção para o Obama ou Bill Gates. O uso diário de bandeiras nacionais é tão grande nos EUA que um brasileiro desavisado que visita uma cidade do interior de Nova Iorque pode ser levado a pensar que tá rolando algum tipo de feriado nacional. 

Aqui, a coisa ainda é diferente, faz tempo. 

Na história do Barão de Mauá - então pretendente a empreendedor e empresário, existe um episódio onde o Visconde de Feitosa vira para Mauá e diz, "Meu rapaz, a melhor maneira de servir ao seu país é não se metendo nos assuntos do país. Abra a sua empresa, faça os seus negócios, pague os impostos que você deve e ponto. Você não precisa se envolver com os negócios do país. Os negócios do Brasil são os negócios do Imperador. Se você não quiser viver um pesadelo, não se meta nos negócios do Imperador."

O americano costuma afirmar que os EUA tem 233 anos e não 500 anos. Eles não contam a idade do país a partir do dia do descobrimento. Eles começam a contar a idade do país a partir do 4 de Julho de 1776, dia da independência. Eles dizem que antes dessa data o quê existia por lá era uma colônia inglesa baseada em valores colonizadores e não um país livre e empreendedor. 

Diferente do Brasil, quando aconteceu a independência americana, os primeiros cidadãos americanos realmente rasgaram os manuais ingleses de colonização e realmente quebraram as correntes que os prendiam a filosofia usurpadora inglesa. Quando o Brasil declarou a independência em 1822, continuamos a ter rei, corte, visconde, imperador, regalias para a trupe de puxas sacos do rei em versão tupiniquim piorada com o jeitinho brasileiro que nos é peculiar. 

Uma pergunta que eu sempre me fiz: "Por que as casas e edificações em São Paulo e em todas as outras cidades do país são coladas umas nas noutras?" Uma vez que o Brasil tem terras e espaço mais do que o suficientes para acomodar confortavelmente todos os seus cidadãos em casas espaçosas com áreas de jardins em volta e lazer etc, por que vivemos colados uns nos outros?

Porque historicamente foi dada uma grande quantidade de terra a viscondes, barões e bispos obrigando as pessoas que não faziam parte das cortes (que nunca foram verdadeiramente extinguidas) a viver espremidas em uma quantidade relativamente pequena de terra. 

Enquanto o Brasil manteve um modelo arcaico de distribuição de riqueza que perdura até hoje, os EUA - entre outras coisas - distribuiram terras para todos os americanos pioneiros com vontade de estabelecer família no Oeste, Centro e Sul do país. Quem viaja esse brasilzão sabe o quanto o nosso país é carente de profissionais, empresas e estruturas adequadas para desenvolver melhor o potencial de crescimento de milhões de pessoas e negócios.

Vivemos um círculo vicioso. O cidadão não faz algo pela sua cidade porque historicamente foi levado a pensar que não é com ele, e o governo não faz nada porque historicamente sabe que o povo não vai se rebelar contra a falta de trabalho. 

A cidade de Itajubá tem um dos melhores sistemas de ensino universitário do Brasil. Itajubá possui seis estabelecimentos de ensino superior: Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIt),( Escola de Enfermagem Wenceslau Bráz) (EEWB), Centro Universitário de Itajubá (UNIVERSITAS), Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas (FACESM) e Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC) e Faculdade de tecnologia internacional Uninter.

Entretanto, poucos são os filhos de cidadãos da cidade de Itajubá que estudam nessas faculdades. Por que? Porque a cidade não tem escolas básicas boas o suficiente para formar jovens capazes de ingressar nas melhores faculdades. E ninguém faz nada a respeito há décadas. 

Historicamente foi dito para as pessoas não se meterem nos negócios públicos, entretanto, tem gente que se mete onde não é chamado e muda para sempre a história da sociedade em que vive. 

Há quarenta minutos de Itajubá fica uma pequena cidade mineira de 36.150 habitantes chamada Santa Rita do Sapucaí. Santa Rita do Sapucaí é conhecida em Minas Gerais e em todo mundo como o "Vale do Silício" brasileiro. Na pequena Santa Rica existem hoje mais de 130 empresas de pequeno e médio porte de eletrônica e telecomunicações que juntas faturaram mais de R$ 1 bilhão de reais em 2008!

A semente do Vale do Silício brasileiro foi plantada pela milionária benemérita "Sinhá Moreira", que fundou a primeira escola técnica de eletrônica do Brasil em Santa Rita do Sapucaí. É isso mesmo, a primeira escola de eletrônica do país não é paulistana ou carioca, é mineira, e do interior. O sucesso da escola fundada por "Sinhá Moreira" incentivou a criação de outras escolas como a INATEL e a FAI. Essas três escolas formam hoje a mão-de-obra do Vale que se forma por lá e por lá mesmo fica. 

A renda per capita da pequena Santa Rita do Sapucaí é alta se comparada com cidades bem maiores como Sorocaba, Uberlândia e Piracicaba.

Sinhá Moreira, 1907 - 1963, foi uma cidadã brasileira, milionária, filha de Coronel e ex-senhor de escravos, sobrinha de um presidente da república, cheia de dinheiro, posses e terras, que poderia muito bem ter ficado na dela e torrado dinheiro com perfumes e chapéus importados de Paris. Entretanto, depois de uma visita ao Japão onde tomou contato com os princípios da eletrônica, decide fundar em 1958 a primeira escola de eletrônica da América Latina, a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, que foi a semente do Vale da Eletrônica.

Seus gestos e iniciativas criaram a base de uma nova ordem social, que, gradativamente, se instalou na cidade, provocando profundas transformações na cultura local. Sinhá deu início à transformação que levou uma cidade interiorana, produtora de café e leite, ao centro de excelência mundial em Eletrônica e Tecnologia da Informação.

“Com inteligência e determinação, Sinhá Moreira criou a primeira escola de eletrônica da América do Sul. Com sua visão universal, Sinhá empenhou-se em desenvolver um trabalho no seu micro universo, numa cidade que mal aparecia no mapa de seu país. No entanto, hoje, essa cidade é exemplo reconhecido mundialmente graças a Sinhá Moreira”, Raquel de Queiroz, imortal escritora brasileira no editorial da revista O Cruzeiro (similar a revista Veja naquela época) de 1959.

D. Sinhá é amplamente lembrada na cidade, cuja admiração dos moradores beira a devoção.

“Sinhá Moreira foi uma iluminista de outros tempos, com uma visão de mundo e uma generosidade inigualáveis. O empreendimento que ela fundou transformou para sempre a formação da juventude de Santa Rita do Sapucaí nos anos 50." Ziraldo, autor do Menino Maluquinho, fundador do Pasquim entre outras maluquices.

Você deve conhecer aquele provérbio que diz "não devemos dar o peixe para as pessoas, mas ensiná-las a pescar". Eu acredito em uma terceira vertente para esse provérbio. Eu acredito que não devemos dar o peixe e muito menos ensinar as pessoas a pescar. A nossa missão é explicar para as pessoas o que é um peixe, o que é um rio e o que é uma vara; e deixá-las decidirem sozinhas o que tem que ser feito. Se fizermos isso, as pessoas vão descobrir melhores maneiras de pegar um peixe. Alguns vão pular no rio e pegar o peixe com a boca, outros vão dar as costas para o rio e comer um frango, e outros vão usar a vara para fazer outra coisa que não seja pegar o peixe.

O nosso trabalho é ampliar as opções das pessoas, e não apenas educá-las ou liberar dinheiro. 

O que distingue um verdadeiro campeão de um cara medíocre? 

O repertório. O campeão tem um vasto repertório de jogadas, lances, alternativas, opções, técnicas e habilidades. O cara medíocre pensa que só existe uma opção para resolver as coisas.

Eu ouvi a história da Sinhá Moreira pela primeira no sábado dia 12 de setembro quando estive em Itajubá, dia 13 eu achei que tinha que escrever sobre ela, dia 14 eu comecei a pesquisar, dia 15 eu pensei a respeito, dia 16 eu escrevi, e hoje, dia 17 de setembro, você está conhecendo Sinhá Moreira através do meu texto. 

Você sabe o que aconteceu no dia 17 de Setembro de 1907? 

Nascia Luzia Rennó Moreira, a Sinhã Moreira em Santa Rita do Sapucaí. 

Você sabe quando eu fiquei sabendo que ela nasceu no dia 17 de Setembro de 1907? A meia-noite de hoje, quando o Daniel Grillo, natural de Santa Rita leu o meu texto, e entrou no messenger para me contar. 

Um grande coincidência? 

Talvez, Provavelmente, quem sabe. 

Quase 1 bilhão de pessoas vivem em favelas enquanto levantamos muros com tijolos o suficiente para transformar barracos em casas de verdade. Uma em cada cinco pessoas do planeta tem acesso a internet enquanto jogamos fora 340 mil computadores por dia. O Pólo Norte tá derretando, e os jovens pensam apenas em quando terão dinheiro para comprar um carro esporte com ar condicionado. O faturamento do Walmart supera os 370 bilhões de dólares enquanto 80% da população do mundo vive com menos de 10 dólares por dia. 

Eu espero que a história da Sinhá Moreira possa inspirá-lo a ampliar as opções das pessoas e mostrar paixão pela sua cidade e comunidade ao liderar algum projeto realmente revolucionário para quem precisa. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Rita

30/08/2009

Ninguém abandona sem dor aquilo que com prazer adquiriu.

Ter lucro sem arriscar, experiência sem perigo , recompensa sem trabalho é tão impossível quando viver sem ter nascido. 

Eu tenho 39 anos da idade.  Trabalho profissionalmente desde os dezoito. Nesses anos todos eu trabalhei apenas em pequenas empresas. Eu tive algumas oportunidades de trabalhar em grandes empresas mas escolhi por livre e espontânea vontade permanecer em pequenas empresas. Eu nunca me arrependi de ter tomado essa decisão. Eu sempre acreditei que poderia aprender muito mais convivendo com as pequenas empresas do que trabalhando para as grandes empresas . 

Nunca saberei se tomei a "melhor" decisão. Sim porque a partir de um certo momento não tem mais como voltar atrás na decisão que você toma. Quem trabalha em pequenas empresas dificilmente consegue migrar para as grandes empresas e vice-versa. O RH da grande empresa não aceita gente pequena, e o ambiente da pequena empresa não é o "suficiente" para quem vem das grandes corporations. 

A propósito, a vida não é sobre tomar a "melhor” decisão.  A vida é sobre você se comprometer se engajar se dedicar fazer um pacto de sangue com a decisão que você tomou. Seja ela qual for. 

Você não sabe se deve morar em São Paulo ou Rio de Janeiro, você não sabe se deve pedir aumento de salário ou não, você não sabe se deve fazer mala direta ou propaganda?  Decida por qualquer caminho. O que importa é a dedicação que você dará a decisão que tomou. Nunca se esqueça disso.  

Nessas duas décadas eu conheci centenas de pequenos empresários. Aprendi muito sobre negócios e vida ao conviver com essa turma. O meu caráter assertivo e ultra objetivo se formou no ambiente das pequenas. 

Uma pequena empresa com cinco pessoas não pode ter funcionário pangaré. Se um dos cinco for enganador, estamos falando de 20% dos recursos humanos jogando contra.  Nas grandes empresas, o enganador consegue se esconder por trás dos pilares da corporation por vários anos. Basta comparecer as meetings e conference calls e concordar com o chefe em tudo que ele pede que ninguém vai reparar que o cara não sabe nada de nada. 

Recentemente uma repórter da revista Exame fez a seguinte pergunta a Marcel Telles - um dos investidores por trás da AmBev, Lojas Americanas entre outras, "O quê as pequenas empresas podem aprender com uma grande empresa como a AmBev?", a resposta de Telles resume o que podemos aprender ao conviver com as pequenas empresas, "Nada. As grandes empresas é que tem muito a aprender com as pequenas empresas. Empreendedorismo, controle de caixa, agilidade, inovação, o conhecimento sobre quem são as pessoas que trabalham conosco e meritocracia são características das pequenas empresas. O que fazemos na AmBev é nos esforçar todos os dias para ter um pouco do espírito que existe nas pequenas empresas". 

Por outro lado, eu também aprendi uma dura lição sobre as pequenas empresas: "pequena empresa sempre pequena empresa". 

95% das pequenas empresas que conheci nesses vinte anos continuam sendo pequenas empresas. Elas continuam faturando a mesma coisa, continuam no mesmo lugar, continuam com as mesmas pessoas e com os mesmos sistemas. 

Apesar do discurso dos seus pequenos empresários que dizem que vão crescer 20% ao ano, e conquistar o mundo, elas simplesmente não conseguem sair do lugar. 

Muito se fala que sete a cada dez empresas que abrem no Brasil fecham antes de completar cinco anos de idade. Eu penso que outra estatística deve ser acrescentada a esse discurso: oito a cada dez pequenas empresas que abrem no Brasil, depois que passam pelos cinco anos de existência, continuam pequenas ou ainda menores. 

Eu penso que a partir de um certo momento, os pequenos empresários falam de crescimento por falar. Eles prometem 20% de crescimento por osmose. Eles falam porque todo mundo fala. Eles vão na conversa do William Bonner da televisão, ou do fornecedor e seus planos nada a ver com nada, ou mesmo da sua cabeça fantasiosa.

Eu descobri também que alguns empresários falam 20% de crescimento de pura sacanagem. É a maneira que eles encontram para reter os novos funcionários que precisam de algum tipo de esperança para se motivar.  

A rotatividade de funcionários dentro de uma pequena empresa é grande. Para você ter uma idéia, não há um santo dia sequer que algum funcionário que trabalha em uma pequena empresa não ligue na empresa para dizer que está com alguma dor de barriga e não poderá comparecer ao trabalho. 

Eu penso que as pequenas empresas deveriam instituir nos seus negócios um placar a lá CIPA. Enquanto a CIPA monitora o número de dias sem acidentes de trabalho na fábrica das grandes empresas, o pequeno empresário deveria colocar um placar na entrada da empresa para mostrar o número de dias sem faltas de funcionários no escritório. 

Os funcionários mais novos acreditam no discurso de crescimento do empresário por alguns meses e se deixam contaminar pelo entusiasmo;  os funcionários mais antigos,  conhecendo o chefe como conhecem, sabem que o discurso não passa de papo furado. O crescimento não vai acontecer, o que vai rolar é muito stress, esquisitices, picos de faturamento no mês de março e agosto, e vários vales de faturamento ao longo dos outros meses. 

O americano gosta muito da expressão "loser always a loser" (perdedor sempre perdedor).  De uma certa maneira o americano está certo. Dificilmente conseguimos mudar os nossos hábitos.  Se você fizer uma sacanagem com uma pessoa, provavelmente repetirá a malandragem outras vinte vezes na sua vida.  A verdade é que todos nós temos uma determinada personalidade e passaremos a vida inteira lutando contra ela sem conseguir grandes vitórias ao longo do percurso. 

A boa notícia é que 20% das pequenas empresas  conseguem crescer e chegar a algum lugar. 

O que essas pequenas empresas fazem para escapar da fase de picos e vales, funcionários pangarés, clientes que não dão ouvidos ao suposto valor que elas agregam, e fornecedores que as tratam como seres insignificantemente pequenos?

1o. Elas se tornam paranóicas por lapidar o seu grande diferencial.  É incrivelmente difícil ter foco quando se é uma pequena empresa ou quando estamos sozinhos. Parece contraditório, mas na prática o indivíduo acaba tendo que vestir diferentes chapéus  (comercial, rh, marketing, informática) e sua mente acaba por se perder no debate sobre quem ele é de verdade. 

Aqueles que sobrevivem à fase de ser pequeno são os empresários paranóicos por foco. Em meio à batalha do dia-a-dia, os caras procuram direcionar as suas empresas para negócios que os tornam melhores em um único e determinado negócio. Eles procuram direcionar suas empresas para clientes que eles preferem trabalhar, e se afastam dos negócios que dão muito trabalho e pouco dinheiro. Às vezes eles pegam alguns negócios não lucrativos e desfocados para pagar a conta do mês, mas procuram colocar em prática alguma iniciativa paralela para diminuir a participação desse tipo de negócio. 

É fácil para qualquer um aqui dizer para o cara rejeitar um negócio que não tenha a ver com o foco dele, mas completamente diferente quando você passa a ser o cara que está sendo seduzido por um aparente grande negócio e tem várias contas para pagar. 

É difícil, mas não impossível. O pequeno empresário tem que ser paranóico por encontrar o seu cliente ideal, o seu nicho ideal, a sua comunicação ideal, a sua política de preços ideal. Além de continuar o processo de lapidação das pessoas ideais, metodologia ideal e presença ideal. 

Eu estou falando sobre marketing. 

Marketing é como jogar War. Mesmo que o seu objetivo no jogo seja conquistar a Europa, a Oceania e um terceiro continente a desejar, na hora que chegar a sua vez de jogar, a melhor estratégia a seguir é colocar todos os suas pedrinhas em Vladivostoki para arrasar a Mongólia, e depois, talvez, nessa rodada, chegar até a China. Aquele que espalha os soldadinhos por diferentes territórios achando que vai faturar os três continentes simultaneamente com parcos recursos, vai acabar a rodada com os mesmos territórios, e pior, enfraquecido para enfrentar  os adversários. 

2o. Elas constroem a estratégia de baixo para cima, de cima para baixo, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. Sim, é importante ter um plano. Mas ainda mais importante é ter um plano que todos os sócios da empresa concordem em praticá-lo. E mais importante ainda é ter um plano que todos os funcionários, ou pelo menos a grande maioria, entenda qual é a sua participação na execução do plano. 

As pequenas empresas que crescem são aquelas que os donos da empresa resolvem colocar os seus objetivos pessoais abertamente sobre a mesa e juntos estressam o assunto do objetivo da empresa até que a última gota de sangue se esgote. 

Nada tira mais o tesão de uma pessoa do que dizer a ela "Vá, faça isso, quero resultado em 24 horas", sem envolvê-la na discussão do que ela tem que fazer. 

As pequenas empresas que crescem são aquelas que discutem exaustivamente as diferentes possibilidades que tem pela frente com o envolvimento do máximo possível de pessoas. Rola um "toró de parpite" brabo, rola uma discussão cansativa sobre diferentes cenários "E Se fizermos isso, E Se fizermos aquilo", rola pesquisa de mercado, rola investigação. Os pequenos empresários vestem o chapéu de enxadristas e procuram visualizar os diferentes desdobramentos que as diferentes decisões terão. 

3a. Elas consultam um consultor. As pequenas empresas crescem porque pedem ajuda a quem conhece mais do que elas em determinados campos do conhecimento. Eu conheço diferentes pequenos empresários que são totalmente contra o uso de internet nos seus negócios porque dizem que já tentaram utilizá-la mas não deu certo. O fato é que eles tentaram sozinhos, com o parco conhecimento que tem, no chutômetro, sem qualquer conselho de profissionais que entendem melhor do que eles no assunto. As pequenas empresas que crescem mantêm contato com pessoas que tem séria e relevante experiência com a questão que elas precisam de ajuda.  

