Eu estou em casa, banho tomado, crianças na cama, esposa no quinto sono. As próximas horas, da meia-noite as três da manhã serão dedicadas a preparar os slides do evento da AMD de manhã. Eu não estou cansado, tô turbinado.
A palestra sobre "À Procura da Felicidade" foi legal, eu gostei, pouco mais de 100 pessoas na sala, 130 na web, 1.200 inscritos. "Á Procura da Felicidade" é um filme fantástico, o roteiro é muito bom. Existem ensinamentos em todas as conversas. Muitos detalhes bacanas.
O filme, a príncipio, como o Gabriel e outros mencionaram, é óbvio e simples. BUT, o filme é filosófico. O filme é sobre o "american way of life", e portanto, passa lições nos detalhes, nos diálogos, nos trejeitos, nas simbologias dos corpos que vão aparecendo ao longo do filme.
Como quando Chris desenvolve um método para vender mais que os colegas, BUT, ele mesmo percebe que não funciona, e cria um novo método nos próximos segundos, e consegue uma venda. Ou como quando ele sai correndo para atender um cliente praticando o discurso commodity da empresa, que usa sem perceber e perde o cliente. Ou quando ele mesmo reconhece que falhou ao comprar os scanners porque "não falou com os médicos e doutores".
Esses exemplos são detalhes, nem são as partes mais conhecidas do filme, mas são um TESÃO.
Outra parte DÚCA: Chris, quase no final do filme, encontra o diretor de RH no banheiro que lhe dá os parabéns pelo trabalho bem feito. Chris, muito humildemente, ao invés de agradecer a Deus, fala "obrigado, eu cheguei lá porque fui no jogo de futebol com os clientes, troquei cartão, fiz visitas". OU SEJA, ele sabe EXATAMENTE como chegou lá, e portanto consegue REPLICAR o sucesso. Coisa que 0,01% da população consegue responder. E aí que mora o problema: se você não sabe qual é a causa do seu problema (sempre VOCÊ), você não consegue resolvê-lo. Ou, se você não sabe a causa do seu sucesso, você não consegue replicá-lo.
Outra coisa bacana retratada no filme é a REDE de pessoas BOAS que surgem no caminho das pessoas DISPOSTAS a ajudá-las a PROCURAR A FELICIDADE.
Chris é tão super-homem quanto eu ou vocês. Ele nunca reclama de nada, BUT, em três cenas do filme ele explode, inclusive com o próprio filho.
O que levanta a bola dele? Algumas pessoas que cruzam a sua frente quando ele está com a bola quase baixa. O cara da Ferrari, o scanner revolucionário, o senhorio que troca o aluguel pelo trabalho de pintar o quarto, os médicos que recebem o Chris, o cara do rh que liga na casa dele bem na hora que a esposa dele vai embora, o presidente da Dean Whiiter que resolve brincar com o fato de Chris estar sem camisa na entrevista, etc etc etc.
O ponto é: TODO CONTATO que fazemos com outro ser humano ao longo do dia TEM O PODER de transformar a vida da pessoa. Alguém, hoje, na hora do almoço, vai cruzar o seu caminho, e um simples sorriso, abraço, um mínimo de respeito e educação pode ser o suficiente para levantar a bola do cara, e dar a ele outro mês de ôxigenio, como aconteceu com o Chris Gardner.
A palestra foi gravada. Assim que tiver o mp3 disponível vou colocar por aqui. Nos próximos dias eu vou escrever um texto antológico sobre o filme e soltar no quebra tudo.
MUITO OBRIGADO a todos pela presença na Cultura ou na Aulavox.
Os slides podem ser baixados aqui, ou assista abaixo.
MAIS uma vez eu esqueci de fotografar a turma na sala. Quando o evento começa eu fico todo elétrico para falar e esqueço de fotografar a turma. PLEASE, Peleh, ou outros, me lembrem na próxima vez. Vamos fazer uma foto bem maluca para postar no site.
Até o próximo HollywoodCEO, tema, provalmente, a Trilogia de MATRIX.
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