Para crescer, o pequeno empresário tem que perder qualquer preconceito que tenha com relação a consultores. Ele tem que reconhecer que não entende de tudo, e contratar especialistas para ajudá-lo. 

4a. Elas ficam de olho na indústria do vizinho. Fundada em 2000 nos EUA, a Zipcar reinventou o negócio de aluguel de carros ao criar o conceito de carsharing. A Zipcar é um sucesso em todos os sentidos. Os clientes são fãs do negócio, e o faturamento vai bater um bilhão de dólares em 2010. O conceito da Zipcar chegou ao Brasil em Julho através da Zazcar em São Paulo. Os fundadores da Zipcar idealizaram a empresa quando olharam para fora do negócio de aluguel de carro. Eles foram buscar a inspiração para a Zipcar na Netflix, que havia reinventado o negócio de aluguel de filmes anos antes.

Os pequenos empresários que crescem são aqueles que somam as suas empresas idéias que não são comuns no seu mercado. Por exemplo, quando teremos uma padaria com drive-thru, ou mesmo uma pizzaria com drive-thru para os clientes poderem fazer a compra diária de seis pãezinhos e um litro de leite ou uma pizza com mussarela sem sair do carro a lá McDonalds? 

Enfim, crescer é muito difícil. Tão difícil quanto deixar a criança que somos para trás para nos tornar um adulto "aceitável" entre os gigantes; tão difícil quanto trocar os hábitos de solteiro pelos hábitos de casado; tão difícil quanto ser chefe quando fomos um excelente funcionário técnico. Alguns simplesmente não conseguem, outros desistem - não estão afim de se comprometer com a decisão que tomaram, outros pedem ajuda e evoluem mesmo que a dor de abandonar aquilo que com prazer adquiriram seja muito grande. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

04/08/2009

Pense em ser diferente e fique rico, pense em ser o melhor e fique frustrado.

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100% das inovações acontecem porque as pessoas estão p da vida com alguma coisa. Mudanças não tem nada a ver com análise de mercado, estratégia e planejamento.

Você já deve ter visto aquele famoso comercial de televisão onde a Pepsi pede para as pessoas beberem de dois copinhos brancos marcados apenas com as letras A e B. Em um dos copinhos as pessoas tem Pepsi no outro as pessoas tem Coca Cola. Após experimentar os dois copinhos, as pessoas - sem saber qual é o copinho de Coca e qual é o copinho de Pepsi - escolhem a Pepsi (pelo menos é o que aparece no comercial da Pepsi). No final do teste, a Pepsi anuncia, "Tá vendo, a voz do povo é a voz de Deus, e a voz do povo tá dizendo que Pepsi é melhor que Coca Cola". No teste do quem é o melhor, a Pepsi faturou, mas, no teste da rua, do boteco, do restaurante, do supermercado, quem ganha sempre é a Coca Cola. Apesar do esforço centenário da Pepsi em virar o jogo, a Coca Cola continua nadando de braçada nos tonéis de cola.

O erro da Pepsi é tentar ser melhor que a Coca Cola. Não vai rolar. Marketing não é sobre ser o melhor - tanto porque melhor é muito relativo. Marketing é sobre ser DIFERENTE.

Vence quem for PERCEBIDO como DIFERENTE e não quem for percebido como MELHOR.

Seja DIFERENTE! Tenha CORAGEM, e seja DIFERENTE; ainda que DIFERENTE signifique tecnicamente que você seja pior que o seu concorrente. Lembre-se: pior também é relativo.

Mesmo que o resto da empresa diga que o negócio é Six Sigma, benchmarking, qualidade, corte de custos, eficiência da máquina administrativa - nada contra essas práticas; se você quer liderar algum mercado, seja DIFERENTE.

No mundo das pessoas perfeitas o melhor produto talvez vença. O fato é que não vivemos no mundo perfeito (ainda bem), mas no mundo REAL, onde o melhor produto não ganha nunca. No mundo real quem ganha é quem é DIFERENTE.

Vou falar por mim.

1. O meu smartphone é o iPhone. Teoricamente ele não é mais barato que os coreanos, e nem tem todas as funções e botões dos finlandeses. E daí? Eu não me importo. O meu smartphone é e sempre será o iPhone. Por que? Porque ele é diferente. Ele tem uma lojinha na web chamada iTunes que é diferente da lojinha quadrada da Nokia; ele tem um jeito de manusear fotos e vídeos diferente de todos os outros. A expansão das suas funcionalidades é diferente de todos os modelos existentes. Até a caixinha do produto e o seu manual de instruções são diferentes de tudo que havia sido lançado até então no mercado de celulares. Enfim, o bicho é diferente em todos os aspectos. Não sei se é melhor ou pior, e não me importo com isso, uso porque é diferente.

2. O meu notebook é um Sony Vaio. Teoricamente ele não é mais barato que o note da Dell, ou melhor que o note da HP, não me importo com isso. Na hora da compra ele venceu porque tinha uma oferta DIFERENTE. Fiquei entre ele e o note da HP, mas ele venceu porque tinha 2 gigas de memória a mais, um disco mais rápido, um brilho maior. Se ele é o melhor da parada? Não sei, não interessa, não vou visitar o site dos caras para descobrir, eu comprei porque a oferta deles era diferente. Ponto.

3. Ontem eu papei a pizza da Oficina da Pizza na Vila Madalena. Os fãs do lugar adoram a pizza de lá, os mais fanáticos dizem que a melhor pizza de São Paulo. Não, não é a melhor de São Paulo. E se for também não me importo, não dá para saber, não dá para medir. Eu fui lá porque a pizza de lá é diferente. No formato, no sabor, na aparência do lugar, na maneira que o garçom te serve. A música ambiente é diferente, a decoração do ambiente é diferente, o cheiro, as pessoas, tudo é diferente. O lugar é diferente, nem pior nem melhor, diferente. Mesmo porque a qualidade de uma pizza é diretamente proporcional ao tamanho da sua fome.

4. Dias atrás eu fui assistir ao badalado Inimigo Público com Jonnhy Deep. Na sala ao lado estava rolando um filme francês daqueles que são premiados em algum festival de Cannes por aí. Teoricamente, o filme francês sobre filosofia e questões da vida é melhor que um filme sobre gangsters. Mas e daí? Inimigo Público é dez. É melhor que o francês? Não sei, não me importo, esse não é o ponto. O filme é diferente. Filme diferente vence sempre.

5. O videogame do filho do meu amigo é o Wii da Nintendo. Os meus tempos de tarado por videogame (Megamania, Full Throtlle, Star Wars) já eram (pelo menos por hora), mas ainda assim eu sei distinguir um game graficamente melhor de um game graficamente sofrível. Os games do Wii são terríveis medíocres feios e chatos, mas estão dando uma lavada em vendas em cima dos games do XBox e Playstation 3 com seus gráficos melhores e de alta qualidade. Por que? Porque todo mundo quer saber o que tem de tão diferente nesse tal de Wii. É como as sandálias Croc, tão diferentes que eram, viraram febre mundial, e agora, sumiram.

6. A luminária que fica debruçada sobre o meu notebook é de uma marca xingue-lingue safada meio profissa comprada duas semanas atrás na C&C Materiais de Construção. Eu não comprei a luminária mais barata, ou a mais cara, ou a de melhor qualidade. Eu comprei a luminária que tem uma envergadura X que me permite debruçá-la sobre o meu notebook. A luminária é meio feinha, 40% mais cara que as outras que estavam em exposição, mas é diferente de todas as outras na sua capacidade de envergar (será que existe esse verbo? Não sei, mas é um verbo diferente).

É claro que eu encontraria luminárias mais baratas que a luminária que eu comprei no shoppping na C&C se eu tivesse investido duas horas do meu tempo para camelar no shopping da 25 de março. É claro que eu encontraria luminárias mais baratas que as luminárias da 25 de março se eu camelasse por duas horas no bairro do Brás. É claro que eu encontraria luminárias mais baratas que as luminárias do Brás se eu camelasse por duas horas na Santa Ifigênia. Mas quem realmente faz isso? Quem realmente esgota todas as possibilidades de comprar o produto mais barato antes de fechar uma compra? 0,5% da população? E ainda assim podemos sempre encontrar opções mais baratas que as opções mais baratas.

Você sempre vai encontrar um peixe maior ou mais barato no oceano se você procurar. Mas eu simplesmente não tô afim de fazer uma peregrinação como essa para comprar uma luminária. Venceu quem tinha a envergadura diferente.

Vence sempre quem é DIFERENTE, e não quem é melhor.

A verdade é: EXISTE POUCA OU NENHUMA COMPARAÇÃO de produtos no ponto-de-venda. O cliente compara no máximo duas ou três características e olhe lá. Na grande maioria dos casos o cliente não entende nada do que está sendo falado pelo vendedor, pelo material do ponto de venda ou pela embalagem do produto. Na grande maioria dos casos o cliente escolhe o produto a partir de uma ÚNICA DIFERENÇA.

Nunca foi tão difícil comprar uma televisão. Veja o nome de um dos modelos de televisores em exposição nesse momento no Submarino: Televisor 29" Ultra Slim Line com Crystal Clear 29PT9467C Philips. Se o nome não ajuda, as especificações técnicas são um show de horror, confira: Smart Picture, Smart Sound, Imagens naturais expandidas em tela cheia 4x3, Entrada Vídeo Componente, Entrada S-Vídeo, Incredible Surround, Processamento de imagens 50Hz, 60Hz Analógico, Fácil de usar Controle Smart Picture e por aí vai.

Depois a Philips não entende porque iPod e iPhone vendem mais que os produtos deles.

A estratégia de ser melhor que o concorrente leva você a fazer seis coisas porque o concorrente faz cinco coisas.Leva você a oferecer seis lugares porque o concorrente oferece cinco. Leva você a vender por 98 reais porque o concorrente vende por 99 reais.

Pare de pensar sobre ser melhor que os outros. Vence sempre quem é DIFERENTE.

O melhor morre estressado, o diferente vive, cresce, sorri, respira e se diverte.

O mundo dos negócios é coisa para maluco. Seja maluco!

Aproveite o momento quadrado em que vivemos para ser maluco.

Estamos cercados de pessoas conservadoras. A juventudade de vinte e poucos anos é ultra conservadora. Pergunta para eles o que eles querem mudar, e você vai obter uma resposta do tipo, "eu quero mudar a versão do meu ipod, eu quero mudar o tamanho da televisão do meu quarto, eu quero mudar de nariz, de namorada, de carro".

Aproveite essa maré de conservadorismo em que vivemos que diz que devemos levar tudo com calma, sem provocar rupturas, desentendimentos, blá blá blá, e seja louco, maluco, esquisito, DIFERENTE.

Por onde começar?

100% das inovações que você vai provocar na sua vida vão acontecer porque você tá p da vida com alguma coisa. Mudanças não tem nada a ver com análise de mercado, estratégia e planejamento. Inovação, mudanças, tem a ver com RAIVA, SANGUE QUENTE. Steve Jobs tava p da vida com os fabricantes de CDs jurássicos por não terem a capacidade de inventar alguma coisa prática para ajudá-lo a carregar os milhares de CDs que ele tinha na sua casa; então ele foi lá e inventou o iPod.

Portanto, comece por mudar as coisas que te deixam p da vida.

O mundo em que vivemos tá muito quadrado. O discurso da direita é igual o discurso da esquerda que é baseado no discurso do centro. Os ambientalistas querem as mesmas coisas que os presidentes das instituições financeiras. O roqueiro cabeludo canta a mesma letra de corno cantada pela dupla sertaneja. O teu avô quer a mesma coisa que você. Até com a sogra você já tá concordando 100%. Para complicar, o bandido tem cara de polícia, o político tem cara de padre, o padre tem cara de político.

Que mundo chato!

Saudades dos anos oitenta. A década das Diretas Já, o único movimento de mobilização nacional que realmente conseguiu alguma coisa nas últimas décadas. Saudades dos anos oitenta; a década dos grupos musicais bregas que tinham alguma coisa interessante para dizer além de cantar música de corno. "Tô P da Vida" foi título de música cantada aos domingos no Faustão, Gugu e outros bichos. Se você não viu, confira o clip da música no site da BIZ.

Bom, deixa eu baixar a minha bola e tirar o meu time de campo. O negócio agora é teamwork, democracia, inteligência emocional, relações interpessoais, politicagem, tapinha nas costas, six sigma, flip chart, visão, missão, valores, planinho, tudo certinho, tudo combinadinho, tudo coloridinho.

Boa sorte para você! Eu quero ver qual será a bela desculpa que você vai dar ao seu filho quando ele te perguntar o quê você estava fazendo quando o Lula disse que o Sarney tinha que permanecer no Senado, e você concordou com o Lula.

Ou

Qual vai ser a bela desculpa que você vai dar para os seus filhos quando eles te perguntarem qual foi a inovação que você criou naquela "empresa que tinha que atender as necessidades dos clientes, colaboradores, trabalhar pelo bem estar social, desenvolver produtos de qualidade que atenda as necessidades dos nossos acionistas, visando o comprometimento de todos os nossos colaboradores com a excelência da execução dos nossos serviços embasados pelos projetos coordenados pela comitê para assuntos que não tem nada a ver com nada".

A pergunta é: quais mudanças você deveria provocar no mundo perfeito que você vive?

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

23/07/2009

Vence quem tiver o maior número de vendedores fora da área de vendas.

A antiga Roma tinha uma tradição: quando um dos seus engenheiros construia uma arcada, e o espigão era içado para o lugar correto, o engenheiro assumia completa responsabilidade pelo seu trabalho da maneira mais profunda possível: ele se colocava abaixo da arcada. 

Os Vendedores ficam indignados quando eu digo que o profissional de vendas não deve ganhar comissão sobre as vendas que faz. Vendedor deveria ter salário fixo como todos os outros funcionários com no máximo um bônus trimestral quando os objetivos cristalinos são atingidos. 

A verdade é: dificilmente o cliente comprou da empresa solamente em função do trabalho do vendedor. 

A venda saiu porque uma equipe de profissionais - que geralmente não estão na área de vendas -, fazem as vezes do vendedor e não ganham nenhum centavo a mais por isso. 

Por que somente o vendedor deveria ganhar comissão quando a função de vendas passou a ser uma função de todos os funcionários da empresa?

Todos devem ganhar. Entretanto, vivemos um momento onde a margem de lucro de praticamente todos os negócios - tirando aqueles que conseguiram transformar idéias malucas em produtos fantásticos (iPhone, Starbucks, Google entre outros) - é muito pequena. Se a empresa for pagar comissão para todos os funcionários envolvidos no processo de vendas, a empresa quebra. 

Portanto, a área de vendas tem que abrir mão do modelo atual onde somente eles ganham e reconhecer que precisa dividir o ganho com as outras áreas. 

Todos envolvidos em vendas precisam ser reconhecidos por isso. 

Vence quem tiver o maior número de vendedores fora da área de vendas. 

O reconhecimento da empresa dessa verdade passa pela mudança na maneira que reconhece financeiramente o trabalho de todos. 

O grande momento de fazer uma venda é quando temos a oportunidade de demonstrar o produto ou serviço da empresa. Raramente essa parte da venda é feita pelo vendedor. Quem faz a demonstração do produto é um engenheiro da área técnica que realmente conhece o produto ou serviço que a empresa vende. O vendedor, infelizmente, nunca tem tempo para conhecer de verdade o produto que vende. Ok, sem problemas, enquanto o vendedor se afoga no sistema por falta de disciplina, organização e amor próprio, o engenheiro vai vender, e ganhar por isso. 

A turma da engenharia e suporte técnico são os grandes vendedores do momento. Por isso, deixa eu dar algumas dicas de vendas para os engenheiros que estão na rua executando o trabalho que o vendedor tradicional não é mais capaz de fazer. 

Como eu disse, a demonstração do produto é o momento da verdade. Mas a grande verdade é que o engenheiro bate cabeça na hora de mostrar o produto. Por produto entenda serviço. As minhas dicas valem para quem vende o invisível.

Na grande maioria das demonstrações, a parte mais efetiva da venda é quando acontece o intervalo da demonstração. A demonstração em si é muito chata, o engenheiro blá blá blá blá e esquece que tem alguém na sua frente com um problema que não tem nada a ver a com a solução demonstrada. 

A minha sugestão para os engenheiros é: se te derem uma hora, fale trinta minutos; se te derem dez minutos,  fale cinco minutos; se te derem dois minutos, fale um minuto; no meio da apresentação permita uma parada, e faça a seguinte pergunta:

"O que você acha do produto até aqui?"

O brasileiro é um cara que não gosta de conflitos. Ele vai mentir para você. Ele vai dizer que a sua apresentação tá legal prá caramba, mas a verdade é que ele gostaria de ter um botão na frente dele que pudesse te ejetar dali para o espaço. 

Você vai precisar perguntar de novo. O cara é educado. Não tem coragem de ter dar feedback, muito menos falar a verdade. 

Pergunte:

"Existe alguma coisa na minha apresentação que deixou você surpreso?"

É dando que se recebe. Aqui você começou a demonstrar humildade e neutralidade; aparentemente você busca a verdade, o cliente percebe, respostas positivas e negativas a caminho. 

Infelizmente, o brasileiro não gosta de criar desafetos.  A verdade não vai rolar, não ainda. 

O Brasil seria muito mais mais produtivo, muito mais ágil e muito mais ético se 50% dos brasileiros fossem autênticos na maneira que se comunicam uns com os outros. 

Ajude o Brasil a andar prá frente, com senso de urgência, fale o que pensa, doe a quem doer, olho no olho. 

Antes que o intervalo da apresentação termine, pergunte: 

"O quê mais você gostaria de ver nessa apresentação antes que essa reuninão termine?"

Eu entendo que o engenheiro é um cara que gosta mais da placa mãe do que da própria mãe. Fantástico! As vezes o entusiasmo pelo produto é o suficiente para vender, na grande maioria das vezes não é o suficiente. Vendas é diálogo, não monólogo. Os clientes precisam perceber que o engenheiro e a empresa tem uma profunda vontade de incorporar as suas preocupações na apresentação. 

Na volta do intervalo, diga:

"Durante o break eu escutei uma coisa interessante do Sr. X que eu gostaria de mostrar a vocês". 

Vendas é o resultado de um trabalho de equipe. Durante essas apresentações, dificilmente o engenheiro está sozinho. O vendedor vai junto, está do lado dele, e cabe a ele olhar nos olhos do engenheiro e transmitir feedbacks adicionais e verdadeiros que captou entre as pessoas que estão assistindo a demonstração. Afinal, lá no passado, em uma galáxia muito muito distante, quem fazia esse tipo de demonstração era o vendedor. 

O cliente também não está sozinho na sala. Se estiver, saiba que alguém muito importante vai dar pitaco sobre algo que não viu. Compras - infelizmente ou felizmente - também é o resultado de um trabalho de equipe, que na maioria das vezes não se entende. Pergunte:

"O Gerente de Informática parece preocupado com a falta de suporte que nós damos para Linux. Você acredita que esse seja um fator crítico na hora de decidir qual software vocês vão comprar?"

Engenharia é Vendas, Vendas é Engenharia. 

Há muito tempo atrás, lá pelos meus quinze anos, fuçando em uma biblioteca do bairro, eu encontrei um livro sobre a história de um engenheiro, não me lembro o seu nome, mas alguma coisa me marcou profundamente, falava algo mais ou menos assim: 

Eu sou eu. Em todo o mundo, não existe alguém como eu. Tudo que sai de mim é autenticamente meu, porque eu sozinho decidi que seria assim. Eu sou dono de tudo que existe sobre a minha pessoa: meu corpo, meus sentimentos, meu comportamento, minha voz, todas as minhas ações, sejam elas feitas para os outros ou para mim mesmo. Eu sou dono das minhas fantasias e das coisas que imagino. Meus sonhos, minhas esperanças e meus medos. Eu sou dono do meu sucesso e dos meus triunfos, de todos os meus erros e todas as minhas falhas. 

Eu sou dono de mim mesmo e por isso eu acabo por me acostumar comigo mesmo. Ao fazer isso eu sei que serei apaixonado por mim e por tudo que tem a ver comigo. Eu sei que existem aspectos da minha personalidade que me deixam confuso, e outros aspectos que desconheço, não entendo. Mas, enquanto eu me amar, eu conseguirei com coragem e esperança procurar sozinho por soluções que possam resolver os meus problemas. 

Quando em algum momento alguma parte de mim não tiver nada a ver com nada, e estiver fazendo algum mal a mim mesmo ou aos outros, eu posso descartar essas partes e manter o resto, inventar alguma coisa nova. Eu posso ver, sentir, ouvir, pensar, falar e fazer. Eu tenho as ferramentas para sobreviver, para ficar próximo dos outros, para ser mais produtivo, para fazer sentido para o mundo das pessoas e coisas que existem fora de mim. Eu sou dono de mim, e por isso, eu posso fazer uma engenheira de mim mesmo. Eu sou eu, eu sou autêntico, e por isso, está tudo bem. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

13/07/2009

Todo homem entusiasmado pelo trabalho não tem nada a temer na vida.

Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência, não é um ato, mas um hábito.

Toda empresa que deseja continuar a crescer precisa ter uma equipe de vendas especialista em encontrar e fechar novos negócios. Infelizmente, a grande maioria dos vendedores que existem hoje em dia não são bons em conquistar novos negócios, muito menos desempenhar as atividades mais básicas da prospecção de novos clientes. Até o melhor vendedor da sua empresa tem medo de ir atrás de novos negócios. Ele é cheio de idéias sobre como prospectar um novo cliente etc e tal, mas é incapaz de pegar o fone na mão e ligar para um novo cliente na frente de toda a equipe. De fato, a atividade de caça a novos clientes é o principal motivo que leva um vendedor a pedir demissão em uma empresa. Vendedor "moderno" só trabalha em empresas que tem clientes caindo pelo teto, crédito, preço bom, inovação, produtos, qualidade, entrega e verba de marketing.

Oras, quando tivermos todas essas coisas na empresa não vamos precisar de um bom vendedor.

A grande maioria das áreas de vendas das empresas hoje em dia se parecem muito mais com os corredores de um hospital do que um campo de batalha de novos negócios. Um silêncio sepulcral de deixar qualquer empresário maluco reina no ambiente. Das oito as seis, com intervalos para o almoço e cafezinho da tarde, ninguém liga para os clientes. Visitar então, jamais. Os "vendedores" modernos ficam o dia inteiro no Messenger "vendendo". Não saem as ruas. Trabalham sozinhos com a boca fechada. "O Cliente não tem tempo para me receber" é uma das desculpas infames que os pangarés que se dizem vendedores gostam de usar. "Eu estou vendendo! Os clientes hoje compram pelo Messenger, por que eu deveria usar o telefone?".

Porque por Messenger você vende 1 notebook, por email você vende 5 notebooks, por telefone você vende 50 e em uma visita você vende 500.

Os vendedores modernos são honestos em pelo menos uma coisa: eles assunem que não são vendedores. Eles se intitulam Gerentes de Contas Estratégicas, Gerentes de Novos Negócios, Gerente de Território, Strategic Alliance Corporate Tabajara Solution Manager blá blá blá, CUSTO CUSTO CUSTO.

A verdade é: O CAPITALISMO TÁ DANADO COM A SAFRA DE VENDEDORES QUE ANDAM POR AÍ.

A saída é especular na bolsa; a equipe não consegue vender nada.

NENHUMA EMPRESA precisa de vendedor mediano. PRECISAMOS que todos os vendedores da equipe sejam campeões de vendas, precisamos de uma equipe de dois, cinco, dez jogadores onde TODOS os vendedores tem condição de disputar o posto de campeão de vendas no mês. Aquele que não tem essa condição de ficar em primeiro lugar tem que pedir para sair.

Deixa-me compartilhar com você uma estatística dolorosa: nove em cada dez negócios fechados hoje acontecem porque o comprador achou o vendedor. Apenas um negócio a cada dez é fechado porque o vendedor encontrou o comprador.

Hoje em dia os compradores procuram os vendedores. Isso significa que os compradores fazem todo o trabalho que o vendedor deveria ajudá-lo a fazer - sem falar uma única vez com o vendedor.

Uma abordagem de vendas radicalmente diferente do que existe hoje precisa ser considerada. Caso contrário, fica difícil encontrar novos clientes quando você precisar.

Mas, chega do meu discurso, considere a opinião de um cliente de verdade. 

Eu vou agora compartilhar com você o testemunhal de um comprador sobre o quê passa na sua profissão. Por comprador entenda decisor:

Querido Vendedor,

Eu tenho apenas alguns minutos, mas eu entendo que você está interessado em saber o que você pode fazer para capturar a minha atenção e me convencer a marcar uma reunião com você.

Deixa primeiro eu te dizer em voz alta, bom tom e clareza - você não tem idéia de como é o meu dia. Você pensa que sabe, mas você está viajando na maionese. Até que você entenda isso, o meu conselho não faz sentido para você.

Eu chego todos os dias bem cedo no escritório para ter algum tempo a sós comigo mesmo onde ninguém interrompa o meu trabalho para trabalhar no projeto mais importante do momento - um negócio que não é possível encaixar em um dia normal de trabalho, o qual é cheio de reuniões de idas e vindas que não levam a lugar algum.

Mas, às nove horas da manhã todas as minhas boas intenções são anuladas. O meu chefe pede para largar tudo que eu estou fazendo para preparar uma série de informações up-to-date para um projeto que ele quer trabalhar. A área de produção diz que os novos produtos não estarão disponíveis até o próximo evento. Vendas está um tumulto porque os clientes não querem comprar o que temos para vender. O fluxo de caixa parou.

Nesse momento eu tenho pelo menos 59 horas de trabalho empilhadas sobre a minha mesa precisando da minha atenção, e eu não tenho nenhuma idéia sobre como eu vou completar esse monte de trabalho.

Eu já falei sobre quantos emails eu recebo? Mais de 100. Todos me copiam em tudo. Isso me deixa louco. Adicione a isso pelo menos 30 ligações - algumas de vendedores como você que querem marcar uma reunião comigo. Tempo é o meu bem mais precioso e eu preciso protegê-lo a todo custo.

Eu vivo com o status quo o máximo que eu posso - mesmo que eu não esteja feliz. Por quê? Porque mudanças criam mais trabalho e comem o meu tempo.

Na sua super bem intencionada mas desorientada tentativa de me transformar em um cliente potencial, você falha lamentavelmente em capturar a minha atenção. Eu vou ser direto com você: eu não me importo com os produtos, serviços e soluções ou sua empresa.

Eu não estou interessado em sua metodologia única de trabalho, diferenciais extraordinários ou se você tem todos os produtos em um mesmo lugar.

O seu discurso egocêntrico, desenhado para me impressionar, tem o efeito exatamente o contrário. No momento em que você começa a falar de si mesmo, eu mudo de canal, apago você da minha memória, jogo sua mensagem no lixo.

Agora, você precisa entender que eu não sou sempre assim. Ocasionalmente um vendedor experiente captura a minha atenção, me faz erguer o braço para pedir maiores informações e até me seduz a marcar uma reunião com ele.

O que eles fazem? Eles estão completamente focados na minha empresa e no impacto que podem trazer a ela. Isso é relevante para mim - não seus produtos, serviços e soluções.

Mais uma vez - você pensa que entende o que eu estou falando, mas não entende nada.

Eu estou sempre interessado em conhecer novas maneiras de diminuir o tempo necessário para lançar um novo produto, acelerar o ciclo de vendas, e reduzir os custos da empresa. Note que eu estou falando sobre negócios, e não marketing.

Quando você se torna específico e fala sobre qual será o impacto que trará, você está falando a minha língua. Quando você menciona que ajudou empresas similares a minha a converter as suas vendas em 39% em apenas 3 meses, eu te atendo antes de todos.

Você tem alguma nova informação sobre os desafios que a minha empresa está enfrentando? Eu presto atenção a um assunto por cinco segundos. Eu não tenho tempo para papo furado. Se a informação for relevante, você me pegou; comece a enrolar e eu deleto você.

Entendeu a mensagem? Eu espero que sim, porque eu estou atrasado para uma reunião; outra coisa, eu consegui escrever essa mensagem para você porque deixei o telefone do meu escritório desligado, o Outlook fechado, e o Messenger off-line.

O Seu Futuro Cliente Potencial

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

11/07/2009

Vendas B2B ou Hospital B2B?

A enxurrada de mudanças tecnológicas que invadiu o mundo dos negócios nas últimas duas décadas explodiu os fundamentos de marketing e vendas B2B. 

A área de vendas de uma empresa parece um hospital. Ninguém liga para os clientes. Ninguém passa a mão no telefone para fazer ativo nos clientes da empresa. Visitar então, jamais. Os "vendedores" modernos ficam o dia inteiro no messenger "vendendo". "O Cliente não tem tempo para me receber" é uma das desculpas infâmes dos amadores que se dizem vendedores. Pangarés!

Hoje em dia os vendedores fazem poucas ligações. A equipe inventa todo tipo de desculpas para não contatar os clientes. Os fundamentos de marketing e vendas B2B simplesmente desapareceram. A nova geração simplesmente não entende o que tem que fazer. 

A verdade é: O CAPITALISMO TÁ DANADO COM A SAFRA DE VENDEDORES QUE ANDAM POR AÍ. 

O jeito é especular na bolsa, a equipe não consegue vender nada. 

A propósito, não faça muito barulho na próxima vez que entrar na área de vendas, você pode acordar os "vendedores" zumbis.

Agora, a pergunta que não quer calar é: o quê passa de tão importante na tela dos computadores dessa turma que exige que eles fiquem no silêncio o dia inteiro?

Pelo menos eles são honestos em uma coisa, eles não se consideram vendedores. Eles se entitulam Gerentes de Contas Estratégicos, Gerentes de Novos Negócios, Gerente de Território, Strategic Alliance Corporate Tabajara Solution Manager blá blá blá, CUSTO CUSTO CUSTO. NO SALES! 

O negócio é EMPAREDAR essa turma. RUA NELES! 


03/07/2009

Free!

Free

"Se você realmente ama uma coisa deixe-a ser livre. Se não voltar, você nunca a teve. Se voltar, ame-a para sempre."

Finalmente, depois de uma long tail de espera, o novo livro de Chris Anderson, FREE, será lançado nos EUA. As vendas começam na segunda-feira 7 de julho. Eu já encomendei o meu exemplar na Amazon.

Faz mais de um ano desde que o autor falou pela primeira vez sobre livro na internet. Desde então o tema central do livro vem gerando uma grande discussão entre os adeptos dos produtos FREE e os contrários a dar qualquer coisa de graça para os outros.

Por hora a discussão em torno do livro tá rolando no meio dos publicitários, marketeiros e mídia. Afinal, a mídia é uma das indústrias que mais sofreu com a invenção da internet e afins.

FREE explora a discussão sobre como ganhar dinheiro em um mundo onde aparentemente as pessoas tem tudo de graça na internet e não querem pagar por conteúdo.

Curiosamente, Anderson usou trechos inteiros da wikipedia no livro sem citar a fonte. Semana passada ele teve que se retratar em público quando um crítico percebeu a omissão dos créditos.

Anderson advoca que FREE será o modelo de negócios do século 21. Tudo FREE. "A informação quer ser livre" diz Anderson.

Os exemplos que Anderson usa no livro para basear sua teoria já viraram lugar comum hoje em dia (o livro demorou muito para ser lançado), como o YouTube e Blogs, que distribuem o conteúdo gratuitamente e faturam em cima dos links patrocinados. Bem, nada novo com relação ao modelo atual oferecido pelas mídias tradicionais.

Lançada as primeiras cópias entre os influenciadores, a discussão sobre o FREE chegou no meio guruônico. Malcolm Gradwell, no dia 6 de julho, soltou um artigo metendo o pau no FREE, depois Seth Godin soltou outro metendo o pau no Gladwell, e depois não sei quem soltou um artigo falando mal de Godin porque falou mal de Gradwell que falou mal de Anderson.

Gladwell desaprova a idéia, Seth diz que não há o que discutir; o negócio do FREE já está rolando, e o mundo terá que se acostumar e se adaptar a essa realidade. Seth, Anderson e eu mesmo acreditam que:

"As pessoas irão pagar por conteúdo se for tão único que não poderão ter acesso em outro lugar, tão rápido que se beneficiarão por saberem antes dos outros, e tão relacionada com o seu negócio que o investimento nesse conteúdo os ajudará a se aproximar de outras pessoas."

FREE vai além da mídia. Anderson fala da redução de custos de produção de uma série de produtos e serviços permitindo determinadas indústrias a simplesmente DAR DE GRAÇA os produtos que oferecem.

Será que isso vai acontecer?

Imagino que sim.

Dar de graça o produto completo - e não amostras grátis - será a nova propaganda.

Tirando os publicitários de Cannes e os aspirantes a criativosos, ninguém se interessa por propaganda. O cidadão comum não tá nem aí para o que rola nos intervalos da novela. Zap no intervalo!

Uma vez que a propaganda e publicidade não são mais eficientes para chamar a atenção das pessoas, o que as empresas vão usar para gerar novos clientes para novos negócios?

A minha resposta é CONTEÚDO, ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO, REFLEXÃO, SABEDORIA, ESPIRITUALIDADE, COMUNIDADE, FAMÍLIA, SOCIEDADE.

Imagina um mundo onde a Cola-Cola é grátis porque é mais barato dar a Coca-Cola de graça para as pessoas do que fazer anúncio na televisão para fazer você comprar uma Coca-Cola.

Nesse cenário, imagina a Coca-Cola dando a Coca-Cola de graça porque ela ganha dinheiro te chamando para eventos como o Skol Beats.

Imagina um mundo onde todos os softwares da Microsoft são de graça porque a Microsoft ganha dinheiro com serviços de consultoria.

É óbvio que é mais barato para a Microsoft dar o Windows de graça do que fazer campanhas milionárias na televisão.

Só não sabe percebe isso quem não sabe fazer conta. Ou quem tem interesse em ganhar dinheiro com publicidade e marketing, ou seja, os publicitários e marketeiros.

Imagina um cenário onde o carro é grátis porque a GM ganha dinheiro com gasolina, ou, um cenário onde a gasolina também é grátis porque a GM resolveu ganhar dinheiro com a sua mega rede de resorts de família baseados nos principais países do mundo.

Quanto tempo levaria para 1 milhão de brasileiros ficar sabendo que a GM tá dando carro de graça nas suas concessionárias?

Alguém aqui em sã consciência acredita que a GM teria que torrar milhões de reais na televisão para contar isso para todo mundo?

Imagina um mundo onde a Pfizer ganharia dinheiro com a construção de HOSPITAIS e AMBULÂNCIAS porque os medicamentos que produz são gratuitos.

Imagina um mundo onde a impressora da HP é de graça porque ela ganha dinheiro com cartuchos de impressão, ou, imagina um mundo onde os cartuchos de impressão são de graça porque a HP ganha dinheiro ensinando as pessoas a viver melhor, e assim ter tesão o suficiente para produzir fotos onde essas pessoas aparecem sorrindo ao lado dos seus familiares, ou imprimir trabalhos feitos por cabeças pensantes e não idiotas zumbis que se alimentam com propaganda.

Imagina uma Copa do Mundo de Futebol sendo realizada em um país onde 100% dos habitantes onde acontecem os jogos da copa moram em residências com saneamento básico. 

HOJE, 40% dos brasileiros moradores das cidades onde acontecerá a Copa NÃO TEM saneamento básico em suas casas. 40% dos moradores do Rio, São Paulo, Salvador, Natal NÃO TEM esgoto nas suas casas. RESULTADO: baixa auto estima, baixo amor próprio, mortes, violência e tudo de ruim que vocês podem imaginar. 

Sabe quanto custa para levar saneamento para 100% dos brasileiros que moram nessa cidade? R$ 7 bilhões de reais! 

Sabe qual é o orçamento brasileiro para a Copa? R$ 100 bilhões de reais. 

Sabe quanto será investido em propaganda & publicidade para vender lá fora um país que não existe aqui? R$ 10 bilhões de rerais. 

Imagina uma sociedade REALMENTE AFIM de resolver os seus problemas mais básicos para permitir assim que TODAS as pessoas possam participar da Copa do Mundo de 2014, e continuar cidadãos muito tempo depois que copa terminou. 

Por que não?

A propaganda está morta. Só não está enterrada porque ainda tem muito bacana ganhando dinheiro com essa tranqueira. Desde blogueiros com seus blogs idiotas falando apenas sobre propaganda até as big mega agências que faturam um belo mensalão para manter o negócio funcionando com os grandes veículos etc etc etc.

A sociedade do FREE tem o poder para matar a propaganda, e reinventar de vez os valores da sociedade.

Na sociedade FREE as pessoas terão que aprender a dar valor as coisas. As pessoas terão que aprender a escolher sozinhas sem a ajuda nociva da propaganda. As pessoas terão que pensar sozinhas sem a ajuda do Faustão promovendo produtos que não usa. As pessoas terão que aprender a dizer NÃO as coisas que são de graça.

A sociedade do FREE é uma evolução do capitalismo. Veio para ficar, não há o que discutir, ela já está ai. Cabe a todos nós nos adaptarmos a ela.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

30/06/2009

A minha vingança é a fraternidade.

Mandela

Talvez você seja enganado se confiar demais, mas levará uma vida de pesadelos se não confiar o suficiente. 
 
Qual é a pior coisa que você pode fazer a uma pessoa que te fez um grande mal? 
 
Fazer a ela um grande bem. 
 
Eu sempre acreditei nisso e procuro viver a minha vida baseada nessa crença apesar de todo cinismo que encontro pela frente. Ser decente com os outros é muito mais importante nessa vida do que demonstrar que possui uma grande quantidade de conhecimento na sua cabeça, ou vencer uma discussão ou briga. Ser decente com os outros é muito mais importante do que qualquer outra coisa. 
 
Recentemente, graças a essa fantástica criação chamada internet, um amigo dos tempos do jardim de infância me encontrou. Nós tínhamos cinco anos de idade quando nos conhecemos. Eu não me lembrava dele, mas ele se lembrava de mim até hoje. Trinta e cinco anos depois. Em um dos primeiros e-mails que trocamos, eu perguntei a ele, "Por que você se lembra de mim?", "Ricardo, eu me lembro de você porque um dia você levou para a escola um carrinho de bombeiros novinho, lindo, maravilhoso, e eu te perguntei se você podia emprestar o carrinho para eu levar para a minha casa, e você disse que podia. Minha mãe ficou uma fera quando apareci com o brinquedo em casa, ela pensou que eu tinha roubado. Eu imagino que a sua mão também ficou uma fera com você por ter sumido com o carrinho de bombeiros (eu provavelmente apanhei até ficar com as pernas em carne viva. Naqueles tempos os pais batiam nos filhos e nem por isso eu cresci torto). No dia seguinte eu trouxe o carrinho de volta para você. Isso me marcou para sempre. Nenhuma criança emprestava nada, e você me emprestou o seu brinquedo novinho".
 
Eu não me lembrava dessa história, mas quando recebi esse e-mail, eu me lembrei de outra história que aconteceu comigo. 
 
Eu tinha uns 10 anos de idade. Eu havia acabado de ganhar uma bicicleta novinha. A primeira verdadeira bicicleta. Meus amigos, mais velhos, gostavam de andar de bicicleta na rua. Minha mãe, ainda mais velha, dizia para não andar de bicicleta na rua porque era muito perigoso. Tinha os carros, e tinha as pessoas estranhas. Não dei bola. Fui para a rua com os amigos e a minha bicicleta nova. 
 
Depois de subir algumas alamedas aqui, outras ali, entramos em uma rua bloqueada pelo famoso bando de trombadinhas do bairro. Parecia cena de filme. De um lado um bando de filhinhos de papai amedrontados, do outro lado uns vinte moleques maltrapilhos sem tênis no pé ou bicicletas para brincar.

Os meus amigos não tiveram dúvida, viraram suas magrelas (naquele tempo bicicleta era chamada de magrela e não bike - acredito que seja porque as bicicletas daquela época não tinham qualquer tipo de recurso técnico, nem marchas, nem pneus especiais, nem breque japonês, nem nada. Andar de bicicleta dependia pura e simplesmente do fôlego do moleque), e começaram a voltar por onde vieram. Eu não me mexi. E comecei a pedalar em direção ao bando de trombadinhas. Eles realmente eram trombadinhas. Os meus amigos não eram preconceituosos. O bairro era pequeno. Todos nós já tínhamos visto alguns deles roubando rádio de carro ali perto. Eu não virei, fui em direção a eles, e quando tentei passar no meio da turma, um deles me agarrou por trás pelo pescoço e me tirou da bicicleta. Um deles, o mais alto e mais forte, o líder do bando, que inclusive já tinha colocado uma faca no meu pescoço em outra oportunidade (essa história vai ficar para outro dia), virou para mim e disse, "A sua bicicleta é muito bonita. Eu sempre quis ter uma dessas. Eu posso dar uma volta com ela?", "Sim, claro", respondi. Ele subiu na minha bicicleta, empinou em uma roda, e se mandou dali. 
 
Fiquei ali rodeado pelos seus amigos que riam de mim. Olhei para trás e vi a distância todos os meus amigos olhando a cena de longe sem se aproximar. Por um momento pensei, "dancei, perdi a bicicleta, vou tomar uma surra dos meus pais”, por outro lado lembrei, o garoto disse que queria a bicicleta para dar uma volta. Ele não disse que ia roubar a bicicleta. Vou esperar por ele. O menino se chamava Gérson, o maior trombadão do bairro.  
 
Eu esperei. O tempo passou. Uns 30 minutos, eu acho. Alguns dos meus amigos foram embora, dois ou três continuavam esperando, foi quando o Gérson apareceu com a minha bicicleta a toda velocidade e com um saco de pão na mão. Ele passou voando no meio da sua turma, e parou na minha frente com um cavalo de pau de marcar o chão. Ele disse, "A sua bicicleta é muito boa, rápida, deu até para comprar um pão na padaria do parque. Você quer um pedaço de pão? Será que os seus amigos que estão lá longe querem um pedaço de pão?", "Eu quero obrigado. Acho que eles também querem".  Quando os meus amigos viram que a bicicleta voltou, e eu estava comendo alguma coisa, eles vieram devagar até nós, ganharam um pão, apertamos as mãos, e seguimos em frente pelo meio da turma do Gérson. 
 
Eu me lembro dessa cena como se fosse hoje. Eu acredito que o Gérson, esteja onde estiver, também se lembra. Eu acredito que de alguma maneira, naquele dia, algum tipo de elo de fraternidade foi criado, e ele saiu dali melhor do que chegou,  como deve ter acontecido comigo. 
 
Os cínicos de plantão podem não acreditar nisso. Mas eu acredito. Eu acredito em compaixão, fraternidade; eu acredito em generosidade, e acredito que eu posso mudar as coisas ao viver de verdade o que acredito. Não seja cínico sobre isso. Ser cínico pode ser bem perigoso para você. Porque quando se é cínico sobre as outras pessoas, você pode acabar perdendo as suas próprias convicções. 
 
O que vai sobrar de você quando perder as suas maiores convicções? 
 
Nada. 
 
O mundo em que vivemos está populado de pessoas generosas e incríveis atos de fraternidade frente as mais terríveis adversidades. As minhas histórias não são nada perto do que acontece aí fora. Todos os dias eu fico sabendo de histórias reais de alguma pessoa de bem fazendo o bem para quem teoricamente não quer o bem. 
 
Entre muitos sonhos, objetivos e metas que eu tenho, eu espero que em um futuro muito próximo todas as pessoas desse planeta possam receber todos os dias uma dose diária de notícias positivas. Todos os dias. Seja pela televisão ao acordar pela manhã e sintonizar em um canal que mostra histórias de seres humanos que construíram coisas extraordinárias. Seja ao conectar-se a internet através do seu smartphone e visualizar imagens, sons, vídeos e textos de pessoas incríveis e seus incríveis inventos para melhorar a sociedade. Seja ao entrar no carro, no trem, no ônibus, e conversar com outras pessoas sobre rápidos fragmentos de histórias positivas que são passadas de pessoas a pessoas com a melhor das boas intenções. 
 
Compartilhar histórias positivas com outras pessoas. Nada menos que isso interessa. Todos os dias. Esse é um grande presente que você poderia estar deixando para todos que te cercam. 
 
Ao invés de notícias sobre mortes e guerras, histórias sobre generosidade e fraternidade; ao invés de notícias sobre facilidades e conforto, histórias sobre coragem e sabedoria. 
 
Eu não quero que você saia daqui hoje marcado pela minha história do carrinho de bombeiros ou bicicleta. Eu quero que você que saia daqui hoje com a imagem de duas pessoas na sua cabeça: Nelson Mandela e John Hume. Eles sim inspiraram durante mais de vinte anos a vida de milhões de pessoas por todo o planeta. Inclusive eu. 
 
Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, lutou com todas as suas forças para acabar com o Apartheid - o regime de segregação racial que negava a grandíssima maioria negra da África do Sul os seus direitos políticos, sociais e econômicos. Por sua luta contra o regime da minoria branca, Mandela foi preso em 1962 e condenado a prisão perpétua. Libertado em 1990, depois de intensa pressão da opinião pública mundial pelo fim do Apartheid,  Mandela passou a ser o líder do povo africano que exigia mudanças. Alguns mais radicais queriam que Mandela liderasse uma guerra de armas contra a minoria branca e tomasse o poder pela força. Mandela se recusou a fazer isso. 
 
Apesar de todas as privações que passou na prisão, Mandela saiu de lá sem qualquer rancor, amargura, ou ódio em seu coração. Quando você olha uma das milhares de fotos que você encontra de Mandela na internet, você sempre o encontra sorrindo e de bem com a vida, você não consegue imaginar que esse ser humano tão feliz possa ter passado trinta anos da sua vida encarcerado em uma prisão quente na África do Sul. 
 
"Você não pode chegar a uma solução para os problemas de uma sociedade sem levar em conta a opinião daquele s que se opõem fortemente a sua opinião. Você precisa encontrar uma maneira de sentar-se à mesa com essa pessoa e entender as razões por trás de uma opinião tão contrária a sua'. Nelson Mandela. 
 
John Hume, prêmio nobel da Paz em 1998, é um político da Irlanda do Norte reconhecido mundialmente pelos seus esforços para acabar com os conflitos que por muitas décadas aterrorizaram a Irlanda do Norte e Reino Unido. Por sua batalha pela paz na Irlanda do Norte, John Hume foi chamado para fazer parte do Parlamento Europeu na década de setenta. 
 
"Quando eu fui eleito para o Parlamento Europeu, eu sai para passear. Quando cruzei uma ponte em Strasbourg na França para Kehl na Alemanha. Eu parei sob a ponte e meditei. Eu disse: Ali está a França e ali está a Alemanha. Se eu tivesse parado sob essa ponte trinta anos atrás, no final da Segunda Grande Guerra Mundial, o pior pesado de toda história da humanidade, e dito a algum colega meu, "Não se preocupe, daqui trinta anos nós teremos uma Europa Unida", ele teria me enviado a um psiquiatra. Mas aconteceu, nós unimos todo o continente europeu."
 
Houve certa vez uma experiência feita com ratos onde os cientistas tentavam descobrir como os ratos desenvolvem dendritos no cérebro. Os cientistas queriam descobrir quais são as condições que realmente fazem o cérebro crescer.  Então eles colocaram um rato em uma jaula e deram a ele tudo que ele queria: comida, água, tudo, absolutamente tudo. Eles colocaram então outro rato em outra jaula, e ele também tinha tudo, mas tinha que manter todos os dias uma esteira girando. E então eles colocaram um terceiro rato em uma terceira jaula,  e duas vezes por semana tiravam o rato de dentro da jaula e jogavam o bichinho dentro de um labirinto, mas não um labirinto qualquer, um labirinto que ameaçava a sua vida. Entre outras coisas, ele era obrigado a subir em um poste, e pular dentro de uma bacia de água a vários metros de altura, o suficiente para deixar qualquer pequeno ratinho apavorado até a alma. Terminada as semanas de experiência, eles picotaram os cérebros dos ratinhos para checar qual ratinho tinha desenvolvido um maior número de dentritos no cérebro.  O rato que tinha tudo, não desenvolveu nenhum mísero dendrito. O rato que tinha tudo mas tinha que trabalhar todos os dias desenvolveu alguns dendritos mas não os conectou a nada. E o rato que tinha que sobreviver, desenvolveu centenas de dendritos e conectou todos. 
 
Você tem três vidas para escolher. Você pode escolher levar uma vida de conforto e segurança, ou uma vida de trabalho individual e privado que eventualmente te levará a ter coisas e poder comprar uma bicicleta nova para o seu filho; ou escolher levar uma vida de utilidade pública. Uma vida de servir aos outros, uma vida dedicada a servir o maior número possível de pessoas, se expondo, arriscando o pescoço, praticando suas mais nobres convicções em pró de fazer uma revolução pelas próximas gerações. Nessa vida, você pode não atingir a totalidade dos seus objetivos, mas estará ajudando a construir uma sociedade onde todos procuram compreender todos. 
 
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. 
 
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Hume
 

12/06/2009

10 Novas Verdades sobre Construção de Marcas.

"Como documentar a vida real se a vida real está ficando cada vez mais parecida com a ficção?"

Houve um tempo em que os marketeiros e publicitários adicionavam atributos e valores a um determinado produto que não tinha nada demais e a malandragem funcionava.

Houve um tempo em que todo mundo assistia ao mesmo programa de televisão, escutava o mesmo programa de rádio ou lia a mesma revista.

Houve um tempo em que as empresas diziam aos consumidores o que eles tinham que pensar, acreditar, vestir, comer, aprender e usar.

Houve um tempo em que esses consumidores sentavam na frente da televisão e a única coisa que faziam era assistir televisão.

Houve um tempo em que 80% dos moradores de um mesmo condomínio compartilhavam as mesmas opiniões e mesmos pontos de vista sobre as mesmas coisas.

Houve um tempo em que a consumidiora comprava o sabonete Lux Luxo porque nove em cada dez atrizes de Hollywood usavam Lux Luxo. Hoje, as novas consumidoras querem comprar justamente aquele sabonete que é usado pela única atriz de Hollywood que não usa Lux Luxo.

Houve um tempo em que bastava martelar um único lixo publicitário várias vezes no cabeça de um grupo de zumbis por duas ou três semanas seguidas para virar o rei da cocada preta.

Esses tempos já eram.

Pelo menos para aqueles que tem o mínimo de civilidade, decência, educação, ética e justiça.

A maneira que se constroi marcas hoje em dia faz mal a saúde mental das pessoas. A informação flui de cima para baixo. O modelo estimula somente as grandes empresas. A sociedade em si se prejudica porque aparentemente existem muito poucos modelos de civilização, poucas opções, poucas escolhas.

As minhas idéias sobre construção de marcas não são para as grandes empresas. Eu quero mais que as grandes empresas continuem a torrar suas verbas de propaganda até acabar em suas campanhas publicitárias terríveis com suas agências medíocres. Vide a nova campanha da BRF ou BFR ou RFB sei lá (o nome é terrível), a tal da mega empresa que nasceu da junção da Sadia e Perdigão, e que teve a coragem de torrar alguns milhões de reais semanas atrás para simplesmente dizer "BRF, um mundo com mais sabor". Ridículo! Alguém aqui vai comprar mais salsicha da Sadia porque a empresa mudou de nome e agora declara que "o mundo vai ter mais sabor porque eles existem?" Blá! O meu mundo já tem mais sabor faz tempo. A comida feita na minha casa é infinitamente superior a qualquer coisa que sai da fábrica deles.

As minhas idéias de construção de marca são para as pequenas empresas empreendedoras desse nosso brasilzão. As minhas idéias são para os pequenas empresas que acreditam que tem um produto ou serviço show de bola a oferecer e realmente acreditam que as pessoas precisam conhecer a sua maneira maneira ética, honesta e transparente de trabalhar.

Houve um tempo em que a construção de uma marca era uma possibilidade das grandes empresas e grandes verbas.

Esse tempo já era.

AS MARCAS ESTÃO MORTAS! LONGA VIDA AS NOVAS MARCAS!

Eu apresento a vocês 10 Novos Mandamentos para quem tem uma mente aberta a novas idéias sobre construção de marcas, para quem tem disposição para mudar as coisas, para quem se importa em fazer uma revolução que faça sentido para as próximas gerações.

(1) A missão de uma marca é dizer a verdade. A maioria das marcas mente, usa atores e apresentadores de televisão para testemunhar o uso de produtos que nunca usaram na vida, usa efeitos especiais para mostrar o que os produtos não fazem, usam testemunhais com pessoas que não existem. O trabalho de um verdadeiro construtor de marcas é falar a verdade, deletar as imagens falsas que foram colocadas no seu web site mostrando pessoas que não trabalham na empresa, e substituir por imagens de pessoas reais que trabalham na empresa. Novo construtor de marcas usa blogs, fóruns, atualiza a seção de perguntas e respostas frequentes no seu web site com a VERDADE sobre os seus produtos e serviços doe a quem doer. Você não tem que ser perfeito, nem parecer perfeito, muito menos ser perfeito para todos. Concorda?

(2) A missão de uma marca é ser explícita sobre o quê oferece, ser menos sobre sexy marketing, ser mais sobre fatos dados estatísticas, razões que aproximem os produtos da empresa da realidade dos clientes. Concorda?

(3) A missão de uma marca é educar o cliente, fora bulshitismo entra comunicação de conteúdo. Há quanto tempo você fala mal das elites do Brasil porque acredita que elas querem que o povo permaneça imbecil? Se você acredita nisso, faça a sua parte. Enquanto não fizer, compreenda que você é parte dessa elite burra que não mexe uma palha para educar o povo. Por outro lado, enquanto o cliente não entender as necessidades que tem, ele não vai comprar de você. Ou seja, enquanto você não educar o seu cliente, você não vai bater metas de vendas. Concorda?

(4) A Missão de uma marca é matar todos os seus mascotes, Ronald McDonalds , Mickey Mouse como mascote etc. Os mascotes não existem, é tudo mentira. Aquele cara que há décadas faz palhaçada na televisão para vender Bombril trabalha na empresa que fabrica Bombril? O quê as palhaçadas que ele faz na televisão tem a ver com o produto? NADA! Aquela campanha terrível ajuda mesmo a vender Bombril? E mesmo que ajude, tem alguma ética nisso? Tem certeza? Somente quem não pensa, quem não valoriza o dinheiro suado que ganha todos os meses, COMPRA um produto por causa de uma propaganda engraçadinha. Quem tem auto-estima e inteligência o suficiente olha outros fatores além da propaganda bonitinha da televisão.

O uso de mascotes fere qualquer estratégia de marketing de autenticidade. Se você quer ser DE VERDADE, mascotes não tem nada a ver com isso. Se você quer ser ÉTICO, mascotes não tem nada a ver com isso. Entendo que o uso dos bichinhos ajudam a convencer as crianças a comprar, mas, qual é a ética de manipular crianças com o uso de mascotes para que elas possam manipular os pais? MORTE AOS MASCOTES! Concorda?

(5) A Missão de uma marca é se integrar 100% com o processo de vendas da empresa e compras do cliente. 95% das atividades de marketing não tem qualquer integração com as atividades de vendas da empresa. Toda atividade de marketing deve facilitar o processo de compras do cliente, ou ajudar o vendedor a penetrar na conta. Se não fizer isso, não é marketing é lavagem de dinheiro.  A MISSÃO DE UM VERDADEIRO CONSTRUTOR DE MARCAS É TRAZER FEEDBACK PARA A EMPRESA. Se não houver integração com Vendas, de onde o marketeiro tira o feedback que ele precisa? Das agências de propaganda que fizeram a campanha na televisão e suas pequisas de recall?? Hahahahaha, tá brincando! Concorda?

(6) A missão de uma marca é construir comunidades que melhoram o mundo, e não comunidades ao redor da própria marca. Todo marketeiro antenado tá afim de montar uma rede social na internet. A BRF mesmo já tá no Twitter com meia dúzia de gatos pingados como seguidores. Mas o ponto é, quem se importa em participar de uma comunidade da BRF além dos investidores da empresa??? Empresas como BRF deveriam estar preocupadas em investir MUITO MAIS DINHEIRO em atividades sociais do que em publicidade. O gasto dessas empresas em atividades sociais é infinitamente menor do que o investimento em propaganda. Se essas empresas REALMENTE investissem na sociedade, a sociedade se lembraria dessas empresas na hora da compra. Eu lembraria. O ponto é que essas empresas não investem o suficiente na sociedade. Tá na hora de mudar isso! As marcas deveriam utilizar a oportunidade da mídia social para criar comunidades que REALMENTE tenham algum efeito prático sobre as comunidades REAIS que já existem. Concorda?

(7) A missão de uma marca é VENDER um serviço e não construir relacionamentos. Quem realmente está afim de ter algum tipo de relacionamento sério com a Coca-Cola? Quem se importa em participar da comunidade do Leite Moça na internet, ou do Ford Ecosport na Orkut? Quem se importa?! EU QUERO COMPRAR UM SERVIÇO PRODIFICADO QUE SE IMPORTA COMIGO e não um produto medíocre mascarado por uma propaganda. Concorda?

(8) A missão de uma marca é usar a internet para resolver os deficiências que tem no mundo real. É simplesmente terrível comprar produtos em 90% das lojas de varejo desse país. O vendedor simplesmente não tem todas as informações sobre os produtos que vende. A loja não tem todos os produtos que deveria ter. Ambos, compradores e vendedores, perdem negócios porque falta informação. Cabe ao varejo, nesse caso, completar a falta de informação que tem na loja com informações eletrônicas. E isso não vale apenas para o varejo, vale para todos. A internet existe para resolver as nossas deficiências. Qual é a sua? Concorda?

(9) A missão de uma marca é reduzir as expectativas dos clientes sobre a marca. Pare de prometer o céu na terra. Baixe a bola. Não siga o exemplo da BRF ou seja lá qual for o nome da empresa, não prometa "um mundo de sabores" porque é simplesmente MENTIRA. Ninguém é capaz de trazer todos os sabores para a mesa de alguém. Baixe a bola, seja verdadeiro, honesto. Nenhum desodorante vai tornar uma mulher mais atrante. Nenhum carro vai atrair mulheres decentes para um homem. O produto que você vende só resolve o problema que foi feito para resolver, e não para acabar com a fome do planeta. Deixe o cliente falar de você, pare de falar de si mesmo. Concorda?

(10) A missão da uma marca é aplicar humanidade aos negócios. A geração Twitter, iPhone e Wii quer as mesmas coisas que os seus avós queriam: SER FELIZES. O ser humano não mudou nada nos últimos 3 mil anos. As novas tecnologias "ainda" não mudaram as pessoas. Entra tecnologia, sai tecnologia, as pessoas querem as mesmas coisas. Tá na hora do mundo dos negócios encontrar uma maneira de misturar as coisas. Concorda?

A construção de marca é uma atividade de responsabilidade social para as pequenas empresas. Ao construir pequenas marcas alternativas a salsicha da Sadia, os pequenos empresários estarão ajudando o mundo a tomar melhores decisões. Ao construir pequenas marcas alternativas aos doces da Nestlé, os pequenos empresários estarão ajudando o país a criar mais empregos. Quem cria emprego são as pequenas empresas, há décadas as grandes não criam empregos. Ao construir pequenas marcas alternativas as ofertas da Casas Bahia, os pequenos empresários estarão ajudando a sua cidade a oferecer melhores serviços e produtos.

Eu quero viver em um mundo com infinitas opções sobre a minha mesa. A informação, o conteúdo, a intelectualidade, a inovação, a ética, a sabedoria e a educação não tem e não deve vir de poucas e boas empresas. CONTRIBUA para que possamos mudar a maneira que a sociedade consome e prospera ao construir a marca da sua pequena empresa.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

10/06/2009

As melhores indústrias para começar um negócio.

Vivemos uma crise criativa e não uma crise financeira. Vivemos uma crise de pessoas sem habilidades criativas e não uma crise de pessoas inteligentes. Tá faltando cérebro para inventar, braços para executar, e coração para fazer as coisas por paixão e não apenas por dinheiro. 

Não faltam oportunidades para quem estuda e quer fazer diferente. 

Algumas indústrias que se mostram abertas a novas negócios são:

1. Aplicativos para iPhone. Já são mais de 50 mil aplicativos a venda na iTunes, mais de 1 bilhão de aplicativos vendidos, 40 milhões de iPhones vendidos no mundo. Se você criar algo para o iPhone, pode vender no mundo inteiro sem sair de casa. Tá esperando o quê? Software é a indústria do século. Serviço puro, sem estoque, só cérebro. 

2. Saúde. O sistema de saúde no mundo é terrível. Se você ficar doente é melhor ir direto para cova para não ter que depender dos parcos hospitais que tem por ai. Sem falar da medíocre condição intelectual dos médicos. O sistema precisa de novos hospitais, novos modelos de clínicas, novos modelos de atendimento, aplicação de tecnologia e muito mais. Quem vai investir nesse negócio que tem cliente saindo pelo ladrão?

3. Software como Serviço. Estamos a caminho das nuvens. O tempo de comprar software na prateleira de uma loja está com os dias contados. Vai ser tudo pela web, download, e na melhor das condições nem baixar você vai precisar, é tudo nas nuvens. Software, mais uma vez, o grande negócio do século, entre nessa. 

4. Produtos Zen. Todos que lêem esse post precisa por baixo de um psicólogo, terapeuta ou psicanalista. Tá todo mundo louco e carente. Todos precisam de ajuda. A vida está um stress só. SPAs, coachings de tudo quanto é coisa, palestrante de auto ajuda, igreja que promete um lote no céu, tá tudo e alta. Quando você vai abrir a sua lojinha zen na web?

5. Escolas, Escolas, Escolas. Faltam escolas técnicas, escolas morais, escolas éticas, escolas corporativas. Nós precisamos de novos formatos, novos professores, novas tecnologias, novas metodologias. Quando você vai abrir a sua escola?

6. Alimentação. O tempo tá curto. A mulherada não cozinha mais. A família não compartilha a mesa na hora da refeição. Tá todo mundo ficando gordo. Nós precisamos de alimentação de verdade, qualidade, inteligente. Nós precisamos de novos restaurantes, em novos modelos, rápidos, saudáveis, que nos deixam trabalhar, fazer reuniões, comer em paz. Cade o seu restaurante?

7. Verde, Verde, Verde. Construtora verde, comida verde, computador verde, segurança verde, escola verde, software verde, professor verde, livro verde, livraria verde, caneta verde, lâmpada verde, carro verde, seguro de vida verde, governo verde. Preciso falar mais alguma coisa? Verde na cabeça!

8. Consultores e Serviços Profissionais. As grandes empresas não contratam mais. Os empregos estão nas pequenas empresas. Entretanto, as pequenas empresas não tem braços para fazer marketing, vendas, tecnologia, recursos humanos, produtos etc. Quem vai ajudá-las a ter a infraestrutura necessária para serem relevantes?

9. Tecnologia. Você vende ferro ou bytes? Seja lá o que for que você faz, mete um chip no negócio. Se você faz lousa para escolas, comece a fabricar lousas eletrônicas; se você edita livros, considere seriamente a possibilidade de vende e-books. A Intel, Microsoft e o mundo Linux tem tecnologia de sobra para você embarcar nos seus produtos e serviços. Quando você vai fazê-lo?

10. Funcionários Temporários. Outsourcing, Outsourcing, Outsourcing, quem precisa de funcionário full-time na empresa? De fato, quase ninguém. A grande maioria das tarefas não precisam dos funcionários o tempo todo. As empresas precisam do SISTEMA funcionando o tempo todo. As pessoas não. Nós precisamos de funcionários talentosos temporariamente. Precisa dobrar as vendas em 48 horas? Contrate um gerente de clientes bala para entrar com os dois pés no peito de 40 clientes em 24 horas. Precisa de um web site? Contrate um grupo de pessoas capazes de entregar o site em 30 dias e depois desmantele a equipe. A manutenção pode ser feita por "um vinte e cinco avos de uma pessoa". Entendeu a matemática?

11. Energia. Internet por energia elétrica, carro movido a álcool, avião movido a energia solar, trem movido a água, computador movido a vento. A natureza é poderosa. O mundo precisa de novos maneiras de ligar os produtos que tanto amamos. 

Vivemos uma recessão. Recessão de gente criativa, corajosa, disposta a mobilizar diferentes entidades para reinventar a sociedade que vive. Vamos que vamos, passar por um vale até que poucos e brilhantes seres humanos reinventem as indústrias que tocam o planeta. Você vai ser um deles?

01/06/2009

O fim do século 20.

Gmsegundaguerra


"Faça as coisas certas 51% do tempo, e você vai terminar sendo chamado de Herói". Alfred Sloan, presidente da General Motors, 1934. 

A notícia do dia no mundo dos negócios é a concordata da GM. É irônico e triste ver que a empresa que inventou a "obsolecência planejada" - a decisão de construir produtos que um dia terão que ser necessariamente trocados, não conseguiu se reinventar a ponto de se deixar obsoletar. 

Ao invés de construir carros que o público quer - modelos menores que consomem menos gasolina sem perder o conforto - preferiu investir pesado em modelos SUVs e Hammers da vida. 

Ao invés de seguir as crescentes leis ambientais que começaram a surgir nos EUA, sempre lutou contra as iniciativas e regulamentações verdes. 

Ao invés de sentar e negociar mudanças profundas no relacionamento com os sindicatos de funcionários, resolveu botar mais lenha na fogueira terceirizando a produção de veículos para países como o México.

A GM está quebrada. Tão quebrada quanto os bancos americanos que faliram na recente crise financeira. O seu fim, mais que merecido, seria a falência imediata. Entretanto, o governo Obama decidiu ajudar a empresa a se reinventar injetando mais 30 bilhões de dólares na GM.

A GM acumula perdas de mais de 88 bilhões de dólares desde 2004. As ações da GM fecharam na sexta-feira valendo 0,71 dólares. Quanto tempo vai levar para a empresa pagar 120 bilhões de dólares em dívidas e juros, levando em conta que terá que vender menos e reduzir sua participação no mercado?

A GM, o ícone do capitalismo americano no século 20, o  "O que é bom para os EUA é bom para a General Motors e vice-versa", o grande exemplo do quanto funciona o "american way of life" vai virar uma empresa estatal para se safar da falência. 

A operação social-capitalista vai dar certo? 

Eu espero que sim, independente de quem seja o dono, eu espero que eles exijam que o importante seja feito e não o urgente. 

Vinte anos atrás, o polêmico cineasta Michael Moore fez um documentário visionário sobre a GM chamado "Roger & Me". O documentário aponta os erros gerenciais que a empresa fez ao longo dos anos e mostra que o buraco é eminente se algo não fosse feito. Ele acertou em cheio. 

Ele viveu na pele toda a problemática da GM porque vive em Flint, Michigan, um dos lugares mais afetados pelas burradas da empresa. Flint é hoje uma cidade fantasma com 40% das casas e comércio vazios. 

Michael Moore, com toda a propriedade e experiência no assunto GM, tem algumas sugestões a dar para Obama. 

"Mr Obama, faça como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque dos japoneses a Pearl Harbor, diga a nação que estamos em guerra e precisamos converter imediatamente todas as fábricas de carros da GM em fábricas de veículos de transporte e dispositivos movidos a fontes de energias alternativas. 

(Entre 1942 e 1945, fábricas da GM pararam de fabricar carros e passaram a fabricar tanques de guerra, jipes, aviões, rifles, caminhões, motores a diesel para navios, e todo tipo de equipamentos necessários para os EUA ganharem a segunda grande guerra)

Se a mudança radical da produção foi possível no passado, podemos fazer novamente se houver boa vontade de todos os envolvidos. É possível mudar as coisas!

Nós vivemos hoje um tipo de guerra diferente - uma guerra contra o ecosistema, uma guerra conduzida pelos líderes das grandes empresas. Essa guerra tem dois fronts, as fábricas de carros movidos a gasolina, que todos os dias cospem "armas de destruição em massa" responsáveis pelo aquecimento global. 

Essa coisa chamada carro é divertida de dirigir, mas está levando a espécie humana e o planeta inteiro a ruína eminente. O outro front dessa guerra está sendo dirigida pelas companhias de petróleo que insistem em sugar do planeta o óleo preto que lhe pertence. 

Presidente Obama, agora que você é dono da General Motors, converta todas as fábricas da GM em linhas de produção de novos e necessários produtos e uso. 

Não coloque outros 30 bilhões de dólares nos cofres da GM para produzir carros. Use o dinheiro para manter os funcionários empregados para que eles possam construir novos modelos de transporte para o século 21. Deixe-os iniciarem as mudanças agora!

Anuncie que nós teremos trens bala cruzando o país em cinco anos! O Japão construiu o primeiro trem bala há quarenta e cinco anos!!! Hoje eles tem dezenas de trens balas cruzando o país. Com um trem desses é possível ir de Nova Iorque a Los Angeles em 17 horas! Vamos contratar as milhões de pessoas desempregadas para construir essa solução! Miami a Washington em menos de 7 horas, Chicao a Detroit em menos de 2 horas. É possível fazer e tem que ser feito!

Inicie o programa de colocar trens em todas as cidades médias desse país. Construa os trens dentro das fábricas da GM. Contrate pessoas de todos os lugares para instalar e fazer o sistema funcionar. É possível fazer e tem que ser feito!

Para as pessoas que vivem em áreas rurais que não poderão ser servidas pelas linhas de trem, faça a GM produzir ônibus movidos a energia verde. É possível fazer e tem que ser feito!

Transforme as fábricas de carros movidos a gasolina em fábricas de carros movidos a eletricidade imediatamente. MANDE EMBORA todos os medíocres que dizerm que não é possível ter um sistema de abastecimento de carros elétricos instalado nos próximos cinco anos. Essas pessoas pensam como dinossauros do século 20, não servem para construir a GM do século 21. Troque os líderes, troque os engenheiros, troque todos aqueles que dizem que é impossível mudar as coisas. É possível fazer e tem que ser feito!

Transforme algumas das fábricas vazias da GM que hoje constroem meia dúzia de painéis solares e outros meios alternativos de energia, em verdadeiras linhas de produção capazes de produzir milhões de painéis solares imediatamente. Existem centenas de engenheiros ansiosos e trabalhadores capazes de fazer isso. Troque as pessoas. É possível fazer e tem que ser feito!

Presidente Obama, Por favor não transforme a GM em uma versão menor e piorada dela mesma. Não desperdice o dinheiro das pessoas em uma empresa que constroi carros que destroem o planeta em que vivemos."

Presidente Obama, coloque um ponto final da GM do século 20. Deixe as pessoas construirem a GM que um planeta com seis bilhões de habitantes precisa para viver em paz com o meio ambiente. 

O Século 19 foi o século da agricultura, o século 20 foi o século do carro, o século 21 é o século do software, do conhecimento, do meio ambiente, do ser humano. 

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?


Rogerme

20/05/2009

Os adultos estão obsoletos.

Mozart10

"Viver bem e viver feliz são duas coisas completamente diferentes, a última seria impossível para mim sem magia e fascinação; eu garanto a vocês que sem viajar nós somos criaturas miseráveis. Um homem de talento medíocre continuará medíocre se viajar ou não; mas um homem de talento superior se deteriorará se continuar em um único lugar."  Wolfgang Amadeus Mozart
 
A civilização em que você vive hoje está anos luz a frente daquela que Wolfgang Amadeus Mozart viveu entre os anos de 1756 e 1791 em Viena. Você não tinha ajuda da polícia a um clique do celular, as ruas não eram reguladas, passava na frente o cavalo que gritava mais alto, não existiam leis trabalhistas para proteger os menos favorecidos, o sistema de banco era um direito da elite da elite, comida e suprimentos eram escassos, sobrava lixo nas ruas das cidades, os líderes eram maníacos por sangue e sua burocracia era completamente desumana.

Nesse cenário surge Mozart e a sua música revolucionária. Basta escutar uma única vez os primeiros acordes da famosa  Eine Kleine Nachtmusik para entender o que eu estou falando.

Mozart teve uma vida breve e intensa. Ele morreu com 35 anos, pobre e endividado, jogado em uma vala comum embrulhado em um saco de linho - até hoje não se sabe onde estão os seus ossos;  apesar da sua fama ter percorrido toda a Europa,  no seu enterro não havia uma só alma viva, ninguém acompanhou a carroça funerária, nem mesmo a esposa e filhos.

Durante sua curta estadia pela Terra, Mozart compôs mais de 600 obras de música clássica. Muitas delas desafiando os padrões de composição que existiam na época.  Muitas delas complexas até para músicos experientes reproduzirem. A partir de um certo momento, suas músicas ficaram tão complexas que o público começou a fugir das suas apresentações. "Não vamos ao teatro para pensar, queremos nos divertir", dizia o povo de Viena naquela época.

Além da música, Mozart ficou conhecido mundialmente como uma criança prodígio. Ele começou a tocar piano aos três anos de idade, compôs a sua primeira música aos cinco, escreveu a sua primeira sinfonia completa quando tinha nove anos. Ele tinha apenas doze anos quando completou a sua primeira ópera. Dos 5 aos 12 anos de idade Mozart compôs cerca de 12 sinfonias, 18 sonatas para piano e violino, 4 missas, 4 concertos para piano entre outras obras.

Ele era uma máquina de trabalhar e compor, estudar e se apresentar.

Sua prodigiosa performance é considerada única na história da humanidade. Tão única que muitos falam de intervenção divina ou coisa semelhante. Por conta disso, há uma impressão generalizada de que Mozart nunca teve que se esforçar para compor.  Ele nasceu gênio, nasceu sabendo tudo que tinha que fazer.

Besteira.

Mozart era excelente. Tinha atitude, tinha coragem, tinha personalidade, tinha compaixão pelos outros, tinha humildade, tinha bom humor, tinha proatividade, tinha uma profunda vontade de aprender, mas, o que realmente empurrou Mozart para o sucesso foi a prática deliberada que o pai obcecado por sucesso o submetia; o ambiente em que viveu, as cidades, os amigos e admiradores que desenvolveu, a sua família, as diferentes fontes de inspiração que passaram pela sua vida, as viagens que fez, o eterno espírito de criança que possuía e não escondia dos outros. Mozart foi irreverente durante toda a sua vida.

O pai de Mozart já era um compositor conceituado e um exímio violinista quando ele nasceu. A sua irmã Nannerl com apenas quatro anos tocava cravo e piano melhor do que qualquer um com o triplo da idade. Mozart assistia a irmã tocar e aprendia tudo de ouvido. Leopold Mozart, seu pai, marketeiro e empreendedor, levou os filhos para diferentes turnês de apresentação pela Europa que somadas duraram sete anos.  Durante todo esse tempo, pulando de cidade para cidade, a única diversão do menino Mozart era praticar praticar praticar conforme o seu pai dizia que devia fazer.  Mozart teve o pai e a irmã, em diferentes momentos, como mentores do seu trabalho. Além disso, Mozart tinha facilidade em fazer amigos. Tornou-se amigo do filho de Bach,  criou laços de grande amizade com o grande Haydn - vinte e quatro anos mais velho do que ele - com quem trocava idéias sobre como compor músicas revolucionárias.

A vida nas cidades da Europa também ajudou Mozart a criar. “Em cima de nós tem um violinista, abaixo tem outro, o vizinho da porta ao lado é um professor de canto que dá aulas todos os dias, e na porta à frente tem um escritor. Que felizes condições para compor! As boas idéias fluem a todo o momento!” Mozart, em carta escrita em Milão no dia 23 de Agosto de 1771 para sua querida irmã.

Até o stress o ajudou a criar as suas grandes obras. Mozart viveu uma vida muito parecida com a vida de qualquer pessoa batalhadora.  Ele tinha várias contas para pagar, teve sérios problemas com dinheiro  e cobradores, era casado, teve seis filhos, o seu pai, enquanto ainda era vivo, fazia pressão psicológica sobre Mozart, acusando de complacência na morte da mãe.  A sua vida social era intensa, festas, aulas, recepções, reuniões, happy hours etc. O apartamento onde morava era pequeno, tinha que dividí-lo com os filhos, empregada, esposa, eventuais estadias do pai etc. 

Ainda assim o número de grandes obras que Mozart compôs nessa época é impressionante.  Nas muitas cartas que Mozart trocou com os familiares, ele relata o seu impulso irreverente de explorar novos caminhos na música, o seu método de composição, as noites em claro que passava em busca da nota perfeita, o seu contínuo estudo sobre como compor mais rápido e melhor.

Mozart não foi um gênio, ele tinha apenas a atitude certa com relação à vida e com isso atraiu as condições ideais para o desabrochar do seu talento.

NÃO EXISTE TALENTO NATURAL. Ninguém nasce sabendo nada. Tudo é aprendido em vida nas inúmeras chances que temos em vida.

Você se lembra dos 300 de Esparta? Esparta se posicionou na antiguidade como uma cidade produtora de guerreiros. Os moleques espartanos não nasciam com gominhos no abdominal, mas ao longo de muito treinamento, provas de dificuldade cada vez mais difíceis, se transformavam depois de décadas de trabalho no padrão de guerreiros que a cidade precisava.

Se Mozart não foi um gênio, ninguém é um gênio. Não existe genialidade, cientificamente ainda não foi encontrado o gene da genialidade nos nossos corpos. Talvez, um dia, no futuro, algo assim seja encontrado, e daí, nós seres humanos poderemos comprar o gene da música clássica em alguma farmácia perto da nossa casa. Enquanto isso não acontece, o negócio é trabalhar, trabalhar duro.

A jornada para o talento e a alta performance não é uma jornada para preguiçosos de corpo e alma. O desenvolvimento do talento e alta performance requer lutas  interiores, sacrifícios e honestidade, geralmente características duras para quem é mole. NÃO EXISTEM ATALHOS! A busca da alta performance pede pelo menos uma década de trabalho,  e você precisa investir o seu tempo de maneira inteligente, ao se engajar deliberadamente em um método de prática que se concentra em tarefas que vão além da sua competência e conforto.

Susan Boyle, a britânica feia e desengonçada que emocionou o mundo inteiro no programa Britan Got Talent é um bom exemplo de talento produzido depois de décadas de preparo. Um vídeo amador publicado no YouTube mostra Susan Boyle com vinte e poucos anos se expondo em um karaokê londrino duas décadas atrás. Ela era boa, mas a música que escolheu para cantar naquele karaokê não era a melhor de todas, o ambiente não era o mais adequado, os colegas estavam mais preocupados com a cerveja e com a farra do que a sua performance. Passou desapercebida. Porém, quem realmente quer chegar a algum lugar, e trazer resultados de alta performance para si e para os outros, JAMAIS deixa passar uma chance de provar o seu talento, e aprender alguma coisa.

Entretanto, alta performance não é apenas resultado da simples prática diárias de anos ou décadas de trabalho. Você precisa de um tipo de prática específica para desenvolver talento.

Quando a maioria das pessoas pratica, elas praticam coisas que já sabem como fazer. Eu estou falando aqui de outra coisa. Eu estou falando de um esforço específico e considerável em fazer uma coisa que você não sabe fazer direito, ou simplesmente não sabe fazer.

"Pratique o máximo que a sua concentração te permitir praticar. Quando eu comecei a me preocupar sobre o que as pessoas podiam dizer sobre eu praticar o dia inteiro, eu perguntei (ao meu mentor) Professor Auer quantas horas por dias eu deveria praticar, e ele disse, "Não importa quanto tempo. Se você praticar com os seus dedos, nenhuma quantidade de tempo é o suficiente. Se você praticar com sua cabeça, duas horas são o suficiente". Nathan Milstein, mega blaster violinista, procure no Google...

"Enquanto pratico eu também procuro desenvolver o meu poder de concentração. Eu nunca apenas entro em campo e apenas bato na bola".  Bob Hogan, ultra campeão de golf

Vamos imaginar que você esteja querendo aprender a jogar golf. Nos primeiros meses, você vai aprender o básico sobre como pegar no taco, bater na bolinha, fazer o swing etc, coisas que vão evitar que você cometa erros feios (como acertar a bolinha em outro jogador). O instrutor vai te dar permissão para praticar o golf no campo, batendo na bolinha para bem longe, e jogando com outros novatos como você. Em um curto período de tempo (talvez 50 horas, isso mesmo, apenas 50 horas), você irá desenvolver um controle de jogo bacana, e o seu jogo irá melhorar. A partir daí, você irá trabalhar as suas habilidades ao participar de um X número jogos etc; até que a sua maneira de bater na bolinha se torne automática. A partir daí, você passará a pensar menos sobre cada vez que bate na bolinha e passará  a jogar mais pela intuição. O seu jogo de golf se tornará então uma atividade social, na qual você ocasionalmente se concentra em uma tacada. Desse momento em diante, o tempo adicional no campo não irá melhorar a sua performance, a qual permanecerá estável no mesmo nível por décadas.

Por que isso acontece? Você não melhora porque quando está jogando o jogo, você tem apenas uma chance de bater na bolinha a partir de um determinado local. Você não consegue imaginar como corrigir os seus erros. Se você tivesse a chance de bater na bolinha por cinco ou dez vezes a partir de um determinado local, você teria mais feedback sobre a sua técnica e começaria a ajustar o seu estilo de jogo para melhorar o seu controle. Os profissionais geralmente batem inúmeras vezes dos mesmos locais quando estão treinando e checam o campo antes do jogo.

Somente trabalhando o que você não sabe fazer direito, você pode se tornar o talento que você quer ser.

É um grande desafio para todos nós. Mas é um desafio que ninguém pode se dar ao luxo de não enfrentar. Nós vivemos em um mundo em que é preciso fazer mais com menos, um mundo onde o ser humano é um recurso cada vez mais caro.

Não é só uma questão de ter sucesso e se transformar no Mozart da sua indústria, mas de simples e pura sobrevivência. A economia global é mais competitiva do que nunca. A concorrência pode vir de qualquer parte e a qualquer hora. A empresa em que você trabalha precisa alcançar um desempenho brilhante para ser percebida pelos clientes que quer conquistar.

É um desafio para todos.  Se reinventar em tempo real, observar os nossos atos, colher feedback, produzir um novo eu hoje melhor do que fomos ontem.

"Não é porque você sabe andar desde que nasceu que agora você é melhor em andar. É difícil para engenheiros experientes, por exemplo, permanecerem competitivos com jovens engenheiros treinados em novos e melhores métodos. Aqueles que são bem sucedidos têm que dedicar muito tempo extra para aprender sobre esses novos métodos. Para tanto, você precisa se colocar em situações em que recebe opinião dos outros. É um mito dizer que você melhora apenas fazendo as coisas que você gosta de fazer."
K. Anders Ericsson, Professor de Psicologia, Florida State University, co-editor do livro Cambridge Handbook of Expertise and Expert Performance (Cambridge University Press, 2006).

Talento e alta performance se desenvolve. É preciso acreditar nisso para não cometer o erro de desperdiçar o talento de pessoas de atitude porque aparentemente não possuem o perfil para trabalhar em uma determinada área. É possível transformar uma pessoa que aparentemente "não nasceu para vendas" na melhor vendedora da empresa; é possível transformar pessoas humildes em grandes negociadores, pessoas envergonhadas em grandes oradores, pessoas simples em grandes empresários, e bons gerentes em líderes carismáticos e assertivos.

Em 1970, dois educadores húngaros, Lázló e Klara Polgár, decidiram desafiar o conhecimento popular que dizia que as mulheres não poderiam ser bem sucedidas no xadrez. Eles colocaram em prática um experimento que provou a todos o poder que a educação tem em transformar as pessoas. Além da educação que recebiam fora de casa, as três filhas do casal foram levadas muito cedo a jogar xadrez com seus pais em casa. O treinamento sistemático e a prática diária deram resultado. Por volta do ano 2000, todas as três filhas estavam ranqueadas entre as dez melhores jogadoras de xadrez do mundo. A mais nova, Judit, se tornou uma grande mestra do xadrez aos 15 anos de idade, quebrando o recorde da pessoa mais nova a ganhar esse título, conquistado antes por Bobby Fischer.

Além de tudo, Mozart era profético, "Mantenha os olhos nele; um dia ele fará o mundo falar sobre ele!". Observação de Mozart sobre Beethoven na primavera de 1787. Essa foi a única vez que os dois compositores se encontraram.

O talento e a alta performance estão disponíveis para todos. Porém, por alguma razão ainda desconhecida, algumas pessoas são mais motivadas do que outras, poucos realmente querem se destacar da multidão, se sujeitar ao trabalho e pressão que existe pelo caminho, e deixar uma grande marca no universo.

"Eu rezo para Deus todos os dias para me dar a graça de me manter forte, para que eu posso honrar a mim mesmo e toda a nação alemã, para sua honra e glória; que ele me permita ser bem sucedido para que eu possa ajudar você a sair da condição terrível que se encontra, e posso trazê-lo para uma condição em que possamos viver juntos e felizes. Eu acredito que atingiremos esse objetivo seja na Terra ou no Céu." Mozart, Paris, 1o de Maio de 1778 em carta para o seu pai que estava mergulhado em dívidas, e dava aulas particulares para ganhar algum dinheiro para promover a carreira do filho.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

11/05/2009

Nem homem nem nação podem existir sem uma idéia sublime.

Tambau

"A derrota é conseqüência natural da tentativa, o sucesso leva tempo e um esforço prolongado frente a obstáculos inesperados que eventualmente aparecem pela frente. Pensar que as coisas serão de outra maneira, não importa o que você faça, é convidar a si mesmo a se sentir frustrado, e limitar o seu entusiasmo em tentar novamente. " Tolstoi, Primores do Conto Universal.

Enquanto os meus bisavós ainda eram vivos, eu costumava passar muitos finais de semana em Tambaú, uma pequena cidade de 23 mil habitantes no interior de São Paulo que nos anos cinqüenta do século passado ficou conhecida em todo o Brasil devido aos milagres do Padre Donizetti. Na época do padre, mais de quatro milhões de pessoas estiveram em Tambaú para serem abençoadas por ele. Por conta disso, e outras coisas que desconhecemos, a cidade tem uma ligação muito forte com a fé.

De uns anos para cá, inspirado na trilha que leva os peregrinos para Santiago de Compostela, foi criado em Tambaú, o Caminho da Fé, uma rota de 415 km que passa por 19 cidades do estado de São Paulo e Sul de Minas e termina em Aparecida do Norte. O caminho é marcado por pequenas setas amarelas pintadas em pedra, árvores e postes para orientar os peregrinos, passando por vilarejos, rios, bosques, subindo e descendo montanhas.

A versão Brasileira do caminho de Santiago de Compostela promove o encontro imaginário do Padre Milagroso “Padre Donizetti”, com sua santa de devoção Nossa Senhora Aparecida em Aparecida do Norte. Como na Espanha, os peregrinos recebem em Tambaú um passaporte oficializado pela igreja para que no final da caminhada o peregrino ao concluir o Caminho receba o Certificado de Peregrino Mariano.

O meu pai nasceu no Sul de Minas Gerais, mas cedo foi para Tambaú onde cresceu na casa dos seus avôs. O meu bisavô, Jose Gatto, foi prefeito de Tambaú por diversas vezes. Ele era empreendedor, visionário, e foi responsável pela modernização da cidade, e diversas obras de infra-estrutura. Hoje ele tem o busto na praça principal, e o seu nome foi dado a principal avenida de Tambaú. A sua casa, construída nos anos trinta, onde eu passei dezenas de finais de semana com os meus pais, hoje pertence à cidade de Tambaú e foi transformada em seu museu.

Tambaú tem alguma coisa. Algo me emociona sempre que vou lá. Sempre choro na hora de ir embora. Não sei explicar o por que. Eu sempre fui muito ligado a minha avó paterna, que tinha aquela cidade como o seu berço. Eu só tenho recordações carinhosas dos dias que passei por lá com a minha avó, padrinhos, pais e família. Tempos de brincar com estilingue, andar de rolimã, brincar de esconde esconde no porão da casa, me esbaldar com as balas Chita. A primeira coisa que eu fazia quando chegava a Tambaú era correr até a vendinha da cidade para comprar um pacotinho de balas Chita. A melhor bala de todos os tempos.

Mas, tudo na vida passa. Nós crescemos, as prioridades mudam, a família envelhece, e eventualmente, as pessoas que mais gostamos morrem.

Foi assim com a Tia Julieta.

Tia Julieta, irmã da minha avó, foi a única entre as oito irmãs que nunca se casou. Tinha idéias muita avançadas para a sua época. Era política, fumava, falava grosso, tinha opinião sobre tudo, lia bastante, viajava sempre que podia para algum lugar, às vezes sozinha, às vezes acompanhada de uma das irmãs que conseguira dobrar o marido para se aventurar em algum lugar do mundo. Nos anos setenta ela levou a minha avó para a Europa, coisa que o meu avô na época não tinha qualquer vontade em fazer.

"Ricardo, sua tia Julieta morreu", disse a minha mãe quando eu tinha uns treze anos de idade, "Nós precisamos ir até Tambaú com a sua avó nesse final de semana para ajudá-la com as coisas da sua tia.".

A morte da Tia Julieta voltou a reunir todos os familiares em Tambaú. Quando chegamos à casa do meu bisavô, a casa onde eu passei dezenas de finais de semana, a casa onde a Tia Julieta viveu e morreu, já não tinha lugar para sentar.

Todas as irmãs da minha avó estavam no quarto da minha tia arrumando as suas coisas e relembrando os momentos que passaram juntas; enquanto isso, os membros mais jovens das famílias se abraçavam e confraternizavam do lado de fora.

"Rica, você pode ir brincar lá fora, não precisa perder o seu tempo aqui com esse bando de velhas, se precisar de alguma coisa eu te chamo", eu estava sempre junto a minha avó, aguardando pelo momento de ser útil para alguma coisa.

Eu deixei a minha avó e fui passear pela casa sozinho. A casa, na verdade, um casarão, foi construída pelo meu bisavô para servir de morada para ele e todas as suas filhas.

Quando criança, haviam quartos naquela casa que eu nunca havia entrado; aquele dia, era a minha grande oportunidade de explorar tudo que eu ainda não conhecia direito. E foi exatamente o que eu fiz. Eu comecei a entrar aqui, ali, quarto da minha bisavó, sala de estar, outro quarto, outra sala, cozinha com fogão a lenha, o velho porão, até que, entrei em uma sala de estar onde dei de cara com uma estante cheia de livros. Nunca havia notado aquela estante, nem aqueles livros. Aproximei-me , uma série de livros verdes me chamou a atenção, peguei o primeiro, "Primores do Conto Universal, Contos Norte Americanos", peguei o segundo, "Primores do Conto Universal, Contos Italianos", peguei o terceiro, "Primores do Conto Universal, Contos Russos". Eu estava de frente com uma coleção centenária de nove livros com os melhores contos da literatura mundial! Linda! Sensacional! Milhares de páginas de pequenas histórias fantásticas!

Eu sempre gostei de histórias curtas, e aquela coleção antiga me parecia fascinante. Sentei em uma velha cadeira na velha sala de estar e por lá fiquei devorando sozinho os livros de contos que encontrará.

Depois de um certo tempo, alguém entrou na sala e me pediu para sair porque dali em instantes os mais velhos iriam se reunir ao lado para ler o testamento da tia Julieta.

Eu coloquei os livros no lugar e sai. Na saída, encontrei a minha avó a caminho da sala onde o testamento da minha tia seria aberto.

"Vó!", disse eu, "Eu encontrei uns livros de contos muito legais naquela sala. Têm contos da Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Brasil entre outros. Eu posso pegar os livros para mim?". Perguntei todo empolgado. "Rica, vamos ver. Depois da reunião, você me mostra os livros, e se nenhuma das minhas irmãs se importarem, você pode ficar com eles", "Legal, obrigado", e fui me juntar com os meus irmãos, primos e toda a ala jovem da família na grande varanda do lado de fora da casa.

Algum tempo se passou, um bom tempo se passou, já passava da hora do almoço quando a reunião terminou. Eu estava lendo um livro que sempre trazia comigo quando a minha avó apareceu na varanda.

"Rica, sabe aqueles livros que você mencionou ? A sua tia deixou para você", e completou, "Vou ler o que ela escreveu: "Para o Ricardo, o neto querido da Yolanda, eu deixo a minha coleção de livros de contos universais. Ele adora ler. Eu sei que ele vai cuidar com muito carinho dessa coleção de livros que me foi dada por uma pessoa muito especial. “Eu sei que ele vai aprender muito com esses livros.”

Eu sempre fico arrepiado quando me lembro dessa história.

Uma grande coincidência?

Eu nunca tinha visto aqueles livros na minha vida. Eu não tinha nada que ficar vagando pela casa xeretando as coisas naquele dia.

Existe algum significado nos livros que eu preciso saber?

Eu não sei. Eu só sei que de tempos em tempos leio e releio os contos dos livros da coleção que a Tia Julieta deixou para mim. Eu já aprendi muito, ri muito e chorei muito com todos eles. Certa vez, o conto "A pipa do amotilhado", de Edgar Allan Poe me deu a idéia de um nome diferente para o produto de um cliente; "O Subsolo", de Dostoiévski, me fez gostar ainda mais de História.

Quando a criatividade seca, quando estou cansado das abobrinhas do dia-a-dia, abro os livros da Tia Julieta e releio o conto de Cervantes, Mario de Andrade, Mark Twain, Tolstoi, Gode Vidal, e procuro acreditar que todos nós temos guias que de uma maneira ou de outra, estão olhando por nós.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

05/05/2009

O revolucionário prazer de pensar por si mesmo.

"Você está comprometendo a sua integridade em favor do dinheiro?"

Você pode afirmar que trabalha em um lugar onde todos os funcionários agem como parceiros, empreendedores e donos da empresa?

A verdadeira revolução na maneira de trabalhar está em transformar todo funcionário em um verdadeiro profissional empreendedor. Nada menos que isso interessa.

Os Judeus tem um ensinamento muito bacana que diz o seguinte, "Se você tem apenas duas alternativas na vida, escolha a terceira", ou seja, sempre há uma terceira alternativa, sempre. Quando não há uma aparente terceira alternativa é porque fomos preguiçosos demais para pesquisá-la. Fomos pouco empreendedores.

Ter a consciência que sempre existe uma terceira opção nos permite recusar  a escolher apenas entre duas opções geralmente opostas, mudar ou não mudar, seguir ou ficar parado, quebrar ou manter, subir ou descer, amar ou odiar e por aí vai.

Uma pessoa é trazida a julgamento por roubo a mão armada, o juiz lhe pergunta, "Você se considera culpado ou inocente?", "Eu estou com fome e desempregado", responde o cidadão.

A verdadeira revolução nas empresas está em conseguir desenvolver um grande número de funcionários com esse espírito de tomar decisões depois de analisar alternativas que aparentemente não existem.

A falta de empreendedorismo começa em casa e termina nas melhores escolas. Na faculdade, depois de muito estudar para entrar na melhor das melhores, o cidadão sai de lá com a atitude arrogante de quem  já sabe o que é certo e o que é errado.  A pior das escolas não produz nada que vale a pena mencionar, por outro lado, as melhores escolas estão criando tipos que dizem "Você tem um problema. Eu sou um especialista treinado, então cale a boca e escute o que eu tenho a dizer. "

O revolucionário prazer de pensar por si mesmo requer que você tenha uma filosofia de vida própria, forjada por você mesmo, independente dos livros que leu, professores que teve, e empresas que trabalhou. Tal revolucionário modo de viver não pode existir sem colocar em prática o seu revolucionário modo de pensar.  Se você quer mudar alguma coisa, a vida prática precisa ser baseada em uma teoria, forjada na sua vida prática.

Trabalhos e tarefas complexas - praticamente tudo que move o mundo nos dias de hoje - não podem ser realizados com sucesso por funcionários transeuntes, esse tipo de gente que não se engaja de corpo e alma, cérebro e coração com o que faz. Somente quando o funcionário sente que é dono do seu trabalho atual e age como tal, é que ele conseguirá desenvolver tarefas complexas, e não precisará se preocupar com estabilidade ou sobre qual será o seu próximo trabalho.

E isso, depende apenas da vontade pessoal do funcionário, por mais que ele diga que não.

O programa Profissão Repórter da rede globo do último dia 28 de Abril de 2009, teve como tema central a crise econômica mundial. Entre várias histórias que o programa mostrou, a entrevista com Edgar Solano, empresário brasileiro da indústria de auto peças me chamou a atenção. O programa escolheu Edgar porque ele é um dos muitos empresários brasileiros sendo obrigados a demitir funcionários por falta de vendas. "Como você se sente ao demitir os seus funcionários", perguntou o programa, "Eu me sinto muito mal, é um sentimento terrível. Os meus funcionários são pais de família. Eu sei que nesse momento existem dezenas de crianças chorando porque seus pais estão desempregados".

"Eu não gosto nem de vir aqui (chão da fábrica da empresa), fico triste ao ver todo o investimento que fizemos parado sem dar resultado", e a repórter completou, "Esse tipo de coisa (demissão) já aconteceu com o senhor?", ele respondeu, "Não, nunca fui demitido. Eu entrei em uma empresa como office boy aos 14 anos, e sai de lá como sócio".

Todas as empresas do mundo precisam apenas de dois tipos de profissionais: vendedores de verdade, para aumentar as vendas, manter, reter, criar novos negócios; e profissionais operacionais de verdade, para fazer acontecer, entregar, cumprir as promessas que os vendedores fazem. Ponto. 

Entenda por vendedores de verdade todo profissional que realmente está dedicado a gerar receitas para a empresa. Nem sempre são os próprios vendedores. Me refiro a todo profissional que se coloca na linha de frente da empresa, e traz negócios para a empresa em que trabalha.

Ou você vende ou você operacionaliza as vendas. O papel do gerente está sendo substituido gradualmente ou geometricamente pelos sistemas de ERP, CRM, Business Intelligence, Database, Comércio Eletrônico, Twitter, Blogs, E-mail Marketing e outras revolucionárias ferramentas de tecnologia.

Uma vez que a tecnologia esteja presente na empresa,  aquele que operacionaliza as coisas não tem mais a necessidade de perguntar para o gerente da empresa se pode ou não dar descontos em produtos. Ele pergunta para o sistema.

Uma vez que a tecnologia esteja funcionando, o vendedor de verdade (seres humanos pensantes que estudam negócios) pergunta para o sistema onde quando e por que os produtos que vendeu serão entregues. Ele não precisa consultar os gerentes, os diplomatas da burocracia.

A figura do gerente se faz presente em lugares onde ainda ninguém parou para avaliar o verdadeiro valor que o cidadão traz para a empresa nos últimos meses ou ano. Quando alguém parar para avaliar, irá descobrir que se customizarmos o sistema em 5%, poderemos cortar 50% dos gerentes.

"Há um ano eu contratei um desenvolvedor de software na India para fazer o meu trabalho. Eu paguei a ele 12 mil dólares para fazer o trabalho que me pagam 67 mil dólares para fazer. Ele está feliz em ter o trabalho. Eu estou feliz porque tenho que trabalhar apenas 90 minutos por dia (eu ainda tenho que participar de reuniões, e gastar alguns minutos por dia falando com o meu colega na India), o resto do meu tempo o meu chefe pensa que eu estou controlando algo. Eles estão felizes porque consegui reduzir os custos e por isso não questionam nada além disso. Agora eu estou pensando em conseguir um segundo trabalho e fazer a mesma coisa.", de um post recente no fórum da BusinessWeek sobre o estado atual da gestão das empresas. 

A Zappos, a mais badalada empresa de comércio eletrônico dos EUA, figurinha carimbada em vários posts no web site da BIZREVOLUTION (procure por ZAPPOS), tem a seguinte posição sobre a dupla Vendedores e Operações no modelo de negócios deles.

"A nossa visão é que em três anos, todos os nossos novos funcionários serão pessoas operacionais com pouca ou quase nenhuma experiência ou formação acadêmica. Nós vamos treinar todos eles, prover programas de mentores e fornecer tecnologia adequada para que dentro de cinco anos, eles possam se tornar líderes completos dentro da empresa". Tony Hsieh, Presidente da Zappos, Maio de 2009.

O que nós sabemos sobre gerenciamento da imaginação humana?

Quase nada.

Entretanto, existe um tipo de empresa, que troca imaginação por dinheiro todos os dias, de onde podemos aprender muita coisa. São as chamadas empresas de serviços profissionais. São os consultores, designers, agências de marketing, propaganda, auditores, profissionais da contabilidade, advogados, médicos, engenheiros, editoras, jornalistas que todos os dias precisam criar algo novo para trocar por dinheiro.

Como eles fazem isso sem deixar-se levar pelo que já sabem e viver dos louros do passado?

Eles fazem muitas coisas, entre elas:  (1) eles trabalham em grupos, de dois, três, as vezes quinze, ou dezenas e centenas de pessoas. (2) Todas as atividades são organizadas por projetos de duração limitada. Ninguém é gerente de nada por muito tempo, todos precisam provar o seu valor a cada projeto realizado. Equipes são formadas e desmontadas informalmente.  (3) Cada indivíduo é responsável direto por manter as suas habilidades up-to-date com o que existe de mais inovador no planeta. (4) Praticamente não existe gestão e controles top-down, a hierarquia é mínima.

Perguntas: Os funcionários que operam na base do preto no branco estão preparados para trabalhar nesse novo mundo colaborativo? Os gerentes que tercerizam tudo que fazem estão preparados para trabalhar no mundo onde cada vez mais temos que pensar por nós mesmos?

"Os profissionais do século 21 precisam largar a premissa que diz que o mundo é previsível e mover-se para uma realidade onde as coisas são cheias de ambiguidades e irão continuar dessa maneira sem qualquer previsão de mudanças." Joan Caruso, BusinessWeek, hoje.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

27/04/2009

Só a verdade ofende.

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"Eu tenho mais medo de três jornais do que cem baionetas". Napoleão Bonaparte.

Aos 24 anos, a frente de um exército de 40 mil brancaleones mal nutridos, mal vestidos e mal equipados, sem nenhum moral, Napoleão desenvolve uma atividade espantosa, vence diversas batalhas na Itália, em apenas um ano captura 160 mil prisioneiros, 2 mil canhões e 170 bandeiras e vence a guerra contra a Áustria, coisa que o principal exército da França não foi capaz de fazer com sua estratégia e maneira tradicional de pensar.

Napoleão Bonaparte foi o cara.

Profundamente amado e odiado em vida e até os dias de hoje, Napoleão é visto por muitos como um ditador maluco que matou, invadiu e roubou em nome de ideais megalomaniacos e desumanos, e por outros como um verdadeiro revolucionário estrategista que lutou ao lado do povo, pelos ideais da revolução francesa, e criou museus, pontes, hospitais modernos, bancos, instituiu a Escola Pública para todos os cidadãos, e lançou o primeiro Código Civil a ter um êxito sem precedentes para milhões de pessoas.  Até hoje, o Código Civil criado por Napoleão é utilizado por vários países em todo o mundo. Em 1804, a França já tinha a lei do divórcio. O Brasil só foi ter algo parecido em 1977!

"Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo." Napoleão.

Napoleão não abaixava a cabeça para ninguém, muito menos para a igreja ou para o papa.

Quando da sua coroação como imperador, Napoleão chamou o papa para abençoá-lo - hábito comum naquela época - , mas não permitiu que Pio VII colocasse a coroa em sua cabeça. Napoleão, de costas para o papa, corou-se a si mesmo, mostrando que não se submetia as leis de ninguém, muito menos as leis da igreja.

"A religião é uma excelente invenção da humanidade para manter as pessoas comuns quietas. Não é possível governar pessoas que não acreditam em Deus. Por isso, devemos matá-las." Napoleão

Segundo Paul Johnson, famoso historiador inglês, depois de Jesus Cristo, Napoleão é o indivíduo sobre quem existe o maior número de livros publicados. Os editores acreditam ser mais provável vender um livro sobre Napoleão simplesmente pelo tema, do que qualquer outra biografia.  Por sua incrível energia para liderar as pessoas, Napoleão é tema de aula na Harvard Business School. Por sua incrível capacidade política, Napoleão foi lido por Getúlio Vargas, Juscelino Kubischeck, e com toda certeza Barack Obama e Bin Laden. Por sua inigualável capacidade de oratória, você encontra centenas de máximas de Napoleão em todos os livros mais vendidos desde auto-ajuda até negócios. Todas as academias das forças armadas estudam até hoje as estratégias que Napoleão usou nas batalhas que participou.

"Eu posso ter perdido uma batalha, mas eu nunca perdi um minuto." Napoleão.

Napoleão revolucionou as estratégias de guerra. Antes dele, os exércitos se enfrentavam que nem os peões se enfrentam no xadrez. Um de frente para o outro.

No Xadrez o peão não pode andar na diagonal como o bispo, ou dar saltos como o cavalo ou ir longe como uma torre. No xadrez, o peão anda sempre em frente, rumo ao poder de fogo do inimigo, sendo muitas vezes sacrificado para que o exército ganhe terreno.

Por que isso acontece no xadrez? Porque o xadrez é um espelho das estratégias de guerra que se conhecia na época que foi inventado.

Eu acredito que você já deva ter visto algum filme de guerra que mostra os soldadinhos de um determinado exército avançando sempre em frente, mesmo sabendo que na frente deles tem outros soldadinhos do exército inimigo melhor armados e prontos para abatê-los. Você já deve ter se perguntado: Por que os soldadinhos, mesmo sabendo que vão morrer, continuam em frente? Bem, Napoleão resolveu fazer essa pergunta, e mudar tudo.

Napoleão, como um bom líder e empreendedor, questionava tudo. Mudava tudo.

A estratégia de Napoleão era simples. Ao invés de posicionar os seus soldadinhos frente a frente com o exército inimigo, como acontece em um tabuleiro de xadrez, Napoleão identificava um ponto débil nas linhas inimigas e concentrava com habilidade todos os seus soldadinhos neste ponto, dividindo as forças adversárias para abatê-las uma de cada vez. Dessa maneira, exércitos muito maiores e mais bem organizados perdiam sua força, e por falta de comunicação, e falta de novas idéias para enfrentar as novas idéias de Napoleão, sucumbiam perante o grande guerreiro francês.

Napoleão era tarado por inovações. Ele estava sempre atrás da Próxima Grande Coisa que poderia colocá-lo a frente da concorrência.

Napoleão foi o primeiro a utilizar o primeiro sistema de telecomunicações do mundo, o semáforo de Chappe. Era também um mestre e tanto no uso da espionagem e ardis, bem como demonstrava ser possuidor de um incomum instinto para saber onde, quando e como atacar.

Napoleão fazia a concorrência jogar o seu jogo. Ele atraia o inimigo para um terreno que ele escolhia, posicionava - com antecedência - o exército como ele queria, e iniciava a guerra quando lhe era do agrado.

Na hora do combate, ele agia como um guerrilheiro, era mestre em tocar o caos na guerra, e isso deixava os inimigos perdidos.

A tática era também simples: uma nuvem de soldados atirando a esmo progredia sem ordem definida, esgotando o inimigo pelo fogo cerrado. A infantaria atacava depois, abalando as linhas inimigas pela massa. A cavalaria era usada para romper as forças inimigas em pedaços e perseguir os fugitivos. A velocidade era considerada por Bonaparte como elemento essencial: segundo ele, a rapidez nas manobras permitia multiplicar “massa por velocidade”.

Napoleão reinou por 15 anos. Nos primeiros anos foi um exímio planejador, inovador, estrategista, comunicador e líder. Preocupou-se com o criação de uma equipe de staff coesa e o desenvolvimento do país através de iniciativas sociais e culturais.

A partir da segunda parte do seu reinado, parece que se esqueceu dos próprios ensinamentos que propagou.

Ao chegar no topo do mundo, ele parou de confiar nas pessoas, inclusive nos membros da sua família. "Se você não está comigo, você está contra mim.".

O planejamento parou de existir. A espionagem foi para o saco. As reuniões com o staff sumiram. Análise de mercado e pesquisa de satisfação de clientes nem pensar.

Sem os fundamentos que criou, Bonaparte entrou em guerrra com a Russia, Espanha e Inglaterra.

Resultado, quebrou a cara. Napoleão entrou em terrenos que desconhecia, guerreou com povos que tinham valores que não entendia. Sob o comando de generais fracos, escolhidos erroneamente por Bonaparte, o grande exército francês tão temido em todo o continente, sofreu perdas irreparáveis. Bonaparte foi deposto e exilado.

Sobre os seus generais, Napoleão tinha uma opinião muito clara: "Não existem soldados ruins. O que existe são oficiais ruins, que não sabem liderar seus homens."

Por outro lado, Napoleão também tinha uma opinião muito clara sobre o seus funcionários: "Em última análise, é preciso ser militar para governar, é só com botas e esporas que se governa um cavalo!"

Napoleão foi o cara.

Exilado, isolado, deportado, Napoleão resolve voltar para a França para retomar o poder. Começa o período conhecido como 100 dias, os últimos da sua vida a frente de qualquer coisa.

As manchetes do jornal "Monitor Universal" ilustram o estilo "democrático" que Napoleão usava para lidar com a imprensa.

10 de Março: O Ogro Corso desembarcou em Golfe Juan

11 de Março: O Tigre chegou a Gap

12 de Março: O Monstro dormiu em Grenoble

13 de Março: O Tirano cruzou Lyon

18 de Março: O Usurpador foi visto a sessenta léguas de Paris

19 de Março: Bonaparte galopa, mas nunca entrará em Paris

20 de Março: Napoleão estará amanhã diante de nossas muralhas.

21 de Março: O Imperador chegou a Fontainebleau

22 de Março: Sua Majestade Imperial e Real entrou em seu castelo das Tulherias de permeio a seus leais súditos.

Havia 65 jornais em circulação na França antes de Napoleão chegar ao poder, sobrou apenas 4 enquanto esteve no poder.

Napoleão sabia que o poder era um jogo de aparências. Por isso, controlava como ninguém tudo que aparecia na mídia.

“Por acaso o próprio sol não tem lá suas manchas?” Napoleão.

A França está no nosso dia-a-dia. Você não passa um dia sequer da sua vida sem pronunciar uma palavra do belo francês. Quer ver algumas? Garçon, tricot, écharpe, vernissage, restaurant, filet, manchette, soutien, abajour, lingerie, menu, garagem, elite, greve, glamurosa, glacê, bijouteria, chofer, champanhe, conhaque, perfume, conduta.

Dos ideais humanitários da revolução francesa, até as fantásticas histórias de Victor Hugo e Alexandre Dumas, passando pela beleza de Brigitte Bardot até a filosofia de Jean Paul Sartre, a França é um terreno sempre fértil de extrema sabedoria, beleza e Vida.

Nós estamos vivendo nesse momento o Ano da França no Brasil. De 21 de Abril a 15 de Novembro de 2009, o Brasil homenageia a França através de dezenas de eventos que mostram a França que tanto fez pela humanidade em tantos campos de atuação.

Lembrar Napoleão é uma minha maneira de homenagear tão grandioso país.

Viva La Revolución!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

15/04/2009

Feliz Aniversário Da Vinci!

DaVinci

Leonardo Da Vinci nasceu no dia de hoje no ano de 1452 como filho ilegítimo de Piero da Vinci.

Da Vinci foi aprendiz de Andrea Del Verrocchio, famoso artista da época, mas logo desenvolveu o seu próprio estilo de pintura que se transformou em um alto padrão renascentista adotado vinte anos depois por Michaelangelo e Rafael.

O seu trabalho principal era a pintura, mas a sua mente imaginativa e inventiva o levou a outros campos do conhecimento, tais como inventor, cientista, engenheiro, arquiteto, escultor, músico, matemático, anatomista, astrônomo, geólogo, biológo e filósofo.

Leonardo teve muitas idéias a frente do seu tempo. Os diários que resistiram ao tempo mostram desenhos de novos tipos de relógios, máquinas voadoras etc etc etc.

Ele escreveu o primeiro livro sobre anatomia humana e foi o primeiro ser humano a compreender que a luz da Lua era um reflexo da luz do Sol.

"Salas pequenas disciplinam a mente, salas grandes a enfraquecem". Da Vinci.

Mas Da Vinci não completou os grandes projetos que ele desenhou em seus diários.

Da Vinci pulava de um tópico para o outro com grande velocidade, terminando pouca coisa em vida.

Nem a Monalisa ele entregou. Quando morreu, ele tinha em sua posse apenas 20 pinturas, entre elas a Monalisa. Aparentemente, ele ainda estava trabalhando nessas obras.

"A pior coisa do mundo é quando você vê a teoria vencer a performance". Da Vinci.

Nos dias de hoje, Da Vinci talvez fosse contratado como Chefe de Pesquisas de Alguma Universidade Famosa. Nada mais do que isso.

Ele deixou muitas anotações, mas pouca coisa prática para colocar em um portfólio de verdade.

Durante 35 anos, Da Vinci anotou os seus pensamentos em dezenas de diários, estima-se hoje que algo em torno de 100 volumes foram escritos. Muito se perdeu. Apenas 5 mil páginas foram preservadas, algumas delas arremetadas por Bill Gates alguns anos atrás.

"Uma vez que você tenha experimentado o gosto de voar, você passará a andar pela Terra com os olhos voltados para o céu". Da Vinci

Leonardo era o tipo de pessoa que hoje chamamos de "gênio". Mas ele tinha sérios problemas em focar sua mente em um único projeto por um longo período de tempo. Depois de resolver os problemas conceituais, Da Vinci perdia o interesse pelo assunto até que alguém o cobrasse de alguma coisa. Além disso, Da Vinci fazia o tipo perfeccionista sobre detalhes mínimos que ninguém conseguia enxergar. Essa é uma das razões porque os seus trabalhos nunca terminavam.

"Leonardo da Vinci foi um procrastinador irremediável. Leonardo tinha medo do sucesso, ele nunca deu o melhor de si para nada. Dessa maneira não existiam chances de falhar. É melhor sabotar-se a si mesmo do que se expôr ao ridículo." Giorgio Vasari, biógrafo de Da Vinci.

Pode-se dizer que Da Vinci foi o mais famoso Ser Humano com Desordem de Deficit de Atenção a passar pelo planeta. Por outro lado, talvez não tenha surgido na face da Terra, alguém com tantos insights relevantes para diferentes áreas como Da Vinci.

"Eu ofendi a Deus e a Raça Humana ao entregar um trabalho que não atendeu a qualidade mínima necessária. " Da Vinci, no leito de morte.

Procrastinação é mais do que um defeito da nossa personalidade. É uma doença que precisa ser cuidada com carinho para não deixar se transformar em algo mais grave.

Eu penso que a melhor coisa que podemos tirar da procrastinação é a certeza do que queremos fazer na vida. Quando procrastinamos algo, é porque esse algo é a coisa mais importante para nós.

Se você tem dúvidas sobre onde é bom, no que é bom, ou sobre o quê realmente deseja fazer na sua vida, basta olhar para as coisas que você está barrigando com alguma desculpa furada.

Escrever diários, blogs, twitters, conversar no messenger é dú caramba, mas quais são as coisas REAIS que você tem entregue nos últimos tempos?

31/03/2009

10 anos.

"As pessoas sempre querem saber porque eu escrevo o que eu escrevo, por que eu escrevo tantas coisas terríveis e macabras. Eu gosto de dizer a elas que eu tenho o coração de um garoto... e o mantenho preso dentro de uma jarra em cima da minha mesa.". Stephen King

Eu quero ser um grande escritor desde que me conheço por gente.

Mas, desde que me conheço por gente me pergunto se realmente tenho alguma habilidade especial ou dom além da conta para me tornar um verdadeiro talento na escrita.

Será que sirvo para a coisa?

Não sei.

Mas fui atrás para descobrir.

Desde que me conheço por gente procuro ler e estudar a vida dos grandes autores que admiro. Será que eles nasceram com algum dom especial? Será que eles comeram alguma sopa especial quando crianças? Quais livros eles leram, quais foram suas inspirações, será que eles praticavam algum tipo de ritual para conseguir escrever?

Li a biografia de grandes autores, desde tratados sobre Shakespeare passando por Agatha Christie, Ayn Rand até Mark Twain e Fernando Sabino. Há anos assino revistas sobre a vida de grandes autores, sobre como fazer livros, blá blá blá. Leio todo tipo de entrevista e assisto a todo tipo de palestra que autores de verdade fazem por aí.

O que eu descobri?

Nenhum deles acredita que nasceu com algum dom especial.

Eles simplesmente acreditam que é preciso trabalhar duro para escrever um livro.

Muitos deles, mesmo alguns muito famosos como Stephen King, chegam a afirmar que o parto de um novo livro é tão doloroso quanto o nascimento do primeiro livro.

Não existe mágica. Não existe talento nenhum, apenas muito trabalho duro.

Na biografia de Agatha Christie, que li quando tinha uns 10 anos, ela disse para uma repórter, "O quê é preciso para ser uma grande escritora? Minha cara, pela minha experiência, eu precisei de 10 anos para escrever um livro que eu considero soberbo".

Muitos anos se passaram. Uns dez anos atrás, lendo uma entrevista de Stephen King para uma revista gringa, eu escuto: "São necessários 10 anos para uma pessoa normal se transformar em um escritor que mereça ser lido por milhares de pessoas. Escreva todos os dias durante 10 anos da sua vida e provavelmente você será um escritor relevante".

10 anos. De novo.

Já fazia algum tempo que não ouvia ninguém mais mencionar a regra dos 10 anos.

Será que perdera a validade?

Nãooo, eis que a regra surge novamente.

Outliers, de Malcon Gladwell, é um livro muito bacana. Ele pertence ao time dos livros sobre negócios que ainda fazem algum sentido nos dias de hoje: livros pragmáticos que vendem idéias baseadas em pesquisas, experimentos, fatos concretos etc. De uma certa maneira, Outliers é do time do Good to Great do Jim Collins.

A palavra Outliers não tem uma tradução perfeita para o português, uma das traduções mais próximas seria Excepcional, Fora de Série etc.

O livro procura levantar a lebre sobre o que transforma um ser humano como eu e você em um cara fora de série.

É preciso nascer fora de série?

É preciso ter pais fora de série?

É preciso viver em um país fora de série?

O talento inato existe?

No início da década de 90, o psicólogo K. Anders Ericsoon e dois colegas realizaram o estudo Exhibit A numa instituição de alto nível, a Academia de Música de Berlim. Com a ajuda de professores, formaram três grupos com os violinistas da escola.

No primeiro ficaram as estrelas, os alunos que tinham potencial para se tornar solitas de nível internacional. No segundo, foram reunidos aqueles considerados apenas "bons". No terceiro, estavam os estudantes que dificilmente chegariam a tocar como profissionais, mas que pretendiam se tornar professores de música. Todos eles tiveram que responder à seguinte pergunta: ao longo da sua carreira, quantas horas você praticou?

Todos os violinistas começaram a tocar mais ou menos na mesma época, em torno dos cinco anos de idade. Nessa fase inicial, praticavam por um tempo quase idêntico - duas a três horas por semana. Por volta dos oito anos, diferenças reais começaram a surgir. Os alunos que acabariam se revelando os melhores das suas turmas passaram a se dedicar mais do que todos os outros: seis horas por semana aos 9 anos, oito horas por semana aos 12 anos, 16 horas por semana aos 14 anos e, cada vez mais. Aos 20 anos, estavam praticando - isto é, tocando de forma compenetrada com o objetivo de melhorar - bem mais do que 30 horas semanais. Nessa idade, os melhores músicos, os do primeiro grupo, haviam totalizado 10 mil horas de treinamento em sua vida; os meramente bons, 8 mil horas; e  os futuros professores de música, pouco mais de 4 mil horas.

Ericsson e seus colegas compararam depois pianistas amadores com pianistas profissionais. Identificaram um padrão idêntico. Os amadores nunca haviam praticado mais do que cerca de três horas por semana durante a infância. Assim, aos 20 anos, totalizaram 2 mil horas de prática. Os profissionais, por outro lado, foram aumentando o tempo de treinamento a cada ano até que, aos 20 anos, chegaram também a 10 mil horas.

O fato surpreendente nesse estudo é que Ericsson e seu colegas não encontraram nenhum "talento natural" - músicos que tenham sido capazes de chegar ao topo sem esforço, praticando somente uma fração do tempo dos colegas. Eles também não identificaram alunos que, embora se empenhassem mais do que os outros, não tenham conseguido ficar entre os melhores. Essa pesquisa indicou que, quando uma pessoa tem capacidade suficiente para ingressar numa escola de música de alto nível, o que a distingue dos demais estudantes é o seu grau de esforço. É exatamente isso. E mais: quem está no alto não apenas se dedica mais do que os outros - dedica-se muito mais do que os outros.

Essa regra sempre fez muito sentido para mim, e nunca saiu da minha cabeça. Agatha Christie, Stephen King, 10 anos, 10 mil horas. Coloquei esse número como meta anos atrás e comecei a escrever todos os dias.

Isso foi há mais ou menos 10 anos.

Tá chegando a minha hora.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

10/03/2009

Odiar Watchmen é muito fácil.

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“A maior de todas as histórias de super-heróis já contada, e uma prova de que os quadrinhos são capazes de uma narrativa inteligente, emocionalmente tocante e digna de ser chamada literatura.” Entertainment Weekly
 
“Uma leitura emocionante e de quebrar o coração, e um divisor de águas na evolução de uma jovem mídia.” Lev Grossman, Time Magazine 
 
“...uma façanha monumental da imaginação, combinando ficção científica, sátira política, evocação consciente do passado das HQs e uma corajosa reconstrução dos formatos gráficos atuais – tudo transformado em uma distópica história de mistério.” New York times
 
Fazia algumas semanas que a menina de 6 anos havia desaparecido. A Polícia estava sem pistas. A investigação corria um sério risco de ir para o ostracismo. Mais um crime sem solução.  Mais um bandido que se safa sem punição. Foi quando Rorschach descobriu uma pista que o levou a casa de um suspeito. 
 
Não demorou muito para Rorschach encontrar as roupas de uma menina de 6 anos dentro de um forno.  Latidos. Dois cães pastores alemães brigam no quintal da casa para ver quem fica com o toco destroçado de uma perna de criança.  Foi o que sobrou da última refeição. 
 
Rorschach  ouve passos, a porta do apartamento se abre. O assassino está voltando para casa. Rorschach escondido surpreende  o bandido. Inicialmente o pilantra se diz inocente. Pressionado por Rorschach, o monstro assume a culpa, "Sim, eu matei a menina, matei, matei, eu confesso, fui eu. Me leve preso, me joga na cadeia. Chama a polícia, me prende".
 
Enquanto o maluco se retrata com ares de arrogância e cinismo de quem sabe que vai se safar porque não existem provas o suficiente contra ele, Rorschach vê a sua respiração disparar, o sangue subir a cabeça,  a raiva tomar conta das suas forças, ódio, fúria. 
 
Rorschach pega uma gigantesca faca de açougueiro, e com um golpe certeiro racha a cabeça do fora-da-lei no meio. Não é o suficiente para a sua raiva diminuir, Rorschach arranca o facão da cabeça destroçada do cara, e desce um novo golpe raivoso, e mais um, e mais um, e mais um e mais um. 
 
Rorschach é um WATCHMEN; um vigilante, um encapuzado que anda pelas ruas de Nova Iorque fazendo justiças - quando o sangue sobe a cabeça - com as próprias mãos.  Às vezes ele prende os caras, mas, na maioria das vezes ele prefere jogar o lixo no esgoto. 
 
WATCHMEN é um gibi, um gibi acima de todos os outros. Lançado em 1986, WATCHMEN é um culto, um gibi único. A única história em quadrinhos entre os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a revista Times. A propósito, enquanto você lê o QUEBRATUDO, WATCHMEN figura no primeiro lugar como livro mais vendido no site da Amazon. WATCHMEN está na lista dos livros mais vendidos e não dos gibis. 
 
Antes de WATCHMEN, os heróis eram bonzinhos, e os vilões eram malzinhos. 
 
O que o Super homem ou a Mulher Maravilha teriam feito com o matador de criançinhas se o tivessem descoberto? Antes de WATCHMEN, o Super Homem teria pego o cara pelo paletó e voado com ele até o presídio mais próximo; a Mulher Maravilha teria laçado o cara pela cintura, aprisionado no poste da rua e deixado um recado para a polícia encarcerar o bandido. 
 
Antes de WATCHMEN, os quadrinhos viviam em um mundo a parte. Super herói não falava sobre política, religião, ou sexo. Super herói era raso, não levava um papo cabeça. 
 
Quando WATCHMEN surgiu, às vendas de gibis estavam em declínio acentuado. As novas gerações não estavam mais comprando a história do cara que usa cueca vermelha em cima de um colã azul (Super Homem),  como acreditar na força de um super herói que anda por aí com um companheiro de macheza duvidosa (Batman e Robin). 
 
WATCHMEN trouxe os super heróis para o mundo real da autenticidade. Pela primeira vez na história, os super heróis começaram a apresentar sinais de fraqueza humana, violência, conflitos emocionais, raiva, tesão. Ao ser HONESTO e AUTÊNTICO, WATCHMEN revolucionou os quadrinhos e toda a cultura pop a partir dos anos 80. Depois de WATCHMEN, tiveram que reinventar o Batman, o Super Homem, o Homem Aranha etc. Batman, o Cavaleiro das Trevas surgiu na onda de WATCHMEN. 
 
Hoje, fala-se de autenticidade no marketing e nos negócios, WATCHMEN com certeza teve grande influência sobre isso. Eu mesmo li WATCHMEN em 1986, até hoje guardo as 12 edições originais do gibi na minha casa. 12 edições essas que já sobreviveram a vários namoros, e recentes  investidas da minha esposa para que eu me livre das minhas velhas revistas e livros. "Quando você vai se livrar dessa tralha que você não lê mais?", "NUNCA!" respondo eu. 
 
Eu estava esperando pelo filme WATCHMEN há 21 anos. Na última sexta-feira ele finalmente estreou no mundo inteiro. Eu corri para assistir no primeiro dia, e diga a todos: O FILME É MARAVILHOSO, SOBERBO, FANTÁSTICO. Uma obra de arte da história do cinema, um marco, direção, música, fotografia, cores, atuação dos atores, diálogos pincelados a dedo das 500 páginas do gibi, simplesmente o MELHOR FILME dos últimos anos, e com certeza um dos melhores de todos os tempos. 
 
Mas não se apresse. Se você nunca leu WATCHMEN provavelmente não vai gostar do filme. A primeira impressão que terá é de um filme esquisito, meio cabeça, meio lento, meio rápido, a história vai e volta para o presente e futuro, papo cabeça, non sense. 
 
Uma das cenas mais engraçadas do filme mostra o Coruja, um dos WATCHMEN, "brochando" ao tentar fazer sexo com Laurie, a Espectral. Algumas cenas depois, quando ele finalmente consegue copular, o sexo tem ao fundo uma Lua maravilhosa e a música "Aleluia" interpretada por Leonard Cohen. Em outra cena picante, Dr. Manhattan convoca alguns clones de si mesmo para dar conta da mesma Laurie, enquanto trabalha em alguma coisa relacionada com física quântica. 
 
Você já tinha visto um cara cheio de poderes ultra especiais dar prá trás em uma relação sexual? Ou você já tinha visto alguém partir para o sexo com a cabeça no trabalho?
 
COM CERTEZA, talvez você não tenha visto um Batman ou Super Homem fazer isso, mas você provavelmente conhece algum empresário, executivo, artista metido a besta, web design de sites fantásticos, faltando no trabalho de casa, certo? Certo?!
 
WATCHMEN é um tapa na cara da mediocridade. É muito fácil odiar WATCHMEN, o difícil é assistir ao filme tentando imaginar o porquê de todos os elementos, cores, músicas e símbolos colocados em cada cena. E brincar de adivinhar, pensar, refletir sobre o ser humano, política, vida, deus, universo. 
 
O cenário agora é o Vietnam. A pedidos do presidente Nixon, os WATCHMEN interferem na guerra, e levam o caneco para os EUA. O Comediante, um dos WATCHMEN, bebe a vitória dos EUA em um bar boca de lixo enquanto mete a boca nos políticos americanos e vietnamitas que provocaram uma guerra sem sentido nenhum. Comediante conversa com o Dr. Manhattan, o WATCHMEN mais poderoso de todos, o verdadeiro super homem, ou Deus. 
 
Nesse momento uma garota vietnamita, grávida e desesperada, entra no bar e começa a gritar com o Comediante. "Eddie, agora que a guerra acabou, você tem que assumir o seu filho. Você tem que casar comigo, me levar para os EUA", exige a menina, "Você é maluca", responde o Comediante, "Eu quero que você vá para o inferno, eu não quero nada desse país, sai daqui". Nessa a menina quebra uma garrafa na mesa e rasga o rosto do Comediante com os cacos de vidro. Enfurecido, ele tira a pistola do coldre e aponta para a cara da menina. "Não faça isso Eddie!", diz Dr. Manhattan, "Não atire". É o bastante para o Comediante matar sem nenhuma piedade a coitada da vietnamita. 
 
"Ela estava grávida, você atirou nela", diz Dr. Manhattan. "Sim, e você deixou que eu fizesse. Você sempre sabe o que vai acontecer, e poderia ter me detido, transformado a arma em vapor, as balas em mercúrio, sei lá, mas não o fez. Você fala de ajudar os outros, mas no fundo você não está nem aí para o Ser Humano. Dr. Manhattan, você está endurecendo."
 
O Comediante deixa o bar, Manhattan olha a menina e pensa, "É verdade. Eu não queria salvá-la. Por que eu salvaria alguém idiota a ponto de se deixar engravidar por um soldado americano, e ainda por cima acreditar que ele a levaria para os EUA e assumiria a paternidade. Gente assim merece morrer."
 
Que paulada, heim? WATCHMEN não é para medíocres. WATCHMEN não é um conto de fadas. WATCHMEN é autêntico como você, eu e todo mundo deve ser. 
 
O final da histórica é catastrófico. Para evitar uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética, um dos WATCHMEN provoca múltiplas explosões nucleares por todo o planeta matando milhões de pessoas de diferentes nacionalidades. "Quem se importa? Se esse é o preço para ter a paz, se esse é o preço da evolução, que morram os milhões de medíocres que existem em todas as cidades e não merecem viver". pensa Dr. Manhattan. 
 
Por essas e outras, o cidadão comum se enche dos WATCHMEN. Em 1977, os WATCHMEN são banidos da sociedade americana. O cidadão médio não quer heróis. Não quer exemplos morais. O cidadão médio não quer ser vigiado por ninguém. Não quer ser cobrado por nada. O cidadão comum quer levar a vida numa boa, vendo televisão, comendo hambúrguer, fingindo que gostam do trabalho que faz, e odiando WATCHMEN porque é mais fácil odiar WATCHMEN do que pensar sobre WATCHMEN. 
 
Já que é para o bem do povo e a felicidade geral da nação, os WATCHMEN se aposentam. O crime cresce, os vagabundos se multiplicam, a ética vai para o saco. Richard Nixon - que na história real foi um baita picareta -, em WATCHMEN é reeleito para o cargo de presidente três vezes porque a mediocridade baniu os WATCHMEN e o mínimo de moralidade. 
 
Com o mundo à beira de uma terceira e última guerra mundial, Dr. Manhattan, o único que poderia resolver o problema se muda para Marte. Laurie, sua ex-namorada, viaja até o planeta vermelho na tentativa de convencê-lo a salvar a Terra.
 
"Eu questionava o sentido de tanta labuta. O propósito do esforço sem fim, que leva a nada, deixando as pessoas vazias e desiludidas, deixando-as alquebradas." diz Manhattan, "Tudo bem, admito que muita gente não realiza nada palpável em suas vidas, mas será que nós não temos importância no conjunto do universo? Só a existência da vida não é algo significativo?", diz Laurie. 
 
"Na minha opinião, ela é um fenômeno exageradamente valorizado. Marte se dá muito bem sem um único microorganismo. Sem vida alguma mas com degraus de trinta metros de altura, esculpidos pela areia e vento numa topografia em constante mudança, fluindo e mudando de direção ao redor do pólo em ondas de milhares de quilômetros. Diga-me, que benefício um oleoduto traria para a paisagem de Marte? Que benefício um Shopping Center traria para Marte?"

"Você precisa me contar algo melhor do que isso para me convencer que o seu planeta azul é melhor do que o meu planeta vermelho". 
 
WATCHMEN, banido pela mediocridade por ser soberbo, fantástico, único. Agora eu quero o DVD com 20 minutos extras de filme. 
 
"A Humanidade quer saber apenas de milagres. A Humanidade não está nem aí para Deus". Fiódor Dostoiévski 
 
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. 
 
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